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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Governo Bolsonaro recusou vacina a 50% do valor pago por EUA e Europa

 O governo Jair Bolsonaro recusou, em 2020, vacinas da Pfizer à metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, que negociaram o imunizante por cerca de US$ 20 cada dose.

Carlos Murilo, gerente geral da Pfizer na América Latina, depondo na CPI da Covid no Senado© Sérgio Lima/Poder360 Carlos Murilo, gerente geral da Pfizer na América Latina, depondo na CPI da Covid no Senado

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, até 70 milhões de doses da Pfizer poderiam ter sido entregues a partir de dezembro de 2020 por US$ 10 cada. Porém, 4 meses antes, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considerou as vacinas caras.

Em abril, o governo federal quebrou cláusula de confidencialidade com a Pfizer ao publicar na internet o contrato assinado com a empresa para a compra dos imunizantes. O Planalto pagou os US$ 10 por dose, mas as primeiras vacinas da Pfizer chegaram só em abril de 2021.

Ao depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, disse que governo brasileiro recebeu 6 propostas para comprar vacinas da Pfizer contra a covid-19 até fechar contrato com a farmacêutica. Segundo ele, a farmacêutica queria fazer do Brasil uma vitrine da vacinação.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, contabilizou 53 e-mails enviados pela Pfizer ao governo a partir de agosto cobrando resposta sobre a oferta das 70 milhões de doses.

Segundo o congressista, a última mensagem on-line, datada de 2 de dezembro de 2020, é “um e-mail desesperador da Pfizer pedindo algum tipo de informação porque eles queriam fornecer vacinas ao Brasil”.

Em 21 de maio, o Poder360 noticiou que o governo ignorou, de 14 de agosto a 12 de setembro de 2020, 10 e-mails enviados pela farmacêutica Pfizer para discutir a venda de vacinas contra a covid-19 ao Brasil.

fonte:Poder 360 - 07/06/2021

domingo, 6 de junho de 2021

'Não tem razão para um camarada perseguir o que o Brasil tem de mais inspirador', diz José Gregori

Aos 90 anos, José Gregori define a contribuição dada por ele à formulação do Programa Nacional dos Direitos Humanos como a mais importante que pôde oferecer ao País. De chefe de gabinete do então ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Nelson Jobim, foi designado pelo presidente para coordenar a formatação do PNDH. Gregori foi ainda secretário Nacional dos Direitos Humanos e ministro da Justiça. Ele segue lúcido e formulando ideias sobre caminhos para que o Brasil não retroceda nas políticas de direitos humanos.

O jurista José Gregory, responsável por implantar o Programa Nacional de Direitos Humanos no governo FHC
© Tiago Queiroz/Estadão O jurista José Gregory, responsável por implantar o Programa Nacional de Direitos Humanos no governo FHC

O processo de reabertura agilizou a adoção de medidas de proteção aos direitos humanos?

Quando você sai do governo ditatorial, pelo menos com base ditatorial, e vai para um governo que quer ser democrático, começa um processo de democratização, que é sempre um processo. Indagavam muito: vocês falavam muito em direitos humanos… o que vão fazer?

O senhor observa que as políticas atuais de direitos humanos estão como o senhor vislumbrava 25 anos atrás?

O programa de direitos humanos é um plano difícil porque você precisa satisfazer o âmbito econômico, social, cultural e político. Seria injusto eu dizer que Lula não fez alguma coisa, que Dilma (Rousseff) não tenha feito algo e até que (Michel) Temer não tenha feito. Mas o atual (presidente Jair Bolsonaro) não tem nenhum. Tínhamos o desejo real de estabelecer para o Brasil uma espécie de liderança latino-americana para os direitos humanos.

Há riscos de retrocessos?

