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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Bahia: Estado terá aplicativo para mapear casos de racismo

A ferramenta trará informações para ajudar a vítima a identificar um caso de racismo - Foto: Freepik
foto:divulgação
O combate ao racismo na Bahia contará com um novo aliado. O aplicativo para denúncias "Mapa do Racismo" será lançado pelo Ministério Público Estadual (MP-BA) na próxima segunda-feira, 19.
De acordo com informações MP-BA, a ferramenta trará informações para ajudar a vítima a identificar um caso de racismo e possibilitará o registro de denúncias anônimas de discriminação racial, intolerância religiosa, injúria racial e racismo institucional.
Como prova, será possível enviar fotos, áudios, textos, vídeos e, até mesmo, digitalizar documentos. Segundo a promotora de Justiça e coordenadora do projeto, Lívia Vaz, é garantido o sigilo na realização das denúncias.
Como funciona
Ao fazer a denúncia, o aplicativo emite automaticamente um código numerado e registra a ocorrência junto ao setor responsável do MP-BA. Após análise, a situação é encaminhada ao promotor encarregado do combate a crimes de racismo e intolerância religiosa no local do fato.

fonte:Atardeonline 13/11/2018 - 23:24min.

Futuro governo: Presidente eleito recua com relação ao ministério do trabalho e Ensino Superior


foto:reprodução Adriano Machado/Reuters
O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou nesta terça-feira, 13, que o Trabalho não perderá o status de ministério, mas será fundido com outra pasta, que ainda não foi definida. “Será Ministério ‘disso’, ‘disso’ e Trabalho”, exemplificou. “Trabalho vai continuar com status de ministério”, acrescentou.
Na visão de Bolsonaro, será como a composição atual do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), com várias áreas em uma única pasta. “Tudo junto.”Ele rejeitou, no entanto, incorporar Trabalho ao futuro superministério da Economia que será comandado por Paulo Guedes, por achar que isso o deixaria sobrecarregado. Com a declaração, ele recua da posição anterior, de retirar o status de ministério da pasta, transformando-a em secretaria.
Sobre a nomeação de novos ministros, Bolsonaro afirmou que há tempo para as definições. Nesta terça-feira, passaram pelo Centro Cultural Banco do Brasil, onde está instalado o gabinete de transição, o diretor do Santander Roberto Campos Neto, cotado para o Banco Central, e o embaixador de Seul, Luís Fernando Serra, na mesma situação para o Itamaraty.
Ensino Superior
A gestão do Ensino Superior no Brasil deve continuar sob responsabilidade do Ministério da Educação. A equipe de Bolsonaro estudava transferir a atribuição sobre as universidades federais  para o Ministério da Ciência e Tecnologia, que terá como ministro o engenheiro aeronáutico Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro.
“A princípio vai ser mantido no Ministério da Educação, mesmo”, disse o presidente eleito a jornalistas ao chegar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde se encontrou com o ministro João Batista Brito Pereira, presidente do TST.
fonte:Veja 13/11/2018 -18:19min.  c/adaptações

Violência: Tentativa de assalto acaba em tiro no Salvador Shopping


[Tiroteio causa pânico dentro do Salvador Shopping; suspeito agiu após chegada do carro-forte]
A ação dos meliantes causou correria no shopping -foto:BNews/reprodução
Uma tentativa de assalto terminou em disparos de arma de fogo dentro do Salvador Shopping, um dos mais movimentados da capital baiana, por volta de 15h40 desta terça-feira (13).
“No início começou como se fosse uma briga. Aí saiu um tiro e começou em todos andares as pessoas correndo, lojas fechando e uma correria muito forte”, explicou um funcionário, que preferiu não se identificar.
Segundo ele, pelo barulho, tratou-se de apenas um tiro de arma de grosso calibre. No entanto, durante a fuga, outros disparos de arma de fogo foram feitos pelos criminosos, conforme nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).
Segundo a pasta, quatro homens armados renderam os seguranças da empresa de transporte de valores e, na fuga, "fizeram disparos de arma de fogo, antes de deixarem o local em um veículo Sandero Branco". Apesar disso, não há registro de pessoas feridas.
O Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) da Polícia Civil investigam a ação criminosa. Ainda de acordo com a SSP-BA, testemunhas já estão sendo ouvidas e qualquer informação sobre os autores deve ser enviada, anonimamente, ao Disque-Denúncia (71) 3235-0000 ou através do 190.
A ação ocorreu próximo à loja da Magazine Luiza, na área do estacionamento do Piso L1. O veículo de transporte de valores estava posicionado perto da saída, ao lado dos guichês de pagamento para os condutores. De acordo com outra testemunha, viaturas da Polícia Militar não demoraram para chegar ao local.
Ação frustrada

