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domingo, 13 de julho de 2025

Lula prepara ofensiva para dialogar com empresários e expor Bolsonaro como pai do tarifaço




(Folhapress) – O presidente Lula (PT) deverá ter mais exposição, dar mais entrevistas e procurar empresários após Donald Trump anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros em represália a decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).

Para auxiliares do petista, a sobretaxa do Governo dos EUA dá força ao discurso de combate a privilégios encampado pelo governo brasileiro.

A ideia é usar a imagem de Trump como a personificação da injustiça social e do desrespeito à soberania, associando a ele o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e também seu afilhado político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cotado para a disputa presidencial de 2026.

O presidente Lula (PT) em Linhares (ES) durante a cerimônia de apresentação dos avanços do Novo Acordo Rio Doce no Espírito Santo – Ricardo Stuckert/Divulgação Presidência
O perfil de Lula no X publicou neste sábado (12) um card com a bandeira do Brasil e assinatura de Lula. “O povo brasileiro precisa ser respeitado”, diz o texto, que também ressalta a soberania e proteção das empresas.

“A justiça brasileira precisa ser respeitada. Somos um país grande, soberano, e de tradições diplomáticas históricas com todos os países. O Brasil vai adotar as medidas necessárias para proteger seu povo e suas empresas”, completa.

Um dos materiais que fazem parte da campanha e a que a reportagem teve acesso é um vídeo com a temática da soberania.

Lula

Imagem da campanha “Brasil soberano”

Proteção do povo e da democracia

“O Brasil é um país soberano. E um país soberano é um país independente, que respeita suas leis. Um país soberano protege seu povo e sua democracia. Um país soberano não baixa a cabeça para outros países. E ser contra nossa soberania é ser contra o Brasil”, diz o narrador, em meio a imagens de florestas, plantações, bandeiras do Brasil, além de homens, mulheres e crianças.

A gravação conta inclusive com uma breve expressão em inglês. “É my friend [meu amigo], aqui quem manda é a gente. O Brasil é soberano, o Brasil é dos brasileiros. Governo do Brasil.”

A partir de agosto, o governo também planeja adotar um novo slogan baseado no conceito de defesa dos mais pobres.

O desafio da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) é tentar ampliar o alvo dessa campanha, na tentativa de convencer que, ao falar em desfavorecidos, não se refere apenas aos beneficiários de programas sociais.

Trump anunciou a sobretaxa aos produtos brasileiros na quarta-feira (9) da semana passada, em carta na qual afirma que Bolsonaro é perseguido pela Justiça brasileira —o ex-presidente é réu em uma ação no STF na qual é acusado de liderar uma trama golpista em 2022 para impedir a posse de Lula.

A medida de Trump foi comemorada publicamente pelos bolsonaristas. Nesta sexta (11), o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, publicou texto em que vincula qualquer negociação sobre as tarifas a uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.

A carta do presidente americano e a reação dos apoiadores de Bolsonaro propiciaram ao governo o discurso de que o ex-presidente conspirou contra a economia brasileira e tem o apoio de Tarcísio.

Lula contra os poderosos

Apesar dos danos à economia e da necessidade de uma reação diplomática exitosa, a retaliação americana foi recebida no Palácio do Planalto também como uma oportunidade política para reforçar o discurso de que Lula enfrenta interesses de poderosos na busca por justiça tributária.

Nesse esforço de comunicação, ministérios foram incentivados a encaminhar à Secom ações governamentais que sirvam de exemplo de enfrentamento à desigualdade.

Também foram orientados a divulgar em seu site o vídeo sobre ressarcimento a beneficiários do INSS que sofreram descontos sem prévia autorização. Nas palavras de um ministro, a tática do “nós contra eles” não tem mais volta.

Representantes de agências de publicidade com conta no governo federal foram chamados na quinta-feira (10) para uma conversa sobre esse novo conceito.

