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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Eleito: Bolsonaro diz que maioridade penal deveria cair para 14 anos e relativiza censura na ditadura


[Bolsonaro diz que pode indicar Sérgio Moro para STF ou Ministério da Justiça]
foto:reprodução
São Paulo - Em entrevista ao Jornal da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que vai lutar pela redução da maioridade penal no Brasil. E que, por ele, deveria ser reduzida para 14 anos —o projeto que tramita no Congresso estipula a idade em 16 anos.
"Se não for possível para 16, que seja para 17 [anos]. Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada. Pode ter certeza que reduzindo a maioridade penal, a violência no Brasil tende a diminuir", afirmou.
Bolsonaro também falou de seu plano para a Educação, que considera "o ministério mais importante".
"Vamos deixar de lado a filosofia de Paulo Freire e que seja um grande profissional", afirmou, ao prometer uma indicação técnica para a pasta.
Questionado sobre a ditadura militar, o capitão reformado disse que a população brasileira está começando a entender que "não houve ditadura", e relativizou a censura a meios de comunicação na época. Para ele, certas reportagens sofriam censura para evitar seu uso para envio de mensagens cifradas para grupos que desejavam atacar autoridades.
"O período militar não foi ditadura", disse.
fonte: Rodrigo Borges Delfim/folha

Bahia: Jornalista Rita Batista recorre à Justiça por ataques de eleitores de Bolsonaro

Apresentadora do PT, Rita Batista recorre à Justiça por ataques de eleitores de Bolsonaro
Foto: Reprodução / Instagram
A jornalista Rita Batista, que virou a apresentadora do programa eleitoral do PT no segundo turno, usou as redes sociais, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas, para exibir os diversos ataques que recebeu ao longo da corrida política. "Esperei pacientemente todo o processo para exibir alguns 'comentários' feitos por eleitores do presidente eleito. Em todas as minhas redes fui bombardeada com todo tipo de coisa. Inclusive uma articulação feita por um deputado eleito aliado do novo presidente. É uma miscelânea de barbaridades", postou.

Na seleção de fotos expostas, são diversas ofensas como: "Essa raça vai ser expulsa do Brasil hoje. Bando de vagabundos. Malditos", "Nojenta", "Esse tipo de bosta só podia ser esquerdista. Fedorenta feia" e "Ela é tão comestível que tem que apelar para isso". No seu texto, a baiana diz ainda que entrará na Justiça. "O dossiê está pronto e as autoridades a postos. Engana-se muito quem acha que a internet é uma 'terra sem lei'. Discordar, debater, ter opinião contrária é da democracia, ofender, destratar, depreciar é para mim, falta de argumento e, para a lei, crime". Confira:
fonte: Bn - 29/10/2018 - 17:01hs.

Eleições 2018: Governo chinês felicita Bolsonaro e diz esperar por privatizações


Governo chinês felicita Bolsonaro e diz esperar por privatizações
A China de Jinping já espera o processo de privatizações -foto:reprodução
China parabenizou Jair Bolsonaro pela eleição, em uma mensagem do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang. O texto foi divulgado nesta segunda-feira 29  durante a coletiva de imprensa cotidiana do órgão.
Bolsonaro é um crítico de longa data do governo chinês e acusou o país de tentar dominar setores chave da economia brasileira. Uma análise da agência de notícias chinesa Xinhua, controlada pelo governo, afirma que o mais urgente desafio para o novo presidente brasileiro será a recuperação da economia.
O texto, publicado horas depois que o resultado das eleições brasileiras foi anunciado, fala da agenda do novo governo de “privatizar tudo” e das possíveis reformas da Previdência e tributária. Diz, porém, que a próxima gestão enfrentará uma "resistência substancial" para conseguir tocar esses projetos.

