SÃO PAULO - OMinistério da Educação(MEC) divulga nesta segunda-feira, 29, a partir das 18h, as notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. O resultado da prova pode ser conferido naPágina do Participantee também no aplicativo Enem Inep disponível no Google Play (para dispositivos Android) e na App Store (para iOS).
O resultado estará disponível tanto para os candidatos que fizeram a prova física quanto para aqueles que fizeram o Enem digital. Alunos treineiros, que ainda não terminaram o ensino médio, só terão acesso às notas no dia 28 de maio.
O candidato pode acessar a página do participante com o login gov.br, um acesso único a diversos serviços digitais do Governo Federal. Em caso de dúvidas ou dificuldades, o MEC disponibilizou um telefone para consultas: 0800 616161. Veja abaixo o passo a passo para consultar sua nota.
No chat, clique em “Página do Participante - Entrar com gov.br”
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Selecione “Esqueci minha senha” e escolha algum modo de recuperação disponível.
Os resultados estão divididos entre as cinco áreas do conhecimento: Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Redação.
Entenda como é calculada a nota do Enem
Cada questão do Enem tem um peso diferente. Por isso, pessoas que acertam o mesmo número de questões podem ter notas distintas. Isso acontece porque a prova é corrigida com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI), que leva em conta a coerência das respostas do participante. Se o candidato acerta perguntas consideradas difíceis e erra as fáceis, o sistema aponta que há mais chances de ele ter “chutado” as respostas e a nota cai.
A redação é corrigida com base em cinco competências: domínio da língua portuguesa, compreensão da proposta da redação, seleção e organização das informações, capacidade de argumentação e, por fim, elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Todas as competências têm o mesmo peso.
O seu resultado final vai depender do curso e da universidade escolhidos. No Sistema de Seleção Unificada (SiSU), por exemplo, algumas faculdades determinam pesos diferentes para as áreas do conhecimento, enquanto em outras todas elas têm o mesmo peso.
Para saber a sua média, veja os critérios estabelecidos pelo curso que você deseja entrar e, então, faça o cálculo. Se o peso for igual para todas as áreas do conhecimento, basta somar todas as notas e dividir por cinco para obter a média final. Informações do Estadão em 29/03/2021.
Agência Brasil - O jornalista esportivo Paulo Stein morreu hoje (27), aos 73 anos, no Rio de Janeiro, por complicações decorrentes da covid-19. A informação foi divulgada pela Associação dos Cronistas Esportivos do Rio (Acerj), em sua página na rede social Facebook.
Stein estava internado no Hospital Estadual Anchieta e deve ser cremado amanhã à tarde no cemitério do Caju, apenas na presença da família.
Paulo Stein era uma referência no jornalismo esportivo e foi narrador e comentarista de emissoras como a TV Manchete e o SporTV.
Apesar de já serem esperadas pelos pesquisadores e médicos, as mutações do novo coronavírus desafiam a sociedade a vencer a pandemia da covid-19. Em um cenário de descontrole de transmissão, como o visto no Brasil, o vírus encontra o ambiente perfeito para se espalhar e, ainda que de maneira aleatória, sofrer modificações. Por vezes, evolui de forma a driblar as defesas do corpo humano e se torna mais transmissível e até mais letal. A variante originária do Amazonas, P.1, já é considerada uma das mais graves pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em pouco mais de quatro meses desde a aparição, responde, em algumas cidades do Brasil, pela maior parte dos novos casos registrados.
Para piorar, cientistas começam a identificar novas variações da própria P.1, com potencial de comprometer, ainda mais, a resposta imune contra o vírus. Cientistas da Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram alterações inéditas do tipo deleção (perda de material genético) e inserção (acréscimo de aminoácidos) na estrutura da proteína Spike (S), conhecida também como espícula. Segundo o pesquisador e virologista Felipe Naveca, vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane, da Fiocruz Amazônia, essa mudança tem potencial de neutralizar os anticorpos.
“Essas mutações podem fazer com que os anticorpos não reconheçam mais a partícula viral, sendo mais um mecanismo de escape do vírus. Se continuar prosseguindo, pode impactar não só em um processo de reinfecção, mas até afetar futuramente as vacinas. Não é o que acontece hoje, pelo que temos de informação, mas é uma preocupação e não sabemos as consequências disso mais para frente”, alerta Naveca. Essa nova evolução já foi sequenciada 15 vezes, 11 apresentando deleção e quatro, inserção.
