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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

MT: Fundos ligados a políticos receberam R$ 308 milhões após acordo da Oi


Foto:Redes Sociais


Uma ação popular ajuizada no Mato Grosso (MT) aponta que empresas ligadas a parentes do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do deputado federal licenciado e chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), teriam se beneficiado de um acordo para o pagamento de uma dívida tributária da empresa Oi, no valor de R$ 308 milhões. A movimentação, segundo a denúncia, também teria favorecido o desembargador Ricardo Almeida, do Tribunal de Justiça do MT (TJMT).

A ação foi movida pelo ex-governador mato-grossense Pedro Taques (2015 e 2019), que também é ex-procurador da República. Taques é adversário político de Mauro Mendes na disputa por uma das duas vagas do estado para o Senado nas eleições deste ano.

Taques, que atualmente chefia um escritório de advocacia no MT, apresentou outras cinco representações com pedidos de investigação sobre o suposto episódio. Elas foram protocoladas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Procuradoria-Geral da República (PGR), no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na Assembleia Legislativa de MT.

Dívida tributária

De acordo com a ação popular, o governo do MT executou, em 2009, uma dívida fiscal de ICMS contra a empresa de telefonia Oi, que está em processo de recuperação judicial, depois da suspensão de um decreto de falência no final de 2025. Nove anos depois, em 2018, o processo contra a companhia foi concluído a favor do estado do Mato Grosso.

Em 7 de novembro de 2020, porém, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma guinada no caso. Ela determinou que a lei que dava sustentação à cobrança do ICMS era inconstitucional. Com isso, surgiu um fato novo e a Oi passou a ter o direito de entrar na Justiça com ação rescisória do débito.

Para isso, contudo, havia um limite de tempo. Segundo a ação popular, ele teria vencido em 7 de novembro de 2022 e a Oi só protocolou a rescisória no dia 9 de novembro. Ou seja, com o atraso, a empresa teria perdido o direito de recorrer da medida. A atual denúncia afirma que a Procuradoria-Geral do MT (PGE), órgão que advoga pelos interesses do estado, não contestou a suposta perda do prazo processual.

Em outubro de 2023, acrescenta a ação popular, a Oi vendeu os direitos creditórios ao escritório Ricardo Almeida Advogados Associados por R$ 80 milhões. Dois meses depois, em dezembro de 2023, o mesmo escritório propôs um acordo ao estado do MT para encerrar o litígio. O valor da dívida, nessa ocasião, foi estimado em R$ 583,4 milhões. Depois, com a negociação, foi reduzido para R$ 308 milhões.

Com aval da PGE, o acordo foi firmado em 25 minutos, no dia 10 de abril de 2024. Nessa data, diz o processo, a papelada saiu às 16h57 da PGE com o parecer favorável, foi homologada pelo procurador-geral às 17h16 e chegou ao gabinete do governador às 17h19. O documento recebeu a assinatura final às 17h22. A ação afirma que, a partir daí, houve o pagamento dos R$ 308 milhões para o escritório de advocacia.

Rede de fundos

Segundo a ação, o repasse dos R$ 308 milhões foi para uma rede de sete fundos de investimento. Na ponta dessa estrutura financeira estariam o Royal Capital FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios) e o Lotte Word (outro FDIC), ambos administrados pelo Banco Master. A seguir, viriam o Golden Bird FIDC, o Coliseu FDIC, o Venture Finance, o GS Heritage FIM e o 5M Capital FIP (Fundo de Investimento em Participações).

A ação movida pelo ex-governador mato-grossense indica que o acordo com o estado foi celebrado em 10 de abril e os dois fundos que encabeçavam a suposta estrutura financeira, o Royal Capital e o Lotte Word, foram criados em 22 de fevereiro, cerca de 40 dias antes da conclusão do acordo. Cada um deles teria recebido R$ 154 milhões, o equivalente à metade dos R$ 308 milhões do acordo. A partir daí, o dinheiro teria sido distribuído pelos outros cinco fundos.

