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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Oriente médio: Estado islâmico explode prisioneiros no Afeganistão

Estado Islâmico divulga vídeo em que explodem prisioneiros
Estado Islâmico divulga vídeo em que jihadistas explodem prisioneiros(VEJA.com/Reprodução)
O grupo terrorista Estado Islâmico divulgou um novo vídeo de suas atrocidades: desta vez, os extremistas explodem prisioneiros. Em julho, os terroristas divulgaram um vídeo em que uma criança decapita um soldado sírio. No mês anterior, outro vídeo mostrava o grupo decapitando, afogando e carbonizando dezesseis homens acusados de espionagem.

Nas imagens divulgadas neste domingo, militantes aparecem enterrando explosivos alinhados, em um local não identificado do Afeganistão. Em seguida, um grupo de dez prisioneiros vendados é obrigado a se ajoelhar sobre o terreno onde estão enterrados os artefatos, que são então detonados.

Todas as vítimas são descritas como 'apóstatas', ou seja, deixaram de seguir os mandamentos religiosos dos jihadistas. Acredita-se que os homens foram acusados de ajudar o Talibã na província afegã de Nangarhar, de onde o EI foi expulso recentemente.
Os militantes que participam da atrocidade carregam fuzis, e muitos aparentam ser bem mais jovens do que os prisioneiros.

Fonte:Veja

Brasil: Confira a lista das 20 Universidades mais respeitadas pelo empregadores



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A USP foto:reprodução 

A sua universidade é bem avaliada pelos empregadores da sua área de atuação? A Quacquarelli Symonds (QS), empresa que publica alguns dos mais renomados rankings de universidades do mundo. Desta vez, a empresa  divulgou uma lista com as instituições mais bem avaliadas pelos empregadores. 


Para elaborar seus rankings de melhores universidades , a Quacquarelli Symonds (QS) pede a profissionais do mercado do mundo todo que indiquem quais as instituições de ensino superior que eles preferem para recrutar candidatos.



A mais recente lista do grupo é a de melhores universidades da América Latina. Foram avaliados a reputação acadêmica, proporção entre professores e alunos, número de citações sobre pesquisas da universidade, número de publicações, proporção de professores doutores no quadro docente e o impacto da universidade na internet também têm peso na nota final de cada instituição.
O ranking a seguir reúne as universidades brasileiras que receberam as melhores avaliações dos recrutadores:

 Veja a lista das 20 universidades mais respeitadas pelos empregadores


1)USP

Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     1º
Nota da reputação entre empregadores:       100
Posição geral no ranking da América Latina:    1º


2) Unicamp

Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     10º
Nota da reputação entre empregadores:     99,7
Posição geral no ranking da América Latina:     2º


3) PUC Rio
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     35º
Nota da reputação entre empregadores     87,6
Posição geral no ranking da América Latina     14º


4) UFRJ
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     37º
Nota da reputação entre empregadores     86,8
Posição geral no ranking da América Latina     5º


5) PUC-SP
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     39º
Nota da reputação entre empregadores     85,8
Posição geral no ranking da América Latina     31º


6) UNESP
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     47º
Nota da reputação entre empregadores     79,8
Posição geral no ranking da América Latina     8º


7) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     60º
Nota da reputação entre empregadores     67
Posição geral no ranking da América Latina     33º



8)Universidade de Brasília
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     60º
Nota da reputação entre empregadores     67
Posição geral no ranking da América Latina     33º


9)Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     81º
Nota da reputação entre empregadores     58,4
Posição geral no ranking da América Latina     11º


10)Mackenzie
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     86º
Nota da reputação entre empregadores     56,5
Posição geral no ranking da América Latina     105º


11) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     89º
Nota da reputação entre empregadores     55,2
Posição geral no ranking da América Latina     12º



12) PUC Minas
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     103º
Nota da reputação entre empregadores     49,5
Posição geral no ranking da América Latina     127º


