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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Quem é o delegado da PF alvo de Dino por fraudar 400 inquéritos


delegado Daniel Leite Brandão teve sua aposentadoria cassada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, por fraudar 400 inquéritos da Polícia Federal (PF). Brandão ingressou na PF em novembro de 2002 e foi aposentado como delegado de 1ª classe em fevereiro de 2015. O delegado recebia uma aposentadoria de R$ 30,3 mil. Com as deduções, o valor ficava em R$ 26,5 mil por mês. Em 2006, Ele e outros sete delegados e agentes da PF foram presos durante a Operação Cerol, que investigou fraudes em inquéritos envolvendo altas somas de dinheiro da Previdência Social e do Tesouro Nacional.
O grupo trabalhava para redirecionar inquéritos sobre não recolhimento de contribuições previdenciárias por empresas. Esses processos passavam a ser controlados pelos delegados envolvidos no esquema. A partir daí, os policiais, advogados e funcionários do INSS que integravam a quadrilha passavam a exigir dinheiro para deixar de investigar as empresas suspeitas de fraudes à Previdência e sonegação de impostos.

Segundo a Justiça Federal, os acusados passavam a fazer “acertos com os investigados, através de investigações lenientes, diligências protelatórias, apurações propositadamente deficientes ou mesmo pedidos de arquivamento”.

Na época da prisão, Brandão chefiava a Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários da PF do Rio (Deleprev) e integrava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários (Delefaz). Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o delegado foi responsável, individualmente, pelo acesso indevido e venda de dados de mais de 300 pessoas a empresários ligados ao esquema.

A denúncia alega que Brandão e outros acusados transformaram “a Delegacia Previdenciária do Rio de Janeiro em um verdadeiro ‘balcão de negócios’ no qual eram oferecidos benefícios aos investigados e respectivos advogados em troca de vantagens pecuniárias indevidas”.

Para isso, Brandão chegava a propor operações para prender em flagrante empresários suspeitos de reter contribuições previdenciárias de seus funcionários. Os empresários, em seguida, tornavam-se vítimas de extorsão pelo delegado.

Daniel Brandão também atuou em um dos casos mais graves investigados pela Operação Cerol. O delegado recebeu da força-tarefa previdenciária da PF no Rio de Janeiro um relatório com provas de fraude em cerca de mil certidões negativas de débito (CNDs).

As fraudes teriam ocorrido entre janeiro e junho de 2001. No entanto, o inquérito instaurado pelo delegado não gerou qualquer denúncia.

Em 2005, Daniel Brandão permitiu a entrada no país do promotor de Justiça Paulo de Tarso Santiago Leite, sem que o promotor passasse pela alfândega. Santiago trazia na bagagem uma câmera fotográfica de valor acima do permitido para isenção fiscal, o que configura sonegação.

Neste caso, Brandão atendeu a um pedido do delegado federal Paulo de Tarso Leite, pai do promotor de Justiça, designando dois agentes para conduzirem Santiago para fora da área de desembarque sem passar pela alfândega. A manobra foi descoberta pela PF nas conversas gravadas durante a investigação da Operação Cerol. Brandão acabou se livrando das acusações em 2011, por decisão da 15ª da Justiça Federal.

Em 2015, ainda com recurso pela condenação no caso das fraudes em inquéritos em trâmite, Brandão conseguiu se aposentar da PF em 2015. Em 2022, ele fez parte de um grupo de 150 delegados aposentados da PF que assinaram uma nota de repúdio a “medidas autoritárias e ilegais” adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte:Metrópoles -  01/12/2023

Alerta máximo em Maceió: Defesa Civil prevê cratera de até 300 metros


                                            foto: reproducao

Maceió, capital do estado de Alagoas, está em alerta máximo após a iminência de colapso do bairro do Mutange. A previsão era que o solo se abrisse no começo da manhã desta sexta-feira (1º/12), o que não ocorreu, mas isso é questão de tempo, segundo técnicos. Moradores tiveram de deixar suas casas por decisão judicial e até um hospital foi evacuado.

Nas últimas 48 horas, foi registrado um afundamento de 1 metro e 6 centímetros do solo. Antes, esse afundamento era de 50 cm por dia. O aumento de 3 cm para cada 24 horas foi considerado uma aceleração da movimentação.

