• Praça do Feijão, Irecê - BA

segunda-feira, 17 de março de 2025

Judiciário: Padre Kelmon processa Azul e perde ação por não “comprovar pobreza”

                                    foto:reprodução



O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu arquivar e encerrar uma ação de indenização movida pelo Padre Kelmon (PL) contra uma companhia aérea porque o religioso não pagou as custas judiciais para o andamento do processo.

Figura conhecida no cenário político nacional, Kelmon entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra a Azul Linhas Aéreas devido ao cancelamento de dois voos da empresa em setembro de 2024. Ele pediu R$ 62 mil de danos morais. A coluna teve acesso à íntegra do processo.

O ex-candidato a Presidência da República nas eleições de 2022 alega nos autos que teria ficado mais de 24 horas no saguão do aeroporto sem assistência da companhia aérea. Kelmon chegou a reportar o caso nas redes sociais no mesmo dia, quando, segundo disse, completavam 12 horas de “descaso” da Azul.

No processo, a defesa de Padre Kelmon alegou que o político-religioso sofreu prejuízos significativos, e que a companhia aérea feriu o Código de Defesa do Consumidor. “Ele foi obrigado a suportar fome, sede e a impossibilidade de realizar suas necessidades mais básicas, como alimentação e higiene pessoal”.

O padre se declara “sacerdote sem renda própria e dependente de doações” e requereu, inicialmente, os benefícios da Justiça gratuita. O benefício foi indeferido, porque o religioso não apresentou provas solicitadas pela Justiça, como extrato bancário dos último três meses, que comprovassem a “hipossuficiência” dele.

Nas eleições de 2022, ele declarou ter R$ 8 mil na poupança, seu único patrimônio.

Agenda política de Padre Kelmon

Kelmon adquiriu uma passagem aérea para o dia 12 de setembro de 2024, com o itinerário Salvador (BA) – João Pessoa (PB), com escala em Recife (PE).

O objetivo da viagem era participar da inauguração de um comitê político na capital paraibana. “Evento considerado de extrema importância para sua carreira pública”, argumentou a defesa no processo.

Antes da viagem cheia de problemas, Kelmon se filiou ao Partido Liberal (PL), comandado por Valdemar Costa Neto. A legenda tem entre seus filiados o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

5 imagens
Padre Kelmon se filiou ao PL em setembro de 2024
Padre Kelmon ao lado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em ato de filiação
Padre Kelmon e Jair Bolsonaro durante debate nas eleições de 2022
Padre Kelmon foi candidato a Presidência da República em 2022

O que Padre Kelmon não apresentou à Justiça

Ao mover a ação contra a Azul, Padre Kelmon pediu o benefício da Justiça gratuita. O benefício livra uma das partes do processo de arcar com as custas judiciais.

Toda ação judicial gera uma série taxas e despesas aos tribunais, por exemplo, com custos de impressão, remessa processual, diligências, entre outros encargos burocráticos.

Como Padre Kemon pediu a concessão do benefício, a juíza Renata Longo Vilalba Serrano Nunes solicitou que ele apresentasse provas, sob pena de indeferimento do benefício de gratuidade. Dessa forma, Kelmon teria que apresentar o Registrato do Banco Central com os extratos bancários dos últimos três meses, bem como os extratos de todas as faturas de cartões de crédito e débito do mesmo período.

Como Padre Kelmon não apresentou a documentação solicitada, o pedido de justiça gratuita foi indeferido em decisão de 30 de outubro de 2024. A magistrada deu prazo de 15 dias para o recolhimento das custas processuais, sob pena de extinção do processo.

A defesa de Padre Kelmon tentou reverter a situação duas vezes, pedindo parcelamento do pagamento, o que também foi negado pela Justiça

Como não houve pagamento dentro do prazo estabelecido, a juíza Tais Helena Fiorini Barbosa encerrou o processo e arquivou o caso dele contra a Azul. A sentença transitou em julgado em 10 de fevereiro deste ano. Veja a decisão:

ReproduçãoJuíza arquiva e encerra processo movido por Padre Kelmon contra a Azul Linhas Aéreas
Juíza arquiva e encerra processo movido por Padre Kelmon contra a Azul 

FONTE: TÁCIO LORRAN/METRÓPOLES - 17/03/2025

STF: Como foi a reação de ministros ao ato de Bolsonaro no Rio


                                          foto:BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Ministros do STF avaliaram, nos bastidores, que o ato pró-anistia liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (16/3), no Rio de Janeiro, foi menor do que o esperado pelos organizadores.