13) Universidade Federal do Paraná
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     106º
Nota da reputação entre empregadores     48,3
Posição geral no ranking da América Latina     23º


14) Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul  (PUCRS)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     110º
Nota da reputação entre empregadores     46,2
Posição geral no ranking da América Latina     38


15) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     110
Nota da reputação entre empregadores     46,2
Posição geral no ranking da América Latina     24º


16) Universidade Paulista (UNIP) 
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     117º
Nota da reputação entre empregadores     44,5
Posição geral no ranking da América Latina     201º


17) PUC Campinas

Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     123
Nota da reputação entre empregadores     40,1
Posição geral no ranking da América Latina     122


18)Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     128º
Nota da reputação entre empregadores     39,2
Posição geral no ranking da América Latina     40º


19) IBMEC
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     132º
Nota da reputação entre empregadores     37,8
Posição geral no ranking da América Latina     201º


20) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Posição no ranking de reputação entre empregadores da América Latina     143º
Nota da reputação entre empregadores     35,9
Posição geral no ranking da América Latina     30º

Fonte:site ibahia/reprodução

Concurso:BB oferta mais de 800 vagas para nível médio em seis Estados do Nordeste


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O Banco do Brasil  divulgou nesta segunda-feira (10) edital de concurso para o cargo 860 vagas de escriturário. São 95 vagas imediatas e 860 para formação de cadastro de reserva. O salário é de R$ 2.227,26. Os candidatos devem ter nível médio.  A jornada de trabalho será de 30 horas semanais.



Entre as funções do cargo estão comercialização de produtos e serviços do banco, atendimento ao público, atuação no caixa (quando necessário), entre outras atividades. Do total das oportunidades, 5% são reservadas para pessoas com deficiência (PCD) e 20% para pessoas pretas e pardas (PPP). (Os termos preto e pardo são os utilizados oficialmente pelo IBGE).




As oportunidades são para Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.




Entre os benefícios, além do salário, o BB oferece participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente, vale-transporte, vale-cultura, auxílio-creche, ajuda alimentação/refeição, auxílio a filho com deficiência; plano odontológico, assistência médica (planos de saúde) e previdência privada.




As inscrições estarão abertas de 11 a 31 de agosto pelo link  http://www.cesgranrio.org.br/concursos/evento.aspx?id=bb0115   da empresa organizadora. A taxa é de R$ 42.




A seleção será feita por meio de avaliação de conhecimentos (25 questões de conhecimentos básicos e 45 de conhecimentos específicos) e prova de redação. Ainda haverá perícias médicas e procedimentos admissionais.




As provas objetivas terão duração de 5 horas e serão aplicadas na data provável de 18 de outubro, nas cidades de Maracanaú (CE), Itapipoca (CE0, Sobral (CE), Quixadá (CE), Russas (CE), Cratéus (CE), Juazeiro do Norte (CE), Fortaleza, João Pessoa, Campina Grande (PB), Patos (PB), Sousa (PB), Recife, Jabotão dos Guararapes (PE), Olinda (PE), Palmares (PE), Vitória de Santo Antão (PE), Timbaúba (PE), Caruaru (PE), Garanhuns (PE), Serra Talhada (PE), Petrolina (PE), Parnaíba (PI), Teresina, Picos (PI), Floriano (PI), Natal, Mossoró (RN), Aracaju, Estância (SE), Nossa Senhora da Glória (SE), Itabiana (SE), Lagarto (SE) e Capela (SE).




A seleção externa terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogada, uma vez, por igual período.



Fonte:ibahia
Imagem:google/reprodução

Dilma afirma: “O Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia”



Presidente afirma que não vai tolerar ‘vale-tudo’ contra qualquer governo

Foto: Rhayana Ferreira Araújo/ Secretaria de Comunicação de Boa Vista/reprodução

A presidente Dilma em seu discurso hoje(10) em São Luis, no Maranhão afirmou que  o Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia. Reafirmou que não vai abandonar os programas sociais e que em setembro lançará a terceira etapa do programa Minha Casa , Minha Vida. Confira o que disse a presidente 
em ma rede social.

