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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Agronegócio patrocina cooperativa agrícola em terra dos Xavante e projeto vira propaganda para Bolsonaro

Agricultura mecanizada na Terra Indígena de Sangradouro (MT), do povo Xavante.                                                  © FUNAI (EL PAÍS) Agricultura mecanizada na Terra Indígena 

 No dia 15 de maio, quatro ônibus e 40 camionetes saíram de Primavera do Leste, no Mato Grosso, rumo a Brasília, levando, além de fazendeiros e outros produtores rurais, um grupo de indígenas Xavante da Terra Indígena de Sangradouro para participar da manifestação de ruralistas a favor do presidente Jair Bolsonaro. A caravana foi organizada pelo Sindicato Rural de Primavera do Leste, o mesmo que, com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Governo do Mato Grosso, foi responsável pela criação, neste ano, de uma cooperativa agrícola dentro do território, onde vivem 4.200 indígenas Xavante em 57 aldeias. O projeto Independência Indígena, também chamado de Agroxavante, pretende “levar desenvolvimento, segurança alimentar e qualidade de vida” a esses povos originários ao disponibilizar ferramentas e maquinários, além de capacitar indígenas na operação de tratores e colheitadeiras. Tudo é financiado pelos ruralistas, adversários históricos dos grupos indígenas em disputas por terra no interior do país. A criação da cooperativa criou uma divisão entre os próprios Xavante e é vista por lideranças e antropólogos como um “laboratório da política anti-indigenista” do Governo Bolsonaro.

A Cooperativa Indígena Sangradouro e Volta Grande foi criada para o cultivo de arroz com base na experiência da Coopiparesi, cooperativa implementada nas Terras Indígenas Paresi, Rio Formoso e Utiariti, também do Mato Grosso. A iniciativa opera desde 2003 no cultivo da soja com contratos de parceria com fazendeiros, especialmente com o empresário Blairo Maggi, que foi Ministro da Agricultura do Governo Michel Temer, e defendeu, por diversas vezes, o fim das demarcações de terras indígenas. Desde 2019, os Xavante de Sangradouro têm viajado 680 quilômetros até o território Paresi para aprender técnicas de colheita mecanizada.

“O Sindicato Rural está ensinando essa tecnologia aos nossos jovens, estão ensinando a usar colheitadeira e trator. Indígenas também precisam de tecnologia. Estamos querendo progresso, trabalhar e produzir”, conta ao EL PAÍS Graciano Pronhõpa, presidente da Associação Auwêuptabi e um dos caciques que impulsionaram a nova cooperativa. Ele diz que 24 indígenas trabalham no local e que já iniciaram a primeira colheita em 50 hectares dos 1.000 previstos para este ano. A safra será vendida aos próprios empresários da região e o dinheiro beneficiará apenas aqueles que trabalham na cooperativa —não foi informado à reportagem qual será esse valor. O discurso de Graciano é reiterado por Bartolomeu Patira Xavante, líder dos caciques Xavante: ”Pretendemos desenvolver e acompanhar o mundo moderno econômico sociais e cultural, sem abandonar a cultura milenar do nosso povo xavante”, afirma à reportagem, É também o que diz o próprio presidente Bolsonaro, que, em 6 de fevereiro, postou nas redes sociais um vídeo de uma reunião entre membros do sindicato ruralista e indígenas Xavante, no qual se menciona “o apoio irrestrito do presidente da República” à cooperativa. Bolsonaro, por diversas vezes, defendeu que as terras indígenas sejam exploradas por atividades econômicas de larga escala, incluindo o agronegócio e a mineração.

A iniciativa, entretanto, gera conflitos dentro da própria comunidade. Luciano Xavante, técnico em gestão da Federação dos Povos Indígenas do Mato Grosso (Fepoimt) diz que entre as nove Terras Indígenas Xavante no Estado, Sangradouro é a única a favor da cooperativa. “O próprio nome do projeto, Agroxavante, é ofensivo! Nós não somos agronegócio, não trabalhamos com isso. Temos um histórico de luta justamente contra o agronegócio para demarcar nossas terras. Esse tipo de coisa só serve ao interesse dos fazendeiros da região”, afirma ele.

De acordo com Rafael Weree, xavante e assessor parlamentar no Congresso para políticas indigenistas, a “tensão interna” entre os próprios indígenas de Sangradouro se deve à falta de diálogo sobre a cooperativa que, segundo ele, “foi uma decisão isolada, sem debate interno” de um grupo de lideranças. “Nosso povo já vive cercado pela soja de um lado e pelo gado do outro. A longo prazo, essa cooperativa vai desgastar ainda mais o solo do território, que já é bem desmatado. A água dos rios fica cada vez mais escassa, porque os fazendeiros contaminam com agrotóxicos ou usam para irrigação”, explica.

