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sábado, 6 de março de 2021

Segue a cartilha: YouTube remove vídeo da deputada Bia Kicis por desinformar sobre covid-19

 O YouTube removeu neste sábado vídeo postado pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) em seu canal na plataforma por promover desinformação sobre a covid-19. No vídeo, a deputada, indicada pelo presidente Jair Bolsonaro e cotada para assumir a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, fazia uma entrevista sobre vacinação com um médico negacionista da pandemia, chamado Alessandro Loiola.

O médico é autor do livro intitulado "Covid-19: a fraudemia", um compêndio de teses anticientíficas e teorias conspiratórias. Recentemente, o YouTube havia removido outra entrevista com Loiola, ao jornalista Luís Ernesto Lacombe. Credita-se também a ele um tuíte que teria inspirado citação feita pelo presidente Bolsonaro em sua 'live' de 25 de fevereiro a um estudo alemão sobre efeitos colaterais do uso de máscaras, um artigo que não havia sido revisado por pares acadêmicos nem publicado por revistas científicas, incapaz de comprovar relação com os problemas mencionados em crianças.

A deputada federal Bia Kicis, usando a máscara com os dizeres 'e daí?', em maio do ano passado; ela é cotada para presidir a comissão mais importante da Câmara © DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (21/5/2020) A deputada federal Bia Kicis, usando a máscara com os dizeres 'e daí?', em maio do ano passado; ela é cotada para presidir a comissão mais importante da Câmara

"A minha resposta será no Parlamento, como uma deputada que seguirá lutando pela liberdade de expressão e contra os abusos daqueles que se julgam donos da verdade e querem transformar a ciência em uma ciência fascista, sem espaço para o debate e a pluralidade", disse a deputada Bia Kicis ao Broadcast/Estadão, reagindo à medida tomada pela plataforma de vídeos.

"O YouTube tem políticas claras sobre o tipo de conteúdo que pode estar na plataforma e não permite vídeos que promovam desinformação sobre a covid-19", declarou a plataforma do Google, por meio de nota. "Desde o início de fevereiro, analisamos e removemos manualmente mais de 800 mil vídeos relacionados a afirmações perigosas ou enganosas sobre o vírus. É nossa prioridade fornecer informações aos usuários de maneira responsável, por isso continuaremos com a remoção de vídeos que violem nossas regras."

fonte: ESTADÃO - 06/03/2021 18h.

Bolsonaro muda o tom e admite possibilidade de se vacinar contra a covid-19


 (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da República voltou a espalhar desinformação sobre a vacina contra o coronavírus. Disse que, por ter se contaminado, estaria mais imunizado que alguém que tomou o medicamento. Na verdade, pesquisas mostram que quem se infectou pode ficar livre da doença por alguns meses. Mas os anticorpos desenvolvidos diminuem até que o paciente esteja novamente vulnerável. A vacina, a máscara e o isolamento social são os meios mais seguros de se proteger contra o vírus.

Apesar disso, Jair Bolsonaro (sem partido) cogitou, pela primeira vez, indiretamente, a possibilidade de fazer uso do imunizante. Em janeiro, o Palácio do Planalto decretou sigilo sobre o cartão de vacina do presidente. O chefe do Executivo foi filmado falando com apoiadores na noite dessa sexta-feira (5/3). "Eu, por exemplo, tem alguns me perturbando, 'tome vacina'. O que é a vacina? Não é o vírus morto? Eu já tive o vírus vivo. Estou imunizado. Deixa outro tomar vacina no meu lugar", disse.

"Lá na frente, depois que todo mundo tomar, seu eu resolver tomar, porque, no que depender de mim, é voluntário, não podemos obrigar ninguém a tomar vacina, eu tomarei", assumiu. Por diversas vezes, o presidente desdenhou da vacinação contra o coronavírus, e chegou a comemorar quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes. A fala de Bolsonaro mostra uma mudança de postura.

"Estamos disponibilizando vacina para todo mundo no Brasil. Gratuita e voluntária. Alguns governadores votaram uma emenda via parlamentares, para os estados comprarem vacina. Mas quem vai pagar a conta? Eu, não. Se quiserem comprar, podem comprar, mas a vacina vem para o Plano Nacional de Imunização", avisou o presidente.

