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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

STF tenta intimar Eduardo Bolsonaro há mais de 20 dias

STF tenta intimar Eduardo Bolsonaro há mais de 20 dias
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) está há 23 dias tentando intimar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Um oficial de Justiça tem ido diariamente ao gabinete dele em Brasília, mas até o momento não conseguiu localizá-lo.

Segundo informações da Coluna do Estadão, o filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi denunciado em abril pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter ameaçado uma jornalista com quem teria tido um relacionamento. Na ocasião, ele enviou mensagens à mulher através do aplicativo Telegram e disse que iria "acabar com a vida dela" e que ela "se arrependeria de ter nascido". Em abril, o deputado divulgou um vídeo em que acusava a jornalista de inventar histórias envolvendo outras pessoas.

De acordo com o STF, a chefe de gabinete dele afirmou que ele atenderia o oficial depois do dia 22 de outubro. Até agora, no entanto, isso não aconteceu. Eduardo Bolsonaro foi não só o deputado federal mais votado em São Paulo nesta eleição, mas o parlamentar mais votado na história da Câmara dos Deputados.

fonte:BN - 26/10/18/ - 11:17min.

Confira o que abre e fecha no domingo do 2º turno em Salvador 25

foto: reprodução/brinquedoteca Art & Vida-Cabula
O segundo turno das eleições, que acontece neste domingo (28), das 8h às 17h, afetará o funcionamento dos principais centros comerciais de Salvador. Nos principais shoppings da cidade, as lojas estarão fechadas, mas mercados, cinemas, praças de alimentação e áreas de lazer terão funcionamento normal. 
Confira abaixo uma lista do que abre e fecha durante o período em Salvador:

Shoppings

Shopping da Bahia: a praça de alimentação funcionará entre 12 às 21h, o cinema terá horário normal e o Playland e Planeta Criança funcionam entre 12h às 21h. As lojas estarão fechadas.
Salvador Shopping: a praça de alimentação, o lazer e as farmácias do shopping funcionarão das 12h às 21h. O mercado Bompreço funcionará das 8h às 21h. As lojas estarão fechadas.
Shopping Barra: o cinema terá funcionamento normal, a praça de alimentação funcionará das 12h às 21h, o Barra Gourmet funciona entre 12h às 23h e a Oficina de Slime, Slimelândia, tem funcionamento das 12h às 21h. As lojas estarão fechadas.
Shopping Paralela: as lojas estarão fechadas, a praça de alimentação e a parte de lazer estarão abertos das 12h às 21h.
Shopping Piedade: O shopping não abre aos domingos.
Center Lapa: o cinema e a praça de alimentação funcionam das 10h às 20h. O Atacadão dos Remédios e as Lojas Americanas funcionam das 12h às 18h As lojas e quiosques não abrem.
Salvador Norte Shopping: a praça de alimentação e a área de lazer estarão abertos das 12h às 21h, o Hiper Bompreço funcionará das 8h às 21h. As lojas, quiosques e a Clivale estarão fechados. 
Bela Vista: a praça de alimentação, os espaços de lazer, o GBarbosa e as farmácias funcionarão das 12h às 21h. As lojas não abrirão e o cinema funcionará em horário normal.
Itaigara: as lojas estarão fechadas, o Bompreço funcionará das 7h às 18h e o restaurante Terraço funcionará das 11h às 15h.
Paseo: as lojas estarão fechadas, a alimentação funcionará opcionalmente a partir das 12h e o cinema terá horário normal.
Shopping Cajazeiras: as lojas estarão fechadas, a praça de alimentação estará aberta das 13h às 21h. O Play Kids funcionará das 13h às 21h e o cinema terá funcionamento normal.

