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domingo, 14 de julho de 2019

Bahia:Casal de jovens é assassinado dentro do carro em Candeias

Um duplo homicídio foi registrado pela polícia no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, na noite deste sábado (13).
Conforme o boletim de ocorrências da Secretaria de Segurança Pública, Mariana de Jesus Santos, de 22 anos, e Cláudio Lohan de Carvalho Martins, 23, foram assassinados a tiros na Rua Nova do Passé, no centro da cidade, por volta das 20h.
Informações preliminares apontam que as vítimas eram namorados. Após ser baleado dentro de um veículo, o casal chegou a ser socorrido para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. A motivação e a autoria do crime serão investigadas pela Polícia Civil. Informações do BNews.

Em BH: Cientista politico e professor se irrita e abandona debate ao vivo na TV sobre governo Bolsonaro

Professor se irrita e abandona debate ao vivo na TV sobre governo Bolsonaro
Foto: Reprodução
Um debate ao vivo sobre os seis meses do governo Bolsonaro, realizado na TV Horizonte, terminou em bate-boca e com o abandono da atração por parte de um dos convidados, de acordo com o site O Tempo.

O cientista político e professor Rudá Ricci debatia com Victor Luchese, presidente do PSL Jovem em Minas Gerais, sobre pontos diversos do governo até que em certo ponto os dois participantes começaram a debater se o presidente teria ou não apoiados atos de violência contra opositores.

"Só não abro mão de contestar um ponto", disse Luchese, "Onde e quando Bolsonaro disse que era para usar armas para suprimir o ponto contrário da democracia. Ele nunca falou de violência contra o outro lado. Ele fala de violência contra bandidos o uso de armas para se defender", afirmou.

Ricci então citou alguns exemplos, questionados por Luchese e disse que Bolsonaro "destila o ódio" e o integrante do PSL Jovem rebateu dizendo que o discurso do cientista político era o mesmo que havia sido derrotado nas urnas.
Aos 6min30seg, Ricci então tirou o microfone, levantou-se e deixou o programa. "Não dá para discutir com fascista. Eu sou um democrata", disse o cientista político, antes de sair do programa.


fonte:BNotícias 15/07/19 - 

Mulher joga padre Marcelo Rossi do palco durante missa na TV Canção Nova; veja vídeo

Mulher joga padre Marcelo Rossi do palco durante missa na TV Canção Nova.; veja vídeo
Foto: Reprodução
Uma mulher empurrou o padre Marcelo Rossi do palco enquanto celebrava missa na TV Canção Nova neste domingo (14) em Cachoeira Paulista (SP). O vídeo que mostra o momento em que o religioso cai do palco se espalhou pelas redes sociais.

O padre Marcelo participava do encerramento do Acampamento PHN (Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar), na sede da comunidade católica Canção Nova.


Padre Marcelo Rossi sofreu agressão enquanto celebrava

missa na TV Canção Nova.

Estamos aguardando o pronunciamento oficial da instituição para mais informações sobre o estado de saúde do Padre.

Rezemos por ele.

ATUALIZAÇÃO -  18H:05MIN.

Um vídeo postado posteriormente pela Canção Nova no tweet, o próprio Padre Marcelo Rossi disse que estava bem, e que não quebrou nada e apenas sentia algumas dores. 


fonte:BNotícias c/adaptações

EUA: Trump sugere a Democratas que voltem a seus países "infestados com crime"


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foto:reprodução
Por meio de sua conta no Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu às congressistas "progressistas" do Partido Democrata, originadas de países com governos que são "uma completa e total catástrofe", que voltem para ajudar a consertar "os lugares totalmente quebrados e infestados com crime de onde vieram".
Sem nomear especificamente qualquer deputada ou senadora Democrata, Trump afirma que as congressistas vieram de países que têm "os piores, mais corruptos e ineptos governos do mundo (quando têm um governo efetivamente funcional)". A crítica ocorre no dia em que o presidente promete iniciar as deportações de imigrantes ilegais.
Segundo Trump, estas congressistas estão dizendo "alto e de forma viciosa ao povo dos Estados Unidos, o maior e mais poderoso país do mundo, como nosso governo deve agir". Ele continua, dizendo que elas poderiam solucionar os problemas em seus países de origem, voltar e dizer aos americanos como fizeram. "Estes lugares precisam muito de sua ajuda. Tenho certeza que Nancy Pelosi (presidente da Câmara) ficaria muito feliz em rapidamente tomar as providências para viagens grátis".