O país registrou, nas últimas 24 horas, 1,8 mil mortes por coronavírus, segundo Ministério da Saúde. É o segundo maior número de mortes em um dia. Na quarta-feira (3/3), a cifra chegou a 1.910. Com pequenas variações, o número de óbitos por semanas epidemiológicas também tem apresentado crescimento.

fonte:Correio Braziliense 06/03/2021

Covid-19: Voos saindo do Brasil só são aceitos em outros dez países do mundo, diz site



   foto: reprodução/Correio da Bahia

Os voos que saem do Brasil são aceitos apenas em outros dez países do mundo. A lista foi apresentada por um mapa interativo divulgado pelo site de viagens Skyscanner. Outros 215 países recebem somente voos de emergência, com restrições moderadas ou fortes. Alguns deles fecharam totalmente as portas para brasileiros.

A restrição imposta ao Brasil ocorre em um momento que o país ocupa o posto de terceira nação com mais infectados pelo novo coronavírus e a segunda com o maior número de mortos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, a variante P1, detectada pela primeira vez em Manaus, ligou o alerta para a possibilidade de piora nos casos da doença.

Confira lista:

Bolívia;

Costa Rica;

México;

República Dominicana;

Seychelles;

República Centro-Africana;

Eslováquia;

Afeganistão;

Albânia;

Macedônia do Norte.

fonte:Bahia.Ba 06/03/2021

Covid-19: Temos de escolher quem vai pra UTI, diz diretor da Santa Casa em Porto Alegre


Abrir novos leitos de UTI, restringir a circulação das pessoas e acelerar as campanhas de vacinação.

Para o cirurgião Antonio Nocchi Kalil, essas três estratégias representam o único caminho possível para conter o agravamento da pandemia de covid-19 no Rio Grande do Sul e reverter o colapso do sistema de saúde, que já opera acima de sua capacidade.

Diretor médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Kalil avalia que a situação piorou repentinamente a partir das duas últimas semanas de fevereiro e, mesmo com a boa estrutura hospitalar do Estado gaúcho, não foi possível dar conta da enorme quantidade de novos pacientes, que não param de chegar aos pronto-socorros.

A ocupação de leitos em Porto Alegre já ultrapassa os 100%. Segundo um levantamento feito pela campanha "Unidos pela Saúde Contra o Colapso", até a última quinta-feira (04/03), os hospitais operavam com 103,7% de sua capacidade. Em alguns deles, como o Hospital São Lucas e o Hospital Moinhos de Vento, a taxa está acima dos 130%.

De acordo com os números compilados até 4 de fevereiro pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Rio Grande do Sul tem 667 mil casos confirmados e 13 mil mortes causadas pela covid-19.

Em entrevista à GloboNews, o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) disse que a "onda gigantesca" de novas infecções pelo coronavírus que acontece agora faz com que as curvas de casos de 2020 pareçam "marolas".

O Estado deve seguir com as medidas restritivas pelas próximas semanas, com o fechamento de comércios não essenciais e a redução da capacidade máxima de lotação em escolas, transporte público, bancos, lotéricas e centros religiosos.

"Essa é uma situação que provavelmente só se vê numa guerra", aponta Kalil, que também é professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

Na última quinta-feira (05/03), a BBC News Brasil conversou com o médico, que fez diversas observações sobre o atual descontrole pandêmico no Rio Grande do Sul.

Confira os principais trechos a seguir.

BBC News Brasil - Como o senhor classificaria o atual panorama da pandemia no Rio Grande do Sul?

Antonio Nocchi Kalil - É uma situação inimaginável, ainda mais se considerarmos como estávamos há dez dias. Nosso estado tem uma capacidade de atendimento muito grande, tanto pelo Sistema Único de Saúde quanto pela rede privada. Nós nunca imaginávamos que chegaríamos num colapso como este. O problema é ainda mais sério em Porto Alegre, que acaba drenando muitos pacientes que vêm do interior do Estado e possui uma rede hospitalar mais ampla.

Essa situação acabou ocorrendo por uma série de fatores, principalmente o relaxamento das medidas de prevenção contra a covid-19. Em 2020, a gente já alertava para o perigo das festas de final de ano. Mas, durante todo o período de veraneio, nós vimos as pessoas sem máscara, sem distanciamento social e com aglomerações em festas. Era incrível o número de pessoas juntas todo dia durante o verão. Isso, claro, se reflete agora no desastre que estamos vivendo.

