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sábado, 12 de junho de 2021

Rio: Sen. Flávio Bolsonaro comemora morte de miliciano 'que não era policial'

 

Flávio Bolsonaro comemora morte de miliciano 'que não era policial'
Foto: Reprodução/Senadoleg

O senador Flávio Bolsonaro comemorou neste sábado (12) a morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, em publicação em suas redes sociais. Ele parabenizou a Polícia Civil pela "eliminação do miliciano que nunca foi policial e era o mais procurado do país".
 

A manifestação difere da feita pelo senador após a morte de outro miliciano, Adriano da Nóbrega, ex-policial militar apontado como integrante do esquema da "rachadinha" no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. Na ocasião, ele levantou suspeita de execução extralegal.
 

Ecko foi morto na casa de parentes em Paciência, zona oeste do Rio de Janeiro. Durante o monitoramento telefônico dele e de seus parentes, a polícia identificou que o miliciano visitaria a mulher neste Dia dos Namorados -data que batizou a operação.
 

"Parabéns aos Policiais Civis do Rio pela eliminação do miliciano "Ecko", que nunca foi policial e era o mais procurado do país! Todo respeito e apoio incondicional aos verdadeiros Policiais de todo o Brasil!", afirmou o senador.
 

Em fevereiro do ano passado, quando Adriano morreu numa operação policial na Bahia, o senador teve comportamento distinto. Ele afirmou ter recebido informações de que o ex-PM, filho e ex-marido de duas ex-assessoras suas, fio "brutalmente assassinado".
 

"DENÚNCIA! Acaba de chegar a meu conhecimento que há pessoas acelerando a cremação de Adriano da Nóbrega para sumir com as evidências de que ele foi brutalmente assassinado na Bahia. Rogo às autoridades competentes que impeçam isso e elucidem o que de fato houve", escreveu o senador na ocasião.
 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também saiu em defesa de Adriano na ocasião. Disse que a PM da Bahia "não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária".
 

Ecko era um "pé inchado", como os milicianos egressos das corporações policiais (maioria na origem desses grupos) chamavam os civis que atuavam no domínio de territórios.
 

Símbolizava um novo perfil de milicianos do estado. Abandonou o discurso de combate às drogas adotado por essas quadrilhas no início dos anos 2000 e investiu na exploração do tráfico e outras atividades criminosas.
 

Ele estava na lista dos bandidos mais procurados do Brasil, elaborada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública ainda na gestão do ex-juiz Sérgio Moro. Havia contra ele dez mandados de prisão por homicídio, extorsão, associação criminosa, entre outros crimes. O primeiro foi expedido em dezembro de 2016.
 

Ecko, também conhecido como Didil, assumiu a chefia da Liga da Justiça -como se autointitula a principal milícia da zona oeste- em abril de 2017, após a morte de seu irmão, Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, também um "pé inchado".
 

A Liga da Justiça surgiu na zona oeste, nos anos 2000, e tem como símbolo o morcego do personagem de quadrinhos Batman, uma alusão ao apelido de um dos chefes da quadrilha, o ex-policial Ricardo Teixeira Cruz, hoje preso.
 

Os seus primeiros chefes eram os irmãos Natalino, ex-deputado, e Jerônimo Guimarães, ex-vereador. Os dois também foram policiais.
 

Adriano, por sua vez, era um ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) expulso da PM sob acusação de ligações com bicheiros.
 

As investigações apontam que ele ampliou suas atividades criminosas, assumindo a chefia da milícia de Rio das Pedras, a mais antigas do estado. De acordo com a polícia, era também membro do Escritório do Crime, grupo de assassinos de aluguel.
 

Apesar da origem distinta, Adriano tinha respeito por Ecko. Numa investigação sobre o Escritório do Crime, o Ministério Público apontou que o ex-capitão abortou um homicídio encomendado que cometeria numa festa ao ver Ecko no local.
 

A investigação sobre a suposta "rachadinha" no gabinete de Flávio apontou que contas controladas por Adriano foram usadas para o desvio de recursos da Assembleia.
 

