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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Mãe de Marília Mendonça fala pela 1ª vez sobre polêmica de divisão do seguro

                               foto:reprodução/TV Globo



Durante entrevista ao Fantástico neste domingo (13/7), dona Ruth Moreira quebrou o silêncio sobre a polêmica envolvendo a divisão do valor do seguro da aeronave que vitimou sua filha, Marília Mendonça, em 2021. A empresária lamentou o julgamento público e destacou que também perdeu o irmão no acidente.

“O povo só esquece que eu tinha um irmão ali também. Não era só uma filha, não. Naquele dia também morreu meu irmão. Eu estava vivendo um luto duas vezes”, disse a empresária.

Negou contato com familiares das vítimas


“Eu não conversei com nenhuma dessas pessoas. O doutor chegou aqui, o meu advogado, e falou: ‘O juiz entendeu que tem que ser feito assim. Ele entendeu que a maior parte a Marília tem que receber’”, disse. “Foi uma decisão do juiz”, reforçou.

O advogado da família, Robson Cunha, esclareceu que Ruth não participou diretamente de nenhuma negociação. “Dona Ruth, em nenhum momento, fez nenhuma tratativa com nenhuma das partes. Quem tratou desse assunto foram os representantes legais, os advogados.”

Valor teria sido partilhado pela empresa de taxi aéreo


Segundo ele, a seguradora responsável pelo avião fez o depósito do valor total em juízo, e a minuta enviada pela empresa de táxi aéreo já indicava a divisão dos valores.

“A seguradora fez o depósito em juízo do valor, e quando nós recebemos a minuta da empresa de táxi aéreo, nós já recebemos com essa divisão”, explicou.

Cunha ainda ressaltou que o único beneficiário da apólice é Léo, filho de Marília. Ao ser questionado se houve alguma solicitação da defesa de dona Ruth para modificar a partilha do seguro, o advogado disse que “houve tratativas”, mas reforçou que a minuta com os valores já havia sido recebida daquele modo. Segundo ele, a proposta partiu do advogado da empresa de táxi aéreo.

A polêmica do seguro


Após o acidente aéreo que tirou a vida de Marília Mendonça e de outras quatro pessoas, em 2021, surgiram acusações de que dona Ruth teria procurado a seguradora em menos de 24 horas e solicitado US$ 500 mil — metade do valor total da apólice de US$ 1 milhão.

De acordo com essas alegações, ela teria proposto receber as quantias destinadas às demais famílias, sob a justificativa de que Marília era a figura principal no voo.

Em resposta, o advogado Robson Cunha afirmou que o valor integral do seguro foi depositado na conta de Léo, único herdeiro da cantora. Ele destacou ainda que todos os envolvidos concordaram com os termos do acordo e que as acusações fazem parte de uma campanha para prejudicar dona Ruth na disputa judicial pela guarda do neto.

Tarifaço de Trump: Presidente do Supremo diz que Trump tem ‘compreensão imprecisa dos fatos’


                                    foto:reprodução


(Folhapress) – O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, divulgou uma carta neste domingo (13) em que, sem citar nominalmente o governo Donald Trump, rebate os argumentos dados pelo republicano para impor uma taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos EUA.

Barroso diz que democracia não dá o direito de “torcer a verdade ou negar fatos concretos”. “A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. A oposição e a alternância no poder são da essência do regime. Porém, a vida ética deve ser vivida com valores, boa-fé e a busca sincera pela verdade”, escreveu o ministro (leia mais abaixo a carta na íntegra).

Ministro rebateu afirmação de Trump de que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreria uma “caça às bruxas”. “O julgamento ainda está em curso. […] Se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos. […] No Brasil de hoje, não se persegue ninguém. Realiza-se a justiça, com base nas provas e respeitado o contraditório”, diz Barroso.

Presidente do STF relembra ataques contra a democracia ao longo dos anos e diz que esperou o governo Lula (PT) se posicionar primeiro. “Cabia ao Executivo e, particularmente, à Diplomacia – não ao Judiciário – conduzir as respostas políticas imediatas, ainda no calor dos acontecimentos”.

Tarifaço de Trump

O presidente Donald Trump anunciou na quarta-feira a aplicação de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos brasileiros. As taxas entrarão em vigor no dia 1º de agosto.

