• Praça do Feijão, Irecê - BA

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Covid-19: “Politizou a coisa. Fica parecendo que quem não quer morrer é comunista”, diz Prefeito de BH

Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte.
© Eugênio Sávio Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte.
Com a bagagem de quem foi dirigente de futebol por mais de uma década, desapegado de crenças e superstições, Alexandre Kalil (PSD) diz ter perdido a fé na humanidade. “O mundo piorou. Tá uma merda”, afirma, com o desprendimento habitual, em entrevista ao EL PAÍS, evitando romantizar o impacto da crise atual nas relações humanas. “Não vamos sair melhores dessa situação. Ninguém se comove em ver corpo jogado na vala. Quase 1.000 famílias perdendo gente por dia e ainda tem sujeito preocupado em abrir comércio.” Em que pese a visão pessimista, o prefeito de Belo Horizonte alimenta esperança de atravessar a pandemia de covid-19 sem que sua cidade repita as cenas dramáticas de países europeus. “O povo belo-horizontino entendeu o recado”, explica ao comemorar a média em torno de 60% de isolamento social nos principais bairros desde o início da quarentena.
Uma das primeiras a adotar medidas restritivas no país, a sede do Governo mineiro tem a terceira menor taxa de incidência de coronavírus (43 casos por 100.000 habitantes) entre as capitais, atrás somente de Curitiba e Porto Alegre. Embora experimente aumento no percentual de registros nos últimos dias, Belo Horizonte obteve mais êxito no esforço de achatar a curva de novas infecções que cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que acumulam índices de contágio 3,7 e 4,9 vezes maiores, respectivamente. De acordo com Kalil, a resposta rápida à pandemia foi fundamental para frear a curva em março e abril, na esteira do fechamento do comércio.
Para fazer valer o decreto, a guarda municipal deixou a função de policiamento e agora cumpre expediente de fiscalização, em que expediu mais de 10.000 infrações contra estabelecimentos que relutavam em fechar as portas. Além da preparação dos hospitais e leitos de UTI, a prefeitura recorreu a infectologistas da UFMG ao constituir um comitê de enfrentamento, e também ao departamento de estatística da universidade, que elaborou um modelo matemático para projetar os picos de casos na cidade. “Quando Belo Horizonte foi devastada pelas chuvas no começo do ano, eu tomei a frente do negócio porque sou empreiteiro e entendo de obra urbana”, conta o prefeito. “Mas, na pandemia, a palavra final é dos cientistas. O que eles mandam fazer, eu faço. Como não sou médico nem infectologista, sigo a cartilha e apenas entrego o dinheiro para executarem a parte social e de saúde.”
Entre 1918 e 1919, BH já havia sido bem sucedida no enfrentamento ao surto de gripe espanhola, registrando uma das menores taxas de mortalidade do Brasil devido à aplicação de medidas restritivas. Kalil diz que, embora tenha se informado sobre o histórico da cidade, não buscou referência no passado ao traçar sua estratégia de combate à covid-19. “Fiquei surpreso ao saber como Belo Horizonte superou a gripe espanhola, mas não me inspiro em ninguém. Só na ciência.” Segundo o prefeito, o fato de ter montado um gabinete por critérios técnicos, e não políticos, agora se mostra um diferencial na gestão da crise, citando o secretário da Saúde, Jackson Machado Pinto, que chefiou por 25 anos a clínica de dermatologia da Santa Casa BH. “Eu assino os papéis, mas quem orienta e lidera os trabalhos é um médico.”

