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domingo, 7 de março de 2021

Covid-19: Email comprova que White Martins pediu transporte de oxigênio a Manaus e não foi atendida

 

White Martins pediu transporte de oxigênio ao governo federal e não foi atendida
Foto: Divulgalção / SSP-AM

Um email enviado pela White Martins ao Ministério da Saúde, obtido pela Folha de S.Paulo, mostra que a empresa pediu "apoio logístico imediato" para transportar 350 cilindros de oxigênio gasoso, 28 tanques de oxigênio líquido, 7 isotanques e 11 carretas com o insumo a Manaus. O pedido foi direcionado a dois coronéis do ministério e acabou não sendo atendido a tempo.

Três dias depois, o oxigênio se esgotou nos hospitais e pacientes morreram asfixiados. O colapso deu início a uma crise que resultou, até agora, na transferência de 645 pacientes a outros estados. Dentre os transferidos, 92 (14,2%) morreram longe de casa.

A omissão do ministro da Saúde, o general da ativa Eduardo Pazuello, diante de alertas sobre o que estava em curso e sobre o que viria a ocorrer levou à abertura de um inquérito pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o militar. Ele é suspeito de ter cometido crimes. Diligências foram autorizadas pelo STF e estão em curso.

Pazuello vem tentando apagar rastros dessa omissão. No último dia 27, seu número dois no ministério, coronel Élcio Franco, produziu um documento, enviado ao STF, para mudar a versão sobre um outro email da White Martins, por meio do qual a empresa alertava sobre a escalada da escassez de oxigênio.

O próprio ministro havia escrito, também em documento oficial encaminhado ao STF, que sua pasta recebeu em 8 de janeiro o email com o alerta da empresa, fornecedora da rede hospitalar local. Franco, secretário-executivo do ministério, mudou a versão: o email só teria aparecido no dia 17 daquele mês. O colapso ocorreu no dia 14.

Já o pedido por "apoio logístico imediato" ficou registrado em email escrito por Lourival Nunes, diretor de Desenvolvimento de Negócios Medicinais da White Martins. Foi enviado às 14h35 de 11 de janeiro ao comitê de crise montado pelo governo do Amazonas e ao coronel do Exército Nivaldo Alves de Moura Filho, diretor de Programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde.

Moura Filho foi nomeado ao cargo por Pazuello, em 4 de junho. Quando o email foi escrito, uma reunião presencial já havia ocorrido na manhã do mesmo dia 11. Pazuello, que estava em Manaus, participou do encontro.

"No dia 10, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, convidou os representantes da White Martins, por meio do comitê estadual, para uma reunião em Manaus, na manhã do dia 11, para tratar do tema [aumento da disponibilidade de oxigênio diante da calamidade pública no estado]", afirmou a empresa à Folha, por meio de nota.

O envio do email, logo após a reunião, foi um pedido do coronel Moura Filho, "para formalizar a demanda por apoio logístico relatada pela empresa no encontro, decorrente do crescimento abrupto e exponencial do consumo de oxigênio naquele momento", disse a White Martins.

"Estou enviando as nossas necessidades de apoio logístico imediato para transporte de oxigênio medicinal e equipamentos aplicados à operação", escreveu o gestor da empresa.

Ele listou quatro itens com necessidade imediata de apoio logístico. Dois deles já estavam sendo tratados com outro militar do Ministério da Saúde conforme a mensagem eletrônica, o tenente-coronel Alex Lial Marinho, nomeado por Pazuello desde 9 de junho e coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde. Ele está subordinado ao coronel Franco, secretário-executivo.

O item 1 do email eram 350 cilindros de oxigênio gasoso, oriundos de Campinas (SP) e Belo Horizonte. A carga tinha um peso de 24,5 toneladas e deveria ser transportada por via aérea.

O item 2 eram 28 tanques de oxigênio líquido, que deveriam percorrer a rota Guarulhos(SP)-Manaus, em cinco voos distintos. O peso total da carga era de 53,5 toneladas. Duas remessas já estavam de prontidão naquele momento. Outras três remessas estavam prontas para serem transportadas nos dias 12 e 13.

O email ainda registra o pedido por ajuda para levar sete isotanques a Belém (PA) e para deslocar 11 carretas da capital do Pará a Manaus.

Documentos entregues pelo Ministério da Saúde ao STF mostram que apenas o item 1 teria sido transportado antes do colapso do dia 14. Esses documentos registram o transporte de 350 cilindros de oxigênio gasoso nos dias 12 e 13, oriundos de Guarulhos. Isto equivaleria a 3,5 mil metros cúbicos, de acordo com a White Martins.

