• Praça do Feijão, Irecê - BA

domingo, 5 de março de 2023

Governo Bolsonaro fez 7 tentativas para ex-presidente e Michelle ficarem com joias de R$ 16,5 milhões

                                          foto:reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a sua equipe de governo manobraram ao menos sete vezes para reaver as joias de R$ 16,5 milhões, presente da ditadura da Arábia Saudita para a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro. A informação é do Estadão. Reportagem mostra que militares e três ministérios foram usados para reaver os diamantes.

As investidas do governo foram no sentido de reverter a apreensão das joias feita pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, quando estavam na mochila de um assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em outubro de 2021.

Veja abaixo de que formas a estrutura do governo foi utilizada para reaver as joias, segundo informações do jornal Estadão:

1) A entrada ilegal das joias – nada a declarar

No dia 26 de outubro de 2021, o então ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, e seu assessor Marcos André Soeiro desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos do voo 773, proveniente da Arábia Saudita. O assessor trazia na mochila o estojo com as joias (um colar, um par de brincos, um anel e um relógio) para o casal Bolsonaro, acompanhadas de um certificado de autenticidade da marca Chopard.

Ele fez a primeira tentativa de entrar com as joias ilegalmente no País. O militar optou pela saída “nada a declarar” para deixar a área do aeroporto sem registrar a posse dos bens estimados em R$ 16,5 milhões, infringindo a legislação. A manobra foi frustrada. Os servidores da Receita pediram para conferir a bagagem logo que ele passou pelo raio-X. Com a descoberta, os diamantes foram apreendidos.

2) A carteirada

O ministro e o servidor estavam representando o governo brasileiro na reunião de cúpula “Iniciativa Verde do Oriente Médio”, realizada na capital daquele país.

Com a apreensão das joias, o ministro volta para a área restrita do aeroporto, mesmo após ter passado pela alfândega, o que geralmente não é permitido, e faz a segunda tentativa de entrar com as joias no País. Ele alegou que era um presente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ex-ministro repetiu a mesma versão ao Estadão, acrescentando que o relógio era para o ex-presidente, em entrevista na sexta-feira, 03.

No ato de apreensão, foi dada ao almirante a opção de declarar que se tratava de um presente de um governo para outro, mas o ministro não aceitou. Se o fizesse, as joias seriam tratadas como propriedade do Estado brasileiro e liberadas.

3) A pressão sob a Receita 1

O Ministério das Relações Exteriores é acionado pelo presidente Bolsonaro e pede no dia 03 de novembro de 2021 à Receita para que tomasse “providências necessárias para liberação dos bens retidos”. Neste momento, após reiteradas negativas da Receita, o governo começa a mudar a versão e dizer que as joias era para o acervo, sem especificar qual.

Considerando a condição específica do Ministro —representante do Senhor Presidente da República; a inviabilidade de recusa ou devolução imediata de presentes em razão das circunstâncias correntes; e os valores histórico, cultural e artístico dos bens ofertados; faz-se necessário e imprescindível que seja dado ao acervo o destino legal adequado”, diz o ofício do Itamaraty ao qual o Estadão teve acesso.

Em resposta, a Receita volta a informar que só seria possível fazer a retirada mediante os procedimentos de praxe nestes casos, com quitação da multa e do imposto devidos.

4) A pressão sob a Receita 2

No mesmo dia 03 de novembro de 2021, o gabinete do então ministro Bento Albuquerque reforça a pressão sobre a Receita em mais uma tentativa para conseguir colocar as mãos nas joias e entregá-las a Bolsonaro.

Em ofício, pede “liberação e decorrente destinação legal adequada de presentes retidos por esse Órgão”. Em combinação com o Itamaraty, o ex-ministro também passa a usar que a versão que a destinação seria para o acervo, sem dizer para o qual.

5) A pressão sob a Receita 3

No fim do mandato de Bolsonaro, o então secretário da Receita Federal, Julio Cesar Viera Gomes, entra em campo para liberar o material, no dia 28 de dezembro de 2022.

O secretário envia ofício para a área de alfândega do órgão em São Paulo em que pede a liberação.

