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segunda-feira, 14 de abril de 2025

Brasília: Por que Bolsonaro trocou de médico para a nova cirurgia


                                             foto:reprodução


 Após ao menos cinco procedimentos cirúrgicos no intestino com cirurgião Antonio Macedo em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro trocou de médico para a cirurgia que realizou no domingo (13/4).

O procedimento foi realizado no hospital DF STar, em Brasília, e foi coordenado pelo cirurgião Cláudio Birolini, diretor do Serviço de Cirurgia Geral Eletiva do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Claudio Birolini, médico-chefe da equipe cirúrgica de Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Segundo integrantes do clã Bolsonaro, a decisão de trocar o médico foi da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente da República.

Um dos motivos estaria relacionado à ex-deputada federal Amália Barros (PL-MT), que morreu em 2024 após uma série de cirurgias para tirar um nódulo benigno no pâncreas feitas por Macedo.

O cirurgião chegou a ser contatado pelo ex-ministro Gilson Machado na madrugada da sexta-feira (11/4), quando Bolsonaro começou a sentir fortes dores abdominais no Rio Grande do Norte.

Macedo instruiu o ex-ministro, que é médico veterinário, a dar alguns remédios a Bolsonaro e se colocou à disposição para viajar a Natal para operar Bolsonaro lá. Michelle e Flávio, contudo, optaram por outro médico.

Fonte: IGOR GADELHA/METRÓPOLES 14/04/2025

domingo, 13 de abril de 2025

Salvador: Morre jovem baleada em ação policial no bairro da Engomadeira; Vídeo


                                              Foto:reprodução


 Morreu a estudante universitária, Luíza Silva dos Santos de Jesus, de 19 anos, baleada durante uma ação da Polícia Militar no bairro da Engomadeira, na tarde deste domingo (13). O caso ocorreu na Baixa da Nanã, por volta das 16h40.

Populares informaram que a jovem havia acabado de voltar da casa de uma amiga quando foi atingida por um tiro na barriga. A família acusa a polícia pela morte.


"Eles chegaram atirando e não havia nada que justificasse os disparos. O bairro estava tranquilo", declarou um dos parentes de Luíza para o jornal Correio. "Ela tinha acabado de levar uma marmita para uma amiga e retornava para casa", completou a fonte ao jornal.

Luíza era aluna do curso de Estética e Cosmética em uma faculdade particular de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

Em nota, a PMBA informou que a jovem foi socorrida para o Hospital Roberto Santos e uma ocorrência de tentativa de homicídio foi registrada no Posto Policial do HGRS.

A PMBA diz que os policiais foram surpreendidos por disparos de arma de fogo efetuados por um grupo de indivíduos.

“Diante da injusta agressão, os policiais reagiram e os suspeitos conseguiram evadir do local. Durante a varredura subsequente à troca de tiros, uma mulher foi encontrada ferida ao solo. A equipe policial prestou imediato socorro à vítima, que foi conduzida para atendimento médico, mas, infelizmente, evoluiu a óbito”, informou.

A corporação lamentou a morte da estudante.

“A Polícia Militar da Bahia lamenta profundamente a morte de Ana Luíza Silva dos Santos, solidariza-se com os familiares e informa que os fatos estão sendo devidamente apurados, conforme os protocolos institucionais. A Corporação reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e, sobretudo, com a preservação da vida”.

FONTE: BNEWS - 12/04/2025

Brasília: Cirurgia de Bolsonaro termina após 12 horas. “Concluída com sucesso”, diz Michele

                                  Mariah Aquino/Metrópoles/Reprodução

 

Após 12 horas, terminou a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), neste domingo (13/4). O procedimento médico começou às 10h, no Hospital DF Star, e teve como objetivo liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal.

Pelas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou o término do procedimento. “Cirurgia concluída com sucesso! A Deus, toda honra e toda glória! Estou indo agora para a sala de extubação, onde poderei vê-lo.”

