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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Brasil: Confira a lista de denunciados pela PGR no inquérito do golpe


                                                                                 foto: José Cruz/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (18/2), a denúncia contra 34 pessoas supostamente envolvidas na trama golpista, desencadeada após as eleições presidenciais de 2022.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a lista de nomes contempla ex-ministros, militares de alta patente, ex-assessores da presidência e alguns políticos.

Eles foram denunciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. Caberá ao STF, agora, a análise da denúncia oferecida para torná-los ou não réus.

Confira abaixo a lista completa dos denunciados pela PGR, em ordem alfabética:

Ailton Gonçalves Moraes Barros

Alexandre Rodrigues Ramagem

Almir Garnier Santos

Anderson Gustavo Torres

Ângelo Martins Denicoli

Augusto Heleno Ribeiro Pereira

Bernardo Romão Correa Netto

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha

Cleversom Ney Magalhães

Estejam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira

Fabrício Moreira de Bastos

Filipe Garcia Martins Pereira

Fernando de Sousa Oliveira

Giancarlo Gomes Rodrigues

Guilherme Marques de Almeida

Hélio Ferreira Lima

Jair Messias Bolsonaro

Marcelo Araújo Bormevet

Marcelo Costa Câmara

Márcio Nunes de Resende Júnior

Mário Fernandes

Marília Ferreira de Alencar

Mauro César Barbosa Cid

Nilton Diniz Rodrigues

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Rafael Martins de Oliveira

Reginaldo Vieira de Abreu

Rodrigo Bezerra de Azevedo

Ronald Ferreira de Araújo Júnior

Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros

Silvinei Vasques

Walter Souza Braga Netto

Wladimir Matos Soares

Todos eles estavam entre os 40 indiciados pela Polícia Federal (PF) no âmbito do inquérito do golpe, no final do ano passado. O relatório final foi enviado à PGR em novembro e, desde então, estava sob análise do PGR, Paulo Gonet.

O trabalho contou com auxílio do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos (GCAA), composto por um coordenador e oito membros auxiliares. Ele foi criado no gabinete da PGR, após os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

Inquérito extenso

O inquérito chegou à PGR com mais de 30 volumes e milhares de páginas. Outras peças foram anexadas ao relatório final, frutos de uma investigação que durou quase dois anos.

As diligências da PF identificaram a atuação de seis núcleos diferentes no suposto plano de golpe. São eles:

  • Núcleo de desiformação e ataques ao sistema eleitoral;
  • Núcleo jurídico;
  • Núcleo de inteligência paralela;
  • Núcleo operacional de apoio às ações golpistas;
  • Núcleo de incitação militar;
  • Núcleo de oficiais de alta patente com influência e apoio a outros núcleos.
FONTE:  /Metrópoles - 18/02/2025 21h:55
6 imagens
Núcleo Jurídico
Núcleo de inteligência paralela
Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas
Núcleo de Incitação Militar
Núcleo de oficiais de alta patente com influência e apoio a outros núcleos

PGR denuncia Bolsonaro por tentativa de golpe

                                             foto:reprodução

A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao STF (Supremo Tribunal Federal) por integrar uma organização criminosa que liderou uma tentativa de golpe de Estado no Brasil após a sua derrota nas eleições de 2022.

O documento é baseado no relatório final da Polícia Federal, que já tinha indiciado o ex-presidente. Agora, o STF (Supremo Tribunal Federal) analisará o documento na Primeira Turma e decidirá se instaura um processo criminal contra Bolsonaro e os demais acusados. Avalia-se que apenas a abertura do processo se dará na Primeira Turma, onde está o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. A expectativa é que o julgamento do mérito, ainda esse ano, ocorra no Plenário do STF com todos os ministros.

A PGR decidiu denunciar todos os envolvidos apontados pela PF na tentativa de golpe, mas optou por separar as denúncias contra os envolvidos a partir de núcleos de atuação.

Bolsonaro e generais em ‘núcleo crucial’ do golpe

Bolsonaro é arrolado na principal denúncia, ao lado do general Walter Braga Netto –ministro em seu governo e vice na chapa derrotada na eleição de 2022. Também figuram no grupo os ex-ministros  Augusto Heleno (GSI), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), assim como o almirante Almir Garnier, comandante da Marinha no governo Bolsonaro, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que chefiou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

De acordo com a peça da PGR, Bolsonaro e os demais citados “formaram o núcleo crucial da organização criminosa”. Ainda segundo a PGR, “deles partiram as principais decisões e ações com impacto social” narradas na denúncia.