Os direitos humanos já penetraram de tal maneira no Brasil como conceito que ainda existe um ministério. O que fizemos, depois da redemocratização, foi uma coisa apartidária. A gente conseguiu que os direitos humanos resistissem, como tem resistido até agora, a um governo que tem visão totalmente depreciadora. Alguma raiz a gente plantou. Mesmo aqueles que não acreditam não conseguiram fazer com que essa raiz desaparecesse.

A que se deve essa solidez em que o senhor acredita?

Ir contra os direitos humanos ficou muito negativo. Está provado historicamente que os governos que foram mais do lado dos direitos humanos foram mais exitosos do que aqueles que atentaram contra. O Getúlio (Vargas) só é a maior personagem da política brasileira pela fase democrática em que governou. E só é criticado pela fase ditatorial. (Franco) Montoro é lembrado porque atuou nas Diretas. A história do Brasil é uma história de êxito de governadores que foram a favor dos direitos humanos. Não vejo razão lógica nenhuma lógica para que um camarada que foi eleito democraticamente perca tanto tempo em querer perseguir, combater o que o Brasil tem de mais inspirador.

Como as questões da política de direitos humanos deveriam ser posicionadas dentro do processo de combate e superação da pandemia?

É super prioritária a questão da saúde. E ela depende dos direitos humanos. Porque ou todos se salvam ou todos se perdem. Não pode ser coisa que pode ser combatida pela metade.

Como se dá na prática?

Sem democracia, é muito mais difícil o combate à pandemia. Os EUA sobreviveram ao autoritarismo individualista daquele antigo presidente. Em 40 dias, mudou o panorama da pandemia. Era um panorama terrível, uma liderança pandêmica. A pandemia põe em evidência as qualidades da democracia. E os direitos humanos só ajudam um país a se desenvolver melhor.

Que retrocessos apontaria com relação às políticas de direitos humanos hoje?

O problema da desigualdade é preocupante. Vai ser difícil países desiguais sobreviverem. Temos que nos apegar às coisas que nos aproximem mais. A espécie humana ainda é um mistério, mas a história mostra que ela funciona mais depois de um desafio que mostra que ninguém está a salvo. Seja uma bomba nuclear, uma guerra, ou uma pandemia como essa do século 21. A prioridade das prioridades do Brasil e do mundo é a diminuição da desigualdade. A pandemia mostrou que os países com essa possibilidade minoram um pouco o sofrimento das vidas.

Como superar narrativas depreciativas contra os direitos humanos como, por exemplo, "direitos humanos para humanos direitos"?

Meu sentimento é que não vamos mais nos livrar de todo dos incômodos da covid-19. Só isso mexe com a estrutura e com a razão de ser dos direitos humanos. O mundo vai ter que ser mais solidário, uns vão depender dos outros mais do que nunca.

fonte:ESTADÃO -06/06/2021 23h:50min

Brasil: Presidente Bolsonaro participou de ao menos 84 aglomerações durante a pandemia

Bolsonaro participou de ao menos 84 aglomerações durante a pandemia, diz jornal

Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou de pelo menos 84 aglomerações desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia da Covid-19, em 11 de março do ano passado. O número foi levantado pelo jornal O Globo, com base exclusivamente em registros oficiais do perfil do Palácio do Planalto no Flickr, comunidade online de compartilhamento de fotografias.

Segundo a reportagem, o chefe do Executivo brasileiro esteve presente, em média, em uma concentração de pessoas a cada 5,3 dias, algumas delas registradas na mesma data.

Nas aglomerações contabilizadas durante 70 viagens e atos em Brasília, O Globo verificou que Bolsonaro usou máscara em apenas três ocasiões. Em quase todas as demais, o presidente posou para fotos em meio a multidões e cumprimentou seus apoiadores com apertos de mão e abraços. Ele ainda segurou crianças no colo e se alimentou sem cuidados de higienização, em desacordo com os protocolos sanitários preconizados por especialistas de saúde.

