• Praça do Feijão, Irecê - BA

terça-feira, 25 de julho de 2023

Barreiras: Padre morre em acidente na BR- 242



                                         foto:reprodução

Um padre identificado por Marcelo Marcos da Silva, de 44 anos, morreu no início da noite de ontem, segunda-feira,25, após colidir sua picape Fiat Strada contra um caminhão Mercedes Bens na BR 242, na altura do Posto de Combustível Copa 70, no município de Barreiras.

Padre Marcelo, que era da Paróquia Nossa Senhora da Piedade do Povoado de Cocal/ Brotas de Macaúbas, seguia sentido LEM, quando em uma possível ultrapassagem, acabou colidindo no sentido contrário contra um caminhão carregado de milho que saia do pátio do posto e acessava a rodovia para seguir sentido Barreiras.

Com o forte impacto, o padre ficou preso às ferragens e vindo a óbito no local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros retirou o corpo dos destroços do veículo. 

Após perícia o corpo do padre foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica para o IML do DISEP. O motorista do caminhão, nada sofreu.

A Polícia Rodoviária Federal registro o acidente e sinalizou a rodovia. A comunidade em que Marcelo Marcos da Silva servia como padre ficou abalada com a trágica notícia de sua partida prematura.





Fonte: Blog do Sigi Vilares/reprodução 25/07/2023

Repórter da Band para Bolsonaro antes de falar sobre Marielle: “o senhor está entre amigos”

                                    foto: reprodução de vídeo

Imagens da TV Bandeirantes que não foram ao ar – e conseguidas com exclusividade pelo DCM – mostram o jornalista Caiã Messina, da redação de Brasília, bajulando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) poucos minutos antes de gravar uma entrevista exclusiva com ele em 30 de outubro de 2019.

Na conversa, o jornalista diz a Bolsonaro ele está “entre amigos”, e que tanto ele quanto o cinegrafista haviam votado no ex-presidente nas eleições de 2018.

A entrevista, que foi ao ar naquele mesmo dia, foi concedida por Bolsonaro durante viagem a Jerusalém. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, que está preso pela PF, aparece o tempo todo.

“Quem liberou foi o “seu Jair”

A TV Globo havia acabado de veicular informações sobre as investigações a respeito do assassinato de Marielle Franco, ocorrido um ano antes. O Jornal Nacional mostrou o porteiro do condomínio Vivendas da Barra implicando Bolsonaro no caso.

No dia do crime, Élcio Queiroz, comparsa de Ronnie Lessa, que também morava no local, esteve no condomínio. Segundo o porteiro disse à Polícia Civil do Rio de Janeiro na época, Queiroz, na hora de se identificar na portaria, disse que iria para a casa 58, de Bolsonaro. O funcionário declarou em depoimento que quem liberou a entrada teria sido o “seu Jair”.

Bolsonaro passou a entrevista quase toda criticando a Globo e o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PMB).

Veja abaixo a transcrição do diálogo de Messina com Bolsonaro antes da entrevista:

Caiã Messina (Jornal da Band): Antes de começar eu quero dizer para o senhor o seguinte: o senhor está entre amigos. Eu tenho vergonha, como jornalista (do vazamento de trechos da investigação na TV Globo), eu e o D* (apontando para o cinegrafista) votamos no senhor. O pessoal conhece meu trabalho.

Caiã Messina fala da suposta elegância de Bolsonaro, arruma sua gravata, questiona se Bolsonaro havia conseguido “descansar um pouquinho” e, finalmente, dizendo:

Caiã Messina: Então, o senhor fica tranquilo. As perguntas que eu vou fazer é mais para que o senhor esclareça.

Jair Bolsonaro: Tá certo, eu tenho uma narrativa aqui. Posso Falar da rede Globo?

Caiã Messina: Pode falar o que o senhor quiser. A entrevista é do senhor.

Assista ao vídeo abaixo:


fonte: Revista Fórum - 25/07/2023

Caso Marielle Franco: Lessa comprou lancha, caminhonete e construía casa em Angra após assassinato


                                        
                                               imagem:reprodução

                                      
Vizinho de Jair Bolsonaro (PL) no condomínio de luxo Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, o ex-sargento da PM Ronnie Lessa viu seu patrimônio crescer após efetuar os disparos que assassinaram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, segundo relatos do comparsa, o também ex-PM Élcio de Queiroz.

