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terça-feira, 27 de abril de 2021

DO INTERCEPT BRASIL: Exclusivo: quem é o 'Jair' nos grampos do caso Adriano da Nóbrega?

 Parte 3

Série de reportagens revela com exclusividade os detalhes dos grampos do grupo de Adriano da Nóbrega. Entre a caça e morte do miliciano, comparsas discutiram sua herança e mostraram intrigante proximidade com o clã Bolsonaro.

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iálogos transcritos de grampos telefônicos sugerem que o presidente Jair Bolsonaro foi contactado por integrantes da rede de proteção do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, chefe da milícia Escritório do Crime. As conversas fazem parte de um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio elaborado a partir das quebras de sigilo telefônico e telemático de suspeitos de ajudar o miliciano nos 383 dias em que circulou foragido pelo país.

Logo após a morte do miliciano, cúmplices de Adriano da Nóbrega fizeram contato com “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”. Para fontes do Ministério Público do Rio de Janeiro ouvidos na condição de anonimato, o conjunto de circunstâncias permite concluir que os nomes são referências ao presidente Jair Bolsonaro. “O cara da casa de vidro” seria uma referência aos palácios do Planalto, sede do Executivo federal, e da Alvorada, a residência oficial do presidente, ambos com fachada inteiramente de vidro.

Após as citações, o Ministério Público Estadual pediu que a justiça encerrasse as escutas dos envolvidos nas conversas, apesar de eles seguirem trocando informações sobre as atividades ilegais de Adriano da Nóbrega. A interrupção reforça a ideia de que trata-se do mesmo Jair que hoje ocupa o Planalto. O MP estadual não pode investigar o presidente da República. Em casos deste tipo, tem a obrigação constitucional de encerrar a investigação e encaminhar o processo à Procuradoria Geral da República, que tem esse poder. Questionada, a PGR informou que buscas nos sistemas da Procuradoria por meio do número de processo indicado não retornaram resultados. Uma fonte ouvida pela reportagem que conhece o sistema da PGR, no entanto, entende que isso pode significar tanto que o processo foi encaminhado com outro número quanto que ainda não foi encaminhado ou mesmo que a procuradoria apenas não o encontrou em seus arquivos.

Intercept já havia reportado sobre as escutas em fevereiro, quando mostramos como Adriano dizia que “se fodia” por ser amigo do presidente da República, e em março, quando detalhamos a briga pelo espólio deixado pelo ex-caveira. As referências a “Jair” e “cara da casa de vidro” constam em novos documentos recebidos pela reportagem, que, em conjunto com as escutas anteriores, permitem entender a amplitude das relações do miliciano e da rede que lhe deu apoio no período em que passou foragido.

Adriano da Nóbrega fugia da justiça desde janeiro de 2019, quando o Ministério Público do Rio pediu a sua prisão, acusando-o de chefiar a milícia Escritório do Crime, especializada em assassinatos por encomenda. Ex-integrante da elite do batalhão de elite da Polícia Militar do Rio, ele foi expulso da corporação em 2014 por relações com a máfia do jogo do bicho.

As conversas de apoiadores do miliciano com supostas referências ao presidente começaram a aparecer nos grampos a partir do dia da morte de Adriano, em 9 de fevereiro de 2020, e continuaram por mais 11 dias.  No dia 9 pela manhã, o miliciano foi cercado por policiais do Rio e da Bahia, quando se escondia no sítio do vereador Gilson Batista Lima Neto, o Gilsinho de Dedé, do PSL, em Esplanada, cidade a 170 quilômetros de Salvador. Segundo os agentes, o miliciano reagiu a tiros à ordem de se render. Os policiais reagiram e mataram Adriano com dois tiros.

Bolsonaro Tests Positive for Coronavirus (COVID - 19)

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

‘Cara da casa de vidro’

De acordo com as transcrições, a primeira ligação supostamente feita ao presidente aparece no dia 9 de fevereiro de 2020 à noite, horas depois que Adriano foi morto. Ronaldo Cesar, o Grande, identificado pela investigação como um dos elos entre os negócios legais e ilegais do miliciano, diz a uma mulher não identificada (MNI, no jargão policial) que ligaria para o “cara da casa de vidro”. No telefonema, demonstra preocupação com pendências financeiras e diz que alertou Adriano que “iria acontecer algo ruim”. Ele fala ainda que quer saber “como vai ser o mês que vem” e que a “parte do cara tem que ir”.

