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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Brasil: Democracia sai fortalecida após denúncia da PGR, diz vice-presidente Alckmin

                                  Foto:reprodução

247 – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (20) que a democracia brasileira sai "fortalecida" após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe de Estado.

“São valores, democracia, o povo é o protagonista. Regimes que têm estabilidade, regras definidas, o povo que decide. Saudar a democracia que sai desse episódio fortalecida", afirmou o vice-presidente durante agenda na cidade de Campinas (SP).

Alckmin ainda enfatizou que os governos podem mudar, mas a estabilidade das instituições deve permanecer pelo bem do país.

"Fui constituinte em 1988. Está na Constituição, isso é cláusula pétrea. Atentar contra a Constituição é crime", afirmou. “As pessoas passam, o que o Brasil precisa são boas e sólidas instituições”.

Bolsonaro é acusado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Ele também é investigado por dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além da deterioração de patrimônio tombado.

Fonte: Brasil 247 - 20/02/2025

Delação de Cid: Ex-ajudante de ordens disse que engordou 10 kg e que Bolsonaro teria ficado milionário; Vídeo





 Vídeo da delação premiada de Mauro Cid mostra o momento em que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) reclamou ao juiz que conduzia sua oitiva que já havia engordado 10 kg desde que virou delator.

Como mostrou a coluna de Igor Gadelha, em audiência realizada em março de 2024, ele também se queixa do fato de que, enquanto se encontra nessa situação precária, o ex-presidente teria ficado milionário.

“Estava falando do presidente Bolsonaro que ganhou pix, aos generais que estão envolvidos na investigação e estão na reserva. E no caso próprio perdeu tudo. A carreira está desabando. Os amigos o tratam como um leproso, com medo de se prejudicar. Não é político, não é militar, quer ter a vida de volta. Está enclausurado. A imprensa sempre fica indo atrás. Está agoniado. Engordou mais de 10 quilos. O áudio é um desabafo”, afirmou Cid, segundo os autos.

A citação a Bolsonaro se deu porque Bolsonaro amealhou cerca de R$ 17 milhões em uma campanha de arrecadação via pix.

Fonte:Fábio Serapião/Metrópoles - 20/02/2025

STF: Moraes nega pedido de Bolsonaro e mantém prazo de 15 dias para defesa

 

                                            Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para apresentar resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) em 83 dias. 

Bolsonaro foi denunciado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes e sua defesa argumentou que ele deveria ter o mesmo prazo que a PGR levou para elaborar as acusações a partir de informações da Polícia Federal.

Moraes ressaltou que o pedido dos advogados “carece de previsão legal”. “Os requerimentos alternativos formulados para a concessão de 83 dias de prazo ou prazo em dobro carecem de qualquer previsão legal, pois a legislação prevê o prazo de 15 dias, nos termos do art. 4º da Lei 8.038/90 e no art. 233 do Regimento Interno do STF”, disse o ministro na decisão.


Passo a passo após denúncia da PGR

  • A denúncia foi apresentada pela PGR no âmbito da investigação relatada pelo ministro.
  • O relator abre o prazo de 15 dias para os advogados dos denunciados apresentarem defesa prévia e eventuais contestações.
  • Se houver contestações a trechos da denúncia, o relator abre vista à PGR para responder aos questionamentos.
  • A PGR tem o prazo de cinco dias para responder às contestações.
  • A denúncia volta ao STF, e o relator avalia a acusação e os argumentos da defesa – não há prazo para essa análise.
  • Quando o caso estiver apto a julgamento, o relator libera a denúncia para análise da Primeira Turma, que vai julgar o caso e decidir se transforma os denunciados em réus, ou não.
  • ⁠Se a denúncia for aceita, é aberta uma ação penal e começa a fase de contraditório, coleta de provas e depoimentos de testemunhas de defesa e acusação.