Também por meio de nota, a assessoria do Salvador Shopping confirmou que "quatro homens tentaram assaltar um carro-forte no estacionamento do shopping". Além disso, informou que a ação foi impedida pelos seguranças.
"A ação foi evitada por seguranças do centro de compras e da transportadora de valores. A polícia foi acionada e seguiu o grupo, que fugiu em um veículo modelo Sandero branco. Não houve feridos. O caso já está sendo investigado pela polícia e a administração se coloca à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos. O shopping segue funcionando normalmente, até as 22h", afirma o comunicado.
fonte:Correio da Bahia - 13/11/18 -18:14min.

Futuro governo: Planos de Bolsonaro elevam risco de expansão de milícias e grupos de extermínio, diz especialistas

                         O presidente eleito e o vice -foto:reprodução
Poucos dias depois da conversa, Jair Bolsonaro (PSL) se elegia presidente com um plano de segurança que tem potencial de multiplicar essas milícias e seus 'primos', os grupos de extermínio, paramilitares e justiceiros que há décadas espalham o terror —e não só contra bandidos— no país. A avaliação é de quatro especialistas em segurança pública consultados pelo EL PAÍS, que coincidem em dizer que programa do ultradireitista tem potencial para fazer a violência explodir em um país que contabilizou 63.880 homicídios em 2017, um recorde. Bolsonaro se apoia em três ideias básicas: permitir que a polícia mate mais e fique impune, flexibilizar o porte de armas para cidadãos e endurecer o código penal para acabar com as progressões de regime, o que resultaria em cadeias ainda mais lotadas —e mais mão de obra para facções criminosas, que hoje se constituem e crescem dentro das prisões.

“Tem gente que é favorável à milícia, que é a maneira que eles têm de se ver livres da violência. Naquela região onde a milícia é paga, não tem violência”, disse Bolsonaro em fevereiro deste ano, quando já era pré-candidato, durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, quando questionado como combateria as milícias. A frase forma parte de um conjunto de posicionamentos considerados ambíguos sobre o tema. Seu filho, o senador eleito Flavio Bolsonaro, votou contra a instalação de uma CPI das milícias da Assembleia do Rio, em 2007, e o próprio presidente eleito taxou milicianos como "defensores da ordem" no plenário da Câmara, em 2008. Questionado pelo jornal O Globoem julho deste ano, disse: "Hoje em dia ninguém apoia milícia mais não. Mas não me interessa mais discutir isso."
Mudanças profundas são incertas porque dependem do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e dos Governos Estaduais. Contudo, o discurso linha-dura e permissivo —em entrevista no Jornal Nacional, Bolsonaro chegou a defender a condecoração dos agentes que mais matem— pode por si só estimular a ação desses grupos de extermínio, avaliam os especialistas. Até agora, serviu para mobilizar o eleitorado. "Agora chegou a hora de vocês! Tem que matar esses bandidos! Quem rouba merece morrer!", bradou uma mulher que passava por um grupo de policiais militares fortemente armados na noite de 28 de outubro. Eles acompanhavam o ato de algumas centenas de pessoas que celebravam a vitória do ultradireitista em frente ao seu condomínio, na praia da Barra da Tijuca. O que mais fizeram naquele dia foi tirar fotos com manifestantes, que chegavam a fazer filas. "Eu acho que a violência vai aumentar, sim, mas para os bandidos. Para o cidadão de bem vai melhorar", explicou um homem.
“Se existe uma área em que sinalização é fundamental é a de segurança. Um aperto de mão ou uma palavra podem significar várias mortes e tragédias", explica Daniel Cerqueira, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e conselheiro do Fórum de Segurança Pública. Um menor controle social do uso da violência deixaria os policiais livres para subornar ou se unir a grupos de extermínio ou milicianos, argumenta. "Quando falam que a polícia vai matar sem controle, estão pregando uma ação criminosa, que não sigam o Estado Democrático de Direito. Vamos sentir saudades de quando só traficantes eram o problema", acrescenta.
Nessa mesma linha opina Ignacio Cano, sociólogo da Universidade do Estado de Rio de Janeiro (UERJ). “Se incentivamos a polícia a matar ainda mais e as pessoas a ter armas, apelando para a violência e o ódio, estamos criando um terreno fértil para que esses grupos se expandam”, argumenta. “Os policiais brasileiros reconhecem que matam mais de 5.000 pessoas por ano, sem contar as execuções sumárias. Quando Bolsonaro diz que não serão processados, isso tende a aumentar. Policiais já quase nunca são processados", destaca. Ele lembra que o ultradireitista visitou o BOPE ((Batalhão de Operações Especiais) antes do segundo turno e disse era hora de os capitães mandarem no país. E que o governador eleito do Rio, Wilson Witzel, pretende dissolver a Secretaria de Segurança e "devolver o poder aos policiais". Para Cano, tudo isso "manda mensagem de descontrole e autonomia totalmente contrária a lógica militar tradicional". Ele afirma: "Talvez nem precise de grupo de extermínio. No Rio, a polícia já faz esse trabalho".
Para Jaqueline Muniz, antropóloga e cientista política da Universidade Federal Fluminense (UFF), o fenômeno das milícias "tem a ver com um processo de autonomização predatória da polícia", tornando-a ingovernável. "Não podemos falar em estado policial, mas sim em governo policial, algo que já temos. É a espada chantageando o político e multiplicando ameaças e medos na população. Aconteceu também em Nova York, em Chicago...", explica a especialista, para quem esse processo significa desprofissionalizar as corporações policiais, empurrando-as para a clandestinidade e informalidade. Os efeitos disso, argumenta, são perversos. "Toda espada autonomizada corta a língua do verbo da política e rasga a letra da lei. Porque não é a espada que define o seu alcance e a profundidade de seu corte, quem decide é a sociedade. Quem segura a espada é a mão civil".