O levantamento não considerou eventos, solenidades e reuniões com autoridades, embora em algumas situações o distanciamento social tenha sido desrespeitado. Em contrapartida, algumas aglomerações foram reportadas no mesmo dia em locais diferentes, ainda que na mesma cidade. Viagens em que o presidente desembarcou em um aeroporto e seguiu de carro a outra cidade foram admitidas como apenas uma.

O primeiro registro de aglomeração que consta no álbum oficial da Presidência foi em 11 de abril do ano passado, quando Bolsonaro vistoriou as obras de instalação do Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás, acompanhado do governador do estado, Ronaldo Caiado (DEM).

fonte:Bahia.Ba 06/06/2021  23h:36min

No Egito: “Foi suficiente ele ficar preso”, diz egípcia assediada por médico brasileiro

Reprodução

A atendente egípcia assediada pelo médico Victor Sorrentino afirmou ter aceitado as desculpas do brasileiro por entender que “foi suficiente ele ficar preso”.

“No início, estava irritada, estava triste. Mas depois que a polícia o manteve preso por uma semana, eu disse que bastava”, afirmou a mulher.

A entrevista foi dada ao Fantástico, da TV Globo. Victor foi preso no dia 30 de maio no país africano, depois que ele publicou um vídeo em que faz perguntas com conotações sexuais à mulher.

A mulher aceitou o pedido de desculpas na segunda vez que foi procurada pelo assediador. A primeira tentativa de desculpas aconteceu um dia após a repercussão negativa do caso.


Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais, o médico fala a uma vendedora: “Elas gostam é do bem duro. Comprido também fica legal, né?”. A atendente ri durante a fala do turista, sem entender o duplo sentido das frases. O caso ocorreu em 24 de maio.

Victor Sorrentino tem quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Embora seja médico, defende o tratamento precoce contra a Covid-19.

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Mobilização

A exposição da mulher egípcia veio à tona devido uma mobilização internacional de ativistas de direitos humanos. Entre os responsáveis pela repercussão do episódio – ao lado de uma rede de mulheres – estão o empresário e artista plástico Fabio Iorio, radicado em Londres e o ativista Antonio Isuperio, morador de Nova York, e o jornalista Victor Drummond, que também vive no Reino Unido.

O movimento teve ainda a participação de inúmeras mulheres, grande parte militantes brasileiras, para pedir respostas à atitude do médico influenciador. As historiadoras Jovinha Rocha e Siá Milagres, assim como a advogada Janaína Silva e a professora Fabíola Oliveira participaram da marcha. A empresária Michelle Bastos, além de Luciana Cris ao lado de Bianca Sarah, que são mulçumanas, foram as responsáveis por acionar a rede feminina egípcia.

O conteúdo foi traduzido para o árabe por Patrícia Oliveira, influenciadora brasileira responsável pela página Vida no Egito, e compartilhado também por formadoras de opinião, como a atriz Suzana Pires, a jornalista Alexandra Loras, a apresentadora Fabiana Saba e a influenciadora Priscilla Rezende, do Instagram desin.fluencer.

fonte:Metrópoles - 06/06/2021 23h:19min.

Seleção Brasileira: Antes de ser afastado, Caboclo prometeu a Bolsonaro trocar Tite por Renato Gaúcho

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Foto: Lucas Uebel/Grêmio


Antes de ser afastado da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo prometeu para o Governo Federal a demissão de Tite e a contratação de Renato Gaúcho para comandar a seleção brasileira.

A informação foi divulgada pelo jornalista da Sport TV, André Rizek, e publicada no site Globo Esporte neste domingo, antes da confirmação do afastamento de Caboclo.

De acordo com o jornalista, a ideia seria demitir Tite após o jogo contra o Paraguai, na terça-feira (8). A possível chegada de Renato é bem vista pelo Planalto, já que ele é apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ex-técnico do Grêmio assumiria o time de imediato e faria a convocação dos atletas para disputar a Copa América, que até então será no Brasil e tem início no próximo domingo (13).

