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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

SPSP: Mãe de Cesar Tralli morreu em acidente aéreo no interior de São Paulo

 

foto:reprodução
                                            

A mãe do jornalista Cesar Tralli, Edna Tralli, morreu em um acidente aéreo no domingo (9). A esposa de Tralli, a apresentadora Ticiane Pinheiro, divulgou mais cedo a morte da sogra. Tralli ficará os próximos dias afastado do trabalho.

"A Globo se solidariza com o jornalista Cesar Tralli por conta da perda de sua mãe em um acidente aéreo. Nos próximos dias, ele será substituído por Alan Severiano no 'Jornal Hoje' e por Leilane Neubarth no 'Edição das 18h', da GloboNews", disse a emissora em nota.

A aeronave em que Edna estava era de pequeno porte e caiu em uma represa na cidade de Paranapanema, em São Paulo. Além de Edna, o piloto, um homem de 78 anos, também morreu no acidente. Edna tinha 74 anos. 

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi até o local do acidente para fazer a perícia. 

Família lamenta perda


"Vá em paz, sogrinha. Já estou com saudades do seu abraço, do seu carinho, das nossas conversas, do seu amor. Te amarei para sempre. Que Deus te receba de braços abertos", escreveu Ticiane, no Instagram. 

Rafaella Justus, filha de Ticiane com Roberto Justus, também homenageou Edna. "Pense em uma mulher de coração gigante, que não arruma intriga, é superamorosa e uma superavó. Essa era ela, Edna Tralli, a avó que a vida me deu. Tive o privilégio enorme de conviver com você e aprender tanto! Me despedir assim do nada foi muito difícil, estou sentindo muito a sua falta já. Descanse em paz, minha fada madrinha. Te amo e sempre te amarei do fundo do meu coração, onde quer que você esteja. Obrigada por tudo".

Fonte:Correio da Bahia - 10/10/2022

TV Cultura nega pressão de Bolsonaro e confirma Vera Magalhães em debate


             

                            
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A TV Cultura negou os boatos de que estaria sendo pressionada pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB), a mando de Jair Bolsonaro (PL), a retirar a jornalista Vera Magalhães do debate do próximo domingo (16).

À reportagem, a emissora afirmou que a informação que circula nas redes sociais "é totalmente falsa", e que a jornalista estará presente no debate.

"A TV Cultura não tem qualquer interferência governamental, seja em seu Jornalismo ou programação. A emissora preza pela autonomia, independente de governos ou partidos políticos", diz a emissora.

Vera Magalhães foi atacada por Bolsonaro após questionar o presidente sobre a cobertura vacinal no Brasil no primeiro debate entre os candidatos à presidência, em agosto.

Ela questionou se a queda na imunização no país tem relação com as mentiras sobre a vacina contra covid-19. Bolsonaro, que tinha um minuto para responder, usou seu tempo para atacar a jornalista.

"Vera, eu acho que eu não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim. Não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro", disse o candidato a reeleição.

Fonte: Estadão - 10/10/2022

Governo Bolsonaro: Codevasf é o epicentro do escândalo do emendão com escoamento de verbas públicas, diz Josias de Souza



Uma auditoria do Tribunal de Contas da União revela indícios de um cartel de empresas de pavimentação
em licitações na estatal Codevasf que somam mais de 1 bilhão de reais.

O levantamento afirma que a construtora Engefort com sede no Maranhão é a principal beneficiada do suposto esquema. Josias de Souza, colunista do UOL, comenta. Veja vídeo acima do Youtube/UOL.

Mundo: Brasileiro está internado em estado crítico após ataque em Jerusalém

Escombros após ataque em um posto de controle em Shuafat, em Jerusalém Oriental. Foto: Ahmad Gharabli

       

                    

Após atentado contra um posto de controle em um campo de refugiados palestinos em Jerusalém Oriental, no último sábado (8), um brasileiro de 30 anos, identificado como David Morel está internado em estado crítico.

Segundo informações da imprensa israelense, Morel trabalhava como segurança privado das forças militares do país. O brasileiro estava no posto de controle em Shuafat, região disputada por israelenses e palestinos, quando o atentado ocorreu.

