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quinta-feira, 6 de junho de 2019

EUA: Aprovada em 9 estados, tendência ‘antiaborto’ avança


A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019 (Office of the Governor State of Alabama/Reuters)

Em nove dos 50 estados americanos, leis mais restritivas ao aborto foram aprovadas apenas neste ano por Congressos bicamerais de maioria republicana e com raros votos democratas e de mulheres de ambos os partidos a favor. Outros sete Congressos estaduais ainda vão votar projetos neste sentido nos próximos meses, dentre os quais o de Nova York.
Levantamento feito por VEJA mostra que, no conjunto dos nove senados estaduais, 248 legisladores – 70% do total – votaram a favor do projeto mais restritivo ao aborto. Desse conjunto, apenas 23 eram mulheres. As posições contrárias foram assumidas por 104 senadores ou 29,4%. Apenas um, do Arkansas, se absteve de votar.
Nos Estados de Alabama, Georgia, Missouri, Ohio e Utah nenhum democrata aprovou o texto. Mas nos outros quatro estados – Arkansas Kentucky, Louisiana e Mississippi -, 14 senadores estaduais democratas votaram em favor das regras mais restritas para o aborto.
Motivados pelo perfil mais conservador da Suprema Corte, depois de duas nomeações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, os legislativos estaduais desafiam a última instância da Justiça do país, com a esperança de reversão da jurisprudência favorável à interrupção da gestação válida desde 1973.
Naquele ano, a Suprema Corte garantiu o direito ao procedimento até a 28ª semana de gestação. Para os legisladores estaduais “pró-vida”, defensores do início da existência a partir da concepção, esse entendimento configurara assassinato. As esperanças dos grupos antiaborto aumentaram quando a corte, em fevereiro, vetou por 5 votos a 4 uma lei na Louisiana que manteria apenas um médico fazendo abortos em todo o estado. No passado, o veto teria mais votos.
A margem apertada da votação deu a largada para uma corrida conservadora contra a norma vigente. Segundo a Federação de Paternidade Planejada da América, a Planned Parenthood, o avanço do movimento “pró-vida” não deve parar por aí. Mais 250 medidas antiaborto foram apresentadas em 41 dos estados americanos apenas nos primeiros cinco meses de 2019 e podem ser discutidos já no segundo semestre. 
Maior empecilho aos projetos “pró-vida” dos congressistas americanos, a Roe versus Wade é uma jurisprudência da Suprema Corte americana em 1973, que permite a interrupção voluntária da gravidez nos 50 estados do país e proibindo a punição jurídica de mulheres que realizem o procedimento, protegidas pelo “direito constitucional à privacidade.”
A jurisprudência foi baseada no caso de Norma L. McCorvey (sob o nome fictício de Jane Roe no processo), que exigiu o direito do aborto do feto fruto de um estupro. A demora e a burocracia em sua terra natal a obrigaram a ter o filho, enviado para adoção. Mas história abriu precedentes para a decisão da instância mais elevada da Justiça americana que, em teoria, não pode ser desrespeitada. 
Em todo o país, 162 clínicas habilitadas para realizar abortos fecharam entre 2011 e 2016 com a aprovação de leis estaduais mais duras, criando “desertos” para o procedimento. Hoje, cerca de 1.600 clínicas ainda estão em funcionamento, apoiadas pelo governo, pela iniciativa privada e por organizações não governamentais.

