• Praça do Feijão, Irecê - BA

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Em BH: Ministro da Educação afirma que crescimento do Ensino Superior será pela rede privada


foto:reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o crescimento do ensino superior no Brasil será pela rede privada e que o MEC dará liberdade a essas instituições. “Liberdade pra produzir, liberdade pra trabalhar, liberdade pra atingir os seus objetivos, ainda que tarde. O MEC vai ser aliado nesse processo. Os senhores são muito bem vindos ao MEC, senhores, senhoras com propostas, com projetos”, disse o ministro.
A declaração foi feita na quinta-feira 6 durante abertura da 12ª edição do Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP), em Belo Horizonte.
O ministro deu a entender que deve afrouxar as regras de regulação das instituições particulares. “Queremos que a sociedade possa buscar sua felicidade, seus sonhos. Isso só é possível com um ensino superior baseado fortemente na iniciativa privada e livre”, disse.
Weintraub acrescentou ainda que “esse governo defende o viés liberal na economia e conservador nos costumes. Se há duas pessoas honestas tendo uma relação econômica livre, por que alguém tem que interferir? Para que criar um monte de regras entre uma pessoa que quer estudar e um grupo que quer ensinar?”
O titular do MEC justificou a medida alegando que, diante da perspectiva de crescimento para o País, o Estado e as contas do setor público não teriam condições de atender às demandas futuras. O ministro fez uma projeção otimista sobre a economia do País aos donos e dirigentes das faculdades particulares e afirmou que o Brasil deve chegar ao fim do ano com crescimento de 3% do PIB. Garantiu, no entanto, que o espaço para as universidades federais e estaduais está mantido.
No final do mês de abril, Weintraub anunciou um corte de 30% no orçamento de três universidades federais – UnB, UFF e UFBA – alegando baixo desempenho acadêmico e “balbúrdia”, fazendo referência a festas e eventos promovidos pelas instituições. Depois de uma má repercussão o corte foi estendido a todas as universidades e institutos federais do País, e segue ameaçando o funcionamento das instituições.

Reações

A declaração do ministro, mais uma vez, gera desconforto a educadores, especialistas e instituições ligadas à defesa da educação pública de qualidade e do direito à educação. Em seu Twitter, o professor e coordenador do MTST, Guilherme Boulos, reagiu às falas de Weintraub. “O MEC tornou-se um pesadelo para a educação pública e um sonho para os que lucram com diploma no país”, escreveu.
Em encontro com empresários, ministro da Educação defendeu ensino superior privado e afirmou que vai diminuir ainda mais as regras que regulam os cursos particulares. O MEC tornou-se um pesadelo para a educação pública e um sonho para os que lucram com diploma no país.
1.760 pessoas estão falando sobre isso
A professora e coordenadora da Secretaria-Geral da Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino), Madalena Guasco Peixoto, coloca que caminhar para a desregulamentação do ensino privado é um risco gravíssimo e só atende ao forte lobby feito pelo setor. “Sem regulação, aí a educação vira mercadoria total, e o governo não vai se responsabilizar pela oferta, se ela é de qualidade ou não”, critica.
A postura de Weintraub, no entanto, não causa espanto na especialista. “Esse governo é contra a educação pública, tanto que vem destruindo as universidades. É privatista, ligado ao capital aberto e internacional, a bolsa de valores, então a tendência é a desregulação mesmo”, avalia.
Ainda assim, Madalena entende que a luta dos atores educacionais para regulamentar o setor privado não está perdida e que, algumas conquistas nesse sentido devem atrapalhar as intenções do atual governo.
Ela explica que um dos ganhos nesse sentido foi a partir da implementação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), ligado ao Inep e ao MEC, que tem como objetivo avaliar as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. “O Sinaes, por exemplo, só avalia com nota quatro e cinco as universidades que têm pesquisa, pós-graduação, cursos de qualidade, maior número de doutores e mestres em sua composição e maior contratação de professores por tempo integral e parcial não por hora aula”, enumera a especialista, ao afirmar que a soma desses quesitos incide diretamente sobre a qualidade da oferta.

