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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Chapada Diamantina: Médica de 28 anos é achada morta dentro de casa

                                           foto:reprodução

Uma médica de 28 anos foi achada morta dentro de casa na quinta-feira (15), em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina.

Segundo a Polícia Militar, colegas de Ana Paula Almeida Souza chamaram uma equipe da PM porque não conseguiam falar com ela desde a quarta - ela não foi trabalhar na quinta. 

Os policiais chamaram o dono do imóvel, que ajudou a abrir a casa, onde Ana Paula morava sozinha. Ela foi achada morta na porta do banheiro da suíte. Um secador de cabelo foi achado ao lado do corpo, o que gerou suspeita que ela possa ter sofrido um choque.

Não havia sinais de arrombamento no imóvel. A perícia vai determinar o que causou a morte. A Polícia Civil foi chamada e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). 

Ana Paula Almeida Souza é de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo. Ela era filha do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Santo Antônio de Jesus (Sintraconsaj), Valdemir de Souza.

Fonte: Correio da Bahia -15/09/2022

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Eleições 2022: Confira todos os números da nova pesquisa DataFolha para Presidente

                                             foto:reprodução


CONFIRA OS NÚMEROS DA ULTIMA PESQUISA DATAFOLHA PARA PRESIDENTE CONFORME IDADE, RENDA, NÍVEL ESCOLAR, RELIGIÃO, REGIÕES,CIDADES DO INTERIOR, CIDADES DA REGIÕES METROPOLITANAS. CLIQUE NO LINK ABAIXO DO SITE G1 DE HOJE(15)

https://especiaisg1.globo/politica/eleicoes/2022/pesquisas-eleitorais/presidente/1-turno/Datafolha/ 

Cineasta José Padilha diz que avisou a Sergio Moro que ele iria apoiar um miliciano ao entrar no governo

 


O cineasta José Padilha fala sobre aviso que deu a Sergio Moro antes dele se tornar ministro da Justiça do governo Bolsonaro: "Eu avisei ao Sergio Moro quando saiu que ele ia entrar no governo Bolsonaro. Arrumei um jeito, através de um amigo meu da Polícia Federal, de mandar uma mensagem para o cara e falar 'não faça isso". Afirmou o cineasta em entrevista ao site UOL de hoje(15).

Eleições 2022: Lula tem 45% contra 33% de Bolsonaro no 1º turno, em cenário estável, diz nova pesquisa Datafolha

 

                                            foto:reprodução


Nova pesquisa presidencial do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (15), aponta que o ex-presidente Lula (PT) segue firme na liderança e ainda ampliou a vantagem para Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o levantamento, o petista manteve os mesmos 45% que já tinha no último estudo Datafolha, do dia 9 de setembro. Já Bolsonaro caiu 1 ponto percentual: tinha 34% e agora marca 33%. Com isso, a diferença entre os dois candidatos passou a ser 12 pontos. 

Ciro Gomes (PDT), por sua vez, foi de 7% para 8%, enquanto Simone Tebet (MDB) manteve os mesmos 5% que já tinha na pesquisa anterior. 

Em votos válidos, isto é, desconsiderando os brancos e nulos, Lula chega a 48%. Ou seja, há fortes chances do petista vencer a eleição já no primeiro turno, já que, para isso, basta 50% e mais 1 voto. 


Segundo Turno:

Na simulação de 2º turno, Lula tem 54% no 2º turno, e Bolsonaro marca 38%.


Fonte: Revista Fórum c/adaptações em 15/09/2022

RIo: Ator José Dumont é preso acusado de estupro de vulnerável

José DumontDivulgação

O ator José Dumont, de 72 anos, preso em flagrante por policiais civis do Rio de Janeiro, usou sua fama e dinheiro para abusar de um garoto de 12 anos. De acordo com as investigações, o global, detido por estupro de vulnerável, oferecia presentes à vítima para, assim, conseguir beijá-la na boca e fazer carícias em suas partes íntimas. Tudo foi filmado por câmeras de segurança. O material em vídeo deu origem à apuração.