Os advogados do ex-presidente protocolaram o pedido nesta quinta-feira (20/2) e disseram que o processo é complexo, com muitos depoimentos da delação premiada e conteúdos extraídos de celulares apreendidos. Eles também pediram acesso “à integralidade das provas obtidas e utilizadas no presente feito”.

Fonte: /Metrópoles 20/02/2025

Brasil: Confira o vídeo em que ministro Moraes ameaça prender Mauro Cid por omissão em acordo


                                             foto:reprodução

Vídeo do acordo de colaboração premiada do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, mostra o momento em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ameaça Cid de prisão caso mantivesse omissões quanto às informações prestadas em depoimento.

A audiência foi realizada em 21 de novembro de 2024, depois que a Polícia Federal informou Moraes sobre a suspeita de que Cid estaria sendo omisso em seus depoimentos.

Segundo documento da Polícia Federal enviado ao Supremo, a investigação conduzida pelos agentes teria revelado a existência de um plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que tinha como objetivo matar Lula (PT), Alckmin (PSB) e o próprio Moraes.

A corporação relata, também, que identificou ações relacionadas ao monitoramento de Moraes. No entanto, Cid teria sido omisso quanto a essas informações.

Mais tarde, na audiência do dia 21, o ex-ajudante de ordens mudou sua versão dos fatos.

Antes de a oitiva começar, Moraes, que conduzia pessoalmente a audiência, fez um breve relato sobre os direitos e deveres firmados por Cid em seu acordo de colaboração premiada – que incluiria a prestação de informações relevantes para a investigação.

“Se não houver efetividade da colaboração, se a colaboração em nada auxiliou, não há por que, dentro dessa ideia de justiça colaborativa, a justiça premial, se dar os benefícios”, afirmou o ministro.

Ele ainda acrescentou que aquela seria a “última chance do colaborador dizer a verdade sobre tudo” e que tinha em mãos um relatório da PF sobre suposta tentativa de golpe. “Porque, depois, eu quero, aqui, não dizer que não avisei.”

Entre os benefícios acordados por Cid, estariam, por exemplo, um teto de dois anos para sua pena, restituição de bens apreendidos e extensão de benefícios a seu pai, sua esposa e sua filha maior de idade.

No entanto, com a suposta omissão de informações do delator, Moraes fez um aviso:

“Já há o pedido da Polícia Federal, já há o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República pela imediata decretação de prisão, do retorno à prisão do colaborador. Então, aqui, é importante, e exatamente por isso, a fim de possibilitar uma maior reflexão do colaborador com seus advogados”, diz Moraes.

O ministro afirma, ainda, que, se as omissões não fossem esclarecidas, Cid poderia voltar à prisão e os benefícios a sua família também poderiam ser revogados.

“[…] para que esclareça omissões, contradições na sua colaboração, sob pena não só da decretação de prisão, como também da cessação e consequente rescisão da colaboração. E eventual rescisão engloba inclusive a continuidade das investigações e responsabilização do pai dos investigados, de sua esposa e de sua filha maior”, concluiu.

Omissões e contradições

Segundo os autos, Cid teria dito que não participou de qualquer planejamento ou execução com outros militares para realizar ações clandestinas que visassem à consumação do golpe de Estado.

Ele também afirmou que, nas reuniões dos dias 12 e 28 de novembro de 2022, não foi planejada ação ou medidas com o objetivo de tentar um golpe de Estado, e que apenas havia naquele momento uma insatisfação sobre a situação política do país.

Diante do relato da PF, como mostrou a coluna, o ministro Alexandre de Moraes determinou que os telefones de Mauro Cid fossem grampeados, assim como fosse realizado o monitoramento de suas visitas.

A decisão, segundo Moraes, fez-se necessária para garantir que os esclarecimentos necessários fossem obtidos sem interferência de terceiros.

