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domingo, 20 de abril de 2025

Brasil reduz 70% da área queimada no primeiro trimestre de 2025


                                         

 Por Fabíola Sinumbú – Agência Brasil 

Nos três primeiros meses de 2025, a extensão de todas as áreas atingidas por queimadas no país somou 912,9 mil hectares. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 2,1 milhões de hectares, houve uma redução de 70% no território nacional atingido pelo fogo.

Do total das áreas queimadas 78% são de vegetação nativa, sendo que 43% do que foi consumido pelo fogo eram de formação campestre.

Entre os estados brasileiros, Roraima foi o que mais queimou nesses três meses, somando 415,7 mil hectares. O Pará foi o segundo mais atingido, com 208,6 mil hectares queimados e o Maranhão perdeu 123,8 mil hectares para o fogo, sendo o terceiro na lista. Entre as cidades, Pacaraima e Normandia, ambas em Roraima, foram as mais afetadas, com 121,5 mil e 119,1 mil hectares, respectivamente.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) Felipe Martenexen, Roraima vivencia sua estação seca no início do ano, o que torna o estado particularmente vulnerável às queimadas nesse período. “Os dados do primeiro trimestre de 2025 refletem essa sazonalidade climática, com Roraima despontando como o principal foco de fogo no país”, explica

Os números foram divulgados nesta quarta-feira (16) e são do Monitor do Fogo, uma ferramenta do MapBiomas que utiliza imagens de satélite para mapear cicatrizes de fogo em todo o país.

“A ocorrência do período de chuvas contribui para essa diminuição das queimadas. No entanto, o Cerrado se destacou com a maior área queimada no primeiro trimestre em comparação aos últimos anos, o que reforça a necessidade de estratégias específicas de prevenção e combate ao fogo de cada bioma”, alerta a pesquisadora do Mapbiomas Fogo, Vera Arruda.

Biomas

Entre janeiro e março de 2025, o Cerrado teve aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, Foram 91,7 mil hectares queimados, ficando 106% acima da média histórica desde 2019.

 queimada

Do total das áreas queimadas, 78% são de vegetação nativa. (Foto: Fernando Martinho/ Repórter Brasil)

Também cresceram em área atingida pelo fogo a Mata Atlântica e o Pampa. Em relação a 2024, as áreas queimadas aumentaram 7% e 1,4%, respectivamente. Enquanto a Mata Atlântica teve 18,8 mil hectares atingidos, o Pampa teve 6,6 mil hectares queimados.

A Amazônia, apesar de ter registrado queda de 72% na área queimada em relação aos três primeiros meses de 2024, foi o bioma mais atingido em extensão no mesmo período de 2025. Foram 774 mil hectares queimados, representando 78% do total nacional.

“É importante entendermos que a estação seca de 2025, que se aproxima, possivelmente ainda será forte, o que pode reverter essa condição de redução” diz a diretora de Ciência do Ipam e coordenadora do Mapbiomas Fogo.

O Pantanal e a Caatinga também observaram redução nas suas áreas queimadas durante os três primeiros meses de 2025. Eles tiveram, respectivamente, 10,9 e 10 mil hectares atingidos pelo fogo, que representaram reduções de 86% e 8% em relação ao mesmo período de 2024,

Março

No último mês do primeiro trimestre deste ano, o fogo alcançou 106,6 mil hectares do país, o equivalente a 10% da área total queimada nos meses analisados. Na comparação com março de 2024, foram 674,9 mil hectares a menos queimados, o que representa redução de 86%.

Do total no mês, a Amazônia queimou 55,1 mil hectares; o Cerrado, 37,8 mil hectares, a Caatinga 2,2 mil hectares, Mata Atlântica, 9,2 mil hectares, o Pampa 1,5 mil hectares e o Pantanal, 561 hectares.


Fonte:ICL NOTÍCIAS - 20/04/2025

Mundo: Em atrito com os EUA, China investe para ligar Brasil ao Pacífico

 

                                            foto:reprodução


China está empenhada na construção de uma nova rota para conectar o Atlântico e o Pacífico, atravessando Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, de modo a facilitar o intercâmbio comercial da Ásia com a América do Sul. Apesar de não ser novo, o projeto se insere no meio da guerra comercial que o gigante asiático trava com os Estados Unidos de Donald Trump.