Os investigadores afirmam que Danielle Mendonça, ex-mulher de Adriano, devolveu ao menos R$ 150 mil do salário que recebeu de 2007 a 2018 a Queiroz --cerca de 19% do total de seus vencimentos. Desse volume, R$ 115 mil foram repassados por intermédio de contas bancárias controladas pelo miliciano, de acordo com o Ministério Público.
 

Foram usadas contas em nome de dois restaurantes da família do ex-capitão e da mãe dele, Raimunda Veras Magalhães, em período anterior à nomeação dela no gabinete de Flávio.


Fonte:FOLHAPREES- 12/06/2021 16h:26min.

Eurocopa: Jogador da Dinamarca sofre parada cardíaca durante jogo

 

Jogador da Dinamarca sofre parada cardíaca durante jogo da Eurocopa; jogo é suspenso
Foto: Reprodução/Spotv

O jogador Chrstian Eriksen, camisa 10 da seleção da Dinamarca sofreu um ataque cardíaco, durante jogo da Eurocopa, neste sábado (12). O atleta foi atendido por médicos na beira do gramado durante mais de dez minutos e foi retirado após o atendimento. O estado de saúde ainda não foi informado. 


 

Após receber a bola da lateral, Eriksen caiu no gramado desacordado e deixa os colegas de time desesperados. O camisa 10 sequer estava em disputa pela bola. Acompanhado de jogadores da Dinamarca, os médicos retiram Eriksen do gramado de maca. O jogador está usando um balão de oxigênio, entre outros cuidados.


 

O jogo, que estava ainda no primeiro tempo, com placar de 0 a 0, foi oficialmente suspenso pela Uefa. Informações do BN.

PGR muda seleção para 'novas Lava Jatos' e prevê prêmio a mais antigos

 

PGR muda seleção para 'novas Lava Jatos' e prevê prêmio a mais antigos
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Portaria assinada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, fixou regras que pesam sobre a seleção e a remuneração de integrantes dos chamados Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), modelo que tem substituído forças-tarefas como as da Lava Jato.
 

A mudança provocou questionamentos de parte dos procuradores e deve ter como um dos primeiros afetados o Ministério Público Federal em São Paulo, que pretende instalar um Gaeco ainda em junho.
 

Com a medida, a PGR quer impor regras sobre pagamentos de gratificações feitos a procuradores por acúmulo de trabalho. Essa remuneração é uma demanda da categoria.
 

Mas a portaria acabou levantando queixas sobre como serão selecionados os integrantes dos grupos a serem criados --que deverão levar em conta critério de antiguidade. O processo é diferente do que tem acontecido em outros Gaecos até agora.
 

Uma das modificações da portaria permite que membros dos Gaecos que acumularem as atividades nos grupos com seus outros serviços ganhem gratificações extras.
 

Esses bônus são chamados Gecos (Gratificação por Exercício Cumulativo de Ofício). O salário de um procurador na primeira instância é hoje de R$ 33.689. Como a remuneração extra pode chegar ao teto de R$ 39,2 mil, há entendimento interno da PGR que haverá estímulo à criação de mais Gaecos em todo o país.
 

Mas, para que essa gratificação seja concedida, as vagas nos Gaecos passaram a ser classificadas como "ofícios especiais". Para ocupar esses ofícios (espécie de equivalente às varas da Justiça), candidatos terão que ser selecionados de acordo com critério de antiguidade na carreira.
 

A portaria, assinada no dia 27 de maio, diz que que a designação dos integrantes dos Gaecos acontecerá "presidida a escolha pelo princípio da antiguidade, a partir de proposta da respectiva Procuradoria da República, entre membros atuantes na área criminal".
 

O formato é diferente do que vinha sendo aplicado. Até agora, a maneira mais comum de formação dos Gaecos do MPF era a eleição de um coordenador por outros procuradores da República que atuam no estado. Ele forma sua equipe, que passa por aprovação dos superiores.
 

