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terça-feira, 2 de julho de 2019

MEC divulga 2ª Chamada do ProUni 2019.2/ confira

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O MEC - Ministério de Educação liberou hoje(2) a lista dos convocados em segunda chamada do Programa Universidade para Todos -ProUni  edição 20191.2  Confira os convocados e fique atento ao calendário de entrega de documentação se foi selecionado.

http://siteprouni.mec.gov.br/index.php

Ex- presidente da OAB-BA é demitido de Universidade após comentários homofóbicos

UCSal demite ex-presidente da OAB-BA por comentários homofóbicos no Twitter
foto:reprodução

Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) e procurador-geral do Município, Saul Quadros Filho foi demitido nesta quarta-feira (2) pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) por comentários homofóbicos feitos no último domingo (30) em seu Twitter contra deputado federal David Miranda e o marido, o jornalista americano Glenn Greenwald.

Em nota no Instagram, a instituição de ensino afirmou que encaminhou a situação ao setor jurídico e que medidas cabíveis serão tomadas contra o profissional, de acordo com o regimento do código de ética da universidade. “A Universidade Católica do Salvador não compactua com posturas de cunho preconceituoso e repudia quaisquer manifestações que agridam a honra e a imagem das pessoas, respeitando a liberdade individual, pois estamos num Estado democrático e plural”, diz trecho do comunicado. 

Saul era professor de Direito Constitucional da UCSal. Além dele, Luciano Freitas também foi desligado do quadro de funcionários da universidade.

O CASO

Em seu Twitter, o agora ex-professor da Católica atacou o jornalista do The Intercept Brasil e seu companheiro. "Quem é o marido de quem? Ainda não consegui saber. Todos os dois são maridos! Não tem esposa não?", escreveu.

Num tweet de David Miranda, o qual ele beija Glenn Greenwald, Saul acusou ambos de “falta de higiene” no ato.
Meu marido, o jornalista Glenn Greenwald, mostrando que não tem nada a esconder, aceitou de boa fé o convite para vir falar na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara sobre as matérias jornalísticas que denunciam as ações inconstitucionais do Ministro Sérgio Moro.
Quem é o marido de quem?
Ainda não consegui saber.
Todos os dois são maridos !
Não tem esposa não?
15 pessoas estão falando sobre isso

Tenha orgulho do amor da sua vida!
Ver imagem no Twitter
Tá bonito isso !
Falta de higiene 😂😂😂

fonte:Bnotícias/reprodução 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Economia: UFBA irá funcionar em horário especial durante o recesso


Ex-vice-reitor da Ufba e alunos criticam fechamento parcial da instituição
foto:divulgação

A UFBA irá funcionar em horário especial, das 7h30 às 13h30, entre os dias 08 de julho e 02 de agosto, período que corresponde ao recesso entre os semestres letivos.
O objetivo dessa medida emergencial, adotada em caráter excepcional pela administração central da Universidade, é reduzir custos, em especial com água e energia elétrica, num cenário em que mais da metade do orçamento da UFBA para o ano de 2019 encontra-se inacessível – 30% estão bloqueados (ou seja, o crédito está indisponível no sistema orçamentário federal) e 22% estão contingenciados (o crédito está previsto, mas sem data para ser liberado) pelo Ministério da Educação.
Sem poder contar com recursos a que tem direito, por lei, para custear a despesa com itens básicos de funcionamento, a UFBA não tem alternativa: terá que economizar ainda mais radicalmente com esses serviços, cujo consumo, muito embora reduzido e controlado nos últimos cinco anos, graças a esforços de manutenção preventiva e combate a desperdícios, ainda representa cerca de 20% do custeio da universidade, por conta da disparada das tarifas e do recente ciclo de expansão da oferta de vagas e da área construída.
“Enquanto não for revertido o bloqueio, a regularidade de nosso funcionamento pleno precisa ser repensada de modo emergencial. A UFBA precisará, mais do que nunca, estar preparada para enfrentar uma dura travessia. É fundamental então nossa unidade na aplicação de medidas imediatas de contenção de despesas”, afirma o reitor João Carlos Salles.
Eventos fora do horário especial terão que ser reprogramados pelas respectivas unidades. A portaria 082/2019, que estabelece as regras da medida, prevê exceções, como, por exemplo, a matrícula presencial dos alunos de graduação e pós-graduação, que acontecerá normalmente, de 22 a 26 de julho. Também ficam de fora laboratórios que realizem pesquisas e serviços essenciais que não possam ser interrompidos e a prestação de serviços de tecnologia da informação.
Outra exceção é o Restaurante Universitário (RU), que não deixará de atender aos estudantes. O RU e os pontos de distribuição de refeições funcionarão em horário a ser definido pela Pró-reitoria de Assistência Estudantil e Ações Afirmativas, como já ocorre em períodos de recesso. Também ficará mantido o horário normal dos serviços de segurança dos campi.
Espera-se que a adoção do horário especial resulte em uma economia global significativa, especialmente na conta de energia elétrica, que tem tarifa sete vezes mais cara das 18h às 21h. Mesmo durante o dia, a recomendação é que a comunidade universitária racionalize ao máximo o uso de equipamentos de alto consumo, como, por exemplo, os de ar condicionado.