Defesa Civil de Alagoas calcula que o tamanho da cratera após o desabamento será de até 300 metros de diâmetro – ou seja, caberia o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. No momento do colapso, são previstos tremores de terra na região, mas isso não deve provocar estragos nas construções ao redor, segundo as autoridades.

Esse afundamento do solo é causado por uma das minas de sal-gema da indústria petroquímica Braskem. Elas criaram espécies de “ocos” no subterrâneo, que foram preenchidos com um líquido em vazamento. Esses túneis começaram a ser construídos em 1994.

Colapso imediato

Devido ao risco imediato de colapso, ficou proibida a navegação na Lagoa Mundaú, mas não há perigo de tsunami, conforme informou o tenente-coronel Moisés Melo, do Corpo de Bombeiros. No entanto, ele faz um alerta sobre o afundamento: “É só questão de tempo”.

A Defesa Civil de Maceió mantém o alerta de rompimento da mina 18 desde a última quarta-feira (30/11). Uma das previsões era de que o desabamento fosse ocorrer às 23h de quinta. No entanto, um novo prazo foi estimado pela Defesa Civil de Maceió, apontando que a ruptura poderia acontecer por volta das 6h desta sexta, o que não se confirmou.

Moradores tiveram de sair às pressas

Vários bairros da capital alagoana estão isolados devido aos danos ao subsolo causados pela mineração da Braskem, e uma região específica, no bairro do Mutange, se tornou um problema crítico nesta semana. Imagens recebidas pelo Metrópoles mostram o momento em que moradores tiveram de deixar a área às pressas.

Veja imagens da evacuação forçada em Maceió:

Problema antigo

O problema em torno do afundamento na região em que estão localizadas 35 minas de sal-gema da Braskem veio à tona em março de 2018, quando um forte tremor atingiu a área. Reportagem especial do Metrópoles mostrou a tragédia provocada pela mineração no local.

O risco iminente de formação de crateras levou à saída emergencial de cerca de 55 mil pessoas da área. O problema, constatado por órgãos da esfera municipal, estadual e federal, se relaciona a minas de sal-gema da petroquímica Braskem exploradas no subsolo da área urbana da capital do estado.

O sal-gema é retirado de rochas a cerca de mil metros da superfície. Ele pode ser utilizado normalmente na cozinha, mas seu uso é importante em vários processos industriais, como, por exemplo, na produção de PVC e soda cáustica.

Como mostrou reportagem do Metrópoles, grandes quantidades de sal-gema foram encontradas no subsolo de Maceió na década de 1960, e, em 1976, a empresa Salgem — que passou ao comando da Braskem em 2002 — começou a cavar minas na região, com anuência das autoridades locais. A mineração na região só foi paralisada em março de 2019, após ter sido confirmada a relação com o afundamento.

Fonte: Metrópoles 01/12/2023

Confira distribuição de vagas para o 'Enem dos Concursos'

 

A maioria das vagas ofertadas no Concurso Nacional Unificado (CNU), chamado de “Enem dos Concursos”, é destinada para pessoas com graduação. Das 6.640 oportunidades, 5.948 são para ensino superior e 692, para ensino médio.

Confira a distribuição de vagas:

Ensino médio

  • Agente de atividades agropecuárias: 100 vagas
  • Agente de Inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal: 100 vagas
  • Técnico de Laboratório: 40 vagas
  • Agente em Indigenismo: 152 vagas
  • Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas: 300 vagas

