• Praça do Feijão, Irecê - BA

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Comando Vermelho abastece o CP de armas para fazer frente ao BDM, aliado do PCC na Bahia

Carro e moto incendiados após ataque em São Caetano, em fevereiro ((Foto: Bruno Wendel / CORREIO))



Fuzis, pistolas com mira laser e até granadas. Armas potentes, aliadas a um treinamento específico para manuseá-las, fizeram crescer na Bahia o poder da facção criminosa Comando da Paz (CP). Os equipamentos que vêm tornando ainda mais violentas as disputas com o arquirrival Bonde do Maluco (BDM) chegam de fora. Faz pouco tempo que o CP firmou uma aliança com outra facção, o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. Desde então, é a segunda maior organização criminosa do Brasil que abastece os baianos do CP.

A chegada das armas de fora já reflete nas apreensões no Estado. Embora não atribua os números diretamente ao fornecimento do Comando Vermelho, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) registrou um aumento de 113% nas apreensões de fuzis no estado no ano passado com relação a 2019. Foram 49 armas do tipo retiradas das ruas em 2020, enquanto, em 2019, ações policiais localizaram 23 fuzis.

Parte das armas que chegam à Bahia cruzam as rodovias do estado, através do tráfico internacional. Para o chefe do Comando de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia, o inspetor Jader Ribeiro, não resta dúvida de que são grupos rivais como o CV e o PCC - aliado, na Bahia, do Bonde do Maluco - que fazem com que o arsenal chegue aqui.

“São armas muito caras. Pistola que custa R$ 10 mil e fuzil R$ 40 mil, mas em grande quantidade, tipo 30 pistolas, 20 fuzis. Uma pequena quadrilha não tem como arcar com esse custo todo, e sim uma rede que sustenta esse mercado. Sem sombra de dúvidas que as armas que chegam à Bahia vêm do tráfico internacional, através das grandes organizações criminosas do país, o CV e PCC, para alimentar a guerras entre as facções baianas”, aponta.

A SSP disse não ser atribuição da polícia baiana investigar o tráfico internacional, mas disse que atua com repressão e inteligência contra organizações criminosas e fornece apoio às forças federais, quando solicitada. A Polícia Federal disse que não se manifestaria.

O PCC já é apontado como aliado do BDM na Bahia. Mas, não faz muito tempo que o ComandoVermelho chegou ao estado. Em setembro do ano passado, CORREIO abordou comexclusividade a chegada da organização carioca aqui. Siglas do CV foram pichadas noterritório do CP, em alguns casos, postas ao lado das iniciais da facção baiana, evidenciando arelação entre as duas organizações criminosas.

O CV determinou luto na Bahia pela morte de um dos seus fundadores, o traficante Elias Maluco,em setembro do ano passado. Em outubro, o governador Rui Costa disse que não vaipermitir que nehuma facção controle Salvador.

Disputa de fornecedores

O medo de ficar no meio do fogo cruzado e acabar pagando com a vida não é incomum entreaqueles que vivem em locais tomados pelo tráfico. Para especialistas em segurança pública,no entanto, há uma novidade neste cenário: o aumento da violência de uma disputa, agora,entre fornecedores. É o que explica o sociólogo Luiz Claudio Lourenço, coordenador doLaboratório de Estudos Sobre Crime e Sociedade (Lassos) da Universidade Federal da Bahia(Ufba).

“De fato, é algo novo no cenário da atuação dos grupos, porque,anteriormente, você tinha o PCC fazendo esse papel e osvários grupos disputando o comércio varejista entre si. Portrás dessa rivalidade entre o Comando da Paz e o BDM, agente está observando uma disputa também para o fornecimento. Não mais uma disputa apenas do varejo de drogas, mas o fornecimento entre o PCC de um lado e o Comando Vermelho de um outro”, comenta.

O inspetor Jader Ribeiro, da PRF, aponta a existência de uma corrida armamentista. “No anopassado, apreendemos duas pistolas da Croácia na BR-324. Foram trazidas do Paraguai, ondeo PCC e o CV têm bases, com destino a Salvador. Não sabemos para qual grupo criminoso asarmas iriam, mas  obviamente isso estimula uma corrida armamentista, porque o grupo rivaltambém vai querer também se fortalecer”, afirma.