fonte:Site da instituição acesso 01/07/19

Carlos Bolsonaro ataca General Heleno e cria atritos com militares


O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno
foto:reprodução

Que o filho preferido do presidente Bolsonaro e vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro desde o começo do governo do pai tem grande influencia com o mesmo, todo mundo já sabe, mas até onde vai as consequências de suas palavras é que ninguém pode garantir. E hoje(1) em mais uma publicação através de sua rede social, criticou o ministro chefe do SNI Gen Augusto Heleno sobre o episódio  do militar da aeronáutica preso na Espanha com 39 kg de cocaína num avião da FAB que apoia viagens presidenciais. 

Confira  a reportagem completa no link abaixo no site da  Folhaonline.


https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/carlos-bolsonaro-ataca-general-heleno-abrindo-crise-com-militares.shtml

Popó cobra dívida de Edílson "capetinha" pela imprensa "vou te pegar"


[Popó revela dívida de Edílson de R$ 15 mil e ameaça:
foto:reprodução
O ex-pugilista Acelino "Popó" Freitas revelou que o ex-atacante da dupla Ba-Vi e da seleção brasileira Edílson "Capetinha" tem uma dívida com ele de R$ 15 mil reais que não foi paga quando o futebolista deixou a prisão. Em entrevista à Rádio Metrópole, na noite desta segunda-feira  (1º), durante o Jornal da Cidade 2ª Edição, o boxeador revelou uma mágoa com o ex-jogador de futebol e fez ameaças.
"Eu soltei Edílson uma vez. Emprestei R$ 15 mil, já tem dois anos que não quer me pagar de jeito nenhum. Foi preso por pensão alimentícia, eu fui lá e disse que iria ajudar para soltá-lo. E até hoje ele me enrola para pagar. Ligo para ele, não fala nada. Me bloqueou do Instagram, do WhatsApp e ele me devendo", disse o boxeador.
"Eu falei: 'vou te pegar e dar uns paus'. Ele disse: 'Lembre que você tem força de lutador, você sabe lutar'. Edilson, eu vou te pegar e você vai me pagar o que me deve. Ele estava preso na detenção, dei R$ 15 mil. Eu soltei ele na primeira vez que ele foi preso. Soltei o cara e não quer me pagar, faz evento toda semana e não quer me pagar", disse Popó, "Em todos os lugares que eu vou, que tem os amigos do futebol, eu falo: 'Não empreste, ele é safado'", completou.

fonte:BNews -01/07/19

Procurador-geral não precisa vir da lista tríplice, mas deve estar no topo, afirma Toffoli

Procurador-geral não precisa vir da lista tríplice, mas deve estar no topo, afirma Toffoli
foto; reprodução


O ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta segunda-feira (1º) que o próximo procurador-geral da República deve ser um subprocurador-geral, que está no último nível da carreira, mas não precisa ser um nome da lista tríplice. No dia 18 de junho, membros do Ministério Público Federal de todo o país fizeram uma votação interna e escolheram três nomes para compor uma lista tríplice que será entregue ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Embora não haja previsão legal nem constitucional, todos os presidentes da República, desde 2003, têm indicado alguém da lista para a PGR.

