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domingo, 10 de abril de 2022

Ensino Superior: Bolsonaro cortou R$ 6 bilhões de repasses para universidades federais

                                    Prédio da Reitoria da UFRJ - foto:Blog Fique Informado

                              


O governo de Jair Bolsonaro cortou cerca de R$ 6 bilhões dos repasses feitos para universidades federais desde 2019. Segundo um levantamento produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a execução financeira para o ensino superior foi de R$ 40,65 bilhões no primeiro ano de mandato para R$ 34,82 bilhões no ano passado.

A verba autorizada pelo governo federal para ser gasta com o ensino superior sofreu queda de R$ 6,5 bilhões. O montante era de R$ 42,62 bilhões em 2019, mas foi reduzido para R$ 36,09 bilhões em 2021.

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi uma das mais atingidas pelos cortes. O governo federal havia autorizado um repasse de R$ 4,1 milhões em 2019, mas reduziu o valor para R$ 3,3 milhões neste ano.

A assessora política do Inesc, Cleo Manhas, afirma que os cortes nos repasses impediram “o aumento das matrículas, a substituição de professores que se aposentaram, a manutenção e ampliação dos espaços e dos projetos de pesquisa, as bolsas para a pós-graduação, dentre outras ações fundamentais para um país que pretende ter pensamento autônomo”.

Os dados fazem parte de um estudo que o Inesc divulgará nesta segunda-feira (11/4) com análises dos três anos da gestão Bolsonaro nas áreas de saúde, educação, direito à cidade, meio ambiente, indígenas, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes.

Fonte:Guilherme Amado/Metropoles - 10/04/2022 17h:45

Região de Irecê: Procuradora diz que Barra do Mendes fica no meio do nada; veja vídeo

                                                     foto:reprodução


Durante sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Barra do Mendes na última quinta-feira (7), a procuradora geral do município, Luciana dos Santos, afirmou que a cidade estaria localizada no "meio do nada". A fala foi registrada na transmissão ao vivo divulgada pela Casa Legislativa.

"E vocês tem pessoas lindas nesse lugar, eu não esperava nunca encontrar tanta gente bonita. Sou de uma cidade que é região sudeste mas não esperava nunca encontrar pessoas lindas e inteligentes dentro do nada, porque a gente está aqui no meio do nada", disse Luciana, que momentos antes durante a sessão informou aos vereadores que é natural de Vitória, no Espírito Santo.

A procuradora disse, ainda, que apesar de não ser baiana, tem "origens baianas, de Ilhéus" e que tem "um amor tremendo pela Bahia". Em sua apresentação, Luciana também se afirmou que é formada em direito, finanças corporativas e contabilidade, além de mestrado em finanças corporativas.

A sessão contou com a presença do prefeito Antônio Barreto de Oliveira (PDT), que foi o responsável pela indicação de Luciana ao cargo, e teve como pauta a discussão e votação do projeto que institui os procedimentos para Regularização Fundiária Urbana (REURB) no município. A procuradora participou do encontro para prestar esclarecimentos sobre revelia de ações trabalhistas no município.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a fala de Luciana gerou revolta em parte da população, que repudia o comentário, e pede a demissão da procuradora.

Vídeo:


Fonte: Bahia Notícias/reprodução
Vídeo:Central Notícias/youtube

Eleições 2022: Governador corta gratificações de policiais da escolta de dep. Marcelo Freixo



                                           foto:reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), determinou o corte da remuneração de três policiais civis que integram a escolta de Marcelo Freixo, que vive sob ameaças de morte da milícia carioca. 

Castro, que é adversário de Freixo na disputa pelo Palácio de Guanabara, determinou o corte a poucos meses da eleição. Os agentes, segundo informações d'O Globo, foram transferidos à revelia. Na mudança, perderam gratificações de R$ 1.500 mensais. 

No fim de 2021, o governador Cláudio Castro já havia ameaçado retirar parte da escolta de Marcelo Freixo, que tem proteção policial desde que organizou e liderou a CPI das Milícias. 

Fonte:Revista Fórum c/adaptações 10/04/2022

Estatal que recebeu R$ 3 bi em emendas sob Bolsonaro não consegue provar valor de obras

Estatal que recebeu R$ 3 bi em emendas sob Bolsonaro não consegue provar valor de obras
Foto: Divulgação

Recebedora de ao menos R$ 3 bilhões dos cofres públicos por meio de emendas parlamentares durante o governo Bolsonaro

Foto: Divulgação

Estatal que recebeu R$ 3 bi em emendas sob Bolsonaro não consegue provar valor de obras

Recebedora de ao menos R$ 3 bilhões dos cofres públicos por meio de emendas parlamentares durante o governo Jair Bolsonaro (PL), a estatal Codevasf chegou ao fim de 2021 sem comprovar no balanço o valor real das obras que executa.