No anúncio, o republicano escreveu que Bolsonaro sofre uma “caça às bruxas”. “Esse julgamento [sobre a tentativa de golpe de Estado] não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar imediatamente!”, argumentou Trump. Ele também citou uma suposta desigualdade na relação comercial com o Brasil.

No entanto, relatório publicado na sexta-feira pela Amcham Brasil revela que o superávit comercial dos EUA em relação ao Brasil alcançou US$ 1,7 bilhão. Isso representa um aumento de aproximadamente 500% em comparação com o mesmo período de 2024.

Trump

Donald Trump

Tarifaço anunciado por Trump provocou discussão entre apoiadores e opositores de Lula. Em entrevista ao Jornal da Record na quinta-feira, o presidente brasileiro disse que Bolsonaro deveria assumir a responsabilidade pelas taxas. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o petista contribuiu para a crise, mas que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, é o principal culpado.

Leia a carta de Barroso na íntegra:

“Em defesa da Constituição, da democracia e da Justiça

Em 9 de julho último, foram anunciadas sanções que seriam aplicadas ao Brasil, por um tradicional parceiro comercial, fundadas em compreensão imprecisa dos fatos ocorridos no país nos últimos anos. Cabia ao Executivo e, particularmente, à Diplomacia – não ao Judiciário – conduzir as respostas políticas imediatas, ainda no calor dos acontecimentos. Passada a reação inicial, considero de meu dever, como chefe do Poder Judiciário, proceder à reconstituição serena dos fatos relevantes da história recente do Brasil e, sobretudo, da atuação do Supremo Tribunal Federal.

As diferentes visões de mundo nas sociedades abertas e democráticas fazem parte da vida e é bom que seja assim. Mas não dão a ninguém o direito de torcer a verdade ou negar fatos concretos que todos viram e viveram. A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas. A oposição e a alternância no poder são da essência do regime. Porém, a vida ética deve ser vivida com valores, boa-fé e a busca sincera pela verdade. Para que cada um forme a sua própria opinião sobre o que é certo, justo e legítimo, segue uma descrição factual e objetiva da realidade.

Começando em 1985, temos 40 anos de estabilidade institucional, com sucessivas eleições livres e limpas e plenitude das liberdades individuais. Só o que constitui crime tem sido reprimido. Não se deve desconsiderar a importância dessa conquista, num país que viveu, ao longo da história, sucessivas quebras da legalidade constitucional, em épocas diversas.

Essas rupturas ou tentativas de ruptura institucional incluem, apenas nos últimos 90 anos: a Intentona Comunista de 1935, o golpe do Estado Novo de 1937, a destituição de Getúlio Vargas em1945, o contragolpe preventivo do Marechal Lott em 1955, a destituição de João Goulart em 1964, o Ato Institucional nº 5 em1968, o impedimento à posse de Pedro Aleixo e a outorga de uma nova Constituição em 1969, os anos de chumbo até 1973 e o fechamento do Congresso, por Geisel, em 1977. Levamos muito tempo para superar os ciclos do atraso. A preservação do Estado democrático de direito tornou-se um dos bens mais preciosos da nossa geração. Mas não foram poucas as ameaças.

Nos últimos anos, a partir de 2019, vivemos episódios que incluíram: tentativa de atentado terrorista a bomba no aeroporto de Brasília; tentativa de invasão da sede da Polícia Federal; tentativa de explosão de bomba no Supremo Tribunal Federal (STF); acusações falsas de fraude eleitoral na eleição presidencial; mudança de relatório das Forças Armadas que havia concluído pela ausência de qualquer tipo de fraude nas urnas eletrônicas; ameaças à vida e à integridade física de Ministros do STF, inclusive com pedido de impeachment; acampamentos de milhares de pessoas em portas de quarteis pedindo a deposição do presidente eleito. E, de acordo com denúncia do Procurador-Geral da República, uma tentativa de golpe que incluía plano para assassinar o Presidente da República, o Vice e um Ministro do Supremo.

Foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições, como ocorreu em vários países do mundo, do Leste Europeu à América Latina. As ações penais em curso, por crimes diversos contra o Estado democrático de direito, observam estritamente o devido processo legal, com absoluta transparência em todas as fases do julgamento. Sessões públicas, transmitidas pela televisão, acompanhadas por advogados, pela imprensa e pela sociedade.