Ameaças por segurar reabertura do comércio

Para reforçar o isolamento social, a prefeitura de BH comprou dois milhões de máscaras, distribuídas à população por agentes de trânsito e da guarda civil. Quem sai de casa sem o equipamento de proteção pode ser multado em 80 reais. Desde abril, o uso de máscara é obrigatório. O executivo também distribui 243.000 cestas básicas por mês a pessoas em situação de vulnerabilidade social, a maioria delas destinadas a trabalhadores informais e famílias de estudantes matriculados nas escolas municipais. A fim de agilizar a entrega, a prefeitura firmou parceria com supermercados, onde os responsáveis de alunos só precisam apresentar a carteira de identidade para retirar a cesta.
A preocupação de Kalil no momento é a pressão que casos de coronavírus registrados na região metropolitana podem exercer no sistema de saúde da capital. Nova Lima, vizinha de BH, por exemplo, tem a quarta maior taxa de incidência do Estado (106 casos por 100.000 habitantes). O prefeito chegou a proibir a entrada de ônibus provenientes de cidades que afrouxaram medidas de isolamento, mas o decreto acabou derrubado pela Justiça. “Não adianta a prefeitura tomar precauções, fechar lojas e o escambau, e juiz depois mandar abrir. Precisam entender que não se trata da minha opinião. É ciência, porra”, esbraveja.
No fim de abril, integrantes de uma carreata a favor do presidente Jair Bolsonaro protestaram em frente à casa do prefeito, contrários às medidas restritivas na cidade. Alguns vizinhos reagiram atirando ovos em direção aos manifestantes. “Eu fui presidente do Atlético, tomei 6 a 1 do maior rival… Quem viveu a pressão do futebol, não tem medo de meia dúzia de buzinas”, brinca Kalil, que conta ter recebido ameaças de morte pela postura adotada durante a crise do coronavírus. Ele diz que, além de não se intimidar, evita tomar decisões visando as eleições municipais previstas para este ano. “Se uma família perder uma pessoa querida em BH porque eu pensei em mim ou em reeleição, não vou conseguir dormir nunca mais. Prefiro morrer com um tiro que de remorso por ter sido covarde.”
Em atrito com o Governo estadual, o prefeito afirma não ter recebido amparo financeiro nem suporte do governador Romeu Zema (Novo), que é aliado de Bolsonaro. “Zero apoio. O Estado está quebrado.” Em relação ao Governo federal, Kalil entende que as declarações do presidente, incentivando a quebra da quarentena, e as turbulências em Brasília, como as demissões dos ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, dificultam o trabalho de prefeitos e governadores. “A fala de um presidente é muito importante. Se tivéssemos uma liderança federal forte, o combate à pandemia seria bem melhor. Imagine se [João] Doria e Wilson [Witzel] não tivessem parado São Paulo e Rio? O Brasil já teria uns 50.000 mortos.”
Recentemente, Bolsonaro declarou que a culpa por mortes do coronavírus não é sua, mas sim de governadores e prefeitos. Kalil concorda. “Se morre gente em Belo Horizonte, a responsabilidade é minha. Ele [presidente] tem que mandar dinheiro para as prefeituras. Agora, muito ajuda quem pouco atrapalha. Não tem sido o caso dele.” O prefeito lamenta que os discursos do presidente contribuam para inflamar parte da população contra os gestores locais. “Politizou a coisa. Fica parecendo que quem não quer morrer é comunista. E quem quer morrer, mas protesta em caminhonete cabine dupla, é de direita. Enquanto isso, a gente vê cidade que não tem um respirador sequer abrindo o comércio”, diz Kalil, que foi chamado de “comunista” por bolsonaristas.
A prefeitura de BH montou um grupo técnico, que inclui os infectologistas, para estipular um plano de reabertura gradual da cidade. De acordo com o prefeito, caso os níveis de isolamento social e ocupação de UTIs sejam mantidos, a flexibilização pode começar a partir de 25 de maio. Entretanto, comerciantes, que queriam abrir lojas para o Dia das Mães, seguem insatisfeitos. Por meio de nota, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) defende que o afrouxamento das medidas restritivas deveria ser antecipado. “Eu tenho pedido paciência a eles [empresários]”, afirma Kalil. “Quando começar a reabrir, vou chamá-los pra mesa. Precisamos recuperar o comércio. Prefeitura não é banco, mas pretendemos recompensar o sacrifício que estão fazendo de alguma forma.”
Por orientação do filho, que é médico, o prefeito de 61 anos usa um oxímetro para monitorar constantemente a saturação do oxigênio nas células. Inserido no grupo de risco e ex-fumante, Kalil só vai à prefeitura para reuniões essenciais e não vê os netos há dois meses. “Eu estou em pânico, apavorado com esse vírus. Por isso, peço para as pessoas ficarem em casa. Cidadão que sai na rua à toa precisa saber que vai matar ou vai morrer.” Embora tenha sido cartola, ele descarta a volta dos jogos nos estádios da cidade enquanto o coronavírus ainda representar uma ameaça à saúde pública. “Não tem cabimento botar aglomeração dentro de um campo de 105 metros. Quem fala em futebol agora só pode estar doido.”
fonte:EL PAÍS -  Breiller Pires 18/05/2020 -10h:42min.

