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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Corpo do estudante da USP que estava desaparecido é localizado na raia olímpica

corpo encontrado na raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP) na Cidade Universitária, na Zona Oeste, na manhã desta terça-feira (23), é do estudante Victor Hugo Santos, que desapareceu na madrugada de sábado (20) em uma festa dos 111 anos do Grêmio Politécnico no Velódromo da USP.

Victor Hugo, de 20 anos, cursava design gráfico no Senac e havia ido ao evento acompanhado de amigos. Segundo o estudante Artur Sarmento, os shows já tinham acabado quando o jovem desapareceu. "A gente estava saindo da festa. Ele falou: ‘Eu vou buscar uma cerveja’. E nisso a gente se desencontrou”, disse. O jovem se separou dos amigos por volta das 4h30.
O delegado do 93º DP (Jaguaré), Paulo Bittencourt, que investiga o caso, esteve no local pela manhã e disse que se trata de jovem. “Uma parente veio aqui e confirmou”, disse. Segundo ele, aparentemente, não há marcas de agressão no corpo.
O corpo foi retirado na manhã desta terça após pessoas que praticavam atividade física na região avisarem funcionários sobre o corpo. Os bombeiros foram chamados.
A diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elisabete Sato,  afirmou ao G1 que vai ser apurado se houve crime ou morte acidental.
O estudante Victor Hugo Santos em foto com camiseta que ele usava no dia da festa, segundo a família (Foto: Arquivo Pessoal)Estudante usava essa camiseta quando
desapareceu (Foto: Arquivo Pessoal)
Peritos que preferiram não se identificar disseram que o corpo em uma primeira análise não apresentava sinais de afogamento e nem de lesões, apenas algumas escoriações. Eles vão investigar agora a quantidade de bebida alcoólica ingerida e ainda se o rapaz usou drogas. Em depoimento à polícia, o pai do estudante disse que ficou sabendo por amigos que o filho estava com drogas no dia da festa, mas não sabe se as usou.
Segundo José Carlos Simon Farah, diretor-técnico do Cepeusp e professor de remo, não há possibilidade de que o corpo tenha caído em um córrego perto da USP e tenha sido levado pela correnteza até a raia olímpica. Ele afirma que a única maneira de chegar à raia seria pular o portão de acesso, que estaria fechado durante a festa. Alunos, porém, afirmaram que é possível entrar por um espaço em uma lateral do portão.
Os pais, a irmã de Victor Hugo e os dois amigos que estavam com o estudante prestaram depoimento na tarde de segunda no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). A família questiona a ação dos seguranças da festa, após pelo menos cinco pessoas terem relatado pelo Facebook terem visto o jovem sendo agredido pelos funcionários do evento.
O Grêmio Politécnico disse que tinha 140 seguranças e duas ambulâncias no local. Um representante da empresa C.O.S Group, responsável pela segurança do evento, disse não houve registro de brigas durante a festa e que ninguém precisou ser retirado do evento.
Segundo o Grêmio, 5 mil pessoas participaram da festa "open bar", no Velódromo. Marcelo D2 e CPM22 foram algumas das atrações do evento.
Fonte:G1  

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Wagner elogia governo de FHC e defende Marina de 'desqualificação' de campanha do PT


             Wagner e Marina quando eram ministros no governo Lula -foto:reprodução

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), afirmou que o Brasil ficou "infinitamente melhor" depois dos governos petistas de Dilma Rousseff e Lula e do tucano Fernando Henrique Cardoso. A fala contradiz a postura do partido, que tenta creditar ao governo FHC recessão, desemprego e submissão aos bancos desde a posse de Lula como presidente, em 2003. "Podem falar dos erros do PT, mas o Brasil está infinitamente melhor. Assim como ficou infinitamente melhor depois de Fernando Henrique, para não dizer que eu acho que o Brasil começou com o PT", disse Wagner. O petista também elogiou a rival de Dilma, Marina Silva (PSB), ao defender que ela não merece ser desqualificada pela campanha da atual presidente, que estaria propagando o "medo" no eleitor sobre um possível governo de Marina. "Eu tenho maior carinho e respeito por ela, por isso acho que não tem que desqualificar. Ela não tem que meter medo a ninguém.