O julgamento ainda está em curso. A denúncia da Procuradoria da República foi aceita, como de praxe em processos penais em qualquer instância, com base em indícios sérios de crime. Advogados experientes e qualificados ofereceram o contraditório. Há nos autos confissões, áudios, vídeos, textos e outros elementos que visam documentar os fatos. O STF vai julgar com independência e com base nas evidências. Se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos. Assim funciona o Estado democrático de direito.

Para quem não viveu uma ditadura ou não a tem na memória, vale relembrar: ali, sim, havia falta de liberdade, tortura, desaparecimentos forçados, fechamento do Congresso e perseguição a juízes. No Brasil de hoje, não se persegue ninguém. Realiza-se a justiça, com base nas provas e respeitado o contraditório. Como todos os Poderes, numa sociedade aberta e democrática, o Judiciário está sujeito a divergências e críticas. Que se manifestam todo o tempo, sem qualquer grau de repressão. Ao lado das outras instituições, como o Congresso Nacional e o Poder Executivo, o Supremo Tribunal Federal tem desempenhado com sucesso os três grandes papeis que lhe cabem: assegurar o governo da maioria, preservar o Estado democrático de direito e proteger os direitos fundamentais.

Por fim, cabe registrar que todos os meios de comunicação, físicos e virtuais, circulam livremente, sem qualquer forma de censura. O STF tem protegido firmemente o direito à livre expressão: entre outras decisões, declarou inconstitucionais a antiga Lei de Imprensa, editada no regime militar (ADPF 130), as normas eleitorais que restringiam o humor e as críticas a agentes políticos durante as eleições (ADI 4.1451), bem como as que proibiam a divulgação de biografias não autorizadas (ADI 4815). Mais recentemente, assegurou proteção especial a jornalistas contra tentativas de assédio pela via judicial (ADI 6792).

Chamado a decidir casos concretos envolvendo as plataformas digitais, o STF produziu solução moderada, menos rigorosa que a regulação europeia, preservando a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a liberdade de empresa e os valores constitucionais. Escapando dos extremos, demos um dos tratamentos mais avançados do mundo ao tema: conteúdos veiculando crimes em geral devem ser removidos por notificação privada; certos conteúdos envolvendo crimes graves, como pornografia infantil e terrorismo devem ser evitados pelos próprios algoritmos; e tudo o mais dependerá de ordem judicial, inclusive no caso de crimes contra honra.

É nos momentos difíceis que devemos nos apegar aos valores e princípios que nos unem: soberania, democracia, liberdade e justiça. Como as demais instituições do país, o Judiciário está ao lado dos que trabalham a favor do Brasil e está aqui para defendê-lo.”


FONTE: ICL NOTÍCIAS - 14/07/2025

Salvador: Delegado é baleado e suspeito morre durante operação policial na Engomadeira

 

                                      foto:reprodução

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta segunda-feira (14) no bairro de Engomadeira, em Salvador, terminou em tiroteio e deixou três pessoas baleadas, entre elas um delegado. A ação aconteceu nas primeiras horas do dia, durante uma diligência para cumprimento de um mandado judicial.

A equipe teria sido recebida a tiros ao chegar ao local onde acontecia uma festa tipo paredão, que havia começado na noite anterior. Durante o confronto, o delegado Jean Fiuza, da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), foi atingido no braço. Ele foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado sem risco de morte.

Além do delegado, uma mulher e um homem também foram baleados. Informações preliminares indicam que a mulher estaria apenas participando da festa e acabou ferida no meio do tiroteio. Já o homem, que não resistiu aos ferimentos, seria integrante de uma facção criminosa.

A Polícia Civil confirmou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga uma tentativa de homicídio contra o delegado. A corporação informou ainda que diligências estão em andamento para identificar e localizar os autores dos disparos.


Fonte: Bocão News - 14/07/2025

domingo, 13 de julho de 2025

Educação: Inscrições para Prova Nacional Docente 2025 começam na segunda (13)


abio Rodrigues-Pozzebom/ Ag                 ência Brasil
                                         Camilo Santana -min. da Educação -foto:Fabio Pozzebom


As inscrições para a primeira edição da Prova Nacional Docente começam na segunda-feira (14), exclusivamente pelo Sistema PND, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O prazo termina no dia 25 deste mês.