Outra regulação importante, nesse sentido, foi impedir que as instituições privadas que tenham notas baixas em sua avaliação ofertem o Prouni, programa instituído pelo governo federal em 2005 e que oferece bolsas de estudos parciais e integrais a estudantes egressos do Ensino Médio da rede pública ou da rede particular. Cursos mal avaliados também ficam proibidos de abrirem vestibular no mesmo ano. Também tem regras específicas para ser validada a Educação a Distância. As mensalidades também não podem ser abusivas, e serem infladas se pagas via Fies, situação que Madalena alega já ter existido.
“A questão é que ainda enfrentamos problemas com a fiscalização dessas instituições. O MEC tem um corpo pequeno para ir in loco checar esses quesitos e estabelecer com essas universidades um termo de compromisso pela qualidade educacional”, atesta.
As regulações também sofrem forte interferência do setor privado, que se articula pela flexibilização. “Eles sempre foram contra. Querem liberdade porque entendem a educação como mercadoria e, na cabeça deles, ninguém deve regular o comércio. Acontece que eles atuam no campo da garantia dos direitos e a qualidade é diretriz fundamental”, acrescenta.
Ainda assim, Madalena pontua o respaldo que algumas políticas educacionais trazem para o cenário educacional. “O Plano Nacional de Educação, por exemplo, crava em sua meta 12 que a oferta e a expansão do Ensino Superior se dará pelo segmento público, com acréscimo de 40% de novas matrículas. “O que o ministro vai fazer? Vai pedir a revogação do Plano? Esse governo vive na ilegalidade, não sabe o que é lei. Weintraub não tem autonomia para o que anuncia. É uma insensatez”, finaliza.

fonte: Carta Capital 11/06/2019 - 00:32min.



terça-feira, 11 de junho de 2019

Caso Moro: Telegram garante que aplicativo é inviolável

foto:reprodução
O serviço de troca de mensagens russo Telegram divulgou nesta terça-feira, 11, uma nota garantindo a inviolabilidade do aplicativo, após vazamento de conversas entre o ministro Sergio Moro e o promotor Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept Brasil, no último domingo, 9.
A empresa afirmou que, em seis anos de existência, nunca compartilhou um único byte de informação para terceiros, como China, Irã e Rússia, que atualmente bloquearam o aplicativo, por não terem acesso ao conteúdo.O Telegram afirma que seu script de segurança nunca foi descoberto, apesar de pesadas tentativas para invadir o aplicativo.
Questionado em seu Twitter sobre o caso de Moro e Dallagnol, que ganhou destaque no Brasil no começo desta semana, a empresa especulou que um malware, uma espécie de vírus, presente em um dos celulares, pode ter copiado as mensagens salvas no aparelho, dando acesso ao suposto hacker.
Outra forma de acesso seria por meio de um roubo da senha de uma das contas dos usuários. Para isso, o aplicativo recomendou aos usuários a verificação em dois passos: além da senha, é exigido um código enviado ao celular de quem possui a conta.

Lava Jato: Conversas vazadas contam com mensagens de 11 procuradores

[Conversas vazadas da Lava Jato contam com mensagens de 11 procuradores]
Dallagnol -foto:reprodução
Os 18 procuradores da República que integraram a força-tarefa da Lava Jato no Paraná, 11 apareceram em conversas do aplicativo Telegram divulgadas no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil. As informações são do portal UOL.
Atualmente, a força-tarefa conta com 15 procuradores. Desses atuais, 9 tiveram mensagens vazadas.
Segundo a reportagem, dos três que deixaram a operação, apenas Carlos Fernando dos Santos Lima teve a conversa divulgada. Diogo Castor de Mattos foi apenas citado em um trecho pelo coordenador Deltan Dallagnol.
Confira abaixo os nomes dos procuradores atuais que tiveram mensagens vazadas:
Athayde Ribeiro 
Deltan Dallagnol 
Isabel Groba 
Januário Paludo 
Jerusa Viecilli 
Julio Noronha 
Laura Tessler 
Paulo Galvão 
Roberson Pozzobon

fonte:BNews

Lava Jato: Bolsonaro muda agenda e recebe Moro após vazamento de mensagens com Deltan



Resultado de imagem para moro e bolsonaro
foto:reprodução/google



Após o vazamento de mensagens do ministro Sergio Moro (Justiça) com procuradores da Lava Jato, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou sua agenda de compromissos nesta terça-feira (11) para uma conversa com o ex-juiz.