O cirurgião Antonio Nocchi Kalil, diretor médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, descreve o colapso como 'uma situação de guerra'© BBC O cirurgião Antonio Nocchi Kalil, diretor médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, descreve o colapso como 'uma situação de guerra'

BBC News Brasil - O senhor já viu uma situação parecida ou comparável com o que está ocorrendo agora?

Kalil - Não. Todo dia converso com os colegas que atuam nas unidades de terapia intensiva e na emergência e eles dizem que essa é uma situação que provavelmente só se vê numa guerra.

Claro que, além das questões de relaxamento que já citei anteriormente, precisamos mencionar a chegada da variante P.1 do coronavírus, detectada inicialmente em Manaus, que já foi documentada aqui em nosso Estado. Ela é muito mais contagiosa e acaba agredindo pessoas de uma idade inferior ao que estávamos acostumados. Agora, nós temos até pacientes de 18 anos internados nas UTIs.

Isso fez com que a situação progredisse muito rapidamente, apesar de aumentarmos o número de leitos todos os dias. O problema é que a progressão de leitos é aritmética, mas a expansão de novos casos é geométrica. Então nunca há um equilíbrio dessa conta. Felizmente, as autoridades anunciaram medidas mais restritivas nos últimos dias que podem ajudar a reduzir o impacto da pandemia.

BBC News Brasil - O senhor comentou sobre os pacientes mais jovens… Há uma mudança de perfil nos acometidos pela covid-19 que precisam de internação?

Kalil - Sem dúvida, e isso não é uma observação só do nosso hospital, mas de vários outros de Porto Alegre. Percebemos um aumento muito grande nos pacientes mais jovens em estado grave. Cerca de 30 a 40% dos que chegam até nós têm menos de 60 anos. Isso é uma característica totalmente diferente do que se observava no ano passado. Além disso, em termos de contágio, vemos famílias inteiras chegando ao hospital com covid-19 num estágio bem avançado.

BBC News Brasil - Mas esse cenário é provocado pela nova variante do coronavírus? O que a ciência já sabe sobre isso?

Kalil - Essa mudança de perfil tem a ver claramente com a nova cepa, que é mais infecciosa. Estamos com um índice de contaminação bem alto na nossa região. Esse dado, associado à diminuição de cuidados preventivos e às aglomerações, acabou levando a esse cenário. Já temos o conhecimento de que essa variante tem capacidade de atingir um número muito maior de pessoas e com muito mais rapidez.

BBC News Brasil - Esse aumento de casos graves foi repentino? Ou vocês vêm percebendo o agravamento há muitas semanas?

Kalil - Foi realmente nos últimos 15 dias, a partir de fevereiro. Nós até vivíamos uma situação tranquila no sistema hospitalar à época. Tanto é que o Rio Grande do Sul recebeu, no início de fevereiro, pacientes oriundos da região Norte. As UTIs estavam realmente muito tranquilas. Mas rapidamente a situação se reverteu, talvez pelo desconhecimento sobre a nova variante. Não imaginávamos que ela chegaria de forma tão rápida e gerasse essa situação dramática.

Estamos correndo contra o tempo, tentando diminuir ao máximo a circulação de pessoas. Sabemos que quando as UTIs atingem níveis de ocupação superiores a 100%, como acontece aqui, a única saída é reduzir a circulação das pessoas. São coisas que infelizmente afetam a economia, o que é um drama enorme. Mas chegamos ao nível de precisar escolher quem vai para a UTI ou não. Isso, claro, respeita critérios técnicos, mas são decisões que nossos médicos intensivistas precisam fazer agora.

BBC News Brasil - Mas os epidemiologistas e cientistas de dados já falavam que a situação da pandemia ia piorar desde dezembro de 2020… O senhor considera que demorou muito tempo para se tomar medidas mais drásticas?

Kalil - Nós todos já esperávamos que, com as festas de final de ano, haveria uma explosão de casos lá pela segunda ou terceira semana de janeiro. Mas isso não ocorreu. E talvez isso tenha gerado uma certa tranquilidade na população que, sem saber da presença de uma nova variante, não seguiu as medidas que deveriam ser respeitadas.