O grupo pode ou não ter membros com exclusividade. E, normalmente, não havia pagamento por acúmulo desse trabalho ou por dedicação exclusiva.
 

Diferentes procuradores que atuam na área penal disseram à reportagem que, com a mudança, os Gaecos podem acabar virando um "puxadinho remuneratório" para pessoas que não são especializados em crime organizado ou lavagem de dinheiro, mas irão se candidatar para as vagas porque são antigos no MP e querem a gratificação.
 

O formato também é visto como um desincentivo à exclusividade do trabalho de procuradores no Gaeco --que integrantes do MPF veem como fundamental para o avanço de grandes investigações--, já que a gratificação é por acúmulo de serviço com os seus ofícios de origem.
 

Internamente, porém, a PGR vê a medida como parte de uma reorganização para evitar o pagamento indiscriminado de gratificações.
 

Nos Gaecos, os integrantes são designados para um mandato de dois anos, renováveis. Essas equipes dão suporte a outros procuradores do MPF nos estados que precisarem de reforços em apurações de combate ao crime organizado.
 

Agora, além de os membros terem que ser selecionados por critério de antiguidade e sem afinidade entre si --ou seja, pessoas que não confiam umas nas outras podem acabar integrando o mesmo Gaeco--, o coordenador deve ser eleito entre esses membros.
 

Para o Gaeco de São Paulo, a consulta para integrantes já foi aberta pelo procurador-chefe Márcio Schusterschitz da Silva Araújo. Segundo ele, a equipe deve ser definida até o final deste mês.
 

Segundo resolução de 2013 do Conselho Superior do MPF, pelo menos dois membros de um eventual Gaeco em São Paulo devem ter, preferencialmente, atuação exclusiva. Ainda não se sabe, no entanto, se isso acontecerá.
 

De acordo com a resolução, também deverá ser oferecido suporte administrativo de servidores para a equipe.
 

No futuro, quando expirados os mandatos atuais, os outros Gaecos do MPF terão que se adaptar ao critério de seleção por antiguidade.
 

Os Gaecos, que são permanentes, vêm paulatinamente substituindo as forças-tarefas, que são provisórias, desde que Augusto Aras se tornou procurador-geral da República. Ele considera o modelo menos precário institucionalmente e menos sujeito a interferência política.
 

Hoje, existem Gaecos federais no Pará, no Amazonas, na Bahia, no Rio, no Paraná, na Paraíba e em Minas Gerais.
 

No Rio de Janeiro e no Paraná, os grupos incorporaram parte das forças-tarefas da Lava Jato nos respectivos estados.
 

Eles têm trabalhado, inclusive, em casos que eram de atribuição da operação. Em 4 de maio, por exemplo, 11 pessoas foram denunciadas pelo Gaeco do Paraná sob acusação de causarem prejuízos de R$ 95 milhões à Petrobras, decorrentes de direcionamentos de contratos de câmbio.
 

Em São Paulo, os procuradores pediram para sair da força-tarefa em setembro, em resposta a divergências com uma colega com quem compartilhavam o núcleo responsável por casos da operação.
 

A procuradora Viviane Martinez acabou ficando sozinha com casos da Lava Jato e definiu se os reenviaria para sorteio entre outros colegas.
 

A reportagem questionou ao MPF se desde então foram apresentadas denúncias ou ações civis públicas referentes aos casos da Lava Jato de São Paulo. Segundo a assessoria, não foram localizados nenhum desses procedimentos.
 

A Lava Jato de São Paulo tinha entre seus principais casos apurações relativas a suspeitas de irregularidades praticadas com uso de recursos federais no Governo de São Paulo, entre elas esquemas relativos às obras do Rodoanel e do Metrô.


FONTE: FOLHAPRESS - 12/06/2021 14h

Brasil: Marco Maciel, ex-vice-presidente morre aos 80 anos

 (crédito: Geraldo Magela/Senado )

(crédito: Geraldo Magela/Senado )

Marco Maciel, ex-vice-presidente do Brasil, morreu, aos 80 anos, na madrugada deste sábado (12/6), em um hospital de Brasília. A morte foi em decorrência do mal de Alzheimer, doença que o acometia desde 2014. O pernambucano deixa esposa e três filhos.