"No meu sentimento, o presidente tem direito de escolha constitucional e o Senado aprova ou não aprova, após uma sabatina, o respectivo nome", respondeu Toffoli ao ser questionado se, ao indicar alguém da lista tríplice, o presidente poderia fazer um aceno positivo ao MPF. "Do ponto de vista do Supremo, o que eu teria a dizer? Seria importante que fosse um subprocurador-geral, ou seja, que fosse alguém da última classe da carreira. A própria lei orgânica do Ministério Público estabelece que, para atuar nos tribunais superiores, têm que ser do último degrau da carreira", afirmou.



Estão na lista tríplice, nesta ordem, dois subprocuradores-gerais, Mario Bonsaglia e Luiza Frischeisen, e um procurador regional, Blal Dalloul --nível intermediário na carreira.  Questionado em seguida sobre uma eventual recondução da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, o presidente do Supremo respondeu que ela tem feito um excelente trabalho. "A doutora Raquel Dodge tem desempenhado um excelente trabalho. No âmbito do CNJ [Conselho Nacional de Justiça] junto com o CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público] temos várias atividades em conjunto", disse.

Dodge não se inscreveu para disputar a eleição interna. Em 2017, ela chegou à PGR, indicada por Michel Temer (MDB), após participar da disputa e ficar em segundo lugar na lista tríplice. Nos bastidores, autoridades simpáticas à procuradora-geral têm defendido sua recondução sob a alegação de que seu trabalho já é conhecido e garantiria ao Planalto certa previsibilidade.

