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domingo, 24 de setembro de 2023

Rachel Sheherazade diz que Bolsonaro ligava para SBT para reclamar de matérias

                                    Rachel Sheherazade revela ligações de Bolsonaro para o SBT. Crédito: SBT


A jornalista Rachel Sheherazade revelou a colegas de confinamento em A Fazenda que o ex-presidente Jair Bolsonaro costumava ligar para o SBT pare reclamar de reportagens. 

"O presidente da República liga para o jornal reclamando. Secretário de comunicação do governo passado ligava para emissora para dizer o que iria ou não ao ar. Mas a gente vive com a corda no pescoço, né?", disse, em conversa com o ator André Gonçalves. Os citados na conversa são o antigo coordenador da Secom, Fabio Wajngarten ,e o genro de Silvio Santos, Fabio Faria, que era ministro das Comunicações de Bolsonaro.

No reality show, a comunicadora contou também que chegou a ser escoltada pela Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal após ter sido desligada da emissora de Silvio Santos.

A demissão aconteceu, segundo ela, a pedido do empresário Luciano Hang, da Havan. "Só tinha patrocínio dele. E ele pediu", afirmou ela. 

O SBT não comentou as declarações até o momento. Segundo o site NaTelinha, uma outra fala da jornalista no programa já irritou a cúpula da emissora, que estuda processar a ex-funcionária.

Na última quinta-feira (21), numa conversa com o ex-nadador olímpico Henrique Martins, ela afirmou que sofreu censura após um comentário polêmico contra judeus. A jornalista não citou o nome do "dono da emissora", que disse ser judeu, como é o caso de Sílvio Santos.

“Se você se compromete a qualquer coisa, o contratante fala: ‘fala isso e defende isso’. E você vai lá e defende. Eu fiz um comentário sobre a questão israelense-palestina, o conflito árabe-israelense. E eu levei um ‘chama’ (advertida) porque o dono da emissora era judeu. E eu dei uma visão meio pró-Palestina. Não era pró-Palestina, mas, naquele momento, era uma situação em que os palestinos estavam sendo as vítimas do conflito e eu levei a minha opinião”.

Ela continuou: “Foi chamada a minha atenção porque o dono da emissora era judeu e eu não poderia dar aquela opinião, mas eu dei. Eu me coloquei na berlinda. Eu me colocava o tempo todo na berlinda. Quem é corajoso demais é o primeiro a perder o pescoço”.


Fonte:Correio da Bahia - 24/09/2023


Desinformação sobre vacinas se comporta como epidemia

Sob censura, surto de meningite foi um dos primeiros desafios do PNI.  Isabela Ballalai é diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações. Foto:  SBIm
 Isabela Ballalai é diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações. Foto: SBIm


A enxurrada de desinformação que passou a circular na pandemia de covid-19 com mais força deixou sequelas, impactou serviços de saúde e se comporta como uma epidemia, avaliaram pesquisadores na Jornada Nacional de Imunizações, realizada em Florianópolis, pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A diretora da SBIm e integrante do grupo consultivo da Vaccine Safety Net da Organização Mundial da Saúde, Isabela Ballalai, compara a desinformação à uma doença de fácil transmissão.


"A desinformação pode causar doenças, pode matar, deve ser considerada uma doença e merece prevenção, vigilância, ações planejadas. A gente precisa acompanhar, diagnosticar. Contra um surto de sarampo, a gente não tem que planejar? É a mesma coisa".

Organizar essa resposta se torna ainda mais importante porque movimentos antivacinistas se tornaram mais estruturados na América Latina com a pandemia de covid-19, recebendo inclusive recursos transnacionais. No caso do Brasil, esses grupos chegaram a contar também com apoio do governo de Jair Bolsonaro, que deu voz a antivacinistas em uma audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação pediátrica contra a covid-19. 

Isabela Ballalai chama a atenção para o planejamento de uma comunicação que chegue até as pessoas, uma vez que pacotes de internet mais baratos muitas vezes dificultam o acesso a páginas oficiais e fontes confiáveis de informação, mas garantem a comunicação por redes sociais, local em que conteúdos virais de desinformação circulam fortemente.  

"Os picos de desinformação e hesitação se dão quando há a divulgação de uma nova informação, uma nova política de saúde, ou relato de possível problema de saúde", afirma.