Mas é claro que não dá pra culpar agora A, B ou C, porque as situações da pandemia são dinâmicas. Todos os epidemiologistas falavam que o cenário ia piorar em janeiro e isso não ocorreu… Talvez tenha uma influência muito grande mesmo da nova variante, pela forma como esse colapso nos pegou de surpresa.

BBC News Brasil - O senhor citou medidas como a restrição da circulação de pessoas e a abertura de novos leitos de UTI. Há algo mais que a administração pública deveria fazer nesse momento?

Kalil - O esforço que fizemos para aumentar leitos foi impressionante, especialmente na região metropolitana de Porto Alegre. Para ter ideia, nosso hospital tinha 90 leitos de UTI exclusivos para a covid-19 em agosto do ano passado. Agora temos 155, sem contar os 160 leitos de internação. Mas, como você mesmo falou, diminuir a circulação das pessoas é muito importante agora.

Mas tudo isso não terá efeito algum se a gente não conseguir vacinar de forma mais rápida toda a população. É isso que está faltando. Nós vemos que em outros países as campanhas de imunização tiveram um enorme efeito. Isso aconteceu no Reino Unido e em Israel, por exemplo. Talvez essa seja a medida que devemos concentrar nossos esforços a partir de agora.

BBC News Brasil - E as pessoas? O que elas devem fazer para se proteger nessa situação de colapso?

Kalil - As medidas são as mesmas desde o início. A gente repete à exaustão. Infelizmente, quando andamos na rua, vemos que elas não são seguidas à risca. É importante lavar as mãos, manter distanciamento mínimo de 1,5 metro de outras pessoas, evitar aglomerações… E, claro, usar máscaras. É certo que tudo isso tem uma eficácia muito grande. Todos nós precisaremos continuar respeitando essas recomendações até que tenhamos uma parcela bem grande da população vacinada.

BBC News Brasil - Nas últimas semanas, vocês lançaram a campanha "Unidos Pela Saúde Contra o Colapso". Como foi a ideia e quais são os objetivos desse projeto?

Kalil - Essa campanha foi iniciada por uma empresa que realiza congressos médicos e tomou uma proporção que não se imaginava. Hoj,e ela está na sociedade e conta com a participação de filósofos, jornalistas e outros profissionais de destaque. O objetivo é mostrar para todos o que realmente está acontecendo, que o colapso é real. Não são coisas inventadas.

Nós vemos todos os dias como é preciso tomar decisões difíceis nas nossas UTIs. Os profissionais de saúde estão cansados. Queremos mostrar isso tudo que está acontecendo e incentivar as pessoas a usarem máscara, evitarem aglomerações e nos ajudarem a reverter esse colapso. Se ninguém fizer sua parte, vamos continuar com essa situação por muito mais tempo.

A campanha 'Unidos Pela Saúde Contra o Colapso' traz uma série de depoimentos de profissionais de saúde e mensagens de conscientização e prevenção da covid-19© Divulgação/Redes sociais A campanha 'Unidos Pela Saúde Contra o Colapso' traz uma série de depoimentos de profissionais de saúde e mensagens de conscientização e prevenção da covid-19

BBC News Brasil - Como o senhor vê o futuro depois da covid-19? Quais são os caminhos para sair dessa situação?

Kalil - Nós vamos sair disso. Esse é um primeiro aspecto que precisamos reforçar. Claro que toda essa experiência vai deixar uma cicatriz grande no nosso sistema de saúde. Mas creio que é possível sairmos mais fortes e unidos. Houve uma aproximação muito grande entre aquelas pessoas que querem o melhor para a população. E nós podemos mostrar que é possível, sim, fazer muita coisa boa em termos de saúde.

Papa faz visita histórica ao grande aiatolá Ali al-Sistani no Iraque

 O Papa Francisco e o principal clérigo xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali al-Sistani, se reuniram nesse sábado (6.mar.2021) em um encontro histórico na cidade sagrada de Najaf, sul do Iraque. Essa é a 1ª vez que um papa se encontra com um clérigo xiita sênior.

Papa Francisco chegou ao Iraque na 6ª feira (5.mar.2021) e fica no país até 2ª (8.mar)© Creative Commons Papa Francisco chegou ao Iraque na 6ª feira (5.mar.2021) e fica no país até 2ª (8.mar)

Os dois conversaram por aproximadamente 55 minutos na casa de Sistani.