Nesta sexta-feira (11), o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que tem boas expectativas para o número de docentes interessados em participar da primeira edição da prova, que poderá ser usada em concursos e seleções estaduais e municipais em 2026, como etapa única ou complementar de entrada no magistério público. Santana deu a informação ao divulgar o índice de alfabetização de 2024 no país, 

O ministro destacou a adesão de mais de 80% dos estados à prova, apelidada de CNU dos Professores, em 2025, e citou os objetivos da PND, como parte da estratégia do Programa Mais Professores para o Brasil do governo federal.

“Vai ser um passo importante para reconhecer e melhorar a qualidade dos profissionais nas redes da educação básica brasileira; uniformizar e garantir que os municípios dos estados brasileiros possam ter critérios mais padronizados de seleção dos seus professores, que esse exame possa ser uma etapa importante para os municípios”, afirmou Santana.

Taxa de inscrição

De acordo com o edital da prova, o valor da taxa de inscrição é R$ 85.

Os participantes da PND que tiverem o pedido de isenção da taxa de inscrição negado devem interpor recurso para contestar a decisão do Inep até esta sexta sexta-feira (11). O procedimento deve ser feito exclusivamente pelo Sistema PND.

Sobre a PND

A Prova Nacional Docente 2025 será aplicada pelo Inep em todos os estados e no Distrito Federal em 26 de outubro e terá a mesma matriz da avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.

A chamada CNU dos Professores não substitui o processo seletivo das redes.

Os gestores das redes públicas de ensino que aderiram voluntariamente à prova, em junho, poderão usar o resultado dos participantes como etapa única ou complementar em seus concursos públicos ou processos seletivos simplificados de professores, e também aplicar etapas adicionais na seleção, como provas práticas e avaliação de títulos.

Fonte:Agência Brasil - 13/07/2025

Massacre em Gaza: ataques israelenses durante entrega de ajuda humanitária matam 59 palestinos em um único dia


                                Crianças esperam em desespero entrega de comida em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, em meio ao genocídio cometido por Israel - 24/04/2025 (Foto: REUTERS/Mahmoud Issa) 


247 - Um dos dias mais letais da guerra em Gaza deixou ao menos 59 palestinos mortos neste sábado (12), segundo autoridades locais e testemunhas. A tragédia combinou ataques aéreos israelenses e disparos contra multidões que buscavam ajuda humanitária na região sul do território. A escalada da violência ocorre em meio à estagnação das negociações por um cessar-fogo, mesmo após dois dias de reuniões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. As informações são da AFP. 

Segundo autoridades hospitalares palestinas e testemunhas, ao menos 31 pessoas foram mortas a tiros nas proximidades de um ponto de distribuição de alimentos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF), operado com apoio de Israel, próximo a Rafah. Outros 28 palestinos, incluindo quatro crianças, morreram em bombardeios nas cidades de Deir al-Balah e Khan Younis.O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que seu hospital de campanha registrou o maior número de mortos em um único dia desde o início de sua operação em Gaza, há mais de um ano. Mais de 100 pessoas ficaram feridas, a maioria com marcas de tiros, o que evidencia a gravidade do episódio.

No centro da Faixa de Gaza, em Deir al-Balah, 13 pessoas morreram em bombardeios — entre elas, as quatro crianças. Já em Khan Younis, ao sul, 15 pessoas foram mortas, segundo os dados repassados pelo Hospital Nasser. Enquanto isso, ataques continuaram intensamente também na região norte, em Beit Hanoun. As Forças de Defesa de Israel não se pronunciaram sobre as novas ofensivas.

Entre os mortos a tiros estava o jovem Nasir, de 17 anos, que, segundo sua mãe, saiu de casa decidido a buscar comida. “Ele me disse: ‘Mãe, você está sem farinha e hoje eu vou buscar farinha para você. Mesmo que eu morra, vou trazer’”, contou Sumaya al-Sha'er. “Mas ele nunca voltou para casa.”Outro palestino, Abdullah al-Haddad, relatou que estava a cerca de 200 metros do ponto de distribuição da GHF quando um tanque israelense abriu fogo contra a multidão. “Estávamos juntos e eles atiraram em nós de uma vez”, afirmou, do leito do hospital, ferido na perna.A Cruz Vermelha destacou a “frequência e escala alarmantes” desses ataques em áreas de distribuição de alimentos e afirmou que todos os feridos relataram estar a caminho de locais onde buscariam ajuda humanitária. O Exército de Israel alegou que disparou apenas tiros de advertência contra pessoas que “agiam de forma suspeita” e afirmou não ter conhecimento de vítimas. A GHF, por sua vez, declarou que não houve incidentes em seus pontos de entrega.