Para Lourenço, esse tipo de disputa tende a gerar confrontos mais pesados: “Anteriormente, vocêtinha o PCC cumprindo hegemonicamente o fornecimento de armas e drogas. Então seria,supostamente, mais fácil estabelecer um tipo de acordo entre os grupos. Mas, a gente não viaisso. Havia uma fragmentação desses grupos”.O armamento pesado nas mãos de mais umafacção pode fazer com que a Bahia viva um cenário parecido com o que aconteceu no Ceará,afirma o pesquisador, com uma disputa entre PCC e CV, as maiores facções do país, por trás de um embate local. “De qualquer maneira, quando se incrementa o arsenal de armaspesadas,a possibilidade de ser ter conflitos maiores e com mais letalidade é uma hipóteseprovável”, acrescenta o sociólogo.

Periperi

Com arsenal e treinamento vindo de fornecedores maiores, as disputas entre os grupos criminososna Bahia ganharam contornos ainda mais violentos. Em bairros onde os pontos de tráficoestão sendo disputados entre CP e BDM, o poder das facções já é evidente e os confrontos,mais agressivos. É o caso de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Até o início de abril, moradores de Periperi gozavam de uma certa tranquilidade. Não haviaconfrontos extensos, de proporções maiores, ao ponto de parar um dos bairros maismovimentados cortados pela Suburbana. No entanto, no dia 11 do referido mês, o BDMtentou tomar o território o controlado pela CP e a a comunidade da Baixada São Jorge,entre Colinas e Mirantes de Periperi, viveu momentos de terror. 

Segundo moradores, era a inscrição do CP - “Tudo 2” - que aparecia nos muros e postes de quasetoda a Suburbana nos últimos 20 anos. Aos poucos, as demarcações foram riscadas ousobrepostas pelo ‘Tudo 3’, do rival BDM, à medida que as lideranças antigas foram

assassinadas. Apesar de hoje o BDM ser a maioria no Subúrbio, o CP está reagindo.

“Os caras (CP) estão com bala na agulha e estão caindo pra cimado BDM”, diz um morador que vive há 30 anos em Periperi.  

Ele relata que o domínio das facções estaria fracionado na região: a ladeira e o entorno doCemitério Municipal de Periperi, a localidade de Ilha do Rato e a Rua da Prefeitura sãocontroladas pelo CP. Já o BDM está presente em Praia Grande, Rua das Pedrinhas, nalocalidade de Bariri e em grande parte de Mirantes de Periperi.

Ainda de acordo com quem mora em Periperi, os integrantes do CP são os mesmos que obrigam os comerciantes do Lobato a pagar até R$ 100 por semana de pedágio, conforme denúncia exclusiva feita pelo CORREIO em setembro passado. Os mototaxistas que trabalham na AvenidaSuburbana no trecho do Lobato têm que pagar uma taxa à facção.  “Todo o dinheirorecolhido é usado para o CV trazer armas para o CP”, disse um dos moradores.

São Caetano 

Moradores do bairro de São Caetano também já observam mais confrontos. O tráfico no bairro écontrolado pelo BDM, e no dia 12 de fevereiro, traficantes do CP foram até a Rua Direta da Gomeia para vingar as mortes de dois integrantes do grupo ocorridas dias antes. Os moradores,mais uma vez, ficaram no meio da disputa.  

Os criminosos chegaram atirando a esmo, mas, como não encontraram os rivais, deixaram umrastro do terror, disparando contra as casas. Eles ainda atearam fogo em um carro e uma moto,que pertenciam a uma família. O CORREIO esteve no local, mas os proprietários nãoquiseram falar sobre o assunto.  

Os vizinhos, porém, relataram que não estão tendo paz. “Do início do ano para cá, a gente via elespassando de pistola, revólver. Vez e outra uma carabina. Agora, todos estão de fuzis. Jogamgranadas como se estivessem soltando traque no São João. Isso aqui virou um inferno”,desabafa uma dona de casa.

