• Praça do Feijão, Irecê - BA

sábado, 31 de outubro de 2015

MEC prorroga renovação de contratos do FIES até 30/11



 

O  Ministério da Educação prorrogou para o dia 30 de novembro o prazo para renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do 1° e 2° semestres de 2015. A medida consta de portaria publicada na edição de ontem (30) do Diário Oficial da União. Com o Fies, os estudantes financiam cursos superiores em instituições privadas.

A portaria prorroga para a mesma data o prazo para transferência integral de curso ou de instituição de ensino e para solicitação de dilatação do prazo de utilização do financiamento referentes ao 1º e 2º semestres de 2015.

Também fica liberado até 30 de novembro o aditamento de suspensão temporária e encerramento antecipado do prazo de utilização do financiamento, referente ao 2º semestre de 2013, 1º e 2º semestres de 2014 e ao 1º semestre de 2015.

A renovação do financiamento e demais operações devem ser feitas por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies), disponível nos sites www.mec.gov.br e www.fnde.gov.br

Fonte:Agência Brasil c/adptações

Avião Russo caiu com 224 passageiros no Egito

Avião russo com mais de 200 passageiros cai no Egito e fica 'completamente destruído'
Foto: Reprodução/Twitter/flightradar24
 
Um avião russo caiu com 224 passageiros, em sua maioria composta por turistas, no Egito neste sábado (31), de acordo com as autoridades do país africano. De acordo com a agência Reuters, a aeronave voava do resort Sharm el-Sheikh, próximo ao Mar Vermelho, para São Petersburgo, quando caiu em uma área montanhosa da Península de Sinai.
O avião, um Airbus A-321 operado pela companhia Kogalymavia, sumiu dos radares 23 minutos após decolar do Cairo e o piloto teria ligado para o controle de tráfego aéreo para informar que estava com problemas técnicos e solicitar um pouso de emergência. O presidente russo Vladimir Putin expressou suas condolências pelo acidente e ordenou que seus ministros ofereçam assistência imediata às famílias das vítimas, informaram as agências russas de notícias do país. 
De acordo com autoridades que chegaram ao local, o avião ficou "completamente destruído" e é improvável que haja sobreviventes. Informações do BN.

Diretor do TJ-BA teria assinado ponto irregularmente,denuncia sindicato


Diretor do TJ-BA assinou controle de ponto irregularmente, denuncia sindicato
Foto: Bahia Notícias/reprodução
 
De junho de 2013 até janeiro de 2014, o diretor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Franco Bahia, trabalhou todos os dias à noite, em média das 17h às 8h do dia seguinte, inclusive finais de semana, e feriados santos, como Natal, e até mesmo o ano novo, período em que o tribunal entra em recesso. 
Apesar do Tribunal já contar na época com um sistema de ponto eletrônico, o período do trabalho do diretor foi registrado em “Controle de Frequência” – um caderno para controle de atividades laborais já em quase total desuso. 
O diretor, de acordo com a denúncia encaminhada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), também teria trabalhado todos os dias a noite nos meses de abril e maio de 2012, inclusive na Páscoa. Os registros, segundo o sindicato, proporcionaram ao diretor o direito de receber horas extras, que foram transformadas em indenização, percebidas em seu contracheque no valor de R$ 4.776. Para ter acesso ao benefício, Franco Bahia requereu através de um processo administrativo o deferimento do adicional noturno ao período em que chefiou o plantão do judiciário do segundo grau. Informações do BN.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

"Somos carentes de homens exemplares" diz ministro do STF Marcos Aurélio


Marco Aurélio Mello propõe uma 'renúncia coletiva' na Esplanada. Foto: Marcelo Camargo/ABr
Em entrevista à revista IstoÉ desta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, avaliou a atuação crise institucional e econômica que o Brasil enfrenta. Segundo ex-presidente do STF, que se aposenta em julho de 2016, sua ideia é uma renúncia coletiva da presidente Dilma, do vice-presidente Michel Temer, e dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros.Para o ministro do Supremo, se o Brasil vivesse sob um regime parlamentarista, Dilma já teria caído.

Veja abaixo a entrevista na íntegra:

Istoé - O sr. lançou a ideia da renúncia coletiva por não ver saída para a crise?

Marco Aurélio Mello - Não podemos continuar nesse estado em que não há um diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo e não se toma as medidas que impeçam o País de ir à bancarrota. O desemprego está se agravando. Claro que julgo as pessoas por mim. Numa situação dessas, eu teria essa iniciativa. Colocaria em segundo plano um interesse individual para privilegiar o coletivo. A verdade é que o Brasil está parado. Há uma crise econômica. E é fato notório que não há governo.