As pessoas têm que comparar os projetos das duas", disse. Mesmo assim, Wagner criticou a falta de um projeto de governo consolidado da candidata do PSB: "[Marina] Não conseguiu apresentar um projeto, ela apresenta conceitos. Por isso, vou votar na Dilma", finalizou. Informações da Folha de S. Paulo.

Fonte:BN

Armínio Fraga defende Marina em ataques à autonomia do BC

Um dos principais coordenadores do programa de governo de Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga defendeu a candidata à Presidência Marina Silva, do PSB, dos ataques feitos à proposta de autonomia formal do Banco Central. "Querer dizer que a independência do Banco Central vai criar uma ameaça às políticas sociais do Brasil é um absurdo total", afirmou, em conversa com jornalistas.
Mais cedo, em debate promovido pelo Grupo Lide com empresários, Armínio já havia defendido a autonomia formal do Banco Central e afirmou que isso irá acontecer algum dia. Ele também lembrou que, quando foi presidente do BC entre 1999 e 2002, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia lhe concedido essa autonomia, embora não escrita em lei.
Ao comentar o que disse ser uma das campanhas mais populistas no debate eleitoral, Armínio Fraga disse acreditar que os ajustes propostos irão tirar o Brasil da paralisia e afirmou não ter "uma lista de maldades para anunciar aqui".
Fonte:AE

"Não ouvirei calado as provocações, diz ACM Neto

Prefeito de Salvador ACM Neto - Foto:Joá Souza/reprodução

Maior liderança política da oposição na Bahia e principal cabo eleitoral da campanha do ex-governador Paulo Souto (DEM) - primeiro colocado na disputa pelo governo -, o prefeito ACM Neto admite que a eleição azedou a relação, até então republicana, que ele vinha tendo com o governador Jaques Wagner. O petista não tem medido esforços para fazer seu sucessor o deputado federal Rui Costa (PT), até abril titular da Casa Civil. Nesta entrevista, sob clima de mais um embate com o governo sobre a integração do metrô, Neto diz que "Salvador não será subjugada"

O governador Jaques Wagner (PT) disse que o senhor gosta de "pongar" nas obras do governo dele. Agora, no embate sobre a tarifa do metrô, o senhor disse que o governador "é autoritário". A eleição azedou a relação "republicana" que o senhor vinha tendo com Wagner?

Da minha parte sempre procurei tratar o governador com o respeito necessário e com reconhecimento da institucionalidade do seu cargo. O azedamento dessa relação, na verdade, foi unilateral e provocado pelo governo. Claro que não vou ouvir calado, não vou admitir que os interesses da cidade sejam subjugados nem permitir que o governo tenha uma atitude autoritária com Salvador ou que, por conta do embate político, o discurso seja um discurso preparado. Quando ele diz que eu quero pongar nas obras do estado, ele só pode fazê-lo porque não anda por Salvador, não anda pelo subúrbio, pelos bairros da periferia, não sabe a quantidade de obras que a prefeitura está realizando em toda a cidade. Não vê os postos de saúde que estamos reformando e as UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) que estamos construindo. De duas uma: ou o governador continua andando pela cidade de helicóptero ou ele está padecendo daquele lamentável mal da política, do sujeito que não quer enxergar.

O senhor reconhece as obras realizadas pelo governo?

Eu não tenho nenhuma dificuldade de reconhecer o que o governo do Estado esteja fazendo na cidade. Por exemplo, as obras viárias no entorno da av. Paralela. Agora, o governador não enxerga a recuperação do asfalto e toda a iluminação em LED da Paralela que nós fizemos, e todo o paisagismo da avenida. A vida pública e a política exigem, acima de tudo, seriedade com as palavras. Não é por conta do momento eleitoral que vou perder esse foco ou desviar o meu caminho. A César o que é de César. A prefeitura, hoje, realiza um conjunto de investimentos na cidade, o maior de toda a história conduzida pela administração municipal e sem um centavo do governo do Estado. O ideal é que este momento eleitoral não contamine as relações administrativas, o que, por mim, não teria acontecido. Porém, o que a gente vê são provocações que atribuo a um certo desespero pelo resultado iminente das urnas, que esperamos seja de derrota para o grupo do governador Jaques Wagner.

O senhor está pleiteando recursos na Caixa Econômica e do PAC Mobilidade para implantar o BRT em Salvador. O senhor teme que, com o acirramento do debate eleitoral, a liberação desses recursos possa ficar emperrada?

