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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Impeachment de Dilma? Ministro Wagner faz post em defesa da presidente

Jaques Wagner
Político · 150.037 curtidas
· 9 h ·

O ministro da Casa Civil do Governo Dilma Jaques Wagner usou uma rede social para sair em defesa da presidente Dilma. Lulista como é, o ex- governador da Bahia no início do governo foi para o ministério da defesa. Com o agravamento da crise política e econômica, O ex- governador foi para o lugar de Mercadante na Casa Civil e em pouco tempo, tornou-se um peça fundamental na articulação política tão  degastada nesse primeiro do segundo mandato de Dilma. E ontem após a divulgação da carta do vice-presidente Michel Temer a presidente Dilma, Wagner se reuniu com governadores do Nordeste e em um post disse o seguinte:

"O intenso convívio com a presidenta Dilma nos últimos dias está me fazendo perceber com mais nitidez a imensa capacidade dessa mulher de resistir e enfrentar dificuldades. Dilma é, por natureza, uma mulher forte e aguerrida, mas ela parece agigantar-se ainda mais quando precisa encarar grandes desafios. Nossa presidenta tem mostrado a cada dia a força e a vontade de quem vai lutar para garantir a manutenção do mandato conquistado legitimamente nas urnas. Nesta disputa, ela sabe que, além da estabilidade democrática, são as conquistas sociais dos últimos 13 anos que estão em risco. E, para evitar esse retrocesso, podem ter certeza de que o coração valente ficará ainda mais valente na defesa dos interesses do povo pobre deste país".

Imagem:reprodução

fONTE:facebbook/Jaques Wagner

Impeachment de Dilma? Michel envia carta- desabafo a Presidente


 
 Foto:reprodução

O vice-presidente Michel Temer enviou a presidente Dilma Rousseff uma dura carta-desabafo, em que reclama do papel meramente decorativo que lhe foi imposto no governo, rejeita a cobrança para tornar pública sua lealdade e enumera as desfeitas de que foi vítima. 

A carta de Michel Temer deixa pouco espaço para o entendimento com a presidente e, na prática, representa um rompimento com Dilma. Ou no mínimo um afastamento sem volta. Na hipótese de o impeachment não passar, dificilmente haverá clima de convivência entre eles até o final do mandato.

Eis a íntegra da carta:

"Senhora Presidente,

'Verba volant, scripta manent'.

Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio. Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.

Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos. Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.

Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo. Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido.

Isso tudo não gerou confiança em mim, Gera desconfiança e menosprezo do governo. Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.

1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.

2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.

3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.

4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que ogoverno fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nomecom perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. 
 Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração".

5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários.

Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequencia no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.

6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.

7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.

8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden - com quem construí boa amizade - sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;

9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.

10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.

11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.

Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais. Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã.

Lamento, mas esta é a minha convicção.

Respeitosamente, 
Michel Temer

A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília, D.F."

Fonte:Diário do Poder

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Impeachment de Dilma? Vice presidente é o "capitão do golpe", diz Ciro Gomes


Resultado de imagem para CIRO X MICHEL TEMER
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) acusou neste domingo, 6, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) de ser o "capitão do golpe" do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, deflagrado na semana passada na Câmara dos Deputados. A acusação foi feita durante entrevista coletiva no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, em que Gomes, ao lado do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do governador do Maranhão, Flávio Dino, saiu em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff. 
"Perguntem qual é a opinião do Michel Temer, vice-presidente da República, sobre o fato de seu companheiro, amigo, parceiro, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter contas na Suíça, ser denunciado por crime de formação de quadrilha, de roubo do dinheiro público. Ele não tem uma opinião. Por quê? Porque é íntimo parceiro. E não por acaso o beneficiário imediato dessa ruptura da democracia e dessa imensa e potencial crise para 20 anos. É ele mesmo o senhor Michel Temer, o capitão do golpe", afirmou Gomes. Procurados pela reportagem, Cunha e Temer disseram que não iriam comentar as declarações.
O ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula afirmou que o processo de impeachment tem sido tocado por um "grupo de mafiosos" que estão se utilizando de "protocolos formais" para derrubar a democracia brasileira. Para ele, o "golpe" não tem sido orquestrado apenas pelo PMDB, mas por grupos internacionais de interesses conservadores e reacionários que "cobiçam o petróleo brasileiro". Nesse contexto, Ciro defendeu que é preciso "engolir" os "abusos" do governo atual, em nome da preservação da democracia.
“Três anos de um governo que a gente não gosta passam num piscar de olhos", afirmou. "Mas isso nos aponta para segunda grande tarefa: exigir, pedir suplicar que a presidenta Dilma se reconcilie com valores e grupos sociais que lhe deram a vitória. Porque a sensação grave hoje entre nós é de que fomos enganados. A sociedade esperava uma coisa, ouviu dela uma proposta, e temos a sensação de que estamos recebendo exatamente o oposto", emendou.
Prova
Na entrevista deste domingo, Flávio Dino destacou que a instauração do processo de impedimento de Dilma é "golpe", pois não tem base constitucional. Ele lembrou que as chamadas "pedaladas fiscais" foram cometidas em 2014, no primeiro mandato da presidente e que sequer ainda foram julgadas pelo Congresso Nacional. O governador lembrou ainda que, ao aprovar o Projeto de Lei do Congresso (PLN) que alterou a meta fiscal, os parlamentares deram "prova" de que não querem o impeachment e mostraram que há espaço para diálogo sobre o assunto.
O presidente nacional do PDT, por sua vez, afirmou que o processo de afastamento de Dilma é uma tentativa de rasgar a Constituição de 1988. Para ele, Eduardo Cunha não tem legitimidade para deflagrar o processo, por ser alvo de investigação por envolvimento nos esquemas de corrupção da Petrobras e por ter contas não declaradas na Suíça. Para Lupi, apesar de o País passar atualmente por uma situação "grave", o "ódio não pode ser maior do que o Brasil".
Processo
O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi deflagrado na última quarta-feira pelo presidente da Câmara. No parecer, o peemedebista usa como base para autorizar o processo as "pedaladas fiscais" e a abertura de créditos suplementares em 2015 sem autorização do Congresso, que, segundo ele, ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nesta segunda-feira, deputados deverão eleger os 65 membros da comissão que dará parecer sobre o processo na Câmara.
fonte:MSN/estadão
Fotos:reprodução/google