Expansão do modelo milícia

No Rio, as milícias dominam bairros inteiros da zona oeste da capital e, nos últimos anos, se expandiram para São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense. Um levantamento do portal G1 indica que 2 milhões pessoas da região metropolitana vivem em áreas sob influência dessas facções. Quando surgiram, há pouco mais de 20 anos, prometiam levar segurança para áreas dominadas pelo tráfico. "Nem sempre ostentam armas como o tráfico", conta P. F., "mas o morador tem que fazer o que mandam". O poder econômico não vem com a venda de drogas, mas sim com o controle de serviços como o de gás, água e Internet, além de comércios. "Se uma pessoa compra determinando produto, precisa mostrar que comprou no lugar certo, controlado por eles, se não é punido". Tortura e homicídios fazem parte do cardápio de terror. No campo político, as milícias também financiam candidaturas e até elegem seus membros para o parlamento local.
Violência policial "sempre vem acompanhada com a corrupção", o que significa que se o agente "tem autorização para matar, também tem para extorquir, porque ele troca segurança por dinheiro", explica a socióloga Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Cândido Mendes. Assim surgiu esse modelo tão aperfeiçoado de controle de território e extorsão. Contudo, a atuação de grupos extermínio é antiga e conhecida em todo o Brasil. Nos anos 60 e 70, ganharam poder nas ruas do Rio e de São Paulo os chamados esquadrões da morte, grupos de policiais formados dentro das delegacias e secretarias de segurança com um viés moralista —intensificado durante o regime militar— e carta branca para matar. Um dos mais conhecidos foi chefiado por Sergio Fleury, delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo e conhecido torturador da ditadura.
Execuções extrajudiciais e ações de vingança estão disseminadas em todo o país ainda hoje, independentemente da existência formal de grupos paramilitares. Os alvos podem ser quaisquer pessoas: em 2015, nove policiais militares foram acusados em Salvador de assassinar 12 jovens, um episódio que ficou conhecido como Chacina de Cabula; naquele mesmo ano ocorreu também a chacina de Osasco, na qual ao menos 19 pessoas foram assassinadas por policiais militares e guardas civis metropolitanos, que agiram por vingança em razão da morte de dois agentes, segundo o Ministério Público; em março deste ano, a favela da Rocinha, no Rio, viu pelo menos seis de seus moradores morrem, um deles o dançarino Matheus da Silva Duarte Oliveira, como reação a morte de um policial três dias antes.
"No Norte e no Nordeste o que predomina são os acertos de conta. Os grupos matam mais à noite, no carro preto e sem farda. No Rio eles têm também interesses comerciais. Esse é o modelo milícia, que pode se generalizar no Brasil", opina Ramos. Cerqueira, do IPEA, também acredita na disseminação desse modelo consolidado no Rio, um Estado que é "vitrine" para o resto do Brasil. "Historicamente, o que acontece aqui vai varrendo o resto do país. Na década de 70 começou o Comando Vermelho e hoje temos 81 facções que nascem dentro dos presídios. Se você não tem controle sobre as polícias, a tendência é uma capilarização das milícias", argumenta.

