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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Maioria dos ministros do STF vota contra a exigência de diploma de jornalista


Sete ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votaram contra a exigência do diploma de jornalista para exercício da profissão. Dois dos 11 ministros --Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito-- não estão na sessão.
O primeiro a votar foi o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, relator do caso. Mendes defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
O voto de Mendes foi seguido pelos ministros Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cezar Peluso e Ellen Gracie. Marco Aurélio foi o único contrário. Mesmo que a sessão seja interrompida e retomada depois com os 11 ministros presentes, sete votaram contra a exigência do diploma. No entanto, os que votaram hoje podem mudar de opinião numa outra sessão --se o julgamento não for encerrado nesta quarta-feira.
"Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta", disse Lewandowski.
Na avaliação do presidente do STF, o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, não atende aos critérios da Constituição de 1988 para a regulamentação de profissões.
Mendes disse que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.
"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.
Mendes chegou a comparar a profissão de jornalista com a de cozinheiro. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores", disse.
O presidente do STF disse ainda que não acredita que a queda do diploma de jornalista feche as faculdades de comunicação. "Tais cursos são importantes e exigem preparo técnico e ético dos profissionais para atuarem. Os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada", afirmou.

Histórico

O Ministério Público Federal entrou com ação em outubro 2001 para que não seja exigido o diploma de jornalista para exercer a profissão. Uma liminar edita ainda em outubro de 2001 suspendeu a exigência do diploma de jornalismo.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e a União entraram com um recurso. Em outubro de 2005, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região entendeu que o diploma é necessário para o exercício do jornalismo. A decisão provocou um novo recurso do Ministério Público Federal no STF e, em seguida, com a ação para garantir o exercício da profissão por quem não tem diploma até que o tema seja definido pelo Supremo.
Em novembro de 2006, o STF decidiu liminarmente pela garantia do exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área.


Fonte:Marcio Falcão
Folhaonline

Ministro Geddel diz que ser candidato ao governo da Bahia

Ministro Geddel e o governador Wagner

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, declarou há pouco ao site da Tribuna, de Fortaleza, onde se encontra no momento, que está, sim, preparado para subir no palanque e concorrer ao governo da Bahia, “mas não posso me antecipar, pois, no momento, o partido discute isso com o próprio partido e com a sociedade, embora tudo sinalize para uma candidatura própria, que seria a minha.”
As declarações foram feitas quando Geddel foi questionado sobre o recente almoço ocorrido em Salvador, onde DEM e PSDB selaram uma aliança, tendo Paulo Souto como cabeça de chapa, rumo às eleições estaduais do ano que vem. Geddel foi taxativo: “Não entendo o porquê de alguém se surpreender com essa aliança. Afinal, DEM e PSDB já são aliados em nível nacional há muito tempo, e na Bahia o que impedia uma aproximação maior era a figura do senador ACM. Após a sua morte, as coisas ficaram mais flexíveis, até porque não acredito nessa história de carlismo.”
O ministro disse ainda não entender a razão de lhe cobrarem sempre o atrelamento “a uma ou outra candidatura. Há muita especulação. Nós vamos marchar com candidatura própria. Mas especula-se tanto, tanto, que às vezes,quando leio uma nota, um comentário ou uma notícia envolvendo situações nas quais jamais estive presente, questiono: meu Deus, será que eu sou o Geddel a que essa notícia se refere?”
PRECIPITAÇÃO
Geddel Vieira Lima faz questão de frisar que seria “até mesmo um desrespeito ao partido” adiantar decisões neste momento, posto que o programa de discussões do PMDB em relação a 2010 na Bahia envolve 20 encontros, “e até agora só realizamos cinco. Não posso me adiantar, apenas por conta de ter sido aclamado em Valença como o candidato a governador do partido.”
O ministro observa, com nítido espanto, que “nunca se viu, salvo engano, uma campanha tão antecipada como esta, inclusive em nível de Brasil. Discute-se a eleição de2010 como se faltassem dois ou três meses para o pleito, quando,na verdade, será apenas em outubro de2010”, afirmou.
Finalizando, ele ressaltou que “as pessoas têm todo o direito de especular, ainda mais quando o ritmo de discussão,antecipado, já se encontra no nível atual. Mas nós seguiremos nosso roteiro, consultando as bases. Só tem pressa quem não tem tempo para esperar. Mas eu não tenho pressa, até porque tenho muita saúde e disposição para esperar com calma o caminho que as coisas vão tomar.” As informações são de Alex ferraz do site da tribuna da Bahia.