Mercados

G Barbosa: a unidade do GBarbosa do Costa Azul funciona das 7h às 21h, a de Lauro de Freitas funciona das 7h às 19h, a de Guarajuba terá funcionamento entre 8h e 18h, a do Horto Bela Vista funcionará no horário do Shopping, o Hiper Iguatemi terá funcionamento das 7h às 19h, os do Hiper San Martin, Pau da Lima e Cabula funcionarão das 8h às 16h
e a unidade de Brotas terá funcionamento das 8h às 14h.
Perini: As lojas da Pituba, da Vasco da Gama, da Graça e da Barra funcionarão das 6h30 às 21h. A loja do Costa Azul terá funcionamento das 7h às 21h. Nos Shoppings Barra, da Bahia, Paralela e Salvador, as lojas seguirão horário dos respectivos centros de compras.
Mercantil Rodrigues: As unidades da Calçada, Ogunjá e Pirajá funcionarão das 7h às 18h, a de Lauro de Freitas terá funcionamento das 7h às 19h.
Walmart/Bompreço: As unidades do Walmart, Walmart Supermercado, Bompreço, Hiper Bompreço, Maxxi Atacado, Sam’s Club e TodoDia vão abrir normalmente, mantendo o horário de funcionamento padrão de cada loja. 
Extra: As lojas terão funcionar normal. As unidades da Vasco da Gama e da Rótula do Abacaxi abrirão das 07 às 22h. A da Paralela é 24h.
Ferreira Costa: A loja estará fechada.
fonte: Correio da Bahia c/adaptações 26/10/2018 -08:54min.

ALBA publica edital com 123 vagas para nível superior e médio

foto:Sede da ALba/divulgação em Salvador
Confira as vagas: Para candidatos de nível superior há vagas na carreira de Analista Legislativo nas especialidades:
Administração (5)
Análise de Sistemas/Informática /Tecnologia da Informação (6)
Taquigrafia (3)
Enfermagem (1)
Jornalismo/ Comunicação (1)
Medicina do Trabalho (2)
 Nutrição (1) 
 Redação e Revisão Legislativa (6);
 Auditor Legislativo (3)
 Procurador (3).
 O salário dos cargos será de R$ 4.872,61.
Já para aqueles com formação de ensino médio completo ou técnico são ofertadas vagas de Técnico Legislativo nas especialidades:
Administrativa (35);
 Agente de Polícia Legislativa/ Feminino (11)
 Agente de Polícia Legislativa/ Masculino (43)
 Odontologia (3). 
A remuneração é de R$ 4.118,67.
Inscrições ALBA
As inscrições no concurso estarão abertas pela internet, no site www.fgv.br/fgvprojetos/concursos/alba2018
das 14h do dia 29 de outubro até as 12h do dia 16 de novembro de 2018. A taxa de inscrição custa R$ 66,00 para Técnico e é de R$ 77,00 para Analista, Procurador e Auditor, devendo ser paga até o dia 16 de novembro em qualquer agência bancária.
Haverá isenção da taxa de inscrição para o candidato economicamente hipossuficiente que estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico e for membro de família de baixa renda.

Provas em dezembro

O concurso público será composto de provas objetivas com 70 questões de múltipla escolha para os cargos de nível médio e técnico e de 80 questões para os cargos de nível superior.
As questões envolvem áreas de língua portuguesa, legislação específica, raciocínio lógico, noções de informática, conhecimentos específicos e conhecimentos gerais para todos, além de direito administrativo, direito constitucional, direito civil e processual civil, direito ambiental, direito eleitoral, direito do consumidor, direito penal e processual penal, direito tributário e financeiro e direito trabalhista, processual trabalhista para Procurador; e estatística e matemática financeira, direito administrativo, direito constitucional, direito tributário, economia, administração, contabilidade e auditoria para o cargo de Auditor Legislativo.
Haverá ainda prova discursiva para o cargo de Procurador, prova prática para Analista Legislativo na especialidade de Taquigrafia e avaliação psicológica, teste de aptidão física, investigação social e curso de formação para Agente de Polícia Legislativa.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 16 de dezembro na cidade de Salvador-BA em locais divulgadas por meio de edital de convocação para provas, a ser publicado pela organizadora do concurso. O resultado preliminar e o gabarito oficial preliminar da Prova Escrita Objetiva serão divulgados pela FGV.
A validade do certame é de dois anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final do concurso público no Diário Oficial do Estado da Bahia, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período, à critério da Administração da ALBA.
fonte:Ache Concursos/ c/adaptações