Ensino superior

  • Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental: 150 vagas
  • Analista de Infraestrutura: 300 vagas
  • Analista Técnico de Políticas Sociais: 360 vagas
  • Analista em Tecnologia da Informação: 300 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 190 vagas
  • Economista: 27 vagas
  • Psicólogo: 2 vagas
  • Estatístico: 12 vagas
  • Técnico em Comunicação Social: 10 vagas
  • Técnico em Assuntos Educacionais: 2 vagas
  • Arquivista: 16 vagas
  • Arquiteto: 14 vagas
  • Engenheiro: 68 vagas
  • Bibliotecário: 4 vagas
  • Contador: 5 vagas
  • Médico: 20 vagas
  • Analista de Comércio Exterior: 50 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 50 vagas
  • Economista: 10 vagas
  • Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários: 30 vagas
  • Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Energia: 40 vagas
  • Auditor-fiscal federal agropecuário: 200 vagas
  • Analista em Ciência e Tecnologia: 40 vagas
  • Tecnologista: 40 vagas
  • Analista Administrativo: 137 vagas
  • Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário: 446 vagas
  • Engenheiro Agrônomo: 159 vagas
  • Analista em Ciência e Tecnologia: 296 vagas
  • Analista Técnico de Políticas Sociais: 40 vagas
  • Analista Técnico de Políticas Sociais: 70 vagas
  • Indigenista Especializado: 152 vagas
  • Administrador: 26 vagas
  • Antropólogo: 19 vagas
  • Arquiteto: 1 vaga
  • Arquivista: 1 vaga
  • Assistente Social: 21 vagas
  • Bibliotecário: 6 vagas
  • Contador: 12 vagas
  • Economista: 24 vagas
  • Engenheiro: 20 vagas
  • Engenheiro Agrônomo: 31 vagas
  • Engenheiro Florestal: 2 vagas
  • Estatístico: 1 vaga
  • Geógrafo: 4 vagas
  • Psicólogo: 6 vagas
  • Sociólogo: 12 vagas
  • Técnico em Assuntos Educacionais: 2 vagas
  • Técnico em Comunicação Social: 10 vagas
  • Tecnologista: 220 vagas
  • Analista Técnico Administrativo: 100 vagas
  • Analista Técnico de Políticas Sociais: 30 vagas
  • Auditor-Fiscal do Trabalho: 900 vagas
  • Analista Administrativo: 15 vagas
  • Especialista em Previdência Complementar: 25 vagas
  • Especialista em Regulação de Saúde Suplementar: 35 vagas
  • Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Informações Geográficas e Estatísticas: 275 vagas
  • Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas: 312 vagas
  • Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas: 8 vagas
  • Administrador: 154 vagas
  • Arquiteto: 5 vagas
  • Arquivista: 2 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 90 vagas
  • Contador: 47 vagas
  • Economista: 35 vagas
  • Engenheiro: 18 vagas
  • Estatístico: 7 vagas
  • Médico: 3 vagas
  • Psicólogo: 10 vagas
  • Técnico em Assuntos Educacionais: 20 vagas
  • Técnico em Comunicação Social: 9 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 30 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 45 vagas
  • Economista: 15 vagas
  • Analista Técnico-Administrativo: 50 vagas
  • Pesquisador-Tecnologista em Informações e Avaliações Educacionais: 50 vagas

“Enem dos concursos”

Idealizado a partir de dificuldades apresentadas pelos próprios órgãos federais, o CNU segue os moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) é “promover igualdade de oportunidades de acesso aos cargos públicos efetivos."

Fonte: Metrópoles c/adaptações - 01/12/2023

Maceió: “A cidade está afundando”, diz Carlinhos Maia ao pedir ajuda


                                             foto:reprodução/instagram

                                             foto:reprodução

Após o alerta de que uma cratera pode se abrir no bairro do Mutange, o alagoano Carlinhos Maia usou as redes sociais, nessa quinta-feira (30/11), para pedir ajuda aos seus milhares de seguidores. O influenciador afirmou que quer chamar a atenção do Brasil para o caso em Maceió (AL) e disse que “a cidade está afundando”.

“Gostaria de chamar atenção para o que está acontecendo em Maceió. A cidade está afundando. Bairros fantasmas, hospitais afundando. 

A qualquer momento parte da cidade pode ir a baixo. Isso é muito sério. Queria de coração chamar atenção do Brasil. Estamos precisando de ajuda urgente. Alguém precisa intervir rápido”, escreveu Carlinhos Maia.

Na última quarta-feira (29/11), a Defesa Civil Municipal emitiu um comunicado indicando a instabilidade em uma das minas de extração de sal-gema, mineração que afetou mais de 55 mil pessoas na cidade e levou à desocupação de 14 mil imóveis.