Por si só, a P.1 já é uma evolução do Sars-Cov-2 com aprimoramento também na proteína S, mais precisamente no local onde o vírus se liga às células receptoras humanas. “Imagine que você tenha uma porta que dá acesso ao interior da célula e a fechadura é esse receptor humano, conhecido cientificamente como proteína ACE2. O vírus tem a proteína Spike, que seria a chave. No início, era uma chave malfeita, que tinha dificuldade para abrir a fechadura. Hoje em dia, essa chave está perfeita e abre cada vez mais fácil”, traduziu Naveca.
Anticorpos
Em um outro estudo laboratorial recente com foco na variante de origem brasileira e conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os resultados preliminares apontaram que os anticorpos contra a covid-19 possuem baixa capacidade de neutralizar a P.1. A constatação serve tanto para quem já foi infectado com outra variante anterior quanto para os que foram imunizados com a vacina, cinco meses após a aplicação da segunda dose.
“De acordo com os nossos estudos, as pessoas que são vacinadas não produzem anticorpos em níveis suficientes para impedir uma nova infecção, no dado tempo de cinco meses. Isso não significa que a vacina não seja eficaz. Inclusive, ela permanece com a eficácia relatada conforme os estudos clínicos, no caso da CoronaVac. O que descobrimos é que a eficácia não é devida aos anticorpos, mas a outros mecanismos, outras partes da resposta imunológica”, explica o pesquisador Rafael Elias Marques, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campinas.
No caso de anticorpos presentes em pessoas que já tiveram covid-19 e se recuperaram, eles são cerca de seis vezes menos eficientes para neutralizar a variante brasileira, indicam os estudos coordenados pelo professor e pesquisador da Unicamp José Luís Proença Modena. “O que esses resultados preliminares sugerem é que tanto as pessoas que já tiveram covid como aquelas que foram vacinadas podem ser infectadas pela nova e, portanto, não devem se descuidar”, alerta Modena.
No entanto foi no direcionamento oposto que o Brasil seguiu, permitindo que os contatos com as festas de fim de ano e férias espalhassem a variante para os quatro cantos do Brasil. O caso zero é datado de 4 de dezembro de 2020, em Manaus e, no mesmo mês, a variante já representava 35% das novas infecções no Amazonas. Em janeiro, a P.1 estava presente em 75% dos novos casos e, atualmente, representa quase a totalidade das atualizações. A variante, no entanto, já se espalhou por todo o país e, em seis estados, já é a causa principal das novas infecções.
Na cidade de São Paulo, um estudo da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade de São Paulo (USP) revelou que a maioria das amostras coletadas na primeira semana de março correspondiam à variante P.1. “Os números mostram que 64,4% das amostras testadas de residentes no município de São Paulo correspondiam à variante P.1 A nova variante do Reino Unido representou 6,8%. Outras linhagens representam 28,8% do total”, informou a prefeitura.
"Essas mutações podem fazer com que os anticorpos não reconheçam mais a partícula viral, sendo um mecanismo de escape do vírus. Pode impactar não só em um processo de reinfecção, mas afetar as vacinas”
Felipe Naveca, pesquisador e virologista
Número maior de casos entre jovens
Apesar de não haver comprovação de que a P.1 represente maior letalidade, a indicação de maior transmissibilidade tem aumentado a frequência de casos mais graves afetando de forma bastante significativa um número maior de jovens. No último Boletim Covid-19 divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os pesquisadores alertaram sobre um aumento drástico de casos na população entre 30 e 59 anos, o que sugere um deslocamento de faixa etária da pandemia.
Na comparação da semana 1 de 2021 com a 10, o boletim verificou aumento absoluto de casos em 316,88%. No entanto, ao analisar as faixas etárias de 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e 50 a 59 anos, os pesquisadores observaram um aumento de casos de, respectivamente, 565,08%, 626% e 525,93%. “O coronavírus infecta a todos, por isso não cabe o descuido. A idade e as comorbidades ditam o risco de doença grave”, diz o pesquisador Rafael Marques.
