o professor dar aulas aulas escola estadual de Joinville -foto:reprodução/brasil 61
O professor da escola estadual Georg Keller, de Joinville, que aparece em vídeo dizendo que "mataria uns 15, 20" após o ataque que deixou quatro crianças mortas no Centro de Educação Infantil Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, foi afastado de suas funções e será monitorado por tornozeleira eletrônica.
A decisão da Justiça de Santa Catarina atendeu a pedido da Polícia Civil. O educador, que não teve a identidade revelada, deve permanecer distante ao menos por 50 metros das escolas.
Ele também está proibido de manter contato com qualquer estudante que tenha sido seu aluno ou presenciado os fatos investigados pelo inquérito aberto pela polícia civil.
A Secretaria Estadual de Educação também instaurou um inquérito sobre o fato, que foi denunciado por pais e alunos da escola.
No vídeo, divulgado pelo site NSC Total, o educador diz que “mataria uns 15, 20. Entrar com dois facões, um em cada mão e ‘pá’. Passar correndo e acertando”.
Há relatos de estudantes da escola onde esse professor ministra aulas de que durante conversa entre alunos sobre a tragédia na creche em Blumenau, ele teria entrado no debate e dito que “mataria mais do que quatro pessoas, pois a população está muito grande”.
Além deste episódio, os alunos afirmam que o professor faz, frequentemente, comentários preconceituosos e de ódio, incluindo casos de racismo, homofobia, misoginia e apologia ao suicídio.
Todas as fontes ouvidas pela reportagem do veículo catarinense contam que os alunos e pais haviam pedido à direção o afastamento ou expulsão do professor, porém, recebem uma resposta padrão, inclusive em grupos de aplicativos, mas de pouca eficiência.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) enviou um ofício ao diretor da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), Vicente Neto, pedindo esclarecimentos sobre a nomeação de Emilson Piau em um cargo do órgão. No documento, encaminhado pela 1ª Promotora de Justiça no dia 30 de março, a promotora Nívia Carvalho Andrade deu prazo de 15 dias para Vicente Neto se manifestar sobre o caso e pede que a ficha funcional, com dados pessoais, de Piau seja enviada.
No último dia 20 de março, o Bahia Notícias publicou que Piau havia sido alocado em uma diretoria esportiva da Sudesb. O caso ganhou repercussão em meio a divulgação de que ele foi condenado por injúria racial em 2021. Piau foi condenado devido a um caso ocorrido em 2015, quando ele teria dito para servidores do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) que a Coordenação de Interação Social não deveria ser ocupado por pessoas negras, mas sim por brancos.
Militante do PCdoB desde o movimento estudantil, nos anos 1970, Piau é administrador de formação e atua como professor assistente na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia desde 1996. Pouco tempo depois, assumiu secretarias municipais nas gestões petistas em Vitória da Conquista, entre 1998 e 2006.
Após a divulgação da condeção, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, chegou a se manifestar. O mandatário da legenda ressaltou que o militante do partido "não tem histórico de posição racista". "Como presidente do partido, conheço ele de militância de mais de 30 anos, marcado pelo comprometimento pela luta contra a discriminação. É um militante antigo e destacado. Quanto à gestão, não tínhamos informação sobre esse episódio. Não vou entrar no mérito do episódio, tem muitas versões, mas tem uma decisão judicial. Ele pagou por esse episódio. Podemos cometer um erro, pagar pelo erro. Errou e é excluído de qualquer processo de luta?", questionou Davidson.
Um ônibus foi destruído pelo fogo no bairro de Sussuarana, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (10).
De acordo com informações obtidas pela TV Bahia com rodoviários, por volta de 5h20, bandidos armados interceptaram e atravessaram o coletivo na Avenida Ulysses Guimarães, a principal do bairro.
Não há informações de feridos. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e apagou as chamas do veículo. A Polícia Militar está no local.
Por conta da ocorrência, o trânsitou precisou ser interditado na região, o que causa um grande engarrafamento. A fiação elétrica foi atingida e o bairro está sem luz. A Coelba foi acionada e trabalha para o reestabelecimento da energia.