No dia 20 de maio, a Associação Xavante Warã publicou uma nota de repúdio ao “uso político que o Governo Federal está fazendo do povo Auwé Xavante, como laboratório de sua anti-política indigenista” com a implantação de “cooperativas agrícolas que funcionam em parceria com o agronegócio”. A nota diz ainda que “o projeto nada tem de independência ou autonomia” para esse povo e que é, na verdade, “mais um estimulo à dependência e ao arrendamento, com ares de legalidade”. “Sabemos que a finalidade última desse projeto —que é político— é de se apropriar do nosso território, sob falsa e hipócrita justificativa de desenvolvimento econômico das nossas comunidades”, acrescenta a associação.

O Ministério Público Federal no Mato Grosso emitiu parecer favorável à criação da cooperativa graças aos argumentos de que os Xavante adotarão os devidos cuidados ambientais e que só serão cultivadas áreas já antropizadas (ou seja, com presença humana). De acordo com uma antropóloga que atua há anos na região, isso não corresponde à realidade. “Eles derrubaram mata nativa para fazer roça. A proposta era plantar soja, mas como eles têm uma história de luta contra a monocultura da soja, só aceitaram plantar arroz”, denuncia ela, que preserva a identidade por medo de retaliações. A especialista explica que os Xavante são um povo de caçadores e coletores que, ainda hoje, realiza grandes expedições de caça. “Apesar do intenso desmatamento na região, principalmente pela indústria da soja, eles ainda têm condições de subsistência”, acrescenta. Ela fala, inclusive, em etnocídio: “Estamos falando do fim do cerrado, por onde passam todas as bacias hidrográficas do país, o que põe em xeque as condições de reprodução da vida dos Xavante. Trata-se de produção do fim do mundo em escala ampliada.”

Para Ricardo Verdum, antropólogo e vice coordenador da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a criação de tal cooperativa é um “arrendamento encoberto”, uma vez que a Constituição proíbe o uso de territórios indígenas para atividades como agricultura e mineração. “É quase um contrato por debaixo do pano para distribuir sementes, maquinário e ensinamentos técnicos numa terra que, a princípio, não pode ser destinada a esse uso”, afirma. Verdum vê a iniciativa com especial preocupação no contexto político atual, quando tramita no Congresso, por exemplo, o Projeto de Lei 191, que pretende abrir as terras indígenas à mineração e às hidrelétricas, entre outros empreendimentos.

Apoio do presidente

Em seu discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em 2019, o presidente Bolsonaro leu uma carta do Grupo de Agricultores Indígenas do Brasil, do qual fazem parte as cooperativas do povo Paresi, que serviram de modelo para o empreendimento Xavante e que, segundo a Funai, já cultivaram 10.000 hectares de soja. Esse grupo também conta com o apoio do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que compareceu entre os dias 11 e 13 de fevereiro de 2019 às celebrações da safra 2018/2019 nas aldeias Bacaval e Matsene Kalore, do povo Paresi.

Rafael Weree e Luciano Xavante acreditam que os parentes (como os indígenas se chamam entre si) que acreditam nas boas intenções do Executivo caíram em uma “armadilha de um Governo racista e genocida”. Rafael lembra que o povo Xavante, um dos grupos originários com mais comorbidades no país —devido ao contato com a sociedade não indígena, principalmente na década de 1960— foi um dos mais afetados pela pandemia de covid-19 e não recebeu apoio suficiente do Governo. “É uma ironia sem tamanho e uma falta de respeito esse mesmo Governo querer fazer autopropaganda com nosso povo. Somos 22.000 xavante, se [a cooperativa] beneficiar 100 de nós, isso não é nada.”

