A JAC Motors afirmou, em nota, que não desistiu de construir sua fábrica na Bahia,como divulgado, esta semana, pela imprensa. De acordo com a empresa, em face do atual cenário pela qual o Brasil está passando e o quadro recessivo do mercado automotivo brasileiro, que deve fechar o ano em queda de 30% em relação a 2014, “a empresa vem trabalhado diuturnamente, no Brasil e na China, bem como com a colaboração do MDIC e do Governo da Bahia, na reconfiguração de seu projeto fabril para a atual realidade do mercado automotivo brasileiro, o que envolve, naturalmente, um novo cronograma de implantação de forma faseada”.
Segundo a montadora, há o desejo de “iniciar rapidamente a produção de modelos em todo território brasileiro”. “Enxergamos no país um mercado potencial de altíssima atratividade para a marca”, indicou.Informações do BN.
Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (14), na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba), docentes do Sindicato dos professores das Instituições Federais de Ensino da Bahia (Apub) analisaram propostas e votaram para o fim da greve na instituição.
Ainda na assembleia, foi decidido também através de votos, que os alunos retornarão às atividades no próximo dia 19 de outubro e que as duas primeiras semanas serão de revisão dos conteúdos. A greve já completava quatro meses.
No próximo domingo (18), à meia-noite, milhões de brasileiros terão que adiantar os relógios em uma hora. O início da temporada 2015/2016 do horário de verão afetará os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. O principal objetivo da medida é, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a redução da demanda no período de ponta, entre 18h e 21h.
O horário brasileiro de verão começa sempre no terceiro domingo do mês de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente, exceto quando coincide com o carnaval, caso em que é postergado para o domingo seguinte. Apesar da pressão sofrida pelo trade turístico o Estado da Bahia está fora por decisão governo. Informações da agência Brasil com adaptações.
As escolas particulares de Salvador já estão se preparando para os ajustes das mensalidades para 2016. De acordo com um levantamento realizado pelo jornal Correio, 15 instituições privadas já informaram que os valores devem aumentar de 10% a 15%. Alguns motivos apontados pelos gestores são a alta da inflação, aumento na conta de luz e reajuste na folha de pagamento dos profissionais.
O que pesa contra um possível aumento é o fato da inadimplência ter acumulado crescimento de 20%. Por conta disso, uma parcela das escolas particulares estaria disposta a encontrar soluções para evitar o repasse integral dos custos aos responsáveis financeiros dos alunos. Informações do BN.
A seleção dos Docentes será realizada
entre os dias 19 e 29 de outubro, e contará as seguintes etapas:
entrevista, prova didática, aula pública e prova de títulos.
As
atividades serão realizadas no Departamento e na respectiva
área/matéria/componente curricular escolhido durante a inscrição.
A Universidade publicará nova
retificação ao Edital com as mudanças aqui apresentadas na edição de
amanhã (14) do Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE-BA).
O ex-ministro da Educação (MEC), Renato Janine Ribeiro, disse em
entrevista à rádio Band News FM, nesta terça-feira (13), que foi pego de
surpresa com demissão do ministério. O filósofo e professor de Ética da
USP saiu da pasta há duas semanas, quando a presidente Dilma Rousseff
(PT) anunciou a reforma ministerial e Aloísio Mercandante, ex-Casa
Civil, como seu substituto. Ao veículo de comunicação, Janine Ribeiro
disse ainda que a crise econômica afetou diretamente sua atuação à
frente do MEC e contribui para que o governo não consiga alcançar as
metas da pasta. "O que deu errado foi o repasse de recursos do pré-sal.
Houve um corte no orçamento da educação e faltou dinheiro. É um reflexo
da crise econômica", disse.
Quanto à crise política, que acompanha as
dificuldades no setor orçamentário, o ex-ministro afirmou que o diálogo
era quase inexistente com a presidente ou outros colegas de Esplanada,
entretanto, existe uma preocupação do governo em relação a um possível
impeachment. "Até hoje não vi um projeto alternativo da oposição para
lidar com a crise, apesar do momento mais difícil do governo da Dilma,
com baixa popularidade. Pessoalmente, não acredito que o impeachment
pacifique a situação. Pelo contrário", especulou.Informações da agência Brasil.
Em 5 de agosto de 2010, parte da mina de San
José, no Chile, desmoronou. A tragédia deixou 33 mineiros presos a quase
700 metros de profundidade, com temperaturas de 40ºC, elevada umidade e
quase nada de comida ou água potável.