Visão de fora
Por mais que, pela história evolutiva de vírus respiratórios, as mutações sejam um processo natural, quando se dá oportunidade ao vírus de circular livremente, a velocidade e a importância com que elas ocorrem chama a atenção até mesmo das autoridades internacionais, que enxergam o Brasil como um celeiro de novas variantes para o mundo.
Na coletiva de imprensa mais recente, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que o Brasil representa “um risco para todo o mundo”. “A situação do Brasil é muito preocupante e nos assusta que o número de mortes no último mês dobrou”. A linhagem brasileira já foi encontrada em pelo menos 13 países.
A preocupação, segundo Naveca, se encaixa a todos os locais em que se tem o vírus circulando em grande quantidade. “Brasil, Índia, México, países que têm muitos casos, a chance de servirem como celeiro de novas variantes é muito grande, como eram os Estados Unidos até dois meses atrás, quando era o país com mais atualizações de casos no mundo. Hoje somos nós, infelizmente”.
Medidas
Para combater a evolução da P.1 e outras linhagens tão graves quanto, como é o caso da B.1.1.7, originada no Reino Unido, e da B.1351, identificada na África do Sul, as medidas de proteção continuam sendo necessárias. Distanciamento, uso correto de máscaras, ventilação natural dos ambientes e uma rápida vacinação são as estratégias.
“Esse cenário de liderança nas novas mortes é uma consequência de ter deixado o vírus circular livre. Achar que isso iria nos trazer uma imunidade de rebanho não se aplica a um vírus com um potencial como esse, e estamos pagando um preço muito alto por isso. Precisamos parar a transmissão do vírus, seja por vacinação, seja por distanciamento social. Senão, o vírus vai continuar evoluindo para formas cada vez mais perigosas”, alerta o pesquisador Naveca.
Ainda que tardiamente, o governo federal parece ter reconhecido a condução às avessas e propõe um novo caminho ao escolher um médico, defensor do uso de máscaras e da estratégia vacinal, para assumir o Ministério da Saúde. À imprensa, o cardiologista Marcelo Queiroga afirmou que, assim como nos tempos de Copa do Mundo, o Brasil se une e representa uma nação de chuteira, agora é tempo de ser “a pátria de máscara”.
Ao conceder a primeira coletiva de imprensa, Queiroga disse que as máscaras “têm o poder de bloquear o vírus tanto quanto a campanha de vacinação”. Como meta de gestão, o médico estabeleceu vacinar 1 milhão de pessoas por dia no país. “Ainda não estamos vacinando como queremos. Nosso país tem 37 mil salas de vacinação, e nós já nos comprometemos com os brasileiros de, no começo de abril, termos 1 milhão de doses aplicadas por dia”, disse. “É hora de combater a pandemia, é hora de diminuir a circulação do vírus”.
Fábricas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará e Ceará já acumulam, juntas, pedidos para produção de, ao menos, 100 mil caixões, com entrega prevista só para maio ou junho, segundo levantamento do Metrópoles. Os modelos são vendidos a funerárias por valores entre R$ 250 (popular) e R$ 10 mil (superluxo).
O prazo mais do que dobrou em relação ao do ano passado. Em algumas fábricas, o número de pedidos aumentou até seis vezes neste ano. À beira de um apagão na produção, essas empresas não conseguem mais atender à demanda na mesma velocidade de sepultamentos em cemitérios nas cinco regiões do país, para onde distribuem caixões.
Enterro de vítima de Covid-19 Vinícius Schmidt/Metrópoles
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Prefeitura de Goiânia usa escavadeiras para abrir covas e auxiliar coveiros que faziam o trabalho de forma braçalVinícius Schmidt/Metrópoles
Dor e tristeza na hora da despedidaVinícius Schmidt/Metrópoles
Familiar de uma das pessoas enterradas na tarde da última quinta-feira (25/3) reza enquanto a escavadeira joga a terra sobre o caixãoVinícius Schmidt/Metrópoles
Escavadeira abre covas em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles
Covas são abertas por escavadeira em cemitério municipal de GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles
Alta demanda por enterros nas últimas semanas obrigou cemitério a já deixar covas abertasVinícius Schmidt/Metrópoles
Caixão lacradoVinícius Schmidt/Metrópoles
Sepultamento de vítima de Covid em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles
Coveiros levam caixão para enterro em GoiâniaVinícius Schmidt/Metrópoles
Covas abertas Vinícius Schmidt/Metrópoles
Enterro de vítima de Covid-19 Vinícius Schmidt/Metrópoles
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Alerta de terror
“Nosso setor precisa estar preparado para realizar, nos próximos 90 dias, 500 mil atendimentos funerários.” O alerta é das associações Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário e de Administradores de Planos de Assistência (Abredif) e dos Fabricantes de Urnas do Brasil (Afub) – que representam 70% do mercado nacional.