Na delação premiada, Queiroz afirmou que Lessa teria dito que o motivo do assassinato foi "pessoal", mas que não não acreditou no amigo e viu o patrimônio dele crescer após o crime, com um "acréscimo muito grande" de bens.

Segundo o ex-PM, Lessa comprou caminhonete Dodge Ram, lancha e estava construindo uma casa em Angra dos Reis, cidade do litoral fluminense onde ricaços possuem propriedades. Ao mesmo tempo, o assassino de Marielle estaria fazendo obras em sua casa na Barra da Tijuca. Lessa também teria feito uma viagem aos EUA.

"Aí falei com ele [Lessa]: "pô, cara, ao invés de fazer sua casa, você tá gastando dinheiro com casa de praia, podendo fazer sua casa. O seu pessoal tá chateado". Aí ele falou: "cara, eu tenho dinheiro pra fazer essa casa e fazer a da Barra. Dinheiro eu tenho para as duas", disse Queiroz na delação.

Ainda em seu depoimento, Élcio Queiroz afirma ter recebido R$ 1 mil para servir de motorista para Lessa na execução do crime.

Fonte: Brasil 247 -25/07/2023


Caso Marielle: Justiça determina transferência de ex-bombeiro para presídio federal

                                            foto:reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do ex-sargento do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Correa por suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Correa deverá ser transferido a um presídio federal.

A decisão do juízo da 4a. Vara Criminal da Capital informa que as provas apresentadas pelo Ministério Público do Rio apontam a ligação do ex-bombeiro com o caso, antes, durante e depois dos assassinatos. Na decisão, “determinou ainda que o preso seja transferido para um presídio de segurança máxima fora do estado, uma vez que ele representa risco às investigações”. Até a transferência, determinou a Justiça, ele deverá ficar no presídio de Bangu I.

As provas que indicam a participação de Maxwell tiveram como base a colaboração premiada de outro acusado, o ex-Policial Militar Élcio de Queiroz. Na decisão, é citada a ligação do ex-bombeiro com Ronnie Lessa, que também está preso e é acusado de disparar contra o carro onde as vítimas estavam. Correa teria participado, um dia após o crime, da troca de placas do veículo usado no assassinato, jogado fora as cápsulas e munições usadas no crime, assim como o providenciado o desmanche do carro.

Correa, de acordo com Élcio, seria o responsável por manter financeiramente sua família, assim como arcar com as despesas de sua defesa. O objetivo era evitar o rompimento entre eles. Maxwell teria participação em uma organização criminosa, além de possuir patrimônio incompatível com sua condição financeira.

Transferência

“[…] por todos esses motivos decreto, com base no Código de Processo Penal a prisão preventiva de Maxwell Simões Correa, com validade de 20 anos para um estabelecimento penal federal de segurança máxima, a ser indicado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça”, determinou o juiz.

Fonte: Ag. Brasil - 25/07/2023

Bahia: Sindicatos irão propor auditoria para corrigir falhas no Planserv

                                        imagem::reprodução

Foi marcada para o dia 7, às 14h, uma audiência pública para tratar da qualidade do atendimento do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais (Planserv). Serão apresentadas ao Ministério Público (MP) da Bahia, pelo movimento 'SOS Planserv', questões como a precarização do atendimento; o descredenciamento de clínicas; a falta de estrutura para a realização de exames no interior do estado; e a queda do percentual disponibilizado no orçamento estadual.

As informações são do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB). Segundo a APLB, os sindicalistas irão propor a realização de uma auditoria no plano, com o objetivo de corrigir as distorções enfrentadas por beneficiários no acesso a consultas, exames e atendimentos de emergência.

"Na luta contra o sucateamento do Planserv, essencial à saúde e bem-estar dos servidores públicos e pela garantia de um melhor atendimento, a direção da APLB-Sindicato tem participado de audiências no Ministério Público do Estado da Bahia e reuniões com gestores do estado", afirma a entidade.

Compõem o movimento 'SOS Planserv', ainda, outros sindicatos estaduais que formam a Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado (FespeBahia), como o dos Trabalhadores em Saúde (Sindsaúde); o dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud); e o dos Servidores da Fazenda (Sindsefaz).

