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segunda-feira, 18 de março de 2019

EUA: Bolsonaro faz visita à CIA em evento fora da agenda oficial

Entrada da sede da CIA, em Langley, na Virgínia
© Reuters/Larry Downing Entrada da sede da CIA, em Langley, na Virgínia

O presidente Jair Bolsonaro programou uma visita nesta segunda-feira à sede da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA), em Washington, um evento que não constava da agenda oficial da viagem à capital norte-americana. 
A visita foi revelada pelo filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em sua conta no Twitter.
“Indo agora com o PR @jairbolsonaro e ministros para a CIA, uma das agências de inteligência mais respeitadas do mundo. Será uma excelente oportunidade de conversar sobre temas internacionais da região com técnicos e peritos do mais alto gabarito”, escreveu Eduardo.
Até a noite de domingo, quando questionados sobre a agenda do presidente na manhã desta segunda-feira, assessores da Presidência --inclusive o porta-voz, general Otávio Rego Barros-- alegavam se tratar de agenda privada. Ao conversar com jornalistas na noite de domingo, Rego Barros afirmou que a agenda era privada e seria informada quando fosse possível.

fonte:Reuters/reprodução 18/03/19 -12:39min.

Camaçari: Escola é referência de respeito às diferenças


Crianças evangélicas são maioria na escola - Foto: Joá Souza l Ag. A TARDE
Crianças evangélicas são maioria na escola -foto:reprodução

A escola com maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador (RMS), não possui biblioteca, nem computadores. Apesar disso, localizada dentro do terreiro de Lembá e com integração irrestrita, a Zumbi dos Palmares é uma extensão natural da vida comunitária no entorno da Estrada das Cascalheiras. Mais que isso: ela se estrutura nos pilares do respeito, cooperação e disciplina, para superar as dificuldades, promover integração religiosa e a formação cidadã (assista abaixo vídeo sobre o trabalho desenvolvido na escola).
O porteiro que abre a porta da escola à reportagem segue a doutrina espírita. No corpo docente, formado por quatro professores, há católicos e protestantes. E dos 150 alunos, de 4 a 12 anos, divididos nos turnos matutino e vespertino, cerca de 78% são provenientes de famílias evangélicas. A escola e o terreiro funcionam de forma independente. As crianças não entram pelo portão principal do templo religioso, mas por outra que dá acesso direto à escola.
Com nota 6,6 da instituição no Ideb, a escola está acima da média do município, que é de 4,8. No quesito religioso, é um contraponto aos 153 casos de intolerância religiosa notificados na Bahia, entre 2013 e 2018, segundo o centro de referência Nelson Mandela.
Sucesso da escola​
As relações de proximidade que permeiam os moradores da comunidade local contribuem para o sucesso da escola. A necessidade de um local que distancie as crianças da violência e problemas de alcoolismo das famílias do entorno é outro ponto relevante nessa convergência multirreligiosa. Além disso, outro ponto a favor é a estruturação rural da comunidade, afastada do centro de Camaçari e que viu a chegada de postes de iluminação e asfalto há poucos anos.
A escola surgiu há dez anos como desdobramento de um caso de descontentamento do tata Ricardo Tavares ao presenciar um pedreiro que não sabia escrever o próprio nome. Depois disso, ele começou a alfabetizar outros moradores da comunidade e promover oficinas. Em 2009, para a construção da Escola Zumbi dos Palmares, nome que possui relação direta com a ideia de resgate identitário da população negra, ele reservou mil metros quadrados do terreiro de Lembá, que possui área total de seis mil metros quadrados.
O local sagrado foi fundado há 26 anos e tombado como patrimônio cultural de Camaçari em 2016. A incorporação da escola à administração jurídica de Camaçari foi em 2010. “É importante deixar claro que a nossa escola é laica. Os alunos não têm contato com os ritos religiosos do candomblé, nem com o barracão. São áreas separadas. Nós seguimos a grade curricular do Ministério da Educação. O nosso objetivo não é inclinar as crianças para determinada religião, mas estabelecer relações sociais de respeito e contribuir para a sustentabilidade. Aqui, somos uma família. Não me interessa a religião dos funcionários ou dos alunos. Conheço toda a comunidade e há muito respeito”, diz.
Com o terceiro filho matriculado na Escola Zumbi dos Palmares, Patrícia Conceição, 37 anos, destaca a boa relação que mantém com tata Ricardo. Evangélica, ela lembra que, após matricular o filho Daniel Conceição, 9 anos, na instituição, identificou melhoras no comportamento dele, o que, segundo ela, não aconteceu em outras escolas. “Ele era nervoso, difícil de controlar. Mas aqui [na escola] ele foi muito acolhido. Nunca tivemos problemas de enviar nossos filhos para cá. Embora eu seja evangélica, sempre tivemos uma ótima relação. Aqui, eles educam para que as crianças sejam bem-sucedidas”, afirma Patrícia.
O ambiente tranquilo, as árvores que compõem a escola, a grama, os locais de plantio, tudo isso harmoniza o conceito de relações de respeito ao próximo e ao meio ambiente que os alunos aplicam. Nas paredes, algumas frases fazem questão de lembrar que estão todos “de mãos dadas por uma educação transformadora” ou que “a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com a igualdade”.
Para a estudante Jadiara de Jesus, 7 anos, a escola significa um lugar de encontro. “É muito bom. Gosto muito da escola. Aqui, podemos aprender e fazer várias coisas”, diz a garota.
Tata lembra que há outras escolas com essa proposta de templo religioso como local de ensino regular. No entanto, é a intimidade dos moradores ao buscar o filho na escola e a alegria com que falam com o tata que tornam o espaço tão particular. “Trabalho aqui há dois anos. Quando avisei na minha igreja (evangélica) que eu iria trabalhar dentro de um terreiro de candomblé houve resistência, mas depois eles me auxiliaram dizendo que era para eu continuar e, se tivesse alguma imposição de fé, era para eu sair. Hoje, posso dizer que não há nenhum tipo de imposição e esse é o lugar mais acolhedor por onde eu já passei”, afirma a auxiliar educadora Edelmira Valverde, 41.

