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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

R$ 5 milhões dados a Bolsonaro e Tarcísio por Vorcaro foram propina combinada com Kassab, diz portal

foto: reprodução



Revelações trazidas a público por uma apuração do Uol indicam que o enredo em torno do escândalo do Banco Master ganhou contornos explosivos de barganha política e repasses financeiros ilícitos. De acordo com as informações veiculadas pelo portal, os repasses que somam R$ 5 milhões efetuados durante a corrida eleitoral de 2022 para as campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) não passaram de pagamentos de propina pré-acordados, tendo como peça central de articulação ex-secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), que é atualmente o candidato a vice na chapa presidencial de Ronaldo Caiado (PSD).

A engrenagem do esquema, detalhada pelo ex-controlador da instituição financeira Daniel Vorcaro em suas tentativas de fechamento de colaboração premiada, segundo o Uol, funcionava a partir de acertos para preservar contratos estratégicos do grupo junto ao funcionalismo público paulista. A ferramenta em questão era o Credcesta, serviço de cartão consignado gerido pela PKL One Participações, braço empresarial vinculado ao ecossistema do Master, que obteve entrada no estado na gestão Doria/Rodrigo Garcia e demandava garantias de continuidade ante a iminente troca de comando no Palácio dos Bandeirantes.

Conforme a reportagem, a transação financeira formal foi operacionalizada por meio do empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que canalizou R$ 3 milhões para a disputa presidencial de Bolsonaro e R$ 2 milhões para a vitoriosa chapa de Tarcísio ao governo estadual. Vorcaro pontua nas tratativas que as cifras oficiais seriam apenas parte da negociação travada por seu sócio, Augusto Lima, com Kassab: a barganha totalizava um porcentual do faturamento líquido da operação e até R$ 10 milhões em repasses informais (caixa dois) destinados à composição política do PSD, além das doações devidamente registradas exigidas pelos interlocutores para atender compromissos partidários de coligação.

Apesar da gravidade e da reiteração do depoimento em três versões de propostas de delação rejeitadas pelos órgãos de investigação por falta de elementos inéditos de prova, todos os citados negam veementemente as acusações. Em manifestação pública reproduzida pelo portal, Kassab classificou o relato como uma narrativa desprovida de lastro fático, assegurando jamais ter tratado de repasses ou do Credcesta com os envolvidos. Na mesma linha, a defesa de Tarcísio de Freitas reiterou a regularidade da prestação de contas eleitoral de 2022, ressaltando a ausência de relação do governador com o doador ou com o banqueiro, além de frisar que os cadastros de instituições de crédito consignado no estado seguem ritos impessoais de credenciamento público sem repasse de verbas do Tesouro.


fonte: REVISTA FÓRUM - 03/09/2026 18h:18

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Política: O rastro de dinheiro que liga Israel, o argentino Cerimedo e a família Bolsonaro

                                Foto:reprodução


As investigações sobre a atuação do marqueteiro político Fernando Cerimedo, preso na Bolívia e investigado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheiraa, revelaram uma dimensão que vai muito além das fábricas de bots e da fatídica live contra as urnas eletrônicas brasileiras na tentativa de golpe de 2022.

Cerimedo integra uma rede internacional de tecnologia, comunicação política e mobilização da nova direita que tem, em um de seus principais núcleos, uma operação financiada pelo Estado de Israel.

A conexão passa pelo americano Brad Parscale, estrategista digital de Donald Trump, e chega à América Latina por meio de empresas e plataformas utilizadas por Cerimedo.

Parscale ganhou notoriedade como responsável pela estratégia digital da campanha de Trump em 2016 e comandou a campanha de reeleição do republicano em 2020 durante as primárias. Atualmente, está à frente da Clock Tower X, empresa que mantém um contrato milionário para uma operação de comunicação em favor de Israel.

Documentos registrados nos Estados Unidos mostram que o acordo chegou a US$ 46,5 milhões. A operação inclui publicidade, produção de conteúdo e estratégias digitais, mas tem um objetivo particularmente incomum: criar sites e conteúdos capazes de influenciar o enquadramento de respostas produzidas por sistemas de inteligência artificial. O contrato prevê explicitamente a criação de “sites e conteúdo” para produzir resultados de enquadramento em conversas com sistemas de inteligência artificial, focando em uma campanha de PR para alterar respostas do ChatGPT sobre o estado de Israel.