De acordo com informações da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Dumont usou o prestígio de ser ator com mais de 40 anos de carreira, com reconhecimento em âmbito nacional por suas atuações em dezenas de filmes, novelas e séries, para atrair a atenção do adolescente, que era fã dele.

Com isso, segundo as apurações da Polícia Civil do Rio, Dumont desenvolveu um relacionamento próximo oferecendo ajuda pecuniária e presentes. O veterano valeu-se da vulnerabilidade financeira da vítima, para, a partir daí, fazer investidas, com beijos na boca e carícias íntimas. O ator foi preso pelo crime de armazenamento de imagens de sexo envolvendo crianças, previsto no Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: Metropoles - 15/09/2022

Do Intercept Brasil: Edir Macedo se prepara para o desembarque da candidatura Bolsonaro, dizem religiosos


     Edir,o presidente Bolsonaro e o genro do Bispo no templo de Salomão - foto:reprodução

história se repete. Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, se prepara para abandonar a candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República, diante de uma provável vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revelação foi feita, em conversas reservadas, por um bispo da Universal. Ex-pastores e outros religiosos confirmaram as conversas ao Intercept.

Macedo já pulou do barco na campanha de seu então candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, em 2018, à época no PSDB. Às vésperas do primeiro turno da última eleição, o bispo abandonou Alckmin, por acaso hoje o vice de Lula, ao intuir que Bolsonaro seria o provável vencedor nas urnas.

A avaliação é de que a eleição não será decidida no primeiro turno. No segundo, a igreja faria acenos aos dois lados. Macedo não quer se arriscar a perder verbas publicitárias da Record, vindas do governo federal, ao declarar apoio oficial a Lula. A emissora do bispo foi a mais beneficiada com fatias da publicidade federal no começo do governo, e, ao final de 2021, a Globo recuperou essa liderança, pois Bolsonaro precisou também da emissora carioca para divulgar suas realizações. Assim, segundo pessoas próximas à Universal, Macedo, com receio de secar a fonte, fará o jogo duplo num eventual segundo turno, liberando bispos e pastores candidatos da igreja, então já eleitos, para pedir o voto de fiéis ao petista.

Bolsonaro, nesse caso, deixará de ser enaltecido, e Lula não mais criticado nos meios de comunicação ligados à Universal. Dessa forma, Edir Macedo mantém o pé em duas canoas e fica bem com qualquer um que vencer a eleição.

A estratégia atribuída a Macedo vazou após conversas que teriam sido mantidas, em julho, por dirigentes da campanha petista com o ex-deputado federal Bispo Rodrigues, homem de confiança de Macedo e um dos poucos remanescentes do núcleo fundador da Universal. Segundo religiosos próximos à cúpula da igreja ouvidos pelo Intercept, o candidato do PT teria pedido um encontro com Macedo para falar sobre as eleições, mas o bispo evitou recebê-lo. Macedo teria indicado então Rodrigues, que foi coordenador político da igreja durante muitos anos, para atender os emissários petistas.

Rodrigues havia desaparecido da cena política. Ele foi preso em 2006 na Operação Sanguessuga, um esquema de compra de ambulâncias superfaturadas, e novamente em 2013, após condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão. Oficialmente, Rodrigues foi afastado. Mas continua dando expediente na sede da igreja no Rio, segundo integrantes da instituição. Na coordenação política da Universal, o cargo de Rodrigues foi ocupado depois pelo bispo Marcos Pereira, deputado federal e presidente do Republicanos. Hoje, o coordenador político da igreja é o bispo Alessandro Paschoal.

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A igreja dividida

A assessoria de comunicação de Lula disse não ter qualquer informação sobre possíveis contatos de membros do partido com a Universal. E afirmou não acreditar que a informação sobre o apoio proceda, “pois seria o apoio mais disfarçado do mundo, principalmente devido a ataques da Record [emissora do bispo] à campanha petista”.