Salvador:Enfermeira é vítima de bala perdida dentro do hospital Roberto Santos


 Enfermeira é atingida por bala perdida dentro do Hospital Roberto Santos
 Foto: Divulgação/reprodução
 
Uma enfermeira do Hospital Roberto Santos foi baleada no quadril dentro da unidade médica na tarde deste domingo (6), em Salvador. De acordo com a Central de Polícia, o incidente ocorreu por volta das 17h, após troca de tiros em uma invasão que fica ao lado do hospital, em Narandiba. O diretor-geral do Roberto Santos, Antônio Raimundo Pinto de Almeida, contou ao Correio que a vítima estava atendendo um paciente no momento em que foi atingida. “Foi dentro da enfermaria 2B. Houve uma troca de tiros entre facções que ficam próximas ao hospital e uma das balas atravessou a janela, atingiu um medicamento e a enfermeira de raspão na altura da lombar. Mas graças a Deus ela está bem”, explicou. 
Ninguém mais ficou ferido e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) já realizou perícia no local. A 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Tancredo Neves) informou que a troca de tiros foi entre integrantes de duas facções criminosas que atuam em Narandiba: a da Rua do Canal e a da Invasão do ACM, que fica atrás do hospital. Segundo informações da companhia, as facções rivais costumam trocar tiros na região, onde o tráfico de drogas é intenso.Informações do BN.

Impeachment de Dilma? "Presidente nunca confiou em mim', teria dito vice-presidente

'Dilma nunca confiou em mim', teria dito vice-presidente Temer a aliados
Foto: Lula Marques/ Agência PT/reprodução
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), não teria reagido tão bem às declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) de que espera “integral confiança” dele durante a tramitação do processo de impeachment. "Ela nunca confiou em mim”, disse Temer a aliados, segundo a Folha de S. Paulo. Desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), aceitou o pedido de impedimento de Dilma, Temer evita dar declarações públicas em defesa da chefe do Executivo. O posicionamento teria gerado desentendimentos e reclamações do governo federal.
No sábado (5), em entrevista, a petista declarou: "Espero integral confiança do Michel Temer e tenho certeza que ele a dará. Conheço o Temer como político, como pessoa e como grande constitucionalista". Para a equipe do vice-presidente, o comentário foi visto como “cobrança” de apoio. 
 
Ao mesmo tempo, segundo a Folha, assessores presidenciais avaliam nos bastidores que Temer, como jurista, sabe que juridicamente o pedido de impeachment é insustentável. Porém, apesar de condená-lo, não o faria porque está de olho no lugar da presidente. Um interlocutor acredita que Michel não pode impedir que amigos defendam a saída de Dilma, mas que ele não pode e nem vai comandar articulações neste sentido.Informações do BN.

