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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, recusou convite de Bolsonaro para encontro. Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL de hoje(18)
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O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, recusou convite de Bolsonaro para encontro. Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL de hoje(18)
foto:Divulgação/TSE
Quem estiver fora do seu domicílio eleitoral nas Eleições Gerais do próximo mês de outubro poderá solicitar o voto em trânsito a partir desta segunda-feira (18). O requerimento é possível para o primeiro turno, marcado para 2 de outubro, para o segundo, em 30 de outubro, ou para ambos os turnos. O voto em trânsito é um direito de todo cidadão e poderá ser requisitado para capitais ou municípios com mais de 100 mil eleitores.
O prazo para realizar a solicitação é 18 de agosto, sendo o direito válido apenas para o cidadão que esteja com o título em situação regular. Para habilitar-se, o eleitor deverá comparecer em qualquer cartório eleitoral e preencher formulário indicando o local em que pretende votar, no primeiro, segundo ou em ambos os turnos. O cancelamento também deve ser feito de forma presencial, obedecendo ao mesmo prazo: 18 de julho a 18 de agosto.
Uma vez solicitado o voto em trânsito, o eleitor deverá votar no município indicado ou justificar a ausência em qualquer seção eleitoral fora do município habilitado, inclusive em seu domicílio eleitoral.
Vale lembrar que o voto em trânsito é válido apenas em território nacional. A opção é prevista na Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral) e no Calendário Eleitoral 2022. Desse modo, não é possível votar em trânsito fora do Brasil.
Quem estiver em trânsito no mesmo estado de seu domicílio eleitoral, poderá votar em todos os cargos: presidente da república, governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital. Se estiver fora do seu estado, poderá votar apenas em presidente da República.
A votação em trânsito acontecerá em seções especialmente instaladas nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. A Justiça Eleitoral ressalta que a habilitação é temporária e não altera os dados da inscrição eleitoral. Desse modo, após as eleições, o eleitor é vinculado novamente à seção de origem.
Se já tiverem a informação com antecedência de onde estarão no dia das eleições, as eleitoras e os eleitores poderão procurar qualquer cartório eleitoral para indicar onde pretendem votar. Os pedidos para voto em trânsito devem ser feitos em atendimento presencial. Não há a opção de solicitação pela internet.
Nesses casos, na hora de indicar onde pretende votar, a escolha vale para locais diferentes para o primeiro e segundo turnos, ou para o mesmo local nos dois turnos. Mas, depois de comunicado no cartório, no prazo estipulado (18 de julho a 18 de agosto), não há como mudar depois.
Fonte: Acorda Cidade - 18/07/2022
O perfil oficial da Estação Espacial Internacional (ISS) no Twitter divulgou no último domingo (17) fotos noturnas feitas do espaço das cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).
Os registros foram feitos do laboratório espacial no último dia 4 de julho, de uma
altitude de 422 quilômetros da superfície de Terra.
Essas imagens e outros registros fotográficos noturnos de cidades de todo o mundo
podem ser vistos na conta da Nasa no Flickr.
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FONTE: Tech Break -17/07/2022

Um mulher de 26 anos foi morta após ser atingida por um carro enquanto transitava de moto na BA-290, no trecho entre os município de Itanhém e Batinga, no extremo-sul da Bahia. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (17).
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o homicídio culposo na direção de veículo automotor, o autor foi identificado como um homem de 31 anos.
De acordo com informações preliminares registradas por uma guarnição da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o veículo Golf conduzido pelo homem atingiu frontalmente a motocicleta Honda Biz de Fernanda Silva de Sousa Santos, que morreu ainda no local.
Fernanda ainda teria sido arrastada por cerca de 80 metros após a batida. A moto da vítima ficou carbonizada.