O problema foi identificado em relatório da auditoria independente Russell Bedford. Obtido pela Folha de S.Paulo, o documento faz uma ressalva nas contas dizendo que a Codevasf encerrou o exercício "verificando a existência das operações" da carteira de obras para apresentar os números de maneira confiável.

"A companhia apurou todas as operações registradas na contabilidade, mas ainda está verificando a existência das operações registradas para realizar os devidos ajustes contábeis e, assim, apresentar o saldo contábil de forma fidedigna", afirmam os auditores.

 A Codevasf é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e foi entregue por Bolsonaro ao centrão em troca de apoio político no Congresso.

A Codevasf é vinculada ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), pasta comandada até o mês passado por Rogério Marinho (PL). Pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Norte, ele defende as emendas e teve diversos embates com o ministro Paulo Guedes (Economia) por despesas públicas.

Questionada se não sabe o valor das próprias obras em andamento e o que tem gerado o problema, a estatal afirmou, em nota, que "a manifestação da auditoria independente apresentada como ressalva diz respeito a sistematização de informações" e que "desenvolveu novo método" para resolver o problema.

Mesmo com os atritos com Guedes, a estatal foi turbinada pelas emendas parlamentares durante o governo Bolsonaro. Em 2021, deputados e senadores destinaram o equivalente a 61% da dotação orçamentária total da empresa.

Neste sábado (9), reportagem da Folha mostrou o afrouxamento no controle sobre obras de pavimentação feitas pela estatal, como licitações realizadas com dados fictícios que valem para estados inteiros. Essa estratégia é usada com o objetivo de acomodar a crescente injeção de verbas de emendas.

A ressalva da Russel Bedford foi feita no item "Obras em andamento, Estudos e Projetos e Instalações". A Codevasf afirmou no balanço ter um saldo de R$ 2,7 bilhões na rubrica, mas os auditores não conseguem confirmar o valor.

No relatório, a firma de auditoria diz que não é possível opinar "sobre os saldos dessas contas e os componentes das demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa". A Codevasf registrou um prejuízo de R$ 358 milhões em 2021.

Todas as empresas públicas precisam elaborar balanço financeiro e é obrigatório que os números sejam analisados por uma auditoria independente. As exigências estão na Lei das Estatais, aprovada e sancionada em 2016, durante o governo Michel Temer.

A Russel Bedford orientou que a Codevasf elabore um relatório para conciliar os números e auxiliar nos controles patrimoniais.

Em nota, a estatal afirma que "o balanço anual foi aprovado pelos conselhos competentes com a orientação de que ações sejam empreendidas em atenção ao trabalho da auditoria", afirma a empresa.

Questionada em um segundo momento o que exatamente ainda precisaria ser levantado e se o problema já havia sido resolvido, a Codevasf afirmou que as informações dizem respeito a "ações empreendidas pela companhia" e que o novo sistema será implementado "ao longo de 2022".

Procurado, o MDR afirmou que a Codevasf "é uma empresa pública, constituída sob a forma de sociedade anônima de capital fechado que, apesar de vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, tem autonomia administrativa".

As ressalvas nos balanços das empresas são feitas pelos auditores independentes quando constatado que os dados fornecidos pela administração têm risco de não obedecer aspectos legais ou não representar corretamente a realidade, o que pode prejudicar os acionistas -no caso, a União.

Problemas no balanço da Codevasf podem causar prejuízo direto aos cofres públicos, já que ela é uma empresa dependente de recursos do Tesouro Nacional.

Camila Boscov, professora de contabilidade financeira do Insper, afirma que a ressalva significa que a auditoria não teve acesso a dados que confirmem o valor registrado.


"A auditoria não conseguiu encontrar documentos que comprovem que o valor ali contabilizado faz sentido. Nesse caso, a firma de auditoria não consegue saber se o valor mensurado está correto ou não, pois não tem informações suficientes para fazer essa afirmação", explica.

Os problemas no balanço se somam a um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) publicado nos últimos dias, que afirma terem sido "identificadas falhas nos procedimentos de monitoramento da execução física das obras de pavimentação, que ocorre, predominantemente, nas superintendências regionais da Codevasf".

 Além disso, a CGU detectou a ocorrência de sobrepreço de R$ 3,3 milhões em dez máquinas compradas pela Codevasf com recursos das emendas de relator no ano passado.

 O relatório diz ainda que não houve a realização de estudos ou análise sobre a necessidade de certas despesas feitas por meio de emendas parlamentares. Para a CGU, isso indica que as ações podem estar sendo escolhidas para atender interesses privados.

 Mais da metade dos valores direcionados pelo Congresso à Codevasf em 2021 vieram por meio das chamadas emendas do relator -que, em tese, servem para o Parlamento ajustar os números propostos pelo governo.