fonte:Atardeonline 18/03/19 -08:56min/reprodução

domingo, 17 de março de 2019

Em Washington: Manifestantes se reúnem contra visita de Bolsonaro

Pessoas protestam contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, próximo a Blair House em Washington nos Estados Unidos – 17/03/2019
foto:© Julia Braun Pessoas protestam contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, próximo a Blair House em Washington nos Estados Unidos – 17/03/2019
Uma manifestação contra a visita do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos Estados Unidos e o líder americano Donald Trump acontece neste domingo, 17, em Washington, D.C. O brasileiro deverá chegar à capital dos EUA na tarde de hoje.

Segundo a organização e um policial no local, por volta das 13h do horário local, 50 pessoas se reuniam na Lafayette Square, ao lado da Casa Branca, residência oficial do presidente americano. Uma parte do grupo chegou a se concentrar nas proximidades da Blair House, onde o brasileiro ficará hospedado.
O evento é promovido pela organização DC United Against Hate, formada após a eleição de Trump em 2016 e que afirma lutar contra a extrema-direita, racismo e agressões contra minorias.
Manifestantes carregam cartazes com fotos de Bolsonaro e Trump, e frases como “Ele não”, slogan da campanha contra o presidente do Brasil durante as eleições de 2018.
Além de palavras de ordem contra o brasileiro, eles gritam “Marielle presente” e “Lula livre”. A construção de um muro na fronteira com o México, defendida por Trump, também é alvo dos protestos.
“A linguagem que Bolsonaro usa é muito similar à de Trump”, diz o americano Michael Shallal, da organização DC United Against Hate, citando os líderes brasileiro e americano como exemplos do crescimento da extrema-direita no mundo.
“Ele coloca muitas pessoas em risco”, afirmou, relacionado o presidente brasileiro com os suspeitos presos pelo assassinato da vereadora Marielle Franco.
A advogada americana Jessica Bronson trouxe o filho para a manifestação.  “É muito irritante e triste que ele esteja nos EUA visitando seu amigo Donald Trump”, diz.