Procurado, o Planserv respondeu que, "como plano assistencial de saúde, tem como prioridade a ampla oferta do acesso à saúde, com qualidade, a seus beneficiários, contribuindo com os órgãos de fiscalização para a melhoria na prestação de seus serviços".

Além disso, comunicou que, até então, não recebeu ofício do Ministério Público acerca da referida auditoria. "O Planserv, como gestor de seus contratos, realiza todas as auditorias necessárias e previstas em lei e contrato", enfatizou.

A nota emitida pelo plano diz, ainda, que sua gestão é direta e que a empresa recém-contratada, a Maida Haptech Soluções Inteligentes Ltda., presta apenas serviços de apoio operacional.

A reportagem também contatou o MP, mas não obteve retorno até o momento desta publicação.

Determinação judicial

Em fevereiro, o Planserv anunciou a contratação de uma nova empresa, a Maida Haptech Soluções Inteligentes Ltda., para a prestação de serviços de apoio operacional a sua autogestão durante 60 meses. Porém, dois meses antes, em dezembro, a Justiça tinha determinado que o processo fosse suspenso, em atendimento aos pedidos apresentados em ação civil pública movida pelo MP, por meio das promotoras de Justiça Rita Tourinho e Nívia Andrade.

Na ação, o órgão aponta que a empresa vencedora pertence ao grupo econômico da Hapvida Participações e Investimentos S.A. e não poderia ter participado do processo licitatório, porque, no momento de sua abertura, o Hospital Cetro, que integra o mesmo grupo, era credenciado perante o Planserv. De acordo com as promotoras, isso viola uma cláusula expressa do edital e princípios administrativos.

"Uma das notícias de fato remetidas ao Ministério Público decorreu da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), que revelou preocupação com o possível conflito de interesse oriundo da contratação, já que a empresa do grupo Hapvida passaria a ter acesso a dados sensíveis de toda a rede hospitalar do Estado”, argumentaram Tourinho e Andrade.

As promotoras de Justiça ressaltaram, ainda, que existiam, à época, outras empresas credenciadas ao Planserv que faziam parte do mesmo grupo econômico. Elas pontuaram que a Maida Haptech tinha apresentado três atestados de capacidade técnica no pregão eletrônico 064/2022 — dois com CNPJ diversos do seu e outro com razão social diferente da sua —, mas o teor dos atestados não foi ratificado pelo Estado.


Fonte: Correio da Bahia -25/07/2023

Caso Marielle: Após delação, Élcio de Queiroz será transferido de presídio e ganhará proteção

                                              foto:PCRJ/reprodução

 O ex-policial militar Élcio de Queiroz será transferido de presídio após romper o silêncio sobre o caso Marielle Franco e decidir fazer uma delação premiada à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Além disso, a família de Élcio ganhará proteção. Agora, ele passará para um presídio não divulgado, mas de esfera estadual, de acordo com informações do portal g1.

O que Élcio de Queiroz revelou em sua delação:

Com os novos desdobramentos, a investigação sobre o caso Marielle Franco avança para descobrir quem foram os mandantes e qual o motivo da execução.

Entenda

Élcio de Queiroz foi o responsável por dirigir o carro, um Cobalt prata, utilizado no dia da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 março de 2018.

Ele está preso desde 2019, na mesma época em que o ex-policial reformado e autor dos disparos que mataram a vereadora, Ronnie Lessa, também foi encarcerado.

Fonte: Metrópoles - 25/07/2023

segunda-feira, 24 de julho de 2023

AGU pode entrar com ação contra ex- procurador Dallagnol por acordo sigiloso com EUA

 

AGU estuda processar Deltan por acordo sigiloso de acordo bilionário com EUA -FOTO:Ag. Brasil - 


A Advocacia-Geral da União estuda a possibilidade de entrar com uma ação contra o ex-procurador da República e deputado federal cassado Deltan Dallagnol por improbidade administrativa. A informação foi divulgada pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, e confirmada pela revista eletrônica Consultor Jurídico

A possibilidade de acionar Dallagnol passou a ser considerada após a revelação de que ele e outros procuradores da “lava jato” combinaram em sigilo com autoridades norte-americanas a divisão do dinheiro cobrado da Petrobras em multas e penalidades.

Conforme a avaliação da AGU, Dallagnol, ao negociar diretamente com autoridades estrangeiras, violou regras de cooperação jurídica interncional e se apresentou de forma ilegítima como representante do governo brasileiro. 