Tática

Um soldado da Polícia Militar que não quis se identificar, decidiu deixar a casa onde morava com afamília e mudar de bairro, depois de ver como os conflitos estão acontecendo. “Com a chegada doComando Vermelho, o CP passou a ter força para brigar com o BDM, para manter o que aindatem e recuperar o que foi tomado. Eu morava no bairro onde os tiroteios entre eles passaram a ser frequentes. Às vezes eram duas, três vezes num dia usando granadas”, conta.

“Certa vez, eu tinha acabado de chegar do trabalho, quando umbonde, com uns dez a 15 rapazes, alguns carregando um fuzilem cada mão, passou na porta de minha casa. Tenho mulher e filha e não ia esperar uma covardia para cima de mim”,desabafa.

Ele observou, inclusive, uma mudança tática. “Antes, eles mexiam no armamento de qualquer jeitoeisso gerava traficantes baleados e até mortos por comparsas acidentalmente. Hoje, se percebe nos vídeos, os traficantes não andam mais com os dedos no gatilho e isso demonstra noção técnica que fazem questão de exibir”, afirma.“Isso deixa bem claro que o Estado vem perdendo o controle da situação, pois, à medida que essas facções são abastecidas de armas potentes e táticas, se tornam mais fortes que o próprio Estado, neste caso, a polícia”, pontua o policial.

Ele cita como exemplo o Complexo do Nordeste de Amaralina, onde em dezembro do ano passado, a SSP fez uma operação para retirar os quebra-molas colocado pelos traficantes da CP. “Tive colegas que foram emboscados ainda dentro das viaturas no Nordeste. Por sorte,nenhum deles morreu”, contou. 

Relações entre facções têm modelo empresarial

O coronel Jorge Melo, professor e coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Estácio da Bahia, afirma que as relações entre Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, e o Comando da Paz, na Bahia, e entre o Primeiro Comando da Capital, de São Paulo, e os baianos do Bonde do Maluco, seguem os modelos empresariais.


“Têm moldes realmente empresariais. E, como se fosse umaempresa, o Comando Vermelho está agora ampliando sua organização criminosa e já se estabeleceu na Bahia. Suachegada aqui se deu através de uma aliança com o Comandoda Paz, que passa a funcionar como uma subsidiária doCV. É como se fosse um processo empresarial de fusão,aquisição muito comum nomeio empresarial, sendo queaqui estamos falando deorganizações criminosas”, explica.

Para ele, a aliança funciona, para o Comando da Paz, como uma sobrevida, uma chance de tentar quebrar o grupo rival do Bonde do Maluco. “Do ponto de vista do Comando da Paz, essa aliança é positiva porque vai lhe dar um fôlego, uma sobrevida para se manter no mercado efazer frente à tentativa de hegemonia do Bonde do Maluco”, completou o especialista.

O coronel comentou ainda que as organizações criminosas vêm se aproveitando da pandemia para agir, possivelmente pelo fato de que algumas lideranças foram postas em liberdade durante a pandemia.“Não adianta o negacionismo da área da segurança pública, porque isso é uma realidadenão só da Bahia, do Brasil. Nessa pandemia, essas operações têm crescido, talvez emfunção do retorno de algumas lideranças postas em liberdade por causa da covid e essas‘empresas’ estão aproveitando a situação para se consolidar em suas posições no mercado”,declarou. 

Arsenal foi apreendido com trio em Itabela

Um verdadeiro arsenal de guerra foi apreendido por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) eda Polícia Militar da Bahia (PMBA) no dia 4 deste mês, em Itabela, no Extremo-Sul baiano. Ospoliciais realizavam fiscalização de combate à criminalidade no km 749 da BR 101, quandopararam um Honda/Civic com três ocupantes.Durante a abordagem, os policiais perceberam um nervosismo incomum por parte do trio, como também respostas desencontradas em relação ao destino e motivo da viagem, o que levou as equipes a aprofundarem a fiscalização e descobriram o arsenal.