“Esses grupos são muito estruturados e têm dinheiro”, acrescenta.

Estresse vacinal

Um exemplo emblemático desse padrão foi a campanha de desinformação contra a vacina do HPV no Acre, entre 2014 e 2019. A vacina é indicada para adolescentes de 9 a 14 anos, e é de grande importância para prevenir casos de câncer, como o cérvico-uterino. Episódios de reações à vacina, chamados de estresse vacinal, entretanto, levaram a uma forte campanha de desinformação que atribuiu falsamente à vacina o risco de causar paralisias e epilepsia.

O psiquiatra Renato Marchetti, professor da Universidade de São Paulo, explica que reações de estresse pós-vacinação têm como gatilhos dor, medo e ansiedade e podem se proliferar quando uma pessoa vê imagens ou testemunha outra pessoa sofrendo dessa reação. Esses sintomas afetam principalmente adolescentes do sexo feminino, são involuntários e se parecem com sintomas neurológicos, mas suas causas são psicossociais.

"Uma parte importante para o desfecho do estresse vacinal depende do conhecimento das pessoas que sofreram o problema, dos familiares, dos médicos e de outras pessoas da sociedade sobre o assunto. É preciso saber que existe a reação de estresse vacinal, que aquilo não é uma doença desconhecida, e, sim, um problema que pode acontecer também devido a outros tipos de estresse. A divulgação científica das reações psicogênicas seria um ponto importante", avalia.

"A gente conviveu com muitos médicos que atenderam às meninas no Acre, e a maior parte deles não eram pessoas mal intencionadas. Eles [médicos] tinham dúvidas sobre o que estava acontecendo porque essa reação não é bem conhecida nem entre os médicos".

Situações como essa são registradas desde a década de 1990, com diferentes vacinas, e principalmente durante a imunização escolar. Com a divulgação de imagens e relatos pela imprensa ou grupos contrários à vacinação, esses casos se alastram.

Foi o que ocorreu no Acre, em que imagens de adolescentes desmaiadas causaram forte temor e levaram até mesmo profissionais de saúde a contraindicarem a vacinação. O desconhecimento dos profissionais da imprensa e da saúde sobre as reações de estresse vacinal agravaram a situação. O temor e o pico de informação antivacina, explica Marchetti, causa um fenômeno chamado hesitação vacinal reativa transmissível, um surto de hesitação vacinal. No caso do Acre, a cobertura da vacina HPV chegou a menos de 1%.

"Toda vez que ocorre um evento com repercussão, você tem uma infodemia, uma propagação aguda que responde às mesmas modelagens matemáticas de uma epidemia de causas biológicas", explica. 

Até pediatras

A desinformação sobre as vacinas covid-19 pode ter aumentado a hesitação vacinal (relutância ou recusa) até mesmo entre pediatras, indica um estudo ainda em andamento com quase mil médicos brasileiros dessa especialidade.

Por meio de entrevistas em que os profissionais declaravam concordar ou discordar de afirmações, os pesquisadores detectaram uma forte correlação entre a crença de que as vacinas contra a covid-19 ainda são experimentais e a desconfiança de que as vacinas não são seguras de forma geral. 

A pesquisa é resultado de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Instituto Questão de Ciência (IQC), e busca produzir material direcionado à conscientização desses profissionais, recuperando sua confiança nas imunizações. Foram ouvidos 982 pediatras - 90% fizeram residência médica, 60% declararam que atuam nas redes pública e privada e 41% estavam com o calendário vacinal em dia.

>> Leia aqui o especial 50 anos de vacinas para todos

Coordenador do trabalho e diretor de educação científica do IQC, Luiz Gustavo de Almeida apresentou que os pediatras se posicionaram sobre as seguintes afirmações: "as vacinas covid-19 em pediatria ainda podem ser consideradas experimentais"; "a vacina covid-19 de RNAm pode acarretar algum risco de modificação do DNA da criança"; e "a vacinação de crianças é fundamental, pois está é uma doença importante na pediatria que pode levar a casos graves". As duas primeiras afirmações são falsas e frequentemente usadas em campanhas de desinformação. Já a terceira é verdadeira e comprovada por estudos científicos e autoridades sanitárias de diversos países. 