Na Chapada: Pesquisadores desenvolvem 1º sistema de maracujá orgânico do país



Sistema foi desenvolvido em Lençóis a partir de experimentos em uma área de 10 hectares
A Chapada Diamantina, que tem ganhado protagonismo na agricultura orgânica (sem defensivos agrícolas) com o cultivo de frutas, como o morango, agora é destaque no desenvolvimento do primeiro sistema para produção de maracujá orgânico do Brasil.
O sistema foi desenvolvido em Lençóis a partir de experimentos em uma área de 10 hectares, por parte do setor de Mandioca e Fruticultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia.
Os primeiros resultados, divulgados esta semana, apontam que a produtividade do maracujá orgânico, de 28 toneladas por hectare, é quase três vezes maior que a do sistema convencional, de 10,5 toneladas/hectare, em média.
A produtividade do maracujá orgânico da Chapada também supera em muito a média nacional, de 13,5 toneladas por hectare. No Brasil, o maior produtor da fruta é a Bahia, onde há 16 mil hectares plantados em 191 dos 417 municípios, segundo dados de 2017 (os mais recentes) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Bahia tem produção de 170.910 toneladas, o que corresponde a 31% da produção nacional, de 554,5 mil toneladas. O segundo maior produtor do país é o Ceará (94,8 mil hectares) e o segundo Santa Catarina (46,1 mil toneladas).
No estado, os municípios com maior produção, ainda com base nos dados de 2017 do IBGE, são Livramento de Nossa Senhora (30 mil toneladas), Ituaçu (11 mil toneladas) e Dom Basílio (10 mil toneladas).
Em Lençóis, onde ocorreu o experimento da Embrapa, não houve produção de maracujá em 2017, segundo o IBGE, mas os resultados do sistema orgânico deixaram empolgados os proprietários da empresa Bioenergia Orgânicos.
Instalada em uma área de 3,5 mil hectares em Lençóis há dez anos, a empresa investiu cerca de R$ 50 milhões em uma agroindústria (incluindo desde a compra da terra às pesquisas com a Embrapa) que deve entrar em funcionamento total em cerca de um ano a dois anos, com a produção inicial de manga e maracujá.
Nesse tempo, a empresa realizou apenas pesquisas de melhoramento em frutas e sistemas orgânicos, com auxílio da Embrapa – mais de 60 variedades de frutas já foram pesquisadas. Além disso, tem promovido cursos nas cidades da região com vistas ao preparo dos pequenos agricultores.
Em Lençóis, a Bioenergia se instalou depois de pesquisar um local adequado em três estados do Nordeste (Bahia, Ceará e Pernambuco). Esse local deveria ter terras virgens, ser próximo ao rio e onde os pequenos agricultores (futuros parceiros na produção comercial) não tivessem o “vício” da agricultura convencional.
Outras frutas também estão em estudo na Bioenergia, como o abacaxi imperial (sem espinhos na casca), acerola, goiaba e banana princesa, variedade parecida com a banana-maçã.
Foto: Divulgação
Boa produtividade
Com planos de produção de frutas orgânicas (in natura, polpa e suco) para atender ao mercado nacional e internacional, foi a própria Bioenergia quem realizou os investimentos para a realização do projeto “Desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção para fruteiras de clima tropical”, conduzido por pesquisadores da Embrapa desde 2011.
A empolgação com o projeto ocorre não só por causa da alta produtividade que o sistema orgânico do maracujá apresentou, mas também em decorrência da precocidade que dois genótipos híbridos desenvolvidos pela Embrapa apresentaram durante as pesquisas, nas quais foram testados outros 14 genótipos do maracujá.
Os genótipos híbridos que mais se destacaram foram o BRS Sol do Cerrado e BRS Gigante Amarelo – ambos têm a casca amarela. Elas tiveram a produção de frutos iniciada com quatro meses, enquanto que no sistema convencional isso ocorre com no mínimo sete meses.
O pesquisador Onildo Nunes, líder da equipe técnica de maracujá da Embrapa Mandioca e Fruticultura, informou que o desenvolvimento precoce da produção do maracujazeiro é estratégico para evitar que haja a incidência de vírus.
De acordo com a Instrução Normativa 17 do Mapa, nos sistemas orgânicos deve-se priorizar a utilização de material adaptado às condições locais e tolerantes a pragas e doenças, como acontece, por exemplo, com a cultura da banana.
No caso do maracujá, ainda não foram encontradas variedades resistentes a viroses, que tem afetado pés de maracujá em municípios da região sudoeste do estado, como mostrou pesquisa recente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). (veja mais detalhes abaixo)
Contudo, a Embrapa já tem já opções de ação: a clonagem de plantas produtivas livres de virose. A técnica consiste em retirar e enraizar as estacas em ambiente protegido — a empresa Bioenergia já conta com telado antiafídico (que não permite a entrada do pulgão transmissor de vírus) para abrigar esse experimento.
“A ideia é tirar várias estacas e fazer uma multiplicação clonal das plantas selecionadas. Como temos uma planta já adulta, a estaca retirada tem toda informação para iniciar a produção de frutos mais precocemente em relação a uma planta derivada de sementes”, explica o pesquisador Onildo Nunes.
“Assim, rapidamente essa muda de estaca entra em processo de florescimento e frutificação. E quanto mais precoce o material, mais produz na ausência de vírus”, disse.