Os servidores do órgão, que têm autonomia, responderam novamente que só liberariam as joias mediante pagamento do imposto.

6) O gabinete de Bolsonaro

Em 28 de dezembro de 2022, após seis tentativas frustradas, o próprio Bolsonaro entra em ação. O ex-presidente envia um ofício ao gabinete da Receita Federal para solicitar que as pedras preciosas fossem destinadas à Presidência da República, em atendimento ao ofício da “Ajudância de Ordens do Gabinete Pessoal do Presidente da República”.

Novamente, o pedido é negado.

Por determinação de Bolsonaro, um funcionário do governo pega um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) e desembarca no aeroporto de Guarulhos, dizendo que estava ali para retirar as joias. “Não pode ter nada do (governo) antigo para o próximo, tem que tirar tudo e levar”, argumentou o militar, segundo relatos colhidos pelo jornal.

A justificativa do enviado de Bolsonaro contraria a versão do ex-presidente, que, após a revelação da reportagem, passou a dizer que as joias seriam para o acervo oficial.

O Estadão localizou a solicitação à FAB para levar o chefe da Ajudância de Ordens do Presidente da República, primeiro-sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva. O documento dizia que a viagem de Silva era “para atender a demandas do Senhor Presidente da República naquela cidade”, com retorno “em voo comercial no trecho Guarulhos para Brasília”.

Em nenhum momento, durante a troca de comunicações e mensagens entre os órgãos públicos, Bolsonaro disse que as joias eram para o acervo da Presidência. O caso também nunca foi divulgado pelo governo anterior. Só veio a público com a reportagem do Estadão.

Fonte: DCM/REPRODUÇÃO 05/03/2023

Deputada usa foto com empregadas para dizer que gosta de negras

                                              
Reprodução/Twitter 05.03.2023 A deputada estadual Abigail Cunha (PL) apagou a publicação após as críticas


A deputada estadual Abigail Cunha (PL) postou uma foto nos stories de seu Instagram com duas empregadas para justificar críticas de que ela não gostaria de mulheres negras. A publicação foi apagada após a parlamentar ser criticada pela foto.

“Para quem anda dizendo que não gosto das mulheres negras. Puro preconceito, as donas da minha casa são negras e são mulheres de batalha e verdadeiras”, escreveu Abigail na foto em que aparece ao centro junto com as mulheres. A parlamentar foi nomeada recentemente como secretária da Mulher no Estado do Maranhão, pelo governador Carlos Brandão (PSB).

Internautas se manifestaram no Twitter sobre a postagem de Abigal, apontando racismo  na publicação. 

"Depurada bolsonarista Abigail Cunha (PL do Maranhão) tentando provar que não é racista após sofrer acusações. Ela deletou o post 5 minutos depois, mas vamos expor aqui. 'Não sou racista, minhas empregadas que limpam meu banheiro e cozinham pra mim são negras'", escrevu uma mulher.

Outro, enfatizou que Abigail expôs publicamente as empregadas: "Abigail Cunha expôs publicamente suas empregadas domésticas negras em uma foto, o que constitui crime de racismo ."

Mais um internauta escreveu em tom de ironia: "Dos criadores de 'não sou racista' vem aí 'tenho até empregadas que são', estrelando Abigail Cunha, deputada estadual pelo PL do Maranhão". Além de deletar o story, a congressita desativou os comentários em suas postagens mais recentes no Instagram.

Recibo mostra que outro pacote de joias enviado por sauditas a Bolsonaro foi entregue à Presidência

                                               foto:reprodução


Conjunto encaminhado em 2021 inclui relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário. Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL de hoje(5) em reportagem assinada pelos jornalistas Julio Wiziack e Marcelo Rocha.

CLIQUE AQUI: 

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2023/03/recibo-mostra-que-outro-pacote-de-joias-enviado-por-sauditas-a-bolsonaro-foi-entregue-a-presidencia.shtml 

sábado, 4 de março de 2023

Bahia: Gigante chinesa entra em acordo e assumirá fábrica fechada da Ford em Camaçari



                                           Entada da antiga fábrica da Ford em Camaçari -foto:reprodução


A última fábrica da Ford no Brasil que ainda estava sem destino terá um novo dono. E ele é chinês. A BYD, maior fabricante de carros elétricos do mundo, entrou em acordo com a marca norte-americana e assumirá o Polo Automotivo de Camaçari, região metropolitana de Salvador.,

Com anúncio oficial programado para o próximo mês pela presidência da empresa multinacional. Veja o vídeo no site UOL/Youtube com o comentário do jornalista de Jorge Moraes acima.