Capsula utilizada para resgatar os mineiros soterrados.
Foto: Agência Brasil
As previsões iniciais eram de que não haveria sobreviventes, mas, 17
dias depois do acidente, uma mensagem chegou à superfície: "Estamos bem
no refúgio, todos os 33".
Um dos mineiros mais velhos, Omar Reygadas, relatou à DW as grandes
dificuldades que eles enfrentaram. "Fomos encontrados 17 dias depois do
acidente. Tínhamos pouquíssima comida e estávamos sobrevivendo com uma
colher de chá de atum em conserva cada um, a cada 72 horas. A única água
que havia era aquela suja e oleosa que normalmente usávamos para limpar
as máquinas de mineração", conta Reygadas.
Logo, um grande esquema de resgate foi montado para salvá-los.
Especialistas de todo o mundo foram levados ao Chile com o objetivo de
encontrar a melhor maneira de retirar os trabalhadores ainda com vida
daquela mina de cobre. Nesse meio tempo, suprimentos de emergência e
água eram enviados através de uma perfuração na terra, e médicos e
psicólogos chegavam para acompanhar os 33 homens.
Foram 69 dias vivendo no subterrâneo. Em 13 de outubro de 2010, os
mineiros foram trazidos de volta à superfície, um por um, com ajuda da
chamada cápsula Fênix – um compartimento metálico de resgate projetado
pela Nasa. As cenas foram vistas ao vivo por milhões de pessoas mundo
afora.
Muitas promessas
Cinco anos atrás, muito foi prometido aos 33 mineiros – cada um deles
recebeu 15 mil dólares, doados por um rico empresário chileno, e
promessas de emprego não faltaram. No primeiro ano, eles chegaram a
ganhar viagens com tudo pago a países como Estados Unidos, Inglaterra e
Grécia. Mas depois a realidade começou a se tornar mais difícil.
De início, somente os 14 mineiros mais velhos ganharam uma pensão do
governo. Hoje todos a recebem, mas eles garantem que o valor não é
suficiente para viver. As ofertas de emprego e as promessas de
patrocínio em dinheiro nunca saíram do papel.
"Tem sido muito difícil encontrar emprego", conta um dos mineiros mais
jovens, Carlos Barrios, que negociou a pensão com o governo. "Dos 33,
apenas dez trabalham em tempo integral. Alguns estão muito velhos, e
muitos de nós não têm habilidades para encontrar emprego em outras
áreas."
Problemas de saúde são outra questão. "Dois anos depois do acidente, eu
comecei a ter ataques de pânico e problemas para dormir", afirma
Carlos. "Acho difícil me concentrar e lembrar das coisas. Fui afastado
do trabalho e preciso ver um psicólogo uma vez por mês em Santiago."
Reygadas também considera o acidente um divisor de águas na sua vida.
"Eu gostava muito de me reunir com meus filhos e netos para um churrasco
no fim de semana. Agora eu prefiro ficar sozinho", diz ele. "Quando eu
estava lá embaixo, na mina, tentava pensar que aquilo era apenas um
longo turno de trabalho. Foi quando eu saí que percebi como minha vida
seria diferente dali pra frente."
Reygadas lembra que o acidente os tornou celebridades instantâneas, o
que acabou sendo um fator negativo. "Estou muito velho para voltar para a
mineração, mas os outros mineiros que querem trabalhar não conseguem",
diz.
"Temos contato com a imprensa e com pessoas do governo. Então, se
estivermos trabalhando para uma companhia de mineração e notarmos que
algo não está sendo feito corretamente, sabemos para quem ligar. As
empresas não gostam disso, por isso elas têm medo de nos empregar",
explica Reygadas.
História virou filme
Nesta terça-feira (13/10), o Chile celebra cinco anos do resgate dos 33
mineiros. Hoje, a mina de cobre de San José está fechada, e no local
foi criado um pequeno museu.
Na ocasião do acidente, o então presidente do Chile, Sebastián Piñera,
prometeu melhorar as condições de segurança e dobrar o número de
inspeções em minas. De fato, o número de acidentes tem caído nos últimos
anos.
Por outro lado, os preços do cobre estão muito mais baixos hoje do que
em 2010. Especialistas afirmam que acidentes são mais frequentes quando
os preços estão altos porque mineiros com pouca experiência saem em
busca de emprego e minas que estavam fechadas reabrem, muitas vezes sem
oferecer normas de segurança melhores do que as que vigoravam quando
elas foram fechadas.
