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domingo, 19 de julho de 2020

Santos: Desembargador se nega a usar máscara, ofende guarda municipal e rasga multa

Desembargador se recusou a usar máscara de proteção
© reprodução Desembargador se recusou a usar máscara de proteção
Imagens que circulam neste domingo (19.jul.2020) nas redes sociais mostram o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), sendo abordado por 1 agente da Guarda Civil Municipal de Santos.
O guarda pediu para que o magistrado colocasse a máscara de proteção enquanto caminhava na orla da praia. O desembargador recusou a orientação. Disse que o decreto sobre a utilização do equipamento “não é lei” e que, por isso, não obedeceria.
O guarda, então, desceu do carro para aplicar a multa. Siqueira disse que já havia sido multado: “Amassei e joguei na cara dele. Você quer que eu jogue na sua também?”, confrontou. A Prefeitura de Santos confirmou posteriormente a reincidência do desembargador.
Siqueira então pega o celular e diz ligar para o secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel. Ao perceber que está sendo filmado, debocha e acena para a câmera. Durante o telefonema, Siqueira diz que está “com 1 analfabeto” e alega que está sozinho na faixa de areia. Eduardo tenta passar o telefone ao guarda, que recusa. No final, o juiz recebe a multa das mãos do guarda, rasga e joga no chão.
Assista abaixo (1min43seg) o momento em que o desembargador é abordado:
Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)

Setor de saúde

O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi nomeado desembargador em maio de 2008. No Tribunal de Justiça de São Paulo, coordenou, inclusive, a área de saúde do órgão.
O setor é responsável por diagnosticar, monitorar e implementar ações de prevenção e rastreamento de doenças e promover a readaptação de servidores, destacou a reportagem.

TJ-SP vai investigar

O TJ-SP informou que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.
“Em relação ao episódio ocorrido em Santos, ontem (18), quando o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi multado por um Guarda Civil Municipal por não utilizar máscara enquanto caminhava na praia, o Tribunal de Justiça de São Paulo informa que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos”, afirma a nota do TJ-SP assinada pelo presidente do tribunal, Geraldo Francisco Pinheiro Franco.

Representação no CNJ

O Conselho Nacional de Justiça também vai investigar a conduta do desembargador. O corregedor-geral de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou um pedido de providências (leia a íntegra) para analisar os fatos.
fonte:Poder 360 -19/07/2020

EUA: Prefeito de Portland exige que agentes federais deixem cidade

Manifestantes protestam diante do Centro de Justça do Condado de Multnomah, em Portland, 17 de julho de 2020
© Ankur Dholakia Manifestantes protestam diante do Centro de Justça do Condado de Multnomah, em Portland, 17 de julho de 2020
O prefeito de Portland, Ted Wheeler, exigiu a retirada dos efetivos federais nesta cidade do noroeste dos Estados Unidos, após acusá-los de agravar a já tensa situação local com táticas abusivas e inconstitucionais contra manifestantes.
"O que está acontecendo aqui é que temos dezenas, talvez centenas, de tropas federais chegando na cidade. O que eles estão fazendo é intensificar a situação", denunciou Wheeler em declarações ao programa "Stage of the Union", da emissora CNN.
O prefeito acusa os agentes federais de agravar um confronto duradouro entre os manifestantes e a polícia com táticas que incluem a captura de cidadãos nas ruas em veículos sem placa e sem apresentar motivos ou identificação.
"Na verdade, a presença de agentes federais está resultando em mais violência e vandalismo. Não estão ajudando em nada. Não os quero aqui. Não os chamamos. Assim, quero saiam", continuou Wheeler.
As acusações do prefeito democrata chegam um dia após mais uma noite de protestos na principal cidade do estado de Oregon, onde um edifício do departamento policial foi incendiado.
O procurador-geral do Oregon e a União Americana de Liberdades Civis apresentarem na sexta-feira à noite um processo contra o governo federal, acusado de abuso de poder e de ferir ou ameaçar manifestações pacíficas.
O envio de oficiais federais com uniformes militares na semana passada é o resultado das ameaças do presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, de usar o poder federal para restabelecer a ordem, após várias semanas de confrontos entre manifestantes e forças policiais. 
Os protestos em Portland fazem parte de um movimento nacional contra a brutalidade policial e o racismo e tiveram como estopim o assassinato em maio de George Flod, um homem negro que faleceu após um policial branco se ajoelhar em seu pescoço por quase nove minutos ao tentar imobilizá-lo, em Mineápolis.
Neste domingo, Trump respondeu às críticas e afirmou que o governo federal "tenta ajudar Portland, e não ferir" a cidade.
"Seus líderes perderam, há meses, o controle sobre os anarquistas e os baderneiros", se defendeu o presidente americano.
fonte: AFP19/07/2020