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Identificado pela polícia como ele entre os negócios legais e ilegais do miliciano, Grande diz que vai “ligar para o cara da Casa de Vidro”.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

Quatro dias após a morte de Adriano, em 13 de fevereiro de 2020, Grande fala com um homem supostamente não identificado (HNI), que tem ao lado, entre parênteses, a descrição “PRESIDENTE” em letras maiúsculas, e relata problemas com a família de Adriano devido à divisão de bens. O interlocutor se coloca à disposição caso ele venha a ter algum problema futuro. Apenas duas frases do diálogo de 5 minutos e 25 segundos foram transcritas.

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Polícia identifica interlocutor que conversa com comparsa de Adriano como “PRESIDENTE”.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

No mesmo dia 13, o nome “Jair”  aparece em conversas de outros comparsas de Adriano – o pecuarista Leandro Abreu Guimarães e sua mulher, Ana Gabriela Nunes. O casal, segundo as investigações, escondeu Adriano da Nóbrega numa fazenda da família nos arredores de Esplanada após ele ter conseguido escapar ao cerco policial a uma luxuosa casa de praia na Costa do Sauípe, no litoral baiano, em 31 de janeiro de 2020.

Num dos diálogos, de pouco mais de cinco minutos, Ana Gabriela relata a uma interlocutora identificada apenas como “Nina” que “a polícia retornou com o promotor” a sua casa e que não pretende voltar para lá por causa dos jornalistas. Na sequência, diz: “Leandro está querendo falar com Jair”.

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Após a morte do miliciano, Ana Gabriela diz a uma interlocutora identificada apenas como Nina que o esposo, Leandro Guimarães, quer falar com Jair, numa possível referência ao presidente.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

Leandro Guimarães é descrito pelos policiais como um vaqueiro premiado, que ganha a vida organizando e participando de rodeios. Foi num desses eventos que o ex-capitão comprou 22 cavalos de raça mesmo estando foragido da justiça.

Minutos depois, Ana Gabriela faz outra ligação. O telefonema iniciou às 8h50 e terminou às 8h51. No campo de comentários, o documento sugere que o diálogo aconteceu entre Gabriela e Jair. A conversa, contudo, não é transcrita na íntegra. Os analistas apenas reproduzem a mesma frase destacada anteriormente: “Gabriela diz que Leandro quer falar com Jair”.

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No campo de comentários, o documento sugere que o diálogo aconteceu entre Ana Gabriela e Jair.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

Logo após os episódios, o analista da Polícia Civil sugere que não sejam renovados os grampos do casal. O mesmo acontece com Grande, que, pelo teor dos telefonemas, segue tratando dos negócios de Adriano da Nóbrega e chega a ser chamado de “chefe” em uma das interceptações. O Ministério Público Estadual do Rio, que não tem atribuição para investigar suspeitas sobre o presidente da República, aceitou a recomendação. O mesmo procedimento já havia sido adotado depois que Orelha e a irmã de Adriano citaram Bolsonaro em seus telefonemas, como mostramos em fevereiro no Intercept.

Questionamos o Ministério Público Estadual sobre o porquê das escutas dos suspeitas terem sido encerradas após as menções ao “homem da casa de vidro”, a “Jair” e “HNI (PRESIDENTE)” e, sobretudo, se a instituição remeteu à Procuradoria-Geral da República as suspeitas da ligação dos suspeitos com o presidente Jair Bolsonaro. Não recebemos nenhum retorno até a publicação desta reportagem.


Por favor, preste atenção: esta reportagem faz parte de uma série de matérias baseadas nas escutas que o MP realizou enquanto investigava o miliciano Adriano da Nóbrega. Apesar das escutas, o processo foi paralisado. Ele voltou a andar depois que começamos a investigar. O Intercept quer continuar contando essa história porque ela pode mudar os rumos do país. Precisamos da ajuda dos nossos leitores para isso. → Clique e contribua com qualquer valor.