Primeiro, essa não é uma obra com o governo do estado, é com o governo federal. É uma obra que tem R$ 300 milhões do PAC, R$ 300 milhões de financiamento da Caixa Econômica, e R$ 200 milhões de recursos próprios do município. É uma obra que foi anunciada solenemente pela presidente da República. O Ministério das Cidades aprovou o projeto da prefeitura e encaminhou para a Caixa. Hoje está praticamente pronto, aguardando apenas uma autorização da CEF. Não quero crer que isso (emperramento) possa acontecer, porque esta obra não é do prefeito, é da cidade. Da minha parte, em nenhum momento eu dificultei a transferência do metrô para o governo do Estado. Em quatro meses resolvi um assunto que estava pendente há 12 anos. A prefeitura tem dado todas as condições para que as obras de corredores de BRTs, que são tratadas pelo governo do Estado, possam acontecer. Então, não posso acreditar que o governo federal vá perseguir a cidade. Caso aconteça, eu serei a primeira voz a denunciar isso ao povo de Salvador e, certamente, quem vai perder não sou eu, quem vai perder é o perseguidor.

O senhor falou em perseguidor, mas foi o ex-presidente Lula que, no comício em apoio à chapa liderada pelo petista Rui Costa, disse que a Bahia não quer voltar a ser comandada por coronéis, numa alusão a seu avô, o ex-senador e ex-governador Antonio Carlos Magalhães (DEM). O senhor se considera herdeiro dos coronéis?

Eu não ouvi essa declaração do ex-presidente Lula. Mas não terá sido a primeira vez que ele apresentou palavras (agressivas), dentro de um contexto eleitoral. Ele o fez em 2012, aqui mesmo, tentando me derrotar e não conseguiu. A resposta que eu dou é uma só: o meu trabalho, a transformação que Salvador vem vivendo. Eu enfrentei em 2012 uma campanha que, diziam, era preciso ter um prefeito do mesmo partido do governador e da presidente, sem o que a cidade era ingovernável. Estou mostrando que isso era uma grande mentira e uma tentativa de chantagem com a população, porque a cidade anda com as próprias pernas, tem uma administração eficiente e que está trabalhando. Espero ter o apoio de qualquer governador ou presidente que seja eleito. Mas a grande resposta que dou é o meu trabalho e a avaliação popular do meu trabalho.

Como o senhor vê as críticas do governador em relação a Paulo Souto, a quem ele chamou de "funcionário de empresa de família" (alusão ao ex-senador ACM), que "pensa pequeno" e que, por isso, Souto não teria "status" para voltar a ser governador"?

O governador tem falado tanta bobagem que só posso atribuir ao desespero de quem está vendo se avizinhar uma derrota. Vamos à comparação: Paulo Souto foi governador da Bahia duas vezes, vice-governador, senador, superintendente da Sudene, três vezes secretário de estado. Um homem cuja vida pública é irretocável, que teve mais de 80% de aprovação quando foi governador, sendo avaliado o melhor governador do Brasil. Um homem que tem marcas importantes na Bahia, com projetos que foram inovadores. E o governador Wagner ter a coragem de dizer que este é um funcionário de A, B ou C? Paulo Souto é funcionário do povo baiano, que sempre foi e será novamente. Nossa força e energia está toda concentrada para isso, eleger Paulo Souto o próximo governador a Bahia, tendo Geddel (Vieira Lima, do PMDB) no Senado para também nos representar.

E qual sua opinião sobre o candidato do governador, Rui Costa?

Eu poderia trazer uma série de qualificativos que certamente se aproximariam muito mais do candidato do governador. Mas eu não o farei, porque tenho respeito ao que vai acontecer no dia 5 de outubro. Acho que é um preconceito inaceitável esse tipo de adjetivação, porque seja quem já foi, seja quem quer ser (governador) tem o direito de se colocar para o eleitor, que majoritariamente vai decidir. Eu fui alvo de muitos preconceitos em 2012, inclusive do governador. Infelizmente o governador não olha para dentro de seu próprio quintal. Se olhasse, veria que certas palavras, que ele tenta de maneira preconceituosa qualificar um homem público do quilate de Paulo Souto, se enquadraria muito melhor no candidato que ele escolheu (para seu sucessor).