O Hospital DF Star liberou, às 21h40, o primeiro boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O procedimento de grande porte ocorreu sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue, afirma a equipe médica.

Apoiadores fizeram vigília em frente ao hospital e oram pela saúde do ex-presidente. A senadora Damares Alves (Republicanos) participou do ato.

Bolsonaro está internado em Brasília desde a noite desse sábado (12/4), depois de ser transferido de Natal (RN), onde precisou ser hospitalizado às pressas na sexta-feira (11/4), para tratar um quadro de subobstrução intestinal. A previsão é que ele siga internado após o procedimento operatório.

Ele passou mal com fortes dores enquanto cumpria agenda no interior do Rio Grande do Norte e foi transferido de helicóptero para Natal.

O médico pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cláudio Birolini, chegou a afirmar que, apesar de não ter acompanhado presencialmente as outras ocasiões, o quadro enfrentado pelo ex-mandatário nessa sexta-feira foi o pior desde o ataque a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018.


Fonte: BN - 12/04/2025

MG: Transportadora ligada ao Grupo do Gov. Zema é autuada por trabalho análogo à escravidão


                            foto:reprodução

Em Araxá (MG), 22 trabalhadores foram encontrados em situação análoga à de escravo prestando serviço no Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema, pertencente à família do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em ação fiscal realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 4 de fevereiro deste ano. 

A ação contou com a participação de seis auditores fiscais do trabalho, dois procuradores do Ministério Público do Trabalho e seis policiais rodoviários federais.

Os trabalhadores eram motoristas da empresa Cidade das Águas Transportes, contratados para levar móveis e eletrodomésticos às lojas do Grupo Zema, gigante do setor moveleiro no estado.

A inspeção foi realizada dentro do próprio Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema. Segundo o relatório de inspeção do Ministério Público do Trabalho (MTE), a situação dos trabalhadores foi classificada como análoga a escravidão pela existência de jornadas exaustivas, que chegavam a 19 horas diárias.

“Esses dados foram analisados e são o fundamento para a caracterização da jornada exaustiva, não havendo justificativa para a afirmação de que não foi informada dos critérios utilizados pela equipe de fiscalização para a citada caracterização ou de que não haveria elementos suficientes para tal”, destaca trecho do relatório.

“Eles [os motoristas] ficavam nessas jornadas exaustivas prestando serviço para o Grupo Zema. O Grupo Zema, primeiro, tinha um serviço primarizado; depois de uns dois ou três anos, resolveram encerrar essa atividade tocada por eles e terceirizaram, passaram até os caminhões para essas empresas. Então eles têm uma situação de amizade, favores, tanto com a Cidade das Águas como as outras prestadoras que lá estão fazendo o serviço”, afirma Rogério Lopes Costa Reis, auditor fiscal do trabalho responsável pela ação.

O trajeto dos móveis

Os dados que evidenciam as condições degradantes de trabalho foram consultados em papeletas e roteiros de transporte disponíveis no próprio Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema. Eram relatórios de ponto e planilhas com as anotações das jornadas dos motoristas.

Segundo informações obtidas pela reportagem, toda a documentação dos empregados, especialmente o controle de jornada, era responsabilidade da Cidade das Águas. Mas era coordenação de transporte do Grupo Zema, segundo o relatório feito pelos auditores-fiscais do trabalho, que estabelecia as rotas dos caminhões.

Com base na distância e região de entrega dos produtos, os trajetos eram repassados por e-mail para a empresa Cidade das Águas, que após análise, fazia ajustes para evitar trechos de estrada de terra. Depois, a transportadora escalava os motoristas de cada rota. As alterações feitas eram enviadas novamente para a Coordenação do Grupo Zema.