Receita Federal aciona MPF para apurar joias trazidas ilegalmente por Bolsonaro

www.brasil247.com -

(Foto: Reprodução)



 247 -  A Receita Federal acionou o Ministério Público Federal (MPF) para apurar o caso das joias trazidas ilegalmente pelo governo Jair Bolsonaro (PL). De acordo com reportagem do Metrópoles, a representação somente será processada pelos sistemas do MPF a partir de segunda-feira (6).

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) também apresentou uma notícia-crime pedindo que o Ministério Público Federal investigue o caso.

A parlamentar pede que o MPF investigue Bolsonaro, Michelle e o ex-ministro Bento Albuquerque pelo crime de corrupção passiva.

O governo de Jair Bolsonaro (PL) tentou reaver um conjunto de joias e relógio que podem ter sido adquirido através de propina, oficialmente registrado como um presente pelo governo da Arábia Saudita, sob a alegação de que os objetos seriam analisados para incorporação "ao acervo privado do Presidente da República ou ao acervo público da Presidência da República".

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro fez oito tentativas de ficar com a propina de R$ 16 milhões da Arábia Saudita.

Fonte:BRASIL 247 -04/03/2023

Apuração aponta que joias eram presente para Michelle, diz presidente da Unafisco

Vídeo: CNN/Youtube em 04/03/2023

 O presidente da Unafisco, Mauro Silva, disse em entrevista à CNN neste sábado (4) que elementos apurados até o momento mostram que as joias da Arábia Saudita eram presente para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), não para o governo brasileiro. Confira o vídeo acima no Youtube/CNN Brasil.

Juazeiro do Norte: Morte da jovem presidente da Câmera é investigada como feminicídio seguida de suicídio

 

vereadora Yanny e Rickson encotnrados mortos Ceará - MetrópolesReprodução/Instagram

A morte da presidente da Câmara de Juazeiro do Norte (Ceará), Yanny Brena, de 26 anos, tem sido investigada pela Polícia Civil do estado como feminicídio. O principal suspeito é o namorado de Yanny, Rick Pinto, de 27 anos, que teria tirado a própria vida após o crime.

Ambos foram encontrados mortos dentro de casa na sexta-feira (3/3), no bairro Lagoa Seca. De acordo com as investigações, a casa não tinha sinais de arrombamento e os dois não apresentavam ferimentos aparentes.

A última publicação de Rickson nas redes sociais foi uma homenagem a Yanny. “Você tem o coração bom”, escreveu o jovem. O post foi feito na ferramenta Story do Instagram, e ficou indisponível depois de 24 horas.

Essa não foi a única publicação de Rick om fotos e textos dedicados a Yanny. O casal era ativo nas redes sociais, e o namorado costumava se declarar para a médica em suas postagens.

“Que a gente consiga manter o nosso espírito sempre forte, para não se contaminar com a negatividade do mundo”, escreveu em outra publicação.

Carreira

Irmã do deputado federal Yuri do Paredão (PL), Yanny Brena tinha formação em medicina e era empreendedora. O namorado era atleta de vaquejada e deixou uma filha. A Polícia Civil ainda investiga a causa das mortes e o laudo deve ficar pronto em até 30 dias.

Com um mandato na Câmara de Vereadores que iria até 2024, a jovem foi eleita em 2020 com 3.956 votos, a segunda mais votada do município naquele ano. Ativa nas redes sociais, a parlamentar publicava diariamente a rotina na tribuna do órgão.

Sessão da Câmara

Segundo os assessores da vereadora, Yanny Brena não presidiu a sessão dessa quinta-feira (2/3) na Câmara de Juazeiro do Norte. Ela também estava sem contato com os colegas de trabalho desde o dia anterior. A última sessão em que esteve presente foi a de terça-feira (28/2), quando ela comemorou a aprovação do reajuste dos servidores municipais.