Dilma Rousseff se sentindo determinada
Político · 2.513.538 curtidas
· 5 h ·
Não fiquem inseguros, nem apreensivos. Esta é uma situação temporária de dificuldades. Ela vai passar, e vai passar rápido. Nós, mesmo diante dessa travessia, não abandonaremos os programas sociais - o Minha Casa, Minha Vida, o Mais Médicos.
Nós não vamos deixar de garantir que haja acesso das pessoas mais pobres ao Prouni, ao Fies, e nós não vamos recuar do Bolsa Família.
Mas nós também precisamos entender que é necessário um grande esforço do governo. Trabalho dia e noite, incansavelmente, para que essa travessia seja a mais breve possível.
O Brasil precisa, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, pensem no que serve à Nação, à população brasileira, e só depois pensem em seus partidos e em seus projetos pessoais.
O Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia. É como dentro de uma família, quando há dificuldade não adianta um ficar brigando com o outro porque não resolve essa situação. É necessário que as medidas que sejam urgentes sejam tomadas.

Fonte:Facebook da Presidente/reprodução

Transposição do São Francisco fica para 2017, diz ministério


Foto:reprodução

As regiões do sertão e do agreste de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte ainda terão de aguardar por muito tempo até que a água do Rio São Francisco passe a banhar seus municípios. Prevista inicialmente para ser entregue no ano 2000, a Transposição do São Francisco teve seu cronograma de conclusão reescrito diversas vezes.

Até o início deste ano, previa-se ainda que o empreendimento seria 100% concluído no primeiro semestre de 2016. Agora, segundo o Ministério da Integração, responsável pelas obras, a conclusão do empreendimento passou para 2017. O que permanece nos planos, por enquanto, é a perspectiva de que ao menos parte do projeto seja entregue no ano que vem.

A transposição é apenas uma das iniciativas atrasadas que envolvem o principal rio da região Nordeste. O plano de ações de revitalização das bacias do São Francisco e Parnaíba, que até o ano passado tinha previsão de ser concluído em dezembro, já foi reprogramado para 2018. A entrega de dois grandes ramais de ligação à transposição – Adutora do Agreste (PE) e Adutora Vertente Litorânea (PB) – deveria ter ocorrido no mês passado, mas já ficou para o ano que vem.

Em nota, o Ministério da Integração informou que, desde 2007, são executadas obras nas bacias do São Francisco e do Parnaíba, e que várias ações já foram concluídas. O sistema de esgotamento sanitário recebeu R$ 710 milhões em obras do PAC realizadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Outros R$ 21 milhões foram aplicados na gestão de resíduos sólidos. O controle de erosão recebeu R$ 82,38 milhões, e os sistemas de acesso à água, R$ 150,18 milhões. Informações da agência Estado.

domingo, 9 de agosto de 2015

"Advogar na Justiça baiana é um inferno" diz presidente da OAB

  • Margarida Neide | Ag. A TARDE/reprodução
    Luiz Viana Queiroz, presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) - Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE
    Luiz Viana Queiroz, presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA)
Há dois anos e oito meses na presidência da seccional baiana da OAB, o advogado Luiz Viana Queiroz diz  que as duas prioridades da sua gestão têm sido o enfrentamento da crise do judiciário e a defesa das  prerrogativas dos advogados. 

Diz que o Tribunal de Justiça da Bahia vive um colapso na gestão de pessoal. "Essa é uma crise de Estado, que atinge a cidadania baiana", afirma ele, que é favorável a que a advogada Beatriz Catta Preta revele quem na CPI da Petrobras a está intimidando.  "As pessoas precisam saber o que está acontecendo". Candidato à reeleição, explica por que é contra a redução da maior idade penal e o financiamento privado nas campanhas eleitorais, e critica o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que ameaça restringir a autonomia da OAB.