Empresas

O ponto central da ação popular afirma que, na outra ponta do suposto esquema, estavam nove empresas que foram beneficiadas, com investimentos dos fundos. O Lotte Word teria usado recursos para adquirir direitos creditórios de companhias como a Universal Comercializadora e Mega Comercializadora de Energia. Ambas, cita a ação, pertencem ao pai de Fábio Garcia, o chefe da Casa Civil do MT.

O Royal Capital, acrescenta a ação, teria cedido direitos creditórios para o escritório de advocacia Ricardo Almeida. Posteriormente, recursos do Lotte e do Royal teriam irrigado os demais fundos (Golden Bird, Coliseu, Venture Finance, GS Heritage e 5M Capital).

O Coliseu teria aportado R$ 34 milhões para adquirir cotas do Lotte Word e do Venture FIDC. Este, por sua vez, adquiriu R$ 100 milhões em debêntures da Sollo Energia e R$ 19 milhões em notas promissórias da Minerbras Mineração. As duas empresas têm como sócio-administrador o filho do governador, Luis Antônio Taveira Mendes, conhecido como Luisinho (na foto em destaque, ao lado do pai).

O ex-governador Pedro Taques, procurado pelo Metrópoles, afirmou que a ação popular é resultado de uma investigação conduzida desde maio de 2025. “Nesse período, estando em risco de serem identificadas essas relações societárias e de controle de fundos e empresas, Luis Taveira Mendes passou a figurar como ex-sócio das empresas implicadas na rede, como no caso da Minerbras Mineração e do seu fundo 5M Capital”, diz. Taques acrescentou que o “enredo descrito aponta para o protagonismo do advogado Ricardo Almeida”, nomeado desembargador do TJMT, em 2025, pelo governador Mauro Mendes.

Desembargador contesta

Procurado pelo Metrópoles, o desembargador Ricardo Almeida contestou as acusações feitas pelo ex-governador mato-grossense. “Os fatos mencionados referem-se a período anterior à minha atuação como desembargador, quando ainda exercia a advocacia. À época, meu escritório foi regularmente contratado para intermediar a aquisição de créditos da Oi S/A em favor de fundos de investimento legalmente constituídos”, afirmou.

Almeida afirma que a aquisição dos créditos e as tratativas de composição com o estado de Mato Grosso “foram conduzidas de forma regular e resultaram na celebração de termo de composição devidamente homologado pelo Poder Judiciário, com significativo desconto em favor do Estado”.

De acordo com Almeida, a legalidade da aquisição do crédito foi reconhecida pelo juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, após manifestação do administrador judicial. “Da mesma forma, o juízo do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0 da Comarca de Cuiabá, após ouvir o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, reconheceu a regularidade dos pagamentos efetuados, nos termos do acordo homologado”.

Por fim, o desembargador diz que “todas as decisões judiciais mencionadas encontram-se transitadas em julgado” e que “os valores restituídos pelo estado de Mato Grosso decorrem de decisão do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a inconstitucionalidade da cobrança realizada em desfavor da Oi S/A”.

Resposta do governo


Por meio de nota, o governo do Mato Grosso, respondeu às acusações em cinco tópicos. Veja a íntegra:

1- “O acordo conduzido pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) ocorreu no processo da Oi de forma correta, legal e com vantagem para o estado, evitando o bloqueio das contas. Em 2010, o estado bloqueou dinheiro da Oi e o tributo objeto do bloqueio foi considerado inconstitucional pelo STF, ou seja, o estado tinha a obrigação legal de devolver o valor corrigido

2- “Esse crédito que a Oi tinha para receber foi cedido pela empresa a terceiros, de forma legal, fato atestado pelo administrador judicial e pela Vara da Recuperação Judicial.