O encontro, que ocorreu por volta das 9h no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, não estava previsto na agenda pública de Bolsonaro. Até agora, Bolsonaro não se pronunciou sobre o caso. Seus filhos e alguns de seus ministros, contudo, saíram em defesa pública do ministro.

No horário que recebeu Moro, o presidente havia programado uma reunião com representantes de criadores de cavalo mangalarga. Este foi o primeiro encontro dos dois desde que conteúdo da troca de mensagens entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol veio a público, no domingo (9), por meio do site Intercept Brasil.

Após conversa reservada entre o presidente e o ministro, os dois foram juntos a um evento no Grupamento de Fuzileiros Navais em Brasília, em um barco que navegou pelo Lago Paranoá. Na segunda (10), o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, descartou a possibilidade de demissão de Moro do Ministério da Justiça. "Jamais foi tocado nesse assunto", afirmou, ao ser questionado sobre a possibilidade de Moro deixar o cargo.

Rêgo Barros disse que o presidente não comentaria o vazamento de mensagens e que ele aguardava a apresentação de explicações do ministro sobre o episódio. Moro passou a segunda-feira em Manaus (AM) em viagem a trabalho. No Norte do país, o ex-juiz da Lava Jato disse "não ter visto nada de mais" no conteúdo de sua conversa com o procurador.

Segundo o porta-voz, Bolsonaro conversou por telefone com Moro na segunda. Rêgo Barros afirmou "desconhecer" se Bolsonaro leu as matérias que relatam a troca de conversas entre Moro e Dallagnoll. Mensagens divulgadas no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil mostram que Moro e Deltan trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Lava Jato. Os dois discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal.

Após a publicação das reportagens, a equipe de procuradores da operação divulgou nota chamando a revelação de mensagens de "ataque criminoso à Lava Jato". Também em nota, Moro negou que haja no material revelado "qualquer anormalidade ou direcionamento" da sua atuação como juiz.

A Polícia Federal tem ao menos quatro investigações abertas para apurar ataques de hackers em celulares de pessoas ligadas à Operação Lava Jato, em Brasília, São Paulo, Curitiba e Rio. Uma das suspeitas é a de que os invasores tenham conseguido acesso direto a aplicativos de mensagens dos alvos, sem precisar instalar programas para espionagem. 

O pacote de diálogos que veio à tona inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram de 2015 a 2018. Segundo as mensagens, Moro sugeriu ao Ministério Público Federal trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão judicial. 

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, a troca de colaborações entre Moro e Deltan põe em xeque a equidistância da Justiça. "Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar", afirmou o magistrado.

Já o governo Jair Bolsonaro adotou cautela em relação ao vazamento de conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. A equipe do presidente quer evitar movimentos prematuros, antes que fique clara a dimensão completa do caso.

Embora aliados do presidente tenham defendido o ministro da Justiça e afirmado que Bolsonaro confia em Moro, seus auxiliares recomendaram que o presidente aguarde a revelação de outros trechos dos diálogos entre o ex-juiz da Lava Jato e integrantes da força-tarefa da operação. 

A equipe do governo, no entanto, prevê agitação no Congresso com a divulgação das conversas entre o ex-juiz e Deltan. Um assessor diz que os parlamentares certamente farão "um carnaval". Nas conversas privadas, membros da força-tarefa fazem referências a casos como o processo que culminou com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por causa do tríplex de Guarujá (SP), no qual o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões de propina da empreiteira OAS em decorrência de contratos da empresa com a Petrobras.

O valor, apontou a acusação, se referia à cessão pela OAS do apartamento tríplex ao ex-presidente, a reformas feitas pela construtora nesse imóvel e ao transporte e armazenamento de seu acervo presidencial. Ele foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Preso em decorrência da sentença de Moro, Lula foi impedido de concorrer à Presidência na eleição do ano passado. A sentença de Moro foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e depois chancelada também pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

RESUMO DOS DIÁLOGOS EM 3 PONTOS

1 - Troca de colaborações entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato

2 - Dúvidas de Deltan a respeito da solidez das provas que sustentaram a primeira denúncia apresentada contra o ex-presidente Lula

3 - Conversas em um grupo em que procuradores comentam a solicitação feita pela Folha de S.Paulo para entrevistar Lula na cadeia.