Fonte: Fábio Serapião/Metrópoles - 20/02/2025

Senador sugeriu que Exército roubasse urna do TSE em 2022, diz Cid

                                       foto: Hugo Barreto/Metrópoles 


Ex-ajudante de ordens da Presidência do governo Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid delatou que o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) defendeu que o Exército pegasse urna eletrônica sem autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O parlamentar chegou a apresentar a ideia ao ex-presidente, segundo a delação do militar no âmbito do chamado inquérito do golpe.

De acordo com o depoimento, o senador “usava um documento do Ministério Público Militar que dizia que, como o país estava em GLO [Garantia da Lei e da Ordem], para garantia das eleições, entendia que as Forças Armadas poderiam pegar uma, sem autorização do TSE ou qualquer instância judicial, para realizar testes de integridade”.

Mauro Cid afirmou à Polícia Federal que Heinze pediu que essa sugestão fosse repassada ao ministro da Defesa, Walter Braga Netto. O então presidente, porém, “não encampou esse entendimento”, segundo delatou o ex-ajudante de ordens.

O senador Luis Carlos Heinze se tornou próximo a Jair Bolsonaro durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou ações e omissões do governo federal durante a pandemia de Covid-19. O parlamentar fazia parte da base de apoio do então presidente.

O que diz o senador

Procurada, a equipe do parlamentar negou que ele tenha sugerido essa ideia a Bolsonaro. Veja a nota do congressista:

Em nenhum momento cogitei, afirmei ou mesmo pensei em sequestrar, ou confiscar uma urna eletrônica. Todo aquele que afirmar algo nessa direção está faltando com a verdade e será processado por calúnia e difamação.

As ações que empreendi após as eleições de 2022 são de domínio público e estão devidamente documentadas, não se baseiam em conjecturas ou delações. Diante das dúvidas em relação ao escrutínio e atendendo aos apelos por esclarecimentos dos meus eleitores, recorri aos mecanismos legais disponíveis, buscando a intervenção do Estado para a realização de uma investigação imparcial. Essa atitude está alinhada às responsabilidades inerentes à minha função pública e constitui um exercício legítimo do meu dever de fiscalização.

Fonte: Paulo Cappelli/Metrópoles 20/02/2025

PGR aponta aparelhamento do Estado via PRF em prol de trama golpista

                                             
                                                Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


A denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) nesta terça-feira (18) aponta que houve aparelhamento do Estado por meio da Polícia Rodoviária Federal, em prol da trama golpista que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

A partir de trocas de mensagens, documentos e depoimentos obtidos pela investigação, a PGR concluiu que a PRF, sob comando de seu então diretor-geral, Silvinei Vasques, atuou para tentar impedir o deslocamento de eleitores do presidente Lula (PT) aos locais de votação no segundo turno.
 

Isso, segundo a acusação, aconteceu por meio da realização de blitze em cidades onde o petista teve votação expressiva no primeiro turno, especialmente na região Nordeste. A ordem para mapear esses locais, de acordo com a denúncia, partiu de uma diretora do Ministério da Justiça.
 

"A ferramenta [as blitze] figurava como elemento crucial na execução do plano de manutenção de Jair Bolsonaro no poder, uma vez que visava a reverter o favoritismo do oponente, percebido, tanto pelos resultados do primeiro turno quanto pelas pesquisas de intenção de voto no segundo turno", diz a denúncia da PGR.
 

Com as blitze, Vasques desrespeitou decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que na noite anterior ao pleito havia proibido esse tipo de abordagem. O então diretor-geral, que no segundo turno pediu votos para Bolsonaro nas redes sociais, foi convocado naquele dia para dar explicações ao ministro, sob o risco de ter a prisão decretada.
 

Vasques foi preso preventivamente em agosto de 2023 com base em pedido da Polícia Federal, que argumentou a favor da medida para evitar interferências nas investigações sobre o episódio. Ele foi solto um ano depois.
 

A peça apresentada nesta terça narra que a delegada de Polícia Federal Marília Ferreira de Alencar, então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, solicitou a elaboração de um projeto de "Business Intelligence" com o objetivo de coletar informações sobre os locais onde Lula havia recebido mais de 75% dos votos, particularmente em cidades do Nordeste.
 