Istoé - Não há governo?

Marco Aurélio - Não há governo. A pessoa que ocupa a cadeira de presidente da República precisa contar com apoio para governar. A presidente está superisolada. Como pode governar o País, se ela praticamente fala às paredes, sem ressonância maior? Não acredito na renúncia de Dilma, até por sua resistência invulgar. Não conheço um caso de renúncia por grandeza. Na história recente do Brasil, tivemos a renúncia do presidente Janio Quadros. O ex-presidente Collor renunciou quando estava tendo início o julgamento no Senado Federal. Não sei se hoje o País está melhor. Acho que está pior. O ocorrido no passado foi traumático. Implicou num desgaste, inclusive internacional, para a nação. Com uma renúncia coletiva, ainda que utópica, teríamos novas eleições para a presidência, e para as casas legislativas.

Istoé - Como vê a situação do presidente da Câmara?

Marco Aurélio - 
A situação é embrionária. Estamos na fase de inquéritos. Temos de aguardar instruções, se houver processo crime com recebimento de denúncia. Uma delas já foi apresentada pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Enquanto ele for presidente da Câmara, o recebimento ou não cabe ao plenário. Não há espaço para açodamento, sob pena de não se observar o figurino legal. Se o juízo, depois da compreensão da culpa, ficar sedimentado, aí a consequência será a condenação. Por ora, é cedo para presumirmos a culpa. Mas os fatos que têm vindo à tona são lastimáveis. Principalmente, porque se trata de um homem que está presidindo a Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara deveria ser um deputado acima de qualquer suspeita. Mas ainda não há culpa formada e temos de ver a  realidade...

Istoé - Por mais rodriguiana que seja?

Marco Aurélio -
 Por mais, por mais que seja... Temos de observar a realidade.

Istoé- E que tem o poder de pautar um processo de impeachment...

Marco Aurélio - 
Aí é que está. Pela lei 1.079, o pedido de impeachment tem que ser submetido, a quem? Não é ao presidente da Câmara, mas ao colegiado da Câmara, aos 513 deputados, que, então, votarão para saber se deve ter sequência ou não o processo de impeachment. Quem define se o pedido de impeachment deve ter sequência não é o todo poderoso presidente da Câmara. Seria um poder muito grande para um homem único, não? Pela ordem jurídica existente, pela lei aprovada pelo Congresso, ele não tem esse poder. Isso é um equívoco. É não ler a lei 1.079, de 1950, que  definiu o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor. 

Istoé - E a postura da oposição?

Marco Aurélio - 
Uma coisa é o jogo político, outra coisa é o direito positivo, que tem de ser observado. Paga-se o preço por vivermos em um Estado Democrático de Direito: o respeito irrestrito à Constituição Federal. Quem define as regras do jogo não é o presidente da Câmara, criando o critério de plantão.

Istoé - As pedaladas fiscais são suficientes para o impeachment?

Marco Aurélio - 
Não sei. Cabe à Câmara definir se há fato jurídico suficiente.

Istoé - A sensação é de que a corrupção tomou conta de tudo. O que acontece com uma nação quando perde a confiança e a esperança?

Marco Aurélio - 
A nação fica esfacelada. Essa história de que o povo brasileiro é pacífico tem limite. Nós vimos quebra-quebra nas manifestações de 2013. Foram atacados prédios públicos e privados e a população se mostrou agressiva. Na época, disse que “Vem pra rua” deveria ser substituído por “vem pra urna”, para tentarmos eleger bons representantes. A apatia não pode ser o mal da nossa geração. A sociedade tem o costume de posar de vítima, mas é responsável pelos políticos que foram eleitos e praticam atos que repercutem em nossas vidas.  

Istoé - O sr. crê em recrudescimento?

Marco Aurélio -
 Acredito. As circunstâncias não nos asseguram a tranqüilidade. Me ponho na posição do cidadão que perde o emprego, e constata que a corrupção chegou a um ponto inimaginável. Em 44 anos, houve um crescimento populacional de 130%. Em 1970, éramos 90 milhões. Hoje somos 205 milhões. A saúde, a segurança pública, o saneamento, o transporte cresceram nessa proporção? Não. O contexto gera temor.

Istoé - O que sr. mais teme?

Marco Aurélio - 
Que a paciência da população se esgote e que isso exija a intervenção de forças repressivas. O risco de ruptura é latente, ele surge em função do considerável inconformismo da sociedade. É fácil a pessoa falar quando a crise ainda não a alcançou. Quando a fonte de sustento seca, surge uma revolta interior.