Na tarde desta segunda-feira (24/7), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que encaminhou o caso do acordo sigiloso lavajatista para apuração da Polícia Federal. O objetivo, segundo Dino, é investigar a origem e o destino desse dinheiro. 

Na última sexta (21/7), o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União fez uma representação pedindo que o TCU tome as medidas necessárias para apurar indícios de irregularidades cometidas por Dallagnol no mesmo caso. 

A representação é assinada pelo subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado. Ele afirma que chama a atenção o fato de o governo brasileiro ter sido excluído das tratativas. 

"Ao que parece os encontros e conversas ocorreram sem pedido de assistência formal e, durante as conversas e visitas, os procuradores da 'lava jato' teriam sugerido aos americanos maneiras de driblar um entendimento do Supremo Tribunal Federal que permitisse que os EUA ouvissem delatores da Petrobras no Brasil", diz Furtado.

No último dia 13 de junho, a ConJur revelou um diálogo sobre a ADPF apresentada pela Procuradoria-Geral da República que acabou por levar à suspensão do fundo bilionário.

Ganância sem fundo
O projeto de usar os valores de acordos firmados por autoridades estrangeiras com a Petrobras para criar um fundo bilionário que servisse aos propósitos lavajatistas não é necessariamente novo. Em março de 2019, a ConJur publicou informações sobre o acordo assinado pela Petrobras e pelos procuradores da "lava jato" prevendo a criação de um fundo administrado pelo Ministério Público Federal. 

A intenção era investir no que o consórcio de Curitiba chama de "projetos de combate à corrupção". O acordo previa que R$ 2,5 bilhões da Petrobras seriam depositados em uma conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba e seriam geridos por uma fundação controlada pelo MPF, embora eles aleguem que iriam apenas participar do fundo.

Outra cláusula absurda do acordo previa que a "lava jato" se tornasse um canal para o governo dos Estados Unidos ter acesso a informações estratégicas de negócios da Petrobras, como cláusula para que o dinheiro não ficasse nos EUA, mas viesse para o fundo de Deltan Dallagnol.

A própria Procuradoria-Geral da República recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo que a corte declarasse a nulidade do acordo, no mesmo dia em que o MPF anunciou a suspensão da criação do fundo.

Fonte: CONJUR/REPRODUÇÃO 24/07/2023

Ex-procurador Deltan protesta contra delação que pode ajudar o Brasil a descobrir quem mandou matar Marielle


Deltan Dallagnol e Marielle Franco

Deltan Dallagnol e Marielle Franco (Foto: ABR)


247 - O ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal, Deltan Dallagnol, vem tuitando intensamente para tentar deslegitimizar o uso de delações premiadas nas investigações do caso Marielle Franco e Anderson Gomes. Nesta segunda-feira (24), uma série de revelações vieram à tona após uma delação de Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro do qual partiram os disparos que mataram a ex-vereadora e seu motorista. 

Deltan, que manipulava delações para incriminar o Partido dos Trabalhadores, ironizou que os envolvidos no assassinato de Marielle estejam enfrentando as consquências de suas ações. "Elcio Queiroz, delator no caso Marielle, está preso preventivamente desde março/2019, há + de 1.500 dias. Cadê o ministro @gilmarmendes, os advogados do prerrô e os jornalistas que criticavam as prisões alongadas de Curitiba? O problema era a Lava Jato né?", escreveu ele no Twitter.

Sobre a posição de Deltan, o articulista Tiago Barbosa comentou: "Nunca esqueçam quem a mídia tentou vender como herói contra a corrupção: um sujeito ficha-suja capaz de ir a público defender um envolvido no fuzilamento da vereadora Marielle Franco. Lembrem disso antes de engolir as métricas morais e éticas traçadas por essa turma sobre o país".

A atuação de Deltan foi alvo de questionamentos pela Procuradoria-Geral da República, que resultaram na dissolução da força-tarefa em Curitiba. Além disso, em maio deste ano, ele perdeu o mandato como deputado devido a uma decisão do TSE embasada na Lei da Ficha Limpa. Os magistrados entenderam que o ex-parlamentar deixou o Ministério Público para evitar possíveis punições relacionadas à sua conduta durante a Lava Jato. Informações do Brasil 247 em 24/07/2023