Ao todo, a PGR lista 34 pessoas como integrantes da organização criminosa montada por Bolsonaro para dar um golpe de Estado no Brasil.

A PGR elaborou uma introdução comum para todas as denúncias, destacando a gravidade dos fatos narrados. De acordo com os investigadores, as denúncias “relatam fatos protagonizados por um Presidente da República que forma com outros personagens civis e militares organização criminosa estruturada para impedir que o resultado da vontade popular expressa nas eleições presidenciais de 2022 fosse cumprida, implicando a continuidade no Poder sem o assentimento regular do sufrágio universal”.

PGR: Bolsonaro consentiu plano para matar Lula

A PGR afirma ainda que Jair Bolsonaro não só tomou conhecimento, como deu anuência ao plano conhecido como Punhal Verde Amarelo, no qual militares ligados às forças especiais –os chamados kids pretos– planejaram o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“O plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”, diz a peça.

Além de Bolsonaro, a PF tinha indiciado 39 personagens entre ex-ministros, militares e alguns de seus principais auxiliares. Só entre militares há mais de uma dezena. Além de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto também foi indiciado e está preso desde dezembro. Junto a ele o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier.

Investigação da PF

A PF arrecadou ao longo de quase dois anos de investigações milhares de dados obtidos em celulares e computadores e diversos depoimentos mostrando como foi forjado um plano para impedir que o presidente Lula tomasse posse em janeiro de 2023. Neste plano, estava incluído até o planejamento do assassinato do presidente, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Plano Punhal Verde e Amarelo

Dados localizados em celulares e computadores dos investigados desde a Operação Tempus Veritatis, em 8 de fevereiro deste ano, mostram que, em 9 de novembro de 2022, apenas cinco dias depois da live de Cerimedo, o general Mário Fernandes, ex-chefe-substituto da Secretaria Geral da Presidência, imprimiu um plano para descrever ações armadas que visavam impedir a posse de Lula, ou seja, dar um golpe. Segundo as investigações, o documento seria apresentado para o general Braga Netto.

No relatório da PF, é descrito que o “documento denominado “punhal verde amarelo” foi elaborado e impresso no dia 09/11/2022, no Palácio do Planalto, sede da Presidência da República, pelo Secretário-executivo da Secretaria-geral da Presidência, general Mário Fernandes”. Dados obtidos pelas antenas de celular mostram que Jair Bolsonaro estava no edifício no momento da impressão.

O plano golpista “descreve o levantamento da estrutura de segurança do ministro Alexandre de Moraes, os meios que deveriam ser empregados e a ação final de prisão/execução do ministro. O planejamento também estabelece a possibilidade, dentre as ações dos “Kids Pretos”, de assassinarem o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, por envenenamento ou uso de químicos, e o então vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, com a finalidade de extinguir a chapa presidencial vencedora”. “Kids Pretos” é o apelido dado a militares que se formam no curso de Operações Especiais do Exército Brasileiro.

Em um relatório, a PF aponta que também encontrou dados em celulares dos investigados sobre uma reunião no apartamento funcional de Braga Netto, em Brasília, dias depois da produção do plano.

No dia 12 de novembro de 2022, já com a produção do plano golpista em andamento, o general Braga Netto recebeu em sua residência funcional em Brasília, localizada na SQS 112, Bloco B. Segundo o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o encontro teve o objetivo de discutir as ações do plano golpista.

Cid também relatou à PF que, alguns dias depois, presenciou o momento em que o general Braga Netto entregou uma quantidade de dinheiro vivo dentro de uma sacola para carregar vinhos. O valor, que ele não soube precisar, tinha como objetivo financiar a execução das ações do plano “punhal verde e amarelo”.

A reportagem descobriu que, no depoimento para os investigadores, Cid relatou que Braga Netto tentou obter esses valores junto ao PL (Partido Liberal). O objetivo seria utilizar recursos públicos lançados de modo fraudulento na prestação de contas do partido à Justiça Eleitoral. No entanto, o general foi dissuadido devido aos riscos envolvidos e da possível descoberta. Assim, segundo Cid, o dinheiro entregue pelo general na sacola de vinho foi “obtido junto ao pessoal do agronegócio”. Os nomes das pessoas que teriam entregado o dinheiro não foram revelados.