Kentucky, o pioneiro

Em 15 de março, o Kentucky tornou-se o primeiro estado a sancionar a “lei do batimento cardíaco” desta onda anti-aborto. A proposta do senador estadual Matt Castlen, a mais restrita do país, prevê a condenação à prisão de grávidas e médicos envolvidos na interrupção de gestações com mais de seis semanas.
Este limite está baseado no momento em que o coração do feto começa a bater. Segundo a nova lei, as mulheres com apenas duas semanas de atraso em um ciclo menstrual regular já não poderiam mais fazer um aborto legal.
A medida foi criticada por não abrir exceção para os casos de estupro e de risco de vida para a mãe, mas foi endossada por 31 dos 38 senadores e aprovada também na Câmara estadual por 79 deputados, com oposição de apenas 19.
O governador do Kentucky, o republicano Matt Bevin, sancionou a lei em 15 de março, mas a proposta foi vetada pelo juiz federal David Hale no mesmo dia. O bloqueio  continua em vigor. 
Na ocasião, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), organização em favor do direito ao aborto, entrou com um processo na Corte de Kentucky contra a lei por considerá-la  inconstitucional. A entidade alega que a maioria das mulheres não sabe que está grávida antes de seis semanas. 
“Em mais uma página da cartilha antiaborto, o Kentucky aprovou uma lei que banirá o aborto antes mesmo que as mulheres saibam estar grávidas. Essas proibições são descaradamente inconstitucionais, e nós pediremos a Corte para derrubá-las”, declarou em comunicado a diretora-executiva da ACLU, Brigitte Amiri.
Apesar do bloqueio, outras leis em vigor no Kentucky já dificultam o aborto legal. Em março de 2017, Matt Bevin assinou uma lei do Senado estadual proibindo o repasse de verbas públicas para clínicas e organizações dedicadas ao procedimento.
Dos seis senadores contrários ao projeto neste ano há apenas um republicano. Julie Raque Adams, de 49 anos, ocupa o cargo desde 2015. Católica e mãe de dois filhos, ela está envolvida em projetos para melhorar as condições de vida de grávidas encarceradas nos Estados Unidos e defendeu um projeto, aprovado pelo Senado estadual em março, para aumentar a fiscalização sobre os locais de trabalho das gestantes.

Arkansas

Também em 15 de março, o governador republicano Asa Hutchinson assinava o projeto de lei 1439 no Arkansas, proibindo o aborto depois das dezoito semanas de gestação. 
“Este projeto é um ataque extremamente perigoso ao acesso ao aborto e uma intrusão pesada do governo nas decisões pessoais das mulheres. A Suprema Corte já deixou claro: decisões médicas importantes devem ser tomadas pelas mulheres e por seus médicos, e não ditadas por políticos ou burocratas do governo”, escreveu a diretora da ACLU no estado, Rita Sklar, em artigo no jornal Northwest Arkansas.
“Já desafiamos com sucesso este tipo de proibição inconstitucional e estamos preparados para agir de novo. Governador Hutchinson: nos vemos no tribunal”, completou.
Em resposta, Hutchinson disse estar seguro de que a lei resistiria aos recursos da oposição. Sem intervenção de juízes federais, as novas normas deveriam começar a valer 90 dias depois da primeira aprovação na Câmara, em maio. Mas as objeções da ACLU estão atrasando o processo.
O Arkansas, porém tem outras munições contra o aborto. Em 20 de fevereiro, os deputados estaduais aprovaram o Ato 180 que, em caso de revogação da decisão Roe versus Wade pela Suprema Corte dos Estados Unidos, proibirá o aborto desde o momento da concepção, inclusive fruto de estupro e incesto, no Arkansas. A única exceção será em caso de emergência médica.

Mississippi

Terceiro estado a aprovar mudanças em sua legislação sobre o aborto, o Mississippi já havia barrado cinco projetos de lei idênticos. O projeto 2.116, que impõe o batimento cardíaco do feto como fator limite para o aborto e ameaça revogar a licença de médicos que realizarem o procedimento depois da sexta semana de gestação, foi apoiado por 34 de seus 52 senadores no dia 13 de fevereiro.
Depois da assinatura do governador, o republicano Phil Bryant, a lei foi contestada pelo Centro para os Direitos Reprodutivos dos Estados Unidos e está bloqueada por um Tribunal Federal.
No ano passado, uma proposta mais branda, o projeto de lei 1.510, também foi barrada pela Justiça americana. Ela diminuía de 20 para 15 semanas de gravidez o prazo para a realização de abortos no Mississippi.
“A Suprema Corte dos Estados Unidos já sinalizou que o Estado teria alguns benefícios com a regularização do aborto. Um deles é proteger a vida da mãe, outro é proteger uma vida humana em potencial”, disse o senador republicano Joey Fillingane ao jornal Mississippi Today, reforçando a confiança dos conservadores na atual configuração da corte. 
Entre os senadores democratas, apenas dois votaram a favor do projeto 2.116, fugindo da opinião acordada por seu partido: J.P Wilemon, de 78 anos, e Russell Jolly, de 63.

