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segunda-feira, 6 de maio de 2019

"Um presidente que tem um filho que é presidente. Na verdade, o presidente hoje se chama Carlos Bolsonaro." diz escritor Ignácio de Loyola


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foto:reprodução/google

O Escritor Ignácio de Loyola Brandão de 82 anos acaba de ser eleito para ABL -Academia Brasileira de Letras e concedeu uma entrevista ao repórter Vicente Vilardaga  da revista  Istoé publicada na edição 2.575 online de 03/05/19.  Ao ser questionado sobre o atual governo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, ele afirmou" Em 82 anos de vida nunca vi um governo deste, inexistente, que vai e que volta, que vai e que volta. É muito louco."   Confira a entrevista completa abaixo.


A distopia é o contrário da utopia. É um lugar imaginário e obscuro em que regimes despóticos exercem seu poder para deixar as pessoas sem liberdades, ignorantes e privadas de direitos fundamentais. O escritor Ignácio de Loyola Brandão, 82, que acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), é um mestre das distopias. No ano passado, ele lançou o livro “Desta terra nada vai Sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela”, uma ficção que transcorre num futuro indeterminado onde as pessoas, assim que nascem, ganham tornozeleiras eletrônicas e passam a ser seguidas e vigiadas por câmeras instaladas nas casas, nas ruas e banheiros. Em 1981, já havia lançado o romance “Não verás país nenhum”, passado em um país fictício governado, no começo do século 21, por uma entidade chamada Esquema — “essa coisa abstrata que consegue se manter em meio à anarquia, ao caos estabelecido como ordem, à anomalia mascarada de progresso”. Os dois livros dialogam com a realidade atual, em que se insinua um governo populista autoritário. “Corro na frente da realidade”, disse Loyola à ISTOÉ. “E a realidade é tão absurda hoje que só resta fazer um livro distópico”.
Seu mais novo romance é um livro distópico. O momento pede isso?
O último livro é um documentário sobre o futuro do Brasil. Pode ser que as coisas caminhem para isso. Em 1981 escrevi “Não Verás País Nenhum”, que, na época, acharam um absurdo. Está tudo acontecendo agora.
Acabou sendo meio profético.
A imaginação correu na frente da realidade. Eu corro na frente da realidade. A realidade é tão absurda hoje que não dá para fazer um livro realista, então você tem que fazer uma metáfora, tem que fazer um livro distópico, trabalhar com a ficção e a fantasia.