Fonte:Correio da Bahia - 17/07/2022
Autora da notícia-crime impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual acusa Jair Bolsonaro da prática de incitar o terrorismo no país, a partir do assassinato do petista Marcelo Arruda, no Paraná, a vereadora Liana Cirne, de Recife, e do PT, entende já ter sido uma vitória a ministra Rosa Weber encaminhar a peça à apreciação do Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na petição, Cirne, que é professora de Direito na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), entende que há elementos suficientes para fundamentar que Bolsonaro incita o terrorismo no país com suas declarações.
“Há elementos configuradores desse crime. Com muita serenidade fundamento assim essa peça jurídica na notícia-crime. Precisamos começar, de forma urgente, a discutir que essa violência, que atenta contra o núcleo da democracia e os direitos civis de todo cidadão, tem nome. E é terrorismo” – disse Liana Cirne ao Blog do Noblat.
Para a vereadora e professora, de 51 anos, um elemento que julga importante que caracteriza esse crime de terrorismo é causar o pânico social, o terror, incutir o medo nas pessoas.
“Não se trata de uma mera violência contra a vítima. Tem por finalidade criar o caos, o pânico social. Atingir a paz social. Colocar medo nas pessoas. É intimidar” – disse Cirne.
A autora da ação entende que o discurso de Bolsonaro estimulou o policial Jorge Guaranho a disparar contra Marcelo Arruda. Ela lista outros casos que entende ser de terrorismo motivados pelo discurso do presidente.
“Os casos no Triângulo Mineiro contra manifestantes do Lula, onde um drone atirou material químico contra petistas, no Rio, uma bomba atirada num comício de Lula e o que houve ontem com o Marcelo Freixo, na passeata ameaçada por um deputado bolsonarista, também se enquadram como terrorismo. Quem vê essas cenas, se sente intimidado a participar de atos legítimos e democráticos” – contou a vereadora.
Liana Cirne diz que irá representar nessas localidades também para que esses casos sejam caracterizados também como terrorismo. Ela insere ainda como atentado terrorista a ação contra o carro de um juiz, em Brasília, que foi alvo de fezes de animais, ovos e barro. Renato Borelli foi o juiz que determinou a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, da Educação.
Para ela, há elementos subjetivos e objetivos na definição da incitação ao terrorismo.
“O subjetivo é a discriminação, que pode ser de natureza racista, LGBTfóbica, política. É discriminação contra qualquer pessoa que tenha discurso diferente do grupo chefiado por Bolsonaro. Sobre qualquer tema, de meio ambiente a direitos das mulheres” – disse.
Cirne não tem dúvida de que as declarações do Bolsonaro são usadas para esse fim, de incitar o terrorismo.
“Essa é a intenção de Bolsonaro quando faz esses discursos. Quando diz coisas do tipo ‘sabe o que tem que fazer’ ou ‘tem que se preparar’. Assim, está incitando o crime do terrorismo. Está promovendo e indicando os atos preparatórios. A incitação já é crime de terrorismo. E a lei antiterrorismo, de 2016, pune esses atos”.
Sobre a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Paraná, que entendeu não se tratar de um crime com motivação política, Cirne discorda.
“Foi uma conclusão ao arrepio da lei. Foi ideológica. A motivação política foi notória. A delegada responsável (Camila Cecconello) sujeitou-se a um grande constrangimento. O Brasil inteiro viu se tratar de um crime político. Não atuou com isenção e imparcialidade. Sua conclusão foi comprometida pela ideologia”.
A autora da ação entende que o envio da sua peça ao PGR já foi uma vitória.
“Sabemos que dificilmente seguirá à frente, dado os posicionamentos do procurador-geral Augusto Aras, mas o envio da Rosa Weber foi importante. Permite o debate e o avanço desse entendimento sobre o terrorismo no comportamento do presidente”.
Fonte: BLOG DO NOBLAT - 17/07/2022 22h:10
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, destituiu neste domingo (17) a procuradora-geral, Iryna Venediktova, e o encarregado da agência de segurança do país, Ivan Bakanov, em meio a uma onda de suspeitas de traição de funcionários a serviço da Rússia.