Fonte: Metrópoles 04/03/2023

O passo a passo do governo Bolsonaro para trazer joias ilegalmente para Michelle

 

Jair e Michelle BolsonaroAgência Brasil

A entrada das joias no Brasil foi impedida pela Receita Federal, conforme determina a legislação brasileira, 


O governo de Jair Bolsonaro (PL) tentou trazer ao Brasil, ilegalmente, joias avaliadas em mais de R$ 16,5 milhões. As peças seriam um presente do governo da Arábia Saudita para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Apesar das quatro tentativas de resgatar as peças, os itens continuam com a Receita Federal.

O caso ocorreu em 2021 e foi revelado na sexta-feira (3/3) pelo jornal O Estado de S. Paulo. A entrada das joias no Brasil foi impedida pela Receita Federal, conforme determina a legislação brasileira.

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o caso será investigado pela Polícia Federal.

  • Quem presenteou Michelle Bolsonaro?

As joias teriam sido presentes de Mohammed bin Saman, príncipe da Arábia Saudita. Em outubro de 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que ambos se tratavam como “irmãos”.

  • Como as joias foram trazidas até o Brasil?

Os objetos – um conjunto de anel, colar, relógio e brincos de diamante – foram trazidos após viagem de comitiva brasileira ao Oriente Médio. O grupo desembarcou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e as joias foram encontradas na bagagem de Marcos André dos Santos Soeiro, assessor do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

  • Por que as joias foram retidas pela Receita Federal?

No Brasil, a lei determina que todo bem com valor acima de US$ 1 mil seja declarado à Receita Federal. Nesses casos, é necessário pagar um imposto equivalente a 50% do valor do produto. O agente do órgão reteve os diamantes após identificá-los na mochila do assessor pelo aparelho de raio-X.

  • Onde as joias estão?

Os objetos seguem retidos com a Receita Federal. O governo Bolsonaro teria tentado quatro vezes recuperar as joias, por meio dos ministérios da Economia; Minas e Energia; e Relações Exteriores.

Em uma quarta movimentação para reaver os objetos, realizada a três dias de Bolsonaro deixar o governo, um funcionário público utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar a Guarulhos. O homem teria se identificado como “Jairo” e argumentado que nenhum objeto do governo anterior poderia ficar para o próximo.

Bolsonaro também entrou em campo e chegou a enviar ofício ao gabinete da Receita Federal para solicitar que as joias fossem destinadas à Presidência da República.

  • O que dizem os envolvidos?

Por meio de suas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (foto em destaque) ironizou a reportagem de O Estado de S. Paulo.

No Instagram, Michelle escreveu: “Quer dizer que eu tenho tudo isso e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa impressa (sic) vexatória.”

Ao Estado de S. Paulo Bento Albuquerque confirmou que as joias eram para Michelle, mas disse que não sabia o conteúdo dos estojos na época em que o caso ocorreu.

Em entrevista à CNN, divulgada neste sábado (4/3), o ex-presidente Jair Bolsonaro negou ilegalidade e disse que as joias iriam para o acervo da presidência da República.

“Estou sendo acusado de um presente que eu não pedi, nem recebi. Não existe qualquer ilegalidade da minha parte. Não pratiquei ilegalidade. Veja o meu cartão corporativo pessoal. Nunca saquei, nem paguei nenhum centavo nesse cartão”, afirmou.

  • O que acontece agora com as peças?

De acordo com o Estadão, as joias estavam prestes a serem incluídas em um leilão da Receita Federal de itens apreendidos por sonegação de impostos. Essa decisão foi suspensa, entretanto, porque o colar, os brincos, o relógio e o anel passaram a ser enquadrados como prova de crime.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, escreveu no Twitter que o caso pode configurar os crimes de descaminho, peculato e lavagem de dinheiro. “Os fatos relativos a joias serão levados ao conhecimento oficial da Polícia Federal para providências legais. Ofício seguirá na segunda-feira”, disse.

Fonte: Metrópoles/reprodução - 04/03/2023