Segundo os mesmos documentos, tanques com oxigênio líquido só começaram a chegar a partir do dia 15, o dia seguinte ao colapso dos hospitais. A carga prevista no item 2 do email poderia superar 30 mil metros cúbicos, também segundo parâmetros usados pela empresa.

Naquele dia 11, quando o email foi enviado ao Ministério da Saúde, o consumo de oxigênio nos hospitais chegou a 50 mil m3. No dia 14, ultrapassou 70 mil m3. Antes da pandemia, a demanda era por 15 mil m3.

A conversão do oxigênio líquido em gasoso é imediato, a partir de um vaporizador atmosférico que coloca a temperatura do líquido (-186º C) em contato com a temperatura ambiente, o que resulta na formação do gás.

Em comunicados à imprensa antes do colapso no dia 14, o Ministério da Defesa e a Aeronáutica informaram ter transportado 24 toneladas de cilindros de oxigênio nos dias 8 e 10 de janeiro. As cargas saíram de Belém, segundo os comunicados, e equivaliam a 350 cilindros.

Mais seis cilindros foram transportados na madrugada do dia 13, "em caráter de urgência", conforme comunicado divulgado naquele dia.

Com o colapso no dia 14 e as mortes por asfixia, os transportes se aceleraram. Um comunicado do dia 17 informou o transporte de 36 tanques de oxigênio líquido e 1.510 cilindros de insumo gasoso.

A White Martins disse, em nota, ter iniciado uma operação para envio de cilindros de oxigênio antes da reunião com o ministro no dia 11, por intermédio da Secretaria de Saúde do Amazonas e com apoio da FAB.

"A empresa segue mobilizando todos os esforços, com recursos próprios e de terceiros, para atender a necessidade de produto da região", afirmou.

Assim que detectou o "aumento abrupto e exponencial" do consumo de oxigênio, na primeira semana de janeiro, a empresa informou a situação ao governo estadual, responsável pelo contrato, conforme a nota.

A empresa não respondeu às perguntas sobre a quantidade efetivamente transportada, com suporte do governo federal, antes do colapso dos hospitais no dia 14.

O Ministério da Defesa também não forneceu essa informação. "Desde o início da crise em Manaus, as Forças Armadas vêm atuando de forma a assegurar o apoio às necessidades da população local. Até 4 de março foram contabilizados 270 voos, sendo 70 para remoção de pacientes e 200 para apoio logístico de insumos médicos, um esforço aéreo que já chega a 2.255 horas", disse, em nota.

Segundo a Defesa, foram transportados até agora 889 tanques de oxigênio líquido, 41 usinas de oxigênio, 5.655 cilindros de oxigênio gasoso e 193 respiradores. "As questões relativas à troca de mensagens entre o Ministério da Saúde e a empresa White Martins devem ser encaminhadas àquele ministério", afirmou.

A reportagem questionou o Ministério da Saúde na manhã de quinta-feira (4) e voltou a pedir uma resposta na sexta (5). Não houve resposta até a publicação desta reportagem.


fonte:FOLHAPRESS - 07/03/2021

Covid-19: Pr. Ricardo Gondim critica culto e missas presenciais em meio à alta de mortes


Um dos mais conceituados teólogo  do país é contra a realização de missas e cultos presenciais durante a pandemia da Covid-19 que assola o país.  Confira a avaliação do Pr. Ricardo Gondim da Igreja Betesda em São Paulo no link abaixo do site UOL de hoje(7) da coluna de Leoanrdo Sakamoto


https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2021/03/07/lider-evangelico-critica-culto-e-missa-presenciais-em-meio-a-alta-de-mortes.htm

DF: Ministro Marco Aurélio do STF critica omissão de cartório em caso da mansão

 

Foto: Reprodução/CNN Brasil
Foto: Reprodução/CNN Brasil

 

A indisponibilidade de informações, pelo cartório, da escritura pública da mansão de cerca de R$ 6 milhões adquirida pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi criticada pelo ministro Marco Aurélio Mello. “Muito ruim em termos de avanço cultural”, afirmou o decano do Supremo Tribunal Federal.

A declaração foi dada ao jornal O Estado de S. Paulo, que também revelou que o cartório escondeu informações da escritura.O ato, do 4.º Ofício de Notas do Distrito Federal, contraria a prática adotada em todo o País e representa tratamento diferenciado ao filho do presidente Jair Bolsonaro, segundo especialistas.