Istoé - A democracia está ameaçada?

Marco Aurélio - Risco à democracia, não temo. Vivemos ares democráticos, constitucionais, e não há campo para retrocessos. O que precisamos é de correção de rumos. Os interesses políticos paroquiais não podem prevalecer. Há um esgarçamento constitucional visível, o que é ruim para tirar o Brasil da estagnação.  Mas as instituições estão funcionando, a Polícia Federal, o Ministério Público, a magistratura. É um alento que nos dá esperança de dias melhores.

Istoé - Falta ao País um corpo dirigente mais preparado, com mais integridade?

Marco Aurélio - 
Falta um corpo dirigente mais compenetrado de que cargo público é ocupado para servir aos semelhantes, e não em benefício próprio. Graças a uma imprensa livre, os problemas não são escamoteados e varridos para debaixo do tapete.

Istoé - Depois do mensalão, surgiu o petrolão, com níveis de corrupção numa escala tão maior...

Marco Aurélio - 
Em 2006, eu disse que havia surgido o maior escândalo da República. Hoje, dou a mão à palmatória. Depois do escândalo na Petrobras, o mensalão poderia ser julgado pelo juizado de pequenas causas.

Istoé - Hoje o salvador da pátria é o juiz Sergio Moro. Joaquim Barbosa teve seu momento. O Brasil precisa de heróis?

Marco Aurélio -
 Somos carentes de homens exemplares. Quando alguém começa realmente a cumprir o seu dever, passa a ser herói. Temos, no Brasil, muitas pessoas compenetradas no dever de servir. Não temos apenas um juiz. Temos milhares.

Istoé - Como o sr. entende o caso da busca e apreensão no escritório do filho do ex-presidente Lula?

Marco Aurélio -
 Lastimável. O desejável era não haver esses fatos, desagradáveis para eles e para a sociedade. Mas, se houve desvio de conduta, que seja apurado. E se configurado, que pague pelo desvio quem o cometeu.

Istoé - Como o sr. avalia Lula hoje?

Marco Aurélio - O ex-presidente Lula é um ex-presidente. Ele precisa dar o exemplo. Um ex-presidente da República deve ser um farol para os brasileiros. Será que podemos tomar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um norte para os cidadãos? Tenho minhas dúvidas. Ele não é um semideus. A não ser os  programas sociais, que aumentaram para se corrigir as desigualdades, eu não vejo outros atos do ex-presidente Lula que mereçam elogios.

Istoé - Outro filho do ex-presidente Lula, Fábio, pediu acesso à delação premiada de Fernando Baiano e foi negada pelo Supremo. Por que?

Marco Aurélio - Processo algum pode ser cercado de mistério. Se há algo que já está encartado nos autos, há o direito de acesso do envolvido e de seus representantes legais. É o princípio básico, sob pena de não observarmos o devido processo legal. O mistério deve ser afastado: no âmbito da administração pública, a regra é a publicidade. Se dizem que estou envolvido, tenho direito de acesso para me defender do objeto da delação. É um princípio que eu repito há 36 anos, como juiz.

Istoé - O sr.  acredita que o PT esteja destruído como partido?  
   
Marco Aurélio - 
Isso é visível. Imaginávamos que havia um partido no Brasil, o PT, que viria para implantar transformações, inclusive culturais. Ficamos todos decepcionados com o desempenho do partido.
Istoé - O sr. tem dito que o processo de impeachment é traumático. Por que?

Marco Aurélio - 
O impeachment não está num quadro de normalidade. Presume-se que o mandato será cumprido à risca. Se vivêssemos no parlamentarismo, já teríamos um outro governo tocando o Brasil. Se o Brasil fosse parlamentarista e se fosse primeira ministra, Dilma já teria caído.

Istoé - Como o sr. vê a quantidade de delações premiadas da Lava Jato?

Marco Aurélio - 
Nunca vi tanta prisão preventiva quanto delação em minha vida. A nossa população carcerária provisória está praticamente no mesmo patamar dos presos em definitivo. Alguém só pode ser considerado culpado quando não caiba mais recursos para a sentença condenatória. Há alguma coisa errada.

Istoé - O sr. entende a prisão preventiva como forma de pressão para provocar a delação premiada?