O principal objetivo deste corredor é permitir que o Brasil e vizinhos sul-americanos evitem as rotas tradicionais de navegação do Atlântico, reduzindo significativamente os tempos de trânsito e os custos logísticos para exportações agrícolas, como soja, carne e grãos.

Uma delegação chinesa visitou recentemente o Brasil para discutir grandes projetos de infraestrutura, incluindo o Corredor Bioceânico (veja detalhes abaixo). A visita ocorreu no contexto dos acordos estratégicos assinados pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Xi Jinping (China) durante a visita de Estado de Xi ao Brasil em novembro do ano passado. O presidente brasileiro vai retribuir a visita no próximo mês de maio.

Canal do Panamá

Travessia chave para o comércio marítimo internacional, o Canal do Panamá foi inaugurado no começo do século passado como alternativa para encurtar distâncias. Ele possui 77,1 quilômetros de extensão e o tempo aproximado para cruzar o canal varia entre 20 e 30 horas. A alternativa ao canal é contornar o continente, nas pontas meridionais da África e da América do Sul, ou o Canal de Suez.

Em fevereiro, o Panamá se retirou do projeto Novas Estradas da Seda, em decisão tomada sob pressão de Trump, que alega que o Canal do Panamá está sob o controle de Pequim.

Essa é uma vitória diplomática para Washington, que teme a crescente influência de Pequim, especialmente sobre esta infraestrutura estratégica, vista pelos EUA como um risco à segurança. Como o Canal do Panamá é ponto central para o comércio mundial, o afastamento de Pequim fortalece a influência norte-americana na região.

Desde 2017, Pequim tem investido pesadamente no Panamá, especialmente em portos e logística, buscando facilitar seu comércio. Na condição de segundo maior usuário do canal depois dos EUA, a China esperava ter condições mais favoráveis para seus negócios.

Agora, o Corredor Bioceânico é visto como uma alternativa ao Canal do Panamá, que vinha garantindo a Pequim uma influência crescente na América Latina, antes “quintal” dos EUA.

O governo brasileiro já trabalha, via Ministério do Planejamento e Orçamento, com o desenvolvimento das cinco rotas de Integração e Desenvolvimento Sul-Americano, que fazem parte da agenda da integração regional. A pasta desenhou as cinco rotas após consulta aos 11 estados brasileiros que fazem fronteira com os países da América do Sul.

As rotas têm o duplo papel de incentivar e reforçar o comércio do Brasil com os países da América do Sul e reduzir o tempo e o custo do transporte de mercadorias entre o Brasil e seus vizinhos e a Ásia.

No total, as rotas de integração contam com 190 obras que já estão no PAC, e por isso têm recursos assegurados no orçamento. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aportou US$ 3 bilhões e os bancos regionais de desenvolvimento – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) e Fonplata — aportaram mais US$ 7 bilhões. Mas ainda será necessário investimento em outros projetos de logística, onde podem entrar os chineses.

Na estimativa do governo brasileiro, as rotas poderão estar funcionando entre 2025 e 2027.

Veja detalhes:

6 imagens
A Rota 1 é a Ilha das Guianas
A Rota 2 é a Amazônia
A Rota 3 abrange o Centro-Oeste brasileiro e é chamada de Quadrante Rondon
A Rota 4 passa pelo Sul e Sudeste brasileiro, chamada de Bioceânica de Capricórnio
A Rota 5 abrange o cone sul, chamada de Bioceânica do Sul

Visita ao Brasil

No Brasil na semana passada, além do governo federal, os chineses se encontraram com representantes estaduais de Mato Grosso, Goiás, Rondônia e Acre para discutir as redes rodoviária, ferroviária e hidroviária do Brasil. Eles visitaram, por exemplo, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), localizada em Goiás, obra que visa conectar as áreas produtoras de commodities agrícolas da região à malha ferroviária existente e aos portos do litoral brasileiro.