“Eu estou muito incomodada com como ele tem tratado os cidadãos vulneráveis no país e enojada com quão o contra mulheres, negros e LGBT ele é”, completa.
A brasileira Mariana Prado também relaciona algumas das políticas de Trump com as do atual governo brasileiro.
“Um dos motivos que mais me preocupa é que o discurso de ódio do Bolsonaro legitima o preconceito e a violência. Assim como vi com a eleição do Trump”, diz a mestranda de 24 anos, que mora há 8 anos nos Estados Unidos.
Mariana conta que passou a sofrer ataques por ser imigrante e latina após o início do governo do líder republicano.
“Isso nunca tinha acontecido antes”, diz. Líderes da manifestação que se pronunciaram no evento também criticaram o governo de Bolsonaro pela inação diante da situação na Venezuela.
fonte:Veja.com

Bolsonaro e filhos: ‘Assistimos ao renascimento da família imperial’, critica FHC

De sapatênis marrom e meia verde-abacate, Fernando Henrique Cardoso recebeu o Estado nesta segunda-feira, 11, no centro de São Paulo, para falar do tema de seu mais recente livro: a juventude. 
Contou entusiasmado que tem ido caminhar na Avenida Paulista aos domingos, quando a via é fechada para os carros, e disse que tem procurado se adaptar ao modo de pensar das redes sociais, nas quais procura sempre se manter presente. “Eu tenho 87 anos. Quando nasci, a vida era diferente. E daí? Bom não é o passado, é o futuro”, disse o sociólogo e presidente do Brasil por dois mandatos (1995-1998 e 1999-2002).
FHC queria deixar a política partidária de lado na conversa e se concentrar apenas no lançamento de Legado para a Juventude Brasileira (Editora Record), uma coautoria com a educadora Daniela de Rogatis. Porém, ao abordar as redes sociais, acabou analisando o uso do Twitter pelo presidente Jair Bolsonaro: “É muito difícil pensar ‘tuitonicamente’, você pode, no máximo, emitir um sinal”. Para o ex-presidente, a democracia exige raciocínio e a rede social é operada por impulso.
Questionado diretamente sobre o comportamento de Bolsonaro e de seus filhos (Flávio, Eduardo e Carlos) nas rede sociais, FHC se disse preocupado com o envolvimento da família no “jogo do poder” porque “leva o sentimento demasiado longe” e disparou: “Eu acho perigoso. É abusivo, polariza (...) Nós estamos assistindo ao renascimento de uma família imperial de origem plebeia. É curioso isso. Geralmente, na República, as famílias não têm esse peso”. Segundo ele, “Bolsonaro está indo mal por conta própria”. Leia a entrevista:
Como surgiu a ideia deste seu mais recente livro?
A ideia foi da Daniela de Rogatis, de fazer um livro que resumisse um pouco o que eu tento passar para as novas gerações. É uma coautoria. Também foram acrescentadas aulas que eu dei, uma coisa é falar, outra é escrever.
Qual é o legado que se pode deixar para a juventude brasileira neste momento?