fonte:Renato.carvalho@estadao.com/Estadão 14/07/19

Lava Jato: Deltan montou plano para lucrar com fama, apontam mensagens


[Deltan montou plano para lucrar com fama da Lava Jato, apontam mensagens]
foto:reprodução

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações do caso de corrupção, apontam mensagens obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas em conjunto com a Folha.
Em um chat sobre o tema criado no fim de 2018, Deltan e um colega da Lava Jato discutiram a constituição de uma empresa na qual eles não apareceriam formalmente como sócios, para evitar questionamentos legais e críticas.
A justificativa da iniciativa foi apresentada por Deltan em um diálogo com a mulher dele. "Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade", escreveu. 
Os procuradores cogitaram ainda uma estratégia para criar um instituto e obter elevados cachês. "Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários", comentou Deltan no grupo com o integrante da força-tarefa.
A realização de parcerias com uma firma organizadora de formaturas e outras duas empresas de eventos também foi debatida nessa conversa.
A lei proíbe que procuradores gerenciem empresas e permite que essas autoridades apenas sejam sócios ou acionistas de companhias.
Os diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept indicam que Deltan ocupou os serviços de duas funcionárias da Procuradoria em Curitiba para organizar sua atividade pessoal de palestrante no decorrer da Lava Jato.
As mensagens mostram ainda que o procurador incentivava outras autoridades ligadas ao caso a realizar palestras remuneradas, entre eles o ex-juiz e atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.
Os chats pelo aplicativo Telegram que envolvem a força-tarefa da Lava Jato foram enviados por uma fonte anônima ao Intercept, que divulgou a primeira reportagem em 9 de junho. Na última terça (9), o site publicou o primeiro áudio do material, no qual Deltan comemora uma proibição de entrevista do ex-presidente Lula (PT) à Folha.
Sempre que questionado sobre a sua atividade como palestrante, Deltan enfatiza que sua atuação neste campo tem como objetivo promover a cidadania e que grande parte dos recursos é destinada a entidades filantrópicas ou de combate à corrupção. 
Pouco antes do primeiro aniversário da Lava Jato, em fevereiro de 2015, a dedicação de Deltan a cursos e viagens já gerava descontentamento entre os colegas da Procuradoria em Curitiba. Em uma conversa, o procurador buscou justificar suas atividades, dizendo que ela compensava um prejuízo financeiro decorrente da Lava Jato.
"Essas viagens são o que compensa a perda financeira do caso, pq fora eu fazia itinerancias [trabalho extraordinário em que, ao assumir tarefas de outro procurador, é possível engordar o contracheque] e agora faria substituições", disse o procurador.
"Enfim, acho bem justo e se reclamar quero discutir isso porque acho errado reclamar disso. Acho que o crescimento é via de mão dupla. Não estamos em 100 metros livres. Esse caso já virou maratona. Devemos ter bom senso e respeitar o bom senso alheio", completou Deltan.
A intensa atividade de Deltan como palestrante chamou a atenção da imprensa e levou os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) a pedirem abertura de um procedimento disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público.
O requerimento, porém, foi arquivado, pois o órgão entendeu à época que as palestras se enquadravam como atividade docente, o que é permitido por lei, e ressaltou que grande parte dos recursos era destinada a instituições filantrópicas.
A ideia de criar uma empresa de eventos para aproveitar a repercussão da Lava Jato foi manifestada por Deltan em dezembro de 2018 em um diálogo com a mulher dele.
No mesmo mês, o procurador e o colega dele na força-tarefa da Lava Jato Roberson Pozzobon criaram um grupo de mensagens específico para discutir o tema, com a participação das esposas deles.
"Antes de darmos passos para abrir empresa, teríamos que ter um plano de negócios e ter claras as expectativas em relação a cada um. Para ter plano de negócios, seria bom ver os últimos eventos e preço", afirmou Deltan no chat.
Pozzobon respondeu: "Temos que ver se o evento que vale mais a pena é: i) Mais gente, mais barato ii) Menos gente, mais caro. E um formato não exclui o outro".