Após a reunião realizada na casa de Braga Netto, os investigados passaram a distribuir entre si um documento intitulado “Copa 2022”, que teria sido aprovado durante o encontro para avalizar a atuação dos “kids pretos” na execução do plano golpista. O documento chegava a indicar as necessidades iniciais de logística e recursos para custear a operação clandestina.

R$ 100 mil

Antes da descoberta dessa reunião e da entrega do dinheiro, a PF já tinha identificado mensagens entre Mauro Cid e outro militar falando sobre a necessidade de arrecadar cerca de R$ 100 mil, cerca de U$ 20 mil.

Foi identificada uma troca de mensagens no Whatsapp no dia 14 de novembro de 2022, entre Cid e o major Rafael Martins de Oliveira. Martins afirmou que precisaria do dinheiro para arcar com custos. Cid solicita que Martins faça estimativa de custos com Hotel, Alimentação e Material, e pergunta se a quantia de R$ 100 mil é suficiente. Martins responde que sim e é orientado por Cid a trazer pessoas do Rio.

Outras ações do plano golpista: Operação 142
Em um dos trechos do relatório da PF, é apresentado ainda um outro detalhamento de medidas de exceção a serem tomadas para evitar a posse do presidente eleito, Lula. Os golpistas deixam claro como queriam interromper o processo de transição por meio da “Operação 142”.

O documento, encontrado na mesa do assessor do general Braga Netto, durante operação de busca e apreensão autorizada pela justiça na sede do PL, descreve que o plano tinha “o objetivo de subverter o Estado Democrático de Direito, utilizando uma interpretação anômala do artigo 142 da CF, de forma a tentar legitimar o golpe de Estado”.

No texto “Lula não sobe a rampa” há “clara alusão ao impedimento de que o vencedor das eleições de 2022 assumisse o cargo da presidência”. Os golpistas citaram anulação das eleições e impedimento de efetivação de Lula no cargo presidencial, o que leva a crer que o documento foi escrito entre novembro e dezembro de 2022.

Documentos apreendidos pela PF também mostram como o general Braga Netto e o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, iriam chefiar um gabinete ligado à Presidência da República para apoiar Bolsonaro na implementação de um decreto golpista após a consumação do golpe. O gabinete iria articular redes de inteligência e estratégias de comunicação para conquistar apoio nacional e internacional.

Os investigadores também arrecadaram mensagens de Braga Netto pressionando os comandantes da Aeronáutica e do Exército a aderirem ao plano. Entre as estratégias de “milícia digital”, ele teria incentivado ataques públicos e pessoais contra generais que se recusaram a aderir ao plano e seus familiares.

Em depoimento à PF, ambos os comandantes contaram que foram chamados para reuniões com Bolsonaro para aderir ao golpe. Eles afirmaram, no entanto, que recusaram as ações. O ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Jr. afirmou que o general Marco Antonio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, ameaçou prender Bolsonaro caso ele desse ordens para uso das tropas em um golpe.


FONTE:JULIANA DAL PIVA/ICL/REPRODUÇÃO 18/02/2025 21h:33

Congresso: Dino manda CGU auditar R$ 469 milhões em 'emendas Pix' sem plano de trabalho

 

                                        foto: reprodução/Rosineu Coutinho/SCO/STFR

O ministro Flavio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (18) que a Controladoria-Geral da União (CGU) conclua, em 60 dias, uma nova auditoria sobre R$ 469,4 milhões em “emendas Pix” que foram transferidas a estados e municípios, em 2024, sem que houvesse a apresentação de planos de trabalho para a aplicação do dinheiro.

Ele determinou também que a CGU audite 126 transferências especiais que tiveram planos de trabalho aprovados em 2024 e anos anteriores, com o objetivo de averiguar se tiveram execução adequada.

Em outro ponto, Dino sublinha uma constatação do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo a qual apenas 19% das transferências liberadas nos últimos seis anos são rastreáveis até o destinatário final. O tribunal de contas pediu que o CPF ou CNPJ de quem recebe o dinheiro passe a constar nos extratos bancários. O ministro deu 60 dias para que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal adequem seus sistemas a atendam ao pedido.