Como o senhor viu a intimidação sofrida pela advogada Beatriz Catta Preta, que afirmou se sentir ameaçada por integrantes da CPI da Petrobras?

Acho que a gente vive um momento muito especial no País, em que nós queremos a apuração profunda de todos os crimes, denúncias de corrupção e que todos que tenham cometido faltas e crimes sejam processados. Mas isto não pode ser ao preço da intimidação da defesa. O Brasil garante a ampla defesa e, portanto, os advogados são essenciais à  Justiça. Havendo qualquer constrangimento à advogacia, estarei ao lado da advocacia.

Ameaça contra advogados partindo de segmentos institucionais  é fato isolado ou tem sido uma prática no Brasil?

Eu nunca tinha ouvido falar de uma intimidação assim tão evidente e não tinha visto um profissional da advocacia ir a público dizer que estava ameaçado pelo trabalho da advocacia. Eu sei de casos, e aqui na Bahia tem muitos de ameaça, inclusive de morte, de colegas advogados, mas nunca vi assim uma coisa institucional ligado a um poder, como o caso Legislativo.

O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, autor da ação no STF que garantiu a Catta Preta o sigilo na relação com os clientes, disse ver um certo fascismo nas agressões contra advogados. O senhor concorda?

O que eu vejo com preocupação é que as pessoas, em nome da apuração dos crimes, possam considerar possível ou razoável diminuir, restringir ou intimidar a defesa. No Estado Democrático de Direito o processo penal é uma garantia do processado. Não é do Estado. Então, o processo penal deve seguir um rito legal e a mais ampla defesa possível, porque isso é uma garantia democrática.

Mesmo com a decisão do STF, a CPI quer que a advogada compareça à Câmara para revelar quem da comissão a está ameaçando? Ela deve depor na CPI?

Uma das grandes características do Estado Democrático Republicano é a transparência. Portanto, interessa a todos que os atos públicos sejam o mais transparente possível. No caso específico da advogacia, têm-se garantido o sigilo das informações que o advogado recebe. Mas se tiver  uma outra coisa que diga respeito à atuação dela como cidadã, acho que pode ser chamada a depor. Ela deve dizer quem na CPI a está ameaçando. As pessoas precisam saber o que está acontecendo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), classificou a OAB de cartel e de ser uma entidade sem credibilidade. Ele disse que colocará em votação projetos que tiram a autonomia da OAB, como o que extingue o exame da Ordem.  Qual sua opinião?

Uma pesquisa do Datafolha aponta a OAB como a entidade com maior credibilidade do País entre aqueles que a conhecem. Entre os que a não conhecem, ela está em segundo lugar. Portanto, a resposta à infeliz colocação do ilustre deputado é que ele está equivocado. Ele aparentemente não conhece a história dessa entidade, que em novembro completa 85 anos e que alcançou a maior credibilidade diante do povo brasileiro, exatamente porque tem uma história de lutas ao lado dos que sempre lutaram pelas aspiração democráticas do povo brasileiro.

E quanto à pauta sobre a OAB que Eduardo Cunha fala em colocar em votação?

Eu pessoalmente acho um equívoco eleger a OAB como adversário, como inimigo e  pautar mudanças legislativas que atinjam a OAB por algo que não parece ser o interesse público. O exame de ordem (prova feita por bachareis para entrar no quadro de advogados) serve aos advogados e, sobretudo, à cidadania. É uma forma de controlar, a partir do  crescimento exponencial das faculdades de Direito, aqueles que têm uma função relevante de defesa da vida, da liberdade, do patrimônio e da honra. Quero dizer que não temo nenhuma das proposta de Eduardo Cunha. Não tenho medo de controle de contas que ele propõe e a proposta de eleição direta para presidente nacional da OAB, que eu considero muito boa, quem levantou fui eu, como conselheiro federal da ordem há oito anos.