Para comprar o imóvel, o filho “01” de Bolsonaro financiou R$ 3,1 milhões no Banco de Brasília (BRB), com parcelas mensais de R$ 18,7 mil -70% do salário líquido do senador – R$ 24,7 mil.

“A boa política pagou um preço incrível, abandonando a transparência e a publicidade. Algo condenável a todos os títulos”, afirmou Marco Aurélio Mello.Na cópia da escritura obtida pela reportagem no cartório, foram omitidas informações como os números dos documentos de identidade, CPF e CNPJ de partes envolvidas, bem como a renda do filho do presidente e de sua mulher, a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro.

“Vem-nos da Constituição Federal, do artigo 37, que atos administrativos, como no caso o ato do cartório, são públicos, visando ao acompanhamento pelos contribuintes e a busca de fiscalização. É incompreensível a omissão. E por que omitir? Há alguma coisa realmente que motiva esse ato, porque nada surge sem uma causa”, ressaltou o decano do STF.

Marco Aurélio Mello questionou ainda a atitude do senador, de optar por um cartório em Brazlândia, região administrativa que fica a 50 km do centro de Brasília.”É estranho que não se tenha feito a escritura num cartório de Brasília propriamente dita”, comentou. Fonte: CNN Brasil.

fonte:Bahia.Ba -  07/03/2021

Bahia: Estado amplia restrições nas regiões de Juazeiro e Senhor do Bonfim

Foto: cidade de Juazeiro/ divulgação Sesab

Foto: cidade de Juazeiro/ divulgação Sesab

Desta segunda (8) até as 5h de quarta-feira (10), serão permitidos em 20 municípios das regiões de Juazeiro e Senhor do Bonfim somente o funcionamento de atividades relacionadas à saúde e ao enfrentamento da pandemia, bem como à comercialização de gêneros alimentícios e feiras livres. Decreto do governo estadual ampliando as restrições será publicado na edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) deste domingo (7).

As novas medidas foram anunciadas na tarde deste domingo. As restrições valerão para os municípios de Andorinha, Antônio Gonçalves, Campo Alegre de Lourdes, Campo Formoso, Cansanção, Canudos, Casa Nova, Curacá, Filadélfia, Itiúba, Jaguarari, Juazeiro, Pilão Arcado, Pindobaçu, Ponto Novo, Remanso, Senhor do Bonfim, Sento Sé, Sobradinho, Uauá.

Também ficam suspensas nos 20 municípios, de segunda (8) até as 5h de quarta-feira (10), órgãos e serviços da Administração Pública Estadual não enquadrados como serviços públicos essenciais adotarão o regime de trabalho remoto.

Estabelecimentos comerciais como restaurantes, bares e congêneres devem funcionar com portas fechadas, sendo permitido apenas o delivery até as 24h.

 O SAC suspenderá atendimento.

FONTE:Bahia.Ba  - 07/03/2021

RS: Jovem exibe última mensagem da mãe que morreu de covid aos 42 anos ' Ela nunca vai ver eu me formar'

 

“Ela nunca vai ver eu me formar”, lamenta Giulia Dias, de 23 anos, filha de Valéria Heloísa, de 42 anos, vítima fatal da covid-19 no dia 2 de março. A última mensagem trocada com sua mãe foi compartilhada e viralizou na rede social Twitter na última quarta-feira (4). Na publicação, a jovem que mora em Esteio, no Rio Grande do Sul, afirmou que a mãe não conseguiu uma vaga de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e deixou para trás três filhas, incluindo uma de 8 anos.

Em entrevista ao portal Marie Claire, Giulia revelou que a mãe, Valéria Heloísa, foi internada em 21 de fevereiro e piorou nos dias seguintes, chegando a necessitar de UTI no sábado, dia 27, mas não conseguiu vaga. “O único leito que encontramos disponível era em Santa Maria [RS], a umas 5h de viagem, e os médicos avisaram que ela não aguentaria”, relata a filha.

No print compartilhado pela filha, a mãe diz: “Eu vou para a UTI, só não tem vaga em lugar nenhum. Amo vocês”. “Nós te amamos muito também. Tu tem que ser firme, tu tem que ver eu me formar”, responde Giulia na última mensagem trocada entre elas. “Essa foi a última mensagem que tive da minha mãe, ela faleceu hoje por covid-19 e tinha só 42 anos, deixando três filhas para trás. Ela nunca vai ver eu me formar… Usem máscara, não saiam se não for necessário, por favor”, diz Giulia.