Além das disputas internas que já ocorrem no território por conta dessa iniciativa, o antropólogo Ricardo Verdum teme que as incertezas sobre o projeto possam acarretar o endividamento da comunidade para compra de máquinas e insumos. “Devido à falta de políticas consistentes, alguns indígenas querem ter melhor qualidade de vida através do consumo e são incentivados pelo agronegócio que quer se expandir por seus territórios”, explica. Ele acrescenta que a monocultura e o uso de maquinário e agrotóxicos representam uma perda de autonomia cultural e controle sobre o território. Luciano Xavante concorda: “Os caciques que lutaram pela nossa demarcação suaram sangue contra o agronegócio para ter a garantia de nossas terras. Deveríamos conversar entre nós meses qual é o melhor futuro para o nosso povo.”

fonte: EL PAÍS - 28/05/2021 -09h:50min.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Bolsonaro vai ao STF para derrubar lockdown e toque de recolher em três estados

 

Bolsonaro vai ao STF para derrubar lockdown e toque de recolher em três estados
Foto: Reprodução / Flickr Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro André Mendonça (Advogado-Geral da União) ingressaram nesta quinta-feira (27) com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar decretos com medidas de lockdown e de toque de recolher adotadas por Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraná.
 

"O intuito da ação é garantir a coexistência de direitos e garantias fundamentais do cidadão, como as liberdades de ir e vir, os direitos ao trabalho e à subsistência, em conjunto com os direitos à vida e à saúde de todo cidadão, mediante a aplicação dos princípios constitucionais da legalidade, da proporcionalidade, da democracia e do Estado de Direito", informou a AGU em nota.
 

De acordo com a Advocacia-Geral da União, a ação não questiona decisões anteriores do STF, que reconheceram a competência dos entes subnacionais na adoção de medidas de enfrentamento da pandemia.
 

"Porém, considera que algumas dessas medidas não se compatibilizam com preceitos constitucionais inafastáveis, como a necessidade de supervisão parlamentar, a impossibilidade de supressão de outros direitos fundamentais igualmente protegidos pela Constituição e a demonstração concreta e motivada de que tais medidas atendem ao princípio da proporcionalidade", diz o comunicado divulgado na noite de quinta.
 

Bolsonaro chegou a ameaçar baixar um decreto contra medidas restritivas de governadores e prefeitos e até sinalizar que poderia acionar o Exército para o cumprimento da determinação.
 

A nova investida de Bolsonaro é resultado de uma recente conversa do mandatário com o presidente do STF, ministro Luiz Fux.
 

Na ocasião, Bolsonaro sondou Fux se haveria margem para que a corte flexibilizasse o entendimento de que governadores e prefeitos têm autoridade para determinar políticas restritivas, como a interrupção de atividades econômicas.
 

O magistrado, porém, deixou claro que não há chance de o tribunal reverter a própria decisão.
 

A decisão do STF que reconheceu a competência dos entes federados em medidas sanitárias de combate à Covid é alvo de queixas de Bolsonaro, que já acusou o tribunal de ter delegado superpoderes a governadores e prefeitos. Bolsonaro também argumentou que a decisão judicial impediu a União de tomar ações referentes à pandemia nessas cidades e estados, o que é falso.
 

Mais recentemente, o presidente criticou o julgamento do STF que permitiu que gestores locais fechem templos religiosos para evitar aglomerações e conter a disseminação do vírus.
 

"Lamento superpoderes que o STF deu a governadores e prefeitos para fechar inclusive salas e igrejas de cultos religiosos. É o absurdo dos absurdos", disse Bolsonaro, em abril deste ano.
 

Na conversa com Fux, Bolsonaro ouviu que a interpretação da "competência concorrente" da União, estados e municípios na área da saúde está consolidada no Supremo, mas disse que o governo poderia provocar o tribunal com novas solicitações e argumentos.
 

Em conversas reservadas, ministros avaliam que há espaço para discutir uma determinação para que gestores sejam obrigados a fundamentar suas decisões de fechamento de comércios e outras atividades.
 

Os magistrados acreditam que isso já é feito na maioria dos casos e que essa nova regra não atrapalharia governadores e prefeitos no enfrentamento da Covid-19.
 

Auxiliares de Bolsonaro, por sua vez, avaliaram que obrigar governadores e prefeitos a fundamentar suas ações seria uma saída intermediária, com alguma chance de sucesso entre os integrantes do tribunal.
 

A apresentação de ação no Supremo também seria uma forma de Bolsonaro acenar a sua base mais radical e dizer que cumpriu suas promessas de agir contra as ações de governadores e prefeitos.
 

Em discursos nas últimas semanas, o presidente afirmou que poderia editar um decreto que garantisse a abertura de atividades econômicas. Ele também já ameaçou determinar que o Exército vá às ruas para garantir o cumprimento desse decreto, mesmo contra normas estaduais e municipais.
 