A publicação reforça que Bolsonaro foi eleito como apoio do agronegócio, de líderes de igrejas evangélicas, das Forças Armadas, do setor de segurança e do mercado financeiro, e que cada um desses grupos possui "demandas próprias e às vezes opostas".
Por último, o texto afirma que é esperado que o novo governo amplie as concessões de infraestrutura e realize privatizações com a participação do capital estrangeiro.
No início do ano, Bolsonaro se tornou o primeiro candidato à presidência do Brasil a visitar Taiwan, desde que as relações diplomáticas sino-brasileiras foram estabelecidas nos anos 1970. A visita gerou mal-estar. O governo chinês manifestou preocupação e indignação com o ocorrido. O Brasil não reconhece oficialmente Taiwan e o território é visto pela China como uma província rebelde.
O resultado do pleito brasileiro recebeu pouco espaço nos jornais asiáticos, que majoritariamente apenas reproduziram matérias distribuídas por agências de notícias internacionais.
fonte:Carta Capital online 29/10/2018 - 16:28min.

Brasil: Charge de jornal holandês ironiza eleição de Bolsonaro

Charge do jornal holandês De Volkskrant: Jornal holandês 'de Volkskrant' publica charge sobre eleições do Brasil – 29/10/2018
imagem:reprodução
O jornal holandês de Volkskrant publicou em sua edição desta segunda-feira (29) uma charge ironizando a eleição de JairBolsonaro. Na imagem, uma suástica nazista é representada nas cores da bandeira do Brasil e construída com os tradicionais chinelos Havaiana.
A charge faz referência às muitas críticas recebidas pelo capitão de seus oponentes, que o acusam de ser o rosto da extrema-direita no Brasil e que o ligaram à ideologia fascista durante a campanha eleitoral.
A ilustração foi assinada pelo cartunista Bas van der Schot e publicada no site e na edição impressa do de Volkskrant, um  jornal diário de Amsterdã considerado de centro-esquerda.
Bolsonaro (PSL) venceu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais com 55% dos votos, contra 44% de Fernando Haddad (PT).
Além do de Volkskrant, grandes veículos da imprensa estrangeira repercutiram a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais. Boa parte dos sites se dedicaram a publicar matérias explicando aos leitores detalhes sobre quem é Bolsonaro, desde sua formação militar, passando por suas declarações controversas. Também descrevem a polarização no Brasil, até sobre como o resultado das urnas reflete as insatisfações da população com o Partido dos Trabalhadores.
A revista liberal The Economist, que chegou a publicar uma capa chamando Bolsonaro de ameaça, começa seu texto sobre a vitória com a sucinta frase: “Os brasileiros fizeram uma péssima escolha”.
O texto aponta que Bolsonaro é um “apoiador de ditadores e de armas, que incita a polícia a matar suspeitos, que ameaça banir oponentes e diminui as mulheres, os negros e os gays”. Em seguida, a revista explica como o PT colaborou para o crescimento do conservador PSL, com os  escândalos de corrupção, o desejo de se manter no poder e a depressão econômica que a política de Dilma Rousseff provocou no país.
O jornal The New York Times seguiu o caminho dos concorrentes, lembrando falas polêmicas de Bolsonaro e apontando para o crescimento do conservadorismo da extrema-direita no mundo. “Bolsonaro, que vai conduzir o maior país da América Latina, é o mais à direita entre todos os presidentes da região, onde recentemente os países elegeram líderes mais moderados. Ele engrossa o movimento da extrema-direita que tem crescido no mundo, juntamente com a Itália e a Hungria.”
O britânico The Guardian, que acompanhou a apuração dos votos em uma longa reportagem atualizada em tempo real, foi às ruas no Brasil retratar as celebrações dos eleitores de Bolsonaro. Após destacar diversas frases de entrevistados, como a de um estudante de fisioterapia de 40 anos, que disse ter agora o “presidente que sempre esperamos, que teme a Deus e é genuinamente de direita”, o jornal ressaltou ao fim que o triunfo de Bolsonaro deixou milhões de brasileiros progressistas “profundamente perturbados e com medo da intolerância que vai tomar o país”.
Muitos veículos também compararam Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A emissora britânica BBC lembrou que as declarações do futuro presidente brasileiro, consideradas racistas, homofóbicas e misóginas por muitos, têm um tom muito parecido com as declarações do presidente americano.
fonte:

Juiz eleitoral deseja que advogados morram de câncer durante sessão;veja o vídeo

O juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Bartolomeu Ferreira de Azevedo Júnior, desejou que os advogados do governador Amazonino Mendes morressem de câncer, nesta sexta-feira (26). As informações foram divulgadas pelo site Migalhas.
"Então a única coisa que eu posso pedir contra essas pessoas que fazem isso contra a minha pessoa é que Deus leve, mas sofra bastante com câncer", afirmou o magistrado.
De acordo com jornais locais, a afirmação foi feita pelo juiz em um processo que envolvia o governador Amazonino Mendes. Apesar de não citar nomes no vídeo, o juiz profere a fala em sessão em que dois dos advogados do governador estavam presentes: Daniel Nogueira e Yuri Barroso. A fala do juiz foi proferida como autoridade coatora em um mandado de segurança, pouco tempo depois do advogado Daniel Nogueira ter sustentado oralmente.
"Então eu rezo, quem me trata mal, quem profere palavras horrorosas contra a minha pessoa eu peço que Deus leve. Que antes dê um câncer e mate de forma bem dolorosa. É o que eu peço, é só o que posso pedir. E tenho que julgar conforme a lei. Porque eu não posso aqui atingir as pessoas num processo, eu não posso me vingar, que eu seria um cretino, uma pessoa que não seria digna de estar aqui."
Ainda de acordo com o site, o juiz negou para imprensa local que a "praga" teria sido dirigida aos causídicos. "Foi não. Tenho carinho e apreço pelos advogados da coligação. A morte dolorosa foi para todos os meus inimigos, de forma indistinta", disse. Em 2016, Bartolomeu foi nomeado como juiz substituto.

fonte: Bnews 29/10/18-15:00hs.

Eleita: Deputada pede que estudantes denunciem professores contra Bolsonaro em sala de aula


[Deputada eleita do PSL pede que estudantes denunciem professores contra Bolsonaro em sala de aula]
foto:reprodução


A deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL), de Santa Catarina, pediu aos estudantes catarinenses na noite deste domingo (28) que denunciem professores que façam “queixas político-partidárias em virtude da vitória do presidente [Jair] Bolsonaro”.
“Muitos professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos não conseguirão disfarçar sua ira e farão da sala de aula uma audiência cativa para suas queixas político-partidárias em virtude da vitória do Presidente Bolsonaro”, escreveu, em sua página no Facebook, pouco depois de confirmada a eleição do presidenciável.
Ela pediu que os estudantes filmem ou gravem as manifestações, e encaminhem para a sua equipe, com o nome do professor, da escola e da cidade.
Campagnolo, que tem 27 anos e é professora e historiadora, é defensora do movimento Escola sem Partido, que é contra a doutrinação partidária e ideológica por parte de professores e é encampado também por Bolsonaro. 
O argumento central é a busca da neutralidade em sala de aula, em favor da qualidade da educação. Críticos, porém, afirmam que a proposta é autoritária e limita a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão.
Professores e profissionais da educação reagiram à postagem de Campagnolo, e disseram que a medida “incita a coação dos professores em sala de aula” e “promove o desrespeito aos educadores”, segundo nota do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) de São José (SC). A nota é assinada por uma diretora filiada ao PSTU e que foi candidata ao governo de Santa Catarina. 
Em entrevista à Rádio Chapecó, nesta segunda (29), Campagnolo disse que seu celular “não parou nem um minuto” desde a divulgação. “As pessoas estão, em todo o Brasil, desesperadas para achar um canal para se defender disso”, afirmou.
Para ela, a doutrinação ideológica e partidária nas escolas é um problema grave, e contribui para o baixo desempenho dos alunos brasileiros, na comparação com a média mundial. Ela afirma que alunos são constrangidos por professores em sala de aula, e diz que quer atuar para reduzir o problema em seu mandato como deputada estadual.
Campagnolo processa uma ex-professora na Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) por “perseguição ideológica e discriminação religiosa”, em um episódio emblemático da polêmica em torno do Escola sem Partido. Ela foi eleita com 34.825 votos.