Uma das figuras mais importantes do islamismo xiita, o clérigo tem grande influência sobre a política da região. Foi a partir de um decreto seu que milhares de homens lutaram contra o Estado Islâmico em 2014 e derrubaram o governo iraquiano em 2019 ao realizarem manifestações em massa.

Aos 90 anos, ele raramente faz reuniões. Segundo a Reuters, Sistani se recusou a encontrar os atuais e ex-primeiros-ministros do Iraque.

Uma fonte do gabinete do presidente disse à agência de notícias que, para se reunir com o papa, o clérigo impôs a condição de que nenhuma autoridade iraquiana estivesse presente.

Depois do encontro, o papa partiu para visitar as ruínas da antiga Ur, também no sul do Iraque. A área é venerada como o local de nascimento de Abraão, considerado o pai do judaísmo, do cristianismo e do islamismo.

O Papa Francisco iniciou sua viagem ao Iraque na 6ª feira (5.mar), sob forte esquema de segurança. A visita tem o objetivo de fazer um apelo aos líderes iraquianos e ao povo pelo fim da violência e conflitos religiosos.

Francisco disse que queria mostrar solidariedade à devastada comunidade cristã do Iraque. Hoje, essa comunidade reúne cerca de 300 mil pessoas, 1/5 do número de antes da invasão dos Estados Unidos, em 2003, e do conflito com o Estado Islâmico.

O papa se reunirá neste domingo (7.mar) com representantes das comunidades cristãs de Bagdá e Mossul. Também irá a Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, onde, em 2014, o Estado Islâmico exterminou os remanescentes do cristianismo que haviam sobrevivido a ataques da Al-Qaeda. Muitas comunidades se refugiaram no Curdistão, Turquia, Líbano e Jordânia.

No mesmo dia, o papa se reunirá com autoridades curdas em Erbil. A visita se encerra na 2ª feira (8.mar), com uma cerimônia no Aeroporto Internacional de Bagdá.


CRISTÃOS IRAQUIANOS

Antes da invasão ao Iraque, liderada pelos EUA, em 2003, o país tinha cerca de 1,6 milhão de cristãos de diferentes denominações. Hoje, há menos de 300 mil, de acordo com dados da Igreja Caldeana. Desde a invasão, 58 igrejas foram danificadas ou destruídas e cristãos iraquianos foram mortos.

Sob a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003), as comunidades cristãs foram toleradas e não enfrentaram ameaças significativas, ainda que tenham sido discriminadas.

A partir de 2003, a Al-Qaeda iniciou uma campanha de assassinatos e sequestros direcionados a padres e bispos, além de ataques contra igrejas.

Em outubro de 2006, um padre ortodoxo, Boulos Iskander, foi decapitado. Em 2008, o grupo sequestrou e matou o arcebispo Paulos Farah Rahho.

Em 2010, 48 fiéis foram mortos em uma catedral em Bagdá. O Papa Francisco visitou o local na 6ª feira (5.mar.2021).

Em 2014, quando o Estado Islâmico ocupou Mossul, o grupo destruiu mais de 30 igrejas. Ao chegar a Mossul, o Estado Islâmico pediu aos cristãos que se convertessem ao Islã ou seriam decapitados. Milhares fugiram para países vizinhos.

O EI perdeu força em 2017, mas poucos cristãos retornaram ao Iraque desde então.

fonte:Poder 360 - 06/03/2021 - 09h:49min.

sexta-feira, 5 de março de 2021

Covid-19: Quadro do Senador Major Olímpio se agrava; diz site

 

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

 

O quadro de saúde do senador Major Olímpio (PSL-SP) se agravou e ele precisou ser intubado. Segundo informações do Congresso em Foco, o político foi internado na UTI de um hospital particular de São Paulo após contrair o novo coronavírus. De acordo com um parlamentar próximo ao senador, quatro funcionários do gabinete de Major Olímpio também contraíram a doença.

Conforme a assessoria do senador, ele procurou o hospital há alguns dias como precaução e, na época, o estado dele era estável. Ao portal, os interlocutores não souberam informar o atual quadro de saúde dele.