"O que está em jogo e alguns [governadores e prefeitos] ainda ousam por decretos subalternos nos oprimir? O que nós queremos do artigo 5º [da Constituição] de mais importante? Queremos a liberdade de cultos, queremos a liberdade para poder trabalhar, queremos o nosso direito de ir e vir, ninguém pode contestar isso", declarou o presidente, no início de maio.
 

Em um recado ao STF, Bolsonaro emendou: "Não ouse contestar [o decreto], quem quer que seja. Sei que o Legislativo não contestará".
 

Caso concretize o envio da ação, não será a primeira vez que Bolsonaro contesta medidas de governadores e prefeitos no STF.
 

Em meados de março, ele pediu que a Corte suspendesse decretos editados por três estados e argumentou que governadores e prefeitos não poderiam tomar medidas do tipo. O ministro Marco Aurélio, do STF, rejeitou as argumentações do governo.
 

Medidas restritivas têm se multiplicado no interior do estado de São Paulo diante do avanço da Covid. Várias cidades decretaram lockdown, fechando até farmácias e supermercados.
 

Diante do quadro crítico em Pernambuco, o governo estadual decretou medidas restritivas mais rígidas em 65 municípios localizados no agreste do estado.
 

De 26 de maio ao dia 6 de junho, escolas públicas e privadas estão proibidas de funcionar nessas cidades. Também foram fechados clubes sociais, shoppings centers e galerias comerciais. No Recife e na região metropolitana, as medidas valem apenas para os dois próximos fins de semana. Praias e parques, incluindo os calçadões, não vão funcionar.
 

O governo do Rio Grande do Norte determinou toque de recolher das 22h às 5h, entre os dias 22 de maio e 6 de junho, em 37 municípios da região do alto oeste. Houve proibição de venda de bebidas alcoólicas e de consumo em espaços públicos.


Fonte: FOLHAPRESS - 27/05/2021 22h

EUA: Biden encarrega setor de inteligência a buscar origem da Covid-19 em 90 dias

 

Biden encarrega setor de inteligência dos EUA a buscar origem da Covid-19 em 90 dias
Foto: Reprodução/GloboNews

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, quer uma resposta final sobre as origens da Covid-19 em um prazo de 90 dias. O setor de inteligência do país foi encarregado pelo presidente de investigar o surgimento da doença que já matou 3,5 milhões de pessoas no mundo.

 

De acordo com a CNN, não se trata de uma investigação científica, mas sim uma operação de inteligência.

 

A matéria destaca que Biden quer que a comunidade de inteligência coopere com outros elementos do governo, e que também se chegue a respostas mais aprofundados sobre como essa doença surgiu.  Informações do BN.

Em carta: 'Não chame a TVG de Globolixo, do qual foi seu primeiro emprego!', diz ex-empresário de Mario Frias

 Crédito: Reprodução

            foto:divulgação

Por meio de carta aberta divulgada nas redes sociais, Guilherme Abreu, primeiro empresário de Mario Frias, quando ele atuou em “Malhação”, na TV Globo, criticou a atuação do artista à frente da Secretaria Especial da Cultura (Secult).

 

“Como sempre tive oportunidades de lhe dar conselhos, exerço esse dever, de vc parar de tirar fotos com cara de mau e armado”, disse Abreu, sugerindo que o secretário “deveria trazer ajuda para a nossa Classe Artistica, verbas para os funcionários e similares para poder sobreviverem, trazer Idéias, abrir carteiras de crédito e ser de verdade um defensor da classe”.

 

O ex-empresário citou ainda as recentes acusações a respeito de intimidações por parte de Mario Frias, que andaria armado em ambiente de trabalho e intimidaria funcionários da Secult (saiba mais). “Li, tristemente que você berra e humilha seus funcionários. Pra que? Por que andas, armado? Está devendo algo a alguém? Está sendo perseguido? Reflita e mostre com a sua gestão uma linha de crédito para toda a nossa classe”, questionou. “Exerça seu cargo com celeridade e com inteligência para nos ajudar”, pontuou.

 

Por fim, Guilherme Abreu aconselhou o ator a não publicar ofensas à sua antiga empregadora. “E não chame a TVG de Globolixo, do qual foi seu primeiro emprego!”, disse o ex-empresário de Frias. Informações do BN.

Butantan ofereceu 60 mi de doses à Saúde em julho de 2020, diz Diretor a CPI da Covid

Coletiva do Boletim epidemiológico sobre o novo Coronavírus, realizada no Instituto Butantã 4Rafaela Felicciano/Metrópoles

foto: Raffaela Metrópoles - 27/05/2021

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid encerra os trabalhos da semana com o depoimento do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. A oitiva teve início às 10h desta quinta-feira (27/5).