A Universal também negou veementemente a reaproximação. A igreja afirmou ao Intercept que “tais afirmações ou rumores, além de ridículos e mentirosos, cheiram a mais uma tentativa desesperada do PT de confundir o povo evangélico, que já acordou para o fato de que é impossível ser cristão e ser de esquerda”.

As fontes ouvidas pelo Intercept confirmaram as conversas e afirmaram que, publicamente, o discurso da igreja é outro. Desde o começo do ano, membros da Universal adotaram um tom feroz contra o PT. Ainda em janeiro, o bispo Renato Cardoso – casado com Cristiane, a primogênita de Edir Macedo –, publicou um artigo no site da igreja dizendo que “cristão não pode votar em partido de esquerda”.

Texto publicado no site da Universal no início do ano.

Em agosto, a Universal continuou fazendo duras críticas a Lula e ao PT. Ainda no site da igreja, Cardoso chamou Lula de “ex-presidiário” ao comentar declaração do petista, em uma entrevista, de que não era candidato “de nenhuma facção religiosa”. O genro de Macedo também disse que Lula “em temporada na cadeia, não aprendeu o que é facção criminosa”. E atacou: “O ódio do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva contra os cristãos é notório. O ex-presidiário não consegue conter a mágoa que sente das igrejas cristãs, por não conseguir o apoio delas para o seu projeto de retorno ao poder”.

Há uma avaliação entre religiosos próximos à Universal de que o genro Cardoso mostra menos habilidade política neste momento ao jogar de forma extremamente dura em relação a Lula e ao PT, e não considera a possibilidade de uma aliança em breve. Não é a mesma postura do próprio Edir Macedo e de outros bispos da igreja mais experientes, que já conviveram muito bem com Lula no passado. Haveria, então, uma divisão.

“Agora, o Macedo vai aguardar o resultado do primeiro turno, esperar para ver como o povo está reagindo e depois ‘cantar a pedra’ para o lado que for mais interessante. Se o presidente Lula vencer, ele vai aparecer do lado do Lula de novo e estar na foto com o Lula. Vai ficar tudo bem e dar tudo certo para ele”, me disse o ex-pastor da Universal Davi Vieira, sobrinho de dois bispos e dono de um canal em redes sociais em que divulga informações sobre os bastidores da igreja.

“Há uma divisão entre Bolsonaro e Lula na Universal e nas igrejas em geral. Isso vai muito da pessoa. E o Edir Macedo é Centrão. Para se manter no poder, com qualquer um que ganhar, ele tem de fazer o jogo. O Centrão trabalha dessa forma. Uma parte está com um, outra parte está com o outro. O que se quer é estar no poder, não importa quem vença”, atestou o apóstolo Márcio Líbano, presidente da Associação de Ministros Evangélicos Interdenominacionais, a Amei, e próximo da Igreja Universal.

Líder do ministério Luz do Mundo, de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Líbano trabalhou desde os anos 2000 nas campanhas vitoriosas do bispo Marcelo Crivella, do Republicanos, sobrinho de Edir Macedo, ao Senado e à prefeitura do Rio, e também em outras campanhas derrotadas à prefeitura e ao governo fluminense.

“Macedo está com o Bolsonaro, porque ele é o atual presidente e está no poder. ‘Está no poder, eu estou contigo. Mas minha segunda equipe está contra ele’. Tem uma segunda equipe atuando, claro, tem que ter. É assim que o Centrão funciona. É a política. Já tem outros fazendo o meio de campo. Com qualquer um, ele [Macedo] ficará bem”, anunciou o apóstolo.

‘O Edir Macedo é Centrão. Para se manter no poder, com qualquer um que ganhar, ele tem de fazer o jogo’.