A prefeitura de Maceió (AL) decretou estado de emergência por 180 dias na cidade devido ao iminente colapso da mina n.º 18, mantida pela Braskem, na região da Lagoa Mundaú.

fonte:Metrópoles - 01/12/2023

SC: Juíza que gritou com testemunha pede afastamento para tratar de transtorno bipolar

 

                                             foto:reprodução


A juíza substituta Kismara Brustolin, do Tribunal Regional do Trabalho da 12º Região (TRT-12), de Santa Catarina, que gritou com uma testemunha que não a chamou de "Excelência" durante depoimento na Vara de Trabalho de Xanxerê, pediu afastamento para tratamento de saúde por transtorno bipolar. O pedido foi concedido e é válido por 15 dias, segundo o tribunal.


Antes, o TRT-12 já havia informado que apura os fatos envolvendo a juíza e que ela ficaria afastada até o fim do procedimento interno. "A suspensão da realização de audiências deverá ser mantida até a conclusão do procedimento apuratório de irregularidade ou eventual verificação de incapacidade da magistrada, com o seu integral afastamento médico", informou o tribunal.

Kismara Brustolin será alvo de uma investigação interna e de outra, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para apurar irregularidades na sua conduta.

De acordo com o jornal O Globo, não é a primeira vez que a magistrada é afastada dos serviços no tribunal por questões médicas. A publicação diz que a juíza vem de uma série de afastamentos para tratamento de saúde. De 2014 a 2021, segundo o jornal, Brustolin apresentou atestados frequentes, de 30 dias cada um, em média, por doença de transtorno bipolar. Foram, em média, três atestados de 30 dias por ano, durante oito anos. Desde janeiro de 2022, porém, havia o diagnóstico de estabilização da doença.

A investigação sobre Kismara Brustolin foi aberta após viralizar nas redes sociais a gravação na qual a magistrada grita com um homem, que prestava depoimento como testemunha. Irritada, a juíza desconsidera o depoimento.

Kismara Brustolin, juíza que gritou com testemunha em SC, ganha R$ 33 mil por mês

Juíza que gritou com testemunha recebeu R$ 297 mil em salários e penduricalhos neste ano

Vídeo da audiência mostra a juíza exaltada. Ela exige da testemunha tratamento reverencial. "Eu chamei sua atenção. O senhor tem que responder assim: 'O que a senhora deseja, Excelência?' Responda, por favor."

O homem demonstra não ter entendido o que aconteceu. Em seguida, a magistrada adverte: "O senhor não é obrigado, mas se o senhor não disser isso o seu depoimento termina por aqui e será totalmente desconsiderado", avisa. Ela o chama de 'bocudo'.

Em seguida, Kismara Brustolin determina que a testemunha seja removida da audiência virtual. Ela afirma ao advogado: "Eu desconsiderei o depoimento desta testemunha porque faltou com a educação. Se o senhor quer registrar os protestos eu aceito e, depois, o senhor pode recorrer, fica no seu direito. Ele (testemunha) não cumpriu com a urbanidade e a educação."

O Estadão também pediu um posicionamento da magistrada via assessoria de imprensa do TRT, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.


Fonte: ESTADÃO -01/12/2023

Bahia: Sete traficantes são presos em grande operação em Dias D’Ávila

                                     foto:reprodução

                                  
Sete mandados de prisão foram cumpridos nesta sexta-feira (1º), durante a Operação Aretusa, deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro (Draco), no município de Dias D’Ávila.

Segundo a Polícia Civil, os presos possuem mandados em aberto por tráfico de drogas, homicídio e associação para o tráfico. Mais de 200 policiais estão cumprindo as ordens judiciais.

“Os sete envolvidos são do mesmo grupo criminoso. Também apreendemos entorpecentes e uma arma possivelmente utilizada na prática de homicídios na localidade. A pistola passará por perícia”, explicou a diretora do Draco, delegada Márcia Pereira. Na ação, um adolescente foi apreendido”, disse a diretora do Draco, a delegada Márcia Pereira. Informações do Alô Juca.