Apesar de a vida estar difícil para os mineiros, Hollywood lhes trouxe
alguma esperança. A história do acidente foi contada no filme Os 33,
estrelado por Antonio Banderas e Rodrigo Santoro e que estreou nos
cinemas em agosto. Os sobreviventes do desmoronamento esperam receber
uma parte da bilheteria e, finalmente, conquistar a segurança financeira
que desejam.
Foto:Maria Quitéria, presidente da UPB- foto:reprodução
Em setembro, quando os repasses do Fundo de Participação dos Municípios
(FPM) tiveram uma queda de 33% e as prefeituras baianas deixaram de
receber mais de R$ 1 bilhão, em relação a setembro de 2014, o sinal de
alerta disparou.
Sem dinheiro em caixa, pelo menos 86% dos 417
municípios baianos não terão como pagar o 13º salário dos servidores,
afirma a presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeita de
Cardeal da Silva, Maria Quitéria (PSB).
Pesquisa que está sendo feita pela UPB confirma que a maioria das
prefeituras está sem provisão de caixa para arcar com esta obrigação.
Dos 103 prefeitos que já responderam à pesquisa, 71 disseram que não
terão verba para pagar o 13º, contra 26 que disseram que terão. Apenas
seis gestores responderam que já pagaram a primeira parcela do 13º.
A crise nas prefeitura fica mais evidente, quando 50% dos gestores
consultados admitem que não estão pagando em dia o salário dos
servidores A situação é pior quando se trata dos salários dos
terceirizados. Mais da metade dos prefeitos afirma que os pagamentos
estão atrasados.
A presidente da UPB diz que a quebradeira é geral. "As pequenas
prefeituras têm dificuldades até de ter onde cortar. O receio é de
colapso total". diz ela.
Segundo Quitéria, os municípios baianos que já foram sacrificados com a
perda de R$ 11 bilhões de FPM de 2008 a 2014, sofrem, agora, com o
corte de repasses de recursos dos programas federais.
"As despesas prometidas e não pagas pela União na virada de 2014 para
2015 somam R$ 2,9 bilhões", cita a prefeita, com base em levantamento da
Confederação Nacional dos Municípios .
A falta de dinheiro nos cofres das prefeituras também trouxe um outro
fantasma. Muitos prefeitos temem ter as contas rejeitadas pelo Tribunal
de Contas dos Municípios (TCM) e já avisaram às suas bases (veja matéria
abaixo) que não disputarão as próximas eleições.
Os gastos com a folha de pagamento e os programas federais, cujos
recursos não estão sendo honrados dentro do cronograma, são apontados
como os maiores causadores de infrações cometidas por prefeitos que
ultrapassam o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os prefeitos cobram a revisão do pacto federativo, alegando que os
municípios não têm como arcar com os custos de serviços e programas que
tiveram de absorver nos últimos anos, como o Samu, o Programa de Saúde
da Família (PSF), os Cras e Creas, ambos da área de assistência social.
"Se a gente não conseguir nova alternativa de recursos para os
municípios, a crise que nós estamos vivendo este ano, já no fechamento
dessas contas, vai ter um período de muito desgaste comprometendo as
eleições do ano que vem", antevê Quitéria, que está em seu segundo
mandato.
Sem solução de curto prazo para driblar a crise, as prefeituras estão
baixando pacotes de ajustes de despesas, demitindo terceirizados e
comissionados, e cortando salários de prefeitos, vices, secretários. É o
caso de São Gabriel, Camaçari e Candeias, cujos subsídios dos gestores
foram reduzidos em 20%.
Em Amargosa, a prefeita Ana Karina Silva (PSB), além de cortar em 10% o
salário dos servidores do alto escalão, promoveu mudanças na carga
horária de alguns setores e cortou gratificações e horas extras.
EM IRECÊ
A Prefeitura de Irecê(474 km) da capital está no percentual de 14% que vão poder honrar seu compromisso com os servidores. O prefeito Luizinho Sobral(PTN) também cortou em 20% seu salário, do vice, secretários e subsecretários e reduziu números de cargos comissionados, porém em Junho, a 1ª parcela do 13º foi paga, e os vencimentos dos servidores vem sendo pago antes do prazo legal.