Os motoristas, segundo o relato dos auditores, só saíam do Centro de Distribuição e Apoio do Grupo Zema após o funcionário da empresa de móveis assinar o ‘Controle da Viagem’. Os trabalhadores também recebiam o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe), documento digital obrigatório para o transporte de cargas no Brasil.

Em cada ponto de descarga de imóveis e eletrodomésticos, o gerente de cada loja do grupo Zema anota o dia, a hora e o número do lacre do baú. Depois da entrega, na volta para o CDA, o funcionário da cancela do grupo Zema registra a chegada dos motoristas. É nesse momento que o ‘Controle da Viagem’ é retido.

De acordo com o auditor Costa Reis, o Grupo Zema tinha acesso “indireto” aos horários de trabalho dos motoristas. “O problema da jornada de trabalho são os períodos de descanso, que eles não tinham. Ali [no sistema do grupo] tem só [o registro da] saída e chegada, mas eles sabem quanto tempo o trabalhador parou porque eles têm o acompanhamento de GPS em todos os automóveis”, explica.

Ele revelou que a prestação de serviço terceirizado era exclusiva para a Eletrozema, do Grupo Zema, que frequentemente impunha uma carga de trabalho excessiva. “Eles usavam e abusavam [dos trabalhadores], porque a Eletrozema falava: ‘Vocês têm que entregar, não quero nem saber’. Eles não querem nem saber se o trabalhador vai dobrar de turno, ou se quem vai pegar [o turno] no outro dia é o mesmo trabalhador… Eles não tinham essa preocupação.”

Com base nos documentos e no relato dos trabalhadores, a auditoria-fiscal do trabalho identificou as seguintes irregularidades nas jornadas dos motoristas:

  • Ausência de 11 horas de descanso dentro do período de 24 horas;
  • Ausência do intervalo mínimo de uma hora para refeição;
  • Prorrogação da jornada diária de trabalho do motorista profissional e/ou do ajudante empregado nas operações por lapso de tempo superior a duas horas extraordinárias ou, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo, por mais de quatro horas extraordinárias.
  • Ausência de escala de revezamento nos serviços exigidos no domingo.

Os relatos dos trabalhadores

O relatório de fiscalização da inspeção do trabalho reúne relatos de cinco dos 22 motoristas submetidos a jornadas excessivas de trabalho. Em um dos depoimentos, o motorista afirma aos auditores de trabalho que, com a liberação da empresa, a jornada média era de 16 horas por dia, registradas no ponto. Em algumas entregas, diz o trabalhador, chegava a trabalhar 26 horas diretas.

O mesmo prestador de serviço relatou que almoçava na boleia do caminhão, e não era raro ter que dormir no veículo. A jornada, geralmente, começava entre 3h e 4h, e era encerrada às 20h. Pai de cinco filhos, o trabalhador diz que tinha um salário base de R$ 2.664. E, com as horas extras, chegava a tirar até R$ 7.000. Segundo o relato do trabalhador inserido no relatório de fiscalização, ele não tinha o FGTS depositado desde agosto de 2024.

Um segundo trabalhador diz trabalhar “na empresa Cidade das Águas, prestadora de serviços do Grupo Zema, como motorista de carreta, há aproximadamente sete anos”. Antes da atividade ser terceirizada, ele trabalhava na Eletrozema. O baú da sua carreta, inclusive, pertence à antiga Eletrozema, segundo o relato. Já o cavalo, ou seja, a parte da frente da carreta, é da Cidade das Águas.

O motorista descreve que é preciso “dirigir muitas horas para conseguir atender a demanda de entrega nas lojas”. Em uma das rotas, ele chega a dirigir de terça-feira a sábado, indo e voltando do Centro de Distribuição do Grupo Zema, fazendo pernoites de duas a três horas.

Outro trabalhador diz sofrer de ansiedade e que não consegue ir ao médico em decorrência do excesso de jornada. A média de sua jornada são 19 horas por dia, e as paradas para o almoço são raras. Ele afirma que dorme no caminhão deitando os bancos, sob uma tábua e um colchonete de 4 cm.