“Eu reconheci o corpo, escolhi o caixão, fiz velório, sepultei, e mesmo assim não parece que é real. A sensação é estar presa em um sonho”, desabafa Giulia no Twitter. Ela também relatou sua solidão por não poder receber abraços devido às formas de transmissão da covid-19. São quase 262 mil mortos por conta da doença milhares de famílias perdendo seus entes e dando o último adeus por mensagem de aplicativo, a única forma de poder estar perto. 

Fonte: Jornal da Chapada com informações do portal UOL.

Covid-19: Pfizer confirma que governo rejeitou oferta de 70 milhões de doses de vacinas

 

Pfizer confirma que governo rejeitou oferta de 70 milhões de doses de vacinas
Foto: Divulgação / Pfizer

A farmacêutica Pfizer confirma que o governo brasileiro rejeitou a oferta de 70 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 já em agosto de 2020, de um total de três propostas.

Em nota divulgada em 7 de janeiro, o laboratório diz que a proposta inicial encaminhada em 15 de agosto previa a entrega de doses já em dezembro de 2020 e que, com base em acordo de confidencialidade firmado em julho de 2020 com o Ministério da Saúde, não poderia comentar detalhes da negociação em curso.

Reportagem publicada neste domingo (7) na Folha de S.Paulo detalha as três ofertas. Do total de doses prometidas, 3 milhões estavam previstas até fevereiro, ou o equivalente a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora.

Embora tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela Folha. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020, totalizando 70 milhões até junho deste ano.

A Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.

Sem aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro --2 milhões de unidades.

Nesta semana, diante do agravamento da crise e do aumento da pressão de governadores, o Ministério da Saúde Saúde anunciou que prepara contratos com Pfizer, Janssen e Moderna para obter 151 milhões de doses entre maio e dezembro de 2021.

O contrato com a Pfizer deve ser assinado nos próximos dias, depois que o presidente Jair Bolsonaro sancionar projeto de lei aprovado pelo Congresso que cria um ambiente jurídico mais favorável para que as cláusulas exigidas pela farmacêutica sejam atendidas, como a que isenta a empresa de responsabilidade por eventuais eventos adversos.

fonte:FOLHAPRESS - 07/03/2021

Depois do coronavírus, médica alerta para falta de imunidade a outros vírus no Reino Unido

 O Reino Unido deve se preparar para um "inverno difícil" porque a imunidade da população a outros vírus respiratórios além da covid-19 pode ser menor do que o normal, alertou uma de suas médicas mais importantes.

Susan Hopkins, responsável pela estratégia contra a covid do governo inglês, disse que o sistema de saúde público britânico deve estar "preparado" para surtos de gripe e outras doenças semelhantes
© Dan Kitwood/Reuters Susan Hopkins, responsável pela estratégia contra a covid do governo inglês, disse que o sistema de saúde público britânico deve estar "preparado" para surtos de gripe e outras doenças semelhantes

A médica Susan Hopkins, responsável pela estratégia contra a covid do governo inglês, disse que o NHS (sistema de saúde público britânico) deve estar "preparado" para surtos de gripe e outras doenças semelhantes.

Seu alerta vem um dia antes do primeiro passo da Inglaterra a caminho de uma reabertura após meses de lockdown (confinamento), com todos os alunos voltando às aulas nesta segunda-feira (8/3). A maioria dos alunos está em casa desde o Natal.

Com mais de 120 mil mortes causadas pela covid-19, o Reino Unido foi um dos mais afetados pelo coronavírus no mundo. Depois de um período de confinamento que começou em março do ano passado, os casos arrefeceram no verão do hemisfério norte (no meio do ano), mas voltaram a crescer, com uma enorme segunda onda no inverno britânico (no fim do ano) e um pico em janeiro de 2021.

Mas o Reino Unido aprovou vacinas em dezembro, e tem vacinado centenas de milhares de pessoas todos os dias. Em fevereiro, o governo terminou de oferecer vacinas aos quatro grupos de prioridade. O plano é vacinar quase metade da população até a metade de abril e terminar de reabrir quase completamente no fim de junho.

Mas Hopkins disse que o Reino Unido precisa estar "mais bem preparado" do que no outono passado, quando surgiram novas variantes de disseminação mais rápida do coronavírus.

Isso elevou as taxas de infecção e forçou novas medidas de bloqueio durante o inverno europeu.

Hopkins disse ao The Andrew Marr Show, programa da BBC: "Acho que temos que nos preparar para um inverno difícil, não apenas com o coronavírus. Tivemos um ano quase sem nenhum vírus respiratório de qualquer outro tipo. E isso significa, potencialmente, que a imunidade da população a isso é menor."