Neste 10 de abril,meu terceiro mandato como presidente da Repúblicachega à marca dos 100 dias. É um período curto se comparado aos 1.460 dias de trabalho para os quais fui eleito pela maioria do povo brasileiro. Ainda assim, 100 dias foram suficientes para revertermos um cenário estarrecedor, identificado pelos quase mil especialistas dos nossos grupos de transição. Os problemas herdados eram tantos e em tantas frentes que o termo "reconstrução" foi incorporado ao slogan do governo federal, precedido de outra palavra-chave: "união". Não existem dois Brasis, o Brasil de quem votou em mim e o Brasil de quem votou em outro candidato. Somos uma nação.
Vivemos em um único país e precisamos da união de todos para reconstruí-lo. Nestes primeiros 100 dias de governo, trabalhamos incansavelmente para devolver dignidade e qualidade de vida ao povo brasileiro, em especial aos 33 milhões de vítimas da fome. O Bolsa Família voltou ainda mais forte, com valores adicionais para crianças e adolescentes. Mais de 21 milhões de famílias já receberam os novos benefícios. Apenas no Distrito Federal, 172 mil famílias foram pagas já em março e 71 mil delas tiveram o adicional de R$ 150 para cada criança de até seis anos.
Os valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), congelados há seis anos, tiveram reajuste médio de 36%. Reativamos também o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que beneficia tanto os pequenos produtores rurais quanto quem mais precisa de comida na mesa. E retomamos a Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, destinada às famílias de baixa renda.
Na área da saúde, tão afetada pelo desmonte orçamentário, recriamos o Mais Médicos. Já abrimos 15 mil vagas para profissionais que atuarão nos municípios mais necessitados. No Distrito Federal, serão 52 profissionais. Lançamos o Movimento Nacional pela Vacinação, para reverter os danos causados pelo negacionismo, e investimos na redução emergencial das filas para consultas, exames e cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS).
Criamos e trouxemos de volta ministérios importantes. O da Igualdade Racial, para reparação histórica ao povo negro deste país. O das Mulheres, para o combate à violência de gênero e à desigualdade no mundo do trabalho. O MinC, para fazer novamente da cultura uma extraordinária ferramenta de geração de riqueza, além de parte fundamental de formação da nossa identidade. O dos Povos Indígenas, juntamente com a reorganização da Funai, para fazer justiça aos primeiros habitantes deste país.
Reestabelecemos o Plano de Ação para Prevenção e Enfrentamento do Desmatamento na Amazônia Legal. Enfrentamos o genocídio do povo ianomâmi, com ações emergenciais nas áreas de saúde e combate à fome, e a firme repressão ao garimpo ilegal. Acabamos também com a liberação descontrolada de armas, que provocou o aumento dos casos de feminicídio e de acidentes domésticos envolvendo crianças.
Para a roda da economia voltar a girar, formulamos um marco fiscal realista e responsável, que mantém o equilíbrio das contas públicas e garante que os pobres estejam no orçamento. Retomamos o investimento em infraestrutura: apenas em 2023 destinaremos R$ 23 bilhões para obras, mais do que o total investido nos últimos quatro anos. Retomamos 14 mil obras que estavam paralisadas pelo país. Entre elas, estão 10 obras em creches e escolas públicas do Distrito Federal, com recursos do FNDE.
Enfrentamos calamidades, dialogamos com prefeitos, governadores, deputados, senadores e sociedade civil. Promovemos a harmonia entre as instituições e a defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos. Deixamos o triste papel de pária internacional, graças à retomada da nossa política externa ativa e altiva.
Governar é lidar com urgências, ao mesmo tempo em que criamos as bases para um futuro melhor. Nestes primeiros 100 dias, priorizamos o que era inadiável. Começando pelo necessário, para fazer o possível e alcançar sonhos que hoje podem parecer impossíveis.
Nos 1.360 dias que temos pela frente, seguiremos firmes na reconstrução de um país mais desenvolvido, justo e soberano, com paz, harmonia e oportunidades para todos. O Brasil voltou.