O relato do motorista apresenta uma série de impactos das jornadas excessivas, como a alimentação prejudicada, a falta de academia e atividades físicas; a ausência no velório de tios e da avó; e a perda de dezenas de aniversários.

“Eles ficavam às vezes 12 horas disponíveis para o empregador, trabalhavam nos feriados, nas folgas, o dia inteiro. Era esse tipo de irregularidade”, acrescentou Rogério Reis.

Empresa nega violações

Em 6 de fevereiro de 2025, a Cidade das Águas recebeu uma notificação para paralisar imediatamente as atividades dos trabalhadores submetidos a jornadas extenuantes e rescindir seus contratos.

A empresa respondeu impetrando um Mandado de Segurança Preventivo na justiça, alegando falta de apresentação formal dos motivos para a notificação por trabalho escravo e outras ilegalidades.

No mandado de segurança, a empresa afirmou ter recebido de “forma arbitrária a notificação” e que não seria possível realizar as rescisões contratuais e o pagamento integral das verbas rescisórias dos 22 trabalhadores até a data sugerida pelo MTE, 11 de fevereiro.

O pedido da empresa à justiça foi atendido por meio de uma decisão liminar, que determinou que o MTE deveria se abster de rescindir os contratos de trabalho; embargar e/ou interditar a operação da empresa; incluir a Impetrante na Lista Suja do Trabalho Escravo; e veicular alguma notícia referente ao caso. Essas determinações deveriam valer até que a empresa fosse formalmente notificada das razões da autuação.

O auditor fiscal do trabalho Rogério Reis afirmou que a Cidade das Águas “sonegou informação para o juiz”, em audiência. “Falaram que não sabiam por que estavam sendo caracterizados a trabalho análogo à escravidão, o que é mentira porque tivemos uma reunião com a Cidade das Águas, com o gerente e o advogado do empreendimento. Entregamos o papel e explicamos tudo o que está caracterizando, o que consideramos das jornadas, o que está sendo ultrapassado.”

Para esclarecer a situação, o MTE se reuniu com representantes do Ministério Público Trabalho (MPT), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Defensoria Pública da União (DPU). “Depois dessa reunião, a AGU fez um parecer falando que a condição resolutiva estava explícita e que já poderíamos dar prosseguimento aos atos administrativos devidos pela notificação”, conta Costa Reis.

Neste momento, como a liminar ainda não havia sido, de fato, revogada, a Cidade das Águas acionou novamente a Justiça, com o pedido de uma liminar para que a notificação não tivesse valor. “Então fizemos uma terceira notificação”, diz o auditor.

Atuando no setor há 13 anos, ele revela que foi a primeira vez que presenciou esse tipo de resistência no campo judicial. “Esperamos que não vire moda porque isso atrapalha os nossos procedimentos administrativos, além de significar um grande prejuízo aos trabalhadores.”

A liminar concedida no mandado de segurança perdeu a validade no dia 27 de março, mais de um mês após os autos de infração terem sido lavrados pelo MTE. Dessa forma, a rescisão dos contratos dos trabalhadores e o pagamento de verbas rescisórias e demais obrigações estão programadas para ocorrer no dia 14 de abril.

Sobre o fato de o Grupo Zema não ter sido autuado diretamente, Rogério Reis explica: “O auto de trabalho escravo é um pouco mais complicado porque as empresas podem ser duplamente autuadas por irregularidades de segurança e saúde. No caso da caracterização, nós respeitamos o vínculo empregatício com a empresa que está prestando serviço.”

Conforme o auditor, essa particularidade decorre da reforma trabalhista, que passou a admitir a terceirização em qualquer situação: tanto para atividade fim, quanto para atividade meio. “Só podemos descaracterizar uma terceirização quando é feita com pessoa jurídica economicamente e financeiramente incapaz ou se não atender alguns requisitos da própria lei alterada de terceirização, não é o caso dessa situação.”