O velório será no Senado, Salão Negro, das 14h30 às 16h30; e o sepultamento no Campo da Esperança, às 17h.

Ele também recebeu diagnóstico positivo para a covid-19 em março deste ano e voltou a ser internado esta semana devido a uma infecção bacteriana. 

O partido de Maciel, o DEM, lamentou a morte do político nas redes sociais, assim como outros nomes de políticos no Brasil: 

"Marco Maciel era um homem bom e de bem. Um exemplo," afirmou Jorge Cavalcante, ex-prefeito do Recife e Secretário de Planejamento de Pernambuco. 

Trajetória e carreira pública 

Marco foi vice de Fernando Henrique Cardoso por dois mandatos e assumiu diversos cargos públicos em sua trajetória política, deputado estadual (1967-1971) e federal (1971-1979) por Pernambuco, presidente da Câmara dos deputados (1977-1979), governador de Pernambuco (1979-1982), ministro da educação (1985-1986) e da casa civil (1986-1987), senador (2003-2011) e finalmente vice presidente da república (1995-2003). 

Também foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 18 de dezembro de 2003, como oitavo ocupante da Cadeira nº 39, na sucessão de Roberto Marinho. Recebeu ainda títulos de Cidadão Honorário de 42 cidades brasileiras, a maioria delas em Pernambuco. A ele é atribuída a autoria de frases célebres como: “Tudo pode acontecer, inclusive nada”. 

Marco Antônio de Oliveira Maciel nasceu em Recife no dia 21 de julho de 1940. Casado com a socióloga Anna Maria Ferreira Maciel, foi pai de três filhos e avô de quatro netos. Era formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e também foi professor e advogado.

Iniciou sua carreira política em 1963 ao ser eleito presidente da União Metropolitana dos Estudantes de Pernambuco, enquanto cursava Direito na UFPE. Elegeu-se em 1966 deputado estadual em Pernambuco pela Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do governo militar.

Também pela Arena, foi deputado federal por dois mandatos, de 1971 a 1974 e de 1975 a 1978. Eleito presidente da Câmara dos Deputados em fevereiro de 1977, enfrentou em abril o fechamento provisório do Congresso pelo então presidente da República, Ernesto Geisel, sob o pretexto de implementar a reforma no Poder Judiciário proposta pelo governo, cujo encaminhamento vinha sendo obstruído pela oposição.

No final de 1978, foi eleito pela Assembleia Legislativa de Pernambuco para o cargo de governador do estado, após indicação do presidente Ernesto Geisel, corroborada pelo sucessor de Geisel, general João Batista Figueiredo. Seu mandato terminou em 1982 e, no ano seguinte, chegou ao Senado.

Em 1994, Marco Maciel foi indicado pelo PFL para substituir o senador alagoano Guilherme Palmeira como vice-presidente na chapa de Fernando Henrique Cardoso. A candidatura de Palmeira havia sido inviabilizada após denúncia de favorecimento de empreiteira por meio de emendas ao Orçamento da União. Maciel havia sido um dos primeiros líderes de seu partido a defender o apoio do PFL ao nome de Fernando Henrique.

Em 1º de janeiro de 1995, Maciel tomou posse como vice-presidente da República. Com bom trânsito no Congresso Nacional, foi designado por Fernando Henrique como articulador político do governo. Dessa forma, coube a Maciel coordenar as negociações em torno da aprovação das reformas constitucionais defendidas pelo novo governo, entre as quais se destacavam as reformas administrativa e fiscal voltada para o controle do deficit público, a reforma da Previdência Social, a quebra do monopólio estatal sobre o petróleo e as telecomunicações, a reforma administrativa e a extinção dos obstáculos à atuação de empresas estrangeiras no país.