Além das frases sobre as vacinas contra a covid-19, também foram apresentadas outras como "eu tenho total confiança de que as vacinas são seguras"; "a vacina tríplice viral causa autismo"; e a "a vacina HPV administrada na adolescência pode favorecer o início da vida sexual". As duas últimas frases são mentiras usadas pelo movimento antivacinista. 

"A covid abalou a confiança em todas as outras vacinas. Essa é a mensagem final que a gente tem no artigo. Por conta das vacinas da covid, alguns pediatras acabaram perdendo a confiança nas outras vacinas, como a de HPV".

Almeida disse que a pesquisa constatou forte coesão entre todas as respostas contrárias à confiança nas vacinas, mostrando que a desconfiança propagada contra as vacinas covid-19 pode ter contaminado as crenças sobre outros imunizantes.

Residência médica

O estudo também pode indicar que profissionais que fizeram residência médica estão menos sujeitos a hesitar na recomendação de vacinas para seus pacientes. Os dados preliminares mostram que, entre o grupo minoritário que respondeu à entrevista demonstrando desconfiar das vacinas, a característica mais comum era a ausência de residência médica na formação.

Almeida explicou que os pesquisadores ainda estão debruçados sobre os dados para interpretá-los, mas as respostas já permitiram identificar dois perfis: um que concorda fortemente que as vacinas são confiáveis, e outro que se declara neutro em relação a isso ou discorda parcial ou integralmente. Esse segundo grupo somou cerca de 10% dos respondentes.

De acordo com Almeida, os pediatras estão entre o grupo médico que mais confia nas vacinas. Ele afirmou que a maioria dos que responderam o questionário é favorável à imunização. "Teve esses 10% que têm uma outra visão que não é a mais prevalente. E a ideia de formar esses perfis é munir [com informações] todos que têm dúvidas e não acreditam nas vacinas".   

Entre os que concordam fortemente que as vacinas são seguras, o perfil foi de profissionais que fizeram residência médica, não têm mestrado nem doutorado e atuam nas redes pública e privada. Almeida afirma que uma hipótese dos pesquisadores é que a vivência dos serviços de saúde durante a residência médica reforça a confiança de que as vacinas são seguras e importantes para prevenir doenças.

"Isso é algo que ainda estamos discutindo. Quem passou direto da faculdade para o atendimento talvez não teve esse contato principalmente com o atendimento na rede pública", diz. "Quem não fez residência pode ter visto nos jornais, mas não viu crianças sofrendo em hospitais".

*O repórter viajou para Florianópolis a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel - 24/09/2023


sábado, 23 de setembro de 2023

Crisópolis: Cinco homens morrem durante confronto com a PM


                      PM apreende armas, drogas e munições com suspeitos de tráfico . Crédito: Divulgação/PMBA

Cinco homens foram mortos a tiros durante ação policial na madrugada deste sábado (23), na cidade de Crisópolis, a 210 km de Salvador. De acordo com a Polícia Militar, os suspeitos foram atingidos durante confronto com os agentes. Metralhadora, munições e drogas foram apreendidas.

Conforme comunicado enviado ao CORREIO, a ação foi iniciada após a corporação receber informações de que homens estariam comercializando drogas na Rua Maria Eunice. Ao se aproximar, os policiais foram recebidos com disparos de arma de foro, dando início ao confronto. Após a troca de tiros, um homem foi encontrado ferido e levado para o Hospital Municipal de Crisópolis, onde morreu. Com ele os policiais encontraram uma submetralhadora 9 mm, 14 munições de 9 mm, 150 gramas e 14 pinos de cocaína, uma porção de maconha, duas balanças de precisão e R$ 14,00 em espécie, diz a nota.

Segundo a PM, ao dar continuidade às buscas na região, um segundo confronto teria ocorrido. Na ocasião, outros quatro suspeitos foram atingidos e socorridos ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos. "Com eles foram encontrados uma espingarda calibre 12 com duas munições deflagradas e duas intactas, dois revólveres calibre 38 com quatro munições intactas e seis deflagradas, um revólver calibre 32 com seis munições deflagradas e uma intacta, 17 porções de maconha, uma porção de cocaína, uma porção de crack, duas balanças de precisão, um relógio de pulso, uma corrente, diversos pinos para acondicionamento de drogas e R$ 79,00 em espécie", afirma a PM.

As mortes em Crisópolis ocorrem um dia após outros cinco suspeitos de integrar facções criminosas serem mortos em Salvador e um em Feira de Santana. Somente em setembro, pelo menos 45 suspeitos foram mortos durante confrontos com a polícia, além do policial federal Lucas Caribé.