Também bastante atuante em campanhas envolvendo evangélicos no Rio, o advogado Francisco Tenório, ex-seguidor da Universal e da Deus é Amor e hoje consultor e assessor de instituições religiosas, corroborou a avaliação. “Os bispos da Universal, não todos, estão fazendo jogo duplo. Alguns deles elogiam o governo Lula. Um deles, vereador, ex-deputado e antigo na igreja, me disse em seu gabinete exatamente assim: ‘O governo Lula foi um governo muito bom. Ele vai voltar, com certeza, e nós vamos estar ao lado para ajudar’. Esse é um dos religiosos que está tecendo elogios ao Lula, já apoiando e condenando atos do Bolsonaro em reuniões”, revelou Tenório.

“Há discurso por interesses. Se tiver uma verba boa agora de publicidade para a Record, podem até dar uma estocada no Lula. Senão, é o jogo duplo. No segundo turno, talvez o Republicanos não apoie expressamente o Lula, mas os bispos candidatos que forem eleitos serão liberados para apoiar o ex-presidente”, afirmou.

Tenório lembrou que bispos que apoiam hoje a candidatura de Marcelo Crivella à Câmara dos Deputados, no Rio, declararam, em uma reunião em fevereiro, a importância de eleger o ex-prefeito para o Republicanos formar uma boa bancada “e barganhar uma participação no governo Lula em troca do apoio no Parlamento”.

Ele observa ainda que vereadores ligados à Universal vêm se aproximando nos últimos meses de parlamentares mais à esquerda na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal do Rio. Vereadores do Republicanos, por exemplo, votaram e discursaram a favor da recente cassação do colega Gabriel Monteiro, do PL, um aliado de direita e bolsonarista, acusado de estupro de vulnerável e suspeito de assédio sexual.

Dilma Rousseff e Edir Macedo na inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em julho de 2014.

 

Foto: Paulo Fridman/Bloomberg via Getty Images

Com o poder sempre

É unânime entre apoiadores e ex-integrantes da Universal que Edir Macedo não aposta em cavalo perdedor. O bispo sempre esteve ao lado do poder e procura manter boas relações com os governantes de plantão. O líder da Universal apoiou as campanhas ou participou de alguma forma das gestões de todos os presidentes da República desde o período da redemocratização no país – Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro –, por mais díspares que sejam as colorações políticas de cada um deles.

Se um nome da preferência de Macedo em alguma disputa política der sinais de fraqueza e titubear, ele não tem dúvidas de deixar o aliado pelo caminho.

Nas décadas de 1980 e 1990, o bispo chamou Lula e o PT de representantes do “demônio” e de “satanás”, em uma intensa campanha classificada como ‘anti-Lula’. Depois, conviveu sem problemas com o petista e indicou representantes para ministérios nos governos Lula e Dilma Rousseff, durante os 14 anos de gestão do PT.

Na eleição de Lula em 2002, o vice do petista, o senador mineiro José Alencar, foi candidato pelo PL, partido que hospedava à época a base parlamentar da Igreja Universal. Na reeleição, em 2006, Alencar foi vice novamente, pelo PRB, o partido criado com o apoio da igreja de Macedo. Hoje, é o Republicanos.

Lula surgiu no sindicalismo e na política como um forte aliado da Igreja Católica progressista e suas comunidades eclesiais de base, mas sempre conviveu bem com Edir Macedo. Quando o bispo foi preso, em 1992, acusado de supostas práticas de estelionato, charlatanismo e curandeirismo – e passou 11 dias num distrito policial na zona oeste paulistana –, o petista, apesar de ser apontado como um “demônio” pela Universal, foi um dos poucos políticos a vir a público para manifestar solidariedade a Macedo.

“Prender sob o argumento de que ele engana as pessoas com sua religião é um absurdo. Os seguidores têm fé naquilo que querem. Se não tomarmos cuidado, daqui a pouco a polícia está na sua casa, prendendo qualquer um, sem nenhum critério”, disse, na época, o então dirigente do PT.

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Quando presidente, Lula ajudou também na expansão da Universal em países africanos. O petista tinha proximidade e excelentes relações, por exemplo, com Crivella, que foi bispo na África do Sul, depois um senador aliado e ministro da Pesca de Dilma Rousseff.

