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terça-feira, 9 de julho de 2024

Caso Joias: Confira os inquéritos na íntegra da investigação da PF que desnuda a OrCrim de Bolsonaro




                                        O então presidente e seu 'faz tudo' Mauro Cid -foto:reprodução

Na introdução do relatório de 2.041 páginas entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor, que comandou a equipe de investigadores, afirma que o esquema de furto de joias do acervo da União para venda nos EUA é apenas um dos braços da Organização Criminosa comandada por Jair Bolsonaro (PL) para "uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens" para enriquecimento ilícito do clã.

As informações constam no relatório da investigação, que a PF enviou ao STF. A revista Fórum disponibiliza na íntegra abaixo: Clicando no link de cada inquérito.

 

fonte:Revista Fórum c/adaptações 09/07/2024

Mundo: Britânica BBC destaca que Bolsonaro será indiciado como ladrão de joias

foto:reprodução/Adriano Machado/Reuters


247 - A emissora britânica BBC, uma das maoires do mundo, destacou em reportagem nesta terça-feira (9) a provável denúncia formal contra Jair Bolsonaro no caso das joias, em texto intitulado 'Bolsonaro pode ser acusado por venda de joias'. 

"Bolsonaro também enfrenta outros desafios legais, incluindo uma investigação sobre se ele incitou manifestantes que invadiram edifícios importantes do governo depois de ter perdido por pouco as eleições presidenciais de 2022 para o seu rival de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva", diz a reportagem da BBC. 

A reportagem traz mais detalhes sobre o inquérito da Polícia Federal (PF), que teve seu sigilo levantado, trazendo à tona uma série de revelações do caso das joias árabes que deveriam ter sido incorporadas ao patrimônio da União, mas foram roubadas e vendidas por Bolsonaro e seu entourage. 

Fonte:BRASIL 247 - 09/07/2024

CNJ determina correição extraordinária no TJ-BA


                                           foto:TJ-BA/reprodução

A Corregedoria Nacional de Justiça, ligada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou a realização de correição extraordinária em 13 unidades administrativas e jurisdicionais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a partir desta terça-feira (9). Conforme informações obtidas pelo Bahia Notícias, a ação ocorre de “forma surpresa”, sem aviso prévio à Corte baiana. 

 

Equipe designada pela Corregedoria estará nas dependências do tribunal até o dia 12 de julho, sexta-feira, como assinala portaria publicada pelo CNJ. A correição foi determinada diante dos “achados” da inspeção ordinária feita pelo Conselho em abril deste ano. 

 

De acordo com a portaria, serão inspecionados os gabinetes da presidência do TJ-BA e das Corregedorias Geral de Justiça e das Comarcas do Interior, além das 1ª e 2ª Varas Empresariais de Salvador; 1º e 2º Cartórios Integrados Cíveis; 3ª e 9ª Varas de Família da capital, 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Salvador; gabinete de Segurança Institucional e Secretaria de Planejamento e Orçamento. 

 

As atividades correicionais poderão ser delegadas a cinco magistrados: Miguel Ângelo Alvarenga Lopes (desembargador do TRF-6), Giselle de Amaro França (desembargadora do TRF-3), Cristiano de Castro Jarreta Coelho  (juiz do TJ-SP e auxiliar da Corregedoria Nacional), Emerson Luis Pereira Cajango (juiz do TJ-MT) e Albino Coimbra Neto (juiz do TJ-MS). 

 

O delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva foi designado para assessorar o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, durante as atividades. 


IRREGULARIDADES


Conforme a portaria, durante a inspeção de abril foram encontradas inúmeras irregularidades que “constataram ineficiência grave na gestão dos setores administrativos e jurisdicionais do TJ-BA" - algo que já havia sido apontado no relatório da inspeção ordinária de 2022. 

 

Entre outros “achados” foi constatada a falta de identidade entre os dados constantes do sistema EXAUDI do tribunal e o real acervo processual das unidades fiscalizadas, e que “os sistemas do TJ-BA não permitem o levantamento de dados históricos referentes aos processos em diligência na origem há 12 meses”. 


fonte:Camila São José/BN - 09/07/2024


Caso Joias: “Não caga para mim”, apelou Mauro Cid a coronel em conversa


                                             foto:reprodução

Mensagens por aplicativo entre investigados pelo desvio das joias para o ex-presidente Jair Bolsonaro revelam momentos de tensão e preocupação diante da iminência de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) no acervo presidencial, correndo o risco do esquema ser descoberto.