Venezuela: Oposição conquista maioria em eleição após 16 anos

Oposição conquista maioria em eleição na Venezuela e Nicolás Maduro reconhece derrota
Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil/reprodução
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu a derrota da sua formação política, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), pela primeira vez em 16 anos, nas eleições legislativas deste domingo (6). “Vimos com a nossa moral, com a nossa ética, reconhecer estes resultados adversos, aceitá-los e dizer à Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”, afirmou, em declaração divulgada pela televisão, pouco depois do anúncio oficial do resultado que deu maioria parlamentar de dois terços à oposição.

Segundo a Agência Lusa, pouco após o encerramento do pleito pelo Conselho Nacional Eleitoral, o governo venezuelano prorrogou a votação para que os eleitores que estavam na fila pudessem votar. "Foi um dia longo, com grande jornada de participação, em que quase 75% dos eleitores expressaram o seu voto", disse Maduro. "Sempre temos sabido reconhecer os resultados, em todas as circunstâncias", acrescentou, afirmando que as forças 'chavistas' sempre confiaram no sistema eleitoral do país. Maduro atribuiu o resultado à "guerra econômica" contra o governo venezuelano. "Na Venezuela não triunfou a oposição", triunfou "um plano contrarrevolucionário para desmantelar o Estado social-democrático de justiça e de direitos", destacou.

Fonte:BN

domingo, 6 de dezembro de 2015

Eleições 2018: PDT lança Ciro Gomes como pré-candidato ao Planalto



Carlos Lupi anuncia que Ciro Gomes será pré-candidato à Presidência em 2018
Foto: Divulgação/reprodução
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lançou neste domingo (6) a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2018. Em coletiva de imprensa no Palácio dos Leões, sede do governo maranhense, o pedetista afirmou que o ex-ministro da Fazenda do governo Itamar Franco e da Integração Nacional do governo Lula é o político "mais preparado" e "mais habilitado" para a função. Ao lado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB), Lupi fez questão de ressaltar que o lançamento da candidatura de Ciro não é uma "oportunidade eleitoral". Prova disso, ressaltou, foi a defesa que ele, Ciro e Dino fizeram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff durante a coletiva de imprensa. "Não estamos defendendo a presidente Dilma por conveniência", ponderou. 
Ciro não comentou o assunto durante a coletiva de imprensa. Em entrevistas recentes, contudo, o ex-ministro já tinha dado sinais de que quer ser candidato à sucessão de Dilma em 2018. Caso a candidatura se confirme, será a terceira vez que o ex-ministro disputa o Palácio do Planalto. Ele foi candidato à presidente em 1998 e 2002, terminando em terceiro e quarto lugar na disputa, respectivamente.
Fonte:BN

Impeachment de Dilma? Temer e gov. de SP se reunem fim de semana


 
 Foto:reprodução
 
O vice-presidente Michel Temer (PMDB) deve se encontrar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ainda neste fim de semana para uma conversa reservada sobre o processo de impeachment aberto contra a presidente Dilma Rousseff. A reunião é mais um sinal de que Temer está se descolando do Palácio do Planalto e trabalha para preparar o terreno caso venha assumir a Presidência da República. Segundo um auxiliar de Alckmin, o encontro começou a ser articulado na sexta-feira e "seguramente" vai acontecer neste sábado ou no domingo.
 
Na segunda-feira, Temer e o tucano participarão de um evento público, lado a lado, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Desde que o processo de impeachment foi deflagrado na quarta-feira, o vice não fez nenhum gesto de apoio a Dilma. Pelo contrário. Não esteve ao lado dela no pronunciamento em que a petista rebateu o pedido do seu afastamento. Também se recusou a participar de uma reunião com ministros para discutir como organizar a base aliada para enfrentar o processo na Câmara.
Ontem o Palácio do Planalto foi surpreendido com a notícia de que um dos principais aliados do vice, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), decidiu que vai deixar o governo. 

A decisão foi vista com preocupação e fez o governo se mobilizar para evitar uma debandada dos outros seis representantes do PMDB na Esplanada. Também na sexta-feira Temer embarcou para o Espírito Santo para um encontro com o governador Paulo Hartung. Oficialmente, a reunião - que não foi divulgada pela assessoria de imprensa do vice - teve o objetivo de discutir os impactos do desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco.

Hartung, porém, já fez declarações favoráveis ao impeachment de Dilma. No ano passado, apoiou o então candidato do PSDB, Aécio Neves, nas eleições presidenciais. Para o Palácio do Planalto, não há dúvida de que Temer está procurando se descolar de Dilma. Publicamente, porém, ministros próximos à presidente têm dado declarações para constranger o vice. 

Jaques Wagner (Casa Civil) já afirmou que Temer é um estadista e sabe que não há "lastro" para o impeachment. Edinho Silva (Comunicação Social), por sua vez, disse que acredita que o vice vai trabalhar para "unificar o PMDB" e "garantir a governabilidade".

Fonte:Diário do Poder