O Congresso está para votar o segundo turno da PEC que reduz de 18 para 16 anos a idade penal para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Qual a sua opinião sobre essa matéria?

Acho que o  tratamento que deve ser dado àqueles que ainda não têm 19 anos deve ser diferenciado. O Estatuto da Criança e do Adolescente já tem punições severas. O que o Brasil precisa é aplicar o estatuto e punir os que estão entre 16 e 18 anos e que cometem infrações graves. Essa tentativa de diminuir a idade penal, na verdade, vem num momento em que a violência é crescente. Mas é um erro achar que se diminuir a idade penal vai conter a violência. Na verdade, vai dar  um tratamento equivalente aos maiores criminosos e, em vez de recuperar esses menores, vai favorecer a criminalidade.

Sendo especialista em direito eleitoral, como analisa a reforma política aprovada no Congresso? 

É difícil falar, porque são vários projetos em tramitação na Câmara e no Senado. Mas especificamente em relação à PEC 23, aprovada no Senado e em primeiro turno na Câmara, tem uma série de itens, entre os quais o que permite a doação de pessoas jurídicas a partidos políticos e não permite a doação dessas pessoas jurídicas a candidatos. Sigo mais uma vez a OAB que ajuizou, há dois anos, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, arguindo a inconstitucionalidade da doação por pessoas jurídicas, com um argumento simples: se as pessoas jurídicas, as empresas, não são titulares de direitos políticos, não devem participar do processo político eleitoral. A maioria dos ministros do Supremo já declarou a inconstitucionalidade da doação privada e minha expectativa é que esse entendimento seja mantido. Mas quanto a reforma política como o todo, a PEC 23  ainda pode sofrer alterações na Câmara e no Senado. Há, portanto, a perspectiva muito real de que não haja reforma política profunda se não for aprovada até outubro, um ano antes da eleição de 2016.

A seccional baiana OAB deu amplo apoio à investigação paralela feita pelo Ministério Público Estadual no caso da chacina do Cabula. Como o senhor recebeu a rápida absolvição, pela juíza Marivalda Almeida Moutinho, dos  nove policiais militares  acusados pelas 12 mortes?

A OAB se posicionou no sentido de que aquele evento, daquela forma, com a quantidade de pessoas que foram mortas e daquela maneira, precisava ser investigado. O Ministério Público fez sua investigação, concluiu que havia indícios de responsabilidade penal e denunciou. Por outro lado, mesmo depois da denúncia, a polícia civil conclui seu inquérito e chegou à conclusão oposta, que não tinha havido crime porque teria havido uso regular da força ou legítima defesa. O juiz titular recebeu a denúncia, foi apresentada a defesa, e a juíza substituta rapidamente decidiu. Eu tenho por norma e por princípio me manifestar o mínimo possível sobra as decisões judiciais, já que a OAB não é parte do processo. Mas não posso deixar de dizer que eu espero que haja um aprofundamento desta questão e de que o Ministério Público cumpra o seu dever , como já anunciado, de recorrer. 

O senhor declarou, recentemente, que a Justiça baiana vive a sua pior crise dos últimos 30 anos? É isso mesmo?

Não é crítico não, é caótico. O CNJ faz pesquisa em todos os anos sobre todo o sistema judiciário no Brasil. Em 2014 os números da Bahia são impressionantes. No primeiro grau de jurisdição, entre os juízes, há mais de 1,6 milhão processos, não foram decididos nem 15%. Isso demonstra que há algo muito errado, faltam juízes, faltam serventuários e falta estrutura. A Justiça estadual não é digna da Bahia. Para pegar emprestado a frase de Euclides da Cunha, diria que o advogado na Bahia é sobretudo um forte. Porque só um homem ou mulher forte é capaz de continuar advogando num sistema que não funciona.