“A Universal, com certeza, já tem setores acionados e tentáculos de diálogo direto com Lula. Não haverá grandes mudanças. Macedo e outros evangélicos, como o seu cunhado R.R. Soares [da Igreja Internacional da Graça de Deus], já dialogam há algum tempo com o lulismo e com o PT, sem dificuldade alguma. O setor evangélico hegemônico vai manter um diálogo com o poder estatal no Brasil, mesmo com a derrota de Bolsonaro e do projeto político ao qual eles estão vinculados no momento”, prevê o teólogo protestante Fábio Py, professor do programa de pós-graduação em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

‘A Universal não tem posição política fixa e duradoura. Ela tem interesses a defender e busca sempre apoio político para realizá-los’.

“Isso já foi feito no passado. Não será novidade. Já se acusou Lula de ser filho do diabo e houve alinham



ento depois. Um apoio direto não vai acontecer agora, mas no segundo turno as armas serão recolhidas, de um lado ou de outro. A igreja vai se manter com um discurso nulo ou discurso dos dois lados. Apoiando ambos, a igreja pode negociar muito bem a aliança com o novo governante”, disse Py.

O teólogo e professor avalia que esse quadro só mudará caso Bolsonaro cresça nas pesquisas. “Muda se o Bolsonaro chegar muito próxi



mo do Lula. Ele está liberando muita verba, inclusive para meios televisivos. Por isso, haverá acenos aos dois lados”, afirmou Py, que mantém conversas com pastores da Universal.

Confirmando-se a possível reaproximação com Lula, líderes evangélicos não terão muita dificuldade para explicar narrativas contraditórias a seus fiéis, afirmou o cientista de religião Leonildo Silveira Campos, ex-professor de programas de pós-graduação das universidades Mackenzie e Metodista.

“O primeiro presidente posterior à redemocratização, Fernando Collor, recebeu total apoio dos evangélicos. O discurso de um jovem e dinâmico político disposto a levar o Brasil para longe da esquerda naufragou nas águas da corrupção, provocando o impeachment. Após o fracasso de Collor, os neopentecostais, em especial, divulgaram a versão de que o então presidente havia introduzido cultos satânicos nos porões da Casa da Dinda [sua residência oficial]. Entregue aos demônios, o governo chegou ao fim devidamente explicado pelos ex-apoiadores evangélicos”, lembrou Campos. “Podemos intuir que, no caso de derrota de Bolsonaro, muitos líderes evangélicos arrumarão explicações facilmente incorporadas”.

Para Campos, os bispos e pastores que demonizaram Lula e depois “passaram a tirar proveito e a apoiar o governo petista” negociarão sem problemas com Lula e Alckmin, caso a dupla vença a eleição. “Essa tem sido a postura dos evangélicos de um modo geral. Seus líderes são incapazes de se colocar contra os que estão no poder. Tradicionalmente, tem se afirmado que a Universal não tem posição política fixa e duradoura. Ela tem interesses a defender e procura sempre buscar apoio político para realizá-los. Entre esses interesses, está a sua posição privilegiada no mundo das comunicações, com cadeias de rádio e televisão, e no mundo dos negócios com as empresas de Macedo”, observou.

Macedo, como outros líderes evangélicos, não vai dizer depois: “desculpem, o apoio ao Bolsonaro foi um equívoco de nossa parte”, alertou Campos. “Mas Macedo buscará formas de conviver relativamente bem com o novo governo, que, sem dúvida, se abrirá aos adversários de hoje em busca de apoio necessário para uma melhor governança”, acredita o estudioso.