Analista de inteligência encarregado da coleta de dados, Clebson Vieira afirmou em depoimento que percebeu que a PRF montou as blitze no segundo turno com base no levantamento produzido por ele. Clebson disse que reuniu as cidades onde Lula e Bolsonaro tiveram votações expressivas, mas que a atuação da polícia ocorreu apenas nos locais com mais eleitores do petista.
 

O analista afirmou ainda que tais fatos o "incomodaram muito", mas que à época não tinha a quem recorrer.
 

A acusação juntou à denúncia uma planilha recolhida pelas investigações. Nela aparece uma listagem de cidades, com número de votos e abas nomeadas como "concentração maior que 75% Lula" e "concentração maior que 75% Bolso".
 

A PGR também destacou mensagens de texto trocadas entre Marília e Fernando de Sousa Oliveira, à época Diretor de Operações do Ministério da Justiça. Após o primeiro turno, ela escreveu a ele: "Temos que pensar na ofensiva quanto a essas pesquisas".
 

Poucos dias depois, em 6 de outubro, Marília disse: "Tudo alinhado sobre por (sic) o efetivo". Ela afirmou ainda que havia feito sua parte, mas que estava "ansiosa pra kcete (sic)". "Doida para poder fazer alguma coisa pra ajudar", escreveu.
 

Marília e Fernando tinham um grupo de WhatsApp intitulado "Em off", do qual também participava Leo Garrido de Salles, coordenador-geral de operações da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência do Ministério da Justiça.
 

No dia 13 de outubro, Marília escreveu no grupo: "belford roxo o prefeito é vermelho precisa reforçar pf" e "menos 25.000 votos no 9". Em seguida, perguntou a Fernando qual seria o próximo passo. Ele respondeu que "52 x 48 são milhões 5 de votos para virar", o que, segundo a PGR, denotava que seriam necessários cinco milhões de votos para virar o resultado das eleições.
 

No mesmo dia, Marília enviou mensagens a Fernando dizendo que Anderson Torres, então ministro da Justiça, tinha pressa. Ela afirmou ainda que "Leo disse que só vai fazer a bahia", perguntando quem faria o restante.
 

Três dias depois, no grupo "Em off", Leo Salles disse que havia finalizado os planos para Bahia, Ceará e Pernambuco. No dia seguinte, Marília demonstrou preocupação em relação às cidades onde Lula tinha recebido maior número de votos.
 

Ela escreveu: "pelotas foi 52x36 pro lula", "202 mil habitantes", "cara os caras tem que rodar essas bases", "poa também foda" e "49x39 pro lula". Fernando respondeu: "manda o rs tem muito eleitor pt".
 

Segundo a acusação, as diretrizes foram acolhidas por Silvinei Vasques, que então direcionou os recursos da PRF para a realização das blitze.
 

A PGR menciona ainda uma reunião do dia 19 de outubro entre a cúpula da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, com a participação de Vasques e Anderson Torres. No dia seguinte, Marília escreveu no grupo de WhatsApp que "o 01 falou bem ontem na reunião". Fernando concordou: "falou bem demais isento". Ela, então, respondeu: "isento porra nenhuma", "meteu logo um 22".
 

A investigação colheu depoimentos de 47 policiais rodoviários federais -três deles afirmaram que Vasques havia dito na reunião que "era hora de escolherem um lado".
 

A denúncia destaca que inicialmente a PRF trabalhava com um único plano de operações para os dois turnos das eleições. No dia 26 de outubro, porém, um novo documento foi elaborado pelos denunciados, incluindo a fiscalização de passageiros, que não constava no planejamento inicial.
 

"Dados fornecidos pela atual gestão da PRF mostraram que, durante o segundo turno das eleições, a Região Nordeste concentrou o maior número de policiais mobilizados, o maior número de postos fixos de fiscalização e o maior número de ônibus fiscalizados e retidos", afirma a peça.
 