Aos senadores, Covas afirmou que o Butantan ofertou, em julho do ano passado, 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 que poderiam ser entregues no último trimestre de 2020. Segundo Covas, não houve avanço nas negociações.

O Butantan é um dos produtores nacionais de imunizantes contra o novo coronavírus. O instituto desenvolve, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, a Coronavac, que é responsável por 65% das doses de vacinas aplicadas no Brasil, segundo o Localiza SUS, plataforma do Ministério da Saúde.


O imunizante começou a ser aplicado no país em 17 de janeiro deste ano, após muitas divergências políticas entre o governo federal e o governo de São Paulo, ao qual o Butantan é ligado.

O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o depoimento de Dimas Covas é “um dos mais esperados” pelo colegiado. “A Coronavac é a vacina que, hoje, imuniza oito de cada 10 brasileiros. É notório o conhecimento e informações das resistências que essa vacina teve para ingressar no país e, depois, para ser adquirida pelo Ministério da Saúde”, disse.

Segundo o senador, o colegiado quer identificar se houve negligência ou omissão na aquisição de vacinas. “A primeira oferta é de julho ou agosto e a vacina só foi adquirida em janeiro deste ano”, disse.

Os senadores devem questionar Covas sobre as tratativas entre a entidade e o governo federal para compra de doses e transferência de tecnologia, além da previsão de entrega de novos imunizantes e da expectativa de produção do instituto.

Outro assunto que estará na pauta da maioria opositora ao governo federal é o atraso na entrega de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) — necessários para produção das vacinas — provocados por crises diplomáticas entre o Brasil e a China, estimuladas por membros do Planalto, incluindo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Convocações

Nesta quarta-feira, em uma sessão tensa, senadores aprovaram a convocação de nove governadores, a reconvocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e do ex-ministro Eduardo Pazuello, além de pessoas supostamente ligadas ao “ministério paralelo”, grupo informal de aconselhamento a Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19.

Entre os convocados estão o assessor da Presidência Filipe Martins, o empresário Carlos Wizard e o ex-assessor Arthur Weintraub. Este último foi convocado após o Metrópoles publicar reportagem e vídeo indicando que o ex-assessor coordenou o grupo de aconselhamento paralelo de Bolsonaro.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com o desabastecimento de oxigênio hospitalar, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

fonte:Metrópoles - 27/05/2021 -10h:20min.

Google recebe autorização para construir ‘cidade’ de 80 acres com 4 mil casas, escritórios e lojas

Foto: Divulgação/ Google

O Google recebeu autorização para construir um campus em San Jose, a terceira maior cidade da Califórnia. O campus se estenderá por 80 acres de terra e receberá o nome de “Downtown West”, como consta em documento oficial.

Este novo campus será o maior construído pelo Google, e terá capacidade de acomodar 20 mil trabalhadores, com seus 7.3 milhões m². Para lojas, restaurantes e afins, serão dedicados 500 mil m², além disso terá 15 acres para parques e 4 mil casas, sendo que 1 mil destas casas serão destinadas para um programa de habitação popular.

A empresa também fornecerá US$ 200 milhões em benefícios à comunidade, incluindo capital para treinamento profissional, apoio a pequenos negócios e auxílio a desabrigados. Segundo a Insider, o Google irá investir US$ 890 milhões em infraestrutura na região.

O campus também contará com 800 alojamentos de curto prazo para hóspedes corporativos da companhia, e até 300 quartos de hotel. O objetivo é dar início às obras em 2022.

fonte:BPMoney -26/05/2021

Generais avaliam que blindagem de Pazuello pode provocar renúncia de comandante do Exército

BRASÍLIA - A participação do general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em uma manifestação política ao lado do presidente Jair Bolsonaro, no domingo, agitou a caserna. Generais ouvidos pelo Estadão avaliam que cresce o risco dessa transgressão disciplinar virar motivo para novo embate entre o Palácio do Planalto e o Comando do Exército. O receio é que a tentativa de blindagem de Pazuello, por parte do presidente Jair Bolsonaro, leve à renúncia do comandante, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Pazuello vai apresentar hoje sua defesa, no último dia do prazo estabelecido pela corporação. Há quase dois meses no cargo, Paulo Sérgio, por sua vez, se afastou das redes sociais e evita manifestações públicas. O general está decidido a aplicar uma punição ao ex-ministro da Saúde.