A rede criada pela Clock Tower X chegou a reunir diversos sites que aparentam ser veículos ou organizações independentes, mas são registrados como materiais distribuídos em nome do Estado de Israel.

O argentino mantém uma parceria empresarial com Parscale e passou a representar na América Latina ferramentas como Campaign Nucleus e EyesOver, associadas à infraestrutura tecnológica do americano. O próprio Cerimedo afirmou que Parscale forneceu a infraestrutura sobre a qual trabalha.

A estrutura foi utilizada em campanhas da direita latino-americana, incluindo as de Javier Milei, na Argentina, Rodrigo Paz, na Bolívia, e Nasry Asfura, em Honduras.

A relação com o Brasil vem de antes. Cerimedo afirma ter trabalhado para Jair Bolsonaro em 2018 e, em 2022, tornou-se um dos principais propagadores de alegações falsas sobre supostas fraudes nas urnas eletrônicas brasileiras. A operação ajudou a alimentar a mobilização bolsonarista contra o resultado das eleições. Já neste ano, Cerimedo participou de uma live ao lado de Eduardo Bolsonaro para tratar de urnas eletrônicas e fomentar as narrativas da extrema direita no Brasil.

A outra ponta da conexão aparece em 2026. Em junho, Flávio Bolsonaro participou, em Buenos Aires, de uma conferência organizada pela Israel Allies Foundation e pela American Friends of Isaac Accords, voltada ao fortalecimento das relações entre Israel e América Latina.

No evento, o senador prometeu, caso eleito presidente, transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e aprofundar a aproximação entre os dois países.

A conferência reuniu parlamentares de 14 países e promoveu os chamados Acordos de Isaac, iniciativa de aproximação regional com Israel defendida pelo governo de Javier Milei e apoiada pelas duas organizações.

O movimento também aparece em outros governos da nova direita latino-americana. Milei, Rodrigo Paz e Nasry Asfura tiveram atuação documentada de Cerimedo em suas campanhas ou estruturas políticas. Ao mesmo tempo, os três promoveram aproximações com Israel.

Asfura, por exemplo, encontrou-se com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em janeiro e afirmou querer reconstruir a relação entre Honduras e Israel.

Israel financia uma operação internacional de comunicação comandada pela empresa de Parscale; Parscale mantém uma parceria empresarial e tecnológica com Cerimedo; Cerimedo possui uma trajetória documentada de atuação junto à família Bolsonaro e a outros governos da nova direita latino-americana; e, paralelamente, a família Bolsonaro estreita seus vínculos com organizações que promovem a aproximação política entre Israel e a direita do continente.

Não há como afirmar que os US$ 46,5 milhões pagos à operação de Parscale, sócio de Cerimedo, tenham sido repassados ao marqueteiro ou à família Bolsonaro.

Mas é possível afirmar que existe é uma rede transnacional que conecta Washington, Tel Aviv e a extrema direita latino-americana por meio de tecnologia, comunicação política, dados, campanhas eleitorais e organizações de aproximação com Israel. E Fernando Cerimedo está no olho deste furacão.


Fonte: REVISTA FÓRUM/REPRODUÇÃO - 27/08/2026 21h:50

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Argentina: .Cerimedo usou robôs na campanha de Bolsonaro em 2022 e agora promete ‘lutar’ por Flávio, diz ex-esposa


                                                     foto:reprodução


O  consultor político argentino Fernando Cerimedo, preso sob a acusação 

 de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, a advogada Nadia Beller, usou robôs para influenciar os algoritmos das redes sociais para promover a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e agora “prometeu” lutar por Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com Nadia. 


Em entrevista à Folha de S. Paulo nesta terça-feira (25), Nadia comentou sobre a influência de Cerimedo, aliado de Eduardo Bolsonaro (PL), nas eleições na América Latina, inclusive no Brasil. O consultor está preso desde o dia 18 de acusado de ter ordenado o assassinato de Nadia, que está grávida. 

Segundo Nadia, Cerimedo, que já admitiu ter usado robôs em campanhas eleitorais da extrema direita na América Latina, utilizou a sua estrutura para favorecer Bolsonaro em 2022 “Pelo que entendi, foi essa campanha. Ele me disse que foi isso”, relatou ela, quando questionada se a atuação de Cerimedo no Brasil foi durante a última eleição presidencial. 