Em uma mensagem para o assessor especial coronel Marcelo Câmara, o tenente-coronel Mauro Cid chega a apelar e pede: “Não caga para mim”.

Câmara então responde: “Não estou cagando soldado, nunca farei isso. Você é meu irmão de coração e de fé”.

Ex-chefe da ajudância de ordem de Bolsonaro, Mauro Cid então alivia o tom: “Eu sei Coronel! Eu é que estou no modo 2020”.

Veja o diálogo:

2 imagens

De acordo com o relatório da Polícia Federal, Mauro Cid e outros investigados fizeram uma verdadeira “operação clandestina” para recomprar joias vendidas nos Estados Unidos e retornar os itens para o Brasil. A PF calcula um desvio de R$ 6,8 milhões no total. 

“A contextualização das trocas de mensagens revela que os investigados estavam preocupados em reaver os bens, que poderiam ser objeto de decisão do Tribunal de Contas da União, determinando a devolução ao Estado brasileiro, que os itens do denominado ‘kit ouro branco’, foram todos vendidos nos Estados Unidos”, diz trecho do relatório do delegado Alvarez Shor, que saiu do sigilo nesta segunda-feira (8/7).

O “kit ouro branco”, uma das joias desviadas, era composto por um anel, abotoaduras, um rosário islâmico e um relógio Rolex de ouro branco. Os itens desviados eram presentes dados por delegações estrangeiras para o governo brasileiro.

A reportagem tenta localizar as defesas dos indiciados. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Fonte: Metrópoles 09/07/2024

SP: Testemunha do caso Porsche chora ao depor: “Decidi falar a verdade”


                                         Foto:Divulgação/O Globo

São Paulo — Juliana de Toledo Simões, de 22 anos, a namorada de Marcus Vinícius Machado Rocha, também de 22 anos, o carona do Porsche que bateu na traseira de outro veículo e matou um motorista de aplicativo no dia 31 de março, na zona leste de São Paulo, se emocionou (assista vídeo abaixo) na audiência de instrução ao comentar que decidiu falar toda a verdade sobre o caso.

O depoimento de Juliana ocorreu em 28 de junho. No mesmo dia, também depuseram Marcus Vinícius e Giovanna Pinheiro Silva, de 23 anos, a namorada de Fernando Sastre de Oliveira Filho, de 24 anos, empresário que dirigia o Porsche e hoje é réu pelos crimes de homicídio doloso qualificado e lesão corporal gravíssima.

A audiência de instrução é a etapa do processo penal feita para colher todas as provas das partes e todos os depoimentos das testemunhas, a fim de instruir o caminho do acusado ao Tribunal do Júri. Ela é feita através de uma sessão pública e é comandada por um juiz.

Segundo informações da coluna True Crime, de Ullisses Campbell, no jornal O Globo, Juliana confirmou de forma categórica que Fernando havia ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção do Porsche.

Ela falou em juízo que havia sido pressionada por amigos do réu a não contar tudo o que sabia, pois correria o risco de cometer traição.

“Isso foi dito uma vez que a gente tinha chamado uns amigos para a nossa casa depois do acidente. Certamente eles queriam ver como o Marcus estava, pois ele tinha recebido alta, e aí lá a gente começou a conversar sobre todo corrido”, explica Juliana.

   fotos: divulgação/PC

“Cheguei a falar que eu tinha que falar toda a verdade porque era um caso muito complexo, que não era algo simples, que diz respeito a duas vidas, uma que se perdeu e outra que quase se perdeu.”

Nesse momento do depoimento, a jovem interrompe a fala para chorar.

Veja o vídeo:

Voz pastosa

Um vídeo encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) mostra o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho falando com a voz pastosa dentro do Porsche minutos antes do acidente.

As imagens foram divulgadas no dia 14 de maio pelo portal G1 e, depois, obtidas pelo Metrópoles. A cena foi gravada por Juliana de Toledo Simões, namorada de Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava no veículo com Fernando e se feriu gravemente no acidente.

