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terça-feira, 9 de julho de 2024

Porto Seguro: MP-BA abre procedimento extrajudicial para apurar suposto esquema de corrupção na comarca


                                              Sede do MP-BA em Porto Seguro - Foto: Agnerfotografie/reprodução


Com as denúncias de um suposto esquema de corrupção na comarca de Porto Seguro, no extremo sul baiano, envolvendo  juízes, advogados, promotor, empresários e membros do Poder Executivo municipal, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) decidiu instaurar procedimento extrajudicial para apurar os fatos. 

 

O MP-BA confirmou a medida em nota enviada ao Bahia Notícias. Conforme o órgão, o procedimento foi aberto após a obtenção de peças informativas oriundas de procedimento que tramita junto à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

 

“O MP-BA está adotando todas as providências formais e realizando os encaminhamentos pertinentes”, afirma a entidade. No entanto, o Ministério Público não forneceu informações adicionais diante da “natureza sigilosa da apuração”. 

 

A Corregedoria do TJ-BA investiga a possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, grilagem de terra, fraude processual e agiotagem. As denúncias resultaram no afastamento cautelar de três juízes: Fernando Machado Paropat Souza, titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comerciais e Registros Públicos; Rogério Barbosa de Sousa e Silva, titular da Vara da Infância e Juventude e Execução de Medidas Sócio Educativa; e André Marcelo Strogenski, titular da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais.

 

ENVOLVIMENTO DE PROMOTOR

Relatório da CGJ aponta o possível envolvimento de um promotor de Justiça no suposto esquema na Costa do Descobrimento. Segundo a Corregedoria, há indícios de que o juiz Fernando Machado Paropat Souza, titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comerciais e Registros Públicos, atuava de maneira suspeita em processos judiciais junto com o promotor Wallace Carvalho.

 

Depoimentos colhidos durante as correições nas serventias extrajudiciais da comarca de Porto Seguro e a correição extraordinária no Cartório de Registro de Imóveis e Tabelionato de Notas de Trancoso teriam confirmado a proximidade entre juiz e promotor, que teriam oficiado de forma conjunta processos judiciais e “figuram como integrantes de empreendimento imobiliário, sendo afirmado atuação judicial em benefício pessoal do membro do Ministério Público relacionada a área imobiliária”. Parte das evidências do suposto esquema de corrupção foram obtidas a partir da análise do aparelho celular do juiz. 

 

Além disso, ata da correição feita pela CGJ aponta que um dos arquivos inspecionados constata a elevação patrimonial a “pessoas politicamente expostas", incluindo magistrados e promotor. Conforme o documento, foi identificada a aquisição de área de 60.000m² por magistrados, promotor de Justiça e advogado, gerando sociedade em empreendimento imobiliário com 76 lotes individualizados, cabendo 8 deles a cada um dos juízes. A apuração ainda constatou que o empreendimento estaria integralmente vendido, com exceção de apenas um lote de 4.000m², esta, uma das 76 partes.

 

Wallace Carvalho Mesquita de Barros é titular da 2ª Promotoria de Porto Seguro. O Ministério Público não confirmou se o promotor foi afastado do cargo. 



Fonte: redação/BN -09/07/2024

Caso Joias: Advogado pagou R$ 38 mil para viagem de Wassef aos EUA








Foto:Reprodução

O advogado Caio Cesar Vieira Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pagou cerca de R$ 38 mil em despesas da viagem em que o advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef recomprou nos Estados Unidos um relógio Rolex que havia sido dado pelo governo saudita ao governo brasileiro. Documentos da investigação da Polícia Federal (PF) tiveram o sigilo derrubado nesta segunda-feira (8/7).

Segundo a PF, Rocha fez pelo menos dois pagamentos a pedido de Wassef para a viagem: de R$ 27 mil, em março do ano passado, e R$ 10,6 mil, em abril do ano passado. O segundo pagamento foi feito por meio de uma empresa cearense, cujo comprovante foi enviado por Rocha a Wassef. Segundo registros da Ordem dos Advogados do Brasil, Rocha e Wassef não são sócios. Rocha é filho do ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Cesar Asfor Rocha.

Em março do ano passado, Wassef corria para comprar uma passagem aos Estados Unidos, o que desmentiu seu depoimento de Wassef à PF, segundo a investigação. O entorno de Jair Bolsonaro estava aflito com a iminência de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que ordenaria a devolução dos presentes à União, ainda de acordo com a PF. A viagem em que Wassef recomprou o Rolex é fundamental para o esquema de desvio das joias, segundo a PF.