Após acusações contra família Bolsonaro, empresário ganha proteção policial

foto:Ricardo Borges/reprodução
O empresário Paulo Marinho informou neste domingo, 17, que ele e sua família ganharam proteção policial após a divulgação das acusações de que o presidente Jair Bolsonaro e seu filho Flávio receberam informações privilegiadas sobre uma operação da Polícia Federal que mirava um assessor de Flávio, o ex-policial Fabrício Queiroz.
Em uma publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que solicitou ao governador do Rio, Wilson Witzel, proteção policial e que, foi atendido.
Paulo Marinho é suplente de Flávio Bolsonaro e, durante a campanha de 2018, transformou sua casa no Rio de Janeiro em uma espécie de QG da candidatura do então deputado Jair Bolsonaro. Ele também é pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB.
Continua após a publicidade
Em entrevista à Folha de S. Paulo publicada neste domingo, Marinho disse que ouviu do próprio Flávio Bolsonaro que a operação da PF que envolvia o seu ex-assessor Fabrício Queiroz no caso da rachadinha lhe foi antecipada por um delegado que era simpatizante da candidatura de Bolsonaro. Flávio e Jair, então, decidiram demitir Queiroz antes que o escândalo, com potencial de atingir em cheio a campanha de Bolsonaro, estourasse.
O relato de Marinho pode reforçar o inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal que apura se Jair Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal – a ação foi aberta após as acusações feitas pelo ex-ministro Sergio Moro de que o presidente tentou acesso a relatórios de inteligência sigilosos. Neste domingo, o procurador-geral da República, Augusto Aras, informou que vai avaliar se inclui as acusações de Marinho na investigação.x
Também em uma rede social, Paulo Marinho agradeceu às manifestações de apoio que tem recebido. Ele disse que considerou dar publicidade às informações após as denúncias feitas pelo ex-ministro Sergio Moro.
fonte:Veja.com 18/05/2020 

domingo, 17 de maio de 2020

Brasília: Manifestante agride jornalista da Bandnews; veja vídeo

Foto: Reprodução
Uma apoiadora do presidente Jair Bolsonaro bateu com o mastro de uma bandeira do Brasil na cabeça de uma jornalista da Band News TV que esperava para entrar ao vivo pela emissora durante manifestação em apoio ao governo, na capital federal. O episódio ocorreu pouco antes da participação de Bolsonaro no protesto.
Depois da agressão, a repórter Clarissa Oliveira relatou que o tom dos manifestantes foi "bastante agressivo" em relação à imprensa. A responsável pela agressão, de acordo com ela, circulava com a bandeira do Brasil chamando profissionais da imprensa de "lixo". Após acertar com a bandeira na cabeça da profissional, a mulher riu da situação e pediu desculpas, ainda aos risos.
Assista.
Um ato reuniu apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto hoje. Bolsonaro chegou ao local por volta das 12h e cumprimentou os manifestantes. Durante o ato, uma mulher atingiu a repórter da Clarissa Oliveira com uma bandeirada na cabeça!
138 pessoas estão falando sobre isso
Em nota, a direção de Jornalismo da Band lamentou "mais essa prova de desrespeito ao trabalho da imprensa". Segundo a emissora, foi feito o boletim de ocorrência. A Band afirmou que exige "punição exemplar a esse ato inaceitável de selvageria". "A agressão à nossa repórter, Clarissa Oliveira, durante manifestação em frente ao Palácio do Planalto, ofende a liberdade de imprensa e a todos os jornalistas", diz a nota.







fonte:Correio da Bahia c/adaptações 17/05/2020

Ex-ministros da Defesa lançam manifesto e rechaçam pedidos de golpe militar a favor de Bolsonaro


Saiba por que Jaques Wagner será o candidato do PT no lugar de ...