Utah

O projeto de lei da Câmara dos Deputados de Utah, sancionado pelo governador Gary Herbert no último dia 25 de março, é o mais flexível entre os aprovados em 2019. A lei 136 proíbe o aborto no estado depois das 18 semanas de gestação, abrindo exceção para casos de estupro e incesto. Também permite o procedimento em casos de riscos para a mulher e de má formação do feto.
Por outro lado, o documento, aprovado por 23 votos a 6 no Senado local, estabelece pena de até 15 anos de prisão e multa de 10.000 dólares para médicos e mulheres denunciados por desrespeitar a lei.
A nova regra, que já deveria estar em vigor desde 14 de maio, também está no centro de uma disputa judicial com a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e com a Planned Parenthood, uma organização sem fins lucrativos que fornece cuidados de saúde reprodutiva nos Estados Unidos.
Mas, em abril, o procurador-geral de Utah, Sean Reyes, anunciou o adiamento da execução da lei até que o impasse seja resolvido pela Justiça.

Ohio

Uma rebelião democrata acompanhou a aprovação das leis 68 e 23 no estado de Ohio, em março deste ano. Na Câmara e no Senado, nenhum membro do partido votou nas propostas, unificadas pelos legisladores.
O primeiro projeto, o 68, tramitou na Câmara. Proíbe abortos a partir da detecção dos batimentos cardíacos do feto. No segundo, o 23, os senadores complementaram com a previsão de prisão e multa de 20.000 dólares para os médicos que realizarem o procedimento depois do limite fixado.
Depois da assinatura do governador, Mike DeWine, em 11 de abril, a ACLU e a Planned Parenthood também moveram uma ação contra a proposta, tentando evitar que ela passe a valer na data inicialmente prevista, 10 de julho. O procurador-geral de Ohio ainda não deu seu parecer sobre o assunto, deixando dúvidas sobre o futuro da lei.
Apesar das barreiras, a mera aprovação política das medidas já foi uma vitória para os conservadores do estado, que investiam em propostas da “lei do batimento cardíaco” desde 2011. Em 2016, um outro projeto já havia passado pelas duas casas legislativas, mas foi barrado pelo antecessor de DeWine, John Kasich, que o vetou duas vezes alegando inconstitucionalidade, de acordo com a Associated Press.

Georgia

A Georgia foi o sexto estado americano a aprovar restrições ao aborto neste ano e o quarto a adotar a “lei do batimento cardíaco”. O ato de “Justiça e Igualdade” da Câmara estadual reconhece o feto como cidadão desde a sua formação, afirmando que, a partir da sexta semana de gravidez, ele já deve ser levado em conta na declaração de imposto de renda dos pais, como dependente, e no censo populacional.
Os médicos habilitados poderiam realizar o aborto em mulheres com até 20 semanas de gestação em casos de estupro e incesto, mas apenas se a vítima tiver o boletim de ocorrência comprovando a alegação. Além disso, a lei também abre exceção para os casos de anomalia congênita ou cromossômica do bebê.
Para sustentar sua ideia, o projeto inclui possíveis auxílios do governo para as mães que, mesmo sem condições financeiras, sustentarem a gravidez. “Os pais ainda podem colocar o feto como um ‘menor dependente’ para receber uma dedução de seu imposto de renda”, argumentam os autores da lei, três deputados republicanos, dois deles mulheres.
O projeto de lei 481 foi assinado pelo governador Brian Kemp em 7 de maio, mas também sofre oposição de grupos “pró-escolha.” 