Em 8 de março, Wassef mandou mensagens para Rocha: “Me liga, irmão. Me liga. Nunca atende”. No dia seguinte, o advogado da família Bolsonaro escreveu: “Tenho de te ver hoje sem falta. Estou te esperando e vou te ver a qualquer hora. Não some senão vai me ferrar com terceiros”. Em 10 de março, Wassef pediu que Rocha pagasse R$ 27 mil para a agência de viagens que comprou as passagens de Wassef e da namorada aos EUA, que seria no dia seguinte.

Quando Wassef estava nos Estados Unidos, em 17 de março, fez outro pedido de pagamento para Caio Cesar Vieira Rocha: R$ 10 mil. “Faz um pix de 10.000 aí pra mim. Depois eu devolvo”, disse Wassef, ao que Rocha respondeu: “Faço!”. O pagamento, referente a remarcações das passagens de volta ao Brasil, foi feito para o Pix da namorada de Wassef.

Procurados, os advogados Frederick Wassef e Caio Cesar Vieira Rocha não responderam. O espaço segue aberto a eventuais manifestações.

(Atualização às 20h10 de 8 de julho de 2024: Em nota, o advogado Frederick Wassef afirmou: “Estive nos Estados Unidos a passeio e a negócios. Fiquei no país por quase um mês, onde me reuni com diferentes clientes, entre eles, Jair Bolsonaro. No período, também visitei locais turísticos em Nova York, Orlando e Miami, como mostram fotos e vídeos registrados por mim e que estão em posse da Polícia Federal. Sobre as videochamadas que a PF alega ter em meu celular com Jair Bolsonaro, é normal, visto que sou advogado dele e sempre falamos com frequência. Estão distorcendo as informações e tirando do contexto para me prejudicar”.)

Fonte:GUILHERME AMADO/METRÓPOLES 09/07/2024

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Caso Joias: Contra Bolsonaro, existe 'prova provada'; não há saída, diz jurista Wálter Maierovitch

 


                                                Vídeo: UOL/Youtube


Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL desta segunda-feira (8):

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2024/07/08/maierovitch-contra-bolsonaro-existe-prova-provadanaohasaida.htm

Bolsonaro desviou quase R$ 7 milhões com venda ilícita de joias, diz a PF

                                       foto:reprodução


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria movimentado R$ 6,8 milhões com a venda ilícita de bens, segundo o relatório da Polícia Federal sobre o caso das joias. 

O valor corresponde à conversão em reais da soma de US$ 1,2 milhão. Um trecho do documento chega a citar o que chama de “enriquecimento inadmissível pelo presidente da República, pelo simples fato de exercer uma função pública”.

Inicialmente, constava no relatório final encaminhado ao STF que o valor total de negociações das joias seria de US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 25,2 milhões. Porém, a PF identificou o erro no documento que indiciou Bolsonaro e mais 11 pessoas e fez uma retificação à Corte.

“A regra é a incorporação ao acervo público da União, dos presentes recebidos pelos chefes de Estado brasileiro, em razão da natureza pública do cargo que ocupa, visando, com isso, evitar a destinação de bens de alto valor ao acervo privado do presidente da República. […]”, aponta a PF.

O relatório ainda mostra que Bolsonaro pode ter custeado suas despesas nos Estados Unidos com dinheiro ilícito das vendas dos itens. Segundo a investigação, há possibilidade de que o lucro da venda das joias tenha sido fundamental para que Bolsonaro e família permanecessem em solo norte-americano.

“Tal fato indica a possibilidade de que os proventos obtidos por meio da venda ilícita das joias desviadas do acervo público brasileiro, que, após os atos de lavagem especificados, retornaram, em espécie, para o patrimônio do ex-presidente, possam ter sido utilizados para custear as despesas em dólar de Jair Bolsonaro e sua família, enquanto permaneceram em solo norte-americano. A utilização de dinheiro em espécie para pagamento de despesas cotidianas é uma das formas mais usuais para reintegrar o ‘dinheiro sujo’ à economia formal, com aparência lícita.”