Após discussões sobre formatos do negócio, em 14 de fevereiro de 2019 Deltan propôs que a empresa fosse aberta em nome das mulheres deles, e que a organização dos eventos ficasse a cargo de Fernanda Cunha, dona da firma Star Palestras e Eventos.
Deltan detalhou então como seria a organização formal da empresa. "Só vamos ter que separar as tratativas de coordenação pedagógica do curso que podem ser minhas e do Robito [Pozzobon] e as tratativas gerenciais que precisam ser de Vcs duas, por questão legal."
Em seguida, o procurador alertou para a possibilidade de a estratégia levantar suspeitas. "É bem possível que um dia ela [Fernanda Cunha, da Star Palestras] seja ouvida sobre isso pra nos pegarem por gerenciarmos empresa", disse.
Pozzobon então comentou, em tom jocoso: "Se chegarem nesse grau de verificação é pq o negócio ficou lucrativo mesmo rsrsrs. Que veeeenham".
No dia seguinte, Deltan sugeriu também estabelecer uma parceria com uma empresa de eventos e formaturas de um tio dele chamada Polyndia.
"Eles [Polyndia] podem oferecer comissão pra aluno da comissão de formatura pelo número de vendas de ingressos que ele fizer. Isso alavancaria total o negócio. E nós faríamos contatos com os palestrantes pra convidar. Eles cuidariam de preparação e promoção, nós do conteúdo pedagógico e dividiríamos os lucros", afirmou Deltan.
No último dia 3 de março, Deltan postou no diálogo detalhes sobre um evento organizado por uma entidade que se apresentava como um instituto. Ele comentou que esse formato jurídico também poderia servir para evitar questionamentos jurídicos e a repercussão negativa quanto à atividade deles.
"Deu o nome de instituto, que dá uma ideia de conhecimento... não me surpreenderia se não tiver fins lucrativos e pagar seu administrador via valor da palestra. Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários", escreveu.
A Folha pesquisou registros na Junta Comercial do Paraná e em cartórios de Curitiba e as buscas indicaram que, por enquanto, não houve a constituição de empresa de palestras em nome das mulheres dos procuradores ou de um instituto em nome deles.
As mensagens no Telegram indicam a intenção dos procuradores de tocar o projeto mesmo sem que a empresa de eventos e palestras estivesse formalizada. "Podemos tentar alguma coisa agora em maio tvz. Ou fim de abril. Nem que o primeiro evento a empresa não esteja 100% fechada", afirmou Pozzobon.
Em dezenas de conversas analisadas pela Folha e pelo Intercept, Deltan mostrou grande interesse quanto ao valor de cada palestra.
Cerca de três meses antes de iniciar o grupo para discutir a abertura da empresa, Deltan informou a esposa sobre a lucratividade das palestras apurada até setembro de 2018. 
"As palestras e aulas já tabeladas neste ano estão dando líquido 232k [R$ 232 mil]. Ótimo... 23 aulas/palestras. Dá uma média de 10k [R$ 10 mil] limpo."
No mês seguinte, o procurador manifestou a expectativa para o fechamento de 2018.
"Se tudo der certo nas palestras, vai entrar ainda uns 100k [R$ 100 mil] limpos até o fim do ano. Total líquido das palestras e livros daria uns 400k [R$ 400 mil]. Total de 40 aulas/palestras. Média de 10k limpo", disse o procurador.
Caso tenha atingido a meta de faturamento líquido de R$ 400 mil em 2018, essa remuneração pode ter superado a soma dos salários de Deltan como procurador da República naquele ano.
Dados do Portal da Transparência do Ministério Público Federal mostram que ele recebeu cerca de R$ 300 mil em rendimentos líquidos em 2018, sem considerar valores de indenizações.
As mensagens apontam que Deltan usou os serviços de duas funcionárias da secretaria da Procuradoria, tendo realizado pedidos de registro de recibos e documentos relativos aos eventos, além de solicitações para que elas organizassem os convites que ele recebia.
As palestras remuneradas também são tema de muitas conversas de Deltan com autoridades. Um dos episódios em que ele encorajou interlocutores a atuar nessa área ocorreu em abril de 2017.
Na ocasião, o procurador antecipou um convite ao então juiz responsável pela Lava Jato, Sergio Moro, para participar de um evento em São Paulo e contou como estava cobrando pela atividade.
"Caro, o Edilson Mougenot [fundador da Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais] vai te convidar nesta semana pra um curso interessante em agosto. Eles pagam para o palestrante 3 mil", escreveu Deltan a Moro.