Em 1º de janeiro de 2003, deixou a vice-presidência da República e, no mês seguinte, assumiu sua vaga no Senado por Pernambuco, eleito pelo PFL. Tendo apoiado o candidato José Serra (PSDB) nas eleições de 2002, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva, Maciel passou a fazer oposição ao novo governo. Ainda em 2007, filiou-se ao Democratas (DEM), sigla que sucedeu o PFL.

Em 2017, uma biografia do ex-vice-presidente da República revelou como o político conseguiu se movimentar em todos os campos ideológicos, rica em histórias dos bastidores do processo decisório da política brasileira.No livro, Castelo Branco conta toda a trajetória do deputado, e de como o político teve a carreira transformada de presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) até chegar ao cargo de vice-presidente do país. O Correio entrevistou o autor, saiba mais em: O labirinto de Carlos Maciel.

 Anos de luta 

Em 2019, a esposa Ana Maria Maciel, concedeu entrevista ao Correio sobre o estado de saúde do ex-vice presidente.“As pessoas têm muito preconceito com o Alzheimer. Acham que a pessoa começa a falar um monte de bobagem e fica desligado do mundo. Com meu marido não foi assim. Ele continuou sendo o mesmo homem educado com todos. Continua sempre cheiroso e limpo como sempre gostou de estar. É o rei da nossa casa”, disse.Para ela, a paciência e o amor — construído ao longo de mais de 50 anos de casados —foram a receita para enfrentar a enfermidade.

Os primeiros sinais da doença mais se assemelhavam aos da depressão. Maciel começou um tratamento e meses depois veio o diagnóstico do Alzheimer. “Até 2014, a doença evoluiu negativamente, porque, como era político, as pessoas perguntavam sobre fatos históricos e ele não conseguia lembrar. Ele percebia o esquecimento e ficava constrangido. No fim de 2014, ele não quis mais sair, só para consultas e coisas corriqueiras. Agora, está em fase avançada”, afirma. Sem andar e falar, o ex-vice-presidente contou com o auxílio da mulher e de uma equipe de profissionais para as atividades do dia a dia.

  

FONTE: CB/Com informações da Agência Brasil  em 12/06/2021

 

Jornalista Alexandre Garcia lucrou quase R$ 70 mil com fake News, diz relatório do google para CPI

                                    foto:reprodução CNN

Confira a reportagem no link abaixo da notíciasdatv no site UOL de hoje(12)


 https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/alexandre-garcia-lucrou-quase-r-70-mil-com-fake-news-diz-relatorio-do-google-59275

SP: Bolsonaro lidera motociata em São Paulo, sem máscara e com capacete irregular

 Milhares de motociclistas fazem manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado, 12, em São Paulo. O ato seguiu pela Marginal do Tietê até a Rodovia dos Bandeirantes, onde o grupo vai até o trevo do km 62, na altura de Jundiaí, e retorna. Depois, seguirá para o Ibirapuera. Bolsonaro, que lidera a motociata, chegou à concentração na zona norte e circulou sem máscara, provocando aglomerações entre os apoioadores, muitos também sem o equipamento de segurança em meio à pandemia de coronavírus.

O presidente Jair Bolsonaro durante motociata em São Paulo
© Werther Santana/Estadão O presidente Jair Bolsonaro durante motociata em São Paulo

A Rodovia dos Bandeirantes tem tráfego interditado para veículos entre os km 14 ao 61, em ambos os sentidos. Os acessos das Rodovias Anhanguera e Dom Gabriel para a Rodovia dos Bandeirantes na região estão interditados. É recomendado usar a Rodovia Anhanguera, que tem congestionamento, como alternativa. Pelo Twitter, a Polícia Militar de São Paulo registrou um acidente no comboio. Uma ambulância foi acionada.

Durante o passeio de moto, Bolsonaro utiliza um capacete do tipo coquinho, que não protege o maxilar nem possui viseira. O uso desse equipamento é proibido pela Resolução 453/2013 do Conselho Nacional de Trânsito. É considerado uma infração grave, sujeita a multa. Ao sair para a motociata, Bolsonaro agradeceu o convite dos manifestantes e disse “acelera para Cristo”.