O Senador e ex-ministro da defesa Jaques Wagner foi um que assinaram a Nota.

Um grupo de ex-ministros da Defesa divulgou uma nota exortando as Forças Armadas a ignorar os pedidos por uma intervenção militar em favor do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Sem citar o atual ocupante do Palácio do Planalto, os ex-ministros pedem que os militares sigam a Constituição, que no seu artigo 142 determina que as Forças Armadas só podem ser convocadas a intervir para manter a ordem em caso de anarquia por algum dos Poderes constituídos.

Nas últimas semanas, o presidente prestigiou dois atos de apoiadores de seu governo que pediam a ação dos militares na política, visando fechar o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, instituições que na visão de governistas têm obstruído o Executivo.

Entre a ala militar do governo, a ideia de que há um cerco contra o Planalto é aceita, mas nota do ministro Fernando Azevedo (Defesa) após Bolsonaro ter participado de ato golpista no dia 3 passado buscou reafirmar o compromisso democrático das Forças.

Tal leitura de cerceamento do governo federal é compartilhada pelos ministros militares, mas não é corrente na cúpula fardada do país até aqui. Já os pedidos de intervenção foram respondidos por nota duas notas do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, afirmando o compromisso das Forças com a Constituição.

O manifesto dos ex-ministros ressalta o papel central que as Forças Armadas têm tido no combate da pandemia da Covid-19 e relembra o compromisso democrático do estamento militar com a Constituição.

O texto diz que os apelos à intervenção militar merecem "veemente condenação". Na quinta passada (14), um artigo do vice-presidente, general Hamilton Mourão, criticava duramente outros Poderes que não o Executivo, além da mídia, na condução da crise do coronavírus.

Ao citar o risco à segurança que a crise pode criar, Mourão promoveu rumores de que estaria buscando intimidar o mundo político e judiciário, o que negou em conversas posteriores.

Assinam o manifesto seis ex-ministros da Defesa. Ficaram de fora os já mortos Elcio Alvares, Waldir Pires e José Alencar, além de Joaquim Luna e Silva, antecessor de Azevedo e hoje diretor-geral da Itaipu Binacional.

NOTA

As Forças Armadas são instituições de Estado com importante papel na fundação da nacionalidade e no desenvolvimento do país. Sua missão indeclinável é a defesa da pátria e a garantia de nossa soberania. Merecidamente, desfrutam de amplo apoio e reconhecimento da sociedade brasileira.

Diante das imensas dificuldades decorrentes da crise imposta pela pandemia do coronavírus, cujos efeitos se alastram, de forma trágica, pelo Brasil, as Forças Armadas cumprem importante papel no enfrentamento das adversidades e na manutenção da unidade e do ânimo da população.

A democracia no Brasil, mais que uma escolha, conforma-se como um destino incontornável, que necessita da contribuição de todos para o seu aperfeiçoamento.

A Constituição estabelece no seu artigo 142 que as Forças Armadas "destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constituídos e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem".

Não pairam dúvidas acerca do compromisso das Forças Armadas com os princípios democráticos ordenados pela Carta de 1988. A defesa deles tem sido, e continuará sendo, fundamento de sua atuação.

Assim, qualquer apelo e estímulo às instituições armadas para a quebra da legalidade democrática -oriundos de grupos desorientados- merecem a mais veemente condenação. Constituem afronta inaceitável ao papel constitucional da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, sob a coordenação do Ministério da Defesa.

É o que pensamos na condição de ex-ministros de Estado da Defesa que abaixo subscrevemos.

- Aldo Rebelo

- Celso Amorim

- Jaques Wagner

- José Viegas Filho

- Nelson Jobim

- Raul Jungmann



O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO SOBRE AS FORÇAS ARMADAS

"Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constituci onais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem." Além disso, lei complementar de 1999 prevê, de modo compatível com o papel estabelecido na Constituição, a participação de militares em operações de paz, reforço à polícia de fronteira, cooperação com a Defesa Civil, entre outras ações.