"Pedi 5 mil reais para dar aulas lá ou palestra, porque assim compenso um pouco o tempo que a família perde (esses valores menores recebo pra mim... é diferente das palestras pra grandes eventos que pagam cachê alto, caso em que estava doando e agora estou reservando contratualmente para custos decorrentes da Lava Jato ou destinação a entidades anticorrupção - explico melhor depois)...", emendou.
O procurador ainda completou: "Achei bom te deixar saber para caso queira pedir algo mais, se achar que é o caso (Vc poderia pedir bem mais se quisesse, evidentemente, e aposto que pagam)".
A princípio, Moro disse que já estava com a agenda cheia, mas posteriormente aceitou o convite e participou com Deltan em 26 de agosto de 2017 do 1º Congresso Brasileiro da Escola de Altos Estudos Criminais em São Paulo.
Em junho do ano passado, o chefe da Lava Jato em Curitiba convidou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot para participar de um evento em São Paulo.
Depois de abordar o curso, ele comentou: "Tava aqui gerenciando msgs e vi que fui direto ao ponto kkkk Tudo bem com Vc? Espero que esteja aproveitando bastante, tomando muita água de coco e dormindo o sono dos justos rs Agora, vou te dizer, Vc faz uma faaaaaaaltaaaaa".
"Oi amigo kkkkkk", respondeu Janot. "Considero sim mas teremos que falar sobre cache. Grato pela lembra".
Deltan perguntou se o cachê oficial do ex-chefe era de R$ 30 mil e sinalizou que faculdades normalmente "não pagam esse valor"¦ mas se pedir uns 15k [R$ 15 mil], acho que pagam".
Em julho de 2016, Deltan trocou mensagens com a procuradora da República em São Paulo Thaméa Danelon sobre uma operação que ela estava coordenando contra o superfaturamento na aquisição de equipamentos para implante em doentes com mal de Parkinson.
Após comentar sobre a melhor forma de divulgar a operação, Deltan sugeriu que a procuradora aproveitasse o tema de fraude na área da saúde para montar uma palestra para a empresa de planos de saúde Unimed, uma das que mais contratou o procurador nos últimos anos.
"Vc podia até fazer palestra sobre esse caso mais tarde em unimeds. Eles fazem palestras remuneradas até", disse Deltan no diálogo.
A procuradora informou por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal em São Paulo que jamais realizou palestra para a Unimed.
A exemplo de seus colegas da força-tarefa de Curitiba, Thaméa disse que "não reconhece o conteúdo das supostas mensagens que não foram submetidas a qualquer verificação de integridade" e por isso não iria comentá-las.
Na conversa sobre a empresa de palestras e eventos, os procuradores da Lava Jato discutiram também maneiras de sair da linha tradicional do ensino jurídico para conseguir clientes jovens e interessados em cursos motivacionais.
No dia 27 de dezembro de 2018, Deltan postou no diálogo: "Curiosidade não basta, até porque a maior parte dos jovens não têm interesse em Lava Jato. Para o modelo dar certo, teria que incluir coisas que envolvam como lucrar, como crescer na vida, como desenvolver habilidades de que precisa e não são ensinadas na faculdade. Exatamente na linha da Conquer".
A firma Conquer mencionada pelo procurador organiza palestras na linha motivacional e se apresenta como uma escola "aceleradora de pessoas". À época, Deltan já havia ministrado palestras em eventos da Conquer.
O procurador então sugeriu o desenvolvimento de um evento com o título "Turbine Sua Vida Profissional com Ferramentas Indispensáveis".
Os temas do curso, segundo Deltan, seriam "Empreendedorismo e governança: seja dono do seu negócio e saiba como governá-lo", "Negociação: domine essa habilidade ou ela vai dominar Você", "Liderança: influencie e leve seu time ao topo", "Ética nos Negócios e Lava Jato: prepare-se para o mundo que te espera lá fora".
Deltan propôs ainda que o curso tivesse "uma pegada de pirotecnia" e servisse como ponte para faturar com outros eventos da Conquer. 
"Todas as palestras deixariam um gostinho de quero mais (tempo limitado) e direcionariam pra Conquer, com retorno de percentual sobre cada aluno que se inscrever no curso da Conquer nos 4 meses seguintes", planejou o procurador.
Um mês depois, Pozzobon voltou ao assunto propondo um curso jurídico mais tradicional sobre ética e combate à corrupção, com o objetivo de atrair clientes de alta renda. 
"Curso de sexta a noite e sábado de manhã. E poderíamos cobrar bem. Tipo uns 3 ou 5 mil. Público alvo: empresários, advs e altos executivos."
DELTAN AFIRMA QUE FAZ PALESTRAS PARA PROMOVER A CIDADANIA 

O coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, afirma que realiza palestras para promover a cidadania e o combate à corrupção e que esse trabalho ocorre de maneira compatível com a atuação no Ministério Público Federal.
Deltan e o procurador Roberson Pozzobon informam que não abriram empresa ou instituto de palestras em nome deles ou de suas esposas e que não atuam como administradores de empresas.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Procuradoria no Paraná, os integrantes da força-tarefa da Lava Jato declaram que "não reconhecem as mensagens que têm sido atribuídas a eles" e que "esse material é oriundo de crime cibernético e não pôde ter seu contexto e veracidade comprovado".
Quanto ao tema das palestras, a nota afirma que "é lícito a qualquer procurador, como já decidido pelas corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público, aceitar convites para ministrar cursos e palestras gratuitos ou remunerados".
"Palestras remuneradas são prática comum no meio jurídico por parte de autoridades públicas e em outras profissões", completa a nota.
Segundo a manifestação do Ministério Público Federal no Paraná, Deltan e Pozzobon "não têm empresa ou instituto de palestras em nome próprio nem de seus familiares. Tampouco eles atuam como administradores de empresas".
Quanto à atividade específica de Deltan, a nota afirma que ele "realiza palestras para promover a cidadania e o combate à corrupção de modo sempre compatível com o trabalho. A maior parte delas é gratuita e, quando são remuneradas, são declaradas em imposto de renda e ele doa parte dos valores para fins beneficentes".
Sobre o fato de as mensagens do aplicativo Telegram mostrarem a utilização de duas funcionárias da Procuradoria em tarefas de organização das atividades de palestrante de Deltan, a nota relata que "a secretaria da força-tarefa cuida da agenda do procurador quando há eventos gratuitos relacionados a pautas de interesse institucional".
"Convites para palestras com remuneração ao procurador, quando recebidos pela secretaria, são redirecionados para pessoa de fora dos quadros do Ministério Público, a qual se  encarrega de fazer a interlocução com os organizadores do evento", segundo a nota enviada pela força-tarefa.