Contudo, dois contratados da fundação disseram à Associated Press que colegas da GHF atiraram com munição real e lançaram bombas de efeito moral contra civis que se aproximavam dos centros de distribuição — o que a organização nega.Desde o colapso do último cessar-fogo, em março, Israel impôs duras restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza. A guerra, que já dura 21 meses, deixou mais de 2 milhões de pessoas dependentes exclusivamente de auxílio externo. A ONU alertou para risco iminente de fome generalizada.Somente nesta semana foi autorizada a entrada de combustível em Gaza pela primeira vez em 130 dias — 150 mil litros, quantidade considerada insuficiente pelas agências humanitárias da ONU para manter hospitais, sistemas de água e transporte funcionando. A escassez de recursos e o colapso da ordem pública também resultaram em saques e tornaram quase inviável a entrega organizada de suprimentos.

Enquanto isso, aumentam os protestos dentro de Israel por um cessar-fogo. O ex-refém Eli Sharabi criticou a condução do conflito. “A arrogância foi o que trouxe esse desastre sobre nós”, afirmou, em manifestação nas ruas.A guerra foi desencadeada após o ataque de militantes liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas em Israel e resultou no sequestro de 251 reféns. Estima-se que cerca de 50 ainda estejam sob poder do Hamas, dos quais ao menos 20 estariam vivos.

A ofensiva israelense de retaliação já deixou mais de 57.800 palestinos mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas — número que inclui mulheres e crianças. A ONU e diversas organizações humanitárias consideram os dados como os mais confiáveis disponíveis até o momento, embora o ministério não distinga civis de combatentes em seus relatórios.

Brasil: Brasil 247 -13/07/2025

Tarifaço de Trump: Gonet e Moraes inviabilizam pacto do Brasil com o Diabo, diz jornalista Josias de Souza


                                                              foto: Alexandre de Moraes e Paulo Gonet/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Na carta endereçada a Lula, Trump propôs um pacto diabólico. O Brasil venderia sua alma ao Diabo a troco do fim da taxa de 50%. O Cramulhão alaranjado foi direto ao ponto: "A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!".

Veja a opinião do jornalista Josias de Souza no site UOL de hoje (13) no link abaixo:


https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2025/07/13/gonet-e-moraes-inviabilizam-pacto-do-brasil-com-o-diabo.htm

Lula prepara ofensiva para dialogar com empresários e expor Bolsonaro como pai do tarifaço




(Folhapress) – O presidente Lula (PT) deverá ter mais exposição, dar mais entrevistas e procurar empresários após Donald Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros em represália a decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).

Para auxiliares do petista, a sobretaxa do Governo dos EUA dá força ao discurso de combate a privilégios encampado pelo governo brasileiro.

A ideia é usar a imagem de Trump como a personificação da injustiça social e do desrespeito à soberania, associando a ele o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também seu afilhado político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para a disputa presidencial de 2026.

O presidente Lula (PT) em Linhares (ES) durante a cerimônia de apresentação dos avanços do Novo Acordo Rio Doce no Espírito Santo – Ricardo Stuckert/Divulgação Presidência
O perfil de Lula no X publicou neste sábado (12) um card com a bandeira do Brasil e assinatura de Lula. “O povo brasileiro precisa ser respeitado”, diz o texto, que também ressalta a soberania e proteção das empresas.

“A justiça brasileira precisa ser respeitada. Somos um país grande, soberano, e de tradições diplomáticas históricas com todos os países. O Brasil vai adotar as medidas necessárias para proteger seu povo e suas empresas”, completa.

Um dos materiais que fazem parte da campanha e a que a reportagem teve acesso é um vídeo com a temática da soberania.

Lula

Imagem da campanha “Brasil soberano”

Proteção do povo e da democracia

“O Brasil é um país soberano. E um país soberano é um país independente, que respeita suas leis. Um país soberano protege seu povo e sua democracia. Um país soberano não baixa a cabeça para outros países. E ser contra nossa soberania é ser contra o Brasil”, diz o narrador, em meio a imagens de florestas, plantações, bandeiras do Brasil, além de homens, mulheres e crianças.