No dia 28 de outubro, às vésperas do segundo turno, o policial rodoviário federal Luíz Carlos Reischak Júnior afirmou em mensagem de texto ao colega Adiel Alcântara que havia um aumento na fiscalização direcionada aos ônibus. No dia seguinte, Adiel comentou com outro policial rodoviário federal, Paulo César Alves Júnior, que Vasques havia sido impróprio na reunião, destacando a determinação de "policiamento direcionado".
 

"Está claro o desvio de finalidade das ações policiais do grupo, orientadas ao propósito comum dos integrantes da organização criminosa de impedir, também mediante o emprego de atitudes de força, que o candidato agora denunciado fosse afastado do poder", escreve a PGR.
 

Silvinei Vasques, Anderson Torres, Marília Ferreira de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira foram denunciados pela PGR. Torres também chegou a ficar preso de janeiro a maio de 2023 por suposta omissão nos ataques golpistas de 8 de janeiro.
 

Procurada, a defesa do ex-ministro disse que irá analisar a denúncia antes de se manifestar. A defesa de Vasques não havia respondido ao contato da reportagem até a publicação deste texto. A reportagem não conseguiu localizar as defesas de Marília de Alencar e de Fernando Oliveira.



fONTE: FOLHAPRESS - 20/02/2025

Câmera: Presidente Motta ameaça punir deputados após gritaria por denúncia contra Bolsonaro; veja vídeo

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) deu uma bronca nos deputados nesta sexta-feira, 19. Parlamentares da oposição e da base ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) travaram, pelo segundo dia, uma batalha de gritos por causa da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e Motta teve que ser chamado para colocar ordem na Casa.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) deu uma reprimenda nos deputados após guerra de gritos no plenário Foto: @camaradosdeputadosoficial via YouTube




Como resposta à briga dos deputados, Hugo Motta decidiu proibir a entrada de parlamentares com faixas no plenário e ainda ameaçou entrar com processos no Conselho de Ética contra qualquer deputado que ofender colega e atrapalhar a discussão das matérias.
“Se o parlamentar aqui desrespeitar o colega, a própria Presidência vai acioná-lo no Conselho de Ética e vai fazer cumprir todas as medidas restritivas da Casa. [...] Nós vamos solicitar à Secretaria-Geral da Mesa para proibir também a entrada de cartazes e manifestações no plenário porque isso, de certa forma, deixa todos os parlamentares no mesmo nível”, afirmou Motta.



A confusão desta quarta-feira, 19, começou quando o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) subiu à tribuna junto aos parlamentares de oposição e fez ataques aos parlamentares da base governista e à denúncia da PGR contra Bolsonaro.

Em resposta, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), foi para o microfone ao lado de aliados de Lula para defender a prisão de Bolsonaro. O discurso, que deveria ter 10 minutos, levou mais de 20 minutos e não foi concluído porque a oposição o interrompeu com gritos variados como: “mensaleiro”, “petroleiro” “Triplex”, “Atibaia”, “o ovo está caro” e “Lindo, ladrão. Mensaleiro na prisão”.

Em resposta, os deputados que apoiam o governo Lula revidaram os gritos entoando as frases: “sem anistia” e “uh, vai ser preso”, em referência ao projeto judicial contra Bolsonaro. Durante a gritaria, deputados que não estavam participando do embate ou mostravam insatisfação com o que viram, como Laura Carneiro (PSD-RJ), ou riam da situação, como Tiririca (PL-SP).

Hugo Motta estava recebendo parlamentares no gabinete dele e decidiu deixar a terceira-secretária da Câmara, Delegada Katarina (PSD-SE), conduzindo as pautas do dia. Após a oposição interromper o discurso de Lindbergh diversas vezes, ela decidiu suspender a sessão por sete minutos.

O presidente da Câmara precisou ser chamado para conter os ânimos. Katarina não voltou à direção dos trabalhos, e Motta continuou os trabalhos do Legislativo com mão de ferro. Não houve mais atritos entre os dois lados a partir de então.