O candidato Rui Costa tem se colocado como um "tocador de obras" ao contrário de Souto que ele define como "comedido" que "pensa pequeno". Nessa linha, já garantiu que, se eleito, vai construir a ponte Salvador-Itaparica. Essa é uma proposta eleitoreira ou ela sai mesmo do papel?

Primeiro quero dizer que tenho respeito pessoal por Rui Costa. Agora, não posso deixar de evidenciar que Rui é sócio do governo de Wagner. Rui é corresponsável pela escalada da violência e da criminalidade na Bahia, com cerca de 38 mil vidas perdidas em oito anos. É sócio do caos da saúde pública que está instalado na Bahia. É tão responsável quanto Wagner pela greve dos professores, que marcou a história da educação pública em nosso estado. Rui (ex-secretário de Relações Institucionais e da Casa Civil) tem tanta responsabilidade quanto o governador pela perda da importância econômica da Bahia no comparativo nacional. Esse é o currículo, o histórico do candidato que, agora, vem para a televisão, prometer mundos e fundos. A ponte é um projeto que, até hoje, não foi mostrada a sua viabilidade econômica financeira. Da forma como o governo conduziu, com o que exigirá de investimentos públicos e também da participação privada, com o modelo que foi construído pelo governo, eu não acredito que saia. É fundamental pensar na integração de Salvador com as Ilhas, com o Recôncavo baiano, mas com um modelo factível.

No horário eleitoral na rádio e na TV o senhor tem criticado os resultados das políticas de segurança, saúde e educação do governo Wagner. Faltou competência, gestão para tocar essas áreas?

Todo governo, o pior que seja, alguma coisa positiva é capaz de fazer. Porém, o saldo do governo de Wagner é negativo para a Bahia. Wagner perdeu uma grande oportunidade, porque teve ao lado dele dois fatores que poderiam ter garantido à Bahia uma posição muito melhor. Primeiro, a amizade pessoal durante quatro anos com o presidente Lula e quatro anos com Dilma. Não aproveitou essa amizade para trazer recursos, projetos, investimentos para a Bahia. Porque entre o partido, o PT, e a Bahia ele ficava com o partido. O segundo, o Brasil teve um crescimento na sua economia muito expressivo até 2011, o que permitiu que estados do Nordeste, como Pernambuco e Ceará que tiraram projetos do papel, dessem saltos muito mais expressivos do que a Bahia deu. E o grande símbolo disso é a ferrovia Oeste-Leste, que até hoje não foi concluída, assim como o Porto Sul, que nem sinal dele temos. O governador apostou as fichas dele na Ponte Salvador-Itaparica que, não há quem possa ser contra, mas, no entanto, também é um projeto que sequer licitado foi.

Falando em obra que não anda, o senhor é acusado pelo governo de estar emperrando a integração do metrô, depois de 14 anos.

Isso é um absurdo. Quando eu fui eleito, ainda no período de transição, comecei a tratar o problema do metrô com o governo do Estado. A prefeitura tem uma participação de mais de R$ 2 bilhões neste projeto, com os incentivos fiscais via ISS, com os terrenos que eram de sua propriedade e foram transferidos para o consórcio, e com a transferência da CTS (Companhia de Transportes de Salvador) para o Estado, hoje CTB (Companhia de Transportes do Estado da Bahia). Se fôssemos seguir o rigor da lei, a presidente Dilma não poderia ter inaugurado o metrô em junho, porque a CCR (concessionária que venceu a licitação para exploração do metrô) não tinha conseguido os alvarás e as licenças a tempo. Ainda assim, para não retardar a inauguração, concedemos as licenças provisórias, até que fossem confirmadas. Até hoje, a concessionária não cumpriu as obrigações burocráticas e legais.

E quanto à integração

Eu tenho todo interesse na integração. Só estou colocando duas coisas, que considero imprescindíveis: primeiro, ela tem que ser feita com a devida cautela, porque vai alterar a vida de muita gente. Ela significa a eliminação das linhas de ônibus, significa mudar a rotina de muitos passageiros. Então, isso tem que ser feito com informação, comunicação e com preparação. Segundo, é a questão da tarifa. Como o metrô não tem demanda própria, e vamos ter de induzir o passageiro a andar de metrô, não é razoável que um passageiro para andar apenas seis quilômetros de metrô, pague tarifa de R$ 3,90. Essa é a nossa maior defesa, a defesa do passageiro, a defesa da cidade.

