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domingo, 10 de fevereiro de 2019

RMS: MP-BA pede cassação de prefeito e vice de Candeias

MP-BA pede cassação de prefeito e vice de Candeias por abuso de poder e compra de votos
Foto: Reprodução / Instagram
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu a cassação do prefeito de Candeias, Dr. Pitágoras (PP), e de sua vice, Maria Márcia Gomes (PSDB). Os dois são acusados de abuso de poder político e econômico e compra de votos.

De acordo com parecer da promotora de Justiça Eleitoral Clarissa Diniz Guerra, a compra de votos está relacionada à prestação gratuita de serviços médicos e distribuição de medicamentos, em ação intitulada Caravana da Saúde e em atendimentos domiciliares.

O documento aponta ainda que houve abuso de poder econômico na "compra de apoio político de cabos eleitorais, presidentes de partidos e de agremiações, com uso de recursos financeiros não contabilizados". O prefeito e a vice teriam pago, em espécie, R$ 49 mil a candidatos e ao presidente do PRP de Candeias.

O parecer segue para decisão do Juiz Eleitoral do município, Tadeu Ribeiro Vianna Bandeira. Informações do BN.

Eleições 2018: Candidata laranja recebeu R$ 400 mil do PSL, diz jornal

Eleições: “As pessoas têm confundido o que é liberdade de expressão, esquecendo que precisam respeitar a liberdade do outro"
foto:reprodução
PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, criou uma candidata laranja para usar verba pública de R$ 400 mil durante as eleições de 2018, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada neste domingo.
Apesar de ter angariado apenas 274 votos no pleito, a “candidata” de Pernambuco Maria de Lourdes Paixão foi a terceira beneficiada que mais recebeu verbas do partido no ano passado, mais do que o próprio presidente eleito e a deputada Joice Hasselmann (SP), que teve 1,079 milhão de votos.
Segundo o jornal, a verba do fundo partidário da sigla foi enviado em 3 de outubro pela direção nacional do PSL para a conta de Maria de Lourdes, que é secretária administrativa do partido em Pernambuco. Sua prestação de contas sustenta que 95% dos R$ 400 mil foram usados para a impressão de 9 milhões de santinhos e 1,7 milhão de adesivos, às vésperas do pleito, em 7 de outubro. Todo esses materiais seriam distribuídos por quatro panfleteiros que ela diz ter contratado.
A reportagem da Folha, porém, visitou o endereço da gráfica em questão, que consta na nota fiscal e na Receita Federal, e não encontrou sinais de que ela tenha funcionado durante as eleições nos locais informados.
Contatada pelo jornal, Maria de Lourdes Paixão afirmou desconhecer as razões de ter sido agraciada com a terceira maior verba do partido e disse que não lembrava do volume nem do quanto gastou na impressão de material na gráfica.
O vice-presidente nacional do PSL, Antonio de Rueda, e o fundador da sigla, Luciano Bivar, disseram à Folha que têm pouca informação sobre a candidatura de Maria de Lourdes e negaram que se trate de manobra de fachada.
fonte:Exame 10/02/19 -12hs.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Saúde:Micróbio de Tatu é transmissor da hanseníase e Doença de Chagas, diz Ibama


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foto:reprodução
Mais de 100 casos de micose pulmonar foram registrados em 40 municípios do estado do Piauí. De acordo com informações, a doença é transmitida por um fungo que reside no solo e fica depositado no tatu, animal silvestre muito consumido e comercializado na região.
O Ibama faz um alerta para que a população não consuma carne de tatu, que pode provocar micose pulmonar e, de acordo com pesquisas recentes nos Estados Unidos e Espírito Santo, no Brasil, os bichos são depósitos de micróbio transmissor da hanseníase. O tatu ainda é reservatório da Doença de Chagas e de outras verminoses.
Em um estudo publicado recentemente na revista PLoS Neglected Tropical Diseases, pesquisadores descobriram que 62% dos tatus-galinha amostrados do estado do Pará, no Brasil, apresentaram sinais de exposição à bactéria que causa a hanseníase, também conhecida como lepra ou doença de Hansen.
Além disso, o estudo constatou que as pessoas que comem carne de tatu-galinha com mais frequência apresentam maiores concentrações de anticorpos contra a hanseníase no sangue, sugerindo uma forte correlação entre a caça, o manejo e a ingestão desses animais e a contração da doença.
No Brasil, não é incomum comer tatu, que dizem ter gosto de frango. Um prato consumido em certas áreas pode ser particularmente problemático: ceviche de fígado de tatu, uma mistura de carne crua e cebola. Foi demonstrado que as bactérias causadoras da lepra se concentram no fígado, assim como no baço.
Os pesquisadores testaram 146 residentes locais e descobriram que 92 deles tinham anticorpos contra a bactéria da lepra, sugerindo ampla exposição.
Cerca de 65% das pessoas nessa parte do Brasil comem tatu pelo menos uma vez ao ano, diz John Spencer, imunologista da Colorado State University e autor mais experiente do estudo.
As micoses pulmonares