Presidente Lula:"Sarney não é uma pessoa comum"


Um dia depois do discurso feito pelo presidente do Senado, José Sarney, no qual o senador esquivou-se dos escândalos revelados na casa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em sua defesa. Pouco antes de embarcar de Astana, no Cazaquistão, onde realizava a última etapa de sua turnê pela Europa e pela Ásia Central, o presidente afirmou que Sarney tem história para que não seja tratado como "uma pessoa comum", demonstrou não acreditar nas denúncias recentes sobre as contratações secretas no Senado, criticou o "processo de denuncismo" e afirmou que não sabe "a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo".
A defesa de Sarney foi feita no início da tarde, horário local - final da madrugada no Brasil. "Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias, porque ele não tem fim, e depois não acontece nada", justificou, criticando a reação da imprensa e da opinião pública contra o presidente da casa. "O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum."
Lula argumentou que as denúncias devem ser investigadas, mas mostrou desconfiança sobre a veracidade das informações reveladas até aqui. "O que ganharia o Senado em ter uma contratação secreta se tem mais de 5 mil funcionários transitando por aqueles corredores? Por que haveria de ter alguém secreto?", questionou, completando: "Essa história precisa ser melhor explicada."



Fonte:Agência estado

Salvador: Polícia afirma que mortes em Canabrava foram causadas durante tiroteio

drogas e armas apreendidas em canabrava


A cúpula da Polícia Civil na Bahia se reuniu na manhã desta quarta-feira, 17, para explicar à imprensa o que teria levado policiais a matarem cinco pessoas na noite desta terça, no bairro de Canabrava. Entre as vítimas – todas moravam na rua Beija-flor – estão três irmãos que foram baleados na frente da própria casa. As mortes aconteceram minutos depois do policial civil José Carlos Gonçalves Teixeira, conhecido como O´Hara, ter sido morto na mesma região.
De acordo com a polícia, a morte do policial aconteceu às 16h30. Meia hora depois, o reforço chegou ao local e se deparou com Edilene Maria de Lima, presa com sete quilos de maconha. Edilene teria apontado a casa dos irmãos Edmilson, Rogério e Manoel Ferreira como ponto de tráfico de drogas. As vítimas tinham 22, 24 e 23 anos, respectivamente, e teriam recebido a polícia a tiros. As outras duas vítimas foram Alex dos Santos, 27, e Robson Silva Santos, 20, que estariam próximos da casa dos três irmãos e também atiraram contra os policiais.
As informações foram passadas pelo secretário da Segurança Pública, César Nunes, pelo delegado-chefe da Policia Civil, Joselito Bispo e pela delegada-geral da Secretaria de Segurança Pública, Emília Blanco. Na casa dos acusados foram apreendidos, ainda segundo a polícia, dois revólveres calibre 32, outro revólver calibre 38, além de uma carabina 12 milímetros, uma balança de precisão e 300 gramas de cocaína.
INVESTIGAÇÃO – De acordo com a delegada Emília Blanco, há três meses a polícia investiga o tráfico de drogas na região, sendo descoberto até agora que algumas quadrilhas de Canabrava estão relacionadas com o tráfico na Boca do Rio e em São Cristóvão. Nesta manhã, a polícia retornou ao local das mortes e encontrou cinco quilos de maconha e uma pistola 380 milímetros na casa de Edilene Maria de Lima, que continua presa depois de ter apontado a casa onde aconteceu a matança.
Depois dos assassinatos, a mãe do três homens mortos, Maria da Conceição, entrou em desespero e garantiu que seus filhos não tinham ligação com o tráfico de drogas. A polícia acredita que as vítimas estejam envolvidas com a morte do polícial O´Hara, que será enterrado às 16 horas no cemitério Jardim da Saudade. As informações são de atarde.

