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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Ação golpista: "Não vai ter VAR, tem que ser feito antes das eleições", disse Heleno

                                                    redacao@odia.com.br (iG)

General Heleno exalta ditadura na CPI dos Atos Antidemocraticos

O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)  Augusto Heleno afirmou, em reunião ministerial com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que seria necessário "agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas" para garantir a vitória de Bolsonaro nas  eleições de 2022.

"Não vai ter revisão do VAR. Então, o que tiver que ser feito tem que ser feito antes das eleições. Se tiver que dar soco na mesa é antes das eleições. Se tiver que virar a mesa é antes das eleições", declarou Heleno, segundo a transcrição da Polícia Federal (PF).

O General Heleno é um dos investigados na Operação Tempus Veritatis , realizada nesta quinta-feira (8) contra militares e ex-aliados de Bolsonaro. A investigação apura a possível tentativa de golpe de Estado. A PF obteve o vídeo da reunião em um computador apreendido na casa do tenente-coronel Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

O então ministro do GSI continua: "Eu acho que as coisas têm que ser feitas antes das eleições. E vai chegar a um ponto que nós não vamos poder mais falar. Nós vamos ter que agir. Agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas. Isso pra mim é muito claro".

Para a PF, a fala "evidencia a necessidade de os órgãos de Estado vinculados ao governo federal atuarem para assegurar a vitória do então Presidente". O "então ministro do GSI afirma de forma categórica que deveriam agir contra determinadas instituições e pessoas", complementa a polícia no documento.

Minuta golpista previa nova eleição

Segundo a decisão assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes – que determinou os mandados de busca e apreensão e as prisões nesta quinta-feira –, a PF teria descoberto a existência de uma  minuta golpista que previa a prisão de autoridades.

Além dos ministros do STF Gilmar Mendes e do próprio Moraes, a minuta indicava que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal, também seria preso. O texto do que seria um decreto (caso o golpe planejado se concretizasse) também previa a realização de novas eleições, destituindo o presidente eleito,  Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após analisar o texto, Bolsonaro teria pedido para retirar as citações a Mendes e Pacheco, mantendo apenas o pedido de prisão contra Alexandre de Moraes. 

Fonte: PORTAL IG/REPRODUÇÃO 08/02/2024

PF tem vídeo da reunião que selou tentativa de golpe de Estado

Alvos da Polícia Federal
Reprodução/Montagem iG
Alvos da Polícia Federal

A Polícia Federal está com um vídeo em mãos, datado de 5 de julho de 2022, que registra uma reunião secreta entre Jair Bolsonaro, então presidente, Anderson Torres (na época Ministro da Justiça), Augusto Heleno (então Chefe do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (então Ministro da Defesa), Mário Fernandes (então Chefe-substituto da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Walter Braga Netto (ex-Ministro Chefe da Casa Civil e futuro candidato a vice-Presidente da República). Essa gravação foi encontrada durante uma busca na residência do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente Mauro Cid.

"A descrição da reunião de 5 de julho de 2022, nitidamente, revela o arranjo de dinâmica golpista, no âmbito da alta cúpula do governo, manifestando-se todos os investigados que dela tomaram parte no sentido de validar e amplificar a massiva desinformação e as narrativas fraudulentas sobre as eleições e a Justiça eleitoral, entre outras, inclusive lançadas e reiteradas contra o então possível candidato Luiz Inácio Lula da Silva, contra o TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, seus Ministros e contra Ministros do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", explica a Polícia Federal na decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes para deflagrar a operação Tempus Veritatis , que tem como alvos Bolsonaro, ex-ministros e militares.

No vídeo, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres atendeu ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro de reforçar os ataques à credibilidade do sistema eleitoral e disse que a Polícia Federal fez várias sugestões que nunca foram acatadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “O outro lado joga muito pesado, senhores”, disse Torres sobre a Justiça Eleitoral.

O ex-ministro também fez ilações, sem provas, de que o PT teria relações com uma facção criminosa, como aponta o relatório da PF. “Por fim, ANDERSON TORRES faz imputações graves, relacionando a facção criminosa PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC) ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que muita coisa estaria vindo à tona, inclusive com depoimentos. De forma enfática diz: "Isso não é mentira. Isso não é mentira.". Por fim, o então Ministro da Justiça afirma que atuaria de forma mais incisiva, por meio da Polícia Federal”, diz a PF na decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Na mesma reunião, o então ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, trata o TSE como inimigo e diz que a Comissão de Transparência da corte era "pra inglês ver", constituindo um "ataque à Democracia".

“PAULO SÉRGIO NOGUEIRA demonstra sua desconfiança em relação ao Tribunal Superior Eleitoral. Diz: "Muito bem, o TSE ele tem o sistema e o controle do Processo Eleitoral. Então, como disse o Presidente, eles decidem aquilo que possa interessar ou não e não tem instância superior. E a gente fica meio que de mãos atadas esperando a boa vontade dele aceitar isso ou aquilo outro". O Ministro da Defesa faz uma imputação grave ao TSE, afirmando que a Comissão de Transparência Eleitoral seria "pra inglês ver", constituindo um "ataque à Democracia". Diz: "Vou falar aqui muito claro. Senhores! A comissão é pra inglês ver. Nunca essa comissão sentou numa mesa e discutiu uma proposta. É retórica, discurso, ataque à Democracia".

Fonte:PORTAL IG/REPRODUÇÃO 08/02/2024


PF prende Valdemar Costa Neto em flagrante por posse ilegal de arma de fogo

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - Na manhã desta quinta-feira (8), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi detido em flagrante em Brasília por posse irregular de arma de fogo. Por volta das 11h10 o político já estava na sede da Polícia Federal para os procedimentos relacionados ao flagrante. No entanto, ainda não está claro se ele permanecerá sob custódia ou será liberado após prestar esclarecimentos às autoridades.