Procuro transmitir um sentimento de amor ao País, respeito ao povo e valorar a democracia. Fui ministro da Fazenda, conheço um pouco de economia, acho que o crescimento econômico é importante, mas a mensagem principal está nos valores e na crença de se ter organizações abertas em que todos possam participar. Tenho em minha fundação atividades com os jovens. Uma é essa, que se deve basicamente a Dani Rogatis, que tem como alvo jovens de famílias empresariais. Há um outro grupo de pessoas, estudantes de curso secundário, escolas públicas e privadas, escolas profissionalizantes. Eles me perguntam qualquer coisa e eu só não gosto de responder a questões de política partidária, não é o meu objeto fazer pregação. O curioso é que as perguntas dos dois grupos, que são diferentes quanto à renda, não são muito diferentes.
O senhor se atualiza com esses encontros?
Claro, é bom manter contato com as gerações mais jovens, participar das inquietações deles também. Eu tenho 87 anos. Quando nasci a vida era diferente. E daí? Bom não é o passado, é o futuro. Sem desprezar o que já aconteceu.
O livro expressa uma grande preocupação com a ausência de líderes de peso. Por quê?
A sociedade contemporânea, paradoxalmente, na medida em que as estruturas e os partidos deixaram de ser tão significativos, porque o contato direto é mais fácil, requer referências. Essas referências só existem quando existem pessoas que as simbolizam. Isso significa que pode estar faltando rumo, alguém para dizer para onde nós vamos. O (Nelson) Mandela na África era isso. Certa vez fui com ele a uma reunião em uma área quase florestal da África do Sul. Quando ele chegou, mesmo sem falar, ele transmitia uma emoção. O que ele estava dizendo não era tão surpreendente. Ele era surpreendente, ele transmitia, ele significa. O mundo precisa disso, de pessoas que apontem rumos mesmo sem falar. Aqui no Brasil, infelizmente, tem muita gente falando e muito pouca gente simbolizando qualquer coisa. Eu posso não estar de acordo com o Lula, mas ele simbolizou em certo momento. Eu vi, em greves, ele simbolizava, por exemplo.
E na transição de seus mandatos para o dele ambos simbolizaram alguma coisa, não?
Bastante. Eu vou publicar o último volume dos meus Diários da Presidência e você verá como trabalhamos com muito afinco para ter uma transição civilizada. Sabe por quê? Pelo meu amor à democracia. É preciso entender que na democracia mudam os ventos, mas certas regras permanecem e precisam ser valorizadas. No caso do Lula é visível. Ele vinha contra mim, contra o PSDB, mas ele ganhou a eleição. Eu digo a mesma coisa com relação ao Jair Bolsonaro. Ele ganhou a eleição e eu não torço para que ele vá mal. Ele está indo mal por conta própria.
De que maneira o senhor acha que essa comunicação via redes sociais impacta a política?
Primeiro, é difícil o Twitter. Você dizer alguma coisa naquele pouco espaço disponível não é fácil. Em geral as pessoas não dizem quase nada, apenas manifestam o que estão fazendo. Isso passou a ser o modo com que as pessoas acham que pensam. É muito difícil pensar “tuitonicamente”. Você pode, no máximo, emitir um sinal. Nós estamos vivendo uma transformação de uma sociedade na qual as elites eram reflexivas para uma sociedade na qual todos são impulsivos. Isso tem efeito. É bom? É mau? Eu não quero julgar. Como a democracia vai se ajeitar com isso é a grande questão. A democracia requer reflexão, escolhas. O Twitter leva mais ao impulso do que a uma escolha racional, e democracia necessita de algo um pouco racional.
Como o senhor vê a maneira como o presidente Bolsonaro e os filhos dele, que são jovens, usam as redes sociais?