Segundo as entidades, os fabricantes do país conseguem produzir, com muito esforço, até 400 mil caixões em três meses, abaixo da demanda projetada. “Teremos que usar grande parte, em alguns casos até o limite, do nosso estoque regulador”, comunicam as associações, em nota conjunta.
Baseadas em registros de óbitos no Brasil, as associações projetam 5.555 mortes de causas em geral, por dia, no próximo trimestre. São 1.720 óbitos diários a mais em relação a 2020, considerando o total de 1,4 milhão de pessoas que faleceram no ano passado, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen).
“Estamos no meio do caos”, afirma o presidente da Afub, Antônio Marinho, que é dono de fábrica de caixões em São Paulo. “A gente tem capacidade produtiva acima do normal. Vamos ter de aumentar hora extra e turno [de trabalho], mas o que preocupa agora é restrição de matéria-prima”, destaca.
No ano passado, a indústria de Marinho entregava, em média, 12 mil urnas por mês. “A gente foi para 15 mil este mês”, afirma. Ele afirma que a empresa tem na fila outros 42 mil caixões para entrega em maio. “Mas todo pedido que entra hoje está previsto para ser entregue a partir de junho. Qualquer empresa teve ao menos 50% de produção aumentada. Outras grandes estão na mesma situação que nós”, conta.
Avalanche de mortos
Com a avalanche de mortes impulsionadas pela Covid, mais caixões devem estar disponíveis para famílias sepultarem seus entes queridos. As fábricas, porém, estão fazendo malabarismo na produção e nas contas para tentarem escapar do colapso. Além de mais gasto com funcionários, têm maior custo por causa do aumento do preço de matérias-primas.
Desde o ano passado, estão em falta MDF, chapa de fibra de madeira usada na produção de lateral, tampa e fundo de caixões. “Hoje, MDF é igual a ouro para quem tem, pois quase ninguém encontra”, assinala o representante comercial Jorge Augusto da Silva, que trabalha no Piauí para fábrica do setor.
Associações e sindicatos de móveis nacionais mostram que outros itens usados na fabricação de urnas funerárias já sofreram aumento, segundo levantamento mais recente, divulgado no último dia 10.
Abaixo, veja os principais:
TNT (usado para forrar caixões): 308%
Ferragens em geral: 144%
Puxadores de alumínio: 98%
Vidro: 72%
MDF: 62%
Madeira maciça: 60%
Tecido importado: 56%
Tecido nacional: 48,7%
Com a promessa de garantir melhor custo-benefício para as famílias, além do esforço para as contas não caírem no vermelho, grande parte das indústrias reduziu a variedade de caixões para focar na produção de modelos específicos com maior valor agregado.
“Adotamos algumas medidas, retiramos linhas de produção, para abrir mais espaço e conseguir aumentar a quantidade. Tiramos determinados produtos, abrindo mão daqueles [modelos] que vendem bem, em quantidade boa, para ajudar as empresas [funerárias]”, diz o gerente comercial Leomar Behm, que atua em fábrica no Rio Grande do Sul.
Na Região Sul, matéria-prima de caixões está em falta desde a metade do ano passado, período em que as empresas passaram a ser surpreendidas pela alta dos produtos. “Além da escassez, veio o aumento do custo. Cada compra tinha um preço novo, o que levou o repasse desse custo aos clientes”, explica Behm.
Agravante
Presidente da Abredif, Lourival Panhozzi observa que, além de toda a pressão decorrente da pandemia sobre o sistema produtivo, os profissionais têm de lidar com um adicional: “o medo do desconhecido”.