"Hoje tomei a decisão de exonerar de suas funções a procuradora-geral e o encarregado da agência de segurança da Ucrânia", afirmou Zelensky em sua mensagem diária à nação.
Venediktova era encarregada de investigar as atrocidades cometidas contra civis durante a ocupação russa da cidade de Bucha, na periferia de Kiev.
O presidente disse, ainda, que estavam sendo investigados 650 casos suscetíveis de traição e de ajuda e cumplicidade com o inimigo entre os funcionários de segurança ucranianos, dos quais 60 permaneceram em territórios ocupados pela Rússia.
"Um número tal de crimes contra as bases da segurança nacional e as ligações entre os funcionários ucranianos e os serviços especiais russos traz perguntas muito sérias aos responsáveis", disse Zelensky.
"Cada uma destas perguntas será respondida", acrescentou.
Fonte: AFP -17/07/2022 -
A jornalista Maira Hashmi, do Paquistão, se irritou enquanto fazia uma entrada ao vivo na televisão e deu um tapa no rosto de um adolescente que estava perto. O momento viralizou ao redor do mundo e Maira foi ao Instagram prestar explicações. Segundo a paquistanesa, o adolescente estava "importunando a família" sendo entrevistada e ela já havia "explicado carinhosamente [para ele parar], mas ele não entendia e estava brincando muito, então eu tive que tomar essa atitude".
Fonte:UOL -17/07/2022
Para Elaine Luzia dos Santos, de 33 anos, a formatura em medicina representa uma vitória que vai bem além da conquista acadêmica.
Ela é a primeira pessoa com tetraparesia a se formar em medicina no Brasil, pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), na cidade de Cascavel.
Em 2014, a paranaense perdeu a fala e todos os movimentos nas partes inferior e superior do corpo, quando ainda cursava o terceiro ano. Ela precisou reaprender do zero como chegar até a faculdade, como ter uma rotina de estudos e até desenvolver uma relação no atendimento aos pacientes.
"O diagnóstico inicial foi de síndrome do encarceramento do tipo incompleta [em que a pessoa tem total consciência e memória preservados, porém sem os movimentos] e isso gera uma tetraparesia, que é diferente da tetraplegia por manter discreta lateralização do pescoço", relembra o irmão de Elaine, Mário Lucas dos Santos, que também é médico.
Ele diz que a irmã sempre foi uma pessoa muito saudável. "Descobrimos depois uma mutação em um gene da protrombina [proteína produzida pelo fígado] que faz com que tenha uma predisposição maior a formar coágulos".
Em novembro de 2014, Elaine sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que a deixou com tetraparesia, sem movimentos nos membros superiores e inferiores e também um quadro de anartria, ou seja, sem a capacidade de comunicação verbal.
O irmão de Elaine conta que desde o primeiro momento em que a médica pôde se comunicar, voltar às aulas sempre foi sua sua principal preocupação. "Ela fazia muitas coisas ao mesmo tempo e queria retomar logo a sua vida", relata Lucas.
Hoje, o movimento dos olhos é a chave para que Elaine consiga se expressar: ela utiliza uma ferramenta conhecida como prancha alfabética, que forma as palavras de acordo com a forma que ela pisca.
A ferramenta é uma tabela dividida em cinco linhas, cada uma contendo um grupo de letras, Elaine pisca quando a intérprete diz a letra necessária para construir o que ela quer comunicar. O modelo original sofreu algumas alterações para facilitar o seu uso no cotidiano.
"Meu sentimento é de gratidão a todos que passaram no meu caminho, a todas as mãos e vozes emprestadas e principalmente aos pacientes que confiam suas vidas aos meus cuidados", contou Elaine, em entrevista à BBC News Brasil, que ocorreu por meio da prancha alfabética e com o auxílio de uma intérprete.