A ex-companheira ainda acrescentou que a estrutura de robôs também foi utilizada em Honduras, no Chile, na Bolívia e na Argentina. Em 2023, Cerimedo trabalhou na campanha do presidente Javier Milei. No mesmo ano, ele admitiu, em entrevista ao jornal argentino La Nación, o uso de contas automatizadas para influenciar os algoritmos das redes. “O serviço dos ‘trolls’ não é usado para fazer política, e sim para interferir nos algoritmos”, afirmou. “Com os ‘trolls’, criamos essa relevância artificial. O algoritmo a detecta e conseguimos que mais pessoas vejam a postagem”, disse à época. 

Em uma operação feita em propriedades ligadas a Cerimedo, investigadores encontraram mais de US$ 40 mil (R$ 206 mil) e uma minifazenda de robôs, que operavam em uma que envolve uma série de dispositivos digitais usados de forma automatizada e coordenada para ampliar, artificialmente, determinado conteúdos nas redes sociais.“Eu nunca fui a esse lugar, mas ele me contouque era por meio de inteligência artificial que as contas eram sincronizadas em tempo real. Elas podiam até mesmo não repetir palavras, enviar mensagens diferentes, fazer publicações, comentários, inundar as redes sociais e segmentar de acordo com o público”, afirmou Nadia à Folha. 

Ela ainda acrescentou que essa estrutura tem capacidade de derrubar perfis.”Se seu perfil incomodasse alguém, eles faziam várias denúncias até que sua conta fosse desativada”, disse.

Cerimedo ‘prometeu’ 

ajudar Flávio Bolsonaro

Nadia ainda relatou que Cerimedo prometeu ajudar Flávio Bolsonaro durante a campanha deste ano à presidência. Ela afirma que questionou o consultar se o filho de Jair Bolsonaro tinha alguma chance de vencer, e que ele teria respondido que iriam “lutar”. 

“Ele me disse que estava difícil, mas que elesiriam lutar. Esse foi o único comentário que ele fez para mim”, disse. Questionada se Cerimedo quis afirmar, com isso, se ajudaria Flávio, ela completou: “Foi o que entendi na hora, que eles iam tentar. Isso foi logo que a candidatura foi anunciada. Eu perguntei: ‘E ele tem alguma chance?’ Ele respondeu: ‘Hummm, vamos lutar'”.

Fonte: Revista Fórum - 26/08/2026 


sexta-feira, 10 de julho de 2026

DF: Porque o TRE-DF bloqueiou bens de ex-esposa de Bolsonaro


J                                                                        Justiça Eleitoral bloqueia bens de ex-esposa de Jair Bolsonaro -foto:reprodução
                                                          


A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 227,6 mil de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por débitos eleitorais. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) é referente à omissão na prestação de contas durante a campanha dela para deputada federal nas eleições de 2022.

Ana Cristina entrou no radar da Justiça eleitoral em 2022, após omitir a origem de recursos que recebeu durante a campanha. Àquela época, a campanha da então candidata informou ter arrecadado R$ 303 mil, mas apenas parte do valor teve origem e empenho detalhados por Ana Cristina.

De acordo com o TRE-DF, ela não prestou contas sobre R$ 134.482,77 de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) que recebeu durante a campanha eleitoral.

Assim, há inconsistência nos valores pagos com dinheiro do FEFC, entre contratação de cabos eleitorais e militância, alimentação, combustível, criação de páginas na internet, impulsionamento de conteúdo, locação de bens e prestação de serviços de terceiros.

Em vários casos, segundo a decisão, havia documentação incompleta, ausência de nota fiscal, ausência de contrato, ausência de comprovante da entrega do serviço e também ausência de demonstração da finalidade eleitoral com as despesas.

O acórdão cita ainda alguns exemplos. Entre eles o gasto de R$ 3 mil em combustível, sem comprovação de vínculo com veículos da campanha. Há ainda menção a R$ 35.150 pagos à fornecedora Vyvian R. Cunha Gusmão para atividades de militância, sem elementos que comprovassem a efetiva prestação do serviço.

A mãe de Jair Renan Bolsonaro, o filho 04 de Jair Bolsonaro (PL), chegou a ser intimada em diversas ocasiões para prestar esclarecimentos sobre o empenho dos recursos, mas não compareceu em nenhuma das oportunidades.

Na decisão assinada pelo desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega, ele determina uma série de medidas para localizar patrimônio caso os recursos financeiros para quitar os débitos não sejam localizados. São elas:

  • pesquisa de veículos via Renajud;
  • consulta às declarações de Imposto de Renda e informações imobiliárias via InfoJud;
  • se houver imóveis, registro de indisponibilidade na CNIB para impedir a venda; e a
  • inscrição da devedora no cadastro de inadimplentes por meio do SerasaJud.