Eles também visitaram o porto de Ilhéus (BA) e o porto de Santos (SP), este último um dos maiores da América Latina, que está sendo expandido com um investimento de US$ 486 milhões pela COFCO International, gigante chinesa do agronegócio.

Na terça-feira (15/4), a comitiva chinesa também se reuniu com integrantes da e dos Ministérios dos Transportes, do Planejamento e Orçamento, da Agricultura e Pecuária e da Agência Infra S.A para conhecer parte da carteira do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

“Estamos honrados em receber a delegação chinesa. Esta é uma oportunidade de estreitar nossos laços e mostrar a viabilidade para a construção desse corredor”, afirmou o secretário especial do Novo PAC, Maurício Muniz.

Chile e Brasil discutem rota


O Chile apresentou na última segunda-feira (14/4) o plano de obras de infraestrutura do Corredor Rodoviário Bioceânico. Em andamento há uma década, é considerado um dos projetos de infraestrutura mais importantes da América Latina, abrangendo 2.400 km.

O programa será um dos pontos centrais de discussão durante a visita oficial que o presidente do Chile, Gabriel Boric, fará ao Brasil na próxima semana.

Na quarta-feira (23/4), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que comanda o projeto Rotas de Integração Sul-Americana, estará com o ministro da Economia do Chile, Nicolas Grau, e empresários de diversos setores produtivos dos dois países. O evento será realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF).

“Será um momento fundamental porque fortalecerá os laços de confiança entre os setores público e privado dos dois países. Cada um está em uma ponta: o Chile diante do Pacífico e o Brasil diante do Atlântico. A rota bioceânica permitirá uma aproximação que trará mais empregos e mais renda para os dois países”, afirmou Tebet.

A ministra esteve no país asiático em meados de 2024, para buscar parcerias com a iniciativa privada e com o governo chinês.

A principal Rota que passa por Brasil e China é a Rota Bioceânica de Capricórnio, que liga os portos brasileiros do sul do Brasil, nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, aos portos de Antofagasta, Iquique e Mejillones, no Chile, passando pela região do Chaco paraguaio e pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy.

“É uma boa notícia, porque se trata de um integração real e concreta”, afirmou Boric durante cerimônia no Palácio de La Moneda, em Santiago.

O plano do presidente Boric prevê o desenvolvimento de 22 projetos de infraestrutura no Chile, com foco na melhoria das rodovias e na criação de novos pontos de controle aduaneiro e policial.

Fonte: /Metrópoles - 20/04/2025


sábado, 19 de abril de 2025

Alagoas: Justiça rejeita habeas corpus a advogado João Neto

                                      foto:reprodução

O advogado criminalista João Neto teve o pedido de habeas corpus liminar negado pela Justiça de Alagoas neste sábado (19). A solicitação, segundo o Portal Leo Dias, foi feita pela defesa do advogado e influenciador digital preso desde o início da semana, após ser detido em flagrante sob a acusação de agredir ex-namorada. O caso ocorreu em Maceió e vem repercutindo nacionalmente.

João Neto foi detido em 14 de abril, após, conforme registrado em vídeos, puxar a ex-companheira para fora do apartamento que dividiam, logo após o fim do relacionamento. A vítima indica que ela foi agredida fisicamente, o que levou à prisão em flagrante. 

A Justiça converteu a prisão em preventiva na última quarta-feira (16/4), considerando a gravidade do caso e os elementos apresentados no inquérito.

Fonte: BOCÃO NEWS -19/04/2025

Concurso: Aprovados do CNU começarão a ser convocados em maio

                                             foto:divulgação

Os candidatos aprovados na primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) começarão a ser convocados em maio. A previsão foi anunciada na segunda-feira (15) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), após a sanção da sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministério publicará nos próximos dias uma portaria única que autoriza a convocação dos aprovados para 4.335 vagas de cargos que não exigem cursos de formação dos oito blocos temáticos 1 a 8, de nível superior e médio.