Nesta próxima semana, a avaliação de Trump será objeto de pesquisa encomendada pela Presidência para nortear a comunicação e as medidas a serem adotadas pelo governo. Em abril, uma sondagem mostrou que apenas 20% dos entrevistados estariam ao lado do governo americano na disputa travada contra a China.

O plano do ministro Sidônio Palmeira, da Secom, prevê que Lula conceda mais entrevistas. Sidônio já vinha insistindo para que ele abrisse sua agenda à imprensa, a começar pelas emissoras de TV. A tentativa de interferência americana no Judiciário reforçou seus argumentos.

Lula concedeu duas entrevistas a emissoras já na quinta-feira, à Record e à Globo. Disse que Bolsonaro deveria assumir a responsabilidade porque concorda com as tarifas de Trump, mencionou a soberania do Brasil e instou Trump a respeitar a Justiça brasileira.

Tarcísio vinculado à crise

Na noite de quarta, durante reunião com ministros no Palácio do Planalto, o chanceler Mauro Vieira chegou a sugerir que a resposta ficasse a cargo do Itamaraty. Prevaleceu o argumento, defendido por Sidônio, de que aquela era uma agressão política às instituições brasileiras e caberia uma resposta do presidente.

Na reunião, avaliou-se a possibilidade de convocação de rede de rádio e TV para um pronunciamento. A proposta foi descartada.

Além da associação de Bolsonaro a ameaças à economia brasileira, o governo deverá investir na vinculação da crise a Tarcísio, que já vestiu boné com o lema de Trump e, dias antes do anúncio da tarifa, reverberou mensagem do republicano endossando o discurso de que Bolsonaro é perseguido.

Na sexta, o governador buscou amenizar o desgaste e fez uma rodada de conversas que incluiu Bolsonaro, ministros do STF e o chefe da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Lula tem sido encorajado a conversar com setores da economia, e a ideia é ampliar a comunicação com empresariado e o agronegócio.

Com a investida, o governo pretende estabelecer pontes com setores simpáticos a Tarcísio. Segundo aliados do presidente, ele não nutre a ambição de convertê-los a seus eleitores, mas pretende contar com o apoio em defesa dos interesses nacionais.

Ex-governador de São Paulo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deve ter protagonismo depois de ser escalado para essa negociação com empresariado. A pedido do presidente, deverá ser convocado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, composto por empresários e representantes da sociedade civil.

O governo também avalia a convocação do conselho integrado por governadores para discutir o impacto do tarifaço sobre a economia de seus estados.


FONTE: FOLHAPRESS/ICL NOTÍCIAS - 13/07/2025

Saúde: No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, entenda que nem toda desatenção é transtorno


                                 imagem:reprodução


As redes sociais estão cheias de publicações sobre saúde mental. Um dos transtornos mais debatidos é o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) por reunir sintomas que quase todas as pessoas sentem em algum momento da vida. No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, neste domingo (13), entenda algumas particulares da condição explicadas por especialistas para não cair nos diagnósticos de internet. 

Caracterizado por um prejuízo na atenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico e do desenvolvimento humano, o que significa que há uma dificuldade de autorregulação que se inicia nos primeiros anos de vida. "Por isso, que para ser considerado TDAH, é preciso uma investigação aprofundada que demonstra que os sintomas estão presentes desde a infância", explica Diego Maciel Lima, psicólogo e doutorando em neuropsicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
 

Algumas características comuns apresentadas são dificuldade de manter a atenção em atividades repetitivas e monótonas, distração fácil por estímulos irrelevantes, aumento da atividade psicomotora, dificuldade de terminar uma atividade antes de começar outra e impulsividade --agir sem pensar nas consequências.
 

"Estes sintomas devem necessariamente levar a prejuízos acadêmicos, interpessoais e profissionais significativos", afirma Rodrigo Martins Leite, médico psiquiatra da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O diagnóstico é médico e clínico, envolvendo a análise também do histórico e contexto da pessoa.
 