“Eu quero dizer a Vossas Excelências que se estão confundindo esse presidente como uma pessoa paciente e serena com um presidente frouxo, vocês ainda não me conhecem. Ou esse plenário se dignifica de estar aqui representando o povo brasileiro, ou nós não merecemos estar aqui. Aqui não é o jardim da infância, ou muito menos um lugar para a espetacularização que denigre a imagem desta Casa. Eu não aceitarei esse tipo de comportamento”, afirmou Motta.

Na terça-feira, 18, após a PGR denunciar Bolsonaro, os deputados travaram outra guerra de gritos. Enquanto a base de Lula gritava “sem anistia”, a oposição bradava “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. 

A sessão foi interrompida pelo presidente da sessão José Rocha (União-BA), que deu uma reprimenda aos parlamentares e disse que a Câmara viveu um “espetáculo feio e absurdo”.

A PGR acusou Bolsonaro de tentativa de golpe, em peça encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF). O procurador-geral Paulo Gonet concluiu que Bolsonaro liderou articulações para uma ruptura institucional. Além disso, a denúncia atinge outros 33 indiciados em inquéritos da Polícia Federal (PF).

A PGR apontou que Bolsonaro cometeu cinco crimes, sendo eles: dano qualificado com uso de violência e grave ameaça e deterioração do patrimônio tombado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa. Somadas, as penas dos crimes podem chegar a mais de 43 anos de prisão.

    De acordo com a denúncia da PGR, Bolsonaro liderou uma organização criminosa “baseada em projeto autoritário de poder” e “com forte influência de setores militares”. Também foi apontado como comandante da trama o ex-ministro da Defesa general Walter Braga Netto, que está em prisão preventiva.

    Fonte:ESTADÃO - 20/02/2025 08h:25

    Desembargadora, filhos e ex-assessor viram réus por venda de sentenças


                                        

    A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça recebeu a denúncia do MPF contra a desembargadora e outras três pessoas nessa quarta (19) -  foto:reprodução


    Uma desembargadora, dois filhos, além do advogado e ex-assessor foram denunciados por suposta participação na organização criminosa voltada à prática dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A magistrada e um dos filhos também são acusados de dificultar as investigações.

    A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) nessa quarta-feira (19/2). Os quatro são investigados na Operação Faroeste. Deflagrada em 2019, a operação apura esquema de venda de decisões judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) relacionadas a disputas de terras na região oeste do estado. As investigações, até o momento, apontam envolvimento de desembargadores, juízes, advogados e produtores rurais.

    Em novembro de 2024, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Lígia Maria Ramos Cunha Lima (foto em destaque) foi aposentada compulsoriamente, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em processo administrativo disciplinar. Ainda cabe recurso da decisão.

    Manifestação do MPF
    Na sessão de julgamento, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, ressaltou que as provas são suficientes para atestar a participação dos réus no esquema criminoso.

    Entre as documentações, citou a quebra de sigilo bancário e fiscal, relatórios de inteligência financeira e reiterados contatos telefônicos entre assessores da desembargadora e os advogados das pessoas beneficiadas pelas decisões judiciais. “Todos os fatos relatados na denúncia estão, em seu contexto geral, suficientemente comprovados pela soma das provas produzidas”, frisou.

    O vice-procurador-geral da República acrescentou ainda que tais provas são reforçadas pelas informações obtidas no acordo de colaboração premiada firmado entre o MPF e um dos réus, o advogado e ex-assessor.

    Em um dos depoimentos, ele teria afirmado que recebeu R$ 400 mil para intermediar um dos julgamentos. O relator do caso, ministro Og Fernandes, reiterou que as provas apresentadas pelo MPF, incluindo ainda gravações ambientais, confirmam as declarações do colaborador e indicam as práticas dos crimes.

    Fonte:Mirelle Pinheiro/Metrópoles - 20/02/2025