Marco Aurélio - 
Isso é péssimo. Você não pode prender um homem, para fragilizá-lo e, com isso, chegar ao objetivo. Em Direito, o meio justifica o fim, não o inverso.
Fonte:Diáriodopoder

Em Mussurunga: Soldado PM mata ex-mulher policial e depois comete suicídio

Um policial militar matou a ex-mulher, também PM, e depois cometeu suicídio dentro de casa na manhã desta sexta-feira, 30, no bairro de Mussurunga, em Salvador. Inicialmente foi noticiado que Maurício Cruz de Souza e Ana Gleide Santos de Souza tinham atirado um contra o outro.

Segundo a vizinha Raquel Moreira, o casal estava separado há dois anos, mas morava no mesmo imóvel, onde aconteceu o crime. Cada um residia em um andar. Há relatos de que Maurício não costumava frequentar a casa da ex-mulher. Ana trabalhava no Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) e o soldado Maurício, no Batalhão de Polícia de Guardas.

Raquel conhecia a família de Maurício há 22 anos, desde que foi morar no local. Parentes do PM residem próximo a casa dele. Os moradores contaram que Maurício e Ana não brigavam com frequência, por isso, todos ficaram surpresos com o crime.

Os corpos foram encontrados no 1ª andar, onde Ana vivia. Ela foi achada na porta do quarto e Maurício dentro do cômodo, caído ao lado do guarda-roupa. Segundo peritos, o corpo de Ana tinha oito perfurações de tiro, já Maurício morreu com um tiro no queixo. Ainda conforme peritos, não havia sinal de luta corporal no imóvel.
Após as mortes, diversos policiais foram para a casa das vítimas. A rua onde o crime aconteceu foi interditada. Em nota, a Polícia Militar (PM) lamentou o falecimento dois dois membros da corporação e informou que irá apurar o caso. 


Ana trabalhava no IEP e Maurício no Batalhão de Polícia de Guardas (Foto: Reprodução)


Fonte:atardeonline

Ministro do STF diz que a legislação brasileira foi feita para "pegar pobre"

Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF/reprodução
O ministro Luís Roberto Barroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso alertou nesta sexta-feira, 30, que o Brasil "vive uma epidemia de processos judiciais". Para Barroso, a punição é exceção. Segundo ele, é preciso mudar o sistema recursal diante da dificuldade de manter grandes criminosos na cadeia.

"O sistema punitivo no Brasil é um desastre. Ele é feito pra pegar pobre. A vida tem que ser igualitária. É muito mais fácil prender menino com 100 gramas de maconha do que empresário que roubou 10 milhões", afirmou. Na avaliação do ministro, o sistema atual faz com que sociedade transforme magistrados que pensam fora da curva em heróis. "Mensalão e Petrolão criaram heróis, porque foram juízes que saíram do padrão", disse. "Se um modelo precisa de heróis é porque as instituições não funcionam", destacou.

As informações foram divulgadas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Barroso falou na abertura do primeiro dia da programação científica do XXII Congresso de Magistrados Brasileiros, realizado em Rio Quente (GO) pela AMB, O ministro abordou temas polêmicos como o excesso de processos judiciais e o sistema recursal. Ele criticou o sistema de Justiça brasileiro e a morosidade do Judiciário. "Existe uma judicialização que atinge a vida de todos nós. Estamos vivendo uma epidemia de processos judiciais no País e diante disso é preciso pensar em algum tipo de remédio. São mais de 100 milhões de processos, um em cada dois brasileiros está em juízo", afirmou.

Durante o painel "O Direito e a transformação social", o ministro reconheceu aspectos positivos diante da quantidade de processos que tramitam no Judiciário brasileiro, mas apontou a falta de estrutura como uma das questões mais graves que congestionam os tribunais. "As pessoas tomaram consciência dos seus direitos e passaram a exercer a sua cidadania. Isso é bom. O Judiciário desfruta de um grau relevante de credibilidade", declarou.
"Porém, não há estrutura que dê conta desse volume. Temos um sistema que não consegue dar vazão. O Poder Judiciário é uma instância patológica da vida. Uma questão chega quando teve briga, quando as partes não conseguiram se compor amigavelmente. Ninguém pode achar que o litígio seja a forma natural de se viver a vida e de uma democracia fluir com naturalidade", afirmou.

Barroso também destacou a necessidade de métodos alternativos, como a conciliação, para trazer celeridade à Justiça. "É preciso criar mecanismos alternativos. Precisamos criar um país que tanto no setor público quanto no setor privado funcione melhor. Vamos ter que fazer o caminho inverso, o caminho da desjudicialização. O grande advogado vai ser o sujeito que não propõe uma ação judicial, mas vai ser aquele que tem a capacidade de negociar e articular para não propor uma demanda. Entrar no Judiciário é procrastinar uma decisão", disse.