Leite diz que, apesar do diagnóstico poder ser feito em qualquer idade, a fase ideal é durante a infância, principalmente para a realização do tratamento precoce. "O atraso no diagnóstico e tratamento piora a evolução do transtorno ao longo da vida", aponta.
 

"A gente tem que sempre entender a fase do desenvolvimento e quando um diagnóstico vai trazer um benefício, porque muitas vezes a intervenção de forma adequada é melhor que o diagnóstico em si", diz Ana Julia Pereira Borges, psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo-comportamental e mestre em psicologia pela UFPR.
 

A psicóloga conta que alguns sintomas aparecem em etapas específicas, e é importante saber o que pode ser considerado natural daquela fase do desenvolvimento da pessoa ou não. Hoje, ela diz que tem mais informação difundida sobre o que é o transtorno, o que pode ajudar.
 

Por outro lado, com a conscientização e ampliação do conhecimento sobre o TDAH, há também alguns equívocos que acabam se espalhando, segundo os especialistas destacam questões como enfoque único no tratamento medicamentoso em vez de uma abordagem disciplinar.
 

Para Lima, a crença de que o TDAH existe só na infância é um equívoco. "Adultos com TDAH continuam com dificuldades associadas ao transtorno. Alguns aspectos tendem a melhorar e se adaptar à nova fase da vida", fala.
 

Outro problema que vem junto com a ampliação dos conceitos diagnósticos é a questão dos hiperdiagnósticos, ou diagnósticos equivocados. Leite destaca que um dos equívocos mais visíveis é o autodiagnóstico via plataformas digitais.
 

"Muitas pessoas podem se identificar com os sintomas mas não necessariamente terem TDAH", explica. "Estamos vivendo um modismo diagnóstico sem dúvida. Há outros transtornos que também geram desatenção e outros sintomas como impulsividade."
 

Por isso, os especialistas reforçam a necessidade de uma avaliação especializada, cuidadosa e criteriosa com um profissional de saúde mental. Até porque o contexto digital que vivenciamos, com excesso de telas, cobrança por produtividade, aumento do diagnóstico de ansiedade, redes sociais e excesso de informação, sintomas contextuais podem se confundir com um diagnóstico de TDAH propriamente dito.
 

"Estamos sendo vítimas de uma sobrecarga sensorial e isso contribui para sintomas parecidos com TDAH como perda de foco, desatenção e prejuízo em atividades cognitivas que exijam mais persistência", complementa o psiquiatra.


FONTE: Por Giulia Peruzzo | Folhapress - 13/07/2025

sábado, 12 de julho de 2025

Tarifaço de Trump: Em nova declaração, Lula reage com firmeza a Trump: “Brasil é soberano, vai proteger seu povo e suas empresas”

                                                                      Lula usa o boné "O Brasil é dos brasileiros" (Foto: RICARDO STUCKERT)
 247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar o tom contra o ex-presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (12), após o anúncio de que os Estados Unidos imporão uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Em postagem carregada de críticas, Lula classificou a decisão como “injustificável”, defendeu a soberania nacional e afirmou que o Brasil adotará medidas concretas para proteger seus interesses.
 “A Justiça brasileira precisa ser respeitada. Somos um país grande, soberano, de tradições diplomáticas históricas com todos os países. O Brasil vai tomar as medidas necessárias para proteger seu povo e suas empresas”, afirmou o presidente.

"Trump está mal informado"

Lula rebateu a justificativa apresentada por Trump para a taxação, desmentindo o suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil. “Quero dizer com todo respeito ao presidente Trump: o senhor está mal informado, muito mal informado. Os EUA não têm déficit comercial com o Brasil, é o Brasil que tem déficit com os EUA. Só pra vocês terem ideia, em 15 anos, entre comércio e serviço, nós temos um déficit de 400 bilhões de dólares com os EUA. Eu que deveria taxar ele”, declarou.