Ao longo do domingo, ministros do Supremo compartilharam entre si análises que apontavam um público entre 30 mil e 35 mil pessoas presentes na Praia de Copacabana para o ato.

4 imagens
Bolsonaro posa para foto
Manifestantes no Rio de Janeiro em ato em defesa pela anistia, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Deputado Zé Trovão com apoiador

O cálculo, de acordo com um ministro ouvido sob reserva pela coluna, teria sido feito considerando a distância, a metragem quadrada e uma métrica de três pessoas presentes por metro quadrado.

O número recebido por ministros do STF é mais de 10 vezes menor do que o público de 400 mil pessoas calculado pela Polícia Militar – no entanto, maior do que os 18,3 mil calculados por pesquisadores da USP.

Todos os três números — o dos ministros do STF, o da PM do Rio e o da USP — são menores do que a expectativa dos organizadores, que diziam esperar 1 milhão de pessoas e, depois, 500 mil pessoas no ato.

Discurso de Bolsonaro

Nos bastidores, ministros do STF avaliaram o discurso de Bolsonaro na manifestação como “dos males o menor”. A avaliação é que o ex-presidente não radicalizou tanto como em outros atos.

Em sua fala, Bolsonaro defendeu a anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro, criticou o inquérito do golpe e seu relator, ministro do STF Alexandre de Moraes, e disse que não pretende fugir do Brasil.

O ex-presidente também voltou a dizer que teria sido prejudicado nas eleições de 2022, as quais perdeu para Lula. Bolsonaro ainda criticou o atual governo, comparando seus integrantes com seus ex-ministros.

Na avaliação de ministros do STF, a manifestação não terá qualquer efeito no julgamento pela Corte de Bolsonaro e de outros acusados de envolvimento no 8 de Janeiro e no inquérito do golpe.

Fonte: IGOR GADELHA - 17/03/2025

domingo, 16 de março de 2025

Cultura: Confira as datas da turnê de despedida do cantor Gilberto Gil



                                                       Gilberto Gil,  na Arena Fonte Nova 15/03/2025 -foto: Let's Go/reprodução/google


O cantor, compositor baiano Gilberto Gil iniciou ontem pela cidade de Salvador, a sua turnê de despedida dos palcos intitulada "Tempo Rei". Com 82 anos, o músico com reconhecimento internacional realizará  após o show em Salvador mais 17 show pelo país. O próximo na cidade do Rio de Janeiro nos dias 29 e 30, encerrando em novembro de 2025 na cidade do Recife.

Confira as Datas, capitais e locais:

 

29 e 30 de março e 5 e 6 de abril de 2025 - Rio de Janeiro - Farmasi Arena
 

11, 12, 25 e 26 de abril de 2025 - São Paulo - Allianz Parque
 

31 de maio e 1º de junho - Rio de Janeiro - Marina da Glória
 

7 de junho de 2025 - Brasília - Arena BRB
 

14 de junho de 2025 - Belo Horizonte - Arena MRV
 

5 de julho de 2025 - Curitiba - Ligga Arena
 

9 de agosto de 2025 - Belém - Estádio Mangueirão
 

6 de setembro - Porto Alegre - Estádio Beira Rio
 

15 de novembro de 2025 - Fortaleza - Centro de Formação Olímpica
 

22 de novembro de 2025 - Recife - Classic Hall 



Fonte:Folhapress -c/adaptações 16/03/2025

Salvador: Gilberto Gil inicia da turnê de despedida com homenagem a filha e fãs gritando: 'sem anistia'

foto:reprodução/revista Let's Go






O primeiro show da turnê “Tempo Rei”, de Gilberto Gil, teve gritos de “sem anistia” e uma homenagem para Preta, filha do artista que está em tratamento contra o câncer. 