Eleições 2018: Universidades são alvo de operações por suposta propaganda eleitoral

Departamento de Educação
 Serrinha -Bahia - foto:divulgação/reprodução
SALVADOR BELO HORIZONTE – Pelo menos duas universidades – a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Campus de Serrinha (a 175 km de Salvador) – foram alvo nesta quinta-feira, 25, de ações da Justiça Eleitoral ou do Ministério Público Eleitoral por suposta propaganda eleitoral irregular a favor do candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com Jair Bolsonaro (PSL).
Já na Universidade Federal de Grandes Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, na manhã desta quinta, a Polícia Federal impediu, a mando do juiz eleitoral Rubens Witzel Filho, a realização de uma palestra sobre fascismo marcada para acontecer na instituição de ensino. Na decisão, o magistrado alegou que o prédio, por ser público, não poderia ser usado para campanha política, já que Bolsonaro era citado nos materiais de divulgação da aula. Em uma dessas peças, compartilhada nas redes sociais, os estudantes alertavam para "o perigo da candidatura de Bolsonaro" para o País.
A aula pública, contudo, chegou a ser iniciada no campus da instituição. Entretanto, após alguns discursos, o evento foi interrompido pelos agentes da PF, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Na Universidade Federal de Campina Grande, a ação se deu na Associação de Docentes da UFCG (AUFCG), resultando na apreensão, pela Superintendência da Polícia Federal da Paraíba, de uma série de panfletos intitulados "Manifesto em Defesa da Democracia e da Universidade Pública" e outros materiais pró-Haddad. Além disso, de acordo com a universidade, cinco HDs de computadores foram levados pelos agentes da PF.
A corporação cumpria mandado de busca e apreensão concedido pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Júnior, da 17ª zona eleitoral de Campina Grande. Um ato circunstanciado foi assinado, com assinatura de advogados da seção sindical. No documento, enviado ao Estado por um docente da UFCG, uma lista com nove itens apreendidos foi escrita a caneta. Além de HDs e panfletos, também foram levados pela Polícia Federal envelopes com o manifesto que seriam endereçados a professores.
Professor do curso de psicologia da UFCG, o diretor da ADUFCG, Tiago Iwasawa Neves, afirmou ao Estado que o manifesto defendia bandeiras do sindicato, como a universidade pública, gratuita e de qualidade, além da autonomia universitária, e não tinha conteúdo partidário. Ele classificou como "um ataque severo à liberdade" a ação da Polícia Federal.