A realidade de hoje dialoga com esses livros?
Quem vai dizer isso são os críticos, os leitores e os ensaístas. Eu só escrevo. E ponho ali. Agora eles têm que comparar para ver até que ponto é isso ou aquilo.
Onde você vê o absurdo da realidade?
Um presidente que não governa, eleito para governar e não governa, um presidente que é governado à distância por um guru absurdamente maluco, um presidente que tem um filho que é presidente. Na verdade, o presidente hoje se chama Carlos Bolsonaro. Os filhos é que mandam no governo. É um homem completamente despreparado e que até hoje não tomou uma atitude concreta de modificação das coisas. Em 82 anos de vida nunca vi um governo deste, inexistente, que vai e que volta, que vai e que volta. É muito louco.
Teme pelo futuro?
O meu futuro é agora. Eu não sei mais se tem um futuro. O futuro nós já estamos vivendo, o futuro é o que está aí. Tenho medo da censura voltar porque já tiveram várias ameaças, como essa do Toffoli e do Alexandre de Moraes. Mas houve uma reação. Isso é positivo. E houve um recuo diante da indignação. O que a gente não pode perder é a indignação contra essa loucura que está aí. Como escritor, a vida inteira fui indignado e vou continuar sendo. Tive um livro proibido. As pessoas dizem que foi só um livro. Levou dez anos da minha vida. E o “Zero” não tem uma palavra inventada. Tudo que o censor proibia eu guardava – na época era editor da Última Hora. O livro foi construído com o material que não pode ser publicado.
A censura é uma perversão?
Faz parte do poder totalitário. Calando a boca das pessoas, você as proíbe de ter opinião, de ver, de assistir, de ouvir. A censura é o braço direito do governo totalitário. Querem, por exemplo, mudar os livros de história, mudar a história do Brasil.
Você falou do Olavo de Carvalho, o que você acha dele?
Não falei do Olavo de Carvalho, falei de uma pessoa que está nos Estados Unidos, que é astrólogo, astrônomo, sei lá, e que manda no que deve ser feito aqui. Como é que nós estamos sendo governados à distância, meu Deus?
Você acha ele está mandando mais que o presidente?
Está porque os filhos mandam no presidente e ele manda nos filhos.
Os militares estão lá numa boa, mais ou menos quietos. Gostaria aqui de roubar uma frase da Fernanda Torres em uma de suas crônicas na Folha. Certa vez, ela terminou o texto assim: “Quem diria que um dia iríamos elogiar e depositar esperanças no Mourão?”. Nunca vi. Nem o Hélio Jaguaribe, nem o Darcy Ribeiro, nem o Celso Furtado, que foram alguns dos nossos grandes observadores, entenderiam alguma coisa.
Não dá para entender nada?
Não. Por isso meu livro começa com um frase do Euclides da Cunha. A anormalidade virou realidade. O Euclides da Cunha olhando para Canudos e vendo a barbárie que foi cometida, disse “não, isso é anormal”. Só que o anormal era o normal. Nós estamos vivendo a anormalidade como normalidade. Um presidente que demite um cara que multou ele dez anos atrás. E a economia, a educação, a cultura e a saúde? Não, ele está lá andando de moto sem capacete, dando exemplo para o País. Que presidente é esse que não tem noção nenhuma do que é o cargo, não tem compostura.
E a cultura? Tem várias iniciativas destrutivas.
Lembro muito de uma frase do Goebbels, Ministro da Cultura e da Comunicação de Hitler, que dizia: quando ouço falar em cultura puxo meu revólver. Já puxaram o revólver. Eles têm aversão à cultura porque não tem cultura nenhuma.
Você acaba de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras. Qual é a importância disso na sua vida?
Por anos fui indiferente à Academia. Tanto que por quatro ou cinco vezes recusei-me a me candidatar. Até que percebi que a Academia poderia dar força a movimentos de resistência cultural, fazendo oposição à censura, que ameaça retornar, criando programas de formação de leitores e dando sugestões em projetos educacionais. Tem gente de peso para isso. Não esqueço que, em 1977, no manifesto contra a censura no governo militar, primeiro movimento a enfrentar o rolo compressor, teve assinaturas da totalidade da Academia. A Academia é um espaço a mais para nos defendermos se tempos ruins chegarem, como se prenuncia com a política ideologizante, com Deus acima de tudo, até sentado no galho de uma goiabeira, a revisão da história e a total submissão aos EUA.
E essa crise no mercado editorial está te afetando?
As livrarias entraram numa onda de gigantismo e não perceberam que o mundo digital estava vindo. Os leitores modificaram hábitos e costumes e a coisa explodiu, virou uma bolha. Se as livrarias explodem, explodem os editores. E junto com os editores, os escritores. Agora é o momento em tudo precisa ser reequacionado. O sistema antigo de vender livros mudou.
Você é um grande vendedor de livros?
Não, não sou. Vendi livros nos anos 80 muito, 90 muito e 2000 muito e hoje eu não estou mais naquele pique anterior. Nunca vivi só de livros, vivi de jornalismo e de projetos institucionais. Vendia bastante, mas não o suficiente.
E quais são suas expectativas para o novo livro.
Está caminhando, mas meus livros começam às vezes lentamente, às vezes ignorados e depois são descobertos. Tenho a sensação de que o “Dessa terra…” começa a ser descoberto. É um livro profundamente irônico. E o mais louco que já fiz.
Louco por quê?
Porque inventei o que quis. O máximo do absurdo, do surrealismo, de tudo que você pode imaginar. E o cara vai dizer que é possível, que tudo é possível acontecer. Tem um momento no livro em que os ministros do STF derretem. É o que está acontecendo: o Supremo derrete, está desnorteado. Que imagem a gente tem do STF hoje? A pior possível. Um dia a sessão é transmitida e o público começa a ver os ministros virarem uma meleca.
Todo mundo no livro usa tornozeleiras eletrônicas.
Quando nasce, o indivíduo recebe uma tornozeleira. É como se já nascesse culpado.
E seguido, vigiado…
Isso nós já somos o tempo inteiro. Esse mundo digital é uma coisa maluca porque nós estamos desprotegidos, vigiados o tempo inteiro, todo mundo sabe da minha vida, da sua e de tudo. O Facebook é uma coisa do mal, o Whatsapp também. E não estou falando isso catolicamente. É uma coisa que serviu para nos deixar desconfiados e com medo o tempo inteiro. Estamos sendo usados. E isso não é algo desse governo ou do outro, é do mundo.
No seu livro, o impeachment também é um assunto.
Você tem a indústria do impeachment, onde todos lucram. Você tem 143 impeachments. Vamos fazer um impeachment, porque aí você ganha um dinheiro, você vende seu voto a favor ou contra e vira uma indústria tão grande que tem ações na bolsa. Eu brinco com essa loucura toda, mas ela é real.
Você não usa redes sociais?
Não. Meu celular é para falar. Eu não quero ser encontrado.