O que ocorre quando o candidato não presta contas

Deixar de prestar contas de campanha impede que o candidato obtenha a certidão de quitação eleitoral por pelo menos quatro anos, ou até que regularize a situação.


Fonte: Carine Souza/Metrópoles - 10/07/2026



quarta-feira, 6 de maio de 2026

SP: MPE aponta doadores mortos e suspeita de laranjas na última campanha de Tarcísio



Marcelo Camargo/Agência Brasil





 A prestação de contas da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo em 2022 reúne uma série de inconsistências apontadas pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo, incluindo doação atribuída a uma pessoa já falecida, repasses feitos por doadores com renda incompatível e despesas milionárias sem comprovação suficiente.

Os apontamentos constam em representação formal apresentada à Justiça Eleitoral com base no artigo 30-A da Lei nº 9.504/97, que trata da captação e do uso ilícito de recursos em campanhas eleitorais. No documento, a Procuradoria Regional Eleitoral sustenta que as irregularidades podem, em tese, levar à cassação do diploma dos eleitos.

A peça é direta ao tratar da dimensão do problema. Segundo o Ministério Público Eleitoral, “o candidato não comprovou a regularidade de despesas eleitorais contraídas em montante superior a vinte e cinco milhões de reais”, grande parte quitada com recursos públicos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.

De acordo com a representação, o total de irregularidades alcança cerca de R$ 25,2 milhões, o equivalente a aproximadamente 67,5 por cento das despesas contratadas pela campanha.

Doação em nome de pessoa morta

Um dos pontos mais sensíveis citados no documento envolve uma doação de 600 reais atribuída a Tereza Akemi Nozaki Setoguchi. Segundo a Procuradoria, a suposta doadora constava no sistema de controle de óbitos.

Na avaliação do Ministério Público, o caso indica “possível arrecadação irregular” e levanta dúvidas sobre a origem real dos recursos utilizados na campanha.

Doadores com renda incompatível


Outro eixo da representação trata de doações feitas por pessoas com renda incompatível com os valores transferidos. Nomes como Regina Celia Procopio Grisi, Gardel Rodrigues do Amaral e José Ivelto Castagna aparecem como doadores de valores elevados, apesar de renda formal incompatível.

Para o Ministério Público Eleitoral, a situação pode caracterizar o uso de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

Na peça, o órgão aponta que esse tipo de prática compromete a transparência do financiamento eleitoral e pode configurar irregularidade grave.

“O recebimento de recursos provenientes de fontes vedadas é considerado inconsistência grave, que denota o financiamento da campanha com recursos ilícitos”, afirma o Ministério Público na representação.

Empresas sob suspeita


As inconsistências também atingem contratos firmados pela campanha. Um dos casos envolve a empresa Inove Administração Gestão e Participações em Serviços Médicos.

Segundo o Ministério Público, a empresa não teve a despesa devidamente comprovada e apresenta indícios de incompatibilidade operacional. Relatório citado na representação aponta que a sócia está inscrita no Cadastro Único de programas sociais, o que levanta dúvidas sobre a capacidade da empresa para prestar os serviços contratados.

Outro foco da investigação é a Beacon Comunicações Ltda., que concentrou a maior parte dos gastos da campanha.

Beacon concentrou mais de 65 por cento das despesas

A empresa recebeu 24 milhões 385 mil e 500 reais, o equivalente a 65,46 por cento do total de despesas da campanha.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a regularidade integral dos serviços prestados.

A representação aponta ausência de detalhamento adequado, contratos incompletos e descrição genérica das atividades.

“As irregularidades comprometeram a transparência e a fiscalização” dos recursos utilizados na campanha, afirma o Ministério Público.

Análise jurídica aponta gravidade e risco de cassação

Para a advogada e especialista em direito eleitoral Maíra Reccia, o artigo 30-A da Lei das Eleições trata diretamente da captação e da destinação ilícita de recursos financeiros em campanhas.

“O artigo 30-A fala da captação e ou destinação ilícita de recursos financeiros na campanha. A consequência, via de regra, é cassação”, afirmou.

Segundo ela, trata-se de uma conduta de alta gravidade dentro do sistema eleitoral.