"Zumbis de policiamento" e tensão com Sérgio Moro

Se por um lado a licença para matar desqualifica o trabalho policial e fortalece as milícias, por outro também resultará em mais agentes mortos, avalia Muniz. "Se todo encontro com a polícia vai ser violento, sem a possibilidade de rendição, então vou levar o outro comigo. Pode ser a polícia ou a vítima", argumenta. "Isso já acontece, mas veremos isso de uma maneira ainda mais perversa. Policiais vão virar zumbis de policiamento, mortos-vivos". Os planos de Bolsonaro também não tem o endosso completo de seu futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro. "Não pode construir uma política criminal, mesmo de enfrentamento ao crime organizado, baseado em confronto e tiroteio. O risco de danos colaterais é muito grande. Não só de danos colaterais, mas risco para o policial", disse Moro em entrevista ao programa Fantástico, no domingo. O juiz da Operação Lava Jato já havia feito ressalvas em entrevista na semana passada e uma das questões é como essas divergências vão se acomodar no exercício do poder.
Soma-se isso a intenção do presidente eleito de flexibilizar o porte de armas, com potencial de transformar pequenos conflitos entre vizinhos, parentes e conhecidos em tragédias. "É o Estado dando uma banana para o cidadão. Vamos viver num regime da esculachocracia, onde todo mundo esculacha todo mundo. Os indivíduos já se veem empoderados em suas próprias razões, porque as autoridades em cima estão deseducando. Já estamos vendo patrulhas morais, pessoas sendo agredidas, perseguidas...", lamenta Muniz, que ainda adverte: "O fraco armado vai seguir sendo fraco diante do forte armado. Por isso que existe polícia e Estado. Além disso, o dedo nervoso, a cabeça quente e o coração aflito impedem que o cidadão tenha vantagem em qualquer situação em que esteja exposto".

Complacência das autoridades

Apesar de atuarem ilegalmente, grupos de extermínio e milícias já contaram, em diferentes períodos, com a complacência e até apoio explícito de políticos e autoridades — até uma CPI mostrar, em 2008, as barbaridades da milícias do Rio, elas chegaram a ser vistas como solução para o tráfico de drogas. Em agosto de 2003, em discurso na Câmara, o próprio Bolsonaro expressou sue apoio a um grupo da Bahia que cobrava 50 reais para matar jovens da periferia: "Quero dizer aos companheiros da Bahia que enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo. Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro", discursou.
Na época da CPI das milícias no Rio, voltou a falar a na tribuna da Casa sobre o tema: “Nenhum deputado estadual faz campanha para buscar, realmente, diminuir o poder de fogo dos traficantes, diminuir a venda de drogas no nosso Estado. Não. Querem atacar o miliciano, que passou a ser o símbolo da maldade e pior do que os traficantes", discursou. "Existe miliciano que não tem nada a ver com gatonet [serviço irregular de TV por assinatura] e com venda de gás. Como ele ganha 850 reais por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade. Nada a ver com milícia ou exploração de gatonet, venda de gás ou transporte alternativo. Então, senhor presidente, não podemos generalizar”.
fonte: ELPAÍS /MSN - 13/11/18 - 18:09min.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Enem 2018: MEC anula questão que já tinha saído em vestibular no Paraná


                                                imagem:reprodução

O Ministério da Educação (MEC) anulou uma questão da prova de Matemática e suas Tecnologias do Enem 2018 que foi aplicada neste domingo (11). A decisão aconteceu após constatar que o item já tinha saído em vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O MEC informou que instaurou sindicância para apurar responsabilidades.
A questão da prova foi formulado por um professor que compõe o Banco de Elaboradores de Itens do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e, em decorrência do descumprimento dos requisitos de ineditismo e sigilo, a questão está anulada.
A questão foi elaborada em 2012 para o Inep, pelo professor que, à época, estava vinculado à UFPR. No entanto, posteriormente, em 2013, foi utilizada no vestibular da própria Universidade, para ingresso em 2014, o que não deveria ter ocorrido.