"A gente considera essa ação mais um atentado às liberdades democráticas porque o mandado era para apreender material com cunho político-partidário, que fazia a defesa de uma candidatura, mas nosso manifesto não tinha esse cunho, não tinha nenhum material de campanha na nossa sede. A gente vê isso como uma tentativa de cerceamento. A gente se vê mais uma vez atacado de forma severa", afirmou o dirigente sindical, defendendo que o manifesto feito pela entidade é legítimo e não defende qualquer candidatura.
No final da tarde desta quinta-feira, a ADUFCG emitiu nota repudiando a ação da PF. O Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) também criticou as ações da polícia e do Ministério Público Eleitoral pelo País, em nota publicada em seu site.
Na Bahia, a Polícia Federal não foi ao campus da Uneb em Serrinha, de acordo com a assessoria da instituição de ensino. Segundo a universidade, após notificação do Ministério Público Eleitoral, foram retirados cartazes afixados nas paredes pedindo voto para o candidato do PT à Presidência.
As providências foram reportadas ao MP, segundo informações divulgadas pela instituição, que disse ter enviado alerta à direção dos departamentos sobre a possível ilegalidade. A situação causou crítica dos docentes, que enxergaram a ação como uma violação da liberdade.
A Justiça Eleitoral fez outras interferências em universidades públicas nesta semana. Na última terça, 23, uma faixa contra o fascimo pendurada no campus de Niterói da Universidade Federal Fluminense (UFF) foi retirada por agentes da PF, a pedido do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A ação gerou uma manifestação dos estudantes na quarta-feira, 24. Eles alegam que a atuação da corporação foi arbitrária e que a faixa, com a inscrição "Direito UFF Antifascistas", não fazia referência a nenhum candidato.
Também na quarta, em Minas Gerais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) exigiu que a Universidade Federal de São João Del Rei retirasse uma nota publicada do site oficial, em que a instituição reafirma “seu compromisso com os princípios democráticos”, mencionando que a Universidade sempre adotou as cotas no vestibular e o uso do nome social para pessoas trans.
Sem mencionar nomes, a nota da UFSJ afirma que o cenário político nacional “é marcado, da parte de um dos candidatos à Presidência da República, por discursos de ódio e intolerância para com a diferença”, o posicionamento ainda menciona a “escalada da violência física por apoiadores desse candidato” e também diz que a Universidade tem “própria existência ameaçada nesse contexto de violência e de desrespeito à democracia”.
Ordem judicial exige retirada de nota no site oficial da Universidade Federal de São João Del Rei
© Reprodução Ordem judicial exige retirada de nota no site oficial da Universidade Federal de São João Del Rei