Porém, a comissão técnica da seleção estaria fechada em não jogar a competição no país. Tite e os jogadores prometem se manifestar após o jogo de terça.

fonte:Bahia.Ba em 06/06/2021 22h:05min.

Futebol: Rogério Caboclo é afastado por 30 dias da presidência da CBF

O Comitê de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu afastar por 30 dias o presidente Rogério Caboclo. A decisão saiu neste domingo, 6, e a entidade já foi notificada. A situação do dirigente ficou delicada após denúncia de uma funcionária que acusa o mandatário de assédio sexual e moral.

Agora a CBF será comandada pelo vice-presidente mais velho, Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes. Ele ficará no comando durante o período de afastamento e uma reunião na entidade no Rio de Janeiro nesta segunda, 7, com diretores e vice-presidentes, deve definir detalhes dos próximos passos.

"A CBF informa que recebeu na tarde deste domingo, 6, decisão da Comissão de Ética do Futebol Brasileiro suspendendo temporariamente (pelo prazo inicial de 30 dias) o Presidente Rogério Caboclo do exercício de suas funções. Seguindo o Estatuto da entidade, toma posse interinamente, por critério de idade, o vice-presidente Antônio Carlos Nunes de Lima. A decisão é sigilosa e o processo tramitará perante a referida Comissão, com a finalidade de apurar a denúncia apresentada", disse a entidade em nota.

Rogério Caboclo, presidente da CBF
© Wilton junior/Estadão Rogério Caboclo, presidente da CBF

Desde as acusações contra Caboclo, reveladas pelo site globoesporte.com, a situação do cartola ficou difícil e sua posição passou a ser criticada inclusive por patrocinadores da seleção. Ao mesmo tempo, ele costurava apoio para a realização da Copa América no Brasil, com respaldo do governo federal, e entrava em rota de colisão com jogadores da seleção e o técnico Tite, que não são favoráveis ao evento no País neste momento em que a pandemia de covid-19 está em alta.

Mas agora ele ficará afastado e é mais um problema político recente na confederação. Nos últimos anos, a CBF teve uma sequência grande de presidentes que tiveram problemas de continuidade em seus mandatos. Em 2012, Ricardo Teixeira renunciou após ter seu nome envolvido em denúncias de corrupção. Já em 2015, José Maria Marin foi preso e banido pela Fifa. O mesmo ocorreu com Marco Polo Del Neto, que foi afastado temporariamente em 2017 e banido no ano seguinte.

Caboclo, por sua vez, ganhou a eleição seguinte após a saída de Del Nero e tomou posse em 2019. Ele já tinha sido diretor financeiro e diretor executivo de gestão na CBF. Tinha o apoio de Del Nero e assumiu tentando mudar a imagem da gestão de seus antecessores. Agora, sob acusação, ficará afastado temporariamente para se defender e tentar contornar mais um problema político de dirigentes na CBF.

Investigação

A mulher que acusa Caboclo alega que o dirigente a chamou de "cadela" e tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro. Em outra oportunidade, perguntou se ela se masturbava. Durante reunião com outros dirigentes da CBF, o presidente teria inventado relacionamentos da funcionária com pessoas ligadas à entidade. A vítima afirma que, durante todas essas condutas, Caboclo estava embriagado. Ela disse ainda que ele a orientava a esconder garrafas de bebida na entidade, para que pudesse consumir durante o expediente.

Essas denúncias já haviam sido narradas pela funcionária a superiores hierárquicos anteriormente, mas nenhuma providência foi tomada. Ao narrar o assédio, a funcionária pediu afastamento do cargo por motivo de saúde. "Tenho passado por um momento muito difícil nos últimos dias. Inclusive com tratamento médico. De fato, apresentei uma denúncia ao Comitê de Ética do Futebol Brasileiro e à Diretoria de Governança e Conformidade, para que medidas administrativas sejam tomadas", afirmou a funcionária ao site. O dirigente nega todas as acusações.

