sábado, 27 de junho de 2026

Em carta: Pai de Vorcaro pede liberdade a ministro André Mendonça e diz fazer parte do "Reino de Deus"


                                               foto:reprodução



O empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro - dono do Banco Master -, enviou uma carta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em que pede a revogação da prisão preventiva, afirma ser vítima de uma injustiça e faz um apelo religioso ao magistrado. No documento, Vorcaro diz que integra "o Reino de Deus", nega envolvimento com organização criminosa e sustenta que todas as acusações contra ele são falsas.


A carta foi escrita em 19 de junho, quando, segundo o próprio empresário, ele estava preso havia 34 dias. Ao longo do texto, Vorcaro mistura argumentos jurídicos, relatos sobre sua trajetória profissional, problemas de saúde, referências à família e manifestações de fé para pedir que Mendonça reveja a decisão que manteve sua prisão preventiva.

Na carta, Vorcaro afirma que atua há 45 anos no mercado imobiliário e que construiu seu patrimônio de forma lícita. Diz que foi formado profissionalmente por sócios "extremamente rigorosos" e que aprendeu a ter a honestidade como princípio de vida.

"Não sou bandido. Não sou máfia. Não sou desonesto. Não pratico atos ilícitos. Faço parte do Reino de Deus, de Jesus Cristo, e não de qualquer organização criminosa", escreveu.

O empresário também afirma que nunca participou de qualquer esquema criminoso, diz que "não conhece turma" e sustenta que todos os pagamentos investigados pela Polícia Federal tiveram origem em contratos de empreendimentos imobiliários.

Em outro trecho, relata sua situação familiar. Afirma ter um pai de 94 anos, de quem cuida há mais de 30 anos, ser casado há 43 anos e ter cinco netos. Segundo ele, a prisão provocou sofrimento à família, especialmente a uma filha que estaria cuidando sozinha de três filhos pequenos.

Vorcaro ainda pede que Mendonça "faça o que é correto, limpo e verdadeiro" e afirma confiar que Deus dará discernimento ao ministro para reconhecer sua inocência.


Fonte: Itatiaia/instagram - 27/06/2026

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