“Por tais razões, convidamos a todos a refletir sobre o momento eleitoral e a não transigir com nenhuma ação que represente o rompimento com os princípios democráticos”, disse a Universidade na nota.
A juíza Moema Miranda Gonçalves do TRE-MG considerou que, mesmo sem citar nomes de candidatos e por se tratar de uma instituição pública, a nota é irregular, pois ultrapassa “o plano da liberdade de expressão e ofenda a igualdade de oportunidades entre os candidatos”.
A instituição federal tomou conhecimento da decisão judicial e afirmou que irá retirar do ar a publicação dentro do prazo estabelecido pela justiça. “A UFSJ respeita o Poder Judiciário e defende a democracia. Embora de forma alguma concordemos com as conclusões exaradas nos autos”, declarou. 
FONTE:Estadão c/ colaboração de Kleber Nunes de Recife  26/10/2018 - 08:05min.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Eleições 2018: Ascensão de Bolsonaro, um 'filme de terror' para vítima de tortura

(Reprodução de vídeo) Cecília concede uma entrevista à AFP no Rio de Janeiro
© Fornecido por AFP (Reprodução de vídeo) Cecília concede uma entrevista à AFP no Rio de Janeiro

Cecília Coimbra foi torturada durante a ditadura (1964-1985) e, hoje, aos 77 anos, diz viver um "filme de terror", ao ver o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, um nostálgico do regime militar, a um passo de ser eleito presidente.
Fundadora da associação Tortura Nunca Mais, esta psicóloga confessou, em entrevista à AFP, que teme por todo o povo brasileiro se, como indicam as pesquisas, se confirmar no próximo domingo a vitória do capitão do Exército na reserva, que elogiou torturadores em várias ocasiões.
- Como a senhora descreve as torturas a que foi submetida?
"Foi um terror inimaginável. É inimaginável e indizível. Por mais que a gente diga o que é, a gente não consegue passar o terror que é. Na hora eu pensava: não estou vivendo isso, é um pesadelo, não está acontecendo. Eu nunca fiz parte do MR8 [movimento de luta armada que se insurgiu contra a ditadura], mas me tornei aliada deles no sentido de, inclusive, apoiá-los em varias ações. Várias pessoas ficavam escondidas na minha casa (...). Em agosto de 1970, eles invadiram a casa da minha mãe. Levaram o meu marido do trabalho dele e a denúncia era que eu era ligada ao sequestro do embaixador norte-americano. Fiquei três meses e meio sem nenhuma acusação formal. Sem ver a luz do sol. Só saia da cela para ir para a chamada sala roxa, que era a sala onde tinha tortura. Pensei que meu filho tivesse sido entregue ao juizado de menores até minha mãe conseguir entrar em contato comigo e mandar uma foto dizendo que estava bem. Isso também tinha sido uma grande tortura".
- Qual era a atitude dos torturadores?
"Era uma tortura extremamente machista. As mulheres são colocadas nuas e xingadas: 'Sua puta, sua comunista. Com quantos você trepou, sua vagabunda?'. Quando um casal era preso, era muito comum um ser torturado na frente do outro. Um dia, amarraram um filhote de jacaré, puxavam por uma corda no pescoço e uma vez me amarraram nua numa cadeira e passavam o jacaré pelo meu corpo. Os choques elétricos são uma coisa indescritível também. Você está molhada para o choque ser mais intenso. Uma ponta do fio é colocado no seu dedo e a outra ponta vai percorrendo o teu corpo, é colocado no nariz, é colocado no ouvido, na boca, na vagina, na ponta do seio, no ânus, nos lugares mais sensíveis e mais úmidos. Eles torturavam porque não tinham o que fazer".
- Como se sente ao ver Jair Bolsonaro prestes a ser eleito presidente da República?
"A sensação que eu tenho é que estou vivendo um filme de terror. Também me digo que isso é um pesadelo, isso não está acontecendo. Não é possível que esteja voltando de novo, de uma forma muito violenta, muito brutal. O fascismo, acho, está rondando a todos nós.... Independente[mente] desse fascista ganhar ou não, está se produzindo uma coisa que é muito perigosa. O mais perigoso de tudo é essa produção de subjetividades extremamente fascistas que estão se espalhando pelo Brasil: a intolerância, o moralismo, os fundamentalismos, onde você não tolera a diferença. Isso é fascismo e estamos vivendo isso. No momento em que essa pessoa fascista ganhar, se institui o fascismo. Temo pelos negros, homossexuais, indígenas... Temo por todo o povo brasileiro. Temo pelos meus filhos, pelos meus netos. Mas não pretendo ficar calada, não pretendo sair do país, como não sai da outra vez (...) A gente [as vítimas da ditadura] tem que ter força para dizer: vamos continuar resistindo. Sabemos que temos papel importante para mostrar os perigos que a gente está vivendo, que a democracia está vivendo".
fonte: AFP/reprodução

Bolsonaro não vai a debate por ameaça de "atentado terrorista", diz general Heleno