Ao todo foram apreendidos um fuzil 5.56; uma submetralhadora 9 mm; duas pistolas 9mm; umrevólver 38; uma pistola 380; uma espingarda .12; cinco coletes balístico; 298 munições de 5.56;50 munições de .38; 50 munições de 9mm; 16 munições de . 12; 27 munições de 380; doisvolumes de emulsão explosiva; quatro espoletas; um cordel detonante. O trio foi preso e vaioresponder por porte ilegal de arma e associação criminosa.

Este ano, até 14 de abril, a PRF apreendeu 1.325 itens, entre armas de fogo e munições. As armasvêm, principalmente, do Paraguai.

FONTE:Bruno Wendel/Colaborou Monique Lobo/Correio da Bahia/reprodução 19/04/2021 08h:20min.

Salvador: Rodoviários realizam nova paralisação nesta segunda(19)



Foto: Reprodução/TV Bahia
Foto: Reprodução/TV Bahia

 

A paralisação de rodoviários nesta segunda-feira (19) é uma “preparação para possível 

greve geral por tempo indeterminado”, segundo o presidente do sindicato da categoria, 

Hélio  Ferreira.

De acordo com ele, os trabalhadores estão intensificando as mobilizações para cobrar cumprimento do acordo feito com a CSN e a vacinação contra a Covid-19 para toda a

 categoria porque as negociações com a Prefeitura de Salvador não estão avançando.

“Estamos cumprindo o rito de greve. Se não resolver os problemas, não temos outro 

caminho a não ser greve por tempo indeterminado. A manifestação em Pirajá foi um grito 

de revolta da categoria. Quando chegamos a fazer protesto dessa natureza é porque já se esgotou todas as negociações. São mais de dois meses negociando”, disse em 

entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.

Ainda segundo Hélio, caso as demandas não sejam atendidas, a greve pode ocorrer em 

dez dias. “Estamos respaldando nossa greve para não ser julgada ilegal. Nossa intenção

 não é greve, é acordo”, afirmou.

Nesta segunda, os ônibus convencionais estão parados nas garagens desde as 4h.

 A previsão é que só comecem a circular a partir das 8h.

fonte:Bahia.ba - 19/04/2021 08h

Defesa de kit covid vira capital político para médicos

Era a primeira semana de outubro, o Brasil ainda tinha média de 600 mortes diárias por covid, quando um grupo de aproximadamente 80 médicos se reuniu em um resort na paradisíaca praia de Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, para “trocar experiências” sobre o chamado tratamento precoce. O evento, além de discutir o uso de drogas ineficazes contra a doença, também serviu de palanque político para alguns.

A organizadora do encontro, a médica Raíssa Soares, aproveitou para fazer campanha para o candidato Jânio Natal (PL), que concorria à prefeitura da cidade baiana. O político foi eleito semanas depois e nomeou Raíssa como sua secretária da Saúde.

A médica, que já havia sido convidada pela Presidência da República a discursar em evento sobre a pandemia no Planalto em agosto, agora avalia concorrer ao cargo de governadora da Bahia em 2022 se tiver o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O presidente, aliás, enviou uma mensagem de apoio aos médicos em vídeo apresentado durante o evento no resort de Arraial d'Ajuda.

Na mesma semana, também num município baiano, outro líder dos médicos que defendem o “tratamento precoce” aproveitava a crescente popularidade nas redes sociais para divulgar a sua candidatura a vereador de Feira de Santana pelo Patriotas.

Em seu perfil no Instagram, o cirurgião Eduardo Leite, um dos coordenadores da Associação Médicos pela Vida (principal entidade de defesa do tratamento precoce), fazia postagens pedindo votos, defendendo o presidente Bolsonaro e até questionando os números de mortos pela covid e chamando a pandemia de “fraudemia”.

Assim como Raíssa e Leite, alguns dos principais médicos “influenciadores” do uso de drogas sem eficácia contra a covid aproveitaram a fama nas redes sociais e em suas cidades para se candidatar ou ocupar cargos políticos ou públicos e fortalecer redes e canais a favor de Bolsonaro.