A gravação conta inclusive com uma breve expressão em inglês. “É my friend [meu amigo], aqui quem manda é a gente. O Brasil é soberano, o Brasil é dos brasileiros. Governo do Brasil.”

A partir de agosto, o governo também planeja adotar um novo slogan baseado no conceito de defesa dos mais pobres.

O desafio da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) é tentar ampliar o alvo dessa campanha, na tentativa de convencer que, ao falar em desfavorecidos, não se refere apenas aos beneficiários de programas sociais.

Trump anunciou a sobretaxa aos produtos brasileiros na quarta-feira (9) da semana passada, em carta na qual afirma que Bolsonaro é perseguido pela Justiça brasileira —o ex-presidente é réu em uma ação no STF na qual é acusado de liderar uma trama golpista em 2022 para impedir a posse de Lula.

A medida de Trump foi comemorada publicamente pelos bolsonaristas. Nesta sexta (11), o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, publicou texto em que vincula qualquer negociação sobre as tarifas a uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.

A carta do presidente americano e a reação dos apoiadores de Bolsonaro propiciaram ao governo o discurso de que o ex-presidente conspirou contra a economia brasileira e tem o apoio de Tarcísio.

Lula contra os poderosos

Apesar dos danos à economia e da necessidade de uma reação diplomática exitosa, a retaliação americana foi recebida no Palácio do Planalto também como uma oportunidade política para reforçar o discurso de que Lula enfrenta interesses de poderosos na busca por justiça tributária.

Nesse esforço de comunicação, ministérios foram incentivados a encaminhar à Secom ações governamentais que sirvam de exemplo de enfrentamento à desigualdade.

Também foram orientados a divulgar em seu site o vídeo sobre ressarcimento a beneficiários do INSS que sofreram descontos sem prévia autorização. Nas palavras de um ministro, a tática do “nós contra eles” não tem mais volta.

Representantes de agências de publicidade com conta no governo federal foram chamados na quinta-feira (10) para uma conversa sobre esse novo conceito.

Nesta próxima semana, a avaliação de Trump será objeto de pesquisa encomendada pela Presidência para nortear a comunicação e as medidas a serem adotadas pelo governo. Em abril, uma sondagem mostrou que apenas 20% dos entrevistados estariam ao lado do governo americano na disputa travada contra a China.

O plano do ministro Sidônio Palmeira, da Secom, prevê que Lula conceda mais entrevistas. Sidônio já vinha insistindo para que ele abrisse sua agenda à imprensa, a começar pelas emissoras de TV. A tentativa de interferência americana no Judiciário reforçou seus argumentos.

Lula concedeu duas entrevistas a emissoras já na quinta-feira, à Record e à Globo. Disse que Bolsonaro deveria assumir a responsabilidade porque concorda com as tarifas de Trump, mencionou a soberania do Brasil e instou Trump a respeitar a Justiça brasileira.

Tarcísio vinculado à crise

Na noite de quarta, durante reunião com ministros no Palácio do Planalto, o chanceler Mauro Vieira chegou a sugerir que a resposta ficasse a cargo do Itamaraty. Prevaleceu o argumento, defendido por Sidônio, de que aquela era uma agressão política às instituições brasileiras e caberia uma resposta do presidente.

Na reunião, avaliou-se a possibilidade de convocação de rede de rádio e TV para um pronunciamento. A proposta foi descartada.

Além da associação de Bolsonaro a ameaças à economia brasileira, o governo deverá investir na vinculação da crise a Tarcísio, que já vestiu boné com o lema de Trump e, dias antes do anúncio da tarifa, reverberou mensagem do republicano endossando o discurso de que Bolsonaro é perseguido.

Na sexta, o governador buscou amenizar o desgaste e fez uma rodada de conversas que incluiu Bolsonaro, ministros do STF e o chefe da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Lula tem sido encorajado a conversar com setores da economia, e a ideia é ampliar a comunicação com empresariado e o agronegócio.

Com a investida, o governo pretende estabelecer pontes com setores simpáticos a Tarcísio. Segundo aliados do presidente, ele não nutre a ambição de convertê-los a seus eleitores, mas pretende contar com o apoio em defesa dos interesses nacionais.