Mas, na prática, as emendas de relator têm sido usadas pelo governo Bolsonaro como um instrumento para parlamentares aliados direcionarem recursos a destinos de interesse (em geral, obras no interior do país). Em 2021, foram mais de R$ 16 bilhões reservados pelo instrumento.

 Em dezembro, a Folha visitou uma das cidades que executa obras com as emendas de relator, em Rio Largo (AL).

 O prefeito Gilberto Gonçalves (PP), aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a divulgar um vídeo em meio às obras. Mas, dois dias após a gravação, a reportagem constatou que não havia máquinas nem equipamentos no local.

Fonte:FOLHAPRESS - 10/04/2022 14h:27

Especialistas preveem que renda média do brasileiro continuará a cair

 

Cédulas e moedas de dinheiro em real-MetrópolesGetty Images

O rendimento médio do brasileiro no primeiro bimestre de 2022, estimado em R$ 2.511 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está no nível mais baixo desde 2012. E o cenário, segundo especialistas, é de piora para os próximos meses.

O consenso entre analistas econômicos é de que o ano é cercado de incertezas, e a retomada na economia perdeu força com a chegada da Ômicron, em janeiro deste ano. O temor do surgimento de uma nova variante veio exatamente no momento em que empregadores começaram a reabrir as portas de forma mais geral. Com isso, a expectativa é de que a insegurança faça a média salarial continuar a cair, embora o emprego possa seguir com alguma recuperação – mais tímida, mas ainda assim, positiva.

O economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas Rodolpho Tobler aponta que esse índice está diretamente ligado à inflação, que roda, há sete meses consecutivos, acima dos dois dígitos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março teve alta de 1,62%, ante 1,01% em fevereiro. Essa é a maior variação para o mês de março desde 1994, quando o índice foi de 42,75%, no período que antecedeu a implementação do Plano Real.

O mercado de trabalho teve uma desaceleração significativa neste primeiro bimestre. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, enquanto o saldo de vagas nos primeiros dois meses de 2021 foi de 651.756, o número de 2022 foi de 475.862, o equivalente a uma queda de 27%.

Os especialistas ressaltam que a guerra na Ucrânia também intensificou a piora no cenário econômico, deixando empregadores cautelosos e embalando a alta de preços. “As pessoas estão sentindo no bolso a locomoção, a alimentação, um rol de coisas bastante pesadas”, diz o professor.

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O setor que mais sofreu nesse cenário foi o do comércio, com uma perda de mais de 50 mil vagas no Brasil. Segundo os analistas, a inflação pesa nesta conta. ”As pessoas estão aguardando um cenário melhor para que elas possam gastar seu dinheiro, elas não estão na normalidade”, afirma Débora Barem, professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB).

Além disso, parte do setor de comércio é ligado à circulação de pessoas, que é prejudicada nos períodos em que a pandemia apresenta uma piora.

O setor de serviços, por outro lado, teve seu melhor primeiro bimestre desde 2020, pouco antes de a pandemia ser declarada, com 316.936 novas vagas criadas. Tobler explica que a alta é resultado direto de uma demanda reprimida que busca uma retomada neste início de ano:

“O setor de serviço não teve como se adaptar tanto, ele teve muita restrição ao longo da pandemia. As pessoas adiaram, postergaram muito o consumo naquele pior momento de 2020 e até metade de 2021. Então, quando as pessoas foram se sentindo mais seguras, foram também ocorrendo as flexibilizações das medidas restritivas, e o setor de serviços começou a ter uma recuperação. Há uma certa demanda reprimida.”

Queda na taxa de desocupação

O panorama geral, porém, não é somente negativo. No primeiro bimestre do ano passado, o país teve a maior taxa de desocupação da série 20-21-22, com 14,6%. Esse ano, o índice chegou a 11,2%, mais baixo até mesmo do que o período pré-pandemia, quando era de 11,8%.

De acordo com Tobler, essa queda é reflexo de uma recuperação da economia, com o mercado de trabalho evoluindo – mesmo que com salários mais baixos. “A tendência que a gente observa agora éde que o índice pode ter alguma oscilação, mas que não vai ter mais essa recuperação tão forte como a gente vem observando desde o meio de 2021. A tendência agora é de uma recuperação muito mais gradual, oscilando em torno desse número de 11%.”

“Em 2021, teve realmente uma melhora, porque foi justamente naquele momento que nós imaginávamos que as coisas iriam retornar. Então, muita gente que estava aguardando durante muito tempo muito por essa possibilidade de retorno investiu, mas lamentavelmente surgiu a Ômicron. E, com esse advento, as pessoas realmente ficaram com um certo receio de fazer aqueles investimentos novamente e ter a retração”, explica Barem.

Fonte: Metropoles - 10/04/2022 14h:16