De acordo com a coordenadora-Geral de Concursos e Provimento do MGI, Queila Cândida Ferreira Morais, a futura portaria do MGI permitirá que os aprovados sejam nomeados mais rapidamente. “Essa autorização única para provimento dá celeridade ao trâmite e permite que os órgãos iniciem a convocação de forma mais coordenada”, afirmou em nota.

A partir desta autorização, o passo seguinte será dado pelos 16 órgãos e entidades federais participantes do certame, que deverão publicar os próprios atos de nomeação para dar posse aos aprovados.

Os aprovados começam a ser convocados em maio (Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasil)

A portaria autoriza o provimento de vagas do CNU dos seguintes órgãos:

  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI);
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic);
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa);
  • Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet);
  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra);
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI);
  • Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep);
  • Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI);
  • Ministério da Saúde (MS);
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP);
  • Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc);
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);
  • Advocacia-Geral da União (AGU);
  • Ministério dos Povos Indígenas (MPI);
  • Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO);
  • Ministério da Cultura (MinC).

De acordo com a coordenadora, a documentação técnica necessária para autorização da convocação dos 4.335 aprovados para vagas já foi enviada ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) para confirmação de disponibilidade de recursos do orçamento da União para a nomeação dos aprovados.

Fonte:  Por Daniella Almeida – Agência BrasilICL NOTÍCIAS -18/04/2025

Economia: Renda do trabalho dos mais pobres cresceu 10,7%, em 2024


                                        foto:reprodução


Em 2024, a renda do trabalho dos 10% mais pobres do Brasil subiu 10,7%, ritmo 50% maior do que o verificado entre os mais ricos (6,7%). O resultado, divulgado em estudo da Fundação Getulio Vargas Social (FGV Social) com base na Pnad Contínua, marca a maior redução da desigualdade social dos últimos anos no país. No geral, a renda média do trabalho avançou 7,1% no período.

De acordo com o economista Marcelo Neri, responsável pela pesquisa, o avanço foi impulsionado pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do Bolsa Família, que permite aos beneficiários manter o auxílio mesmo após entrarem no mercado de trabalho.


“Tivemos uma redução muito forte da desigualdade em 2024, especialmente na renda do trabalho”, destacou.

Reativado em 2023 com um aumento de 44% no valor médio por beneficiário, o Bolsa Família criou um “colchão de segurança” para famílias de baixa renda, garantindo que o crescimento econômico chegasse com mais força à base da pirâmide social. Dados do Caged e do Ministério do Desenvolvimento Social mostram que 75,5% das vagas formais criadas em 2024 foram ocupadas por beneficiários do programa, enquanto 98,8% foram preenchidas por cadastrados no Cadastro Único.

Além da política social, outros fatores contribuíram para o cenário positivo, o aumento da escolaridade entre os mais pobres e a queda do desemprego para o menor patamar histórico 6,6%. “O crescimento da renda, somado à redução da desigualdade, elevou o bem-estar dos brasileiros em 10,2%”, explicou Neri.

Para o pesquisador, os números refletem uma mudança estrutural. “Não podemos naturalizar esse avanço. Houve prosperidade do trabalhador, com crescimento de 7,1%, e uma redução da desigualdade que vale 2,9 pontos no índice Gini”, afirmou.Além da política social, outros fatores contribuíram para o cenário positivo, o aumento da escolaridade entre os mais pobres e a queda do desemprego para o menor patamar histórico 6,6%. “O crescimento da renda, somado à redução da desigualdade, elevou o bem-estar dos brasileiros em 10,2%”, explicou Neri.

Para o pesquisador, os números refletem uma mudança estrutural. “Não podemos naturalizar esse avanço. Houve prosperidade do trabalhador, com crescimento de 7,1%, e uma redução da desigualdade que vale 2,9 pontos no índice Gini”, afirmou.

Os dados reforçam o impacto combinado de políticas públicas e recuperação do mercado de trabalho na melhoria de vida da população mais vulnerável — um avanço que, segundo a FGV, não era visto no país há anos.


Fonte: METRÓPOLES - 18/04/2025