Eu acho perigoso. É abusivo, polariza. O Twitter facilita isso, o nós contra eles. Isso para a democracia não é bom. Os líderes de várias tendências não deveriam entrar nesse choque direto. Nós estamos assistindo ao renascimento de uma família imperial de origem plebeia. É curioso isso. Geralmente, na República, as famílias não têm esse peso. Quando têm, é complicado, porque a instituição política não é a instituição familiar, são coisas diferentes. Quando você tem a instituição familiar assumindo parcelas do jogo de poder, você leva o sentimento demasiado longe. O jogo de poder requer um equilíbrio estratégico, de objetivos e meios para se chegar lá. Quando a pura emoção domina é um perigo, porque você leva ao nós e eles: está do meu lado ou está contra mim?
A preocupação do senhor com a radicalização tem sido grande.
Radicalizar no sentido de ir à raiz da questão, não como oposição. O que é central para um sujeito que não seja do Centrão fisiológico? Para mim, são duas coisas basicamente, a crença na democracia e o sentimento de que é preciso maior igualdade social, isso é o miolo do que é radicalmente centro. Nesse livro, isso reaparece, porque faz parte de treinar a pensar no Brasil. Eu tenho uma preocupação com a concentração de renda e poder, me preocupa também que a diferença entre Nordeste e São Paulo seja muito grande. Você não deve deixar que uma nação se divida. A função do Estado é ter maneira de induzir o crescimento e equalizar as oportunidades. Está muito desigual o Brasil.
O senhor diria que este livro é mais pessimista ou otimista?
A despeito de tudo, é mensagem de otimismo. Eu não posso ser pessimista. Vim para São Paulo em 1940, vi esta cidade crescer e continua crescendo. Tem 18 milhões de habitantes e todos os dias de manhã tem pão, ônibus, luz elétrica. Ainda é precário? Pode até ser, mas o Brasil mudou para melhor, não foi para pior. Para a classe média alta, talvez a vida seja mais dura. Mas quem pertencia a essa classe há 50 anos? Um grupo pequeno. De vez em quando eu vou passear a pé na Avenida Paulista aos domingos, quando ela está fechada para carros. Você vê o pessoal usufruindo a cidade, não tem briga, é só você não ter medo dos outros. Estão desfrutando a vida. Isso não havia. É uma experiência interessante. É gente que mora na periferia e vem para a Paulista, para a Augusta, para o Minhocão aos domingos usufruir democraticamente da cidade.
O conceito de democracia está em risco no Brasil?
Isso me preocupa. A juventude atual é mais bem-nascida do que a anterior. Desfruta de algumas coisas como se elas fossem dadas. Não sei se isso vai gerar solidariedade. Com quem as pessoas se preocupam na Europa? Com os de fora, com os imigrantes. Aqui, não. São os de dentro que não têm. É preciso despertar nos jovens desse grupo a consciência disso, sem fazer demagogia.
Por que a juventude chegou a um momento de descrédito com os partidos e as instituições?
A forma de organização da produção e da vida na sociedade, com a ligação direta na internet, mudou as coisas. Os partidos não se adaptaram. Os candidatos, alguns, sim. As instituições ficaram aquém das pessoas no mundo todo e isso criou a ilusão de que você pode ter a democracia direta.
fonte:Estadãoonline 17/03/2019 15:55min.