‘Muito fiscalizado’

O nome do presidente já havia sido citado anteriormente em diálogos da irmã de Adriano, Tatiana da Nóbrega, e do sargento da PM Luiz Carlos Felipe Martins, o Orelha, um dos homens de confiança do miliciano, como revelou o Intercept em março. Ao dizer a um interlocutor não identificado que “Adriano falava que se fodia por ser amigo do presidente da República”, Orelha acendeu a luz amarela entre policiais e promotores envolvidos na perseguição ao ex-capitão. “Essa luz passou a piscar vermelha no decorrer da análise das escutas e transcrição das conversas dos suspeitos de proteger o miliciano foragido enquanto o cerco se fechava”, me disse um dos envolvidos na investigação sob a condição de anonimato.

Para os investigadores, o conteúdo das novas transcrições sugere que a amizade entre o miliciano e o presidente não seria mera bravata entre os seus comparsas. Os Bolsonaro têm uma relação antiga com o ex-caveira. Em 2005, enquanto estava preso preventivamente pelo assassinato de um guardador de carros, Adriano foi condecorado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro com a medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj. Uma semana após a morte do miliciano, em 15 de fevereiro de 2020, o presidente Bolsonaro o chamou de “herói” e afirmou que recomendou pessoalmente que o filho desse a medalha ao então policial. Flávio ainda empregou a mãe e a ex-mulher de Adriano em seu gabinete na Alerj, situação hoje investigada no inquérito das Rachadinhas.

Embora o ex-capitão usasse uma identidade falsa em nome de Marco Antônio Cano Negreiros, trechos das transcrições das quebras de sigilo mostram que todos os suspeitos ligados à rede de proteção de Adriano da Nóbrega sabiam que ele era foragido.

Em um diálogo captado em 7 de fevereiro, dois dias antes da operação que resultou na morte do ex-capitão, Ana Gabriela diz à mãe que não pode dar maiores explicações por telefone. A mãe então pergunta: “o rapaz está aí com você?” Ela reage com nervosismo e desconversa: “Não adianta que não vou dizer onde o rapaz está. Ele está em Esplanada com o Leandro”. A mãe insiste e acrescenta: “Graças a Deus que vocês não estavam na Costa do Sauípe. Esse rapaz não poderia estar por aqui. Ele está sendo muito fiscalizado”, concluiu.

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Trecho de uma conversa entre Ana Gabriela e a mãe em que ela diz que o “rapaz”, que a polícia entende ser Adriano, está em Esplanada (BA) com o marido.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

Antes de se refugiar no sítio do vereador Gilsinho de Dedé, em que acabou sendo morto, e na fazenda do casal Leandro e Gabriela, o ex-oficial do Bope contou ainda com a ajuda de uma prima e de outro fazendeiro da região. As escutas dão a entender que a veterinária Juliana Magalhães da Rocha, que trabalhava como tratadora dos cavalos e das cabeças de gado do miliciano, chegou a alugar um carro que foi usado na fuga do ex-capitão do litoral baiano para o interior do estado. Já o fazendeiro Eduardo Serafim, proprietário de um rancho em Itabaianinha, na divisa de Sergipe com a Bahia, abrigou parte dos animais do chefe do Escritório do Crime.

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É na fazenda de Serafim que ficavam os 22 cavalos de raça comprados por Adriano. Nas transcrições, a polícia sugere que Adriano ou a atual esposa Julia Lotufo visitaram o local.

 

Imagem: Reprodução/MPRJ

Mesmo com provas robustas de que ajudaram Adriano na fuga, nem o casal Leandro e Gabriela, nem o vereador Gilsinho, a veterinária Juliana ou o fazendeiro Serafim foram denunciados à justiça pelo MP do Rio. Procurada pela reportagem, a instituição não explicou porque preferiu deixá-los de fora da denúncia.

Uma investigação pegando poeira

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do MP do Rio, levou 406 dias para denunciar parte da rede de apoio ao miliciano. A operação Gárgula foi posta em prática após o Intercept ter revelado a disputa em torno dos bens do miliciano, em 19 de fevereiro deste ano. No mesmo dia da publicação da reportagem, o MP denunciou à 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça nove dos 32 suspeitos.