Feira: Prefeito vai flexibilizar a abertura do comércio a partir de terça, toque de recolher não vai ser prorrogado

        Feira é a segunda maior cidade da Bahia e o maior entrocamento rodoviário do Nordeste -foto:reprodução
Uma reunião realizada neste domingo (19) entre o prefeito Colbert Martins da Silva Filho, os secretários de Comunicação Edson Borges, de Desenvolvimento Econômico Antônio Carlos Borges Junior, de Prevenção a Violência Moaci Lima e de Desenvolvimento social Denilton Brito, definiu a flexibilização do funcionamento do comércio de Feira de Santana a partir da próxima terça-feira (21).
A informação foi confirmada ao Acorda Cidade pelo secretário Edson Borges. Segundo ele, o Toque de Recolher, que vale até este domingo, não será prorrogado. A partir de amanhã o decreto anterior volta a valer e a partir de terça, o funcionamento do comércio flexibiliza com algumas regras. Alguns segmentos serão abertos todos os dias e outros alternados. A prefeitura ainda não divulgou a tabela com a definição dos segmentos e como será o funcionamento.
COVID-19
Até ontem(18) a cidade de quase 700 mil habitantes, registra segundo o boletim da secretaria de saúda municipal 5.807 casos confirmados desde o inicio da pandemia, com 3.305 recuperados e 101 óbitos, estando agora com 2.401 casos positivos ativos.
fonte: Conversa Afiada  c/adaptações


Líderes Religiosos formam rede de desinformação sobre covid-19

BRASÍLIA – Celebridade gospel em João Pessoa, o pastor César Augusto, da Associação Fé Perfeita, aproveitou um culto transmitido pela internet, em 17 de março, para profetizar o fim da pandemia do novo coronavírus. “O que eu vejo é que daqui para frente pessoas que estavam sendo analisadas como suspeitas (de ter covid-19) vão começar a dar negativo”, disse aos seus seguidores. “O diabo pode colocar a viola no saco”, sacramentou. Um dia antes, o País registrava a primeira morte pela doença. De lá para cá, mais de 2 milhões de brasileiros foram infectados e 78 mil morreram. 

Ele é um dos líderes evangélicos simpáticos ao presidente Jair Bolsonaro que, nos canais e aplicativos de mensagens, minimizam a pandemia e divulgam histórias de curas mirabolantes e prevenções caseiras que têm o poder de tirar o foco de ações efetivas contra a doença. Um estudo sobre a desinformação no YouTube apontou que uma rede formada por outros religiosos atingiu, em 47 dias, 11 milhões de visualizações só em vídeos que citavam o novo coronavírus. 
Pastor César Augusto
Promessa. Antes da primeira morte no País, o pastor César Augusto profetizou a derrota do vírus  Foto: Youtube/Cesar Augusto
Os conteúdos incluíam sermões que minimizavam a doença, pregações de teorias conspiratórias, informações enviesadas e de desqualificação da ciência. O levantamento foi feito entre 1.º de fevereiro e 17 de março, numa etapa antes das primeiras mortes. No dia 11 de março, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já anunciava que o Brasil viveria pelo menos “20 semanas duras”. 
O dossiê foi elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (Cepedisa) da USP, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD). “É comum que autoridades não científicas se valham de suas posições hierárquicas dentro da sua rede (religiosa, por exemplo) para questionar orientações do sistema de peritos (mídia, universidades, organizações internacionais, agências especializadas) e respaldarem teorias conspiratórias”, diz o texto. 
A atuação dos pastores é protegida pela liberdade religiosa e cumpre papel consolador em tempos de crise, mas em alguns casos ultrapassa a fronteira da fé, avaliam especialistas. Em Porto Alegre, um cartaz que ganhou as redes sociais, da Igreja Catedral Global do Espírito Santo, do pastor Silvio Ribeiro, virou caso de polícia por prometer um “óleo consagrado para imunizar contra qualquer tipo de pandemia, vírus ou doença”. O evangélico pediu desculpas. A polícia apura o crime de charlatanismo. 
“É uma questão de saúde pública. Ninguém está desmerecendo a fé de nenhuma religião. Sabemos que a fé ajuda as pessoas, mas a saúde e a medicina devem prevalecer”, afirmou a delegada gaúcha Laura Rodrigues Lopes. 
Diante das recomendações de isolamento social, o pastor Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Restauração, de Manaus, atuou contra o recolhimento e foi às ruas engrossar manifestações de apoio a Bolsonaro. Ele defendeu que, neste tempo de pandemia, os fiéis deviam procurar os templos. Em junho, Terra Nova integrou um grupo de pastores que viajou a Brasília para encontro com o presidente. 