Inscrições do ProUni 2019.2 até 14/06; tem vagas para Irecê

(Arte: ACS/MEC)
imagem:reprodução MEC
Começam hoje (11) as inscrições do Programa Universidade para Todos (ProUni). Ao todo, serão ofertadas, para o segundo semestre deste ano, 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais e 101.139 parciais. O prazo para participar da seleção vai até 14 de junho. A inscrição deverá ser feita pelo site

http://siteprouni.mec.gov.br/index.php

Consulte os cursos e faculdades por aqui  https://prounialuno.mec.gov.br//consulta/publica
Os participantes podem escolher até duas opções de curso. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

As bolsas de estudo ofertadas pelo ProUni são parciais, de 50% do valor da mensalidade, e integrais, de 100%. As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. Já as bolsas parciais contemplaram os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos.
Podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.
É preciso ter obtido ainda uma nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas obtidas nas provas do Enem. O cálculo é feito a partir da soma das notas das cinco provas do exame e, depois, dividindo por cinco. Outra exigência é a de que o aluno não tenha tirado zero na redação.
Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.
Nota de corte
Diariamente o sistema do Prouni calcula a nota de corte, que é a menor nota para ficar entre os potencialmente pré-selecionados de cada curso, com base no número de bolsas disponíveis e no total de candidatos inscritos no curso, por modalidade de concorrência.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nota de corte é apenas uma referência para auxiliar o candidato no monitoramento da inscrição. Ela não é garantia de pré-seleção para a bolsa ofertada. O sistema do Prouni não faz o cálculo em tempo real. A nota de corte é modificada de acordo com a nota dos inscritos.
Calendário
A divulgação do resultado da primeira chamada está prevista para 18 de junho. Já a segunda chamada será no dia 2 de julho.
O candidato pré-selecionado deverá comparecer à respectiva instituição de ensino superior para comprovação das informações no período de 18 a 25 de junho, caso tenha sido selecionado na primeira chamada, e de 2 a 8 de julho na segunda.
O prazo para participar da lista de espera é de 15 a 16 de julho. A lista fica disponível no site para consulta pelas instituições no dia 18 de julho.
fonte:Ag. Brasil/ 11/06/2019

Vitória da Conquista: Socicam suspende voos da Passaredo a partir de sexta


[Vitória da Conquista: Socicam suspende voos da Passaredo a partir de sexta]
foto:reprodução

Os voos operados pela companhia aérea Passaredo ficarão impedidos de decolar do aeroporto de Vitória da Conquista, no centro-sul da Bahia, a partir de sexta-feira (14). As informações são da Socicam Administração, Projetos e Representações Ltda.
Segundo a operadora do aeroporto, os voos operados pela companhia somente serão autorizados caso a empresa repasse previamente à Socicam as tarifas relativas ao voo. 
“Essa medida se deve ao fato de que a Passaredo vem retendo o repasse das tarifas aeroportuárias, inclusive as de embarque, relativas aos seus voos, causando um prejuízo e desordem de âmbito financeiro e operacional”, explica a Socicam em nota.
Ainda de acordo com a concessionária, a Passaredo foi notificada da alteração da política tarifária e a decisão também já foi repassada para a Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) e para a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA), com quem a Socicam tem mantido contato permanente, a fim de reportar suas decisões.
A Socicam ressaltou que já solicitou que a Passaredo adote todas as medidas necessárias para evitar atrasos na liberação dos voos, devendo comunicar previamente aos passageiros sobre toda e qualquer ocorrência que tenha impacto sobre os voos programados. Informações do BNews.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Salvador: Advogado que discutiu com juíza é réu em ação por porte ilegal de arma e desacato

Advogado que discutiu com juíza é réu em ação por porte ilegal de arma e desacato
Foto: Arquivo pessoal/reprodução
O advogado Paulo Kleber Carneiro Carvalho Filho, que se envolveu em uma discussão com a juíza de Direito Isabela Kruschewsky na semana passada, é réu em uma ação do Ministério Público do Estado (MP-BA) por porte ilegal de arma e desacato após se envolver em uma confusão no município de Porto Seguro, no extremo sul do estado. A Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) emitiu uma nota de desagravo na última sexta-feira (7) contra o advogado , que acusa tanto a associação quanto a juíza de "alterar a verdade dos fatos".