Alabama

No último dia 14 de maio, 25 homens republicanos aprovaram o “Ato de Proteção da Vida Humana do Alabama” no Senado do estado. Legislação mais dura apresentada a um plenário estadual até o momento, a lei define que os profissionais responsáveis pelo aborto serão processados e punidos  por homicídio comum e seus atos serão comparáveis aos do Holocausto e outros genocídios. As mulheres que contratarem o serviço não serão indiciadas.
Apesar da hegemonia masculina entre os senadores favoráveis, o projeto foi aceito também pela governadora do Alabama, a republicana Kay Ivey.
 A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019
A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019 (Office of the Governor State of Alabama/Reuters)
Se a lei entrar em vigor, uma mulher do Alabama poderia fazer um aborto legal apenas em duas situações: se o feto tiver uma “anomalia letal”, que causará sua morte pouco depois do parto, e para prevenir “riscos sérios de saúde” para a mãe.
A legislação também deixa claro que transtornos mentais e “condições emocionais” instáveis não são suficientes para justificar o procedimento – a não ser que um médico diagnostique o problema como um risco para a vida da gestante ou de seu filho.
A Planned Parenthood, a ACLU e a ACLU Alabama entraram com recurso contra a aprovação no dia 24 de maio, em nome das clínicas de aborto cadastradas no estado. A Justiça ainda não deu seu parecer sobre o assunto.


The ACLU of Alabama, along with the National @ACLU and @PPFA, will file a lawsuit to stop this unconstitutional ban and protect every woman’s right to make her own choice about her healthcare, her body, and her future.
PLEASE REMEMBER: This bill will not take effect anytime in the near future, and abortion will remain a safe, legal medical procedure at all clinics in Alabama. pic.twitter.com/vVohsiR5Md

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Missouri

No dia 24 de maio, o governador do Missouri, Mike Parson, assinou o projeto de lei 126, da Câmara estadual, proibindo abortos a partir das oito semanas de gestação. O “Ato de Apoio aos Nascituros” não abre exceções para vítimas de estupro ou incesto e impõe até 15 anos de prisão para os médicos que realizarem a interrupção da gravidez, isentando as pacientes de processos legais.
O projeto da Câmara afirma que o Estado e suas instituições são “santuários da vida” e ainda prevê expansões da restrição ao aborto caso a Suprema Corte reverta a decisão Roe versus Wade.
“Assinando este projeto hoje, nós enviamos um grande sinal para a nação de que, no Missouri, nós defendemos a vida, a proteção da saúde da mulher e dos nascituros”, escreveu o governador em sua conta no Twitter, logo depois de assinar o documento. “Toda vida tem valor e merece ser protegida.”



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By signing House Bill 126 today, we are sending a strong signal to the nation that, in Missouri, we stand for life, protect women’s health, and advocate for the unborn.

All life has value and is worth protecting.

🔗https://governor.mo.gov/press-releases/archive/governor-parson-signs-house-bill-126-and-senate-bill-21 

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Já prevendo a oposição de organizações não governamentais, o projeto de lei 126 inclui alternativas para o caso de essa legislação ser rejeitada pela Justiça. Dependendo das decisões da corte, a data limite para o aborto pode ser de 14, 18 ou 20 semanas de gravidez. Depois disso, o feto já estaria totalmente formado e, portanto, capaz de sentir dor. No Missouri, apenas uma clínicas está credenciada para realizar abortos.