“É uma conduta grave. A gente tem que analisar esses casos sob a ótica da gravidade e da má-fé, porque a consequência é também de extrema gravidade”, explicou.

A advogada destaca que, em situações como essa, o impacto pode atingir diretamente o mandato.

“Pode haver cassação do diploma. No caso de quem já está no exercício do mandato, é a cassação do diploma”, disse.

Maíra Reccia também ressalta que a legislação busca preservar a igualdade entre os candidatos.

“Essa legislação é importante porque tenta garantir a isonomia de condições entre os candidatos e coibir eventuais abusos”, afirmou.

Ela aponta ainda que casos envolvendo valores elevados e doações incompatíveis com a capacidade financeira dos doadores podem ser enquadrados como situações de extrema gravidade.

“Uma vez comprovada arrecadação ou gastos ilícitos dessa envergadura, com valores altos e doadores que eventualmente não tinham condições de contribuir, você pode estar diante de uma hipótese gravíssima”, avaliou.

Segundo a especialista, além do artigo 30-A, esse tipo de situação pode também ser analisado sob a ótica de abuso de poder econômico.

“Para além do artigo 30-A, também se discute abuso de poder econômico, que pode levar à cassação e à inelegibilidade”, completou.

Campanha também pagou esposa de aliado


Os apontamentos sobre as contas eleitorais se conectam a outro episódio envolvendo aliados do governador. A campanha de Tarcísio pagou 75 mil reais à jornalista Vanessa Mauri Campetti, esposa do deputado estadual Danilo Campetti, do Republicanos.

Danilo Campetti atuou próximo à campanha de 2022 e, posteriormente, assumiu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo. Entre as contratações feitas em seu gabinete está Mauricio Pozzobon Martins, cunhado de Tarcísio, que passou a atuar como assessor parlamentar.

Mauricio Pozzobon também prestou serviços à campanha eleitoral, tendo recebido 60 mil reais por atividades descritas como administração financeira.

TRE aprovou contas com ressalvas


Apesar dos apontamentos do Ministério Público Eleitoral, a prestação de contas da campanha foi aprovada com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em maio de 2023.

Na ocasião, foi determinado o recolhimento de 613 mil 780 reais ao Tesouro Nacional por irregularidades no uso de recursos públicos.

O caso seguiu para o Tribunal Superior Eleitoral, que manteve a aprovação com ressalvas, aplicando critérios de proporcionalidade.

Governo se manifesta


Procurada, a assessoria de comunicação do governador afirmou que a campanha contou com mais de 600 doadores e foi conduzida com total respeito às leis eleitorais.

Segundo a nota, a prestação de contas foi analisada e aprovada pela Justiça Eleitoral sem qualquer pendência.

A legislação eleitoral prevê que, comprovada a captação ou o gasto ilícito de recursos, pode haver cassação do diploma do candidato eleito.



Fonte: ICL NOTÍCIAS - 06/05/2026

domingo, 5 de abril de 2026

Bolsonaristas descobrem dívidas de até R$ 15,5 milhões em multas por bloqueio de rodovia em 2022

                                                 bloqueio na Dutra em novembro/22 -foto:reprodução/Twitter


Centenas de bolsonaristas descobriram recentemente que estão endividados até o pescoço por causa dos bloqueios antidemocráticos em rodovias contestando o resultado das eleições de 2022, vencidas por Lula.


Não é pouca coisa: são multas que vão de R$ 100 mil a R$ 15,5 milhões, aplicadas tanto a pessoas físicas quanto a empresas de transporte. O valor mínimo é para interdições de até uma hora, com incremento de R$ 100 mil a cada hora adicional de infração e para cada veículo de um mesmo proprietário. Informações do colunista Lauro Jardim de o Globo.

terça-feira, 3 de março de 2026

Nikolas diz que não 'sabia quem era o dono do jatinho que viajou' para pedir votos para Bolsonaro em 2022 em pelo menos 9 Estados e no DF


                                            foto:reprodução/redes sociais

 


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) confirmou à coluna nesta terça-feira (3/3) ter usado um jatinho do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para fazer campanha eleitoral para o então presidente Jair Bolsonaro em 2022.

À coluna, Nikolas afirmou que viajou na aeronave sem saber que ela pertencia a uma empresa da qual Vorcaro era um dos donos. O deputado lembrou ainda que as viagens foram feitas quando ainda não havia suspeita contra o Master.