O número de manifestantes não foi confirmado pela PM, mas eles lotavam toda a pista sentido Praça Campo de Bagatelle da Olavo Fontoura. Para entrar no "pelotão", cada motociclista tinha antes de passar por um posto de revista montado pela segurança presidencial, onde são revistados. A estrutura pública usada para o ato político em favor do presidente inclui ainda gradis em toda extensão da Olavo Fontoura para proteger os manifestantes.

A Polícia Militar teve de disponibilizar mais de 6 mil PMs para mitigar os impactos no trânsito do ato, uma vez que havia preocupação de a manifestação prejudicar o comércio neste 12 de junho, Dia dos Namorados, quarta data mais importante para o setor no ano.

Apoiadores de Jair Bolsonaro passam de moto pela Marginal do Tietê, em São Paulo, em ato com a participação do presidente. Foto feita com drone.
© Léo Souza/Estadão Apoiadores de Jair Bolsonaro passam de moto pela Marginal do Tietê, em São Paulo, em ato com a participação do presidente. Foto feita com drone.

Enquanto aguardavam o início da manifestação, os motoqueiros já revistados se mantinham sem máscaras, aglomerados. Alguns triciclos adaptados tocavam músicas em favor do presidente e jingles da campanha presidencial de 2018. Havia ainda a distribuição de panfletos em defesa das escolas cívico-militares e, em especial, do "voto impresso auditável" por motociclistas no entorno do ato, como na Avenida Braz Leme e na Rua Brazelisa Alves de Carvalho. Muitos ambulantes vendiam camisetas e faixas em favor do presidente e bandeiras do Brasil de diversos tamanhos.

A manifestação foi organizada por integrantes de clubes de tiro e de motociclismo do interior de São Paulo e de Estados vizinhos. O ato foi divulgado também por parlamentares da base aliada ao presidente e grupos que, em São Paulo, vinham organizando protestos contra o governador João Doria (PSDB).

Apoiadores de Jair Bolsonaro passam por revista antes de motociada com a presença do presidente em São Paulo
© Bruno Ribeiro/Estadão Apoiadores de Jair Bolsonaro passam por revista antes de motociada com a presença do presidente em São Paulo

Segurança

A Polícia Militar paulista, que manteve conversas com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ao longo da semana, vai reforçar a vigília de pontes e viadutos por onde a motociata deve passar, para evitar que objetos sejam arremessados nos manifestantes. No fim do ato, no Ibirapuera, dois drones devem ser usados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para acompanhar o ato. Ao menos um carro de som deve ir ao local. Segundo informações da Secretaria Estadual da Segurança Pública, cerca de 6,7 mil policiais devem trabalhar no acompanhamento da manifestação.

Além do aparato formal, ostensivo, montado com pessoal do Comando Militar do Sudeste, das polícias federal, militar e civil, Bolsonaro terá ainda um reforçado esquema de segurança próxima. O GSI contará com cerca de 40 agentes usando motos, infiltrados entre os motociclistas manifestantes. Isso, sem contar os batedores e os agentes do grupo regular da Presidência.

Fonte:ESTADÃO - 12/06/2021 12h:41min.

Em Salvador: Após 3 meses internado por covid, bombeiro militar recebe alta e ganha homenagem; veja vídeo

 

                                                  Foto:reprodução

Após 86 dias internado com complicações da Covid-19, o sargento Geovanildo dos Santos de Oliveira saiu do medo ao alívio nesta sexta-feira (11), em sua alta hospitalar. Logo depois, veio a gratidão. Ele foi surpreendido pelos colegas do Corpo de Bombeiros da Bahia, profissionais de saúde e familiares em uma homenagem com direito a cartazes, balões e uma salva de palmas. Informações do Correio da Bahia em 11/06/2021.