Louisiana

 O governador democrata John Bel Edwards: fiel a sua promessa eleitoral – 20/09/2018
O governador democrata John Bel Edwards: fiel a sua promessa eleitoral – 20/09/2018 (Melinda Deslatte/AP)
Se em Ohio os democratas estavam na linha de frente da oposição à lei mais restritiva ao aborto, em Louisiana, os membros desse partido se alinharam às ideias “pró-vida” dos republicanos, guiados pelo governador do estado, John Bel Edwards.
No último dia 30, após vitórias esmagadoras no Senado e na Câmara, Edwards sancionou a lei 184, proibindo abortos depois da detecção de batimentos cardíacos do feto, com exceção para casos de risco à saúde da mulher. O projeto também foi idealizado por um senador democrata, John Milkovich, e é um dos mais radicais aprovados por ignorar os casos de gravidez resultantes de estupro e incesto.
“Em 2015, concorri ao governo como um candidato pró-vida, depois de servir como um legislador pró-vida por oito anos. Como governador, me mantive fiel a minha palavra e às minhas crenças sobre este assunto”, explicou Edwards, um católico praticante, por meio de comunicado, após críticas da liderança democrata.
Médicos que não obedecerem à lei podem ser condenados a até dois anos de prisão e revogação de sua licença médica.,
fonte:VEJA.COM/REPRODUÇÃO 06/06/2019

Acusação faz Mastercard suspender ação de marketing com Neymar

Acusação de estupro faz Mastercard suspender ação de marketing com Neymar
Foto: Lucas Figueiredo / CBF
As ações de marketing da operadora de cartões Mastercard com o atacante Neymar foram suspensas nesta quinta-feira (6). De acordo com o site "G1", a empresa tomou a decisão por causa da acusação de estupro contra o jogador. Elas voltarão à ativa assim que o caso seja resolvido.

"Nós temos uma série de ativações de marketing planejadas para o decorrer do campeonato que são focadas em promover o uso do pagamento por aproximação. Nós tomamos a decisão de parar aquelas ativações que incluem o embaixador da marca até que o assunto seja resolvido", afirmou a Mastercard através de nota.

Neymar foi acusado de estupro e agressão pela modelo Najila de Souza durante encontro num quarto de hotel em Paris no mês de maio. Na última sexta (31), ela registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, no qual conta que o jogador ficou agressivo num determinado momento e a forçou uma relação sexual. No dia seguinte, Neymar publicou um vídeo no Instagram se defendendo das acusações e mostrou as mensagens e fotos trocadas no WhatsApp com a mulher. Na madrugada de segunda (3), ele apagou a publicação da sua conta oficial.

Neymar estava se preparando para a disputa da Copa América, mas sofreu uma lesão no tornozelo direito durante o amistoso contra o Catar, nesta quarta (5), e foi cortado da seleção brasileira. O Brasil estreia no torneio na outra sexta (14), às 21h30, contra a Bolívia no Morumbi. Informações do Bahia notícias.

Vídeo de briga de Neymar e modelo viraliza no WhatsApp


foto:reprodução



                                             foto:reprodução/yotube


Circula por grupos de WhatsApp parte do vídeo gravado no dia 16 de maio de propósito por Najila Trindade Mendes de Souza, anexado no inquérito policial em que ela acusa o jogador Neymar de agressão e estupro sofrido na noite anterior, em Paris. Nas imagens, escuta-se a música ao fundo e barulhos de troca de beijos. Então ela leva Neymar até a cama – onde o ângulo da câmara do telefone consegue capturar – para depois desferir tapas no jogador. “Você me agrediu ontem. Me deixou aqui sozinha”, diz ela em determinado momento. Pessoas envolvidas no caso dizem que Najila tem cerca de dois minutos e meio de gravação. Ou seja, o que circula seria apenas uma parte.


A mulher entregou apenas um trecho, de cerca de 20 segundos, à 6ª Delegacia da Mulher de Santo Amaro, no depoimento prestado na sexta (31 de maio). A DDM intimou Najila três vezes ao longo desta semana, mas ela ainda não compareceu para prestar um novo depoimento.