Zema integra conselho do grupo familiar e participa das decisões

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), é membro do conselho do Grupo Zema. Em seu site institucional, o próprio governo de Minas destaca a trajetória do governador à frente dos negócios da família. Ele assumiu o comando das Lojas Zema em 1991 e foi responsável pela expansão da rede, que saiu de quatro unidades em Minas Gerais para mais de 400 espalhadas por seis estados.

Atualmente, segundo a pequena biografia profissional publicada no portal da gestão estadual, Zema segue participando das decisões do grupo empresarial. A Eletrozema, citada na fiscalização trabalhista como tomadora dos serviços terceirizados em que foram identificadas jornadas exaustivas, integra o conglomerado.

Outro lado

Em resposta à reportagem, a transportadora Cidade das Águas declarou que “durante todo o procedimento de fiscalização a empresa foi impedida de usufruir do seu direito de contraditório e ampla defesa, sofrendo por consequência uma interpretação arbitrária dos auditores e fora da realidade vivenciada pelos funcionários”.

A companhia afirma ser “fiel cumpridora das obrigações legais, notadamente trabalhista, preservando integralmente todos os direitos individuais e coletivos dos seus funcionários”. O posicionamento pode ser lido na íntegra ao final desta matéria.

O Brasil de Fato também enviou pedidos de posicionamento para o governador de  Minas Gerais e à Eletrozema, mas até a publicação da reportagem não obteve resposta.

Lista Suja

Nesta semana, o MTE divulgou a atualização da “lista suja” do trabalho escravo, que exibe os empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. O estado de Minas Gerais lidera o ranking no Brasil e é responsável por 159 dos 745 nomes divulgados, equivalente a 21% do total.

Em outubro de 2023, a Lei 24.535/2023, de autoria do deputado Luta Betão (PT) foi sancionada, determinando a divulgação da “lista suja” de empregadores no site oficial do governo de Minas Gerais. A bancada, no entanto, denuncia que até hoje o governo Zema descumpre a medida.

Além do não cumprimento da legislação, o Bloco Democracia e Luta da Assembleia Legislatiba de Minas Gerais (ALMG), da qual Betão faz parte, denuncia que Zema já fez apologia à escravidão contemporânea.

Em fevereiro de 2022,  Zema defendeu em vídeo publicado nas redes sociais que empresas devem investir no Vale do Mucuri e do Jequitinhonha porque são regiões tão pobres que se “você oferecer um salário-mínimo ao trabalhador, haverá fila de pessoas para trabalhar para você”.

O governador afirmou ainda que nessas regiões de Minas Gerais se “contrata uma empregada doméstica para ganhar 300 reais por mês”. O comentário foi visto, pelos parlamentares, como uma apologia ao trabalho análogo ao de escravo.

Íntegra do posicionamento da empresa Cidade das Águas

A empresa Cidade das Águas, consultada pelo jornal Brasil de Fato sobre o processo de fiscalização ocorrido em fevereiro pelo Ministério do Trabalho, esclarece que a realidade dos funcionários da empresa não contempla o entendimento subjetivo e arbitrário dos auditores do trabalho relacionado a situação análoga à escravo.

Durante todo o procedimento de fiscalização a empresa foi impedida de usufruir do seu direito de contraditório e ampla defesa, sofrendo por consequência uma interpretação arbitrária dos auditores e fora da realidade vivenciada pelos funcionários.

A Cidade das Águas reforça seu compromisso de fiel cumpridora das obrigações legais, notadamente trabalhista, preservando integralmente todos os direitos individuais e coletivos dos seus funcionários.

A empresa vem adotando todas as medidas legais e administrativas para combater as ilegalidades dos procedimentos de fiscalização e o próprio entendimento distorcido da realidade.