3- “A PGE formalizou um acordo para evitar mais prejuízo ao estado e parcelou o pagamento, conseguindo mais de R$ 300 milhões de economia aos cofres públicos. Portanto, todo o trâmite deste processo seguiu os princípíos da legalidade e vantajosidade.

4 – “Eventuais fatos ocorridos após o pagamento estão exclusivamente na área privada e não tem qualquer vínculo com o estado.

5 – “Pedro Taques se coloca como candidato ao Senado e, ao que tudo indica, está tentando criar narrativas falsas ou desvirtuando a legalidade e a verdade. Ele já está sendo devidamente processado por isso”.

Fonte: /Metrópoles - 02/02/2026

Interior: Estudante de medicina é preso em Cruz das Almas por suspeita de extorsão para custear formação


                                             imagem:reprodução/PMCA


Um estudante de medicina de 33 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil, no último domingo (1º), em Cruz das Almas, sob suspeita de cometer crimes de extorsão. O homem havia concluído o internato e aguardava apenas a colação de grau, prevista para este mês no Paraguai.

 

Segundo as investigações, ele é suspeito de ter custeado toda a formação acadêmica com recursos obtidos de forma ilegal, por meio de coação e ameaças graves contra vítimas. As apurações indicam que o esquema criminoso envolvia o uso de perfis falsos em uma plataforma de entretenimento adulto para atrair as vítimas e obter imagens íntimas.

 

Em um dos casos, há a suspeita de que o estudante teria extorquido um casal, exigindo inicialmente R$ 8 mil para não divulgar fotos privadas nas redes sociais. Para aumentar a pressão psicológica, o suspeito utilizava informações privilegiadas, já que residia próximo às vítimas e era colega do filho do casal.

 

A investigação apontou que o estudante utilizava contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para receber os valores. Após o casal realizar um pagamento de R$ 2.700 e continuar sofrendo ameaças de novas cobranças, a polícia foi acionada. A identificação do autor foi possível por meio do cruzamento de dados.

 

O flagranteado segue detido na Delegacia Territorial (DT) de Cruz das Almas, à disposição da Justiça.




Fonte: Bahia Notícias - 02/02/2026

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EUA: Influenciador brasileiro que defende Trump é preso pelo ICE

                                                       foto:reprodução

O influenciador Junior Pena foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), nesse sábado (31/1). Com mais de 480 mil seguidores no Instagram, o brasileiro ficou conhecido nas redes sociais por publicar conteúdo sobre imigrar para os EUA, onde mora desde 2009.

Segundo o policial Maycon MacDowel, amigo pessoal de Junior, o influenciador está detido em Delaney Hall, um centro de detenção de imigrantes localizado em Nova Jersey.

O amigo também informou que a detenção ocorreu devido a um problema administrativo relacionado a uma audiência migratória. Apesar da prisão, Maycon disse que Junior Pena “não tem carta de deportação” e que uma advogada foi contratada para reverter a situação.

“Quando você vem pelo México, pode receber uma carta de deportação ou pedir perdão à corte. O Junior foi aprovado nesse perdão e poderia voltar ao Brasil para continuar o processo de legalização, que é legítimo. O problema foi não comparecer à audiência. Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma”, detalhou em vídeo publicado no Instagram.

Influenciador defende Donald Trump


Junior é conhecido nas redes por alinhamento ao bolsonarismo e por, constantemente, declarar apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em vídeo publicado nas redes sociais antes de ser preso, Junior chegou a minimizar preocupações com deportações, afirmando que as medidas adotadas pelo presidente norte-americano contra imigrantes seriam direcionadas a quem estivesse em situação irregular ou cometendo crimes.

“Eu estou andando na linha, pagando taxas e tentando me legalizar, assim como muitos imigrantes que querem ficar em ordem. Ele vai deportar quem estiver irregular, os bandidos e as pessoas que estão fazendo coisa errada. Você acha que ele vai deportar quem está querendo ajudar o país? De jeito nenhum”, disse.