Micoses são doenças causadas por fungos e têm amplo espectro de apresentação clínica variando desde lesão superficial que acomete a camada mais externa da epiderme até infecções graves e disseminadas capazes de determinar a morte do hospedeiro quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente. As micoses pulmonares, também chamadas sistêmicas, são causadas por fungos leveduriformes, primariamente patogênicos, habitualmente encontrados no solo. Os indivíduos, ao entrarem em contato com micronichos do fungo, em seu hábitat natural, se contaminam e podem adoecer. As principais micoses sistêmicas apresentadas neste trabalho são a paracoccidioidomicose, a histoplasmose, a coccidioidomicose e a criptococose.
O tatu


Tatu ou armadilho (em Portugal) é uma denominação comum a mamíferos pertencentes à ordem Cingulata e família Dasypodidae. Caracteriza-se pela armadura que cobre o corpo. Nativos do continente americano, os tatus habitam as savanas, cerrados, matas ciliares e florestas molhadas. Têm importância para a medicina, uma vez que são os únicos animais, para além do homem, capazes de contrair lepra, sendo usados nos estudos dessa enfermidade. Os brasileiros que caçam ou comem tatus correm maior risco de pegar lepra do que pessoas que não interagem com os animais.
Os tatus tem grande importância ecológica, pois são capazes de alimentar-se de insetos (são, portanto, animais insetívoros), contribuindo para um equilíbrio de populações de formigas e cupins. Na Universidade da Região da Campanha, em Alegrete, no Rio Grande do Sul, no Brasil, uma pesquisa sobre a dieta dos tatus revelou que um único exemplar de tatu-mulita (Dasypus hybridus) com 2,5 quilogramas de peso é capaz de consumir 8 855 invertebrados em uma única noite.
Quando estes animais são caçados pelo seu valor cinegético (caça para alimento), acaba por se desequilibrar o ecossistema, pois se extermina um controlador natural de insetos, favorecendo o aumento destes invertebrados e resultando em problemas econômicos para a região.
Fonte: Cultura&Realidade/Da redação, com informações do Portal Giro 09/02/19 - 16:46min.

Minas Gerais: Acidente com Van que saiu de Tremedal na Bahia deixa mortos e feridos na BR-135

Acidente com van que saiu da Bahia deixa 5 mortos e seis feridos na BR-135, em Minas Gerais
foto:reprodução PRF
Cinco pessoas morreram e seis ficaram feridas em um acidente na BR-135, na área urbana de Curvelo-MG., na noite dessa sexta-feira (8). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o acidente envolveu uma van, um caminhão e dois carros de passeio. A van foi atingida na lateral pelo caminhão que fazia uma ultrapassagem e invadiu a contramão. O motorista da van contou aos bombeiros que tentou desviar, mas não conseguiu por causa dos dois carros. Ele não soube dizer se os veículos estavam estacionados às margens da pista ou se andavam devagar.
Os carros não foram atingidos e as causas do acidente serão investigadas. Todas as vítimas estavam na van que seguia de Tremedal (BA) para São Paulo-SP. Segundo a concessionária responsável pela rodovia, a Eco-135, 16 pessoas viajavam no veículo. Os bombeiros informaram que a lateral da van foi arrancada durante o acidente.
Os feridos foram levados para o hospital de Curvelo em ambulâncias da Eco-135 e pelos bombeiros. O Hospital Imaculada Conceição informou, na manhã deste sábado (9), que três vítimas permanecem internadas na unidade. Duas estão estáveis e uma mulher está entubada e em estado grave. Segundo a unidade, ela deve ser transferida para um hospital de Belo Horizonte ou Sete Lagoas.
fonte:Teixeira News/reprodução