NOTAS RECENTES DO MINISTÉRIO DA DEFESA 20.abr

"As Forças Armadas trabalham com o propósito de manter a paz e a estabilidade do país, sempre obedientes à Constituição Federal. O momento que se apresenta exige entendimento e esforço de todos os brasileiros. Nenhum país estava preparado para uma pandemia como a que estamos vivendo. Essa realidade requer adaptação das capacidades das Forças Armadas para combater um inimigo comum a todos: o coronavírus e suas consequências sociais. É isso o que estamos fazendo."



4.mai

"As Forças Armadas cumprem a sua missão constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do país. A liberdade de expressão é requisito fundamental de um país democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável. O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso."

fonte: por Igor Gielow | Folhapress -17/05/2020

Manaus: Prefeito Artur Virgílio responde ao insulto de Bolsonaro; "é um completo incompetente, é um completo incapaz”

MANAUS – Em reação ao insulto que o presidente Jair Bolsonaro teria feito a Arthur Virgílio Neto e ao pai dele, Arthur Virgílio Filho, em reunião ministerial do dia 22 de abril, segundo a revista Veja, o prefeito de Manaus afirmou que Bolsonaro “é um completo incompetente, é um completo incapaz”. Bolsonaro teria chamado Arthur de “vagabundo” e dito: “Também, filho de quem ele é?”.
O prefeito gravou um vídeo postado na página pessoal dele no Facebook. Arthur afirma que ficou muito magoado não com o que Bolsonaro falou dele, mas porque falou do pai dele. À Veja, Arthur já havia dito que Bolsonaro não estava à altura do pai dele para criticá-lo.
“Eu me magoei muito, porque foi o meu pai. Eu jamais insultaria o pai do presidente Bolsonaro. Eu posso dizer coisas muito duras para ele; uma, por exemplo, que ele é um incapaz, que ele é um completo incapaz, que ele é um completo incompetente, que ele não sabe pra que lado vai o governo brasileiro”, diz Arthur.
Arthur Virgílio também diz, no vídeo, que a economia brasileira vai mal porque culpa do próprio presidente. “Eu poderia dizer a ele que o Brasil poderia ter crescido 3% no ano passado se ele não falasse tanta tolice a respeito de economia, se ele não deteriorasse as expectativas da economia do jeito que ele fazia todos os dias, brigando com alguém, muitas vezes desautorizando o próprio ministro [Paulo] Guedes”.
Veja o vídeo na íntegra:

fonte: Atual Amazonas -17/05/2020 - 21h:21min.

Caso Flávio: PGR vai analisar relato de vazamento da PF e decidir sobre depoimento de Paulo Marinho




Ricardo Borges/UOL
Empresário foi apoiador de 1ª hora e cedeu  sua casa como escritório de campanha em 2018  no Rio -foto:reprodução

A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou neste domingo (17) que vai analisar o relato do empresário Paulo Marinho à Folha de S.Paulo sobre um suposto vazamento de uma investigação da Polícia Federal ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).


O procurador-geral, Augusto Aras, discutirá a denúncia com a equipe de procuradores que atua em seu gabinete em matéria penal. Deve decidir se cabe investigar o caso no âmbito do inquérito que apura, com base em denúncias do ex-ministro Sergio Moro (Justiça), se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir indevidamente na Polícia Federal.


Ele poderá requerer o depoimento de Marinho, por exemplo, o que não está definido por ora. Segundo auxiliares de Aras, ainda não houve tempo para uma análise aprofundada do caso. Será necessário analisar se o assunto guarda pertinência com a investigação já em curso.


Na entrevista à Folha, Marinho, 68, que rompeu com o clã Bolsonaro após as eleições, disse que, segundo ouviu do próprio filho do presidente, um delegado da Polícia Federal antecipou a Flávio em outubro de 2018 que a Operação Furna da Onça seria realizada.


A operação, segundo Marinho, teria sido "segurada" para que não atrapalhasse Bolsonaro na disputa do segundo turno da eleição. Os desdobramentos da Furna da Onça revelaram um suposto esquema de "rachadinha" na Alerj (Assembléia Legislativa do Rio) e atingiu Fabrício Queiroz, policial militar aposentado amigo de Jair Bolsonaro e ex-assessor de Flavio na Assembleia.