Mais cedo, Najila Trindade de Souza, deu entrevista ao SBT na noite desta quarta-feira, 5, em São Paulo, e reafirmou que o jogador cometeu a violência, dando alguns detalhes do que teria ocorrido no quarto. Ela viajou a Paris com despesas pagas pelo jogador, na metade de maio, e se hospedou no Hotel Sofitel Arco do Triunfo, onde teria ocorrido a agressão seguida de estupro.


Ela disse que o desentendimento entre eles começou quando ela perguntou se ele havia levado preservativo. “Eu não tenho. E ele respondeu que não. Então eu disse que não ia acontecer nada além disso… e continuamos… Então ele me virou e praticou o ato.”

Najila disse ainda que seu primeiro advogado não acreditou nela e por isso ela foi sem ele à delegacia e registrou a acusação de estupro. “Ele não estava acreditando muito em mim, deu a entender que eu não tinha sido estuprada, só acreditou nas agressões quando mostrei as  provas, as fotos.”


Ela confirmou que conheceu Neymar pelo Instagram e em seguida mandou seu número de WhatsApp. “Ali começaram as conversas de cunho sexual. Eu tinha vontade de ficar com ele, eu tinha o desejo de fazer sexo com ele, estava decidida a isso. Saí daqui com este objetivo. Sou livre, desimpedida. O meu intuito era ter relação sexual com ele.”

Najila disse que ao encontrar Neymar ele ficou violento. “Quando cheguei ao hotel, ele mandou mensagem, falando que ia para uma festa e passaria lá para me dar um beijo. Era a realização de um sonho. Tinha desejo de ficar com ele, estava feliz, eu ia conseguir. Mas quando chegou ele lá estava agressivo, diferente daquele cara que conheci nas mensagens. Como tinha muita vontade de ficar com ele, pensei em contornar. Então começamos a nos beijar, ele me despiu, só que ele começou a me bater. No começo, tudo bem, mas depois começou a machucar muito. Falei para parar porque esta doendo, e ele pediu desculpas. Então perguntei: trouxe preservativo? como ele disse que não, então eu disse que não ia acontecer nada além daquilo… Continuamos, ele me virou e cometeu o ato. Pedi para ele parar, e continuou a bater na minha bunda violentamente. Então consegui me virar, me levantar e fui embora… Ele não falou nada, não se comunicava muito, só agia.”

A mulher então disse que o estupro se configurou quando ele a segurou, bateu e fez o sexo sem preservativo. “Quando me levantei, fui ao banheiro, fiquei estarrecida, em estado de choque. Depois ele levantou, foi ao banheiro. Entrou por uma porta e saí pela outra.”

Ela disse ainda porque continuou conversando com Neymar, depois de tamanha violência. “Tive de assimilar todo o acontecimento. Quando ela saiu do quarto, comecei a entender o que aconteceu e como ele foi estúpido, e me violou e me violentou. Eu quis fazer justiça. Se eu não fingisse que estava tudo bem depois, não teria como fazer justiça e provar o que ele fez comigo.”

Najila negou que tenha intuito de ganhar dinheiro com as acusações. “Quero que ele pague  pelo que fez. Ele não precisava fazer aquilo comigo, eu estava ali para aquilo, sou livre. Eu teria forma mais fácil e mais rápida de conseguir dinheiro do que todo passar por este escândalo, até o Neymar para poder conseguir dinheiro. Tenho muitos trabalhos, não iria me expor, não tem lógica.”

fonte:Veja.com 06/06/2019

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Mais um: Diretor do Inep é exonerado do MEC

Diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep é exonerado
Foto: Reprodução / O Globo
O diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Vieira Garonce, foi exonerado nesta quarta-feira (5).

Entre as atribuições da diretoria está a responsabilidade pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que neste ano teve 5 milhões de inscritos confirmados. As provas estão marcadas para os dias 3 e 10 de novembro.