Ex-governador de São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve ter protagonismo depois de ser escalado para essa negociação com empresariado. A pedido do presidente, deverá ser convocado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, composto por empresários e representantes da sociedade civil.

O governo também avalia a convocação do conselho integrado por governadores para discutir o impacto do tarifaço sobre a economia de seus estados.


FONTE: FOLHAPRESS/ICL NOTÍCIAS - 13/07/2025

Saúde: No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, entenda que nem toda desatenção é transtorno


                                 imagem:reprodução


As redes sociais estão cheias de publicações sobre saúde mental. Um dos transtornos mais debatidos é o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) por reunir sintomas que quase todas as pessoas sentem em algum momento da vida. No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, neste domingo (13), entenda algumas particulares da condição explicadas por especialistas para não cair nos diagnósticos de internet. 

Caracterizado por um prejuízo na atenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico e do desenvolvimento humano, o que significa que há uma dificuldade de autorregulação que se inicia nos primeiros anos de vida. "Por isso, que para ser considerado TDAH, é preciso uma investigação aprofundada que demonstra que os sintomas estão presentes desde a infância", explica Diego Maciel Lima, psicólogo e doutorando em neuropsicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
 

Algumas características comuns apresentadas são dificuldade de manter a atenção em atividades repetitivas e monótonas, distração fácil por estímulos irrelevantes, aumento da atividade psicomotora, dificuldade de terminar uma atividade antes de começar outra e impulsividade --agir sem pensar nas consequências.
 

"Estes sintomas devem necessariamente levar a prejuízos acadêmicos, interpessoais e profissionais significativos", afirma Rodrigo Martins Leite, médico psiquiatra da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O diagnóstico é médico e clínico, envolvendo a análise também do histórico e contexto da pessoa.
 

Leite diz que, apesar do diagnóstico poder ser feito em qualquer idade, a fase ideal é durante a infância, principalmente para a realização do tratamento precoce. "O atraso no diagnóstico e tratamento piora a evolução do transtorno ao longo da vida", aponta.
 

"A gente tem que sempre entender a fase do desenvolvimento e quando um diagnóstico vai trazer um benefício, porque muitas vezes a intervenção de forma adequada é melhor que o diagnóstico em si", diz Ana Julia Pereira Borges, psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo-comportamental e mestre em psicologia pela UFPR.
 

A psicóloga conta que alguns sintomas aparecem em etapas específicas, e é importante saber o que pode ser considerado natural daquela fase do desenvolvimento da pessoa ou não. Hoje, ela diz que tem mais informação difundida sobre o que é o transtorno, o que pode ajudar.
 

Por outro lado, com a conscientização e ampliação do conhecimento sobre o TDAH, há também alguns equívocos que acabam se espalhando, segundo os especialistas destacam questões como enfoque único no tratamento medicamentoso em vez de uma abordagem disciplinar.
 

Para Lima, a crença de que o TDAH existe só na infância é um equívoco. "Adultos com TDAH continuam com dificuldades associadas ao transtorno. Alguns aspectos tendem a melhorar e se adaptar à nova fase da vida", fala.
 

Outro problema que vem junto com a ampliação dos conceitos diagnósticos é a questão dos hiperdiagnósticos, ou diagnósticos equivocados. Leite destaca que um dos equívocos mais visíveis é o autodiagnóstico via plataformas digitais.
 

"Muitas pessoas podem se identificar com os sintomas mas não necessariamente terem TDAH", explica. "Estamos vivendo um modismo diagnóstico sem dúvida. Há outros transtornos que também geram desatenção e outros sintomas como impulsividade."
 

Por isso, os especialistas reforçam a necessidade de uma avaliação especializada, cuidadosa e criteriosa com um profissional de saúde mental. Até porque o contexto digital que vivenciamos, com excesso de telas, cobrança por produtividade, aumento do diagnóstico de ansiedade, redes sociais e excesso de informação, sintomas contextuais podem se confundir com um diagnóstico de TDAH propriamente dito.
 

"Estamos sendo vítimas de uma sobrecarga sensorial e isso contribui para sintomas parecidos com TDAH como perda de foco, desatenção e prejuízo em atividades cognitivas que exijam mais persistência", complementa o psiquiatra.


FONTE: Por Giulia Peruzzo | Folhapress - 13/07/2025