"Portanto, poderemos ver picos de gripe. Poderemos ver picos em outros vírus respiratórios e outros patógenos respiratórios."

Hopkins disse que seu papel como conselheira do governo era "se preparar para os piores cenários".

"Isso não significa que necessariamente acontecerão, mas meu trabalho é garantir que tenhamos opções disponíveis para o país caso as coisas não sejam tão satisfatórias como todos gostaríamos", disse ela.

Infecção simultânea de coronavírus e gripe pode ser mais perigosa
© Getty Images Infecção simultânea de coronavírus e gripe pode ser mais perigosa

Durante o inverno do ano passado, cerca de 30 milhões de pessoas — número maior do que nunca — foram convidadas a receber uma vacina grátis contra a gripe. O governo temia a dupla ameaça que a gripe representava ao lado do coronavírus.

A gripe pode ser uma doença séria — mata cerca de 11 mil pessoas na Inglaterra a cada ano e muito mais pessoas recebem tratamento hospitalar por causa dela.

Pessoas com alto risco de gripe também correm maior risco com a covid-19.

A gripe representa ameaças adicionais durante a pandemia de covid-19 porque:

  • Há alguma evidência de que uma infecção dupla com coronavírus e gripe é mais mortal do que infecções isoladas
  • Uma grande temporada de gripe combinada com coronavírus pode sobrecarregar hospitais
  • Responder a um fluxo de pacientes será mais difícil se muitos funcionários do NHS (serviço de saúde público britânico) ou de lares também adoecerem com gripe

O roteiro do primeiro-ministro Boris Johnson para o encerramento do lockdown visa que todas as restrições ao coronavírus sejam suspensas até, no mínimo, o dia 21 de junho.

Mas os principais cientistas e médicos alertaram que as restrições para conter as infecções por covid-19 podem continuar no próximo inverno.

Usar máscaras e trabalhar de casa pode estar entre as medidas "básicas" que devem continuar até então, disse o principal conselheiro científico do governo, Sir Patrick Vallance.

fonte:BBC NEWS - 07/03/2021

Em Israel: Locutor de evento pede que Chanceler Ernesto Araújo coloque máscara

 O ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) foi advertido por um mestre de cerimônias do governo de Israel neste domingo (7.mar.2021). Ao terminar sua declaração à imprensa, o chanceler brasileiro foi convidado para uma foto com seu homólogo, Gabi Ashkenazi, mas não usava máscara no momento.

“Convidamos os 2 ministros para uma foto juntos. Nós precisamos que coloque a máscara”, disse o locutor do evento. Ernesto respondeu: “Oh, yes!” e prontamente colocou o equipamento.

Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)
 

Reveja o momento em que o chanceler brasileiro atende ao pedido de colocar a máscara:

© Fornecido por Poder360

Antes da cerimônia, o encarregado do governo israelense havia solicitado à comitiva brasileira que mantivesse o distanciamento social entre as cadeiras do auditório.

Mantenham distanciamento social, talvez 1 ou 2 assentos entre cada 1”, disse.

Comitiva brasileira

O governo federal enviou uma delegação à Israel nesse sábado (6.mar) para discutir intercâmbio de tecnologias ligadas ao combate da pandemia –incluindo o spray nasal EXO-CD24. O medicamento desenvolvido por Israel supostamente teria ação anticovid. Ainda são necessários mais testes para a comprovação do efeito.

Vídeo anterior ao embarque compartilhado no pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), que integra a comitiva, mostra todos sem máscara.

Na foto divulgada pelo Itamaraty (Ministério de Relações Exteriores) na manhã deste domingo (7.mar), que mostra o desembarque em Israel, o grupo aparece usando máscaras de proteção.

Além de Eduardo Bolsonaro e de Ernesto, participam da viagem representantes do Ministério da Saúde, do Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação, do Ministério de Comunicações e do Planalto.

O MEDICAMENTO

A droga citada por Bolsonaro ficou conhecida depois que pesquisadores do Ichilov Hospital, em Tel Aviv, Israel, afirmarem que a substância foi eficiente no tratamento contra o covid em 29 de 30 pacientes. Os cientistas disseram que o remédio, desenvolvido por Nadir Arber, do Centro Integrado de Prevenção do Câncer, seria capaz de curar os enfermos em 5 dias.

No entanto, o estudo conduzido no país foi preliminar e não comparou a droga a um placebo. Também não esclareceu a idade dos envolvidos no experimento. Informações do Poder360. em 07/03/2021.