De acordo com o jornal O Globo, Garonce havia sido convidado para o posto pelo então presidente do Inep, Elmer Vicenzi, que também já saiu do cargo. O atual presidente do Inep é Alexandre Lopes, 4º ocupante da função desde janeiro e o 3º nomeado na gestão Bolsonaro.

A exoneração de Garonce está no Diário Oficial desta quarta, mas traz uma data retroativa: 22 de maio.Informações do BNotícicas.

Com mudanças na CNH, especialistas temem mais acidentes fatais no País

Trânsito
Foto: Amanda Perobelli/Estadão/10/10/2017
Especialistas em engenharia de tráfego, segurança viária, medicina e direito do trânsitoouvidos pelo Estado manifestam receio de que as medidas trazidas pelo projeto de lei que altera pontos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entregue pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara nesta terça-feira, 4, resultem na elevação de acidentes fatais no País, caso sejam aprovadas. Em 2017, cerca de 35 mil brasileiros morreram nas ruas e estradas – a maior parte deles homens e de idade entre 20 e 39 anos.
O ponto central das críticas é o aumento do limite de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passaria de 20 para 40. “Apesar de aparentemente ser benéfico, ele só beneficia 5% da população, que são os chamados ‘infratores contumazes’, aqueles que mais tomam multa”, diz José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.
Proposta acaba com multa para condutores que guiem sem farol baixo ligado de dia, entre outras mudanças Foto: Amanda Perobelli/Estadão (10/10/2017)
“Vai aumentar as infrações com certeza, as pessoas vão afrouxar sua segurança”, diz o membro da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP) Maurício Januzzi.
Mestre em Engenharia da transportes pela Universidade de São Paulo (USP), Horácio Augusto Figueira diz que o limite maior proporciona “relaxamento (para o motorista) em termos psicológicos”. Ele ainda questiona a fonte dos estudos que justificaram a mudança, lembrando que os 20 pontos foram estabelecidos em 1997, após uma série de estudos com base em dados internacionais.
O sistema de pontos é presente em todo o mundo, com variações até mesmo regionais. Na maior parte da Austrália, por exemplo, é de 12 pontos.
Itália, em 2003, e a Alemanha, em 2014, adotaram um modelo mais restritivo. O congresso paraguaio recebeu em abril um projeto de implementação de um sistema mais rígido, com 20 pontos de limitação.

Exame médico para renovação da CNH

Em entrevistas à Rádio Eldorado, especialistas discordam sobre a questão que desobriga o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a realizar os exames médicos para renovação da CNH.
Para Ramalho, o fato de ser qualquer médico facilita na hora de responsabilizar o profissional que permitiu uma pessoa não apta a dirigir e que cometeu um acidente, mas critica o tempo de 10 anos para fazer um novo exame médico e renovar a carteira.
"Nós vamos ter como rastrear quem deu autorização para você dirigir. O tempo de realização do exame tem que estar associado a questão da saúde do motorista, como é em algumas profissões, atividades que requerem o check-up com maior constância para evitar colocar em risco a ele e quem está a sua volta", explica.
O engenheiro e consultor de trânsito, Luís Célio Botura, diz que a norma acaba com os profissionais que são especializados em saúde no trânsito. " Ele [presidente] põe que qualquer médico pode atestar para renovação da carta e acaba com a profissão de medicina de trânsito, que tem uma entidade altamente competente. Então, quer dizer, é de uma irresponsabilidade tão grande.

Exame toxicológico

Por outro lado, o fim do exame toxicológico foi melhor recebido pelos especialistas. O presidente da Associação Brasileira de Medicina do Trânsito (Abramet) afirma que a exigência, da forma como é feita, não é eficiente. “Fomos contra desde a discussão no Legislativo”, afirma. Para ele, o teste deveria ser feito no local de trabalho e na estrada, durante blitze, e não em clínicas.
O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de São Paulo (Sindicam-SP), Norival Almeida Silva, também defende a extinção dos exames. “Quem é viciado (em drogas) tem a janela de 90 dias para não usar e passar no teste.” 
 Propostas de Bolsonaro de novas regras para CNH