É uma forma de se defender desse mundo hostil?
Não tem privacidade. Sabe que um dia eu estava viajando de ônibus, estava voltando de Araraquara, entrei num destes postos de entrada e sentei no banheiro. Quando olhei para cima tinha uma câmara me focalizando. Eu fazendo uma das coisas mais íntimas e tem uma câmara que eu não sei para onde estava mandando essa imagem.
Você acha que a mídia social ameaça a democracia?
Pode ameaçar. Pode ameaçar, depende de como ela é usada, e não acho que esteja sendo usada adequadamente.
Bolsonaro governa pelas mídias sociais?
Governa pelas mídias sociais. E não faz nada que desagrade seus seguidores mesmo que esteja indo contra os direitos de outras pessoas. O direito é uma coisa que está sendo desprezada. Você não pode mais ter opinião. Você dá uma opinião e recebe ataques de um milhão de pessoas contra você. Você pode ser agredido na rua. Nunca vi as pessoas com tanto medo.
Há muito ódio na sociedade?
Com certeza. E esse clima de ódio foi instalado pelo PT. Houve uma polarização: nós e eles. Está errado. É tudo nós. Não tem o eles. Somos todos brasileiros. E estamos divididos. Acentuou-se essa coisa de ódio, de inimigo. Nem na ditadura vi algo assim.

Irecê: Jovem é assassinado nesta manhã na avenida 1º de Janeiro

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foto:arquivo acervo pessoal/facebook/reprodução

Um jovem foi assassinado na manhã desta segunda-feira(6) por volta das 11horas, na av. 1º de Janeiro, uma das principais avenida da cidade de Irecê.

Trata-se de George Matheus, conhecido como Matheusinho, como também George do paredão, de 24 anos. Segundo as primeiras informações, o mesmo se encontrava em uma oficina mecânica, quando um homem chegou numa moto e deflagrou dois tiros em sua direção, tendo o jovem  morrido no local.

Matheus era filho de um empresário do ramo de veículos Sinval,que  foi assassinado alguns anos atrás na cidade de Irecê. A perícia da polícia civil constatou que a arma utilizada para o assassinato foi de uma pistola .40.

A 14ª Coorpin em Irecê  irá investigar o crime. 


foto:Lídernotícias/reprodução

Bahia: Vice-governador diz que professores das UEBas deveriam voltar a trabalhar



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foto:reprodução


O governador em exercício João Leão (PP) disse, nesta segunda-feira (6), que os professores das universidades estaduais, que estão em greve há um mês, deveriam voltar a trabalhar.