De acordo com Camila Bomfim, do g1, a arma encontrada no endereço de Valdemar estava com a documentação vencida e registrada no nome do filho do político. O flagrante ocorreu enquanto agentes da Polícia Federal realizavam buscas em uma das residências de Valdemar Costa Neto no contexto da operação Tempus Veritatis. Esta operação investiga o suposto envolvimento de Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores na elaboração de um plano golpista durante o período das eleições de 2022.

Nota da Polícia Federal – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8/2) a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder.

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas. Policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

FONTE: BRASIL 247 - 08/02/2024

PF apreende passaporte de Jair Bolsonaro

                                                     Polícia Federal e Mauro Cid com Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/PF | REUTERS/Adriano Machado)

247 - O passaporte de Jair Bolsonaro (PL) foi apreendido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8). O documento estava guardado na sede do PL, em Brasília, onde uma operação de busca e apreensão foi conduzida pelos agentes da Polícia Federal. A confirmação foi feita por Paulo Bueno, advogado de Bolsonaro, a Andréia Sadi, do g1.

A apreensão do passaporte ocorre no contexto de uma operação da PF que investiga suspeitas de uma organização criminosa envolvida em uma tentativa golpe de Estado e na abolição do Estado Democrático de Direito. Bolsonaro é o principal alvo da investigação. A atuação desse grupo tinha como objetivo obter vantagens políticas através da permanência de Jair Bolsonaro no poder. 

Nota da Polícia Federal – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8/2) a Operação Tempus Veritatis para apurar organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então presidente da República no poder.

Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas. Policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Ação golpista: Assessor de Bolsonaro preso monitorou ministro Moraes para prendê-lo, diz PF



CONFIRA AS MENSAGENS ENTRE O ASSESSOR DE BOLSONARO E O TEN. CEL. MAURO CID, ENTÃO AJUDANTE DE ORDEM DO PRESIDENTE, CONFORME O LINK ABAIXO NO SITE UOL DE HOJE (8).

https://noticias.uol.com.br/colunas/natalia-portinari/2024/02/08/assessor-de-bolsonaro-monitorou-alexandre-de-moraes-para-prende-lo-diz-pf.htm 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Lula escolhe juiz eleitoral que vai julgar cassação de Moro no Paraná


                                            foto:reprodução

O presidente Lula escolheu o advogado José Rodrigo Sade para assumir uma vaga no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A decisão deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nas próximas horas.

O jurista completará o pleno que vai julgar o pedido de cassação do senador Sergio Moro (União-PR) no tribunal. A data do julgamento serpa marcada após a nomeação do advogado como integrante da corte eleitoral.

Na terça-feira (6/2), a coluna já tinha noticiado que Sade era o franco favorito para a vaga. Ele era um dos integrantes da lista tríplice aprovada pelo TSE e enviada para Lula escolher um dos três nomes.

O jurista já foi advogado do ex-deputado Deltan Dallagnol e foi considerado o “menos pior” da lista. Isso porque, embora já tenha defendido Deltan no passado, Sade não seria um entusiasta declarado da Lava Jato.

O advogado também se articulou. Segundo apurou a coluna, antes mesmo de ser escolhido para a lista tríplice, procurou integrantes do governo e do PT do Paraná, que passaram a apoiar seu nome para a vaga nos bastidores.

Fonte: Igor Gadelha/Metrópoles c/adaptações 07/02/2024


Barcelona: Câmera de policial acionada por acidente vira prova no julgamento de Daniel Alves

foto:reprodução

                                          

Confira a reportagem publicada no site do UOL de hoje(7) no link abaixo:

https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2024/02/07/camera-de-policial-acionada-por-acidente-vira-prova-contra-daniel-alves.htm 

CGU determina demissão de ex-ministro da Educação da Unifesp por abandono de cargo

Na imagem colorida, um homem está posicionado no centro. Ele tem cabelos curtos, pretos e olha seriamente para a camera abraham weintraub

foto:reprodução/André Borges/Metrópoles

Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a demissão do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, do cargo que tinha na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A razão seria faltas injustificadas. A portaria com a demissão foi publicada nesta quarta-feira (7/2).

Ele era alvo de investigação interna da universidade por causa das faltas sem justificativa. Conforme o Portal da Transparência, o ex-ministro era professor do magistério superior desde 2014 e deveria cumprir carga horária de 40 horas semanais.

Denúncia contra Weintraub

Após denúncia na ouvidoria da Unifesp, em abril de 2023, foi aberta apuração interna da instituição. Desde então, ele teve o salário suspenso. A mulher dele, Daniela Weintraub, também foi alvo de uma investigação interna por faltas injustificadas.

Além da demissão, a CGU determinou que o ex-ministro fique impedido de ser nomeado ou tome posse de cargos de comissão ou de confiança do Poder Executivo Federal pelo prazo de 8 anos.

Ex-ministro da Educação


Abraham foi ministro da Educação entre 2019 e 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele pediu exoneração do cargo após viajar para os Estados Unidos.

De acordo com o Portal da Transparência, após deixar o ministério, ele ficou quase dois anos sem receber salários da União. Em junho de 2022, passou a receber mensalmente uma quantia bruta de R$ 4.520,16, que foi paga até março de 2023.

Em agosto de 2023, o ex-ministro disse em uma live, no YouTube, que ele e a esposa se afastaram da universidade no fim de 2018. O ex-ministro afirmou que, após deixar o Ministério da Educação e se mudar para exterior, pediu licença não remunerada.

À época, ele disse ainda que estava sendo perseguido politicamente.

Fonte:Metrópoles -07/02/2024