Por fim, a empresa rebate todas as alegações apresentadas pelos auditores do trabalho, principalmente no Auto de Infração injustamente lavrado, sendo certo que as condições de trabalho desenvolvidas são adequadas e em consonância com a legislação que trata a matéria e normas coletivas aplicadas aos funcionários, com a devida assistência do Sindicato dos Trabalhadores.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 12/04/2025

Nos EUA: ‘Não estamos falando de maquiagem de estátua, mas de romper a democracia’, diz diretor-geral da PF sobre 8/1


                                               Foto:José Cruz/ag. Brasil


O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste sábado (12) que as pessoas denunciadas sob a acusação de terem participado de uma trama para dar um golpe após as eleições de 2022 merecem uma “reprimenda à altura”.

“Não estamos falando de maquiagem de estátua, estamos falando de rompimento da democracia e violência”, disse ele, em referência ao caso de Débora Rodrigues dos Santos.

Ela pichou com batom a estátua diante do STF (Supremo Tribunal Federal) durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, foi acusada de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e virou símbolo da defesa de anistia pela oposição no Congresso.

Andrei Rodrigues deu as declarações ao participar de um painel com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, na Brazil Conference, evento organizado por estudantes brasileiros de Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em Cambridge, nos EUA.

“O que nós temos a convicção é isso que está chancelado pela Procuradoria-Geral da República, pelo próprio Supremo Tribunal Federal, e da retidão e do ajuste às condutas que nós buscamos e apuramos durante todo o processo de investigação”, disse ele depois, em entrevista.

Os comentários ocorrem diante de uma pressão da base aliada de Bolsonaro pela aprovação de um projeto que anistie os presos.

A PF indiciou e Gonet denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas sob acusação de terem tramado um golpe após a eleição de 2022, o primeiro núcleo da denúncia.

Além de Bolsonaro, foram tornados réus Alexandre Ramagem (deputado federal pelo PL-RJ e ex-chefe da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa).

Como mostrou a Folha, com o cenário desfavorável, ministros do Supremo tentam convencer que a breve espera pela progressão das penas dos acusados pelo 8 de janeiro é o melhor caminho.

Em um aceno a Motta, Moraes teria decidido mudar a condução de alguns processos. O movimento do ministro do STF fez baixar para 131 o número de presos pelos ataques de 8 de janeiro –sendo 42 provisórios, 84 em prisão definitiva e 5 em prisão domiciliar.

Dados mostram que 8% dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) estão na prisão. São, ao todo, 1.586 pessoas acusadas pelos crimes contra o Estado.

A maior parte (1.099), composta por presos em frente ao quartel-general do Exército, foi denunciada por crimes simples. As condenações desse grupo costumam ser de um ano de reclusão, com pena substituída por prestação de serviço comunitário e obrigação de fazer um curso sobre democracia.

A outra parte (487) é de pessoas flagradas na manifestação que cometeram crimes mais graves, como golpe de Estado e deterioração do patrimônio tombado. As penas para esse grupo variam de 11 anos e 6 meses a 17 anos e 6 meses, a depender da gravidade de cada caso.

PF não faz mais ‘espetacularização’

Andrei Rodrigues também afirmou que houve mudanças na postura da Polícia Federal e que hoje não há mais “espetacularização” das operações.

“Não há mais espetáculos de operação. Vocês não vão ver presos algemados, sendo conduzidos, sendo expostos à mídia, não tem imprensa na porta de pessoa que está sendo investigada pela polícia. Não tem prisões espetaculosas na rua, no trânsito, e expondo indevidamente as pessoas”, disse.

O diretor da PF deu a declaração ao ser questionado sobre a Operação Lava Jato. Ele repetiu críticas à forma como a investigação foi conduzida em Curitiba e ao ex-juiz Sergio Moro.