Perguntado pelo Bahia Notícias se os grevistas já receberam o salário deste mês com corte, Leão se esquivou. "Aí quem vai responder é o secretário da Educação (Jerônimo Rodrigues). Eu acho que os professores deveriam voltar a trabalhar. Nós temos um entrosamento muito grande com a CUT, com todas as centrais sindicais”, pontuou, durante almoço-debate do Lide Bahia, no Feira Palace Hotel. Informações do site Bahia notícias.

Salvador: PMs e escrivã da Polícia Civil batem boca em Delegacia;veja o vídeo

Uma escrivã da Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra Criança e Adolescente (Derca) bateu boca com policiais militares neste domingo (5). A servidora teria acusado os policiais de jogar spray de pimenta nas pessoas.
Em um vídeo que circulou nas rede sociais, a escrivã discute com um dos policiais. “Você está dentro da delegacia e eu tiro você se eu quiser, com a arma na cintura eu não tiro, agora tira a arma pra você ver se eu não tiro seu covarde” afirmou.
A escrivã também afirma que o policial jogou o spray porque as pessoas eram pobres. O motivo pelo qual começou a discussão é desconhecido. 
Procurada, a assessoria da Polícia Civil afirmou que a Secretaria de Segurança Pública responderia pelo caso. A SSP disse apenas que "a situação foi resolvida entre as partes envolvidas".

fonte:BNews/reprodução

Bradesco compra banco nos EUA por cerca de R$ 2 bilhões

[Bradesco compra banco nos EUA por cerca de R$ 2 bilhões]
foto:reprodução
Bradesco anunciou na manhã desta segunda-feira (6) a compra do BAC Florida por aproximadamente US$ 500 milhões,o equivalente a quase R$ 2 bilhões. O banco brasileiro assinou contrato de compra de ações com os acionistas da instituição americana. De acordo com Bradesco, com a compra, o banco vai ampliar a oferta de investimentos nos EUA aos seus clientes de alta renda (Prime) e do Private Bank. A operação também deve proporcionar ao Bradesco a oportunidade de expandir negócios relacionados a clientes corporativos e institucionais. O negócio é a primeira aquisição feita pelo Bradesco desde a compra do HSBC, anunciada em 2016, destaca o Valor Online.
Controlado por um grupo nicaraguense, o BAC tem como um dos principais negócios a captação dinheiro de latino-americanos abastados para financiar o mercado imobiliário da Flórida. “O BAC é o maior provedor de crédito imobiliário de alta renda para estrangeiros na Flórida”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr., em teleconferência com jornalistas, segundo o Valor Online.
Ainda de acordo com o documento, o BAC Florida vem oferecendo, a partir da Flórida, por 45 anos, diversos serviços financeiros nos EUA, com destaque para pessoas físicas de alta renda não residentes. Segundo Lazari, 20% dos clientes são brasileiros, 10% são americanos, 9% são argentinos e o restante são de diversas nacionalidades latino-americanas.
O BAC adiciona 10 mil clientes private para o Bradesco, que passa a ter 23 mil no total. O banco americano tem também US$ 1,839 bilhão sob gestão, valor que se soma aos R$ 200 bilhões que o Bradesco administra de clientes private, segundo o Valor Online. A sigla BAC, que significava Banco de América Central, passa a representar Bradesco American Company.
Analistas do Itaú BBA consideraram a aquisição pequena para o Bradesco e que ela tende a ajudar o banco a reduzir a lacuna de sua divisão de private banking. A conclusão da operação, de acordo com o Bradesco, que poderá ocorrer em uma ou mais etapas subsequentes, está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes brasileiros e norte-americanos e ao cumprimento de formalidades legais.
O Bradesco relatou que contou com a assessoria financeira do Banco Bradesco BBI S.A. e assessoria jurídica do Shearman & Sterling LLP.
fonte:BNews

ENEM 2019: Inscrições até o dia 17/05

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imagem:google/reprodução
Começaram nesta segunda-feira(6)as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. O processo será feito exclusivamente pela internet, até o próximo dia 17, por meio da Página do Participante no link   https://enem.inep.gov.br/participante/#!/inicial
 As provas serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro.
A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame.
O participante terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças. 
O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