FONTE: GILBERTO NASCIMENTO/INTERCEPT BRASIL/REPRODUÇÃO 15/09/2022 19h:45

DF: Ex- ministra da mulher ataca jornalista Vera Magalhães que reage "mentira grave e nojenta"

 

Damares Alves - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

Em entrevista à Rádio BandNews Brasília, nesta quinta-feira (15/9), a ex-ministra da Mulher e candidata ao Senado Damares Alves afirmou que a jornalista Vera Magalhães “riu do estupro” sofrido por ela, e, por isso, é uma “vergonha para o jornalismo“. Nas redes, Vera se referiu à fala como “uma mentira grave e nojenta”.

“Você sabe o que a Vera fez comigo? Vera riu do meu estupro de criança aos 6 anos de idade. A Vera não pode fazer isso, ela é uma mulher, que é influenciadora. Ela influencia opiniões. Ela disse que eu merecia música do bicho de goiaba, porque eu estava em um pé de goiaba. Ela sabe porque eu estava no pé goiaba aos 10 anos chorando e quando eu tentei suicídio porque eu tinha sido barbaramente estuprada. Você acha que essa mulher traz algum orgulho para o jornalismo? Ri de uma menininha estuprada? Então, eu não sei o que aconteceu com ela e Douglas, mas a Vera é realmente uma vergonha para o jornalismo”, disse Damares no programa Gente Brasília.

“Vergonha para o jornalismo” é uma repetição do que disseram o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado estadual Douglas Garcia (Republicanos) à Vera Magalhães. Veja a reação da jornalista:

Vera Magalhães desmente Damares

Vera Magalhães teve espaço aberto no programa Fim de Tarde, da BandNews Brasília, para rebater o que foi dito pela ex-ministra. No programa, ela desmentiu o episódio narrado por Damares, que afirma que a jornalista riu do estupro sofrido por ela, aos 6 anos.

“Já desmenti essa mentira absurda em diversas ocasiões e, inclusive, estou processando a deputada Carla Zambelli por perpetuá-la. O que aconteceu foi o seguinte: em dezembro de 2018, havia um quadro em um programa para indicarmos música de encerramento do programa. No dia, havia viralizado um vídeo da então ministra Damares Alves dizendo que havia visto a imagem de Jesus quando estava em um pé de goiaba, apenas isso. Pedimos uma música que falava sobre o bicho da goiaba, em um tom jocoso que hoje acho inadequado. No dia seguinte, Damares revelou as circunstâncias a qual ela havia feito o comentário. No dia em que ela fez isso, eu pedi desculpas em nome do programa e em meu nome à então ministra. Nunca, jamais em hipótese alguma eu zombaria de uma criança estuprada”, esclareceu.

A jornalista processou a deputada estadual Carla Zambelli (PL) por uma publicação feita em 8 de setembro com um vídeo fora de contexto de Vera Magalhães. “Aqui @veramagalhaes ri e debocha de @DamaresAlves em relação à triste história de anos de estupro que Damares sofreu. Vera, aqui você não agiu como uma pessoa sexista, machista, cristofóbica e de forma indireta, apoiando estupro e pedofilia?”, escreveu a deputada.

STF forma maioria para suspender piso salarial da enfermagem

 

Profissional segura cartaz e pede valorização da enfermagemFotos: Hugo Barreto/Metrópoles




O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela suspensão do piso salarial nacional de enfermagem. Por 6 votos a 3, os ministros referendaram, até o momento, decisão do ministro Luís Roberto Barroso. A votação começou em 9 de setembro, e segue em Plenário Virtual até esta sexta-feira (16/9).

Até o momento, os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes votaram com Barroso. O relator do caso determinou prazo de 60 dias para que seja esclarecido o impacto financeiro da medida avalizada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes de a medida começar a valer, os ministros defendem a análise dos riscos para empregabilidade no setor, além dos efeitos na qualidade dos serviços prestados.

Barroso afirmou que sua intenção ao suspender o piso nunca foi de barrar a mudança, mas sim de torná-la viável para os profissionais, identificando previsões orçamentárias nos estados.

André Mendonça, Nunes Marques e Edson Fachin votaram pela manutenção da lei que criou o piso de R$ 4.750 para enfermeiros.

Fonte: Metrópoles - 15/09/2022