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© REUTERS/Ueslei Marcelino .
O general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou em vídeo divulgado na tarde desta quinta-feira no Twitter que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, não vai comparecer a debates antes do segundo turno das eleições porque há uma ameaça de ele ser alvo de um "atentado terrorista" que estaria sendo articulado por uma "organização criminosa".
O vídeo com a fala de Heleno foi divulgado no Twitter numa conta intitulada "General Mourão", em referência ao candidato a vice-presidente da chapa, o também general da reserva do Exército Hamilton Mourão. A Reuters, contudo, não conseguiu contato com o candidato a vice para atestar que a conta é dele.
Segundo Heleno, um dos principais integrantes da campanha de Bolsonaro e já anunciado por ele como futuro ministro da Defesa, caso eleito, há uma "recomendação de que toda vez que fosse sair de casa fizesse um vasculhamento no entorno da casa dele e jamais saísse de casa com hora marcada".
"Então, o comparecimento ao debate, que muita gente está vinculando ao medo de ele sair ou de debater com o (Fernando) Haddad, não se trata disso. Ele está realmente ameaçado, não é um mero tiro de snipper, é um atentado terrorista onde tem uma organização criminosa --que não vou citar o nome por motivos óbvios-- envolvida, comprovada por mensagens, por escutas telefônicas, então isso é absolutamente verídico", disse.
O debate da TV Globo --líder de audiência no país --estava previsto para ocorrer na sexta-feira, mas foi cancelado diante do anúncio do não comparecimento de Bolsonaro, líder com folga das pesquisas de intenção de voto.
Além de Mourão, a Reuters também tentou entrar em contato com o general Heleno a fim de obter detalhes sobre as declarações, mas também não conseguiu.
Investigação
No início do mês passado, Bolsonaro foi alvo de um atentado à faca em uma agenda de campanha em Juiz de Fora (MG) e ficou três semanas hospitalizado se recuperando de cirurgias às quais foi submetido.
Após investigações feitas pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal denunciou Adélio Bispo de Oliveira por crime previsto na Lei de Segurança Nacional pela prática de "atentado pessoal por inconformismo político".
O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, já disse publicamente que o relatório das investigações sobre o atentado ao presidenciável indica a ligação do crime com a facção criminosa PCC. Um novo inquérito foi aberto para apurar ligações de outras pessoas com o atentado.
“Todos os dias recebemos informes, em relação ao PCC, há uma investigação que está sendo feita. Há fortes indícios. A investigação corre em sigilo. O pouco de informações que nós temos já são informações suficientes para que haja um cuidado redobrado”, disse ele, na terça-feira.
O presidente do PSL também já afirmou haver riscos de Bolsonaro sofrer novos atentados, por isso a decisão de não permitir que o candidato participe de eventos de campanha.~
fonte:Reuters 25/10/18 - 16:46min.

Concurso: Assembleia Legislativa da Bahia vai publicar edital com 123 vagas

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foto:reprodução

A  Assembleia Legislativa da Bahia publica até amanhã  o edital de concurso público para o preenchimento de 123 vagas do quadro de funcionários efetivos da Casa. Deste total, 54 oportunidades serão destinadas à Polícia Legislativa e as outras 69 para técnico legislativo e analista legislativo. 

A expectativa é que a aplicação da prova objetiva pela Fundação Getúlio Vargas ocorra em dezembro e o resultado seja divulgado em janeiro. Com a realização do concurso, 35 policiais militares que se encontram à disposição da AL-BA retornarão à corporação. A remuneração inicial para policial legislativo e técnico legislativo  é de R$ 5.883,81. Para analista legislativo é  de  R$ 6.960,87.

fonte:Coluna Cartão de Ponto do Correio da Bahia - 25/10/18 - 12:38hs.

Eleições 2018: El País denuncia linchamento virtual de jornalistas após denúncia contra o candidato do PSL