Confira o vídeo:


No X (antigo Twitter), internautas debocharam e ironizaram a prisão de Junior Pena pelo ICE. “Ele é o melhor exemplo da barata que se apaixona pelo inseticida”, disse um. “Não tem como não rir. O brasileiro que faz campanha para o Trump e termina preso pelo ICE. É um nível de autossabotagem que precisa ser estudado”, escreveu outro.

fONTE:/ Metrópoles - 01/02/2026


SP: ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ negociam delação e teriam provas contra Congresso, diz jornal

                                      Foto:reprodução



Alvos centrais da Operação Carbono Oculto, considerada a maior ofensiva já deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal contra a infiltração do crime organizado na economia formal, os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, apelidado de Primo, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo.

Foragidos da Justiça, os dois empresários afirmam, por meio de interlocutores, que estão dispostos a colaborar com as investigações e revelar, “com provas”, um amplo esquema de corrupção envolvendo parlamentares e autoridades do Executivo.

As informações foram divulgadas pelo Estadão nesse sábado (31). Segundo reportagem assinada pelos jornalistas Fausto Macedo, Felipe de Paula e Aguirre Talento, os empresários Beto Louco e Primo teriam informações suficientes para “derrubar metade do Congresso”, que envolveriam mais de R$ 500 milhões em pagamento de propinas.

Ambos negam qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apesar de serem apontados como os principais alvos da operação que mirou o chamado “andar de cima” da facção criminosa, com atuação em empresas, fundos de investimento e instituições financeiras sediadas na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Investigações sobre Beto Louco e Primo

De acordo com pessoas próximas à negociação, os empresários dizem possuir mensagens de WhatsApp que indicariam encontros presenciais — diretos ou por meio de intermediários — para a entrega de propinas.

Os pagamentos teriam sido feitos em troca de favorecimentos e “alívio regulatório” no setor de combustíveis, área explorada por eles por meio de uma extensa rede de postos supostamente vinculada ao esquema criminoso.

Em nota, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que as investigações não se restringem a empresários. “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal”, declarou.

Segundo ele, qualquer pessoa envolvida em qualquer etapa da cadeia criminosa deverá se explicar e estará sujeita às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis.

As tratativas para um eventual acordo de delação ainda estão sob análise dos promotores responsáveis pela Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto do ano passado, e não passam diretamente pela Procuradoria-Geral de Justiça.

Além do setor de combustíveis, a operação alcançou fintechs e fundos de investimento localizados na capital paulista. Investigadores estimam que braços do PCC tenham movimentado cerca de R$ 52 bilhões no período analisado, com recursos pulverizados em aproximadamente 40 fundos de investimento.

Segundo as apurações, a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas, sendo que cerca de 80% desse volume estaria relacionado ao PCC. À época, a instituição informou que foi surpreendida pela operação e afirmou atuar com transparência e rigorosos padrões de compliance.

Entre as empresas citadas na investigação está a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020. O único cotista era Renato Steinle de Camargo, apontado pelos investigadores como “testa de ferro” de Beto Louco e Primo.

Procurado, o advogado que representa Beto Louco e Primo informou que não comentaria as tratativas com o Ministério Público de São Paulo.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 01/02/2026

Cultura: Caetano e Bethânia conquistam o Grammy de Melhor Álbum de Música Global

 
                                                 Foto: Reprodução / Redes Sociais



Em uma noite para a cultura baiana, Caetano Veloso e Maria Bethânia foram os grandes vencedores da categoria "Melhor Álbum de Música Global" na 68ª edição do Grammy Awards, realizada neste domingo (1º). O prêmio foi concedido pelo aclamado disco "Caetano e Bethânia Ao Vivo", registro da turnê que reuniu os irmãos nos palcos após décadas.

 

Os irmãos de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, eram os únicos brasileiros indicados nesta edição da premiação americana. Embora não tenham comparecido ao evento para receber o troféu pessoalmente, a vitória ressoa como um marco em suas trajetórias.