Estadão identificou ao menos quatro médicos defensores dos remédios inócuos que participaram das eleições de 2020. Além de Leite, outro coordenador da associação também se candidatou a vereador. Jandir Loureiro concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Rio Bonito (RJ) pelo Pros. Nenhum dos dois foi eleito.

Outra adepta do tratamento precoce que amargou uma tentativa frustrada de entrar para a política foi a endocrinologista Annelise Meneguesso, que não conseguiu se eleger vice-prefeita de Campina Grande (PB) pelo PSL.

Seu colega de partido, o médico Pedro Melo, teve mais sorte. O ortopedista, também defensor dos medicamentos do kit covid, foi eleito vereador da cidade de Porto Ferreira, no interior de São Paulo.

Em uma live transmitida em março no canal da Associação Médicos pela Vida, ele admitiu que suas contas criadas nas redes sociais para “orientar a população sobre o tratamento precoce” o ajudaram a se eleger.

“Usei essa plataforma, não vou dizer que não, para a minha eleição a vereador da cidade. Isso me trouxe logicamente uma visualização maior nas redes sociais e fui eleito em novembro passado”, contou.

Na mesma transmissão, ele diz que atende os pacientes com covid pelo WhatsApp e faz de 20 a 30 receitas de tratamento precoce por dia. O ortopedista conta ainda que estudou muito “no Google e no YouTube” sobre a doença, além de buscar mais informações com colegas sobre o pulmão, visto que sua especialidade não está habituada a lidar com doenças respiratórias.

“Eu aprendi a ver as imagens, eu fui ao radiologista da cidade vizinha e procurei ver imagens porque fazia tempo que eu não estudava tanto o pulmão”, relatou.

Apoio ao presidente

Mesmo médicos que não tentaram cargo político, mas que são “influenciadores” pró-tratamento precoce têm forte ligação com o bolsonarismo e usam sua popularidade nas redes sociais para exaltar o presidente e criticar seus rivais.

O recém-formado médico alagoano Marcos Falcão, que recebeu muitas críticas em março ao divulgar um número de WhatsApp nas redes prometendo que prescreveria o tratamento precoce por telemedicina para todo o País, mantém desde 2014 um canal de direita com 207 mil seguidores. Na plataforma, ele defende Bolsonaro e ataca figuras políticas vistas como adversárias do presidente, como o governador João Doria (PSDB) e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia.

A visibilidade também ajudou o médico, que obteve o seu CRM há quatro meses, a ampliar o número de pacientes. Em seu canal no Telegram, ele disse que, desde que divulgou o número do seu WhatsApp oferecendo tratamento precoce por telemedicina, já foi procurado por mais de 2 mil interessados no atendimento.

A consulta remota custa R$ 150 e o médico tem avisado aos interessados que não está dando conta de responder a todos. Também no seu canal no Telegram, onde ele divulga seus vídeos e outros materiais pró-Bolsonaro, ele quis saber a opinião dos seus seguidores sobre a possibilidade de se candidatar a deputado federal nas próximas eleições. A ideia foi bem recebida pelos fãs.

Profissionais dizem separar prática e política

Procurados pelo Estadão, alguns dos médicos adeptos do tratamento precoce que se candidataram a cargos públicos justificaram que a entrada na vida política nada teve a ver com a visibilidade que tiveram ao defender os medicamentos ou com o apoio ao presidente Jair Bolsonaro, ele próprio um defensor de remédios como a hidroxicloroquina.

Eduardo Leite, de Feira de Santana, afirmou que sua decisão de tentar um cargo público já havia sido tomada antes da pandemia, após ele resolver se aposentar da carreira médica. O médico disse ainda que não se aproveitou de sua posição profissional para conseguir votos. “Eu fechei meu consultório durante a campanha. Não fiquei oferecendo consultas em troca de votos, como alguns fazem”, declarou.

Leite afirmou ainda que, embora seja eleitor e apoiador do presidente Jair Bolsonaro, preferia que o presidente não falasse sobre tratamento precoce para que política e medicina não se misturem. “Nem presidente nem governador nem prefeito deveriam falar”, disse.