sábado, 13 de julho de 2019

Cineasta português vai se mudar para Canudos para filmar 'Os Sertões'



Cineasta português vai se mudar para Canudos para filmar 'Os Sertões'

foto:reprodução/Baianolandia



O sertão que vira mar e os sertões que viram cinema foram tema da mesa que reuniu o professor e teórico de cinema Ismail Xavier e o cineasta português Miguel Gomes neste sábado (13), na tenda principal da Flip.

Xavier, autor de "Sertão Mar: Glauber Rocha e a Estética da Fome", livro relançado nesta edição da Festa Literária de Paraty, falou sobre o diálogo entre o cineasta baiano e a obra de Euclides em "Deus e o Diabo na Terra do Sol", filmado em 1963 por Glauber.

"A filmagem foi marcada pela atmosfera de expectativas de mudanças, de reformas de base", disse Xavier.

Miguel Gomes contou sobre o novo filme que vai fazer, também baseado no livro, que o cineasta leu por acaso em um voo de Portugal para o Brasil. "É uma das prosas mais poderosas da língua portuguesa", afirmou. 

Gomes, que vai se mudar por um tempo para Canudos, quer ser fiel ao texto a seu modo. "A mitologia do sertão é tão real quanto as pedras."

Ele não quis dar spoilers do novo filme, mas contou que terá cerca de duas horas. O título escolhido é "Selvageria". 

"Blaise Cendras queria traduzir 'Os Sertões' para o francês, com o título 'sauvagerie'. Ele não fez a tradução e eu roubei o título."

Voltando ao sertão-mar de Glauber em "Deus e O Diabo", Xavier disse que o filme era uma alegoria da esperança.

"Neste Brasil dos sonhos desfeitos, como falou José Murilo de Carvalho aqui na Flip, precisamos de um novo Glauber que nos traga a profecia de mudança novamente", disse Xavier. 

O cineasta português quis encerrar a mesa com uma pequena nota de esperança. "De Portugal, vendo as notícias em jornais e TV sobre o Brasil, ficamos um pouco deprimidos. Mas estar na Flip, vendo brasileiros pensar o Brasil, é algo positivo. Tenho consciência que Paraty é uma bolha, mas é importante ter espaços onde o Brasil se pensa". 

Com o tempo reservado à mesa já esgotado, a mediadora Marina Person afirmou que era mesmo o melhor para encerrar o evento, apesar de as perguntas da plateia ainda não terem sido lidas. "Disseram que o melhor é encerrar a mesa no seu auge. Depois desta apoteose, acho que podemos terminar", disse ela.

fonte:BNotícias/13/07/19 - 19h:17min.

Em Coimbra: Estudantes chamam gov. do Rio de fascista e xingam ministro do STF

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Gov e  ministro foram bastante hostilizados em Coimbra- foto:reprodução

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Três ministros do STF, Alexandre de Moraes, Marcos Aurélio Melo, Ricardo Lewandowski e o governador do Estado do Rio Wilson Witzel(PSC) participaram de um seminário na Universidade de Coimbra em Portugal no último dia 4, e o clima não foi nada acadêmico. O ministro Alexandre de Moraes do STF foi xingado pelo grupo de  manifestantes e o governador foi chamado de "fascista".  A informação é da Colunista Mônica Bergamo da Folha de São Paulo. Confira no link, bem como o vídeo.

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/07/estudantes-chamam-witzel-de-fascista-e-xingam-ministro-do-stf-em-coimbra.shtml

Na Flip: 'A máscara de Sergio Moro caiu para sempre', diz Glenn Greenwald em debate


'A máscara de Sergio Moro caiu para sempre', diz Glenn Greenwald em debate na Flip
foto:reprodução

O clima era de Fla Flu, com torcidas opostas, mas também podia ser comparado de certo modo com o Réveillon de Copacabana. Aglomerados na beira do rio, vários visitantes da Flipei (Feira Literária Pirata das Editoras Independentes), casa parceira da Flip, assistiam aos fogos lançados do outro lado da margem por manifestantes contrários à presença do jornalista americano Glenn Greenwald. Só que, em vez de aplaudir, os espectadores vaiavam.

Greenwald foi saudado com ares de herói por uma multidão nesta sexta-feira (12), ao som de uma versão hardcore de "Bella Ciao". Greenwald chegou de lancha ao barco no qual participaria de um debate, como parte da programação da Flipei, casa parceira da Flip, por volta das 19h. Eram convidados também do evento o humorista Gregório Duvivier, o sociólogo Sergio Amadeu, e o escritor Alceu Castilho.

"Não precisa ter medo do governo. A máscara de Sergio Moro caiu para sempre", disse Glenn Greenwald, sob aplausos, logo no começo da mesa "Os Desafios do Jornalismo em Tempos de Lava Jato", com a voz encoberta por uma versão remixada do hino nacional tocada pelos protestantes.

"O Lula tá preso. Ele é bandido, ele tá preso", gritava uma voz do outro lado do rio. "Você vai ser preso!".