Caso o seu candidato perca as eleições, o senhor teme a possibilidade de ser retaliado por Rui Costa, caso ele se eleja, e mesmo pela presidente Dilma Rousseff, se sair vitoriosa?

Na prática, pior do que está a ação do governo do Estado com a prefeitura, hoje, não tem como ficar. Porque o governo do Estado não tem um centavo com a prefeitura. Pelo contrário, se formos ver o patrocínio do Carnaval da Bahiatursa até hoje não foi pago. Assim como o da Petrobras também não foi pago. Quero dizer claramente, vou lutar até o último dia para o meu candidato ser eleito governador, porém, qualquer que seja o resultado das urnas eu vou respeitar de maneira democrática e vou fazer o que fiz um dia depois que fui eleito prefeito de Salvador: vou procurar o governador eleito e dizer do meu desejo, da minha disposição, da minha vontade de ter a melhor relação com o governo do Estado, respeitando a vontade majoritária e soberana do eleitor.

FONTE:  PATRICIA FRANÇA/ATARDEONLINE 22/09/14

Petrobrás: Justiça nega acesso à delação de Paulo Roberto Costa

Justiça nega acesso à delação de ex-Petrobrás
Foto: Paulo Roberto Costa/Reprodução

O juíz Sergio Moro,  responsável pelas ações da Operação Lava Jato que tramitam na Justiça Federal do Paraná, rejeitou nesta segunda-feira, 22, o pedido de compartilhamento das informações da delação premiada prestada pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa ao Ministério Público Federal.

"O momento atual, quando o suposto acordo e os eventuais depoimentos colhidos sequer foram submetidos ao Juízo, para homologação judicial, não permite o compartilhamento, sem prejuízo de que isso ocorra no futuro.", afirma o magistrado na decisão. O acordo de delação prevê um acerto de Costa com o MPF, que destacou uma força-tarefa de seis procuradores para avaliar os depoimentos do ex-diretor. Posteriormente esse acordo precisa ser levado ao juiz para ser homologado, o que ainda não ocorreu.

A decisão responde às solicitações feitas pela CPI mista que investiga a Petrobrás, pela Controladoria-Geral da União e pela própria estatal, que manifestaram interesse de ter acesso à delação que vem sendo realizada por Costa, preso na Lava Jato acusado de participar de esquema de lavagem e desvio de dinheiro na Petrobrás.

Na semana passada, Costa chegou a ir à sessão da CPI mista no Congresso, mas se manteve em silêncio. Caso desse detalhes de seu depoimento ao MPF ele poderia perder benefícios da delação premiada, como a redução de sua pena.

Segundo tem sido divulgado pela imprensa, o ex-diretor teria revelado a existência de um esquema de cobrança de propinas a políticos envolvendo contratos da estatal petrolífera. Foram citados mais de 30 políticos, dentre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o governador do Ceará, Cid Gomes.

Veja a íntegra da decisão:

"DESPACHO/DECISÃO

1. Decido.

CPMI da Petrobras, Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras e CGU requerem acesso aos supostos depoimentos prestados por Paulo Roberto Costa no âmbito de colaboração premiada (eventos 797, 875 e 897).
O MPF, ouvido sobre o requerimento da Petrobras, manifestou-se contrariamente (evento 874).

Penalty ameaça fechar as fábricas da Bahia

Penalty quer fechar duas fábricas baianas, diz revista
Foto: Reprodução/ Google Street View
A Cambuci, dona da marca Penalty, promete fechar duas de suas quatro fábricas no país até o fim de 2015, de acordo com informações da Revista Exame. Ambas as unidades são localizadas na Bahia, nos municípios de Itabuna e Itajuípe. Mil funcionários deverão perder o emprego com o fechamento. 

Caso se confirme, sobrarão apenas uma confecção no Paraguai e uma fábrica de bolas e calçados na Paraíba. O objetivo é tirar a empresa, que fatura R$ 270 milhões, do prejuízo, a fim de se recuperar para voltar a patrocinar grandes atletas. Atualmente, a Penalty patrocina o clube São Paulo. A Cambuci não comenta o caso. Informações do BN.

São Paulo: Estudante da USP desaparece após festa no Campus

SÃO PAULO - O estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, está desaparecido há mais de 48 horas após participar de um festa no interior do câmpus da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã, zona oeste da capital paulista. O jovem foi visto pela última vez na madrugada do sábado passado, 20, quando deixou os amigos para comprar uma cerveja, e desde então não foi mais localizado. A polícia investiga o caso.