Sobre a postagem em que chama a pandemia de “fraudemia”, ele negou que tenha minimizado a gravidade da crise sanitária e disse que se referia à forma que alguns governantes usam a pandemia por interesses próprios.

Annelise Meneguesso, de Campina Grande, também destacou que sua relação com a política é mais antiga e disse que sua candidatura a vice-prefeita nem era prevista. “Sou presidente do PSL na minha cidade, fui líder do Movimento Vem pra Rua, mas não estava nos meus planos me candidatar. Só aceitei porque o candidato a vice teve um problema pessoal de última hora”, relata.

Ela afirmou que, apesar de apoiar algumas ações de Bolsonaro, isso não influencia sua prática médica. “Eu realmente compactuo com algumas ideias do presidente, mas acredito que o médico que adote qualquer medida por viés político ou ideológico está ferindo seu juramento. A gente tem de sempre pensar no paciente.”

Raíssa Soares, de Porto Seguro, foi contatada pelo Estadão por meio de seu assessor pessoal, mas ele não respondeu sobre o pedido de entrevista. Pedro Melo, de Porto Ferreira, também foi contatado por telefone e mensagem, mas deixou de responder quando foi informado sobre o teor da reportagem. O Estadão não conseguiu contato com os médicos Jandir Loureiro, de Rio Bonito, e Marcos Falcão, de Maceió.

fonte:Estadão - 19/04/2021 07h:45min.

domingo, 18 de abril de 2021

CPI da Covid-19: 'Se tiver que sair alguém preso, não será eu’ diz ministro Pazuello

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo a Coluna do Estadão, ex-ministro teria se defendido contra a CPI da Covid no Senado em conversa com interlocutores. 

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teria se defendido das acusações instauradas contra ele no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Coluna do Estadão, o militar teria comentado sobre possíveis desdobramentos da CPI da Covid no Senado.

Segundo a publicação, o ex-ministro teria afirmado que “tudo que pude fazer, eu fiz”. Além disso, ele teria dito a interlocutores que “se tiver que sair alguém preso, não será eu”.

Os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa) devem ser os primeiros a serem convocados pelo Senado. Os parlamentares também buscam materiais do Ministério Público Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a atuação do governo no combate à pandemia de coronavírus. 


fonte:Bahia.Ba - 18/04/2021

PE: Homem que matou delegado de Brejo da Madre de Deus é morto em ambulância


O homem identificado como José Carlos de Santana (43 anos), responsável por efetuar disparos contra o delegado Anderson Liberato neste sábado, 17, em Jataúba, foi morto no início da noite de hoje quando era transferido para Caruaru em uma ambulância. Testemunhas disseram que a ambulância em que ele estava foi interceptada a tiros e o mesmo foi executado.

Na altura da rodovia BR-104, o veículo teria sido parado por homens armados, sendo o acusado dos disparos contra o delegado atingido fatalmente. 

O homem ainda não teve a identidade revelada. Ele foi o responsável por efetuar os disparos contra o delegado Anderson que morreu na tarde de hoje vítima dos ferimentos causados pelos tiros que sofreu em Jataúba.

O delegado tentava cumprir um mandado de prisão quando foi recebido com os tiros. Ele morreu antes mesmo de ser transferido.

Polícia Civil divulga nota conforme link do Jornal do Comércio do Recife abaixo em 18/04/2021

https://jc.ne10.uol.com.br/pernambuco/2021/04/12114442-causou-perplexidade-em-cada-um-de-nos-diz-chefe-da-policia-civil-sobre-morte-de-delegado-em-jatauba.html



fonte:Blog do Bruno Muniz c/adaptações - 18/04/2021 -22h10min.