O presidente também afirmou que recorrerá a fóruns internacionais para tentar reverter a medida. “Vou brigar na OMC, vou conversar com os companheiros do BRICS. Agora, se não tiver jeito no papo, vamos estabelecer a reciprocidade: taxou aqui, vamos taxar lá. Não tem outra coisa a fazer.”

Resposta dura à defesa de Bolsonaro

Lula também reagiu com indignação ao conteúdo de uma carta divulgada por Trump, na qual o norte-americano criticou o processo contra Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de “vergonha internacional” e “caça às bruxas”. Para Lula, o posicionamento representa uma interferência inaceitável no sistema judicial brasileiro.

“Qual a lógica dele? ‘Ah, não processe o Bolsonaro, pare com isso imediatamente’. Que tipo de presidente interfere assim na justiça de outro país?”, questionou Lula, antes de ironizar: “A coisa mandou o filho dele que era deputado [Eduardo Bolsonaro] se afastar da Câmara para ficar pedindo: ‘Trump, pelo amor de Deus, solta meu pai, não deixa meu pai ser preso’. É preciso essa gente criar vergonha na cara”.

Diplomacia com firmeza

Apesar da contundência nas críticas, o presidente brasileiro reafirmou seu compromisso com o respeito entre nações. “Eu não quero saber se ele [Trump] gosta de mim ou não. Ele foi eleito pelo seu povo, e isso tem que ser respeitado. E essa é a minha vida: tratar os presidentes com respeito, mas exigir o mesmo em troca”, concluiu Lula.

Com o anúncio das tarifas e o clima diplomático tenso, o Planalto se prepara para adotar uma política de retaliação comercial e buscar apoio de parceiros internacionais. “Se nos provocam, vamos responder à altura. O Brasil não é colônia de ninguém”, reforçou um assessor próximo ao presidente.

Fonte:Brasil 247 - 12/07/2025

Confira a rodada do Brasileirão série A neste final de semana

                              foto:Paula Reis/CRF


O brasileirão da série A  volta após a pausa da realização do Mundial de Clubes nos EUA.

O Flamengo lidera o campeonato, com 24 pontos. O Cruzeiro é o segundo colocado, com a mesma pontuação, mas saldo de gols inferior ao do Rubro-Negro. Bragantino e Palmeiras completam o G-4, respectivamente. Bahia e Fluminense completam a zona de classificação para a Pré-Libertadores, no 5° e 6° lugar.

Confira datas e horários dos jogos

Sábado (12/7)

  • Flamengo x São Paulo – 16h30
  • Internacional x EC Vitória – 16h30
  • Vasco x Botafogo – 18h30
  • Bahia x Atlético-MG – 21h

Domingo (13/7)

       Corinthians x Bragantino – 19h

  • Cruzeiro x Grêmio – 20h30

  • Fortaleza x Ceará - 20h30

Segunda-feira (14/7)

  • Juventude x Sport – 20h
Fonte: Metrópoles c/adaptações - 12/07/2025

Hillary Clinton dispara contra Bolsonaro: ‘o amigo corrupto’ de Trump


                                   foto:reprodução

A ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton atacou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (11), ao comentar a nova tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros. Em publicação na rede social Bluesky, ela chamou o brasileiro de “amigo corrupto” do presidente estadunidense.

“Você está prestes a pagar mais pela carne bovina não apenas porque Trump quer proteger o seu amigo corrupto… Mas também porque os republicanos no Congresso decidiram ceder-lhe o seu poder sobre a política comercial”, escreveu Hillary. A declaração veio acompanhada de uma reportagem do New York Times sobre a medida tarifária.

Tarifaço de Trump

Trump anunciou a taxação na quarta-feira (10), em carta pública dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No texto, publicado nas redes sociais, ele acusa o governo brasileiro de perseguir Bolsonaro e critica o julgamento do ex-mandatário pelo Supremo Tribunal Federal (STF), chamando o processo de “caça às bruxas” e “vergonha internacional”. O republicano ainda alegou, sem provas, que o Brasil promove “ataques insidiosos” à liberdade de expressão dos americanos e às eleições livres.