Se houver uma intervenção política no Exército, porém, Bolsonaro estará desautorizando o comandante. Essa percepção aumentou depois que o presidente proibiu a divulgação de nota pública comunicando a abertura do procedimento disciplinar contra seu obediente ex-ministro, como revelou o Estadão. Uma intervenção poderia provocar a renúncia de Paulo Sérgio, porque, na avaliação de oficiais, ele perderia a autoridade para punir casos de indisciplina.

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro discursam a apoiadores em ato no Rio de Janeiro.
© Wilton Júnior/Estadão O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente Jair Bolsonaro discursam a apoiadores em ato no Rio de Janeiro.

“É possível, sim (que renuncie), e acho que é o mais provável, se ele for desautorizado. Não tem muita saída. Se o ânimo dele for entregar o boné, é uma boa solução. Mas não sei o que o general Paulo Sérgio vai fazer. A posição dele, a do ministro da Defesa e a negociação com o presidente são variáveis importantes”, diz o general Sérgio Etchegoyen, que foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Michel Temer.

A opinião é compartilhada pelo general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho. “Como comandante, eu procuraria fugir de uma escalada de crise, mas tomaria uma decisão autônoma. Se depois alguém viesse dizer que fui injusto, cancelando minha posição, eu entregaria meu cargo no dia seguinte, porque perderia a liderança da tropa. Imagine você ser desprestigiado, ser contrafeito numa decisão tão importante quanto essa de preservar a disciplina na instituição. É algo muito sensível e o presidente sabe disso”, afirma Brito Filho.

O que se discute na caserna não é apenas uma punição a Pazuello em si. O ex-ministro da Saúde, por enquanto acomodado como adido na Secretaria-Geral do Exército, já admitiu a colegas que errou.

Trata-se de tentar preservar a ordem e a disciplina nos quartéis e, mais do que isso, evitar mais um desgaste de imagem e a politização da tropa.

Na prática, neste momento, o Palácio do Planalto só pode pressionar, mas não tem como intervir para alterar a tramitação do procedimento disciplinar do qual Pazuello é alvo. A apuração segue rito previsto no Estatuto dos Militares e no Regimento Disciplinar do Exército.

Generais a par das conversas avaliam que o ministro da Defesa, Braga Netto, deve tentar uma solução meio-termo, para evitar uma crise entre o presidente e o comandante. Para eles, será preciso mediar a vontade do general Paulo Sérgio, a opinião do ministro Braga Netto e a de Bolsonaro.

A punição pode ser de vários graus: da advertência verbal à prisão por até trinta dias, passando por uma repreensão registrada. Há, no entanto, uma brecha na lei que permite revogar a pena, ao fim das investigações. Caso seja considerada excessiva ou injusta, a punição aplicada pode ser “anulada, relevada ou atenuada” por autoridade superior. Neste caso, a tarefa caberia apenas a Bolsonaro.

Paulo Sérgio ainda não deu pistas de qual pena aplicará. A transgressão foi fartamente documentada, em público, e vem de um militar no topo da carreira, o que agrava a situação. Mas o bom comportamento e a inexistência de antecedentes podem ser considerados como atenuantes.

A chegada de Paulo Sérgio como comandante do Exército foi precedida de um desgaste de viés político entre Bolsonaro e a corporação. Uma série de militares de alta patente apontou o descontentamento do presidente com o então comandante, Edson Pujol, como motivo para a demissão do general. Pujol não cedeu às investidas de Bolsonaro e aos pedidos de engajamento da tropa no governo, em que pese a escancarada participação de militares da ativa em cargos políticos.

fonte:ESTADÃO - 26/05/2021 09h:33min.

Vice Mourão reclama de ausência de Salles em reunião do Conselho da Amazônia 'falta de educação'

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, reclamou da ausência do Ministério do Meio Ambiente, na figura do ministro Ricardo Salles, na reunião do Conselho da Amazônia realizada nesta quarta-feira (26). Segundo Mourão, Salles não compareceu nem enviou representantes ao encontro. Ele classificou a atitude como “falta de educação”.

“Lamento profundamente ausência do ministério mais importante, que não compareceu à reunião hoje nem mandou representantes”, disse o vice-presidente.

O vice-presidente disse ainda que a pasta não apresentou “qualquer tipo de desculpa” pela ausência. “Não mandar representante, não comparecer, muito menos dar qualquer tipo de desculpa, vamos dizer isso, na forma como eu fui formado, eu considero isso falta de educação”, completou. Informações do Bahia.Ba