Victor participava de uma festa no Velódromo da USP organizada pelo Grêmio Politécnico na noite da sexta-feira, 19. De acordo com estimativas do grêmio, o evento reuniu cerca de 5 mil pessoas. A festa em comemoração aos 111 anos da entidade era "open bar" (com bebida alcoólica gratuita no interior do espaço) e tinha ingressos entre R$ 30 e R$ 90, com participação de nomes nacionais da música como Marcelo D2 e CPM 22.

A USP autorizou a realização da festa, que contava com 140 seguranças particulares contratados pelo grêmio. De acordo com representantes da entidade, em nenhum momento houve desentendimento em que se necessitasse intervenção da equipe de segurança e retirada de participantes do local.

Até a manhã desta segunda-feira, 22, o jovem permanecia desaparecido. Pela rede social Facebook, a irmã de Victor, Bruna Costa, lançou um apelo por informações. "Nós e os amigos dele estamos procurando por toda parte. Mas até agora nenhuma notícia. Peço que nos ajudem nessa busca", disse a irmã na rede social.
Bruna acrescentou ter buscado em hospitais, delegacias e no Instituto Médico Legal (IML), sem sucesso. 

Segundo informações da família, o jovem  de 1,80 metro de altura estava com uma camisa preta e detalhes em amarelo e verde quando desapareceu. Após a publicação no Facebook, pessoas que compareceram à festa deram informações que não foram confirmadas. Uma delas diz respeito à retirada de um jovem com características similares às de Victor por seguranças da festa.

Pistas de que o jovem teria sido atendido na enfermaria próxima do evento também não foram confirmadas. Naquela noite e madrugada do dia seguinte, ninguém foi encaminhado ao hospital ou permaneceu por atendimento prolongado no local, segundo familiares. 

O caso foi inicialmente registrado no 5º Distrito Policial de Osasco (Centro), na Região Metropolitana de São Paulo, onde o jovem mora. A investigação deve contar com apoio de equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil paulista.

Fonte:AE

domingo, 21 de setembro de 2014

Estudante cearense do Ciência sem Fronteiras morre em trilha nos EUA

Estudante do Ciência sem Fronteiras
morre nos EUA (Ana Maria/Arquivo pessoal)
Foto: Ana Maria/arquivo pessoal/reprodução
O estudante cearense bolsista do programa Ciência Sem Fronteiras Emanuel Rodrigo Biana Costa Bezerra morreu neste sábado (20) após um mal súbito na trilha de uma montanha no Arizona, nos Estados Unidos, onde estudava. A causa da morte foi confirmada por autoridades dos Estados Unidos à mãe da vítima, Ana Maria Biana, na noite deste domingo (21).Emanuel Biana foi resgatado ainda vivo em uma trilha da Montanha Camelback, na cidade de Phoenix, com quadro de desidratação avançada.
"Ele participou com um grupo de amigos de um passeio e teve muita dificuldade na subida da montanha, passou mal, pediu um tempo para descansar antes da descida. O que os médicos disseram à minha filha, que está nos Estados Unidos, é que ele teve um mal súbito, e o cérebro inchou", diz a mãe.
No momento do incidente, Emanual Biana estava próximo a um grupo de visitantes do parque, que acionou o resgate no parque. "Ele foi levado inicialmente em um helicóptero do parque até uma ambulância na base da montanha, mas ele não resistiu por conta do quadro de desidratação", relata Ana Maria Biana.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que um brasileiro morreu no Arizona. "Segundo o Itamaraty, o consulado brasileiro em Los Angeles está em contato com a família do brasileiro e também com as autoridades locais", diz o órgão.
Emanuel Biana foi aprovado no curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e morava nos Estados Unidos há um mês, por meio do programa do Governo Federal Ciência sem Fronteiras.
A irmã da vítima viajou à cidade onde Emanuel Biana morava, neste domingo (21), algumas horas após saber da morte do irmão, por meio de autoridades dos Estados Unidos. Segundo familiares, ela trata de questões relativas ao traslado do corpo ao Brasil.
Em mensagem nas redes sociais, a família informou que o corpo de Emanuel Biana deve chegar ao Brasil na terça-feira (23) e irá informar o local do velório aos amigos e familiares em breve.
Fonte:Globo.com