Governadores do Sul e Sudeste anunciam apoio incondicional à reforma da Previdência


foto:reprodução
Seis governadores dos estados do Sul e do Sudeste do país anunciaram neste sábado (16) que irão trabalhar junto às bancadas no Congresso Nacional para congregar apoio incondicional à aprovação da reforma da previdência social de Jair Bolsonaro (PSL).
“Nós apoiamos incondicionalmente o presidente Bolsonaro nessa missão de reformar a previdência. Somos da opinião de que, se não fizermos um esforço, se não tivermos essa posição de um certo sacrifício, nós estaremos condenando o Brasil a um crescimento medíocre da economia nos próximos anos”, disse o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O encontro aconteceu na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e reuniu os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB). O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), não esteve presente por questões de agenda.
“Isso tem que ser traduzido no Congresso Nacional, junto as bancadas na Câmara e no Senado, para que parlamentares possam debater, mas ter uma visão e uma posição favorável à reforma”, afirmou Doria.
fonte:Diário do Poder c/adaptações

Eduardo Bolsonaro chama brasileiros ilegais no exterior de “vergonha”

Eduardo Bolsonaro:"Um brasileiro ilegalmente fora do País é um problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado"
 © Paola de Orte/Eduardo Bolsonaro
O deputado Eduardo Bolsonaro justificou o fato de os Estados Unidos não oferecerem reciprocidade ao Brasil para isentar turistas de visto para entrada no país. Segundo ele, há mais brasileiros que passariam a viver ilegalmente nos EUA com isso. Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ainda classificou os imigrantes em situação irregular fora do País como uma “vergonha nossa”.
“Um brasileiro ilegalmente fora do País é um problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Um brasileiro que vai para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto envergonhado”, afirmou o deputado, ao fim de evento organizado por Steve Bannon, em Washington, prévio à chegada de Jair Bolsonaro à capital americana.
Questionado sobre os EUA não oferecerem reciprocidade ao Brasil na isenção de vistos, Eduardo respondeu: “A pergunta que eu faço é o seguinte: quantos americanos vão aproveitar essa brecha e vir morar ilegalmente no Brasil? Agora vamos fazer a pergunta contrária: se os EUA permitirem que brasileiros entrem lá sem visto, quantos brasileiros vão para os Estados Unidos, sem visto se passando por turista, e vão passar a viver ilegalmente aqui?”. “Será que estou falando algum absurdo em dizer que, sem a necessidade de um visto, várias pessoas entrariam nos EUA de maneira ilegal e ilegalmente permaneceriam lá? Eu acredito que não”, emendou o deputado e filho do presidente.
Ao falar sobre perspectivas do encontro entre Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, disse o encontro vai ser “bem descontraído”. “Tanto Trump como Jair Bolsonaro pisam fora do politicamente correto e isso é algo que atrai muito a simpatia das pessoas e são duas pessoas carismáticas. Vai ser um encontro bem descontraído, acho que em pouco tempo eles não se sentir confortáveis e ter uma conversa franca e aberta. E além disso é uma aproximação que há tempos a gente não via entre os presidentes dos dois países”, disse o deputado.
Ele minimizou o fato de a aproximação com Bannon gerar ruído no governo americano. Após ser estrategista de Donald Trump, Bannon foi demitido da Casa Branca e já foi chamado de traidor por Trump.
fonte:MSN/Exame .com 

sábado, 16 de março de 2019

Brasil: Ministro da economia diz que não pretende realizar concursos nos próximos anos

Guedes já tinha sinalizado isso na campanha de Bolsonaro -foto:reprodução
O ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou na manhã desta sexta-feira, durante evento na Fundação Getulio Vargas, que o governo conta com o apoio dos entes federativos (estados e muncípios) para aprovar a reforma da Previdência . Guedes disse ainda que o governo não pretende realizar concursos públicos nos próximos anos, apesar da previsão de que muitos servidores vão se aposentar.
— Cerca de 40% a 50% do funcionalismo federal irá se aposentar nos próximos anos, e a ideia é não contratar pessoas para repor. Vamos investir na digitalização.
De acordo com Guedes, a recuperação econômica do país depende da aprovação de medidas efetivas, como a reforma da Previdência, e a revisão do pacto federativo com estados e municípios. Sobre a dificuldade financeira enfrentada por governadores e prefeitos, o ministro afirmou que, sem aprovação da reforma, não haverá possibilidade de ajuda da União:
— Me ajuda a fazer a Reforma, que o dinheiro cai naturalmente — disse.
Guedes destacou ainda a importância de desvincular os orçamentos dos limites mínimos constitucionais e dar mais autonomia para que estados e municípios, em conjunto com o Legislativo, organizem o orçamento de acordo com suas necessidades específicas.— Nosso diagnostico é que o descontrole sobre gastos públicos corrompeu a política e estagnou a economia. A culpa da degeneração política é da economia — declarou o ministro, acrescentando que acredita que esta mesma classe política está amadurecendo:
— Assumam o orçamento, senhores. É preciso reabilitar a classe política brasileira.
Sobre a reforma da Previdência, Guedes afirmou que o regime de repartição, atualmente utilizado no Brasil e pelo qual os trabalhadores da ativa contribuem para financiar os benefícios de quem está aposentado, é um sistema insustentável.
‘O regime de repartição já quebrou’
Ele defendeu a migração para o modelo de capitalização, no qual cada trabalhador contribui para seu próprio fundo de aposentadoria. Pelos planos do governo, este novo modelo só será criado para novos trabalhadores, que não entraram ainda no mercado de trabalho.