“Nem sabia quem era o cara. Na época, não tinha suspeita pra ir atrás. Foi há 4 anos”, disse Nikolas. “Eu entro em um monte de avião que eu não sei qual o dono para ir para palestra. Aí o cara faz merda, e o culpado sou eu?”, emendou.

Nikolas afirmou que tem coisas que não dá para prever ou adivinhar. “Ele (Vorcaro) tinha 20% do Galo (Atlético Mineiro). Imagina o Hulk (atual atacante do time) responder porque ele era dono do time”, declarou o deputado.

As viagens de Nikolas no jatinho de Vorcaro foram reveladas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a reportagem, ele usou a aeronave para fazer campanha para Bolsonaro em pelo menos nove estados e no DF.

O jato, de acordo com a matéria, foi usado nos deslocamentos da caravana “Juventude pelo Brasil”, liderada por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha. O objetivo era buscar votos para Bolsonaro.

Conforme revelado por Malu Gaspar, oficialmente o jatinho está no nome do grupo Prime You. A empresa também é dona de outras aeronaves de Vorcaro e de outros bens do banqueiro. Entre eles, uma mansão em Brasília.

Em outubro de 2022, durante as viagens de Nikolas no jatinho, Vorcaro ainda era dono da empresa junto com Maurício Quadrado. A sociedade só foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Master.

fonte:Igor Gadelha/METROPOLES - 03/03/2026




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

TSE: Analistas veem "doador fantasma" em conta de Bolsonaro da campanha de 2022


                                               foto:reprodução

A equipe de analistas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta, em relatório, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu doações para a campanha de 2022 provenientes de CPFs de doadores já mortos, os chamados “doadores fantasmas”.


Os dados constam de documento encaminhado ao ministro Antonio Carlos Ferreira, relator do processo de prestação de contas de Bolsonaro.

Ao todo, os analistas indicam que R$ 94 mil devem ser recolhidos ao Tesouro Nacional em razão de irregularidades nas receitas da chapa formada pelo ex-presidente com o general Walter Souza Braga Netto.

Parte dessas inconsistências envolve um montante específico de R$ 6.476,99. Desse total, R$ 6.132,00 partiram de um único CPF, vinculado a Damião de Araújo Silva, já falecido, cuja situação cadastral consta como “cancelada por óbito sem espólio” desde 2018.

As doações em nome de Damião ocorreram no intervalo de sete dias após o primeiro turno das eleições de 2022, somando cinco contribuições de R$ 1.022,00 cada — referência ao número 22 do Partido Liberal, legenda de Bolsonaro.

resposta, do filho, que os valores teriam origem no patrimônio do espólio, como forma de homenagem ao pai, que era apoiador de Bolsonaro.

Apesar disso, conforme constatou a coluna, o apoiador — natural do Amapá — nem sequer chegou a votar nas eleições de 2018, quando Bolsonaro disputou pela primeira vez a Presidência, pois morreu meses antes do pleito. À época, o então candidato Bolsonaro usava o número 17 nas urnas. A coluna procurou a família, mas não obteve resposta.


Fonte:  Manoela Alcântara/Metrópoles - 18/02/2026


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Judiciário: Jovem Pan é condenada e terá que pagar valor milionário por divulgar fake news nas eleições de 2022

 


                                       foto: reprodução/Redes Sociais

A Justiça Federal em São Paulo condenou a Jovem Pan a pagar R$ 1,58 milhão por danos morais coletivos pela divulgação de desinformação e por incentivar discursos considerados antidemocráticos durante as eleições de 2022.

A sentença, da 6ª Vara Cível Federal, atende a uma ação movida pelo Ministério Público Federal e pela União. A juíza Denise Aparecida Avelar afirmou que a emissora extrapolou os limites da liberdade de radiodifusão ao promover ataques a autoridades e instituições, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A decisão menciona declarações de comentaristas, especialmente do programa “Os Pingos nos Is”, que, após o segundo turno, ampliaram discursos de insurreição e defenderam a possibilidade de intervenção militar.

Segundo o MPF, desde os primeiros meses de 2022 foram feitas afirmações repetidas sobre suposta insegurança das urnas eletrônicas e impossibilidade de auditoria, alimentando dúvidas sobre o processo eleitoral.

Para a magistrada, a emissora não buscou estimular debate crítico, mas adotou um viés que alimentou descrença no sistema eleitoral e no regime democrático. Ela escreveu que a metodologia identificada “evidencia uma forma pretensiosa e grave de manipulação da liberdade de radiodifusão”, agravada pelo contexto político do período.