Trump

Trump anunciou a taxação na quarta-feira (10), em carta pública dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na última sexta-feira (12), Lula respondeu com firmeza à ofensiva. Durante evento no Espírito Santo, o presidente classificou a medida como injustificável e ironizou a postura do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defendeu a retaliação estadunidense. “A coisa mandou o filho, que era deputado, se afastar da Câmara para ir lá ficar pedindo: ‘Trump, pelo amor de Deus, solte meu pai, não deixa meu pai ser preso’. É preciso essa gente criar vergonha na cara.”

Lula afirmou ainda que a retaliação estadunidense será enfrentada nos fóruns multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Brics, e destacou que os EUA acumulam superávit comercial com o Brasil há mais de uma década. “Eu que deveria taxar eles”, provocou o petista. “A menor coisa de um homem é não ter caráter. Aquela coisa covarde que preparou um golpe nesse país mandou o filho dele para os EUA pedir para o Trump fazer ameaça”.


Fonte: ICL NOTÍCIAS - 12/07/2025

Brasileiros ‘invadem’ perfil da esposa de Trump para protestar contra tarifaço

                                              foto:reprodução


Internautas brasileiros geraram, nesta semana, uma onda de indignação após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Com os comentários bloqueados no perfil de Trump no Instagram, usuários passaram a deixar mensagens de protesto nas contas da primeira-dama Melania Trump e do vice-presidente J.D. Vance.

Trump restringiu os comentários na quinta-feira (10), após inúmeras respostas de brasileiros em suas redes sociais. Os brasileiros, então, direcionaram suas críticas para o perfil de Melania, pedindo que ela “controlasse” o marido e questionando a postura dos EUA em relação ao Brasil.

Trump

Perfil de Melania Trump vira alvo dos brasileiros nas redes sociais. (Foto: Reprodução/Instagram)

“Diz pro teu marido Senhor Laranja pra deixar nosso país em paz, somos SOBERANOS e não quintal de NINGUÉM… não vamos deitar nunca”, escreveu um usuário no perfil de Melania.

Mesmo com os comentários reabertos no perfil de Trump no fim do dia, a mobilização continuou em perfis de figuras ligadas ao republicano, incluindo até a página oficial da Casa Branca. Mensagens como “Brasil soberano”, “o Brasil não é seu quintal” e “deixe o Brasil em paz” se multiplicaram nas publicações.

Publicação compartilhada entre Casa Branca e J.D. Vance foi invadida pelos brasileiros. (Foto: Reprodução/Instagram)

A frase “o Brasil não é seu quintal” também foi muito citada pelos internautas. Em abril, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, referiu-se à América Latina como “quintal” de Washington durante uma entrevista.

Tarifas de Trump

O anúncio de Trump sobre o aumento da tarifa aos produtos brasileiros veio logo após o fim da cúpula do Brics, grupo do qual a China também faz parte, no Rio de Janeiro. Dois dias antes, o presidente norte-americano também ameaçou os países do Brics com um novo tarifaço.

No anúncio do tarifaço ao Brasil, Trump também citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). (veja a íntegra do documento)

Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica.


FONTE:ICL NOTÍCIAS - 12/07/2025

Nordeste: Bahia, Ceará e Pernambuco têm contêineres de pescados retidos com suspensão de exportações para os EUA


                                             Porto de Salvador  -  foto: reprodução

A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil já provoca impactos diretos em portos brasileiros. Estados como Bahia, Ceará e Pernambuco concentram a maior parte dos contêineres de pescados retidos desde a última quinta-feira (10), após importadores norte-americanos suspenderem os embarques diante da incerteza comercial.