Em Salvador: Corte de orçamento na Ufba mobiliza Comunidade Acadêmica

Ato contra corte de orçamento da Ufba mobiliza estudantes, técnicos e professores
Foto: Leitor BN
Uma plenária seguida de uma caminhada entre a Faculdade de Educação e a Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) mobiliza estudantes, técnicos administrativos e professores da instituição de ensino na manhã desta segunda-feira (6). Representantes dos três segmentos da universidade protestam contra o corte de 30% do orçamento, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) na última terça (30). 

De acordo com o professor Carlos Zacarias, cerca de 3 mil pessoas participam do ato. "Estou na Ufba desde 2010 e nunca vi um ato tão grande assim, reunindo estudantes técnicos e professores", relatou Zacarias ao Bahia Notícias. A passeata interdita áreas nas proximidades do Vale do Canela e da reitoria.

O professor foi centro de uma polêmica em 2018 quando coordenou uma disciplina para discutir o impeachment de Dilma Rousseff dois anos antes, batizada como “Tópicos Especiais em História: o golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. À época, Zacarias foi convocado pela Justiça para prestar esclarecimentos após o vereador Alexandre Aleluia (DEM) requerer a suspensão da disciplina.

A motivação ideológica é apontada como uma das razões para que as universidades e institutos federais sejam alvos de cortes orçamentários pelo MEC. Em entrevista após o anúncio da redução dos orçamentos, o ministro Abraham Weintraub sugeriu que as instituições de ensino promovem a "balbúrdia". Além de permitir a disciplina coordenada por Zacarias, a Ufba foi palco para mobilizações como o Fórum Social Mundial, em março do ano passado e da Bienal de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes, já em 2019.

fonte:BN c/adaptações
fotos:Leitor BN/reprodução

Morro do Chapéu: Repórter é agredido com tapa por prefeito em Delegacia




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foto:divulgacand/TSE/reprodução



A delegacia de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, deve encerrar até a próxima sexta-feira (10) um Termo Circunstanciado de Ocorrência [TCO] que envolve uma agressão do prefeito da cidade, Léo Dourado(PR), contra um repórter. A Polícia também investiga supostas agressões cometidas contra a mesma vítima pelo presidente da Câmara, vereador Rocha, e um funcionário da prefeitura, não identificado.

Léo Dourado é acusado de dar um tapa no rosto do repórter Gabriel Bandarra na última sexta-feira (3). O fato ocorreu dentro da delegacia e foi presenciado por policias militares, que depois contiveram o gestor.

 Procurado pelo Bahia Notícias, o delegado titular do município, Marcus Pina, disse que o prefeito não foi preso por conta de o fato ser considerado "infração de menor potencial ofensivo" e pelo gestor ter assinado a ocorrência. "Por isso, nós o liberamos, é o que prevê a lei. Nós só poderíamos o prender em caso de ele se negar a assinar o termo", disse. Segundo vídeo em que conta o episódio, Bandarra narrou que foi à cidade questionar denúncias que apontavam que a esposa do presidente da Cãmara tinha 2 empregos em Morro do Chapéu e 1 em América Dourada, fato que apontava para caso de funcionária fantasma.

Primeiro, ele teria sido agredido pelo vereador Rocha e um servidor público. Já na delegacia, o repórter foi agredido pelo prefeito. Ainda segundo o delegado, para encaminhar o TCO à Justiça ele precisa apenas do vídeo do repórter com as agressões na Câmara, além do depoimento do vereador Rocha, que deve ser ouvido na tarde desta segunda-feira (6).

Essa não é a primeira vez que o prefeito de Morro do Chapéu se envolve em confusão. No começo de  março, ele deu um tapa no rosto de um fazendeiro em uma discussão no distrito de Icó.  Abaixo, segue vídeo em que o repórter descreve os acontecimentos.



fonte:BN c/adaptações