A apresentação aconteceu neste sábado (15), na Arena Fonte Nova, em Salvador, e reuniu famílias baianas com idosos, crianças e adolescentes.
                   
    CONFIRA A REPORTAGEM  E VÍDEOS NO G1/BAHIA DESTE DOMINGO (16) NO LINK ABAIXO:


https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2025/03/15/show-gilberto-gil-salvador.ghtml

Salvador: Envolvido em sequestro do presidente de partido teria agido sem aval do CV


                            foto:reprodução/Joilson César/ BNews e Reprodução / Google Street View


Apontado como um envolvidos no sequestro do presidente do PV da Bahia, Ivanilson Gomes, ocorrido na última sexta-feira (14), o secretário estadual da Juventude do partido, Gabriel Luís, teria planejado o crime sem a autorização da cúpula do Comando Vermelho (CV). A informação é do jornal Correio. Ele é morador do Boqueirão, localidade do Complexo do Nordeste de Amaralina, onde está instalado um “QG” da organização criminosa.

Informações obtidas pelo BNews dão conta que Gabriel teria facilitado a ação dos sequestradores, abrindo o portão do prédio para os criminosos entrarem. Membros do PV avaliavam expulsá-lo do partido por má conduta.


O sequestro de Ivanilson Gomes passou a ter uma grande repercussão na imprensa e, com o vazamento do nome dos envolvidos no caso, membros do CV passaram a procurar por Gabriel, que acabou se entregando à polícia. Familiares do secretário deixaram o local às pressas temendo represália.

Nos bastidores, acredita-se que Gabriel teria planejado o sequestro depois que Ivanilson fez um acordo com o secretário. Outra versão é que o crime foi motivado por conta de uma dívida que o funcionário do PV tinha com o CV.

Ivanilson Gomes foi liberado pelos sequestradores na noite deste sábado (15). Ele chegou ao condomínio onde mora após ser solto e foi levado a um hospital para avaliação médica, após 36 horas em poder dos melioantes.

Rio: Fiasco de público em ato de Bolsonaro confirma que anistia não tem apoio popular

                                     foto:reprodução/ICL

O ato organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores para tentar mostrar uma suposta “adesão popular” ao projeto da anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro não teve força. Imagens da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16), mostram uma manifestação esvaziada, sem ao menos lotar completamente um quarteirão.

Tratava-se de um ato de caráter nacional, reunindo lideranças da extrema direita de todo o país. O ex-presidente tinha dito esperar um milhão de pessoas, o que não ocorreu. Segudo o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), no entanto, só estiveram presentes 16,2 mil pessoas.

A deputada federal Jandira Feghali (PC do B-RJ) falou ao ICL Notícias sobre o ato deste domingo em Copacabana. A parlamentar classificou o movimento como “pequeno” para um “ato nacional”, refletindo uma “perda clara de apoio na sociedade”.

“Um ato pequeno para o Rio, imagine um ato nacional. Ficou claro que o pedido de anistia é para Bolsonaro e nao para as ‘velhinhas com biblia na mão’. Perda clara de apoio na sociedade. A democracia é um valor importante e tambem há corrupção em investigação. Ato estreito politicamente, os mesmos bolsonaristas de sempre. Sem peso”, analisou Jandira.

Além do projeto da anisita, o movimento também buscava atacar a denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro e aliados sobre a trama golpista após a derrota na eleição presidencial de 2022. O ex-presidente foi condenado pela Justiça Eleitoral em dois processos e está impedido de concorrer até 2030.

O protesto aconteceu uma semana antes de o Supremo Tribunal Federal começar a julgar denúncia da Procuradoria-Geral da República que pode tornar Bolsonaro réu, no próximo dia 25.

O STF já condenou 476 pessoas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e vandalizadas. A Advocacia-Geral da União (AGU) aponta que os ataques golpistas causaram um prejuízo de R$ 26,2 milhões ao patrimônio público.