O Ministro da Educação, Rossieli Soares, contatou o Reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, que colocou a Instituição à disposição para colaborar com a apuração. A Universidade havia celebrado um Acordo de Cooperação Técnica com o Inep para integrar o processo de elaboração e revisão de itens do Banco Nacional de Itens (BNI).

Em nota, o MEC informou que a Comissão de Sindicância irá apurar o ocorrido, que pode culminar em instauração de processos administrativo, cível e/ou criminal. "O Inep investe todos os anos em mecanismos de detecção de conteúdos plagiados e, com o ocorrido, irá reforçar procedimentos que garantam os requisitos de ineditismo e originalidade dos itens que compõem o BNI", diz o comunicado.

Veja lista com o número da questão anulada em cada caderno de prova do Enem 2018:

Caderno Amarelo – 150;
Caderno Cinza – 170;
Caderno Azul – 163;
Caderno Rosa – 180;
Caderno Laranja – 150;
Caderno Verde – 150.

fonte:Correio da Bahia - 12/11/2018 - 22:25min.

SP: Médico Roberto Kikawa, criador das Carretas da Saúde, é morto a tiros

Médico Roberto Kikawa, criador das Carretas da Saúde, é morto a tiros em São Paulo
foto:reprodução
O médico gastroenterologista Roberto Kunimassa Kikawa foi morto a tiros na noite deste sábado (10) durante tentativa de assalto no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo.
Kikawa tinha 48 anos e é conhecido por ter fundado, em 2008, a Carreta da Saúde, iniciativa que leva atendimento médico especializado em unidades móveis a pacientes de baixa renda do SUS.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo na Rua do Manifesto. Ao chegar lá, encontraram o médico dentro de seu jipe.
Kikawa chegou a ser socorrido ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos. A secretária dele, que o acompanhava no momento do assalto, informou à polícia que dois homens armados os abordaram quando eles estavam dentro do carrro. Os criminosos ordenaram que eles deixassem o veículo. Quando Kikawa estava prestes a sair do carro, foi baleado.
O caso foi registrado no 16º Distrito Policial, da Vila Clementino.
O CIES Global (Centro de Integração de Educação e Saúde), entidade da qual Roberto Kikawa era diretor executivo, divulgou nota de pesar na qual afirma que o gastroenterologista "fundou o Projeto CIES em 2008 com uma Carreta da Saúde, em cumprimento a uma promessa que fez ao pai, vítima de um câncer".
"O juramento consistia que ele fosse um médico mais humano, que olhasse nos olhos das pessoas e as atendesse com a atenção que mereciam", diz a nota do CIES Global.
Veja a íntegra da nota de pesar do CIES Global:
"O CIES Global comunica, com imenso pesar, o falecimento do nosso fundador e diretor executivo, Roberto Kunimassa Kikawa, vítima da violência na cidade de São Paulo, após o disparo de tiros em um assalto.
O médico gastroenterologista fundou o Projeto CIES em 2008 com uma Carreta da Saúde, em cumprimento a uma promessa que fez ao pai, vítima de um câncer. O juramento consistia que ele fosse um médico mais humano, que olhasse nos olhos das pessoas e as atendesse com a atenção que mereciam.
Dez anos depois, Roberto deixa um legado de mais de 2 milhões de pacientes do SUS acolhidos nas centenas de unidades móveis e modulares do CIES Global e cerca de 600 profissionais de Saúde e Administrativos engajados com o nosso DNA do Amor.
Equipe CIES Global" 
Fonte: G1