A denúncia contra Paulo Kleber foi apresentada pela promotora de Justiça Michelle Roberta Souto em novembro do ano passado, e aceita pela Justiça em março deste ano. De acordo com o MP-BA, no dia 4 de novembro o advogado efetuou disparos em via pública com uma pistola calibre .380. A denúncia aponta que Paulo estava com a esposa a passeio na cidade e que por volta de 22h ele "resolveu urinar na frente de todos os pedestres, praticando oato obsceno em lugar público, consistente em tirar o pênis para fora da roupa e o balançar para as pessoas que por ali passavam".


"Nesse momento, os cidadãos que presenciaram a cena deplorável reclamaram da conduta criminosa, fato que enfureceu o denunciado, o qual sacou a arma de fogo que portava na cintura e com ela efetuou disparos para o alto, correndo atrás das pessoas. No caminho em que amedrontou e perseguiu a multidão, da Av. Getúlio Vargas à Passarela do Descobrimento, o denunciado ainda ofendeu a integridade corporal do guardador de carros Luciano Martins Teixeira, causando-lhe lesões ao chutar-lhe as pernas e braços", narra a promotora no documento.


O MP-BA diz que populares chamar a Polícia Militar, que encontrou o advogado com arma em punho. Paulo teria se apresentado como policial "P2", depois como Procurador do Estado e, por fim, como advogado, apresentando a sua carteira da OAB e dizendo que a documentação da arma estava em Salvador. "Em seguida, o denunciado deixou de ser cooperativo e passou a ofender os policiais, opondo-se à execução da prisão, mediante violência e ameaça, sendo necessário quatro PM’s para algemá-lo e colocá-lo no presídio da viatura. Durante todo o percurso para a delegacia, o denunciado cproferiu agressões verbais e ofensas aos militares, chamando a Cabo da PM Ailma Marcelo Santos de 'gorda', 'quatro olho', 'sapatão', 'puta' e 'vagabunda', desacatando-a, além de ameaçá-la ao dizer que tiraria sua farda e iria 'buscá-la'. Uma vez na delegacia, o denunciado ficou ainda mais descontrolado, não aceitando sua prisão e passando a também desacatar os agentes públicos que estavam lá em serviço, quando afirmou, perante policiais civis e militares, que já havia matado dois policias da RONDESP e que de onde tirou a arma apreendida tiraria outras", completa a denúncia.
 

Procurado pelo Bahia Notícias, Paulo se disse inocente. O advogado defende que foi vítima de um assalto. "Por trabalhar com a área crime, eu estava armado com uma pistola de outra pessoa para minha segurança, enquanto tiro meu porte. E fui vítima de uma tentativa de assalto, que reagi e tentei atingir o vagabundo", afirmou Carvalho Filho. Ele diz ainda que não conseguiu atingir o suspeito, mas que localizou "o guardador que deu o sinal para ele assaltar a mim e a minha família", e que o "apertou" para que ele dissesse onde estaria o "comparsa". "A lesão corporal consiste nesse aperto que eu no guardador cúmplice do assaltante. Sobre o ato obsceno, me recuso a responder por questões óbvias. Como estaria botando pênis pra fora com meu filho e mulher ao meu lado?", questiona.

Perguntado sobre a acusação de desacato contra os policiais, ele respondeu que "nunca existiu" de sua parte a sugestão de que era policial. "Recebi foi três tapas na cara, depois que souberam que eu era advogado e estava portando a arma de fogo. Vou tratar quem me dá tapa na cara como? “Oi, meu amigo? Obrigado pelo tapa na cara!”?".

fonte:BNotícias/reprodução 10/06/2019