Major Olímpio, Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Lasier Martins (PODE-RS) contraíram Covid-19 na última semana, após uma “romaria” de prefeitos e assessores visitar o parlamento em busca de emendas no orçamento federal.

fonte:Bahia.Ba 05/03/2021

Cultura: Governo corta recursos para cidades com restrições para o combate à Covid-19

 

Foto: Prefeitura de Lauro de Freitas
Foto: Prefeitura de Lauro de Freitas

 

O governo federal suspendeu o repasse de recursos para atividades culturais em estados e municípios que adotaram restrição de locomoção e de atividades econômicas. A Bahia está incluída na medida, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (5) pela Secretaria Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura.A medida vale por 15 dias, mas pode ser prorrogada ou suspensa, “a depender da manutenção ou não das medidas restritivas nos referidos entes da Federação”.

Em nota, a Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo alegou que serão priorizadas as análises das propostas culturais que possam ser executadas, entre elas reformas de museus, patrimônios tombados e eventos online.

“Essa é uma medida que visa garantir eficiência e probidade da aplicação dos recursos públicos, tendo em vista que não haveria justificativa para liberar recurso público de um projeto que, no momento, não possa ser executado”, sustenta o órgão, na nota. Com informações da Agência Brasil.

MEC recua e suspende ofício que barrava atos políticos em Universidades

 

MEC recua e suspende ofício que barrava atos políticos em universidades
Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Após forte repercussão negativa, o MEC (Ministério da Educação) recuou sobre um ofício que orientava universidades federais a "prevenir e punir" atos políticos nas instituições.

 

Em novo documento, que chegou na noite desta quinta-feira (4) aos reitores e foi obtido pela reportagem, o MEC argumenta que não havia no ofício original "quaisquer intenção de coibir a liberdade de manifestação e de expressão" nas instituições federais de ensino superior.

 

"Informamos o cancelamento do ofício", diz o texto, "por possibilitar interpretações diversas da mensagem a que pretendia". O documento diz reforçar que o posicionamento da Secretaria de Educação Superior e do MEC é de "respeito à autonomia universitária preconizada na Constituição".

 

O novo comunicado é assinado pelo secretário de Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza. A mensagem anterior fora enviada por um funcionário de menor escalão, o diretor de desenvolvimento da rede de instituições federais do MEC, Eduardo Gomes Salgado.

 

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) havia encaminhado às universidades, no dia 7 de fevereiro, ofício em que pedia providências para "prevenir e punir atos político-partidários nas instituições públicas federais de ensino". O ato foi baseado em recomendação de 2019 do procurador Ailton Benedito de Souza, que se intitula conservador e apoia o presidente.

 

A iniciativa veio à tona no mesmo momento em que também surgiu a informação de que a CGU (Controladoria-Geral da União) abriu processos de investigação contra professores universitários que criticaram o presidente em eventos transmitidos pela internet.

 

Os dois docentes da UFPel (Universidade Federal de Pelotas) tiveram de assinar termos de ajustamento de conduta para encerrar as investigações, baseadas em "manifestação desrespeitosa e de desapreço direcionada ao Presidente da República".

 

O STF (Supremo Tribunal Federal) já decidiu, em ação finalizada em maio de 2020, pela inconstitucionalidade de atos que atentem contra a liberdade de expressão de alunos e professores e tentativas de impedir a propagação de ideologias ou pensamento dentro das universidades.

 

O ofício gerou reações inclusive dentro do MPF (Ministério Público Federal). Um grupo de subprocuradores pediu, também nesta quinta, que a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviasse ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, defesa da liberdade de expressão nas universidades --no entendimento deles, a recomendação original da procuradoria de Goiás era isolada e não representava a integralidade do MPF.

 

Na quarta (3), a liderança da Minoria na Câmara já havia anunciado representação à PGR para que o ofício fosse revogado. O pedido se baseou no entendimento recente do STF sobre a liberdade de atos políticos nas instituições, assim como a reação dos subprocuradores.

 

Bolsonaro e aliados mantêm discurso de que as universidades são aparelhadas pela esquerda. O governo tem atuado na escolha de reitores, preterindo os mais votados nas consultas internas em várias universidades.

 

Além disso, Bolsonaro patrocinou duas medidas provisórias para tentar mudar o formato de escolha dos reitores e reduzir a autonomia das universidades. Ambas não prosperaram.


fonte:FOLHAPRESS - 05/03/2021