 

Com a medida, as exportações brasileiras de pescados para os Estados Unidos estão temporariamente paralisadas. O transporte marítimo leva, em média, três semanas até o território norte-americano, o que significa que os produtos enviados agora chegariam ao país já sob a nova taxação, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), ao menos 1.500 toneladas de peixes e frutos do mar deixaram de ser embarcadas desde o início do impasse. O mercado dos EUA responde por cerca de 70% das exportações brasileiras do setor, com uma movimentação anual que ultrapassa US$ 240 milhões.


Fonte: BN - 12/07/2025
 

Mundo:Trump impõe tarifas de 30% sobre produtos de México e União Europeia

                                         foto:Andrew Harnik/Getty Images



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, na manhã deste sábado (12/7), a imposição de tarifas de 30% sobre exportações do México e da União Europeia (UE) para o país. As novas taxas passam a valer em 1º de agosto.

A decisão faz parte de uma ofensiva protecionista do republicano contra parceiros comerciais. O teor das cartas foi divulgado na Truth Social, rede social do presidente norte-americano.

Em ambos os casos, Trump alegou que o “tarifaço” visa corrigir desequilíbrios comerciais prejudiciais aos EUA.

União Europeia: déficit comercial


Na carta endereçada à presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, Trump justificou a medida como resposta aos “déficits comerciais persistentes, grandes e de longo prazo” dos Estados Unidos com o bloco.

“A partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos da União Europeia uma tarifa de 30% sobre os produtos da UE enviados aos Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais”, prometeu o republicano.

Trump afirmou que não haverá tarifa apenas se a UE, ou empresas do bloco europeu, decidirem produzir ou fabricar produtos nos EUA. Em caso de retaliação, prometeu responder com o acréscimo do mesmo percentual à tarifa imposta.

“Não podemos continuar com esse déficit massivo, injusto e insustentável causado pela União Europeia (…). Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!”, escreveu ele.

Resposta


Após o anúncio de Trump, von der Leyen reagiu dizendo que continuará buscando um acordo, mas criticou a medida e deixou a porta aberta para “contramedidas proporcionais”.

Em publicação no X, von der Leyen disse que o tarifaço “prejudicaria empresas, consumidores e pacientes em ambos os lados do Atlântico”. “Continuaremos trabalhando para chegar a um acordo até 1º de agosto”.

México: fronteira, cartéis e tráfico de fentanil

Na carta enviada à presidente do México, Claudia Sheinbaum, Trump relacionou a imposição das tarifas à crise de fentanil nos EUA, que, ainda segundo ele, teria sido agravada pela “falha do México em conter os cartéis” e pela fragilidade na fronteira.

“Apesar do nosso forte relacionamento, você [Sheinbaum] se lembrará que os Estados Unidos impuseram tarifas ao México para lidar com a crise do fentanil em nosso país — crise causada, em parte, pela falha do México em deter os cartéis, compostos por algumas das pessoas mais desprezíveis que já caminharam sobre a Terra, de traficar essas drogas para o nosso país”, escreveu o presidente.

Ele também acusou o governo mexicano de transformar a América do Norte em um “parque de diversões do narcotráfico”. De acordo com Trump, os esforços do México para conter os cartéis não têm sido suficientes, embora o país conte com a cooperação dos norte-americanos na proteção da fronteira entre os países.

Assim como no caso da União Europeia, o presidente norte-americano reforçou que qualquer retaliação mexicana resultará em um aumento proporcional na tarifa de 30% já imposta.

Tarifaço de Trump

Desde segunda-feira (7/7), Trump tem notificado oficialmente os países sobre a implementação de tarifas unilaterais na importação de produtos e bens. Até o momento, 24 países foram taxados.

O Brasil foi o maior prejudicado pela sanção comercial de Trump, com uma tarifa de 50%. O governo federal defendeu a soberania nacional e se mostrou aberto para negociar com os norte-americanos.

Fonte: /METRÓPOLES - 12/07/2025