Um homem se aproximou do posto de controle atirando, enquanto um veículo passou abrindo fogo. O tiroteio matou Noa Lazar, uma soldada de 18 anos. Um militar que não teve sua identidade revelada, também foi morto.

Até o momento não foi identificado os responsáveis pelo ataque a tiros. O primeiro-ministro israelense, Yair Lapid, prometeu “levar à justiça os responsáveis por este crime hediondo”.

Um porta-voz da organização política palestina Hamas definiu o atentado como uma “resposta esperada quando se trata da opressão e da humilhação diárias sofrida pelos palestinos pelas forças de segurança israelenses ou pelos colonos judeus extremistas”. Com informações do G1 e agências internacionais.

Fonte: DCM/Essencial 10/10/2022

Eleições 2022: Presidente do SBPC e mais 140 pesquisadores assinam manifesto de apoio a Lula

                               foto:reprodução

Um grupo de 141 cientistas brasileiros assinou um manifesto em apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os signatários estão o presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti, o pesquisador emérito da Fiocruz Renato Cordeiro, e o neurocientista Sidarta Ribeiro.

O texto afirma que os governos petistas foram responsáveis por consolidar as bases para “o desenvolvimento científico e tecnológico” do país. “As sementes da igualdade germinaram e alimentaram as artes, a cultura e a cooperação internacional”, diz um trecho.

O governo de Jair Bolsonaro, por sua vez, foi classificado como uma gestão que alimenta “a ignorância contra a razão”. O documento dos cientistas ainda tece críticas a respeito da condução da pandemia de Covid-19, ressaltando que o atual presidente e seus apoiadores enfatizaram o uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à doença.

Justifica nossa manifestação o fato de que a política de seu Governo deu continuidade e consolidou, de 2003 a 2011, as bases para o desenvolvimento fraterno, educado, científico e tecnológico em nosso país. As sementes da igualdade germinaram e alimentaram as artes, a cultura e a cooperação internacional.

Condenamos o atual Governo por fomentar a ignorância contra a razão, devastar os ambientes e o viver juntos em nossa terra; por agredir o bom senso na grave pandemia da saúde; por tratar a Covid e suas vítimas com desprezo, estimulando o uso de terapias inócuas como a Cloroquina e a Ivermectina.

Muitas das 686 mil mortes poderiam ter sido evitadas se as indicações de cientistas e sanitaristas tivessem prevalecido ao terraplanismo das orientações de Governo.

Apoiamos a formação da ampla frente de forças políticas que Lula reuniu em torno de sua candidatura. A iniciativa está comprometida com a democracia e a igualdade e será importante para a implementação das políticas científica, tecnológica, de meio ambiente, educacional, de saúde e cultural do novo governo. Uma página repulsiva de nossa história será virada em 30 de outubro, mas não esquecida.Leia a íntegra do manifesto:

Manifesto da comunidade cientifica em apoio a Luis Inácio Lula da Silva-Lula

“Apoiamos a candidatura de Luis Inácio Lula da Silva para presidente do Brasil no segundo turno das eleições.

Personalidades que já deram apoio ao manifesto:

Ennio Candotti – Museu da Amazonia – MUSA
Renato Cordeiro – Fiocruz
Sergio Rezende – UFPE
Luiz Davidovich-UFRJ
Ricardo Galvão-USP
Maria Manuela Carneiro da Cunha – USP Univ Chicago
Samuel Goldenberg – Fiocruz
Ildeu Castro Moreira – UFRJ
Otavio Velho – Museu Nacional-UFRJ
Aldo Zarbin – UFPR
Sidarta Ribeiro – UFRN
Marilene Correa – UEA
Carlos Frederico Martins Menck- USP
Dora Selma Fix Ventura-USP
Debora Foguel – UFRJ
Isaac Roitman – UnB
Lucia Melo – UFPE
Marcelo Knobel – Unicamp
Moises Goldbaum – USP
Lucile Maria Floeter Winter- USP
Soraya Smaili, Unifesp
Silvia Batistuzzo – UFRN
Ana Maria Benko Iseppon – UFPE
Wilson Savino- Fiocruz
Antonio Carlos Campos de Carvalho-UFRJ
Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza- UFBA
Tania Cremonini Araujo Jorge – Rede Ciência e Arte
Ima Célia Guimarães Vieira – Museu Goeldi
Adalberto Fazzio – USP
Marcus Barros-UFAM
Reinaldo Guimarães – UFRJ
Celso dal Re Carneiro- Unicamp
Vanderlan Bolzani-UNESP
Kaline Coutinho- USP
Luís C. Muniz – FIOCRUZ
Lígia Bahia- UFRJ
Marta Barroso -UFRJ
Jose Vicente Tavares – UFRGS
Nilson Gabas – MPEG
Renato Ortiz – UNICAMP
Sergio Pereira Leite – UFRRJ
Diogo Lopes de Oliveira – UFCG
Nelson Pretto – UFBA
Maria José Carneiro – UFRRJ
Renato A. Cavalcanti-Shiel – UFRGS
Leonilde Servolo de Medeiros – UFRRJ
Valter Lúcio de Oliveira – UFF
Israel Felzenszwalb-UERJ
Leticia de Oliveira – UFF
Nissin Moussatche- UFRJ
Clóvis Oliveira – UFMA
Julio Scharfstein-UFRJ
Angela Hampshire Lopes-UFRJ
Antonio Carlos de Souza Lima-UFRJ
Patrícia Birman-UERJ
André Furtado – Fiocruz
Bruno Lourenço Diaz- UFRJ
Bernardo Galvão de Castro Filho- Fiocruz
Sonia Fleury- Fiocruz
Euclides Ayres de Castilho-USP
Marco Aurelio Martins-Fiocruz
José Antônio Aleixo da Silva-UFPE
Giles Alexander Rae -UFSC
Estevão Rafael Fernandes, UNIR/UFMT
Antonio Jose Silva Oliveira -UFMA
Sônia Maria Simões Barbosa Magalhães Santos – UFPA
Luís Carlos Crocco Afonso – UFOP
Andréa Zhouri-UFMG
Volnei Garrafa -UnB
Carmen Rial – UFSC
Célia Maria de Almeida Soares-UFG
Jose Roberto Cardoso-USP
Cicero Cena – UFMS
Estevão Rafael Fernandes, UNIR
Rosa Acevedo Marín-UFPA
Maria Filomena Gregori-Unicamp
Carolina Arruda Freire- Unicamp
Cornelia Eckert – UFRGS
Carla Costa Teixeira – UnB
Anísio Brasileiro – UFPE
Cicero Rafael Cena da Silva – UFMS
Bela Feldman-Bianco -UNICAMP
Rosa Carmina Couto-UFPA
Sonia Barbosa dos Santos – UERJ
Ines Xavier Martins – UFERSA
Heloisa Buarque de Almeida- USP
Olival Freire-UFBA
Edna Castro-UFPA
Antonella Tassinari -UFSC
Cristiana Ferreira Alves de Brito-Fiocruz
Beatriz Kushnir -UFF
Luiz Claudio MIletti – UDESC
Maristela Pereira-UFG
Elita Scio- UFJF
Luciano Prado da Silva – UFRJ
Ricardo Verdum – ABA
Fabiano Freire Costa- UFJF
Antônia Ribeiro-UFJF
Pedro Fiori Arantes – Unifesp
Maria Angélica Minhoto- Unifesp
Paulo Terra – UFF
André Kipnis – UFG
Mônica Martins-UFRRJ
Rômulo Paes – Fiocruz
José Dilermando Andrade Filho-Fiocruz
Silvane Maria Fonseca Murta-Fiocruz
Simone Fonseca-UFG
Iris Roitman-UnB
Ana Claudia Peres Rodrigues -UFJF
Marilene Corrêa da Silva Freitas-UFA
Tulio Batista Franco-UFF
Sebastião Carlos Squirra-USP
Tânia Maria Baibich-UFPR
Carlos Frederico Duarte Rocha-UERJ
Raul Manhães de Castro UFPE
Joseli Lannes-Vieira-Fiocruz
Manoel Bezerra Campelo Neto-UFC
Antonia Pereira Bezerra-UFBA
Mauricio Monken-Fiocruz
Sulamita Klein-UFRJ
Gastão Coelho Gomes -UFRJ
José Carlos Maldonado-USP
Elisabeth Neumann – UFMG
Francisco Carlos Teixeira da Silva- UFRJ
Leda Regis – UFPE
Camila Ribas – Inpa
Ingo Wahnfried- Ufam
Jose Roberto Cardoso-USP
Frederico Garcia Fernandes – UEL
Lucia Hussak Van Velthem Sandra Amato – UFRJ
Elisangela Listado – IFSP
Ricardo Moreno – UNEB
Elias Nunes Dourado – UNEB
Pedro Camargo – IFMG
Fabrício Toscano – UFRJ
Silvio Canuto – USP
Leandro de Paula – UFRJ
Gabriela Barreto Lemos – UFRJ
Eduardo Gomes Neves – USP
Ana Vilacy Glaucio – MPEG”