Ao mencionar as emendas Pix, Dino se refere às emendas de transferência especial, que não possuem finalidade definida previamente e são transferidas diretamente aos entes federados por opção de algum parlamentar, que escolhe o destino de parte do Orçamento da União. Desde 2019, tais destinações são impositivas, ou seja, de liberação obrigatória pelo governo federal.

Plano obrigatório

O Supremo já decidiu que todas as transferências especiais dependem do cadastro de um plano de trabalho para que o dinheiro seja liberado. Sem o documento, tais repasses não atendem a critérios constitucionais mínimos de transparência e rastreabilidade, decidiu o plenário.

A determinação valeu já para o ano de 2024, quando o cadastro dos planos de trabalho na plataforma Transferegov.br passou a ser acompanhado de perto pelo TCU. Segundo relatório mais recente, com dados atualizados até a última quinta-feira (13), no ano passado houve 644 repasses feitos sem a apresentação de planos de trabalho, o equivalente a R$ 469,4 milhões.

Na decisão desta terça, Dino apontou o risco de que possa bloquear os recursos. Ele frisou que o plenário do Supremo já decidiu “acerca da obrigatoriedade de apresentação e aprovação prévias dos Planos de Trabalho, sob pena de caracterização de impedimento de ordem técnica à execução das emendas”. 

O ministro destacou que somente em janeiro deste ano uma portaria conjunta dos ministérios da Gestão e Inovação e da Fazenda criou novas categorias para classificar as transferências especiais de acordo com a apresentação ou não dos respectivos planos.

“É importante lembrar que, anteriormente, não havia tais registros eficazes quanto à execução das ‘emendas PIX’, dando ensejo à utilização de recursos de forma desconectada com as necessidades locais e com as prioridades estabelecidas nos planos de desenvolvimento regional”, escreveu Dino.

Entenda

Nos últimos meses, o ministro tem protagonizado um embate com o Congresso em torno da liberação de emendas parlamentares impositivas. Dino tem bloqueado a liberação de recursos que não permitam identificar qual o padrinho político da transferência, quem é o destinatário final do dinheiro e como os valores foram gastos.

A atuação do Supremo ocorre depois de o Congresso ter ampliado seu poder sobre o Orçamento da União nos últimos anos. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, por exemplo, foram inseridos mais de R$ 49,2 bilhões em emendas parlamentares. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.

Fonte: Ag. Brasil - 18/02/2025

Salvador: Após ser demitido, segurança que cantou no Barradão é contratado pelo Bahia


                                               Foto: Divulgação / EC Bahia

Após relatar nas redes sociais sua demissão ao ser filmado cantando uma música em apoio ao Bahia no jogo do Esquadrão no estádio do Barradão, no último sábado (15), o segurança Joelton foi contratado pelo Esquadrão de Aço e passará a atuar nos jogos do clube.


Joelton também ganhará um ano de renda compatível com sua função e foi presenteado com um curso de formação de segurança privada. O Bahia ainda presenteou o apaixonado torcedor com uma camisa oficial do clube.

 

 


Além disso, o tricolor foi convidado pela Viva Sorte Bet, patrocinadora máster do Bahia, para assistir à partida entre Bahia e The Strongest, no próximo dia 25, no camarote do patrocinador, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.


Fonte:BN -18/02/2025

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Saúde: Quem é o deputado federal operado após exame achar “buraco” no coração

 

                                             Foto:reprodução


Presidente nacional do Republicanos desde 2011, o advogado Marcos Antonio Pereira, de 54 anos, está no segundo mandato como deputado federal na Câmara dos Deputados. O parlamentar realizou, nesta segunda-feira (17/2), uma cirurgia para tratar de um problema no coração. Exames realizados no sábado (15/2) identificaram um “buraco” no coração do parlamentar.

Pereira se filiou ao Republicanos em 2019. O parlamentar também é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus. Ele é sócio-proprietário de um escritório de advocacia que leva o nome dele e também já foi titular do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, de 2016 a 2018, sob a presidência de Michel Temer.

O deputado federal se graduou em direito pela Universidade Paulista, em 2005, e se especializou em Direito e Processo Penal pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sagrou-se mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, em 2020.

O partido de Pereira publicou nas redes sociais uma nota na qual informou que o político está bem e se recupera da cirurgia. O procedimento, diz o partido, consistiu no implante de uma prótese de fechamento do Forame Oval Patente (FOP).