Manaus: Após discurso anti-vacina, Sikêra Jr. recebe 1ª dose da Coronavac

 

Após discurso anti-vacina, Sikêra Jr. recebe 1ª dose da Coronavac em Manaus
Foto: Reprodução / Instagram

Aos 54 anos e com comorbidades, Sikêra Jr. recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, na tarde deste sábado (17), em um drive thru de Manaus (AM). O apresentador do Alerta Nacional, recebeu a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

 

O momento da aplicação foi registrado em vídeo e publicado por ele em sua conta no Instagram:

 

O irônico é que apesar de ter mudado de opinião recentemente, ele já fez campanha contrária à imunização e teceu duras críticas à “vacina chinesa” em seu programa, no passado.  “Meu corpo, minhas regras. Vocês já devem ter ouvido isso. Porque vão obrigar a gente a tomar vacina, não é? Eu não quero tomar essa vacina. Mas é sério que eu vou ser obrigado? Vou ter que fugir pra um matagal na Amazônia? Pra me esconder? Eu não quero! Eu tenho direito a não querer ser vacinado. É um direito, o corpo não é meu? Eu não quero tomar essa vacina, não sei de onde veio, quem fez? Aliás, a gente sabe de onde veio. Vem da China, todo mundo sabe disso. Quem quiser tomar, pode tomar na jaca, porque eu não vou tomar não”, disse Sikêra Jr., anteriormente. 



fonte:BN - 18/04/2021

‘Quem cometeu erros graves na pandemia precisa ser punido’, diz Drauzio Varella

 

Foto: Reprodução/ Twitter
Foto: Reprodução/ Twitter


O médico Drauzio Varella afirmou, em entrevista ao canal BBC, firmou que “quem cometeu erros graves na pandemia precisa ser punido”. Nesta semana, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado criou uma CPI para apurar a gestão federal e o uso de recursos da União por estados e municípios durante a pandemia.

No mesmo veículo, em abril de 2020, Drauzio anteviu que a Covid-19 poderia causar uma “tragédia nacional” no Brasil.

Um ano depois, o médico que também participa de programas de televisão avalia que o quadro foi agravado pela desorganização do Ministério da Saúde e por um “presidente da República que dá exemplo pessoal do que fazer para disseminar a epidemia”.

Como exemplo ele cita a defesa do tratamento precoce (com remédios sem eficácia comprova) e o rítmo de vacinação, que classificou como “ridículo”. “Se tivéssemos começado a vacinar em dezembro ou janeiro, não estaríamos com mais de três mil mortes diárias como acontece atualmente”, comentou Drauzio Varella.

“O Brasil tem menos de 3% da população mundial. No momento atual, de cada quatro pessoas que morrem de Covid-19 no mundo, uma é brasileira. É uma mortalidade absurda”.

Drauzio Varella explicou na nova entrevista à BBC que esperava dificuldades no Brasil para o isolamento social nos cinturões ao redor de metrópoles e cidades menores, “ão pessoas que não têm condição de ficarem isoladas. Elas não têm condições porque dependem do trabalho diário para poder comer e levar alimento à família”. Mas atuação federal o surpreendeu.

“Porque se você acordar amanhã e disser: o que vou fazer para disseminar a epidemia no Brasil, o que você faria? Você sairia sem máscara e faria aglomerações. É a única coisa que você poderia fazer para disseminar a epidemia. E foi o que ele fez, e é o que ele tem feito”, concluiu o médico, em referência a Bolsonaro. Com informações do G1

fonte:BN -18/04/2021 13h:48min.

Vit. da Conquista: Comandante do 77ª CIPM morre em acidente na BR-116

 

Comandante da 77ª CIPM morre em acidente na BR-116, próximo a Vitória da Conquista
Foto: Reprodução /Blog do Anderson

O comandante da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Vitória da Conquista, major PM Nivaldo Góes Oliva Júnior, 48 anos, morreu na noite deste sábado (17) após um grave acidente na Rodovia Santos Dumont – BR-116, próximo ao município de Cândido Sales, próximo a Vitória da Conquista. 

 

De acordo com o Blog do Anderson, Nivaldo conduzia uma motocicleta, que colidiu com um veículo. O registro do acidente foi feito pela Polícia Rodoviária Federal. Os detalhes do acidente não foram especificados. 

 

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal manifestou pesar pelo ocorrido. "Com relevantes serviços prestados à instituição da Polícia Militar da Bahia, exerceu com profissionalismo, bravira e zelo pela ordem e segurança pública do Estado". (Atualizada às 09h25)

 

Foto: PRF



fonte:BN - 18/04/2021 13h45min.