  • Maria Bethânia: Em sua primeira indicação ao Grammy americano, a cantora já estreia com vitória, levando seu primeiro gramofone dourado.

  • Caetano Veloso: Este é o 3° Grammy do artista, que soma agora cinco indicações ao longo da vida. Ele já havia vencido em 2000 (pelo álbum Livro) e em 2001 (pela produção do disco João Voz e Violão, de João Gilberto).

 

O álbum "Caetano e Bethânia Ao Vivo" superou nomes influentes da música mundial. Entre os principais concorrentes estavam o nigeriano Burna Boy, o senegalês Youssou N’Dour, o indiano Siddhant Bhatia e o grupo multinacional Shakti.


Fonte:BAHIA NOTÍCIAS - 01/02/2026



Mundo: Por telefone, Vieira e Marco Rubio alinham encontro entre Lula e Trump


                                           foto:reprodução/Arte Metrópoles


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone neste sábado (31/1) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para alinhar um possível encontro, em Washington, entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump.

data da visita, segundo nota divulgada pelo Itamaraty, ainda não foi definida. Além disso, segundo o órgão, ambos trataram de temas ligados à agenda bilateral, dentre eles assuntos comerciais e de cooperação na área de segurança.

A conversa de Vieira com Rubio se dá poucos dias depois de um telefonema entre Lula e Trump, ocorrido na segunda-feira (26/1)A ligação durou cerca de 50 minutos e abordou temas variados, incluindo propostas de cooperação internacional e questões bilaterais.

Na ocasião, ambos discutiram a iniciativa americana chamada “Conselho da Paz”, criada para coordenar esforços sobre conflitos globais, e o brasileiro sugeriu que a atuação do órgão fosse limitada à Faixa de Gaza, com representação da Palestina.

Telefonemas de Lula e Trump

Na conversa, também, constou a situação na Venezuela, e houve acordo preliminar para uma visita de Lula a Washington em março para aprofundar as discussões. Essa foi a terceira ligação entre os dois líderes.

Tais ligações ocorrem em meio a uma série de esforços diplomáticos entre Brasília e Washington para recuperar o ritmo de interlocução entre os dois países depois de um período de tensões no ano passado.

A relação entre Brasil e EUA passou por momentos de tensão no último ano, com disputas comerciais, críticas mútuas e a adoção de mecanismos punitivos como a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

Já o telefonema desta semana com Marco Rubio, um dos nomes mais influentes do Partido Republicano em temas de política externa, é mais um gesto de aproximação, que tem como objetivo organizar uma visita de Lula à capital norte-americana ainda este ano.

Fonte: /Metrópoles - 01/02/2026

DF: Como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes de três pacientes no hospital Anchieta

 

                                                     Material cedido ao Metrópoles - foto:reprodução


As técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, suspeitas de auxiliarem na morte matarem três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), estão presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, há quase duas semanas.

As técnicas foram transferidas nos dias 12 e 15 de janeiro, porque no Departamento da Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil (PCDF) não há cela feminina de longa estadia, segundo o delegado Maurício Iacozzilli.

As duas profissionais de saúde estão tendo acompanhamento psicológico e já tiveram ao menos duas consultas com uma profissional da área.

Metrópoles apurou que Amanda e Marcela apresentaram comportamentos distintos ao chegarem à prisão.

Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram Marcos e Marcela atuando na Unidade de Terapia Intensiva, manipulando e aplicando medicamentos.

Choro e apatia: como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes - destaque galeria
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Técnico foi preso em ação da Polícia Civil do DF após denúncia do Hospital
Três técnicos de enfermagem foram presos após serem flagrados aplicando substância letal em pacientes internados
Três técnicos de enfermagem foram presos após aplicarem substância letal em pacientes

Os pacientes que morreram após a ação dos técnicos são João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Arte/Metrópoles
Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

Outro lado

As defesas de Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, foram acionadas para se pronunciar, mas não retornaram ao contato até a atualização mais recente da matéria.