Apesar das evidências de que a mãe de Adriano, suas irmãs Tatiana e a sua ex-mulher também se beneficiaram do dinheiro ilegal acumulado pelo miliciano, o MP optou por levar à justiça apenas a então companheira do miliciano, Júlia Lotufo, e os policiais militares Rodrigo Bittencourt Rego e Orelha. Os três tiveram as prisões decretadas a pedido dos promotores.

No dia seguinte ao pedido de prisão, Orelha sofreu uma emboscada em frente de sua casa, em Realengo, na zona oeste do Rio e foi morto a tiros de fuzil. Dois dias depois, o coordenador do Gaeco, promotor Bruno Gangoni, aventou a possibilidade de o crime ter sido queima de arquivo, mas sem dar maiores esclarecimentos. Um dos principais aliados de Adriano, o PM poderia ter informações fundamentais para o desenrolar de investigações relacionadas às Rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro e à morte de Marielle, em que há fortes suspeitas do envolvimento do Escritório do Crime.

O Intercept questionou o MP sobre quem seriam os beneficiados com a morte do policial-miliciano e o motivo da denúncia não ter incluído os nomes dos integrantes da família de Adriano e seus aliados na Bahia. Mais uma vez, não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A Presidência da República também não nos respondeu se o presidente entrou ou não em contato com comparsas do miliciano logo após a sua morte.

Atualização – 24 de abril de 2021, 12h40

O texto foi atualizado para acrescentar mais detalhes do posicionamento da PGR.

Colaboraram com a reportagem Paula Bianchi e Guilherme Mazieiro.

FONTE: INTERCEPT BRASIL - 27/04/2021  9H:40MIN.


Na Bahia: “Não estiquem a corda mais do que está esticada”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro falou com jornalistas ao término do evento em Feira de Santana (BA)© Alan Santos/PR O presidente Jair Bolsonaro falou com jornalistas ao término do evento em Feira de Santana (BA)


O presidente Jair Bolsonaro disse ontem(26) ser “inconcebível” o poder dado a prefeitos e governadores no combate à pandemia de covid-19.

É inconcebível os direitos que alguns prefeitos

 e governadores tiveram por parte do STF. 

É inconcebível. Nem estado de sítio tem isso”, 

disse a jornalistas depois de participar de um 

evento para inaugurar a duplicação de trecho

 de 22 quilômetros de uma rodovia em Feira de Santana (BA).


Bolsonaro completou: “Não estiquem a corda

 mais do que já está esticada”. Perguntado se pode colocar as Forças Armadas nas ruas para

conter toques de recolher, Bolsonaro 

respondeu: “As Forças Armadas estão aí para

 garantir a lei e a ordem e para cumprir 

integralmente a nossa Constituição”.

Mais cedo, o presidente já havia criticado os governantes locais que adotaram medidas

 restritivas para tentar conter o alastramento

 do coronavírus.

“Está chegando a hora de o Brasil dar um novo 

grito de independência. Porque não podemos 

admitir que alguns pseudogovernadores 

queiram impor a ditadura no meio de vocês

 usando do vírus para subjugá-los.”

fonte:Poder 360 -27/04/20219h:15min.


Funcionários da CEF param em SSA e outras 11 cidades baianas nesta terça

                      As filas em frente a CEF de Irecê normalmente são enormes -foto:Blog Fique Informado



Os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) decidiram realizar um "Dia de Luta" nesta terça-feira (27). A paralisação, que é de nível nacional, conta com a adesão de 12 cidades baianas: Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Irecê, Jacobina, Juazeiro, Teixeira de Freitas, Jequié, Itabuna, Ilhéus, Camaçari e Alagoinhas.

 

Na capital baiana, o ato começou por volta das 6h30, na agência das Mercês, onde os funcionários espalharam faixas e dialogam com a população sobre as motivações do ato - não haverá caminhada ou paralisação das atividades, com abertura das agências prevista para o horário normal, às 8h.

 

Procurado pelo Bahia Notícias, o presidente do Sindicato dos Bancários, Augusto Vasconcelos, explicou que a manifestação possui cinco pautas de reivindicações. Uma delas é a vacinação de todos os funcionários. "Porque as agências são locais de alta contaminação e já temos mais de 30% da categoria que testou positivo pra Covid-19", justifica o sindicalista.