Mesmo diante da pressão, Greenwald avisou que não pretende sair do Brasil. "Sou casado com um brasileiro que eu amo mais do que tudo. Nós temos dois filhos brasileiros que adotamos. Somos uma família completa, cheia de amor e felicidade, como todos podem ser, inclusive os jovens LGBT neste país. Posso sair do país a qualquer momento, só que eu não estou fazendo isso, nem vou fazer. Porque 15 anos atrás eu me apaixonei pelo Brasil", disse.

O jornalista mencionou, também, uma frase que seu marido, o deputado David Miranda, teria dito antes de assumir o mandato. "Ele disse: 'não vou me esconder, vou concorrer à casa onde os milicianos que mataram Marielle Franco trabalham'. Isso é coragem".

"A próxima vítima do Moro vai ser o Glenn", interrompeu um manifestante. Além das provocações, o grupo contrário à presença de Greenwald também lançou fogos de artifício em direção ao barco da Flipei. "Se eles estão apontando rojão pra gente, a polícia do outro lado está deixando", opinou a socióloga Sabrina Fernandes, que atuava como mediadora.

Greenwald aproveitou a ocasião para revelar em que pé estão os trabalhos de apuração do The Intercept Brasil a respeito das mensagens trocadas pelo ministro da Justiça Sergio Moro com integrantes da Lava Jato, enquanto ainda era juiz.

"Estamos muito mais perto do começo do que do final. Temos muito mais para revelar. Quando perceberam a importância do material, todos os jornalistas do Brasil nos procuraram querendo trabalhar com a gente como parceiros. Todos, menos um: a Globo. Para os jornalistas da Globo, é um crime fazer jornalismo", avalia o americano.

"Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados, como já dizia Millôr Fernandes", completou Alceu Castilho. "As pessoas do outro lado do rio querem desinformar. Eles são quem usa o WhatsApp. A rede não distribui só democracia, ela distribui mentiras. Ela concentra o poder, mas pode permitir que a gente trave a nossa batalha. Não podemos mais ficar acomodados. Temos que fazer da informação a nossa principal aliada", disse Sergio Amadeu.

Ao ser perguntado por Sabrina sobre a indicação de Alexandre de Moraes para o STF, Gregório Duvivier definiu o ministro como "Voldemort do Supremo", em referência ao vilão das histórias de Harry Potter.

"Ele é a pior herança que o Temer poderia ter deixado. E, gente, o povo do STF tem medo do povo ali de trás", disse, apontando para os manifestantes na outra margem do rio. "Quem tem medo de quem faz coreografia, gente? Se tem algo que não se pode dizer é que o PT aparelhou a justiça. Ele indicou ministros péssimos para o STF.  A Dilma sofreu um golpe e saiu. Ela podia ter conclamado o povo às ruas. Ela foi à ONU quando estava rolando o golpe e falou de mudança climática", opinou Duvivier.

Depois de um período sem manifestações do grupo oposto, Greenwald brincou: "É bom ver que eles ainda estão vivos e animados". Em seguida, falou um mais sobre Sérgio Moro. "Todos nós sabemos que esse juiz tirou o candidato que a maioria dos brasileiros disse que queria como presidente. Eles o condenaram porque pensam que seus gestos são todos justificados, que estão acima da lei. E ele não só fez isso como também foi responsável, em 2016, pelo impeachment da Dilma Roussef. E ele só conseguiu fazer isso porque ninguém o estava investigando."

O espaço da Flipei, que abriga um barco ancorado e um ônibus antigo, sobre o qual acontecem shows todas as noites, estava lotado. A estimativa dos organizadores do evento é de que 3 mil pessoas compareceram ao debate.

Sob aplausos constantes, Greenwald se declarou novamente durante suas considerações finais. "Só com fascistas e racistas o Bolsonaro conseguiu ter 15% dos votos. O país pelo qual me apaixonei não é isso. Ele é feito de pessoas diferentes", disse. "Só a democracia pode unir esse país."

"A gente não é anti porra nenhuma, a gente é pró uma sociedade justa e democrática", arrematou, ovacionado, Duvivier.