 Veja quem são os indiciados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: acusado de fazer parte do esquema de venda de bens entregues por autoridades estrangeiras. O valor arrecadado com a venda dos itens teria a finalidade de ser incorporado ao patrimônio dele;
  • Bento Albuquerque, então ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro: indiciado por peculato e associação criminosa;
  • José Roberto Bueno Jr., oficial da Marinha do Brasil: indiciado por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro;
  • Júlio Cesar Vieira Gomes, auditor que chefiou a Receita Federal no governo Bolsonaro: indiciado por peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa;
  • Marcelo da Silva Vieira, então chefe do gabinete de documentação histórica da Presidência da República: indiciado por peculato e associação criminosa;
  • Marcos Soeiro, ex-assessor de Albuquerque, que carregou a mochila com as joias: indiciado por peculato e associação criminosa;
  • Mauro Cesar Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro: indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato – quando o funcionário público se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio;
  • Fabio Wajngarten e Frederick Wassef, advogados da família Bolsonaro: indiciados pela PF por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Wassef entrou em ação após o caso do desvio de um kit contendo um relógio da marca Rolex; ele chegou a ir aos Estados Unidos recuperar o item, que foi entregue a Cid;
  • Mauro Cesar Lourena Cid, pai do tenente-coronel e ex-ajudante de ordens Mauro Cesar Cid: indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele ocupou cargo no escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Miami e, segundo a PF, teria negociado a venda dos itens nos Estados Unidos;
  • Osmar Crivelatti, então assessor de Bolsonaro: indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Inquérito

A Polícia Federal abriu inquérito, em 2023, para investigar as tentativas do governo Bolsonaro (PL) de entrar ilegalmente com joias da Arábia Saudita no Brasil. Os objetos foram avaliados em R$ 5 milhões.

O estojo de joias – com anel, colar, relógio e brincos de diamante, oriundos da Arábia Saudita – estava retido na Receita Federal, em São Paulo, e foi entregue à PF, em 5 de abril.

Fonte: Metrópoles 08/07/2024

 

PF desmente depoimento de advogado Wassef no inquérito das joias


                                            foto:Igo Estrela/Metrópoles

A Polícia Federal (PF) desmentiu o depoimento do advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef, e afirmou que Wassef viajou às pressas aos Estados Unidos para recomprar um relógio Rolex que havia sido dado pelo governo saudita ao governo brasileiro. Em depoimento à PF, Wassef havia dito que a viagem era de turismo e já estava programada. Documentos da investigação tiveram o sigilo derrubado nesta segunda-feira (8/7).

Em março do ano passado, o entorno de Jair Bolsonaro estava aflito com a iminência de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que ordenaria a devolução dos presentes à União, segundo a investigação. Joias e relógios de luxo haviam sido presenteados ao governo brasileiro pelo governo saudita durante uma viagem oficial do então presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, a PF indiciou Bolsonaro, Wassef e mais dez pelo desvio de joias do acervo presidencial.

Mensagens do celular de Wassef mostram que ele estava apressado para viajar aos Estados Unidos. Às 22h30 de 9 de março de 2023, o advogado cobrou uma agente de viagens, que lhe encaminhou uma cotação de passagens para dali a dois dias. O preço da viagem de ida e volta entre Campinas e Flórida foi cotado em R$ 25 mil para Wassef e a namorada, ou cerca de R$ 12,5 mil por pessoa. “Só não pode ter furo. É urgente a situação”, escreveu Wassef.

Em agosto do ano passado, contudo, Wassef deu uma versão diferente para a Polícia Federal ao admitir a compra do relógio com dinheiro vivo. O advogado alegou que a viagem em questão para os Estados Unidos já estava agendada e seria de turismo: “ia reencontrar amigos, visitar parques”.
Ainda segundo o depoimento à PF, Wassef recebeu ligações de Fabio Wajngarten, outro auxiliar de Bolsonaro, pedindo um “favor pessoal”: que ele recomprasse o relógio Rolex que havia sido vendido irregularmente.

A PF afirmou que os fatos enfraquecem a versão de Frederick Wassef, e apontou que, quando Wassef comprou a viagem às pressas, o entorno de Bolsonaro já fazia uma “intensa movimentação, com trocas de mensagens e ligações diárias, para planejar e executar a operação clandestina de recompra e recuperação das joias que compunham o kit ouro branco e ouro rose”.

Procurado, Wassef respondeu ao Metrópoles:

(Atualização às 20h10 de 8 de julho de 2024: Em nota, o advogado Frederick Wassef afirmou: “Estive nos Estados Unidos a passeio e a negócios. Fiquei no país por quase um mês, onde me reuni com diferentes clientes, entre eles, Jair Bolsonaro. No período, também visitei locais turísticos em Nova York, Orlando e Miami, como mostram fotos e vídeos registrados por mim e que estão em posse da Polícia Federal. Sobre as videochamadas que a PF alega ter em meu celular com Jair Bolsonaro, é normal, visto que sou advogado dele e sempre falamos com frequência. Estão distorcendo as informações e tirando do contexto para me prejudicar”.)