Fonte: Correio da Bahia - 23/09/2023

BH: Marido não reconheceu corpo de Walewska e não compareceu ao enterro

                                         A ex- jogadora estava com 43 anos - foto:reprodução

O corpo da ex-jogadora de vôlei Walewska Oliveira foi velado e enterrado neste sábado (23/9), em Belo Horizonte. A atleta, de 43 anos, morreu depois de cair do 17º andar do prédio em que morava com o marido, em Cerqueira César, bairro nobre da região central da capital paulista.

Segundo o UOL, Ricardo Mendes, marido de Walewska, não fez o processo de reconhecimento do corpo da esposa. Além disso, ainda de acordo com o site, ele deixou as roupas da atleta na portaria do prédio para que a funerária recolhesse e fizesse a preparação para o velório.

Walewska Oliveira mandou mensagem para o marido pouco antes de morrer

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual a coluna teve acesso, Ricardo Alexandre Mendes, marido de Walewska, contou que recebeu uma mensagem da esposa minutos antes da morte. No texto, ela falou sobre o relacionamento dos dois e a decisão dele de se separar.

Ainda no B.O., foi registrado que Ricardo, com quem Walewska era casada há 20 anos, revelou que vinha enfrentando uma crise no relacionamento. Segundo ele, a relação “foi se desgastando por diversos problemas; por ela ser compulsiva por compra e ter dilapidado boa parte do dinheiro que eles conseguiram durante os anos de casados”.

Além disso, segundo o que consta no boletim, “há cerca de três anos, enquanto ela jogava vôlei em Uberlândia, durante uma conversa, a jogadora insinuou praticar ato contra a própria vida, fato que fez Ricardo ir até a cidade e ter uma conversa com os pais dela, expondo todo o problema que estava acontecendo”.

Polícia detalha o que encontrou no local da morte de Walewska Oliveira

Segundo o boletim de ocorrência, ao qual a coluna teve acesso, quando os policiais chegaram ao local, foram recebidos pela gestora do condomínio. A mulher informou que Walewska “tinha se jogado do 17º andar (área de lazer), caindo na sacada de apartamento do primeiro andar”.

Ainda de acordo com o registro, ao chegarem à área de lazer do prédio, os policiais encontraram sobre uma mesa uma “garrafa de vinho com uma taça, ambas com vinho pela metade”. Havia também um celular e uma pasta com uma folha sulfite, “onde foi feita uma carta que seria da vítima, aparentemente de despedida”.

No B.O. foi registrado que uma auxiliar de limpeza do condomínio afirmou ter visto Walewska Oliveira sentada na área de lazer bebendo uma taça de vinho. As duas teriam chegado a conversar rapidamente. Segundo a profissional, a atleta “não chorava e falava normalmente”.

Registrado como “morte suspeita”, o caso está aos cuidados do 78º Distrito Policial de São Paulo, nos Jardins.

Walewska Oliveira era campeã olímpica

Mineira de Belo Horizonte, Walewska nasceu em 1º de outubro de 1979 e começou bem cedo a carreira profissional no vôlei. Em 1995, já era titular como meio-de-rede no Minas, onde ficou até 1998.

A atleta era conhecida pelas companheiras como amiga de sorriso fácil. “A Wal era puro sorriso, alegria, respeitava as pessoas. Só trazer esse testemunho de quem era a Walewska fora das quadras. Dentro, todo mundo percebia a postura de uma atleta exemplar e respeitada por todos”, afirmou Fabi, ex-companheira de Walewska na Seleção.

Antes dos 20 anos, já havia sido convocada para a Seleção Brasileira sob o comando de Bernardinho. Foi uma espécie de ligação entre uma geração mais antiga, com Márcia Fu e Ana Paula, e outra mais nova, com Tainara, por exemplo.

Com o Brasil, conquistou o ouro nos Jogos de Pequim, em 2008, e bronze nos Jogos de Sydney, em 2000. Ainda ajudou a Seleção a conquistar três títulos no Grand Prix (2004, 2006 e 2008), um na Copa dos Campeões (2013) e um nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999.