A liberação de informações via Lei de Acesso à Informação (LAI) pelo governo federal cresceu neste ano. A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega aos 100 primeiros dias com média de divulgações acima do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). É o que indica uma plataforma da Controladoria-Geral da União.
Desde que a LAI entrou em vigor, mais de 1,2 milhão de pedidos foram computados
Divulgação
Segundo o Painel da Lei de Acesso à Informação, o governo de Jair Bolsonaro recebeu 507.337 pedidos entre 2019 e 2022. Desse total, 66,79% dos solicitantes tiveram pedidos respondidos; 7,48% foram indeferidos; e em 12,14% os requerimentos foram descartados por supostamente não serem solicitações de informações.
Na atual administração, a média de concessão a documentos e levantamentos de dados subiu para 73,95%. As negativas continuaram em patamar similar, 7,68%. Por outro lado, apenas 4,29% dos pedidos foram desqualificados por não serem solicitações de informações. De janeiro a ao início de abril deste ano, foram feitos 35.890 pedidos. O tempo médio para respostas encurtou na gestão petista: 10,74 dias. Na gestão Bolsonaro, foi de 12,32 dias.
As aprovações ou indeferimentos não se restringem apenas às solicitações feitas em 2023, mas também levam em conta pedidos feitos a anos anteriores que seguem ativos ou sem respostas. Parte dos pedidos com respostas negadas pode estar em recurso, seja nos próprios órgãos ou na CGU.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) é o órgão que mais omite informações na atual gestão. Em 2023, foram feitos 60 pedidos, sendo oito negados. Em seguida, estão o Ministério da Saúde, com cinco negativas, e a Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia), com quatro.
A Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) foi sancionada em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff (PT) e entrou em vigor no ano seguinte. Até hoje, segundo a CGU, mais de 1,2 milhão de pedidos foram recebidos, com taxa de resposta (positiva ou negativa) de 99,5%.
O poder público, não apenas na esfera federal, deve sistematizar e abrir espaço para solicitação de informações. A lei determina, por exemplo, que, caso o acesso imediato não seja possível, a resposta deve ocorrer no prazo máximo de 20 dias, prorrogável por mais dez dias mediante justificativa.
O empresário bolsonarista Ruy Barreto Filho, dono da Café Solúvel Brasília e presidente do conselho da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), convocou associados para participarem das manifestações golpistas na frente do Comando Militar do Leste. O convite foi enviado em um grupo de WhatsApp com empresários da Associação após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições.
A mensagem dizia que era a hora do “tudo ou nada” e que “eleições sujas” não seriam aceitas.
Barreto Filho era vice-presidente do conselho e assumiu a presidência em novembro de 2022, após a morte do empresário Marco Polo Pereira Leite. Barreto Filho busca, agora, ser reeleito ao cargo. As eleições para o conselho acontecerão no dia 16 de maio.
Mensagens enviadas no grupo de WhatsApp mostram que o bolsonarista tem a intenção de usar a Associação Comercial do estado para fins políticos. No início de março, o empresário bolsonarista defendeu aos empresários associados a publicação de uma nota de repúdio a Lula, a quem chama de “ex-presidiário”.
Os empresários associados temem que, se reeleito, Barreto Filho tente politizar a ACRJ e impeça o governo Lula de dialogar com grandes iniciativas privadas do estado.
A Associação Comercial do Rio de Janeiro foi palco de diversos encontros entre empresários e candidatos nas últimas eleições. Bolsonaro e Lula foram convidados para almoços com os associados. O atual presidente, contudo, preferiu mandar seu então candidato à vice-presidência, Geraldo Alckmin.
Procurado, Barreto Filho não respondeu aos contatos da coluna. O espaço está aberto a manifestações.
Foi publicada a portaria que autoriza a realização de um novo concurso para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que proverá de 814 vagas. Documento foi divulgado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (10/4).
Conforme indicado no documento, as oportunidades foram divididas entre os seguintes cargos de nível superior: analista em ciência e tecnologia: 296 vagas; pesquisador: 253 vagas; e tecnologista: 265 vagas. Os salários são entre R$ 6.445,17 e R$ 11.002,42, mas podem superar os valores de acordo com a titulação do aprovado.