Lino reafirma crime e diz que agora é com o MP



Insatisfeito com o resultado da sessão, contrário à sua indicação pela recusa das contas, o relator Pedro Lino(foto acima) voltou a falar em crime de responsabilidade fiscal do governo baiano. De acordo com o conselheiro, o argumento da crise é irrelevante, uma vez que o seu parecer aponta que entre outubro e dezembro de 2008 houve aumento de receita de 13,8%, mas o Estado gastou R$ 1,3 bilhão em despesas de custeio e R$ 1 bilhão em encargos de pessoal, 17,8% a mais do que no mesmo período de 2007. “A questão fundamental é como é que se pode aprovar uma conta em que há crime confessado pelo secretário e por quem tirou indevidamente dos sistemas os empenhos liquidados. Se retirou por meios excusos. Não é um crimezinho bobo não. Estou falando em pena de dois a 12 anos e multas”, declarou ao evocar o Código Penal. Ainda segundo ele, o problema no uso do DEA, que é um artifício legal, é mesmo a falta de auditoria no TCE, que permite a utilização do recurso de forma indevida. “O que houve aqui foram atos secretos e eu desafio aqui qualquer um a pesquisar se houve justificativas nos atos estorno, ajuste ou anulação”, comparou com o recente escândalo que envolve o Senado Federal.
fonte:Bahianotícias
foto:Evisálio Junior/BN

Governo Wagner: TCE aprova contas com ressalvas



Depois de sete horas e meia de sessão, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu pela aprovação das contas do governo da Bahia no exercício 2008, com ressalvas e recomendações. A decisão aconteceu por desempate do presidente do colegiado, Manoel Castro, uma vez que os conselheiros Antônio Honorato e Filemon Matos indicaram pela aprovação com recomendações e Ridalva Figueiredo e Zilton Rocha pela aprovação com ressalvas e recomendações. Os quatro foram contrários ao parecer do relator Pedro Lino, que recomendou a desaprovação das contas. Como a primeira a explanar o voto vencedor foi a conselheira Ridalva Figueiredo, caberá a ela o papel de relatora final, em que terá que reunir todas as observações dos demais membros do TCE para o texto definitivo que será encaminhado à Assembléia Legislativa da Bahia (AL-BA). Já o conselheiro França Teixeira foi impedido de votar por ter faltado à ultima audiência em que foi feita a leitura do polêmico pedido de veto. Ele ainda tentou participar do pleito por meio de um recurso, mas, por unanimidade, os outros membros decidiram seguir o regimento interno e não permitir a sua participação.
Fonte:Evilásio Júnior-BN

Milicia continua agindo na região da Brasilgás

A milícia que coordena o transporte clandestino de passageiros na região da Brasilgás, na BR-324, continua atuando às escondidas e desafiando a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal com a ajuda de aliciadores. O ponto foi desativado para transportes intermunicipais em fevereiro deste ano para inibir a ação dos clandestinos e dos assaltantes, que tinham o local como porta de entrada nos veículos. Pouco adiantou. Na época, investigações desencadeadas pela Polícia Rodoviária Federal apontaram o envolvimento de policiais militares no esquema de transporte clandestino, que através de um estatuto formulado por eles, cobravam dos motoristas R$ 20 por semana para que pudessem exercer a atividade ilegal. Quatro meses depois da denúncia, os clandestinos ainda atuam na localidade sob a coordenação da milícia, que dispõe de uma eficiente rede de informação para burlar a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal. A milícia conta com a ajuda de aliciadores espalhados nos dois lados da pista para oferecer os destinos mais procurados pelos passageiros.
Fonte:Bahianotícias

Lídice da Mata: A mais nova cidadã de Amargosa



A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) receberá na próxima sexta (19) o título de cidadã de Amargosa na Câmara de vereadores do município. A cerimônia coincidirá com as comemorações de 118 anos de emancipação política da cidade. Segundo os vereadores de Amargosa, Lídice sempre foi defensora do município, em uma relação que foi fortalecida a partir de seu primeiro mandato como deputada estadual. Depois que assumiu como deputada federal , aprovou emendas que destinaram verbas para investimentos em projetos para toda a cidade.
Fonte:Bahianotícias