Fonte: Portal IG- Com informações de Folha de S.Paulo - 10/10/2022


Governo Bolsonaro: Cartel do asfalto fraudou licitações de R$ 1 bilhão, aponta TCU

 

Cartel do asfalto fraudou licitações de R$ 1 bilhão no governo Bolsonaro, aponta TCU
Imagem ilustrativa | Foto: Divulgação / Prefeitura de Imperatriz

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) revela indícios da ação de um cartel de empresas de pavimentação em fraudes a licitações da estatal Codevasf que somam mais de R$ 1 bilhão no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.
 

A investigação da área técnica do TCU foi motivada por uma série de reportagens da Folha e constatou que um grupo de empresas agiu em conluio em licitações tanto na sede da Codevasf, em Brasília, como nas suas superintendências regionais, "representando um risco à própria gestão" da empresa pública.
 

O levantamento afirma que a construtora Engefort é a principal beneficiada do suposto esquema, vencendo editais com indícios de fraude que somam R$ 892,8 milhões.
 

Como revelou a Folha, a empreiteira maranhense dominou as licitações da estatal em 2021 e em parte delas usou a empresa de fachada Del, o que foi confirmado pelos técnicos do tribunal.
 

Para realizar o pente-fino, o TCU adotou como base um guia de combate a cartéis usado pelo Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Com isso, diz ter encontrado evidências de que as ações do cartel do asfalto envolveram propostas de fachada e combinação de rodízio entre as empresas.
 

A auditoria apurou que houve expressivo aumento do volume licitado, tanto em lotes como em recursos, mas ao mesmo tempo ocorreu redução da concorrência e uma diminuição abrupta do desconto médio nas licitações entre 2019 e 2021.
 

As situações mais graves foram detectadas no ano passado. Nas 50 licitações que venceu em 2021, a Engefort deu em média um desconto de apenas 1%, o que foge do padrão de mercados em que há competitividade normal.
 

Considerando todas as licitações realizadas pela Codevasf desde o primeiro ano do atual governo, o desconto médio despencou de 24,5% para 5,32% em três anos.
 

Mesmo admitindo a gravidade da situação, o ministro do TCU relator do caso, Jorge Oliveira, contrariou o parecer da área técnica do tribunal e não suspendeu o início de novas obras ligadas às licitações sob suspeita. Oliveira chegou ao TCU por indicação de Bolsonaro, de quem é amigo.
 

A Codevasf já é alvo de investigação da Polícia Federal, que diz ter encontrado indícios de corrupção na superintendência do Maranhão, com pagamento de R$ 250 mil a um gerente que foi alvo de operação no mês passado.
 

Também há duas semanas a Folha flagrou a Codevasf instalando cisternas às vésperas da eleição em residências marcadas com adesivos de propaganda do deputado federal Elmar Nascimento, líder da União Brasil na Câmara dos Deputados, após intermediação de um vereador aliado em Juazeiro (BA). Isso, segundo especialistas, configura uma situação de compra de votos.
 

Elmar foi responsável pela indicação do atual presidente da Codevasf, Marcelo Andrade Moreira Pinto.
 

A Codevasf é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que na maior parte do período investigado pelo TCU era comandado por Rogério Marinho (PL-RN). Neste mês Marinho assumiu a coordenação de campanha de Bolsonaro no Rio Grande do Norte após ser eleito senador pelo estado no último dia 2.
 

As publicações da Folha sobre as manobras licitatórias da Codevasf e a participação de empresa de fachada nas concorrências vencidas pela Engefort chamaram a atenção da área técnica do TCU, que resolveu analisar todas as disputas realizadas entre 2018 e 2021 pela Codevasf, somando cerca de R$ 4 bilhões.
 