“O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, foi submetido a uma cirurgia cardíaca no início desta tarde (17/2) para a colocação de uma prótese de fechamento do FOP – Forame Oval Patente. Um exame de rotina realizado no sábado detectou um ‘buraco’ no coração do deputado. Marcos Pereira está bem, em recuperação, e em breve estará de volta às atividades do mandato”, diz a nota divulgada pelo partido.

A legenda ainda explicou que a prótese de fechamento do (FOP) é um dispositivo utilizado para corrigir uma comunicação irregular entre os átrios do coração. O problema poderia permitir a passagem de pequenos coágulos e aumentar o risco de um acidente vascular cerebral (AVC).

Fonte:METRÓPOLES -17/02/2025

Bahia: Adolescente morre após injetar água com borboleta esmagada

Davi Nunes Moreira
Reprodução - Davi Nunes Moreira

Davi Nunes Moreira teria supostamente participado de um desafio na internet.


Um adolescente de 14 anos morreu em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, após sofrer uma infecção generalizada provocada por uma substância incomum. 

Segundo informações preliminares passadas por familiares e amigos, ele teria participado de um desafio encontrado na internet que envolvia injetar no próprio corpo uma mistura de borboleta esmagada com água.

Davi Nunes Moreira, natural do município de Planalto (BA), estava internado há sete dias no Hospital de Base, mas não resistiu à gravidade do quadro. A infecção severa se espalhou rapidamente pelo organismo, levando a complicações irreversíveis.

O caso teria relação com um suposto experimento viralizado na internet, no qual adolescentes são incentivados a realizar procedimentos arriscados sem qualquer embasamento médico. 

O corpo de Davi foi entregue à família nesta sexta-feira (14), e o velório reuniu parentes e amigos que se despediram em meio à dor e consternação.

Perigos da internet

Nos últimos anos, desafios perigosos nas redes sociais têm preocupado autoridades e especialistas. Muitos desses desafios incentivam comportamentos extremos que colocam em risco a vida de crianças e adolescentes. Um dos casos mais conhecidos foi o "Desafio da Baleia Azul", um jogo que surgiu na internet e levou jovens a cumprir uma série de tarefas arriscadas, culminando, em alguns casos, no suicídio.

Especialistas reforçam a necessidade de pais e responsáveis monitorarem a atividade online dos jovens e alertarem sobre os riscos de seguir tendências virais. Autoridades recomendam que escolas e famílias orientem crianças e adolescentes sobre o impacto dessas práticas e incentivem o uso consciente da internet.

Fonte: PORTAL IG- 17/02/2025

Porte de maconha: STF confirma decisão para uso pessoal


                                      foto:reprodução

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a íntegra da decisão em que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal e fixou a quantidade de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes.

O tema foi julgado no plenário virtual, em sessão encerrada na última sexta-feira (14). Ao final, foram rejeitados recursos protocolados pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público de São Paulo para esclarecer o resultado do julgamento, que foi finalizado em julho do ano passado.

Todos os ministros seguiram o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que no início do julgamento virtual votou pela rejeição dos recursos.

Descriminalização não legaliza a maconha

A decisão do Supremo não legaliza o porte de maconha. O porte para uso pessoal continua como comportamento ilícito, ou seja, permanece proibido fumar a droga em local público.

O Supremo julgou a constitucionalidade do Artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006). Para diferenciar usuários e traficantes, a norma prevê penas alternativas de prestação de serviços à comunidade, advertência sobre os efeitos das drogas e comparecimento obrigatório a curso educativo.

Consumir maconha em ambiente público segue ilegal (Foto: Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil)

A Corte manteve a validade da norma, mas entendeu que as consequências são administrativas, deixando de valer a possibilidade de cumprimento de prestação de serviços comunitários.

A advertência e presença obrigatória em curso educativo foram mantidas e deverão ser aplicadas pela Justiça em procedimentos administrativos, sem repercussão penal. Pela decisão, a posse e o porte de até seis plantas fêmeas de maconha também não produz consequências penais.