O pedido de cassação das outorgas de radiodifusão foi negado, por ser considerado uma medida extrema. Procurada, a Jovem Pan disse que não comenta assuntos internos ou questões judiciais.


Fonte: Bocão News - 01/12/2025

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

SP: Cunhado dono do Banco Master tirou do próprio bolso R$ 2 milhões para financiar a candidatura de Tarcísio de Freitas em 2022


                                         foto:reprodução


As investigações envolvendo o Banco Master cercam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por duas frentes.

A primeira envolve Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco, Daniel Vorcaro. Ele foi o principal doador pessoa física da campanha de Tarcísio ao governo paulista. Tirou do próprio bolso R$ 2 milhões para financiar a candidatura.

A proximidade, porém, não se limita ao parentesco: Zettel é suspeito de participar das operações que inflaram o patrimônio do banco do cunhado.

A segunda frente diz respeito à privatização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo controle do volume de água do Rio Pinheiros e das represas Guarapiranga e Billings. Tarcísio vendeu a companhia no segundo ano de governo, com direito a foto posada e martelada — um gesto que virou marca da sua gestão privatista.

O Fundo Phoenix FIP arrematou a Emae por R$ 1,04 bilhão. Entre os cotistas está o empresário Nelson Tanure, investidor de referência do fundo. É aí que o Banco Master reaparece na história. Já privatizada, a Emae aplicou R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, que pertence ao conglomerado da instituição financeira.

Ou seja, o consórcio que levou a estatal paulista aplicou milhões no banco do cunhado do doador de Tarcísio. O valor equivaleria a 5,88% do ativo da empresa, segundo a própria Emae.

A operação só veio à tona após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro e Augusto Lima, ex-CEO do Master.

Agora, diante do desgaste crescente, Tarcísio tenta reverter a situação para evitar que seu governo — que se apresenta como vitrine da eficiência e da desestatização — seja pressionado justamente na área em que mais investiu para construir sua imagem política.

Ao Metrópoles, a Emae disse que o valor em CDBs ligados ao Banco Master não impacta a sua capacidade operacional, e que “mantém posição de caixa suficiente para fazer frente às suas obrigações e ao curso normal de seus negócios”.

Fonte: Andreza Matias/Metrópoles - 24/11/2025

terça-feira, 21 de outubro de 2025

STF: “Coisa bizarra”, diz Moraes sobre tentativa do PL de anular votos do 2º turno de 2022



                                             Foto:reprodução/Divulgação



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que a representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), pedindo a anulação de votos de urnas eletrônicas no segundo turno, é “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral” recebeu desde a sua criação.

Durante o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, Moraes ressaltou, em seu voto, que a representação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), à época, com base em um laudo técnico contratado pelo PL junto à empresa Voto Legal — então presidida pelo engenheiro Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, réu no processo — é “bizarra”.

“Aqui, uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral tenha recebido desde a sua criação. Após a derrota nas urnas, o PL apresentou uma representação eleitoral para realizar uma verificação extraordinária das eleições — obviamente com o intuito de ampliar a tensão social e a politização —, pedindo a anulação de metade das urnas”, afirmou o ministro.

Moraes prosseguiu: “A litigância de má-fé foi comprovada porque eles não queriam que fossem anuladas urnas com problemas, mas apenas os votos do candidato que venceu as eleições. Uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”, reiterou o magistrado.

Para o ministro, o episódio é “bizarro” porque o PL buscava anular apenas os votos dados a Lula, apesar de ter eleito governadores do próprio partido por meio do mesmo sistema eletrônico que agora questionava.


Fonte: METRÓPOLES - 21/10/2025

sábado, 6 de setembro de 2025

Eleições 2022: Empresa de agrotóxicos é condenada por assédio eleitoral: ‘Fui coagido a votar no Bolsonaro’



        foto:reprodução



 A Justiça do Trabalho condenou, em segunda instância, a empresa Iharabras S.A. Indústrias Químicas, conhecida como Ihara, ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos por assédio eleitoral. A decisão foi publicada no dia 29 de agosto de 2025, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), com sede em Campinas (SP), e reverte a decisão de primeira instância que negou a condenação. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A condenação da produtora de agrotóxicos decorre de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que apurou denúncias de coação e direcionamento político nas dependências da empresa, em Sorocaba (SP), durante o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022.