"Diante de tais notícias, em abril de 2022, avaliou-se, no âmbito da SeinfraOperações, a existência de indícios de fraude à licitação nos certames de pavimentação", segundo a auditoria.
 

O trabalho foi realizado por duas áreas de fiscalização do TCU, a SeinfraOperações e a SeinfraUrbana, que esquadrinharam cada lance dado pelas empresas nas licitações e detalharam como foi a conduta combinada das firmas.
 

As licitações de asfaltamento da Codevasf são feitas de maneira online e por meio de uma forma simplificada chamada pregão eletrônico.
 

Os técnicos da corte apontaram que o esquema de conluio visto em 63 pregões da Codevasf, que totalizaram R$ 1,13 bilhão, teve como objetivo viabilizar vitórias principalmente da Engefort.
 

Segundo o relatório, 27 empresas participaram dessas licitações "apenas a cobrir a participação dessa empresa líder [Engefort], compondo o número de participantes dos certames a fim de dar aparência de concorrência", enquanto outras sete firmas entraram nas disputas "em troca de garantir a vitória em algumas poucas oportunidades".
 

Assim, ao todo 35 empresas são consideradas suspeitas de participarem do cartel e compõem um "grupo de risco" na avaliação dos técnicos.
 

O levantamento da corte ainda afirma que a atuação da construtora Del, revelada pela Folha em abril, servia para dar a aparência de que há concorrência nos editais.
 

"A ausência de funcionários, as estreitas relações com a Engefort, empresa que sempre participa das mesmas licitações, e a recusa em enviar propostas sempre que convocada, indicam que a Construtora Del é utilizada para auxiliar a viabilidade de licitações", de acordo com os auditores.
 

Os exames técnicos detalham, por exemplo, as fraudes do cartel em licitações em Minas Gerais e na Bahia.
 

"Nas licitações de Montes Claros [MG] verificam-se indícios de divisão de lotes, onde a Engefort venceu seus lotes com descontos quase sempre inferiores a 1% e outra(s) empresa(s) que participou da disputa se sagrou vencedora de um ou dois outros lotes, sempre com desconto também muito baixo", segundo a auditoria.
 

Já em concorrências em Bom Jesus da Lapa (BA), "a Engefort se sagrou campeã de todos os lotes com descontos entre 0,6% e 1,5%, embora em todos os casos houvesse pelo menos outras três ou quatro empresas participando dos certames".
 

Em sessão do TCU de quarta-feira (5), o ministro Oliveira disse que o suposto esquema consiste na "elaboração de propostas fictícias, a supressão de propostas e a combinação de rodízio entre as empresas".
 

Em seu voto escrito, ele reconheceu que "as questões trazidas pela equipe de fiscalização possuem inegável relevância e materialidade e merecem receber atenção".
 

Ainda assim, disse não estar convencido de que há elementos necessários para impedir novos contratos.
 

"Existem indícios da existência de conluio, mas não tenho a convicção de que esses elementos serão suficientes para demonstrar a existência de fraude em todos os certames listados e, menos ainda, da necessidade de paralisação ou mesmo anulação dos contratos", afirmou Oliveira.
 

Ex-policial militar do Distrito Federal, Oliveira trabalhou com Bolsonaro na Câmara dos Deputados e foi ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Indicado em outubro de 2020 pelo presidente ao TCU, o ministro tem articulado em favor de projetos de interesse do governo.
 

Codevasf e Engefort dizem cumprir lei e que não foram notificadas Procurada pela Folha, a Codevasf afirma que "os procedimentos licitatórios da instituição são realizados de acordo com leis aplicáveis, por meio do portal de compras do governo federal, e são abertos à livre participação de empresas de todo o país".
 

A estatal relata que ainda não foi notificada sobre a investigação do TCU e "a competência para conduzir investigações do gênero pertence a órgãos de fiscalização e controle, com os quais a companhia mantém postura de cooperação permanente".
 

A empresa Engefort nega que tenha liderado um cartel para fraudar licitações da Codevasf.
 