Salvador: Promotor Davi Gallo se afasta do Caso Cabula após sofrer ameaças de morte


[Promotor Davi Gallo se afasta do Caso Cabula após sofrer ameaças de morte: “Não tenho mais vida”]
Promotor Davi Gallo -foto:reprodução
O promotor de Justiça Davi Gallo decidiu se afastar do processo sobre a Chacina do Cabula, ocorrida em 6 de fevereiro de 2015. Dono de atuação contundente em favor de condenação para os nove policiais militares envolvidos no caso, Davi tomou a atitude por questões de segurança. Ele revelou que tem recebido ameaças de morte por ter ficado na linha de frente das investigações da chacina no Ministério Público da Bahia (MP-BA). 
Em entrevista ao BNews, o promotor contou que as tentativas de intimidação vieram desde mensagens pelo WhatsApp e outras redes sociais até recados por SMS. Segundo ele, as ameaças acontecem desde 2015, quando sua atuação no caso Cabula começou. Durante os últimos três anos, Davi precisou mudar sua rotina para preservar a própria vida. No entanto, apesar de ter convivido com o risco de estar à frente das investigações neste tempo, acabou cansando. Por um pedido da família e recomendações do próprio MP, decidiu deixar as apurações. 
“Eu me afastei desse processo por conta das ameaças diversas. Há muito tempo eu não tenho vida pública. Não saio, não frequento lugares públicos. E isso [não frequentar lugares públicos] é determinação do próprio Conselho [Gestor de Segurança, do MP]”, revelou.
Atualmente, Davi tem escolta policial durante 24 horas. Em nota enviada à reportagem, o Ministério Público confirmou a informação. No entanto, não respondeu a outros questionamentos feitos pelo BNews, como se as ameaças estão sendo investigadas, desde quando acontecem e se a origem delas foi identificada. 
Entretanto, segundo o promotor, o caso está sendo apurado pelo Conselho Gestor de Segurança do MP desde 2016, com auxílio da Polícia Civil. O colegiado monitora constantemente possíveis ataques contra ele. Até o momento, de acordo com Davi, o órgão ainda não informou se conseguiu identificar responsáveis pelas ameaças.
No mesmo período, começaram a se intensificar também tentativas de intimidação não relacionadas somente ao caso Cabula, mas também vindas de facções criminosas relacionadas ao tráfico de drogas. O promotor afirmou, entretanto, que as ameaças mais fortes sempre foram relacionadas à chacina.  
Outro fator que levou Davi a decidir se afastar foi a saída dele da Vara na qual o processo sobre a chacina tramita - atualmente, o caso é de competência do 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal de Justiça, enquanto ele atua no 2º Juízo da 1ª Vara do Júri. “Já existem dois promotores na Vara. Não seria ético continuar no processo. Ficaria parecendo que é uma coisa pessoal”, disse. Apesar da escolha por não continuar mais com o caso, Davi ainda não fez o pedido formal de afastamento. “Vou fazer isso em breve”, disse. 
Os promotores Geraldo Agrelli e Tiago Pacheco devem ficar responsáveis pelo processo, agora que ele voltou à estaca zero depois de o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) anular o julgamento que absolveu sumariamente os PMs acusados de matar 12 pessoas na chacina. “São grandes promotores e experientes. Tenho certeza que o julgamento vai ocorrer de forma isenta”, tranquilizou Davi. 
Após quatro anos, chacina segue sem solução

Depois de quatro anos da ação policial que culminou na morte de 12 pessoas, completados na quarta-feira (6), a família das vítimas ainda espera por justiça. 