Outros ataques
Além de viroses, o maracujazeiro está suscetível ao ataque de insetos-praga, como a lagarta-desfolhadora, a broca-do-maracujazeiro, o percevejo, a mosca-das-frutas, o besouro-da-flor-do-maracujazeiro, a formiga-cortadeira e os ácaros.
O maracujazeiro pode ser atacado ainda por fungos e bactérias, com intensidade de danos que depende das condições climáticas e dos aspectos culturais.
“No caso das pesquisas em Lençóis, tivemos problemas com lagarta, besouro, vírus e formigas. Os piores foram os vírus, pois não há controle e nem variedades de plantas resistentes aos seus ataques”, afirma o entomologista Antonio Nascimento, pesquisador da Embrapa.
Nos experimentos da empresa Bioenergia, o problema não chegou a ser tão grave porque atingiu somente a planta. Quando chega ao fruto, causa deformação, baixo rendimento do suco e endurecimento da casca, tornando-o inviável para a comercialização.
Para se ter uma ideia do potencial de dano dessas doenças, no primeiro ciclo do sistema orgânico, antes da contaminação da lavoura, a produção chegou a atingir média de 37 tonelada por hectare.
O controle de formigas cortadeiras, um dos principais problemas na região, foi equacionado com o uso de uma isca orgânica à base se Tephosia cândida (planta leguminosa que possui ação repelente às pragas), com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para agricultura orgânica.
Segundo a Embrapa, por enquanto o pacote tecnológico está restrito à região da Chapada Diamantina. “A ideia é que produtores cooperados produzam nesse sistema que criamos para atender à demanda da empresa Bioenergia”, disse o pesquisador Raul Castro, um dos editores técnicos do projeto sobre o sistema, disponível online.
A publicação reúne informações sobre o sistema orgânico, com foco nos aspectos socioeconômicos, exigências edafoclimáticas, preparo do solo, calagem e adubação, híbridos de maracujá-amarelo, sementes e mudas, plantio e tratos culturais, polinização, manejos da irrigação, pragas e doenças, colheita, mercado e comercialização, e os coeficientes técnicos e rentabilidade.
Mas a ideia é que o sistema desenvolvido para a Chapada sirva de norteador para outras regiões. “Estive recentemente com técnicos da empresa de extensão do Paraná interessados em implantar o cultivo orgânico naquele estado”, ele falou.
“O sistema da Chapada é o primeiro do Brasil e vem chamando a atenção de outros interessados nessa tecnologia. Com as adaptações, pode ser implementado em todo o país”, afirmou Raul Castro, que é vinculado à Embrapa Agrobiologia (RJ).
Um dos sócios da empresa Bioenergia Orgânicos, Osvaldo Araújo informou que além das espécies híbridas BRS Sol do Cerrado e BRS Gigante Amarelo, eles pretendem cultivar o maracujá da casca roxa (Passiflora edulis) para atender ao mercado europeu, onde o consumo de maracujá com a casca dessa cor é mais tradicional que no Brasil.
“A ideia é o consumidor ver o maracujá roxo na prateleira do supermercado ele saber que é orgânico, algo automático, só nós estamos produzindo esse maracujá. A Embrapa ainda não registrou esse produto, nossa ideia é que ele seja registrado para o sistema orgânico”, disse Araújo.
O empresário, contudo, está preocupado com o que ele chama de falta de reação do governo da Bahia com relação à assistência técnica, necessária para completar o ciclo da cadeia de produção da agroindústria.
“O governo não está reagindo. Nós jogamos fora mais de 30 mil mudas de frutas orgânicas porque não temos o desenvolvimento do parceiro, e o empresário pagar para o desenvolvimento do parceiro já é absurdo”, ele disse.
“Já pagamos para fazer pesquisa, e estamos nessa fase, aguardando a sinalização do governo para fazer essa parceria da assistência. Já fizemos mais de cinco rodadas de negociações ano passado, com SDR [Secretaria de Desenvolvimento Rural], estamos no aguardo”.
Araújo informou que por enquanto não “procurou o governo federal para não passar por cima”. A SDR, em comunicado ao CORREIO, informou que “vem assegurando o desenvolvimento rural da Bahia, colocando a agricultura familiar no lugar de protagonista, por meio de investimentos em cooperativas e associações baianas”.
Diz que no Território Chapada Diamantina, que inclui o município de Lençóis, desde 2015, já foi executado mais de R$ 54 milhões em investimento e custeio de políticas e ações de fomento à agricultura familiar.
“São ações que promovem a geração de renda, emprego, produção de alimentos saudáveis, inclusão de gênero e geracional, garantia da sucessão rural, produção sustentável e que vem fazendo da agricultura familiar uma das principais forças do desenvolvimento do estado”, afirma o comunicado.
Atualmente, afirma a SDR, mais 2.600 famílias da Chapada Diamantina estão sendo atendidas com serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e do projeto Bahia Produtiva, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).
Na Chapada Diamantina, o governo estadual diz que também investe na cadeia produtiva da fruticultura: “São R$ 3.8 milhões, por meio do Bahia Produtiva, para atender 221 famílias com projetos como de implantação de viveiros, unidade de classificação de grãos de café, armazenamento e comercialização, aquisição de maquinas e equipamentos”. 