Em Maceió: Drama do colapso do solo se agrava; entenda as razões

Igo Estrela/Metrópoles

Imagem colorida mostra visão de bairros afundando Maceió por conta da mineração da Braskem - Metrópoles

A desocupação forçada de áreas em Maceió (AL) nesta semana abriu novo capítulo no drama que atinge a capital alagoana há mais de cinco anos. A Justiça Federal, baseada em relatórios técnicos, determinou a inclusão de novas áreas na zona de risco para colapso em minas da Braskem, o que resultou na evasão de moradores da região afetada – mais de 60 mil pessoas já tiveram que sair, deixando bairros fantasmas na cidade.

A medida atende a pedido do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Estado de Alagoas pela inclusão de mais áreas no programa de realocação da Braskem. A Justiça estabeleceu que o monitoramento também fosse intensificado.

O aumento da zona desocupada se dá no momento em que há um alerta de colapso iminente de uma mina da petroquímica Braskem na região do antigo campo do CSA, na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

A zona, segundo a Defesa Civil de Maceió, já estava praticamente desocupada. Diante do risco iminente de colapso, o órgão municipal pediu que embarcações e população evitem transitar na região até nova atualização do órgão.

De acordo com a Defesa Civil, as análises apontam que, em caso de colapso, há chances de surgimento de um sinkhole, fenômeno caracterizado pelo afundamento da superfície e formação de uma cratera, devido ao esvaziamento do subsolo.

Por causa da situação, a Prefeitura de Maceió decretou estado de emergência por 180 dias e criou um Gabinete de Crise para acompanhar a situação.

Veja o tamanho da região afetada pelo risco em Maceió e as novas áreas de monitoramento:

Imagem colorida mostra mapa de áreas afetadas - metrópolesImagem colorida mostra mapa de áreas afetadas - metrópoles

Governo federal preocupado

“Orientei hoje os ministros Wellington Dias e Renan Filho a acompanharem de perto, em Maceió (AL), o risco iminente de colapso de uma mina da petroquímica Braskem na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange”, afirmou o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), na noite de quinta (30/11). “Estamos atentos e de prontidão para as ações que forem necessárias e ajudar no que for preciso”, completou.

Também na quinta, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou ter entrado em contato com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para falar sobre a emergência na cidade de Maceió.

No contato com o ministro, Lira solicitou “prontidão e alerta da Defesa Civil Nacional para acompanhar as graves consequências geradas pela exploração das minas pela Braskem”.

Problema antigo

O problema em torno do afundamento na região em que estão localizadas 35 minas de sal-gema da Braskem só veio à tona em março de 2018, quando um forte tremor atingiu a área. Reportagem especial do Metrópoles mostrou a tragédia provocada pela mineração no local.

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O risco iminente de formação de crateras levou à saída emergencial de cerca de 55 mil pessoas da área. O problema, constatado por órgãos da esfera municipal, estadual e federal, se relaciona a minas de sal-gema da petroquímica Braskem exploradas no subsolo da área urbana da capital do estado.

O sal-gema é retirado de rochas a cerca de mil metros da superfície. Ele pode ser utilizado normalmente na cozinha, mas seu uso é importante em vários processos industriais, como, por exemplo, na produção de PVC e soda cáustica.

Como mostrou reportagem do Metrópoles, grandes quantidades de sal-gema foram encontradas no subsolo de Maceió na década de 1960, e, em 1976, a empresa Salgem — que passou ao comando da Braskem em 2002 — começou a cavar minas na região, com anuência das autoridades locais.

A mineração na região só foi paralisada em março de 2019, após ter sido confirmada a relação com o afundamento.

CPI travada

No Senado Federal, o drama dos moradores de Maceió pode virar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), após requerimento apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A questão, porém, ainda está travada.

“Estamos, em várias frentes, cobrando a responsabilização da empresa Braskem pelo maior crime ambiental urbano do mundo. Venho apelando, inclusive, em caráter humanitário. São mais de 200 mil vítimas de uma exploração mineral irracional e irresponsável que, literalmente, afundou vários bairros em Maceió, está se alastrando para outros bairros e agora o pânico dos abalos sísmicos”, disse o senador Renan Calheiros.

No último dia 24 de outubro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leu o requerimento. Ainda assim, a instalação formal da CPI depende de acertos políticos, pois é preciso que os líderes partidários indiquem os participantes de cada bancada.

fonte:Metrópoles/reprodução - 01/12/2023