Futuro governo: Ex- ministro de Dilma será o presidente do BNDES


foto:reprodução

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy será o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atual diretor financeiro do Banco Mundial, Levy já está esvaziando suas gavetas na sede da instituição multilateral, em Washington (EUA), para se mudar para o Rio, substituindo Dyogo Oliveira no comando do banco de fomento brasileiro.
Segundo uma fonte que acompanha a formação da equipe de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, Levy assumiria o cargo sob promessa de ampliar a interação do BNDES com os organismos multilaterais, como o próprio Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Eventuais parcerias para o banco brasileiro captar recursos junto a essas instituições permitiriam ampliar o montante a ser devolvido ao Tesouro no próximo ano.
A oficialização do nome de Levy para o cargo deve sair entre esta segunda e terça-feira. O economista, que mora hoje nos Estados Unidos, estava em dúvida se aceitava o convite por conta da família - que não deve voltar ao Brasil de imediato -, mas acabou dizendo sim.
Liberal
A indicação de Levy pode ser considerada uma vitória da visão econômica mais liberal, capitaneada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, dentro do governo. O grupo formado por militares na equipe de Bolsonaro, com visão um pouco mais estatizante, defenderia um BNDES menor, mas com alguma função no financiamento à inovação e aos investimentos em infraestrutura.
Já para o grupo mais liberal, o BNDES poderia se dedicar apenas às privatizações de estatais e estruturação de projetos de concessões de infraestrutura à iniciativa privada. Essa função teria prazo de validade. Vendidas as estatais e concedidos os principais projetos de infraestrutura em carteira, o BNDES poderia até mesmo ser extinto.
Assim como Guedes, Levy, que é engenheiro naval, tem doutorado na Universidade de Chicago, mais importante centro do pensamento liberal em economia. Secretário do Tesouro Nacional no governo Lula, integrando a equipe montada pelo então ministro da Fazenda Antônio Palocci, foi também secretário de Fazenda no primeiro governo de Sérgio Cabral no Estado do Rio. 
Antes de voltar ao governo federal, no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, foi presidente da Bram, a gestora de recursos do Bradesco.
Quando assumiu o Ministério da Fazenda, em 2015, Levy comandou uma primeira rodada de contenção no BNDES, com elevação de taxas de juros. O economista Luciano Coutinho seguiu no comando do banco de fomento, mas o então ministro foi nomeado presidente do Conselho de Administração da instituição, ampliando a vigilância sobre suas ações.
Procurados, Levy e Guedes não responderam aos contatos.
Recursos
A atual programação do BNDES prevê a devolução de R$ 26,6 bilhões ao Tesouro em 2019, conforme o cronograma da reestruturação da dívida com a União, firmada em julho. Mas, na semana passada, o diretor financeiro do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o banco poderia devolver R$ 40 bilhões a mais, se os desembolsos de 2019 ficarem entre R$ 70 bilhões e R$ 80 bilhões e não houver necessidade de devoluções ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ampliar os montantes a serem devolvidos a cada ano significaria acelerar a estratégia de diminuir o BNDES para devolver antecipadamente os R$ 416 bilhões aportados pelo Tesouro entre 2008 e 2014. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 11 de novembro de 2018

Enem 2018: Candidatos consideram a prova do 2º domingo difícil




O Enem manteve neste domingo (11) a tradição de colocar temas da vida real na prova de matemática e ciências da natureza (biologia, física e química).

As questões abordaram, por exemplo, o game Minecraft e propuseram problemas como cálculo de pena de um preso sem antecedentes criminais ou o tempo para despacho de bagagem em um aeroporto.


É um exemplo de questão que aproxima a avaliação do cotidiano do aluno, diz o professor de matemática Felipe Freire, do COC. Para ele, a prova teve dificuldade mediana na parte de cálculos, mas houve questões complicadas de interpretação de texto e gráfico.

"Foi uma prova bastante visual, que você se se embasava bastante no visual para responder", acrescentou.


Segundo os candidatos, a prova não trouxe nenhum assunto controverso. 

A estudante Giovanna Leme, 17, achou a prova trabalhosa, mas tranquila. "Eles pediram vários conceitos diferentes. Mas acho que, se você souber interpretar o enunciado, você conseguia fazer". 


Não é unanimidade: o advogado Lucas Hastings, 23, conta que de 0 a 10, a dificuldade estava lá pelos 7,5. "Matemática é sempre mais complicado", diz.

Fonte:Folhapress c/adaptaç