Segundo os autos, gestores da empresa organizaram um evento com funcionários no pátio da fábrica, durante o expediente, e distribuíram camisetas da seleção brasileira. Na ocasião, houve discursos com apelos à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia a decisão na íntegra.

“Fui coagido a votar no Bolsonaro”, afirmou um dos trabalhadores, em depoimento incluído no processo judicial.

Outro empregado relatou que ouviu de seu superior direto a seguinte pergunta: “A Ihara pode contar com você para derrotar os petistas?”.

Em e-mail incluído nos autos, um terceiro trabalhador relatou que “o teor do discurso foi de conscientização política, remetendo aos malefícios que um governo de esquerda poderia causar no agronegócio”. Segundo ele, “não houve, explicitamente, a orientação em voto para o candidato Bolsonaro, porém, foi um discurso bastante parcial a favor da continuação do governo Bolsonaro”.

Empresa de agrotóxicos

Registro do ‘ato cívico’ anexado aos autos (Reprodução)


7 de setembro

A Ihara alegou, em sua defesa, que o evento teve caráter cívico e estava vinculado à celebração do bicentenário da Independência do Brasil. A atividade foi realizada no dia 6 de setembro de 2022 e contou com a presença da banda sinfônica da Polícia Militar de Sorocaba.

Para o desembargador Maurício de Almeida, relator do caso, o evento extrapolou os limites de uma comemoração institucional e assumiu conotação político-partidária explícita:

“Tais práticas extrapolaram os limites de um suposto ato cívico que, aliás, nunca havia acontecido na empresa, transformando-se em um claro direcionamento político por parte da reclamada”, afirmou no voto.

De acordo com os relatos colhidos pelo MPT, os trabalhadores foram advertidos no discurso a “prestarem atenção em quem deveriam votar” e orientados a manter como estava, “porque seria bom para nós”.

O Ministério Público destacou ainda que a conduta empresarial violou garantias constitucionais e convenções internacionais, como a Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe discriminação por opinião política no ambiente laboral.

O convite enviado pela Ihara aos trabalhadores (Reprodução)

Justiça impõe medidas e indenização de R$ 1 milhão

Além da indenização por danos morais coletivos, a decisão judicial impõe uma série de obrigações de fazer e não fazer à empresa. A Ihara deverá:

  • Abster-se de realizar eventos de conotação política em suas dependências;
  • Não coagir, advertir ou induzir trabalhadores em razão de sua orientação política;
  • Divulgar comunicado oficial garantindo a liberdade de posicionamento dos empregados;
  • Pagar multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento, com destinação ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

O descumprimento dessas obrigações poderá gerar novas sanções judiciais.

MPT e TSE reforçam combate ao assédio eleitoral

Nas eleições de 2022, o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, recebeu do Ministério Público do Trabalho um relatório sobre o assédio eleitoral com registro de 3.206 denúncias, a expedição de 1,4 mil recomendações, 300 termos de ajuste de conduta e 80 ações civis pública.

Segundo dados apresentados pelo MPT nos autos, somente no interior paulista, o MPT atuou em 38 termos de ajustamento de conduta (TACs), além de ajuizar oito ações judiciais e emitir 104 notificações recomendatórias em 2022.

“A Constituição Federal e a legislação trabalhista e eleitoral asseguram expressamente a liberdade de consciência e de orientação política por parte dos empregados. Portanto, o empregador deve assegurar tratamento justo e imparcial aos trabalhadores, impedindo qualquer forma de discriminação por opinião política”, afirmou o procurador Gustavo Rizzo Ricardo, responsável pelo inquérito.

Para fortalecer a fiscalização e repressão a esse tipo de prática, o MPT firmou um acordo de cooperação técnica com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Empresa nega infração

A Ihara afirmou, em nota enviada ao “Brasil de Fato”, que a decisão judicial ainda não é definitiva e que o processo segue em tramitação. A empresa disse confiar que o Judiciário reconhecerá que não houve infração.

Reiterou que o evento realizado em setembro de 2022 foi um ato cívico em alusão à Independência do Brasil, tradição que, segundo a nota, ocorre há anos na empresa, e contou com a participação da banda sinfônica da Polícia Militar de Sorocaba.

A empresa destacou ainda que a participação dos funcionários foi espontânea, sem caráter obrigatório, e negou ter havido indução ou coação de voto, dizendo respeitar a liberdade e o direito democrático de escolha de cada colaborador.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 06/09/2025