Ato esvaziado

Ao longo da manhã, circularam pelas redes sociais inúmeras imagens mostrando o esvaziamento do ato dos bolsonaristas. Mesmo com a convocação de apoiadores do bolsonarismo de todo o país, os presentes não ocuparam mais que um quarteirão da Avenida Atlântica. 

Os bolsonaristas, em imagens divulgadas em seus perfis, até tentaram esconder o esvaziamento do ato. As imagens aéreas, no entanto, revelaram a baixa presença do público.

ato bolsonarismo

Imagens mostram uma manifestação esvaziada. (Foto: Reprodução)

Estiveram presentes no palanque de Bolsonaro os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), de Santa Catarina, Jorginho Melo (PL), e de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil).

Ao lado de Bolsonaro, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou ter “fé” que o ex-presidente será candidato em 2026. Bolsonaro foi condenado pela Justiça Eleitoral em dois processos e está impedido de concorrer até 2030. Apesar disso, insiste em se apresentar como candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

“Tenho fé. Tenho fé, sim, que Bolsonaro será candidato a presidente da República. Com esse governo, o combustível ficou caro. Então, volta, Bolsonaro. A carne ficou cara. Então, volta, Bolsonaro. A energia ficou cara. Então, volta, Bolsonaro”, disse Valdemar.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), puxou coro de “anistia já”. “Esse povo veio de graça [para o ato] para pedir anistia já. O Rio de Janeiro clama ao Brasil: anistia já”, declarou.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu anistia aos “inocentes que receberam penas desarrazoadas” por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. “Ninguém aguenta mais inflação. Porque tem um governo irresponsável que gasta mais do que deve. Ninguém aguenta mais o arroz caro, o feijão caro, a gasolina cara. O ovo caro! Prometeram picanha e não tem nem ovo”, afirmou.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, afirmou que entrará com pedido pela urgência do projeto de lei que propõe anistiar os envolvidos pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. O “PL da Anistia” está sendo debatido desde o ano passado.

“Estou assumindo aqui o compromisso com todos vocês de que nesta semana, quinta-feira [20], na reunião do colégio de líderes, nós vamos dar entrada com a minha assinatura e dos 92 deputados do PL e de vários outros partidos que eles vão ficar surpresos, para que nós possamos pedir a urgência do PL da Anistia para entrar na pauta na semana que vem”, afirmou.

Bolsonaro denunciado por golpe

O ex-presidente e mais sete pessoas enfrentam denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso da suposta intenta golpista. A Primeira Turma do STF analisará a denúncia no dia 25 de março. Caso o Supremo aceite a denúncia, Bolsonaro se tornará réu.

Rio: "Área VIP" de Bolsonaro tem governadores e pastores influencers

                                        foto:reprodução/metrópoles

A “área VIP” onde o ex-presidente Jair Bolsonaro tomou café da manhã antes da manifestação no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (16/3), teve presenças importantes para o cenário político. Os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-SP) compareceram, junto com pastores influencers, que reforçarão a cobertura do ato que pede anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.

Uma presença que chamou a atenção dos aliados de Bolsonaro foi a do pastor Cláudio Duarte, que conta com 10,3 milhões de seguidores no Instagram. O pastor Silas Malafaia, velho conhecido do bolsonarismo, também esteve na área reservada às lideranças políticas da manifestação, que acontece em Copacabana.

Estiveram com Bolsonaro no local outras lideranças, inclusive do Congresso. A lista inclui: o líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS); o senador Izalci Lucas (PL-DF); os deputados Evair Vieira de Melo (PP-ES) e Rodolfo Nogueira (PL-MT).

A manifestação ocorre nove dias antes do começo do julgamento do ex-presidente. No dia 25/3, o STF decidirá se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o ex-mandatário e outras 33 pessoas. Eles foram denunciados por uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Apesar da comunicação da direita argumentar que o pedido de anistia é feito para o benefício dos presos e processados por suposta participação na manifestação golpista, aliados de Bolsonaro entendem que a medida também poderia beneficiá-lo. O projeto de anistia está parado no Congresso e depende da vontade do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e dos líderes para ser pautado.

Fonte: METRÓPOLES - 16/03/2025