"Em todos os processos licitatórios que a Engefort participou e foi vencedora, o fez de forma regular, preenchendo os requisitos previstos no edital e cumprindo a lei, repudiando veementemente quaisquer alegações de indícios formação de cartel, conluio e fraude nos certames", afirma.
 

A construtora diz que desconhece o processo do TCU e que não foi citada para responder a questionamentos, "razão pela qual se abstêm de se manifestar sobre informações até então desconhecidas".
 

A empresa diz que não está respondendo a processo quanto aos contratos e não compactua com irregularidades.
 

Procurado, o TCU disse que a manifestação da corte sobre o tema já foi dada "por meio do acórdão aprovado em plenário e fundamentado pelo voto do ministro relator".


Fonte: FOLHAPRESS - 10/10/2022

Mundo: Rússia bombardeia Kiev, capital da Ucrânia; ataques deixam mortos

O pessoal do serviço de emergência atende ao local de uma explosão em 10 de outubro de 2022 em Kyiv, Ucrânia. As explosões desta manhã, que ocorreram pouco depois das 8:00, hora local, foram os maiores ataques desse tipo na capital em mesesEd Ram/Getty Images

A Rússia voltou a intensificar os ataques contra a Ucrânia, nesta segunda-feira (10/10). O governo ucraniano confirmou que explosões deixaram mortos e feridos em Kiev, capital do país.

De acordo com o Ministério do Interior da Ucrânia, oito pessoas morreram no ataque ao distrito central de Shevchenkivskyi e outras 24 ficaram feridas. No entanto, a polícia relatou números diferentes: cinco mortos e 12 feridos.

Em vídeo gravado em Kiev, o presidente da UcrâniaVolodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia premeditou bombardeios no país para provocar “pânico e caos” entre os ucranianos e teve como alvo a infraestrutura de energia do país.

“Eles querem pânico e caos, querem destruir nosso sistema de energia”, disse Zelensky. Ele ainda afirmou que os russos estão atacando porque “estão sem esperanças”.

Veja vídeo:

Segundo o governo da Ucrânia, a Rússia disparou ao menos 75 mísseis contra o país nesta segunda.

O governo diz que os ucranianos já estavam se preparando para a possibilidade de retaliação de Vladimir Putin, presidente russo, após uma explosão destruir a ponte que ligava a Rússia à Crimeia, no sábado (8), cortando rota importante de suprimentos.

Esse é o primeiro ataque a capital ucraniana após meses de confrontos.

Zelensky pediu que a população permaneça em abrigos. As ruas centrais da capital foram bloqueadas por membros da polícia.

Fonte:Metropoles - 10/10/2022

Se reeleito, Bolsonaro diz que irá colocar STF 'na linha'

Jair Bolsonaro no podcast neste domingo
Reprodução: youtube - 9/10/2022 - Jair Bolsonaro no podcast neste domingo

 "Eu peço a Deus uma reeleição, não por mim, é para botar quem está fora das 4 linhas da constituição para dentro. É impossível eu governar mais 4 anos com o Supremo agindo com ativismo judicial”, afirmou o chefe do Executivo neste domingo, em entrevista ao podcast Pilhado..

Bolsonaro também voltou a criticar o ministro do STF, Alexandre de Moraes . O presidente comentou novamente que não concordava com a quebra de sigilo de seu assessor pessoal, dada pelo ministro. 


Ainda, durante a entrevista, o presidente criticou o jornalista William Bonner , da TV Globo, afirmando que ele foi parcial durante a sabatina com os presidenciáveis na emissora antes do primeiro turno das eleições, dando mais oportunidade de fala ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .

Sobre o debate presidencial, Bolsonaro afirmou que o jornalista agiu como um "jurista" quando se dirigiu ao ex-presidente Lula.

"É vergonhoso, né. Primeiro, o sorteio. Pode ser que tenha sido isento. Fui o primeiro a falar [referindo-se ao debate]. Se fosse depois do Lula, complicava o negócio... Agora, o William Bonner se postou como um jurista. 'O senhor não deve mais nada à Justiça'... O cara foi condenado em três instâncias por unanimidade", afirmou. Como as condenações contra Lula foram anuladas e alguns dos crimes prescreveram, ele é juridicamente inocente", disse Bolsonaro.

Fonte: Portal IG - 10/10/2022