BH: Velório da ex-jogadora Walewska é fechado para parentes e amigos


                                              
                                                  (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)


Walewska Oliveira está sendo velada e será sepultada neste sábado (23/9), em Belo Horizonte, cidade onde nasceu, em cerimônia fechada para parentes e amigos. A campeã olímpica morreu na última quinta-feira (21), aos 43 anos, após cair do 17º andar do prédio em que vivia, na Bela Vista, em São Paulo.

Rafael Alves, jornalista e amigo da família, explicou que a escolha se deu em razão do luto. Segundo ele, não é o melhor momento para exposição, portanto, a decisão foi por preservar o momento íntimo. Mas, agradeceu a todos os fãs e imprensa pelo carinho. “É um momento de luto e muita dor”, declarou.

Com esquema de segurança reforçado, mais de 100 pessoas marcaram presença na despedida da atleta, entre elas amigos e companheiros de vôlei: Fabi e Sheilla, bicampeãs olímpicas; Fofão, três vezes medalhista olímpica; Suellen, do Praia Clube; Maurício e Anderson, ex-Seleção Brasileira; Samuel, medalhista olímpico, e Gustavo, do Minas.

Renatinha, Ju e Lira, jogadoras que começaram a carreira junto com a campeã olímpica, também compareceram ao velório. Iara Ribas, primeira treinadora de Wal, também esteve presente.

 

O último adeus à campeã olímpica também conta com uma série de homenagens da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), da Confederação Sul-Americana de Vôlei, do Comitê Olímpico do Brasil e de outros clubes, como Minas e Praia Club.

Num momento de dor, Rafael Alves relembrou momentos com Walewska e falou com carinho sobre a amiga campeã olímpica. “A palavra que define a Walewska é garra”, declarou.

 

“Além de amigo, sou um aficcionado pelo vôlei brasileiro, principalmente o feminino, e tinha outras amigas jogadoras. Sempre falamos sobre a rivalidade entre Brasil e Cuba, com a gente sempre em terceiro lugar. A Waleswka foi a pessoa que me deu a oportunidade de sentir o sabor do ouro, porque assim que ela chegou das Olímpiadas eu dei uma mordida na medalha de ouro e soube o gosto do pódio, da conquista maior. Ela trouxe uma medalha, junto com toda a equipe que foi para Sidney, mas da qual ela foi uma grande liderança.”

 

Apesar das boas lembranças, o jornalista e amigo da família comentou a possibilidade de a amiga vir se sentindo pressionada. “As redes sociais geram uma necessidade de performance que ultimamente têm gerado bournouts e problemas em várias pessoas, não só nela, mas em várias pessoas. Talvez sim, a quantidade de demanda pode ter gerado uma grande pressão e essa necessidade de performance.”

O que aconteceu

UOL teve acesso nessa sexta-feira (22) ao boletim de ocorrência da morte de Walewska. O documento diz que, de acordo com a gestora do prédio, a campeã olímpica de vôlei caiu do 17º andar na região do bairro Jardins, em São Paulo.

 

Ainda segundo o boletim de ocorrência, uma carta de despedida foi encontrada dentro de uma pasta sobre a mesa em que Walewska estava. Uma garrafa de vinho, uma taça e um celular também foram encontrados. O local é uma área de lazer do edifício.

 

Uma unidade de resgate tentou reanimar a ex-jogadora, mas foi declarada a morte no local.

Carreira de Walewska

Wal, como era conhecida, faturou o ouro olímpico em Pequim-2008. Antes, ela fez parte do elenco brasileiro que foi bronze em Sydney-2000.

 

Em clubes brasileiros, a central se destacou por Rexona/Ades, Vôlei Amil e Dentil Praia Clube. No exterior, atuou por Sirio Perugia (Itália), Grupo 2002 Murcia (Espanha) e VC Zarechie Odintsovo (Rússia).

 

A brasileira se aposentou das quadras no ano passado e, nos últimos tempos, apostava em lançamento de produtos envolvendo liderança e alta performance.

Fonte:Noataque/reprodução - 23/04/2023




Delação de Cid: Almirante Garnier “some” e perde apoio até mesmo dentro da Marinha


                                         O Almirante e o então presidente -  foto:Isac Nóbrega/PR

O almirante Almir Garnier submergiu e se isolou depois que veio a público parte do depoimento do tenente-coronel Mauro Cid. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) teria sido testemunha de um planejamento de golpe de Estado do ex-presidente, que teve o apoio somente da Marinha dentre as Forças Armadas.