Na semana passada, o advogado Liomar Torres, que faz a defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A defesa da técnica presa também afirma que ela não participou, nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Moreira, de 33 anos.

No último domingo (25/1), o Escritório Luís Alexandre Rassi e a advogada Viviane Ferreira Silva Oliveira afirmam que tem convicção na inocência de Marcela Camilly, de 22 anos“Naturalmente, diante de uma imagem gravada, é correto afirmar ter visto um técnico de enfermagem aplicar uma injeção; há, porém, um longo caminho até concluir que ela anuiu, participou ou permitiu a morte daquelas pessoas”. A defesa da técnica lamentou também a morte das vítimas e diz que confiam que “a verdade e dignidade serão estabelecidas”.

O trio poderá ser indiciado homicídios dolosos qualificados por meio insidioso e por impossibilidade de defesa das vítimas, visto que as vítimas receberam a substância sem consentimento enquanto estavam inconscientes e intubadas na UTI. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão por cada morte de paciente.

Desde o primeiro dia na Colmeia, Amanda Rodrigues está bastante abalada e chorou muito dizendo que não iria aguentar, mas teria apresentado comportamento tranquilo nos dias posteriores.

 Marcela Camilly, que aparece nas imagens investigadas pela polícia manuseando o medicamento que teria matado as vítimas, está quieta e não demonstrou nenhum sentimento anormal.

Algo em comum entre ambas é o fato das duas negarem 100% qualquer participação no crime e acreditam que elas vão embora a qualquer momento.

Apesar de estarem na mesma penitenciária, Amanda e Marcela estão separadas por determinação judicial e não podem ter nenhum tipo de contato dentro da Colmeia. Segundo profissionais que trabalharam no presídio feminino, as técnicas de enfermagem não fazem nenhum tipo de exigência e nenhum pedido fora do comum.

Apesar da transferência a uma unidade penitenciária, o delegado Maurício Iacozilli esclareceu que elas ainda permanecem em prisão temporária. Contudo, a cautelar pode ser prorrogada ou transformada em preventiva conforme a conclusão do inquérito.


Entenda o caso

  • O próprio Hospital Anchieta denunciou a ocorrência às autoridades, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e a possível participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

Suspeitos

Os técnicos suspeitos dos crimes são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.


Fonte: COLUNA NA MIRA/METRÓPOLES - 01/02/2026

SP: Padre critica 'marcha para Brasília' e cristãos que defendem armas durante missa em Aparecida

                                    foto:reprodução



Durante missa celebrada no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, o padre Ferdinando Marcílio fez críticas ao que classificou como incoerência entre o discurso cristão e a defesa de armas, da violência e do uso político da fé. A homilia, transmitida ao vivo pelo portal A12, ligado à TV Aparecida, teve ampla repercussão nas redes sociais.

Sem citar diretamente partidos, o sacerdote criticou lideranças políticas religiosas e mencionou o deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG). Para o padre, há uma contradição entre pregar a defesa da vida e apoiar propostas que estimulam o confronto armado.

“Não adianta fazer uma marcha para Brasília alguém que nunca fez um projeto a favor do povo e dizer que está defendendo a vida. Mentira. Quer o poder”, afirmou.

Na homilia, Marcílio questionou a compatibilidade entre os ensinamentos de Jesus e instrumentos criados para ferir ou matar. Segundo ele, seguir o cristianismo exige uma postura clara em favor da vida e da paz, o que inclui rejeitar discursos que incentivem a violência.

O padre também condenou o uso da religião como ferramenta de projeção política. De acordo com ele, há quem utilize a fé para conquistar apoio e poder, enquanto ignora problemas como a fome, a miséria e o sofrimento enfrentado por grande parte da população.

Ao final, reforçou que a vivência cristã pressupõe compromisso concreto com os mais pobres, atenção aos necessitados e defesa da justiça social.


fONTE: ICL NOTÍCIAS -01/02/2026