“Sofremos muito com a família durante esses quase três meses, a gente tem uma característica de companheirismo na unidade. Acompanhamos o processo desde o início, fazemos parte disso. Nós convivemos muito tempo juntos e assim como a gente participa das dores, também participamos das alegrias”, diz a major Keyla Macário, comandante de Geovanildo.

Parte da homenagem, ela conta que a esposa do sargento, Janaína Viana, também bombeira do 12º Grupamento de Bombeiros Militar, teve Covid e precisou ficar hospitalizada, um pouco antes dele. Mas a recuperação foi rápida e ela retornou para casa antes do marido, para cuidar das duas filhas, de 3 e 13 anos. 

O quadro dele foi mais complicado. Não só ficou intubado, como também teve um acidente vascular cerebral, um infarto e precisou fazer hemodiálise. Chamada de "rim artificial", a hemodiálise é indicada quando há perda significativa ou total das funções renais.

Enquanto estavam hospitalizados ao mesmo tempo, as filhas ficaram sob responsabilidades dos familiares, mas tiveram apoio dos colegas dos pais.

“Em momento algum ficamos afastados delas e quando Janaína saiu do hospital foi um alívio, porque a mais velha tem 13 anos. Ela me dizia ‘tia, toda vez que me ligam para falar de meu pai e de minha mãe, eu acho que algum deles morreu’, então a gente é convocado para fazer parte disso e temos que apoiar um ao outro mesmo, não tem jeito”, relata a major.

Keyla ainda conta que a ideia da homenagem ao sargento veio das várias homenagens aos bombeiros debilitados de Covid-19 que estão acontecendo no 5º Grupamento de Bombeiros Militar, em Ilhéus. “É muito importante dizer isso, porque é um trabalho magnífico. Lá, independente do quadro ter sido agravado, há uma homenagem. E como Geovanildo passou por tantas dificuldades, a gente se espelhou nessas homenagens e fizemos isso por ele”.

Ainda debilitado, o sargento segue em recuperação em casa. O CORREIO tentou contato com Janaína Viana, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Covid-19: Vídeo de humorista bomba com deboche de incompetência do governo na compra de vacinas da Pfizer

 A CPI da Covid tem revelado que a situação do Brasil diante da pandemia do novo coronavírus poderia ser diferente. Ao invés de tantas perdas, o país poderia estar inteiramente vacinado. É rir para não chorar, não é mesmo? 

Essa é a opção do humorista mineiro que se identifica como “Esse Menino”, de 24 anos. O rosto dele tem circulado nas redes sociais desde que ele se tornou a face de um meme com um vídeo em que debocha do presidente Jair Bolsonaro e faz sátira dos dos e-mails não respondidos da empresa Pfizer. 

© Kauê VieiraNo vídeo, a grande farmacêutica vira uma apaixonada não correspondida por um presidente irresponsável. Na tentativa de ser correspondida, acaba ficando bêbada e faz várias ofertas de vacina para o governo do Brasil, pede para que o país seja uma “vitrine de imunização” para o mundo como a abertura da novela “Belíssima”. A Pfizer chega a conceder grandes descontos no valor das doses – tudo baseado em fatos reais, é claro. 

Esse Menino ainda critica Carlinhos Maia, influenciador digital que fura a quarentena e promove aglomerações constantemente durante a pandemia, além de citar “The Crown”, série da Netflix sobre a família real britânica. Assista o conteúdo completo: 

O humorista também alfinetou a atriz Juliana Paes em seu vídeo. Recentemente, a global foi alvo de polêmica ao escolher um “posicionamento” dualista sobre política, dizendo que que não apoia “os ideais arrogantes de extrema direita, nem os delírios comunistas da extrema esquerda”. 

O vídeo de Esse Menino alcançou oito milhões de curtidas no Instagram e o bordão “PIFIZER” é um dos assuntos mais comentados do Twitter. O conteúdo já chamou atenção de famosos como Preta Gil, Gabriela Prioli, Fernanda Souza e Bruno Gagliasso, que riram e elogiaram a crítica do artista. 

 Fonte: -11/06/2021 23H:50min