Fonte:Estadão/Tribuna da Bahia

Abolicionista que libertou mais de 500 escravos será reconhecido pela OAB

 Luís Gonzaga Pinto da Gama, defensor dos escravos no Brasil
 Foto:Luís Gonzaga Pinto da Gama, defensor dos escravos no Brasil/reprodução


Negro liberto que se tornou libertador de negros, Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882) ficou conhecido como um rábula que conseguiu alforriar, pela via judicial, mais de 500 escravos. O rábula exercia a advocacia sem ser advogado.

Numa reescrita tardia da história, sua designação vai mudar. Na noite da próxima terça-feira (3), em cerimônia na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Luiz Gama deve receber da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 133 anos após a sua morte, o título de advogado. "No atual modelo da advocacia brasileira, é a primeira vez que tal homenagem é conferida", afirma o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho.
"Já era hora de ele ter esse reconhecimento oficial", avalia o advogado Silvio Luiz de Almeida, professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama (ILG). "Além de ter sido um homem importante na questão do abolicionismo, foi grande jurista e advogado de teses brilhantes."
"Embora não fosse advogado, Gama era um grande defensor da abolição e sua atuação como rábula livrou inúmeras pessoas dos grilhões escravistas", pontua o presidente da OAB.

Na cerimônia, Luiz Gama será representado por um tataraneto, um de seus 20 e tantos descendentes vivos, o engenheiro e empresário Benemar França, 68. "Tomei contato com a biografia desse meu antepassado quando estava no 2º ano ginasial e um professor de história pediu que pesquisássemos, cada um, sobre as nossas famílias, a nossa genealogia", conta. "O que descobri encheu-me de orgulho." Além da condecoração póstuma, o evento Luiz Gama: Ideias e Legado do Líder Abolicionista prevê dois dias de palestras e debates no Mackenzie.

Autor da biografia "Luiz Gama: O Advogado dos Escravos", publicada pela editora Lettera.doc em 2010, o advogado Nelson Câmara acredita que a iniciativa da OAB é correta "embora serôdia", ou seja, tardia. "Era um sujeito de grande luminosidade", afirma Câmara.

Autodidata

Nascido em Salvador, filho de um português com uma escrava liberta, foi vendido como escravo pelo próprio pai quando tinha dez anos. Alforriado sete anos mais tarde, estudou direito como autodidata e passou a exercer a função, defendendo escravos. Também foi ativista político, poeta e jornalista.
Ele bem que tentou cursar direito no largo São Francisco. "Mas a aristocracia cafeeira da época não permitiu, porque ele era negro", atesta Câmara. "Mesmo assim, era assíduo frequentador da biblioteca de lá." No prefácio do livro, o jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, afirma que Gama foi "o negro mais importante do século 19".

Por complicações da diabete, o abolicionista Gama, entretanto, morreria seis anos antes de a Lei Áurea ser promulgada. Dez por cento da população paulistana, de acordo com estimativas da época, compareceu ao seu enterro - São Paulo contava então com 40 mil habitantes.

A multidão começou a chegar ao Cemitério da Consolação, onde ocorreu o sepultamento, ao meio-dia - o enterro estava marcado para as 16h. Não houve transporte oficial para o cortejo fúnebre. Do bairro do Brás, onde ele morava, o caixão veio passando de mão em mão até chegar à sepultura, num gesto coletivo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".


Réveillon 2015-2016: Salvador é segundo destino mais procurado por brasileiros


Salvador é segundo destino mais procurado por brasileiros para Réveillon
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias/reprodução
Salvador é o segundo destino mais procurado pelos brasileiros para o Réveillon 2015-2016, apontou pesquisa realizada pelo site de viagens “Kaiak”. Segundo o levantamento, a capital baiana perde apenas para o Rio de Janeiro. Se considerados os destinos nacionais e internacionais, Salvador fica em 4º lugar, atrás de Miami e Nova York. Na lista das cidades mais buscadas no site – um dos maiores do mundo em pesquisas sobre voos e hotéis –, também aparecem Fortaleza (5°lugar), Orlando (6° lugar), Buenos Aires (7° lugar), Recife (8° lugar), Florianópolis (9° lugar) e São Paulo (10° lugar).
 
Neste ano, as comemorações vão do dia 28 de dezembro a 1º de janeiro, e contará com atrações como Ivete Sangalo, Jota Quest, Capital Inicial, Luan Santana, Daniela Mercury, O Rappa e Jorge e Matheus.Informações do BN.