Agora a investigação caberá à Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, órgão criado pela CBF para receber, apurar e julgar denúncias. Ela é presidida pelo desembargador aposentado Carlos Renato de Azevedo Ferreira e tem duas Câmaras, de Investigação e de Julgamento. A apuração da denúncia caberá à primeira, que conta com três integrantes: a presidente Gladys Regina Vieira Miranda e os membros Júlio Gustavo Vieira Guebert e Antônio Carlos de Aguiar Desgualdo. Essa comissão vai produzir um relatório e encaminhá-lo à Comissão de Julgamento, composta por Marco Aurélio Ravanelli Klein e Amilar Fernandes Alves.

fotne:ESTADÃO - 06/06/2021 21h:10min.

Após fazer campanha: Record expõe retrocesso do Brasil com Bolsonaro e confunde o público

Edir Macedo ungiu Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução / Instagram)

A Record continua surpreendendo com o posicionamento do seu jornalismo sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem o bispo Edir Macedo era aliado, oferecendo total apoio até poucos dias atrás.

Em um boletim do JR 24h, a emissora destacou uma reportagem do jornal The Economist, com as seguintes palavras: “Brasil em retrocesso com Bolsonaro”. Nas redes sociais, ninguém entendeu nada.

Algumas pessoas, porém, citaram a possível insatisfação da Igreja Universal, pertencente ao mesmo proprietário, por conta da briga entre a Angola e a instituição religiosa, sem interferência do Itamaraty.

“Quem diria que meia dúzia de bispos expulsos de Angola fariam a Record virar o fio?”, questionou um internauta. “A Record se vingando porque o governo não interveio na expulsão da Universal pelo governo de Angola”, apontou outro.

“Até a Record saiu do muro e a Juliana Paes não”, disse mais um, citando o posicionamento recente da atriz no Instagram. Vale lembrar que, na mesma semana, a emissora mostrou o panelaço contra Bolsonaro.

O JR exibiu vídeos de manifestações em Brasília, São Paulo e Fortaleza. No último vídeo, uma mulher gritou aos berros: “Fora, Bolsonaro!”.

O momento narrado por Luiz Fara Monteiro foi compartilhado pelo perfil do JR no Twitter e deixou a web surpresa. “Para a Record tá mostrando é que a situação fedeu”, ironizou um usuário da rede social.

“Se ela tá mostrando o mundo tá de cabeça para baixo”, disse mais um. “Que novidade é essa que a Record tá mostrando panelaço contra o Bolsonaro?”, questionou um terceiro. Informações do Portal Terra em 06/06/2021.

Confira:

Investigação da PF mostra que blogueiro Allan dos Santos tentou derrubar prefeitos e governadores

 

Investigação da PF mostra que Allan dos Santos tentou derrubar prefeitos e governadores
Foto: Divulgação

Um relatório parcial da Polícia Federal (PF) sobre os atos antidemocráticos revelam que o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos tentou interceder para derrubar desafetos do presidente Jair Bolsonaro.

 

Um manuscrito encontrado na casa do blogueiro embasou esta tese. "Objetivo: materializar a ira popular contra os governadores/prefeitos; fim intermediário: saiam às ruas; fim último: derrubar os governadores/prefeitos”, diz o bilhete.  

 


Relatório obtido pela TV Globo | Foto: Reprodução

 

Segundo a investigação, os “objetivos antidemocráticos externados” no material apreendido “têm de ser interpretados em conjunto com o interesse demonstrado (e ratificado nos relatórios em análise) em obter espaço junto à área de comunicação do governo federal".

 

Neste sentido, a investigação cita que no ano passado o blogueiro enviou mensagens ao tenente-coronel Mauro Cesar Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro, na tentativa de provocar o rompimento institucional com os atos antidemocráticos. "As FFAA [Forças Armadas] precisam entrar urgentemente", escreveu Allan, à época. 

 

A investigação da PF apontou ainda que o blogueiro recebeu dinheiro de servidores federais.


fonte:BN - 06/06/2021 15h