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O candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro, começa a emular a cruzada do presidente Donald Trump contra a imprensa tradicional. Ele lançou, nesta quarta-feira, uma ameaça direta ao principal jornal brasileiro em circulação no Twitter. “A mamata da Folha de S.Paulo vai acabar, mas não é com censura, não! O dinheiro público que recebem para fazer ativismo político vai secar e, mais, com sua credibilidade no ralo com suas informações tendenciosas são menos sérias [sic] que uma revista de piada!", tuitou, seis dias depois de o jornal publicar uma reportagem em que aponta que empresários que o apoiam bancaram o disparo em massa de mensagens via WhatsApp contra o PT. E horas depois de a Folha anunciar que pediu para que a Polícia Federal investigue ameaças a seus profissionais por "indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa".
O jornal denunciou nesta quarta-feira a campanha que foi praticada contra quatro de seus profissionais, entre eles a jornalista Patrícia Campos Mello, autora da reportagem que revelou o esquema no WhatsApp, que pode indicar a existência de uma fraude eleitoral. Um dos números mantidos pela Folha recebeu mais de 220.000 mensagens de 50.000 contatos no WhatsApp. Patricia teve seu aplicativo hackeado e usado para disparar mensagens favoráveis a Bolsonaro, além de ter uma imagem falsa sua atrelada ao presidenciável Fernando Haddad divulgada na internet. Apoiadores de Bolsonaro também convocaram eleitores do capitão reformado à confrontá-la pessoalmente em um evento em 29 de outubro, em que a jornalista seria a mediadora.
Além de Patrícia, outros três colaboradores da Folha foram vítimas de ataques virtuais. Na noite da última sexta (19) outro repórter, desta vez de O Estado de S. Paulo, Ricardo Galhardo, teve seu celular divulgado no Twitter pelo empresário Luciano Hang, um dos empresários que, segundo a Folha, teria ajudado a bancar o disparo das mensagens, após questioná-lo para uma reportagem. A plataforma removeu a postagem por considerá-la abusiva, contudo o jornalista passou a receber mensagens agressivas de apoiadores do candidato.
Diante dos episódios, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediu para que as autoridades brasileiras garantam a segurança dos jornalistas brasileiros que estão cobrindo as eleições no país. "Numa democracia turbulenta como a do Brasil, a liberdade de expressão é um direito fundamental, antes e depois das eleições", disse a entidade pelo Twitter.
Em 2018, 137 profissionais da comunicação foram vítimas de alguma forma de agressão no país. As ocorrências aconteceram em contexto político, partidário e eleitoral. Agressões físicas correspondem a 62 registros, com 60 profissionais atingidos. Os demais ataques, 75, foram praticados via internet e afetaram 64 profissionais diferentes. O Brasil ocupa o 102º lugar, em uma lista de 180 países, na classificação de liberdade de imprensa mundial. O ranking realizado pela Organização Repórteres Sem Fronteiras aponta que o ambiente de trabalho para jornalistas no país é cada vez mais instável por conta de ameaças e agressões durante manifestações políticas e assassinatos de profissionais da comunicação instalados em regiões mais afastadas das metrópoles.
Para Daniel Bramatti, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), a onda de linchamentos virtuais de jornalistas é uma tendência nova de intimidação e pode apresentar um sério risco à democracia.“O problema é o estímulo à intimidação, a ações coletivas para expor os profissionais e até suas famílias. Isso tudo não é condizente com a liberdade de expressão e com a liberdade de imprensa”, pontua. A ABRAJI lançou uma cartilha com orientações práticas sobre como lidar com ataques nas redes, prezar pela segurança e pelo uso consciente das redes sociais. "Espero não ter que usar o verbo no passado, mas até recentemente nos sentíamos seguros trabalhando nas capitais. É preciso que isso se mantenha, porque um jornalista que não trabalha com segurança, não trabalha com liberdade", diz Bramatti.
Para além dos ataques à imprensa, o cenário nas redes sociais também aponta a equipe de Jair Bolsonaro como uma ameaça à liberdade de expressão. Segundo a apuração do The Intercept Brasil, o capitão reformado já moveu 17 processos contra o Facebook por compreender que existiam conteúdos contrários a suas propostas e difamação a ele. Uma característica interessante destas ações é que os advogados de Bolsonaro pedem além da remoção dos conteúdos, as informações cadastrais dos criadores e a exclusão de seus perfis.
Até o momento, a Polícia Federal e o TSE, onde a Folha protocolou o pedido de investigação, ainda não se posicionaram sobre o pedido do jornal. Daniel Bramatti alerta para importância de posicionamentos claros das autoridades brasileiras a fim de proteger o exercício do jornalismo no Brasil. "A impunidade de um crime contra jornalistas, quando esse crime visa calar alguém, é uma vitória das trevas e quem tem como obrigação constitucional a defesa da democracia precisa atuar com força nesse momento", clama.
fonte:Conversa Afiada - 25/10/18 -12:23hs.