Essa operação de deslocar servidores do 2º grau para suprir demanda de pessoal nos cartórios (1º grau) não está ajudando?

Na verdade houve uma verdadeira intervenção do CNJ no TJ deslocando cerca de 200 assessores dos desembargadores para o 1º grau na Capital e esse serviço tem sido muito positivo, mas insuficiente para resolver todos os problemas do Judiciário. Tenho dito que advogar na Justiça baiana é um inferno. A crise do judiciário baiano não é uma questão simples e a OAB tem se debruçado sobre ela. Constituímos uma mesa permanente de articulações, com a presença da OAB, TJ, juízes, promotores, defensores públicos e sindicatos e elencamos os 16 itens que respondem pela crise. Talvez o mais importante, a crise de pessoal. O tribunal responde que é um problema jurídico, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que o Judiciário só pode gastar com pessoal até 6% da receita corrente líquida do Estado. Isso eu entendo, mas é necessário resolver o problema de gestão. Existe milhares de serventuários e é preciso que eles estejam melhor administrados, de melhor remuneração, mas também precisam ser cobrados pelos serviços. A Bahia possui mais de 700 juízes, também é preciso que tenham melhor condições de trabalho e remuneração. Então, ao lado da impossibilidade de contratar  novos, há um déficit grave de gestão de pessoal.

A OAB chegou a sugerir um plano estratégico para o Judiciário, não foi?

Sugeri inúmeras vezes e não consegui ter repercussão junto à presidência do TJ, porque o presidente, desembargador Eserval Rocha, é de difícil relacionamento e tem um diálogo muito difícil com a OAB. Levei ao presidente do Supremo (Ricardo  Lewandowski) e à ministra-corregedora do CNJ (Nacy Andrighi) uma proposta de reestruturação sustentável do judiciário baiano. A minha decepção é que o TJ, que deveria ser o protagonista da crise, não consegue solucionar isso. Mais do que isso, essa é uma crise de Estado, que atinge a cidadania baiana. O inaceitável é que todos os anos se repita a mesma resposta: não podemos melhorar, porque estamos no limite prudencial de gasto com pessoal.

E qual a dificuldade do TJ para enfrentar a solução da crise?

Uma das razões, para mim, é a falta de transparência, porque é preciso abrir o diálogo da crise não apenas com os desembargadores e os juízes, mas também com os advogados, serventuários e outras segmentos da sociedade civil, e se articular com o governador e a Assembleia Legislativa. É um problema político, que precisa de uma solução política.

O corregedor-geral de Justiça, José Olegário, disse que luta para adotar nos cartórios judiciais o turnão (sete horas consecutivas de funcionamento). Porque a OAB é contra?

Isso foi feito na gestão da desembargadora Silvia Zarif , quando houve uma medida da OAB-BA no CNJ que barrou o turnão. Foi feito um acordo escrito entre o TJ e a OAB-BA, homologado pelo CNJ, dizendo que não ia haver turnão. Então, há uma questão jurídica e, depois, se o 1º grau não está funcionando de forma eficaz em dois turnos, menos funcionará com um turno só.

O senhor é candidato à reeleição da OAB-BA, agora em novembro?

Estou sendo chamado para ser candidato pelo grupo que me apoia, para dar continuidade aos dois eixos de prioridade da minha gestão, que tem sido enfrentar a crise do judiciário e defender as prerrogativas dos advogados. Tanto que temos feito um grande trabalho de aparelhamento físico da OAB, com obras e reformas de sedes no interior .

Como avaliou as críticas à sua gestão feitas pelo ex-presidente da seccional, Saul Quadros, de ser  "omissa, silente [e] muda" sobre os problemas do Judiciário baiano e que "desenvolve uma política de apadrinhamento" com "inaugurações eleitorais"?