A crise sanitária global, segundo Panhozzi, pode gerar pânico e desespero antecipado em funerárias, que precisam ter seus pedidos recebidos com cautela. “Temos conversado com fabricantes para que eles mesmos, quando identificarem pedido [de caixões] fora da realidade, neguem”, ressalta.
O presidente da Afub confirma risco de desabastecimento em algumas regiões do país. “Colapso pode ser que aconteça de forma pontual, em locais com logística muito complicada ou lugares em que as pessoas não se programaram ou se planejaram para isso”, alerta Marinho.
A situação mais crítica tem forçado algumas empresas a não aceitar novas solicitações. Outras começaram a fazer reuniões nos últimos dias para analisar a medida. “Nossa média de pedido era de 500 caixões por dia. Neste mês, houve pedidos de 2.026 urnas em apenas um dia”, ressalta o representante comercial Joel Batista da Silva.
Aumento de 153%, dia
No ano passado, segundo Joel da Silva, o maior número de pedidos em um dia foi para produção de 800 caixões. Com unidades em São Paulo e no Ceará, a empresa para a qual ele trabalha acumula fila de quase 20 mil urnas, com entrega prevista a partir de junho, usando frota de 22 caminhões.
Cada caminhão carrega carga de até 240 caixões. “Há 70 cargas na fila para produzir hoje, além de outros 160 pedidos para digitar”, relata Silva. O representante comercial ressalta a possibilidade de uma única solicitação demandar produção de dezenas de urnas.
“A gente continua com alguns incêndios para apagar”, pondera, referindo-se à alta demanda. Em seguida, reforça o desejo para que a pandemia acabe logo e dê fôlego a todos os sobreviventes. “Temos que pedir a Deus para diminuir os óbitos e que isso tudo termine”, conclui.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou neste sábado (27) que suspendeu o prazo de análise do pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V. A medida ocorre devido à falta de parte dos dados exigidos para a avaliação.
O pedido havia sido solicitado nesta sexta (26) pela União Química, que tem uma parceria com o Fundo de Investimento Direto da Rússia. A empresa busca o aval para o uso de 10 milhões de doses adquiridas pelo Ministério da Saúde no início deste mês.
Segundo a agência, uma triagem inicial dos documentos anexados no pedido apontou que faltava parte dos dados exigidos para a avaliação, como especificações de qualidade e informações do tempo médio de acompanhamento dos pacientes que fizeram parte dos estudos.
Com isso, o prazo para que a Anvisa decidisse sobre o pedido, previsto neste caso em sete dias úteis, foi suspenso até que haja a entrega dos documentos completos.
Enquanto isso, a equipe continuará a análise das informações já enviadas, informa a Anvisa. Assim que os dados restantes forem apresentados o prazo de sete dias úteis volta a correr.
Dados de painel lançado pela Anvisa neste sábado mostram que, dos documentos previstos para serem apresentados, 62% estão em análise, 18,2% precisam de complementação e 18,7% ainda não foram entregues.
Em geral, o prazo de análise de pedidos de uso emergencial varia de dez dias (para vacinas com estudos no Brasil) a 30 dias (para aquelas com estudos no exterior, caso da Sputnik V). A União Química, no entanto, fez o pedido com base na lei 14.124/2020, que dá prazo menor no caso de vacinas já aprovadas em alguns países -como a Rússia.
Questionada pela reportagem sobre a previsão de entrega dos demais dados, a União Química ainda não respondeu.
Além da vacina Sputnik V, a Anvisa também avalia outro pedido de uso emergencial de uma vacina contra a Covid: o da Janssen.
A solicitação foi protocolada na quinta-feira (25). Até às 18h deste sábado, painel da agência mostrava que, dos dados enviados, 62,5% já estavam com análise concluída, 36% ainda eram analisados e 0,9% ainda precisavam de complementação.
Atualmente, a Janssen tem contrato para entrega de 38 milhões de doses de vacinas para o Ministério da Saúde assim que houver aprovação do uso emergencial. Destas, 16,9 milhões de doses ã previstas até fim de julho, e o restante até novembro.
fonte: por Natália Cancian | Folhapress - 28/03/2021