Ex-colegas de Garnier, consultados pelo blog, disseram que ele não responde às mensagens e não atende ligações. Ele também deixou o Twitter, onde geralmente curtia tweets de conotação golpista. Oficialmente, o militar diz que só vai se manifestar “nos autos”.

O alto comando da Marinha também não parece se compadecer com a situação do almirante e ex-comandante da Força. Isolado, Garnier deve ser chamado para interrogatório na Polícia Federal e na CPMI do 8 de Janeiro, que já pediu a quebra de sigilos do militar.

A relação entre Garnier e outros almirantes já não era boa, segundo ex-colegas. Ele é visto como “próximo demais” a Jair Bolsonaro, sendo considerado um “mau militar”.

Fonte:Blog do Noblat/reprodução 23/09/2023

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Rio: União pagará R$ 2 mi a família de músico morto em ação do Exército


                                            foto: Álbum de família

Advocacia Geral da União (AGU) fechou um acordo com a família do músico Evaldo Rosa dos Santos, morto em 2019 em ação de militares Exército Brasileiro. O acordo selado nesta sexta-feira (22/9) vai garantir uma indenização de R$ 2 milhões ao filho, viúva, pai e irmãos do artista.

Além da indenização, a viúva e o filho receberão da União um pagamento mensal de um salário mínimo e meio para cada.                              

Evaldo foi morto baleado no Rio de Janeiro, após militares fuzilarem o carro onde estava a família do músico. O catador Luciano Macedo tentou socorrer Evaldo e também acabou morto baleado pelos militares. Ele morreu dias depois no hospital.

A análise preliminar constatou que os militares haviam descarregado 80 tiros durante a ação. No entanto, depois ficou provado que 257 tiros foram disparados e 62 deles atingiram o veículo do músico e sua família.

O carro de Evaldo carregava cinco pessoas que estavam a caminho de um chá de bebê. Além de Evaldo, que dirigia o veículo, estavam a bordo a sua esposa, o filho de 7 anos, o sogro de Evaldo (padrasto da esposa) e outra mulher.

Em 2021, oito militares do Exército foram condenados pela morte de Evaldo e Luciano. Eles respondem em liberdade, até que os recursos sejam esgotados. A versão dada em depoimento, é que eles dispararam os 257 tiros em legítima defesa e que perseguiam bandidos.

Após o fechamento do acordo nesta sexta, todos os processos relativos ao caso na Justiça já foram encerrados de forma consensual.

Fonte:Metrópoles - 22/09/2023

ES: Preso pelo 8/1 é detido novamente após xingar ministros do STF

                                       foto:reprodução/instagram

O empresário Marcos Soares Moreira, de 40 anos, foi preso nesta sexta-feira (22/9), no Espírito Santo, depois de chamar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “bandidos”. Ele tinha sido detido anteriormente por envolvimento nos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, em Brasília.

Marcos Moreira ficou preso até maio e indiciado por crimes menor potencial, tendo que obedecer apenas algumas medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O empresário ficou proibido de usar as redes sociais e realizar encontros com demais investigados, além de usar tornozeleira eletrônica.

Apesar das determinações, Marcos Moreira compartilhou um vídeo nas redes sociais em que ataca os ministros Alexandre de Moraes e Rosa Weber, presidente do STF.

“Me prendam novamente. Não estou com medo. Para mim, é indiferente estar aqui ou lá dentro. Mas eu jamais vou me curvar a vocês, bandidos, que têm o poder da caneta nas mãos, porém são bandidos. Alexandre de Moraes, Rosa Weber, todos vocês aí, são bandidos, vagabundos. Não vou me curvar a vocês”, afirmou o empresário.

Com a publicação do vídeo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Marcos Moreira e argumentou que o empresário teria demonstrado desprezo pela Justiça.

“Mesmo ciente dessa proibição [de uso das redes sociais] e demonstrando total desprezo pela Justiça, o denunciado publicou dois vídeos na rede social TikTok, nos quais ataca esta corte e profere diversas ofensas à honra dos ministros que a integram”, destacou o ministro na sua decisão.

Alexandre de Moraes reforça ainda que “a possibilidade de restabelecimento da ordem de prisão foi expressamente consignada na decisão que substituiu a custódia por medidas cautelares diversas”.

Fonte: Metrópoles - 22/09/2023