Por isso, Guedes voltou a afirmar que a reforma da Previdência precisa economizar pelo menos R$ 1 trilhão, para ser viável criar o novo regime de capitalização.
— O regime de repartição já quebrou antes mesmo de a população envelhecer. Mas preciso de pelo menos R$ 1 trilhão para sangrar o sistema antigo, até que todo o sistema chegue na capitalização.

De acordo com Guedes, é preciso “coragem” de implementar a capitalização, pensando nas gerações futuras.
— Se não temos coragem, vamos expor nossos filhos e netos à mesma armadilha do sistema previdenciário que vai cair.
Sobre as críticas ao modelo chileno de capitalização, Paulo Guedes alegou que o pais hoje cresce cerca de 6% ao ano graças à adoção do novo regime previdenciário.
fonte:O Estado de S. Paulo/ 16/03/19 -13hs

Brasil: Após reclamação de ruralistas, Bolsonaro faz aceno à China

foto: SEM O DINHEIRO CHINÊS, A SOJA BRASILEIRA AFUNDA (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR/reprodução

Não foi à toa a mudança de tom de Jair Bolsonaro em relação à China. Na noite da quinta-feira 14, às vésperas de sua viagem aos Estados Unidos, por quem nutre um fetiche, o presidente mudou o tom em relação ao país asiático, até há pouco demonizado por ele e por integrantes de seu governo.
Bolsonaro anunciou a intenção de visitar a China e elogiou a nação “comunista”. 
“Como sempre disse na pré-campanha e na campanha, queremos nos aproximar do mundo todo. Os Estados Unidos podem ser com toda certeza um grande parceiro. O nosso grande parceiro econômico é China, em segundo lugar os Estados Unidos”.
A mudança de percepção tem a ver com as reclamações dos ruralistas, grandes apoiadores de Bolsonaro. Representantes de diversos setores do agronegócio estão alarmados com a beligerância contra os chineses, que compram todo ano 35 bilhões de dólares em produtos agrícolas do Brasil. 
Esta montanha de dinheiro é uma das principais responsáveis pelo lucro do setor, pelo superávit na balança comercial brasileira e pela entrada de divisas no País.
“Estamos comprando briga com nosso maior parceiro comercial e nem sabemos porque, só para imitar o Trump”, afirmou Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira e ex-secretário de comercialização e produção do Ministério da agricultura.

Os ataques à China vieram em péssima hora. Para resolver a guerra comercial com Washington, Pequim cogita fechar um acordo no qual se comprometeria a comprar anualmente 30 bilhões de dólares de produtos agropecuários dos Estados Unidos.


Especialistas têm a certeza de que os chineses deixariam em grande medida de adquirir commodities brasileiras para cumprir o acerto com os norte-americanos, o que comprometeria de vez qualquer possibilidade de recuperação no curto e médio prazo da economia do País. De chofre, levaria à bancarrota uma porção relevante de grandes produtores rurais.
As críticas do bolsonarismo à China “comunista” se avolumam desde a campanha eleitoral. Em outubro, ainda como candidato, Bolsonaro queixou-se de que o país “não está comprando no Brasil, ela está comprando o Brasil”.

fonte:Carta Capital online 16/03/19 -12:06min.