Distorção e ‘terrorismo emocional’

Com mais de um milhão de inscritos em seu canal no YouTube, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, é mencionado pelos pesquisadores como um líder religioso que disseminou informações distorcidas. Em um vídeo visto mais de 500 mil vezes, o aliado de Bolsonaro cita nota da Sociedade Brasileira de Infectologia para corroborar seu ponto de vista, segundo o qual apenas cidades com mais de mil casos confirmados da doença deveriam ser submetidas a isolamento social. Para ele, há “terrorismo emocional” nos alertas sobre a doença e os evangélicos precisam usar a “arma” do “poder da oração e da fé”. 
Contudo, Malafaia recorre, segundo os pesquisadores, a um “uso seletivo” da ciência ao ignorar que a mesma nota fazia recomendação contrária à cloroquina, droga propagandeada por governistas, e alertava para o fato de 15% dos casos da doença evoluírem para um patamar de gravidade. Ao Estadão, Malafaia rechaçou seletividade e imperícia em seus pronunciamentos. 
“A ciência não disse assim: ‘A doença vem por aqui e para combater é assim’. Doutores, PhDs, dizem ‘quarentena funciona, não funciona, cloroquina funciona, não funciona’. A bagunça não vem das autoridades. Vem da própria ciência”, disse. 
O canal de inspiração católica do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, com vídeos que passam de 150 mil acessos, sugere que o vírus seria um grande laboratório social no qual a humanidade foi propositalmente metida. “Esse canal hoje vai mostrar (...) uma verdadeira manobra de engenharia social, de guerra psicológica, revolucionária”, afirma, no vídeo, Frederico Viotti. À reportagem, ele disse que todas as opiniões que emite são “fundamentadas em estudos”, embora o canal “não tenha viés acadêmico”. Ele atribuiu a citação no estudo a “nítida perseguição ao pensamento conservador”. 
A minimização da pandemia não é unânime entre evangélicos. Pastor em São José dos Campos, Franklin Ferreira dirige um seminário que forma religiosos e preside a Coalizão pelo Evangelho, cujo conselho é formado por 18 representantes de diferentes igrejas. Ele suspendeu suas atividades presenciais em 14 de março. “A Bíblia ensina que a prudência é filha da sabedoria. Isso significa que a postura do cristão não é norteada por credulidade ou incredulidade, arrogância ou desprezo. Diante de um discernimento cuidadoso da realidade e das vítimas da pandemia, o cristão é chamado a atuar com maturidade, habilidade e bom julgamento”, disse. 

‘Profecias’ são sucesso de audiência 

Vídeos em que líderes religiosos falam de catástrofes são sucessos de audiência. Publicado em 18 de março, o vídeo Deus avisou, profecia para 2020, produção com o pastor Gilmar Fiuza, da União de Mocidades da Assembleia de Deus de Brasília, tem 800 mil visualizações. Com orações que conjugam palavras incompreensíveis, pulos e olhos fechados, ele e a pastora Carla Teixeira transmitem o que seria uma mensagem divina: “Estou revestindo meu povo porque será um ano de dificuldade, mas o meu espírito vai fortalecer a minha Igreja”. 

Fiuza mandou dizer que não se manifestaria. Silvio Ribeiro não foi localizado. Renê Terra Nova foi acionado por meio de telefone e e-mail que exibe em suas páginas, mas não houve retorno. O Palácio do Planalto não comentou a atuação de pastores. O pastor César Augusto afirmou que sempre seguiu orientações sanitárias e explicou que ao sacramentar a “derrota do demônio”, em março, preocupava-se com a “saúde mental” dos fiéis num momento em que “informações desencontradas” e “pânico” bombardevam os lares.
FONTE: Vinícius Valfré, O Estado de S.Paulo 19/07/2020 13h:05min.