De todo modo, o usuário ainda pode ser considerado traficante, mesmo com quantidades pequenas de maconha, se as autoridades policiais ou judiciais encontrarem indícios de comercialização da droga, como balanças e anotações contábeis.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 17/02/2025

Mundo: Influenciador diz ter perdido US$ 1 milhão em criptomoeda indicada pelo presidente da Argentina


                                presidente da Argentina, Javier Milei — Foto: Natacha Pisarenko/AP

Na última sexta-feira, 14, o presidente argentino Javier Milei publicou no X que a criptomoeda $LIBRA incentivaria o crescimento da Argentina, deixando um link para o investimento. O ativo teve um aumento de 10 vezes após a publicação, mas despencou nas horas seguintes. Milhares de investidores perderam o dinheiro investido, incluindo o influenciador Ape (@ApeMP5), que afirma ter perdido US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,70 milhões).

Ape é um influenciador financeiro focado na compra de memecoins, que são criptomoedas inspiradas em memes ou tendências da internet. Essas moedas virtuais normalmente são altamente voláteis e ganham popularidade por meio de influenciadores e comunidades online. No seu perfil no X, Ape publicou um vídeo gritando majoritariamente em inglês, mas com trechos em espanhol, dizendo que Milei fez ele perder tudo com a criptomoeda que divulgou.

“Estou falido! Estou completamente falido! Eu vou te encontrar, [Javier Milei]: você me destruiu, eu não tenho nada! Tenho que vender meu Rolex, tive que vender tudo! Fui roubado, todos vocês me roubaram! E eu vou te encontrar, eu vou te encontrar!”, diz ele no vídeo. Ape joga um jarro de vidro na parede de um ambiente que aparece em outros vídeos do influenciador, que é usado em outras ocasiões para explodir uma garrafa de refrigerante e quebrar um espelho.

Posteriormente, o jovem compartilhou outro desabafo. “Como consegui perder tanto dinheiro com a mentira da Argentina? Um milhão de dólares! Qual é o nome do presidente? Nem sequer sei o nome dele. Não sei para onde foi meu dinheiro.”

Com cerca de 66,7 mil seguidores, não há indicações de sua nacionalidade no perfil. No entanto, ao criticar Milei, Ape fala trechos em espanhol fluente, e diz na publicação que é hispanofalante.

Ele aproveitou o momento para criticar outros casos de similares de criptomoedas, citando Cuba e África. “Por que permitimos que esses países pobres simplesmente venham aqui, criem criptomoedas e roubem?”, afirma ele em vídeo.

O próprio influencer avisa sobre memecoins

Ape também publicou que está envolvido em um projeto para que os impactados pela moeda virtual tenham seus recursos de volta. Ele não especificou como isso aconteceria, mas disse que irá aparecer na televisão argentina nesta segunda-feira, 17. Na publicação, ele ressaltou que Milei o bloqueou no X.

Ape tem um aviso em sua página no X em que alerta para o alto risco de se investir em criptomoedas, especialmente memecoins. “Esteja ciente de que inesperadas e rápidas flutuações de mercado podem resultar em perdas financeiras substanciais. Considere consultar um consultor financeiro antes de se envolver em qualquer investimento envolvendo criptomoedas”, diz um trecho do extenso aviso.

No documento, Ape ressalta que o conteúdo do seu perfil não deve ser entendido como conselho financeiro e que sua atuação é puramente para entretenimento.

Outros influenciadores, como Thread Guy e Clemente, também afirmaram terem perdido recursos com a criptomoeda.

Entenda o caso

No X, Milei divulgou a memecoin $LIBRA, o que levou a uma valorização relâmpago do ativo virtual. Após a postagem, a criptomoeda começou a se valorizar de forma muito rápida, atingindo valor próximo a US$ 5 mil em poucas horas. Após a disparada por conta do alto volume de investimento, os desenvolvedores da moeda passaram então a vender seus ativos, o que fez com que a moeda perdesse praticamente todo seu valor.

A venda em massa após a valorização fez com que a moeda entrasse em colapso. De acordo com o La Nacion, o volume de recursos movimentados pelas compras e vendas chegou a US$ 4,5 bilhões no intervalo de duas horas.

Em meio ao colapso da criptomoeda, Milei apagou a mensagem e publicou uma nova em suas redes sociais na madrugada de sábado. Nela, argumenta que não tinha detalhes sobre a criptomoeda que acabara de divulgar. Milei agora está envolto em uma polêmica que faz com que a oposição passe a falar de impeachment, além de sofrer uma investigação anunciada pelo próprio governo para esclarecer o caso.


Fonte: ISTOÉ - 17/02/2025