Essa é a segunda graduação de Elaine, que também é formada em farmácia pela mesma universidade. Na medicina, a médica passou por diversas fases de adaptação em seu processo de retorno após o AVC.
Uma delas, inclusive, foi a fase de querer ser invisível, para que os colegas não notassem sua presença. O longo processo de inclusão em sala de aula, lembra ela, culminou nos últimos dias da graduação, quando ela quis que todos soubessem da sua história para incentivar outras pessoas que tenham alguma limitação a realizar seus sonhos.
Para conseguir acompanhar as aulas, ela também contou com o apoio de oito professoras de educação especializada durante a graduação.
A docente de atendimento educacional especializado Clarice Palavissini conheceu Elaine em 2017, quando ela ainda não dominava os movimentos do pescoço e cabeça e não controlava a saliva.
Ela conta que o atendimento começava desde a chegada da Elaine ao estacionamento do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), com o auxílio no desembarque, condução da cadeira de rodas, acompanhamento das aulas teóricas e práticas e auxílio na comunicação com docentes, discentes e pacientes.
"No estágio da Elaine, foi realizado um rodízio entre os profissionais do Programa de Educação Especializada (PEE), sempre com bom ânimo. No início fazíamos a mediação para ensinar a comunicação. Quando a comunicação já estava boa, eles interagiam entre si, me solicitando em alguns casos de incompreensão", explica Clarice.
Como os demais acadêmicos de sua turma, Elaine era avaliada ao longo do estágio, tanto em frequência às aulas quanto realizando provas escritas.
A diferença é que Elaine, por ser pessoa com deficiência, tinha 50% a mais de tempo que os outros acadêmicos. A equipe do programa a acompanhava e ela piscava as respostas e enquanto Clarice assinalava ou transcrevia as respostas.
Elionesia, irmã de Elaine, destaca que o caso bem-sucedido da irmã não reflete apenas a imensa força de vontade que ela tem, mas também as políticas públicas voltadas a alunos como ela.
"É importante dizer que não basta somente força de vontade, mas são necessárias políticas públicas. Sem a Lei de inclusão provavelmente a minha irmã não conseguiria, ela demanda muitos cuidados que são supridos pela família, mas se não houvesse o pessoal da equipe especializada ela não teria acesso à universidade", explica.
De acordo com o coordenador do PEE, Ivan José de Pádua, a inclusão da pessoa com deficiência no ensino superior está dando certo na universidade porque há espaço para que elas falem sobre as suas reais necessidades.
"A Elaine realizou as mesmas atividades que os outros acadêmicos do curso de medicina fazem, com o apoio do PEE. Que foram sendo construídas com os colegas e profissionais junto com ela", explica Ivan.
Centenas de pessoas passaram pelo programa de diferentes campus: Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão, e vários alunos foram e são atendidos, eles fazem parte do programa, do colegiado, discutem os encaminhamentos, produzem artigos e publicam livros.
"O lema é da Nações Unidas: 'Nada para nós, sem nós'. Eu tenho deficiência visual e já passei pelo programa como aluno, é necessária a nossa participação para garantir o acesso e melhorar o que é de direito das pessoas com deficiência. Para conseguir esses espaços, escrever a legislação e ainda lutar para que essa legislação seja implementada, seja praticada", ressalta.
A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) afirma em seu Art. 27, que a educação é um direito da pessoa com deficiência e que o sistema educacional deve ser inclusivo em todos os níveis. Mas, na prática, muitas instituições de ensino não cumprem essas obrigações.
O Ministério da Educação colocou a acessibilidade como um dos requisitos para credenciamento, recredenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de cursos superiores. As universidades precisam estar acessíveis e seguindo a legislação em vigor para poderem oferecer seus cursos.
Caso não ofereçam acessibilidade no ensino superior, elas perdem pontos e correm até mesmo o risco de não ter seu credenciamento autorizado.