fonte:  Por: Rodrigo Sicuro/Folhapress Por: Estelita Hass Carazzai - Folhapress 29/10/18 -12:52hs.

Magno Malta diz que posse de arma será aprovada em janeiro


                       foto:reprodução
O senador Magno Malta (PR), que não conseguiu ser reeleito no Espírito Santo e que faz parte da base de apoio de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou na noite desse domingo (28) que a partir de janeiro do ano que vem o Congresso aprovará a posse de arma de fogo para o cidadão comum no país.
Em discurso no alto de um trio elétrico instalado em frente ao condomínio de Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste, Malta afirmou ainda que não passarão no país propostas em direção a descriminalização das drogas ou do aborto.
Malta afirmou que o país é cristão, formado por "católicos, evangélicos, judeus, homens e mulheres". Ele afirmou ainda que não é fake news a informação difundida pela campanha de que o kit anti homofobia tinha como objetivo "ensinar homossexualismo para crianças de seis anos". "Não é fake news não, senhora [ministra] Rosa Weber", disse.
Ovacionado pelo público, Malta disse que os opositores de Bolsonaro atacam "valores de fé, de vida e da família" brasileira.
Rever o estatuto do desarmamento, aprovado em 2005, e facilitar a compra de armas de fogo é uma das principais propostas do presidenciável Jair Bolsonaro: Magno Malta diz que posse de arma será aprovada em janeiro
© Ricardo Moraes / Reuters Magno Malta diz que posse de arma será aprovada em janeiro
"A Virgem Maria é a mãe de Cristo e nós não vamos aceitar que esses canalhas, em nome de cultura, ataquem a virgem e chamem Jesus de viado", disse Malta, rouco de tanto gritar.
O ex-ator pornô e deputado eleito por São Paulo Alexandre Frota participava ao lado de Malta na hora do discurso.
O senador capixaba mandou recado para o deputado Jean Wilys (PSOL-RJ), que teria dado uma cusparada em Jair Bolsonaro no dia da votação na Câmara do impeachment de Dilma Rousseff, em abril de 2016.
"Estou doido para ver o Jean Wilys cuspir no Frota", desafiou Malta.
O senador afirmou ainda que os artistas Caetano Veloso, Maria Bethânia e Xuxa terão que "devolver o dinheiro da lei Rouanet", em referência a lei de incentivo à cultura do país. Com informações da Folhapress.
fonte:MSN/Estadão

domingo, 28 de outubro de 2018

Eleições 2018: ‘Verás que o professor não foge à luta’, diz Haddad em pronunciamento

‘Verás que o professor não foge à luta’, diz Haddad ao defender oposição do PT
Foto: Reprodução / TV Globo
Em pronunciamento após o resultado das urnas consagrar Jair Bolsonaro (PSL) o próximo Presidente do Brasil, Fernando Haddad (PT) pregou que fará oposição dentro do processo democrático nos próximos quatro anos. 

"Daqui a quatro anos teremos novas eleições, temos de garantir as instituições, não vamos sair das nossas profissões nem deixar de exercer a cidadania. Talvez este país nunca tenha precisado tanto da cidadania como agora", disse o adversário do presidente eleito. “Verás que um professor não foge à luta”, completou Haddad, firmando o PT na oposição ao governo Bolsonaro. 

Haddad também agradeceu o apoio que recebeu nas últimas semanas e voltou a falar sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “injustiça”.  Informações do BN.