Fonte: Metrópoles - 08/07/2024

VÍDEO: PF mostra que advogado Wajngarten fez viagem de 1 dia aos EUA para “resgatar” joia

                                    foto:reprodução/TV Globo

O inquérito da Polícia Federal que indiciou Jair Bolsonaro (PL) e outras 11 pessoas no caso do esquema de furto de joias do acervo da Presidência da República para serem vendidas no exterior revelou que um dos homens mais próximos e fiéis ao ex-presidente, o advogado Fabio Wajngarten, que foi chefe da Secom no último governo, fez uma viagem de um dia aos EUA só para ‘resgatar’ um kit de joias de ouro rosé que tinha ficado no país estrangeiro para ser vendido.

Fotos e vídeos de Wajngarten no aeroporto, na saída e na chegada da viagem relâmpago, assim como outros documentos demonstrando sua participação no esquema, constam nos autos enviados ao Supremo Tribunal Federal e encaminhados à Procuradoria-Geral da República, que deve denunciar os envolvidos num prazo de 15 dias a contar de quinta-feira (4). A PF afirma que Wajgarten foi até Orlando, na Flórida, em 18 de março de 2023, e retornou no dia seguinte, 19, já com os itens valiosos em sua posse. Ele teria feito isso porque o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução imediata dos objetos desviados.

O Jornal Nacional mostrou as páginas onde Wajngarten é citado e flagrado no aeroporto, num momento em que, segundo a PF, o fidelíssimo assessor de Jair Bolsonaro voltava dos EUA com o caríssimo kit ouro rosé, que ainda não teria sido vendido. Nas redes sociais, o ex-chefe da Secom se manifestou com mais uma de suas mensagens malcriadas, falando em “ficção” e “perseguição política”, mesmo com todo o teor probatório apresentado pelas autoridades.

Veja a reportagem do JN em que Wajngarten é apontado como um dos participantes da “operação clandestina”:

Veja o vídeo:

https://x.com/pesquisas_elige/status/1810469219311419603?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1810469219311419603%7Ctwgr%5E055f5494ac45351d623df33e3fec8c2382df1e3a%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-1770629998910054318.ampproject.net%2F2406131415000%2Fframe.html


Fonte:Revista Fórum - 08/07/2024

Mauro Cid pediu ajuda a ex-assessora de Michelle para enviar joias aos EUA, diz PF

                                             Michele Bolsonaro - foto:Gabriela Biló/Folhapress em 03/2023

Confira a reportagem de Fabiola Perez do site UOL de hoje (8) em que segundo a PF, o ex- ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid teria pedido ajuda  a  uma ex-assessora de Michele para enviar uma mala aos EUA, é o que consta em relatório da PF.Clique abaixo:

 https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2024/07/08/bolsonaro-joias-relatorio-inquerito-policia-federal.htm

Clã Bolsonaro fez “operação clandestina” para devolver joias, diz PF

                                   o ex-ajudante de ordens  Mauro Cid /foto: reprodução PF

Pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o ex-chefe da ajudância de ordem, tenente-coronel Mauro Cid (foto em destaque), fizeram uma verdadeira “operação clandestina” para devolver joias roubadas e mascarar o esquema criminoso.

A afirmação é do delegado da Polícia Federal (PF) Alvarez Shor, em relatório da investigação sobre o desvio de presentes de alto valor dados por autoridades brasileiras durante a gestão de Bolsonaro.

“A associação criminosa estruturou uma operação clandestina para recuperar os bens, que estavam em estabelecimentos comerciais nos Estados Unidos, planejando, coordenando e executando os atos necessários para escamotear a localização e movimentação dos bens desviados do acervo público brasileiro e tornar seguro, mediante ocultação da localização e propriedade, os proventos obtidos com a venda de parte dos bens desviados”, escreveu o delegado no relatório final.

A PF indiciou um total de 11 pessoas. Além do ex-presidente, entre os indiciados estão Mauro Cid, o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, e os advogados da família Bolsonaro, Fabio Wajngarten e Friedrick Wassef.

Viagem para recuperar joias


Como o Metrópoles mostrou em reportagem de agosto do ano passado, integrantes do governo Bolsonaro viajaram até os Estados Unidos para recuperar joias desviadas, quando o caso começou a pipocar na imprensa. Conversas por aplicativo de mensagens, comprovantes de passagens aéreas, localizadores de celular e câmeras de monitoramento (foto em destaque) comprovaram esse esquema.

Wassef, por exemplo, viajou para os Estados Unidos em missão para comprar os Rolex de volta que haviam sido desviados. Assim como Cid teria feito o mesmo e voltado com joias para o Brasil.

Metrópoles não conseguiu contato com a defesa dos envolvidos. O espaço segue aberto.


Fonte:Metrópoles/reprodução 08/07/2024