O processo segue sem novidades no TJ-BA, depois que, em 5 de setembro, a Primeira Turma da Primeira Câmara Criminal da Corte determinou a anulação da sentença da juíza Marivalda Moutinho, que, em julho de 2015, absolveu sumariamente os PMs. A decisão dela, tomada com celeridade incomum para os padrões da Justiça brasileira - a denúncia do MP-BA contra os policiais foi aceita por um juiz de primeira instância em junho, sendo julgada apenas um mês depois - foi questionada na época. Para os desembargadores do TJ-BA, que aceitaram recursos do Ministério Público, a juíza cometeu várias nulidades no julgamento.
Em nota, a Corte informou que, após a anulação da sentença, nenhuma das partes ingressou com recurso, o que levou ao trânsito em julgado da decisão. Em 7 de dezembro, o processo sofreu baixa definitiva. Em seguida, os autos foram enviados ao 1º Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Com isso, o caso passará agora por uma fase chamada de instrução processual, quando há produção de provas e audiências. A ação penal ficará a cargo do juiz Vilebaldo José de Freitas, titular da Vara. Foi ele quem aceitou, em 2015, a denúncia do MP contra os policiais da chacina, tornando-os réus por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. No entanto, a juíza Marivalda Moutinho os absolveu enquanto substituía o colega, na época de férias. 
Caso quase foi federalizado

Atualmente nas mãos da Justiça baiana, o processo sobre a Chacina do Cabula quase foi parar na Justiça Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em junho de 2016, a federalização do caso, por julgar que o Judiciário baiano não teria condições de fazer o julgamento de forma isenta. 

Na época da solicitação, o então procurador-geral da Repúblcia Rodrigo Janot argumentou que, ao absolver sumariamente os policiais militares envolvidos, sem permitir o andamento normal do processo, a Justiça Estadual não levou em conta informações importantes que poderiam levar a um resultado diferente, o que demonstrava a necessidade de a Justiça Federal assumir as investigações. 
Em 28 de novembro do ano passado, no entanto, o STJ negou a federalização do caso, sob o argumento de que o Tribunal de Justiça já havia anulado o julgamento. Para os ministros, a decisão dos desembargadores baianos mostrou que não há falta de parcialidade na tramitação do processo. 

fonte: bnEWS/REPRODUÇÃO 09/02/2019 - 12:45MIN.

Extinção Comarcas: Presidente da subseção da OAB - Irecê aprova acordo com TJ-BA, mas avisa: 'Estamos ganhando tempo'

Jaques Garrafa aprova acordo entre OAB e TJ-BA, mas avisa: 'Estamos ganhando tempo'
Foto: Nuno Krause / Bahia Notícias/reprodução
O presidente da subseção de Irecê da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jaques Garrafa, disse enxergar o acordo feito entre o órgão e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para o não fechamento de mais comarcas como algo positivo, mas fez ressalvas. "Não temos nenhuma segurança de que teremos algum resultado prático de não extinção de comarcas com esse acordo. Estamos ganhando tempo, mas o Tribunal está convicto na ideia de extinguir comarcas. Isso é um fato".

Em reunião realizada na tarde desta sexta-feira (8), no Hotel Fiesta, em Salvador, o presidente da OAB, Fabrício Castro, disse que o órgão fez um acordo com o TJ-BA para que a proposta de extinção das comarcas fosse retirada de pauta (veja aqui). 

Garrafa também afirmou, durante a reunião, que o termo "agregação de comarcas é uma falácia", e que na verdade o que acontece é um processo de extinção. "É evidente que é extinção. Porque a comarca extinta vai pra outra cidade. Então aquela população vai ser afetada diretamente, pois vai ter que se deslocar para outra cidade para ter acesso à justiça. Então, na prática, para o cidadão, e para a advocacia também, a comarca é extinta.

Para ele, o que a OAB precisa fazer é continuar o diálogo, mas se preparar, trabalhar em outras frentes, com órgãos que serão diretamente afetados pelo fechamento das comarcas. Atualmente, a Bahia possui 203 comarcas ativas, sendo que 74 delas foram desativadas nos últimos 5 anos. 

fonte:BN/reprodução em 09/02/19 -11:54min.

STF: Fachin derruba decisão que permitia estimular denúncias contra professores


Ministro do STF derruba decisão que permitia estimular denúncias contra professores
foto:reprodução/IG

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu decisão judicial que autorizava uma deputada estadual de Santa Catarina a manter nas redes sociais mensagens em que estimulava alunos a filmar e denunciar professores. Assim, passa a valer decisão judicial anterior que proibia a deputada de estimular estudantes registrar professores que supostamente estivessem doutrinando alunos.