Não vou ofendê-lo em homenagem à história, à idade e à família dele. Acho que as críticas ora decorrem de um absoluto desconhecimento do que tem sido feito na OAB, ora da própria incapacidade política de compreender o momento da advocacia, ora porque nós estamos começando o processo eleitoral e ele lançou o candidato, Carlos Ratz, e está tentando beneficiar o candidato dele. Mas é óbvio que é uma opção política. Eu diferentemente dele, no lugar de guardar o dinheiro da OAB, estou investindo mais e melhor para os advogados e em nome da defesa das prerrogativas dos advogados.

Fonte: Repórter Patricia França de atarde/reprodução


Rio: Após morte de playboy, bandidos prometem vingança




Traficante "Playboy" é morto pela polícia
O traficante playboy planejava invadir o complexo da Maré, segundo a polícia  -foto: Veja divulgação/reprodução
Desde a semana passada, os órgãos de inteligência da polícia fluminense vinham reunindo informações de que a quadrilha do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, estava se preparando para invadir o Complexo da Maré. O último informe obtido pela Polícia Federal indicava que o ataque seria neste domingo, depois das comemorações do Dia dos Pais. Com a morte do traficante - ontem, num confronto no Morro da Pedreira - o plano foi abortado temporariamente. Mas o terror, não. Nas redes sociais, criminosos já gravaram áudios e postaram mensagens de vingança, prometendo caçar policiais nas ruas da cidade. Na rede whatsapp, uma gravação fala em matar 50 policiais em represália à ação que resultou na morte de Playboy - ou Menino Maluquinho, como vinha sendo chamado recentemente.
Na página Vulcão da Pedra HD, que traz notícias da região do Complexo da Pedreira, que o criminoso dominava, as mensagens de luto tiveram milhares de curtidas. Numa delas, os bandidos avisaram: "Vida se paga com vida. Tá aberta a temporada pra caça (sic) polícia". "A morte dele causa, pelo menos inicialmente, um baque na facção (Amigos dos Amigos). E isso pode evitar que novas invasões a outros territórios aconteçam já", diz o delegado da PF, João Luis Araújo, sem querer falar especificamente da Maré. 
O tenente-coronel Antônio Jorge Goulart, chefe da Coordenadoria de Inteligência da PM, também participou da entrevista coletiva realizada na Cidade da Polícia Civil, ontem à tarde. O oficial apresentou informações sobre uma suposta (e inédita) união de facções para esta guerra na Maré. Segundo ele, bandidos do ADA de Playboy estariam costurando um acordo com o Comando Vermelho para expulsar os criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP), que dominam a maior parte da região de 130 000 moradores. "Algumas informações que obtivemos indicavam que eles dividiriam a Maré. 
O CV ficaria com a parte do Parque União até a Linha Amarela, e o ADA com a parte das Vilas do Pinheiro, João, até o Caju", disse Goulart. Por ora, a PM tomou algumas medidas para tentar evitar a reação do tráfico. Policiais do Comando de Operações Especiais (Bope e Choque) ocuparão a região por tempo indeterminado. Ontem, porém, em sinal de luto, o comércio de vários bairros nos arredores foi fechado.
Fonte:Veja

Congresso: Lídice afirma que Senado discute de que forma Dilma irá cair

                                                                    Foto:reprodução

A senadora Lídice da Mata afirmou que, no Senado, a discussão gira em torno da maneira em que a presidente Dilma Rousseff irá cair. “Entre nós (senadores), não discutimos se Dilma vai cair ou não. Mas, sim, de que forma ela vai cair”, contou, de acordo com a coluna Tempo Presente, do A Tarde. 
 
Ainda segundo a publicação, Lídice criticou o perfil da Câmara dos Deputados. “Eduardo Cunha sofreu desgastes com a opinião pública por conta das denúncias contra ele, mas tem a base dele. O Senado ainda é um espaço de maior reflexão. Há muitos ex-governadores, todos eles preocupados. Os estados estão em dificuldades. Não há garantia do cenário que vai brotar”, analisou.Informações do BN.