Advogado Zanin reforça: "cooperação" entre Lava Jato e EUA foi ilegal

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Diante da noticia, apresentada pelo jornalista Brian Mier e reproduzida pelo Conversa Afiada, de que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos admitiu a "cooperação" com a Lava Jato, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o presidente Lula, foi às redes sociais:

Departamento de Justiça dos EUA confirma concluio com a Lava Jato

Zanin reforça: "cooperação" entre Lava Jato e EUA foi ilegal
imagem:reprodução
Por Brian Mier, no Brasil Wire - Em agosto de 2019, um grupo de 13 membros do Partido Democrata dos EUA exigiu respostas para as evidências de apoio sobre o papel do Departamento de Justiça (DJ) na investigação anticorrupção corrupta da Lava Jato.
A requisição foi feita depois que as mensagens vazadas do Telegram publicadas no Intercept mostraram que, entre dezenas de outros crimes, o juiz Sergio Moro trabalhou de forma antiética para ajudar a depor Dilma Rousseff, grampeando ilegalmente seu telefone na véspera das audiências de impeachment, editando a conversa para ser mais danosa e liberá-la para a Rede Globo, a maior estação de televisão do Brasil.
Liderada pelo congressista da Geórgia Hank Johnson e composta principalmente por membros do Partido Democrata (com a notável ausência de Alexandria Ocasio Cortez), a carta ao procurador-geral William Barr expressou preocupação de que as ações do DJ estavam desestabilizando a democracia do Brasil e solicitou respostas e esclarecimentos.
O DJ prestou assistência na coleta e análise de evidências compiladas pela força-tarefa da Lava Jato e pelo juiz Moro no caso do presidente Lula? A carta completa, que pode ser lida aqui (abaixo), deu ao procurador-geral William Barr um prazo até 30 de setembro de 2019 para responder às perguntas.
William Barr, que enquanto procurador geral de George H.W. Bush, perdoou seis funcionários do governo Reagan, incluindo Casper Weinbeger, depois de terem sido condenados na investigação Irã-Contras, tem um longo histórico de ocultar informações do público sobre as irregularidades do governo dos EUA.
Nunca houve uma grande expectativa de que ele respondesse adequadamente às consultas, no entanto, a demanda por informações era juridicamente vinculativa.
Em 7 de julho de 2020, mais de 8 meses após o prazo final, a Procuradoria Geral da República finalmente respondeu, com 13 cartas idênticas entregues aos parlamentares que assinaram a requisição original. Esse evento passou completamente sob o radar da mídia e a Brasil Wire finalmente recebeu cópias das cartas em 17 de julho.
A resposta falha em esclarecer satisfatoriamente qualquer uma das 12 perguntas. É uma carta formal, reconhecendo que trabalhou com o Ministério Público brasileiro na Lava Jato, mas “por uma questão de política e prática de longa data, o Departamento de Justiça não pode fornecer informações sobre aspectos não públicos desses assuntos, nem o Departamento pode divulgar detalhes não públicos de outros assuntos ”.
A única documentação incluída na carta refere-se a 4 artigos no próprio site do DJ, datados de 2016, que demonstram a parceria do US DJ e SEC na operação Lava Jato.
A resposta do DJ ao pedido do congressista Johnson e de seus colegas é totalmente insatisfatória, representando certamente a quantidade mínima absoluta de informações necessárias para cumprir legalmente a solicitação.
No entanto, serve como mais um reconhecimento público do papel do governo dos EUA em uma operação anticorrupção corrupta, armada e politizada que: 1.) desestabilizou a economia brasileira em 2015, causando 500.000 empregos perdidos e causando a queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff durante a preparação para o golpe de 2016; e 2.) removeu o principal candidato presidencial do Brasil das eleições de 2018, abrindo a porta para uma vitória de Bolsonaro (pela qual os membros da força-tarefa da Lava Jato foram expostos em bate-papos por telegrama dizendo que estavam “orando a Deus”).
Além disso, como um dos comunicados de imprensa do DJ mencionados na carta é datado de 21 de dezembro de 2016, este documento também serve como um lembrete de que a parceria do governo dos EUA com a Lava Jato é uma questão de registro público há pelo menos 3,5 anos.
Quando você vir jornalistas autoproclamados esquerdistas da mídia comercial recuando e mudando de assunto quando perguntados sobre o envolvimento dos EUA no golpe de 2016 e na prisão política de Lula, lembre-se disso. Informações do Conversa Afiada.
Veja a carta abaixo:


Salvador: Autor de 'Milla', Manno Góes repudia uso da canção e sugere outra música para Bolsonaro: 'Acabou'


Autor de 'Milla', Manno Góes sugere outra música para Bolsonaro: 'Acabou'
Foto: Reprodução/TV Globo
O cantor e compositor baiano Manno Goes utilizou as redes sociais para repudiar o uso da canção “Milla” por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante encontro neste sábado (18). 