A mensagem foi publicada pela então deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) nas redes sociais. No texto, ela pedia que alunos denunciassem professores que fizessem "queixas político-partidárias em virtude da vitória do presidente [Jair] Bolsonaro".

Após iniciativa do Ministério Público, a Justiça havia concedido liminar determinando que ela se abstivesse de manter qualquer modalidade forma ou informal de controle ideológico das atividades dos professores. A desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, entretanto, suspendeu a liminar em janeiro. Depois disso, a ação chegou ao Supremo. 

Ao deferir a liminar, o ministro Fachin afirmou que a decisão da desembargadora fazia uma releitura da mensagem de Campagnolo, dando a entender que ela estaria atuando de forma legítima ao se colocar à disposição, nas redes sociais, para ouvir a população.

A decisão da desembargadora contraria ainda medida cautelar referenciada pelo plenário que assegura a livre manifestação do pensamento e de ideias em ambiente acadêmico.

"Ao conclamar os alunos a exercerem verdadeiro controle sobre manifestações de opinião de professores, a deputada transmite a ideia de que isso é lícito. Estimula-os, em consequência, a se sentirem legitimados a controlarem e a denunciarem manifestações político-partidárias ou ideológicas contrárias às suas", destacou.

A deputada do mesmo partido presidente Jair Bolsonaro e é favorável ao projeto de Escola sem Partido. A nova formulação do texto, apresentado nesta semana na Câmara federal, quer assegurar aos estudantes o direito de gravar as aulas contra supostas doutrinações.

Defensores do projeto entendem que ele busca a neutralidade na sala de aula contra uma suposta doutrinação de esquerda que dominariam as escolas brasileiras. Para os críticos, a ideia de uma lei é autoritária, limita a pluralidade de ideias nas escolas e ainda constrange professores. Não há evidências que indiquem que doutrinação seja um problema amplo. 

Decisões judiciais de várias instâncias e uma liminar do STF já consideraram inconstitucionais projetos similares a este. Havia previsão de análise final no STF em novembro do ano passado, mas o presidente do Tribunal, ministro Dias Toffoli, mudou a ordem dos julgamentos e adiou indefinidamente o processo.

Entendimento do Ministério Público Federal diz que o projeto é inconstitucional por impedir o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, negar a liberdade de cátedra e contrariar a laicidade do Estado (por permitir no espaço público da escola visões morais e religiosas particulares).


fonte:Folhapress

Violência: Facção rival proíbe enterro de mortos pela PM em cemitério do Rio


Operação policial motivada por confrontos entre facções deixou 13 mortos, nessa sexta-feira (8), em comunidades do Centro do Rio: Facção rival proíbe enterro de mortos pela PM em cemitério do Rio
© Reuters / Nacho Doce/reprodução Facção rival proíbe enterro de mortos pela PM em cemitério do Rio
Os 13 mortos em troca de tiros com a polícia nessa sexta-feira (8), durante operação nas favelas Fallet, Fogueteiro e Prazeres, no Centro do Rio, não serão enterrados no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, o mais próximos às comunidades. Traficantes de facções rivais teriam proibido que os enterros fossem realizados no local.
De acordo com o 'Extra', as vítimas são envolvidas com o tráfico de drogas nas comunidades que foram alvo da operação, dominadas pelo Comando Vermelho (CV). O Morro da Mineira, que é dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP), é vizinho ao cemitério e os criminosos não permitiram que os rivais fossem enterrados lá.
"Não pode enterrar lá. Eles dão tiros da favela em direção ao cemitério, ameaçam as famílias, dizem que vão invadir o cemitério e picotar os corpos", contou um familiar de uma das vítimas ao site.
Os enterros devem ser feitos no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul da cidade, a 7km das favelas.
O CV e o TCP estão em confronto desde o início da semana, quando membros do primeiro invadiram o Morro da Coroa, antes dominado pelo rival. A região registra tiroteios desde a última quarta-feira (6).
A operação dos Batalhões de Choque (BPChq) e de Operações Especiais (Bope) foi motivada pelos conflitos entre as facções. Segundo nota enviada pela PM, os agentes "foram recebidos a tiros e houve confronto". A corporação informa ter apreendido dois fuzis, nove pistolas e cinco granadas.

fonte:Estadão