FONTE:ICL NOTÍCIAS  - 12/04/2025

Economia: Soja dos EUA pede pausa em tarifas com China e já fala em falências

                                               foto:Kevin Lamarque/reprodução


Os produtores de soja dos EUA pedem que o governo de Donald Trump suspenda as tarifas contra a China, interrompa a guerra comercial e abra negociações imediatas.

 O temor do setor é de que uma prolongação das barreiras leve centenas de produtores à falência diante da guinada de Pequim para substituir os bens americanos pela soja brasileira.

Confira a reportagem completa do colunista internacional do site UOL Jamil Chade na publicação abaixo:

https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2025/04/13/soja-dos-eua-pede-pausa-em-tarifas-com-china-e-ja-fala-em-falencias.htm

DF: Ex-presidente Bolsonaro passa por cirurgia em Brasília


                                         Foto:reprodução


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a uma cirurgia neste domingo (13/4) para tratar quadro de subobstrução intestinal. O procedimento começou por volta das 8h30. Ele está internado em Brasília desde a noite de sábado (12/4), no DF Star. A informação foi apurada pelo Metrópoles com pessoas próximas ao ex-mandatário e confirmada posteriormente em boletim médico.

“Após reavaliação clínico-cirúrgica, foi submetido a novos exames laboratoriais e de imagem que evidenciaram persistência do quadro de subobstrução intestinal, apesar das medidas iniciais adotadas.As equipes que o assistem optaram de comum acordo pelo tratamento cirúrgico. Ele está sendo submetido neste momento ao procedimento cirúrgico de laparotomia exploradora, para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal”, diz o comunicado.

 Bolsonaro passou mal durante uma agenda no Rio Grande do Norte (RN), na sexta-feira (11/4). Ele sentiu dores abdominais em Santa Cruz e foi transferido de helicóptero para Natal, onde passou a noite. No fim do sábado, embarcou para Brasília.


Fonte: METRÓPOLES C/ADAPTAÇÕES 12/04/2025


sábado, 12 de abril de 2025

RN: Exames indicam piora, e Bolsonaro deverá ser operado, diz aliados


                                                Foto:reprodução

(Folhapress) – Jair Bolsonaro (PL) deverá se submetido a uma cirurgia neste domingo (13) em Brasília. Segundo aliados do ex-presidente, exames clínicos indicaram uma piora no seu estado de saúde.

Ele tem novos pontos de obstrução intestinal. O problema é uma sequela comum em pacientes com intervenções extensivas na região abdominal. Bolsonaro já fez cinco cirurgias desde que recebeu uma facada na barriga durante a campanha eleitoral de 2018, quando foi eleito presidente.

O político foi internado na sexta (11) em Natal, após passar mal com dores durante um evento para defender a anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e, por extensão, a si mesmo. Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de fomentar sua permanência no poder após perder a eleição para Lula (PT), em 2022.

Por decisão da sua mulher, Michelle, ele será transferido para Brasília numa UTI aérea. Chegando, será internado no hospital DF Star, outra opção da esposa, que vetou sua ida a São Paulo, como aliados defendiam.

“O presidente está bem, lúcido, estável, tranquilo”, havia dito neste sábado (12) o ex-ministro e senador Rogério Marinho (PL-RN), que acompanhou Bolsonaro em Natal. Nem ele, nem o boletim médico divulgado pelo hospital local citam a possibilidade da cirurgia.

Segundo uma pessoa com conhecimento da situação, a decisão final sobre a operação deverá ser feita após novos exames, mas era dada como certa por aliados.

Se realizada, a cirurgia será comandada por Claudio Birolini, especialista em reconstrução abdominal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, que atenderá Bolsonaro — todo o acompanhamento da saúde do ex-presidente da facada até aqui estava a cargo do médico Antonio Luiz Macedo, de São Paulo.

Ele chegou a ser consultado pelo ex-ministro Gilson Machado, que estava com Bolsonaro quando ele passou mal no interior do Rio Grande do Norte, mas não foi chamado a Brasília.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 12/04/2025