“Que a próxima música minha que esses idiotas cantem seja “Acabou”, sugeriu Manno em seu perfil no Twitter. 

Mesmo diagnosticado com a Covid-19, o presidente recebeu apoiadores, dentre eles o também baiano, Netinho. Foi a presença do cantor que motivou a “homenagem” ao presidente.

'Ô Milla': Com presença de Netinho, encontro de Bolsonaro com apoiadores termina em música
Foto: Reprodução/Twitter
Desobedecendo as regras de isolamento a pacientes infectados pela Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), participou de um encontro com apoiadores, neste sábado (18), em Brasília. 

O momento foi marcado pelo hino nacional, defesa do vermífugo nitazixanida, conhecido como Annita, como tratamento da Covid-19, oração do pai nosso e pela música “Milla”, do cantor e apoiador do presidente, Netinho. Ao lado do presidente, o próprio Netinho deu voz original à canção. 

 
Durante o encontro, Bolsonaro também voltou a criticar as medidas de isolamento. “Tem que pensar na economia. Não adianta ficar falando em vida, em vida, em vida, porque o isolamento mata”, afirmou o presidente. 


VEJA VÍDEO: 

Bolsonaro espera se curar da covid-19 para voltar a viajar pelo país

Nordeste virou um ponto estratégico para Bolsonaro conquistar mais votos
foto:reprodução
O diagnóstico da covid-19 tem impedido o presidente Jair Bolsonaro de sair do Palácio da Alvorada, mas o mandatário já tem desenhado um plano para quando receber alta da doença, algo que pode ocorrer nesta semana. A ideia do chefe do Executivo é intensificar compromissos oficiais fora do Distrito Federal, sobretudo para a inauguração de obras. Ainda surfando na onda de um comportamento mais moderado e pouco agressivo contra outras instituições, Bolsonaro quer aliar isso à entrega de resultados, principalmente para aumentar a popularidade.
Como revelou o Blog do Vicente na última semana, uma das primeiras agendas pós-covid do presidente será no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), onde ele visitará o Museu do Homem Americano. A viagem também incluirá uma passagem por Campo Alegre de Lourdes (BA), a 66km de São Raimundo. No município baiano, presenciará a inauguração de uma adutora que levará à cidade as águas do Rio São Francisco. Para concluir o pequeno “tour” nordestino, ele deve sobrevoar de helicóptero um trecho da Ferrovia Transnordestina entre Piauí e Pernambuco. A viagem pode ser nesta quinta-feira, caso o mandatário esteja curado do novo coronavírus até lá.
A região virou um ponto estratégico para Bolsonaro conquistar mais votos. O presidente viu na ida a Penaforte (CE), em junho, para inaugurar um dos trechos da obra de transposição do Rio São Francisco, uma forma de ganhar pontos com a população mais pobre do Nordeste, reduto ainda dominado pelo PT. A leitura é a mesma para as pessoas que estão ao seu redor e também para a base aliada no Congresso Nacional, sobretudo o Centrão. Não à toa, o convite para a viagem, nesta semana, partiu do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI).
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Em live nas redes sociais na última quinta-feira, Bolsonaro destacou a importância das viagens para uma melhor aceitação do seu governo. O presidente frisou que os ministros foram ordenados a concluir obras. Segundo ele, “pelo menos dois dias por semana, vamos inaugurar obras”. “Vamos voltar para o Nordeste todo. A questão de inaugurar obras não é inaugurar para aparecer. É para mostrar que está fazendo”, frisou. “Porque, se depender da mídia local, não aparece. O Ministério do Desenvolvimento Regional tem 20 mil obras no Brasil.” 
O chefe do Executivo prometeu mais visitas pelo país em agosto. No Vale do Ribeira, região do litoral sul de São Paulo, onde foi criado, ele pretende ir a municípios como Pariquera-Açu, Batatal e El Dorado. O mandatário também quer passar em São Vicente e em Santos. Em todas as cidades, pretende vistoriar o andamento de obras, como a recuperação de pontes e a conclusão de um conjunto habitacional. Além disso, vai viajar ao Mato Grosso, onde deve visitar cidades como Sinop, Sorriso e Nova Ubiratã.
“Vamos levar este Brasil para a frente. Temos tudo para dar certo. Temos um problema seríssimo pela frente, que é a destruição de empregos. É uma realidade. Vamos jogar pesado aí. Vamos correr atrás”, disse.
fonte:Correio Braziliense - c/adaptações