"Nós ficamos tristes por algumas coisas que vemos. A maioria dos locais não são preparados, não têm acesso, falta muita empatia nas pessoas, às vezes algumas pessoas olham com olhares de preconceito", diz Lucas.
Com o surgimento de matérias sobre Elaine, o irmão leu comentários do tipo "ah, por isso que atrasa o hospital".
"Por incrível que pareça, eu li esse tipo de comentário, mas faz parte, a gente sempre teve que lidar com isso, mas eu fico feliz que a grande maioria enxerga com bons olhos toda a superação da minha irmã. A inclusão é essencial. E só nos damos conta muitas vezes quando nós precisamos", desabafa.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o percentual de pessoas com deficiência nas universidades não chega a 1%, embora elas representem 8,4% da população com dois anos ou mais de idade.
Houve um crescimento de 70% no número de matriculados por meio das reservas de vagas.
O Censo Superior da Educação mostrou que o número de matriculados com cotas passou de 2.962 (0,04%) em 2017, para 5.033 (0,06% do total de matriculados) em 2018.
Apesar do crescimento, esse número só representa 0,52% do total de matriculados em cursos de graduação do ensino superior, com 43.633 estudantes em 2018.
Para que o número cresça ainda mais nos próximos anos é essencial que as pessoas conheçam seus direitos e exijam que as instituições de ensino superior cumpram seu papel diante da Lei.
"Nós não queremos ser a primeira e com certeza não ser a última, mas ser uma instituição que oportunizou e fez parte da história da Elaine. E que outras 'Elaines' pelo país, independente do seu curso, tenham essa mesma oportunidade, seja na graduação, no mestrado ou doutorado, é importante lembrar que as instituições têm a obrigação, quando eu falo de inclusão, eu falo de inclusão para tudo e para todos", ressalta Araujo.
De acordo com o IBGE, conforme dados divulgados em 2021, existem mais de 17 milhões de pessoas com deficiência no Brasil.
O preconceito ainda é um dos fatores que afasta esse grupo do mercado de trabalho, mas não é o principal. Quase 68% da população com algum tipo de deficiência não têm instrução ou possui ensino fundamental incompleto, o que torna difícil a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho.
Ainda segundo o levantamento feito pelo IBGE, apenas 28,3% das pessoas com deficiência em idade de trabalhar (14 anos ou mais) se posicionaram na força de trabalho brasileira. Entre as pessoas sem deficiência, o índice sobe para 66,3%.
Segundo o coordenador do curso de Medicina da Unioeste, Allan Araujo, Elaine sempre participou de todas as atividades: teóricas, ambulatoriais e de centro cirúrgico. Ela nunca colocou restrições e toda universidade, o Hospital Universitário e servidores colaboraram para a formação.
Foi essencial o Programa de Atendimento Educacional Especializado que possui profissionais capacitados e interessados em dar aos alunos o suporte para formação.
A partir de agora, o sonho de Elaine é especializar-se em radiologia, ela conta.
"Eu gostaria de me especializar em radiologia, por ser uma área que eu posso atuar com relativa liberdade, sem depender de muito auxílio. Nessa área de atuação poderei usar meu conhecimento adquirido ao longo do curso, posso fazer diagnósticos por imagens, precisarei apenas de alguém para digitar o laudo", conta Elaine.
O professor Allan explica que são inúmeras possibilidades do exercício da medicina e que ela sempre passou muito bem pelas avaliações, esteve no centro cirúrgico, observando e fazendo perguntas dentro da mobilidade que ela tem, além de interagir com seu grupo.
"Mas nós sabemos que ela não vai parar em radiologia, Elaine vai ser o exemplo de uma médica que vai muito além de qualquer limite que nós possamos imaginar ou visualizar, ela nos ensinou sobre a inclusão no curso de medicina, nós temos muitas dificuldades com muitos alunos e ela fez a gente aprender muito. O curso de medicina se sente honrado de tê-la como aluna", diz.
Fonte: BBC NEWS/REPRODUÇÃO
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