  • Dobra o número de pontos para a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 20 para 40;
  • Carteira de Habilitação passa a ter validade por 10 anos;
  • Proposta tira a exclusividade do Detran em emitir o atestado de saúde para a carteira de motorista;
  • Projeto de Lei concede poderes ao Contran de uniformizar a interpretação e os procedimentos quanto à legislação de trânsito e determina a competência para o Denatran centralizar documentos eletrônicos de trânsito;
  • Proposta obriga os novos veículos terem luz de rodagem diurna. Medida não valerá para carros que já estão em circulação;
  • Veículos em circulação continuam obrigados a manter luz baixa acesa em rodovia, mas com duas diferenças. A primeira   é que deixa de haver multa (apesar de continuar o acréscimo de pontos). A segunda é que a exigência agora é só para rodovia de faixa simples;
  • Ampliação de sanções, mas com menos punições para motoristas sem capacete;
  • Fim da exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais;
  • Prorrogação da validade da carteira de motorista de cinco para dez anos para carteiras de pessoas até os 65 anos. No caso de idosos, acima de 65 anos, de dois e meio para cinco anos. 
  • Desburocratização para a liberação de bicicletas elétricas;
  • Crianças com idade de até sete anos e meio serão transportadas nos bancos traseiros e utilizarão cadeirinhas adaptadas ao   peso e à idade; e com idade superior a sete anos e meio e inferior a dez anos serão transportadas nos bancos traseiros e   utilizarão cinto de segurança. Não há  multas previstas por infração, só advertência;
  • Infrator que atingir a contagem de 40 pontos, no período de 12 meses, terá o direito de dirigir suspenso; pontuação é zerada após a penalidade;
  • Condutor que exerce atividade remunerada em veículo habilitado na categoria C, D ou E poderá optar por participar de curso preventivo de reciclagem sempre que, no período de um ano, atingir trinta pontos.
fonte:Estadãoonline 05/06/19 - 22h:33min.

Brasil: Modelo que acusa Neymar Jr. de estupro fala pela primeira vez

[Modelo que acusa Neymar de estupro fala pela primeira vez:
foto:Bnews/reprodução

A modelo Najla Trindade, que acusa Neymar de estupro, falou pela primeira vez e contou que o jogador ficou agressivo após ela exigir que ele usasse camisinha. A declaração foi dada durante entrevista ao SBT.
A jovem contou que foi para a França com passagem e hotel pagos pelo jogador e que tinha consciência de que iriam manter uma relação sexual. "Eu tinha o desejo de ficar com o Neymar, só que quando cheguei lá ele estava agressivo, totalmente diferente do cara que conhecia nas mensagens", contou.

Ela explicou que eles começaram a trocar carícias e ela perguntou se ele tinha levado camisinha. Após a mensagem negativa do atacante, a modelo disse que também não tinha preservativo e eles só ficariam nas carícias, mas, segundo ela, Neymar cometeu o ato, mesmo ela pedindo para ele parar. Depois, o jogador começou a bater em sua bunda com muita força, enquanto continuava com a relação sexual, mesmo com o pedido da jovem para que parasse.

A modelo contou que após o suposto estupro, ela ficou em estado de choque. "Não consegui chorar e nem falar nada. Não consegui reagir no primeiro momento. Depois, se eu não falasse normalmente com ele, ele não falaria mais comigo e eu não poderia provar. Quero justiça, estou traumatizada e quero que ele pague pelo que ele fez. Não precisava ter feito aquilo comigo".
Questionada se teria dito ao primeiro advogado que foi vítima de estupro ou apenas de agressão, Najila afirmou que desde o começo falou sobre o estupro, mas disse que ele não estava acreditando nela: "Senti preconceito da parte dele. Ele só acreditou em mim quando viu a foto que o proprio Neymar mandou para mim, machucada.
Assista:

fonte:BNews/reprodução