Sistema orgânico exige técnicas ambientalmente sustentáveis

Apesar de não haver informações oficiais disponíveis para o sistema orgânico, acredita-se que 0,5% da área cultivada no estado esteja nesse sistema, e a demanda é crescente.
Para ser considerado orgânico, o produtor deve usar técnicas ambientalmente sustentáveis e não pode utilizar agrotóxicos nem adubos químicos solúveis, observa a pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura Ana Lúcia Borges.
Editora técnica da publicação sobre o sistema de produção orgânica do maracujá junto com o pesquisador da Embrapa Agrobiologia (RJ) Raul Castro, Ana Lúcia relata que as primeiras recomendações descritas no sistema referem-se ao preparo do solo, já que melhoria dos atributos químicos, físicos e biológicos é essencial uma boa produção.
“O cultivo do solo sob enfoque conservacionista deve buscar o menor impacto possível. Para isso, é importante evitar a degradação provocada tanto pelo manejo inadequado como pela erosão”, comento.
“Isso se consegue adotando a redução da movimentação do solo e a manutenção da sua superfície coberta o maior tempo possível, seja por culturas vivas ou mortas”, disse a pesquisadora na sequência.
No caso dos experimentos em Lençóis, antes de começar o plantio, houve um trabalho longo de correção do solo, pobre em nutrientes para o cultivo.
Segundo a pesquisadora, o Latossolo Vermelho Amarelo distrófico é o solo predominante na região onde está sendo cultivado o maracujá orgânico.
Ele apresenta limitações como acidez (baixo pH e alto teor de alumínio), além de baixos teores de nutrientes, principalmente cálcio, magnésio e potássio.
Para a correção, foi feita aplicação de calcário e gesso para elevar o pH do solo e os teores de cálcio e magnésio. Após 12 meses, observou-se aumento de seis vezes no teor de cálcio. E o teor de alumínio reduziu a mais da metade.
Outra etapa importante de preparo do solo no sistema orgânico é o pré-cultivo da área utilizando plantas melhoradoras. “Essa prática beneficia as condições físicas, químicas e biológicas do solo por meio do cultivo de leguminosas e não leguminosas [gramíneas e oleaginosas], a exemplo de sorgo forrageiro, milheto e feijão-de-porco”, declarou a pesquisadora.
“Além disso, possibilita o aumento dos níveis de matéria orgânica. Em Lençóis, a prática foi iniciada 30 dias após a correção da acidez do solo. O aumento do teor de matéria orgânica foi mais evidente após quatro anos, quando quase dobrou, passando de 26,8 para 50,0 g/kg”, acrescenta.

Vírus que gera perda da produção do maracujazeiro é diagnosticado

Em um artigo publicado na Revista Scientia Agricola (referente ao mês de julho/agosto de 2019), a pesquisadora Gisele Brito Rodrigues do Departamento de Fitotecnia e Zootecnia (DFZ), no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da Uesb, mostra a incidência de vírus em plantios de maracujá na região sudoeste da Bahia.
O artigo que leva o título “Etiologia, ocorrência e epidemiologia de uma begomovirose em maracujazeiros do sudoeste da Bahia” é resultado da tese de doutorado da pesquisadora.
Segundo ela, o “maracujazeiro é acometido por diversas doenças que ocasionam perdas financeiras aos produtores, dentre elas, destacam-se as viroses”.
A pesquisa indica que o vírus, do gênero begomovirus, tem como vetor a Bemisia tabaci (mosca branca), causa deformações nas plantas e nos frutos e pode gerar perda total da produção.
Foram pesquisadas 57 propriedades, localizadas em dez municípios baianos, sendo que, em todas, foi constatada a presença do vírus. De acordo com os resultados do estudo, em apenas 156 dias, toda a produção pode estar contaminada, o que demonstra a potencialidade do vírus.
“Os métodos de controle para a begomovirose do maracujazeiro ainda são limitados. Atualmente, o controle químico do vetor associado à erradicação de plantas doentes através de frequentes inspeções de campo durante os primeiros meses de plantio podem minimizar o problema”, explica a pesquisadora.
Ela recomenda que o “Ministério da Agricultura brasileiro estabeleça medidas de contenção para prevenir a propagação do vírus (e do vetor) para outras áreas produtoras de maracujá no Brasil”

fonte:Correio da Bahia/reprodução 01/07/19

domingo, 30 de junho de 2019

Lava Jato desconfiou de Léo Pinheiro, pivô da prisão de Lula, indicam mensagens


[Lava Jato desconfiou de Léo Pinheiro, pivô da prisão de Lula ]
foto:reprodução


Em novas conversas vazadas divulgadas pelo site O Intercept ontem(29)  mostram diálogos entre procuradores onde os mesmos desconfiavam das oitivas do empreiteiro Léo Pinheiro que foi presidente da empreiteira OAS. Pinheiro acusou Lula de ser o dono do apartamento triplex no Guarujá, após dois anos de negociação de delação premiada.

Confira a reportagem completa e as conversas no link abaixo do site Uol/folha de São Paulo

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/lava-jato-desconfiou-de-empreiteiro-pivo-da-prisao-de-lula-indicam-mensagens.shtml