 

Outra pauta é a defesa da PLR Social, a participação de lucros e resultados. De acordo com o sindicato, o banco distribuiu aos funcionários 3% de seu lucro, pagamento inferior ao que está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho, que é 4% dos proveitos.

 

Os servidores também protestam contra a venda de ações da Caixa Seguridade, anunciada para a próxima quinta-feira (29), pois apontam que isso significa a privatização de um setor rentável ao banco.

 

Mais uma reivindicação é a definição de um acordo de trabalho específico para o regime de teletrabalho. "Atualmente, 40% dos funcionários estão trabalhando de casa e não tem qualquer tipo de normatização. Estão com jornada excessiva, fazendo horas extras sem receber", denuncia Vasconcelos.

 

Além disso, o sindicato defende a contratação de mais funcionários para dar conta da demanda crescente nas agências, especialmente neste período de pagamento do auxílio emergencial.

 

Com essa pauta, o sindicalista afirma que os servidores da Caixa conseguiram marcar uma nova rodada de negociação para o dia 5 de maio e, por isso, suspenderam a paralisação prevista para hoje. O ato foi resumido a essa manifestação, que, de acordo com Vasconcelos, não vai impedir o funcionamento das agências.


fonte:Bahia Notícias c/adaptações 27/04/2021

Senado: Pacheco não vai cumprir decisão que impede Renan de ser relator da CPI da Covid

 

Pacheco não vai cumprir decisão que impede Renan de ser relator da CPI da Covid
Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não vai cumprir a decisão da 2ª Vara Federal do Distrito Federal que impede o senador Renan Calheiros (MDB-AL) de ser nomeado relator da CPI da Covid. Para Pacheco, não compete à Justiça do DF deliberar sobre a questão.

 

"Trata-se de questão interna corporis do Parlamento, que não admite interferência de um juiz", afirma à coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

 

A determinação, do juiz Charles Morai, da 2ª Vara Federal do Distrito Federal, foi proferida em uma ação popular movida pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Congresso.


O magistrado afirma que a decisão, expedida nesta segunda (26). vale até que o senador e a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestem no processo. Enquanto isso, o juiz determina que o nome de Calheiros seja impedido de ser escolhido como relator da comissão.

 

Nas redes sociais, Renan chamou a decisão de “esdrúxula” e disse que vai recorrer. Vale lembrar que a escolha do relator da CPI não é do presidente do Senado, mas sim do presidente da comissão. Informações do Bahia Notícias c/adaptações.

Sputnik V seria uma alternativa contra chance de apagão de vacinas no Brasil, diz Sec. Saúde da Bahia


Foto: Reprodução/TV Bahia

Foto: Reprodução/TV Bahia


 Se o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, aceitar a justifica dada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para barrar a importação da Sputnik V será preciso “virar a página e deixar o Brasil mais alguns meses sem vacina”.

Essa é a análise do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, que tem criticado duramente a decisão da agência de não autorizar no Brasil a aplicação do imunizante contra a Covid-19 produzido na Rússia.

“No meu modo de ver, a decisão de ontem [segunda-feira, 26] não atende a decisão do ministro Lewandowski. Não provê informações de riscos, de ameaça, apenas faz alusão a potenciais riscos que não estão sendo confirmados na prática”, disse nesta terça-feira (27), em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia.

A decisão de manter a reprovação da importação do imunizante, sinalizada por Vilas-Boas, foi apresentada pela agência em relatório no qual foram apontados falta de documentação e possíveis riscos à saúde. O ministro do STF, contudo, ao questionar decisão, havia imposto à agência a comprovação da ineficácia da vacina.

“O ministro foi muito claro, disse que a Anvisa não pode simplesmente continuar a dizer que há a ausência de documentos, de benefícios, de segurança. E o que assistimos na apresentação dos diretores da Anvisa é um desfile de tecnicialidade batendo nas mesma tecla: ‘não sei, tenho receio'”, destacou.