O empresário foi um dos mais importantes e próximos apoiadores de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. Ele não apenas cedeu sua casa no Rio de Janeiro para a estrutura de campanha do então deputado federal, que ainda hoje chama de "capitão", como foi candidato a suplente na chapa do filho dele, Flávio Bolsonaro, que concorria ao Senado.


O empresário Paulo Marinho, 68, em sua casa no Rio de Janeiro Ricardo Borges - 28.ago.2019/UOL **** Em reação às revelações feitas à Folha, senadores e deputados cobraram neste domingo (17) investigação para apurar se Flávio foi informado antes pela Polícia Federal sobre operação contra ele e então integrantes de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou as declarações do empresário como "gravíssimas" e afirmou que elas revelam "a interferência de Bolsonaro e de sua família na Polícia Federal antes mesmo do início de seu governo".


Líder da minoria no Senado, ele disse que vai pedir que Paulo Marinho seja ouvido no inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar as suspeitas de interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.


Lista **** Assim como Randolfe, a defesa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro estuda pedir o depoimento de Paulo Marinho no inquérito que investiga a suposta interferência do presidente na Polícia Federal.


A avaliação é a de que o ex-aliado do presidente pode reforçar a narrativa de Moro. O ex-ministro disse à PF que Bolsonaro queria interferir na corporação. Os advogados do ex-juiz da Lava-Jato irão esperar ate terça (19) uma manifestação da PGR (Procuradoria Geral da República) sobre as declarações do empresário.


Flávio classificou a entrevista à Folha de seu suplente de "invenção de alguém desesperado e sem votos". Em nota neste domingo, ele disse que Marinho "preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão" e trocou a família Bolsonaro pelos governadores João Doria (PSDB), de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro. O ex-aliado de Bolsonaro é pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PSDB.


Já o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Fabio Wajngarten, chamou de "incrível enredo ficcional" as declarações à Folha do empresário suplente de Flávio.


Em rede social, ele afirmou ser "inverossímil a narrativa de oportunistas que buscam holofotes a qualquer preço". "Precisam contratar um bom roteirista para dar credibilidade a esse incrível enredo ficcional. Meu apoio ao senador @FlavioBolsonaro e ao PR @jairbolsonaro por mais essa tentativa de atingi-los."


Também neste domingo, o vereador do Rio Carlos Bolsonaro usou uma rede social para desqualificar as declarações do empresário. "Paulo Marinho, coordenador de campanha de Bolsonaro... . QG em sua residência.... .... Bolsonaro tratava mal os empregados... . Tudo é tão verdadeiro quanto a declaração de seu filho dizendo que foi ele que traduziu a conversa de Trump com o Bolsonaro."


fonte:Folhaonline- 17/05/2020

EUA: Ator Logan Williams morreu de overdose após três anos de vício, revela mãe


Ator Logan Williams morreu de overdose após três anos de vício, revela mãe
Williams ficou conhecido por interpretar Barry Allen quando criança na série Flash

O ator Logan Williams, que faleceu aos 16 anos no início de abril, morreu de overdose após três anos viciado em remédios. A revelação foi feita pela mãe do ator, Marlyse Williams, ao jornal New York Post. Segundo a mãe, o filho morreu de uma overdose do opioide fentanyl.
“A morte dele não será em vão. Ele vai ajudar muita gente que está no mesmo caminho”, disse ela ao NY Post. Segundo Marlyse, a família conseguiu manter a dependência longe do noticiário “para evitar julgamento, embaraços e críticas”. Na entrevista, Marlyse afirma que teve que se endividar para poder pagar clínicas de tratamento para o filho.
“Fiz tudo o que era humanamente possível, tudo o que uma mãe podia fazer. Ele me disse: ‘Mãe, vou ficar limpo, vou ser melhor. Quero começar uma nova vida'”, disse mãe.
Logan Williams ficou conhecido por interpretar Barry Allen quando criança na série Flash. Ele atuou em oito episódios de Flash. Ele aparecia em cenas de flashback, quando Barry Allen adulto se lembrava do passado ou quando o Flash voltava no tempo para o dia em que sua mãe foi assassinada. O último trabalho de Logan foi na série When Calls The Heart (Netflix).

Fonte:Istoé/reprodução 17/05/2020