Na filmagem, Giovanna Pinheiro da Silva, namorada de Fernando, pergunta “você quer apanhar?”. Ele responde com a voz pastosa “vamos jogar sinuca”. Na sequência, Juliana pergunta “vamos o que, Fernando?” e ele repete “vou jogar sinuca”. Giovanna então diz: “Eu não! Cê vai sozinho, tchau. Eu vou embora com eles”. E a porta do Porsche é fechada.

Assista:

Fonte: Bruna Sales/Metrópoles - 09/07/2024 

Caso das Joias: Vice-PGR de Augusto Aras pediu que investigação da joias saísse do STF


                                             Foto:reprodução

 A então vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu em agosto de 2023 que o declínio da competência do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução das investigações do caso das joias sauditas. A informação consta nos relatórios da Polícia Federal (PF) tornados públicos nesta segunda-feira (8) que indiciam o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 11 aliados — entre eles o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o ex-secretário de comunicação Fábio Wajngarten e o advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef. 

Lindôra era a segunda em comando na Procuradoria Geral da República durante a gestão de Augusto Aras, PGR nomeado por Bolsonaro.

Segundo a PF, a atuação de Bolsonaro e sua cúpula se estrutura como organização criminosa a partir de cinco eixos: ataques virtuais a opositores, ataques às instituições (STF e TSE), tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ataques às vacinas contra a Covid-19, e uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens. Neste último ponto estão o “desvio de bens de alto valor patrimonial entregues por autoridades estrangeiras ao ex-Presidente da República”. É o caso do inqúerito que investiga a venda joias e esculturas sauditas, como o conjunto de itens masculinos da marca Chopard: uma caneta, um anel, um par de abotoaduras, um rosário arabe e um relógio.

Já a vice-procuradora alega “ausência de conexão” entre fatos já investigados, como o Inquérito das Fake News e das Milícias Digitais, com o caso das joias. Ela também argumenta que a “suposta conexão” teria o propósito de atrair o caso para o STF. Além disso, Lindôra Araújo diz que nenhum dos investigados possuem foro com prerrogativa de função, o foro privilegiado, que por si só justificaria a competência do Supremo. 

“O encontro fortuito de elementos informativos relacionados a outros fatos supostamente criminosos não, por si só, configura conexão, atraindo o conhecimento de hipóteses criminais desvinculadas de eventuais procedimentos no bojo dos quais aqueles foram coletados”, escreve a vice-procuradora.

Outro argumento para afastar a competência do curso das investigações do STF, segundo Lindôra Araújo, é a existência de investigação já em curso na Procuradoria da República no Município de Guarulhos (SP). Na 6ª Vara Federal de Guarulhos, já está em tramitação inquérito policial para apurar o caráter ilícito do recebimento e da entrada no país de joias e esculturas, presenteadas pelo governo da Arabia Saudita, e a destinação desses bens. 


“Ainda que se pretenda sustentar que o objeto da presente Petição seria mais amplo, não se justifica a instauração de procedimento em duplicidade, a caracterizar bis in idem, renovando-se uma série de diligências e medidas persecutórias conduzidas por autoridades que já possuem familiaridade com o arcabouço probatório”, argumenta Lindôra Araújo.

Ela ainda recomenda, na petição, a “atuação conjunta da Polícia Federal, envidando-se esforços para o alcance dos fins das investigações já em curso, no âmbito do Juízo da 6ª Vara Federal de Guarulhos/SP, até mesmo com a deflagração de novas fases”.

A vice-procuradora-geral da República tem histórico de decisões que blindam o ex-presidente Bolsonaro. Em 2022, Lindôra Araújo solicitou ao STF o arquivamento de inquérito que investigava se houve tentativa por parte do ex-chefe do Executivo de interferir nas investigações da PF. No mesmo ano, ela concluiu que não havia elementos necessários para abrir inquérito contra Bolsonaro no contexto de supostas irregularidades no repasse de recursos ao Ministério da Educação

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, não acolheu o pedido de declínio de competência e pediu à Vara o “reencaminhamento do inquérito policial com o objetivo de possibilitar a efetiva análise dos autos”.


Fonte: CONGRESSO EM FOCO - 09/07/2024