“A Sputnik é a vacina principal da Argentina. Não estamos vendo os hermanos morrerem ou virarem Jacaré. A Sputnik para os argentinos é a CoronaVac para os brasileiros. Com a diferença de que a CoronaVac sequer tem uma publicação numa revista científica internacional. Ninguém prestou atenção a isso, mas a Anvisa aceitou a CoronaVac sem estar publicado os resultados da fase 3. Há incoerências”, acrescentou o secretário.

Enquanto a discussão segue no STF, a Bahia continua impedida de validar acordo com a Rússia e adquirir as 9,7 milhões de doses da Sputnik V. “Se o ministro entender que a Anvisa foi clara e que há evidências suficientes de que justifique a não importação, vamos virar a página e deixar o Brasil mais alguns meses sem vacina, com o agravante de termos um apagão de vacinas no país”, afirmou, lembrando em seguida que a Índia (AstraZeneca) passa por momentos críticos no combate à Covid-19 e desejando que não haja um novo surto na China (CoronaVac).

fonte:Redação Bahia.Ba -  27/04/2021 9h

Salles atuou em favor de criminosos ambientais, diz delegado da PF no Amazonas




Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

 

Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro é acusado de organização criminosa, advocacia administrativa e obstrução de fiscalização.

O ex-superintendente da Polícia Federal no 

Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, detalhou,

na Câmara 

dos Deputados, as denúncias de organização 

criminosa, advocacia administrativa e obstrução

de fiscalização por parte do ministro do Meio

 Ambiente, Ricardo Salles.

As denúncias constam de notícia-crime que o 

delegado enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) 

em 14 de abril. Saraiva participou, nesta segunda-feira

(26), de audiência virtual conjunta das Comissões

 de Legislação Participativa e de Direitos Humanos.

Segundo reportagem da Agência Câmara de 

Notícias, Alexandre Saraiva explicou que os supostos 

crimes de Ricardo Salles ocorreram após a 

Operação Handroanthus, da Polícia Federal, apreender

213 mil metros cúbicos de madeira ilegal na divisa 

entre Amazonas e Pará, no fim do ano passado. A investigação apontou desmatamento ilegal, grilagem 

de terra, fraude em escrituras e exploração madeireira

em áreas de preservação permanente. Saraiva

foi exonerado da superintendência do Amazonas um

dia após enviar a notícia-crime para o STF. O

 delegado relatou aos deputados a atuação do 

ministro Ricardo Salles em prol de quem chamou 

de “criminosos ambientais”.

“O senhor ministro deu várias entrevistas criticando a operação, mas não ficou só no discurso. Ele foi até 

a área e fez uma pseudoperícia de 40 mil toras: ele

olhou duas e disse que, em princípio, estava tudo certinho e que as pessoas apresentaram escrituras”, disse o

delegado. Segundo Saraiva, porém, não apareceram

os donos de mais de 70% da madeira apreendida.

“Se ninguém reivindicou, como é que o ministro pode 

dizer que está tudo certo e a investigação da Polícia

Federal está errada?”, questiona.

O delegado afirma que o ministro recebeu da divisão

de meio ambiente da Polícia Federal todos os 

laudos periciais e que a principal empresa que atua

na região já recebeu mais de 20 multas do Ibama, 

somando aproximadamente R$ 9 milhões. 

“O senhor ministro fez uma inversão: tornou legítima 

a ação dos criminosos e não a dos agentes públicos.”

A participação de Salles na tentativa de legalizar 

supostas irregularidades teria sido a gota d’água 

para a notícia-crime, segundo o delegado Alexandre 

Saraiva. Ele contou que a Polícia Federal vinha 

solicitando, desde dezembro, acesso ao 

processo administrativo do órgão ambiental do 

Pará. Segundo Saraiva, eles começaram a trabalhar

assim que os documentos foram reunidos em 

Santarém, pois Salles teria indicado prazo de uma 

semana para a conclusão das perícias.

“Quando eu vi o conjunto de documentos, que foi

uma reunião organizada – ou, pelo menos, 

com a participação direta do ministro do Meio Ambiente 

– e 

que se tornou uma fraude que buscava iludir a 

autoridade policial, eu entendi correto encaminhar

notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal.”


fonte:Bahia.Ba - 27/04/2021 08h:55min.