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sábado, 6 de julho de 2019

Itália: Capitã que salvou 40 migrantes no mar processará vice-primeiro-ministro italiano

A alemã Carola Rackete ao ser presa em Lampedusa: liberada pela Justiça por ter salvo vidas - 01/07/2019 (Guglielmo/Reuters)


Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3, é tratada com insultos pelo vice-primeiro-ministro, de extrema direita

A defesa de Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3, anunciou nesta sexta-feira, 5, que processará por difamação o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo SalviniO advogado Alessandro Gamberini declarou a uma rádio italiana não ser fácil levantar “o inventário de todos os insultos formulados por Salvini nas últimas semanas” contra a capitã alemã.
“No circuito destes leões do teclado acostumados aos insultos, é ele que remove as turvas águas do ódio. Uma ação por difamação é uma forma de lançar um sinal”, acrescentou Gamberini.
No comando do Sea Watch 3, Carola Rackete foi detida no último dia 1º depois de ter atracado, sem autorização, na ilha italiana de Lampedusa. Ela pretendia desembarcar os 40 migrantes que resgatara no Mar Mediterrâneo e que estavam a bordo por mais de duas semanas.
Na terça, uma juiz italiana invalidou sua detenção, argumentando que Carola agiu para salvar vidas. Duas investigações diferentes, por resistência a um oficial e por ajuda à imigração clandestina, seguem em curso contra ela na Itália.
Nas redes sociais, Salvini reagiu ao anúncio. “Ela viola as leis, ataca navios militares italianos e depois me processa”, escreveu o vice-primeiro-ministro de extrema direita. “Não tenho medo dos mafiosos, imagine então de uma comunista alemã rica e mimada… Beijões”, acrescentou.
Durante toda a duração da crise, Salvini aumentou o tom de suas declarações e os tuítes furiosos contra Carola, descrevendo-a como “problemática”, “criminosa” e “uma pobre mulher que apenas tentou matar cinco militares italianos”.
fonte:Veja.com(Com AFP)

Cultura: Obra de Euclides da Cunha vai a Paraty para a 17ª Flip

Euclides da Cunha
foto:Canudos. Registro dos prisioneiros do arraial, no interior da Bahia, em 1897  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
Autor de Os Sertões, uma das obras fundamentais da literatura brasileira, Euclides da Cunha (1866-1912) será tema de discussões a partir de quarta-feira, 10, quando começa a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, na cidade fluminense. Por ser o escritor homenageado da vez, Euclides será apresentado por meio de suas qualidades e também contradições. Afinal, se era devoto de determinismos raciais e geográficos que hoje são condenados, o escritor, ao voltar da cobertura que fez para o Estado da revolta de Canudos (1896-1897), era um homem coberto de dúvidas.
“Se a literatura nunca é um reflexo imediato da vida privada, aqui ela guarda uma
 clara correspondência”, anotam os pesquisadores Lilia Moritz Schwarcz e André 
Botelho, no prefácio da edição de Os Sertões lançada pela Companhia das Letras, um
 dos vários lançamentos referentes à obra que chegam agora às livrarias. “No caso 
de Euclides da Cunha, sua formação, as incertezas que viveu com relação à política,
 as teorias que aprendeu e adotou para si, e as experiências que acumulou pelo Brasil afora fizeram toda a diferença. Em Os Sertões, o autor estava muito presente, embora
 a obra fosse maior do que ele. Muito maior.”

Euclides da Cunha
Canudos. Registro dos prisioneiros do arraial, no interior da Bahia, em 1897  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
Um dos marcos fundamentais nos estudos sobre a formação brasileira, Os Sertões foi publicado em 1902 e é a consolidação e aprimoramento da cobertura jornalística do levante de Canudos, que Euclides realizou para o Estado, a pedido de Julio Mesquita. Empoleirado no lombo de um cavalo ou comprimido no tombadilho de um navio, nada parecia ser empecilho para o escritor, que deixou a capital paulista no dia 1.º de agosto de 1897. 
Outros correspondentes já acompanhavam as infrutíferas tentativas do exército republicano de derrotar os seguidores de Antônio Conselheiro, no interior da Bahia, e Euclides destacava-se como o escolhido natural para representar o jornal: colaborador havia nove anos, o escritor publicara, nos dias 14 de março e 17 de julho daquele ano, dois artigos com o título comum de A Nossa Vendéia. No período em que cobriu o levante, Euclides passou por um verdadeiro rito de passagem: se quando deixou São Paulo estava seguro da natureza monarquista da rebelião em Canudos, o escritor (republicano convicto) foi obrigado a reformular seu julgamento, forçado pelas contingências. Diante de famílias reunidas em torno de um líder messiânico, Euclides percebeu que o movimento estava próximo de um massacre. 

CAnudos
Corpo de Antônio Conselheiro. Única foto que se tem registro do líder do arraial  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
De fato, com o argumento de se defender a “civilização”, todas as casas do arraial foram destruídas e boa parte dos prisioneiros foi degolada. “Em Os Sertões, Euclides acusou o Exército, a Igreja e o governo pela destruição da comunidade e fez a autocrítica do patriotismo exaltado de suas reportagens”, escreveu o especialista Roberto Venturaem A Terra, o Homem, a Luta (Três Estrelas), que ganha nova edição. “Reconheceu, de certo modo, a omissão de sua cobertura da guerra, ao mencionar o massacre dos prisioneiros, sobre o qual antes se calara. Criticou ainda a aproximação entre Canudos e a Vendeia, que empregara em seus artigos, e descartou a ideia de uma conspiração política, apoiada por grupos monárquicos e países estrangeiros, que havia justificado o massacre.”
Ventura, que foi um dos grandes especialistas em Euclides, observou que o escritor adotou a perspectiva do historiador e ensaísta, “bem próximo do naturalista e do etnólogo e muito distante do mero cronista ou jornalista, como forma de superar a possível falta de interesse pela Guerra de Canudos, encerrada havia cinco anos”.

A mudança de perspectiva também norteou a forma como o Estado passou a observar o fato, segundo a pesquisadora Lidiane Santos de Lima Pinheiro, no livro A Construção do Acontecimento Histórico (Edufba). “Entre lembranças (voluntárias ou obrigadas) e esquecimentos (parciais ou completos), o jornal saiu do discurso que defendia a destruição do arraial antirrepublicano e seguiu em direção à crítica da guerra”, anota ela. “Também foram mudadas as versões sobre a quantidade de habitantes de Canudos de 1897, sobre sua associação ao fanatismo, sobre sua ligação com o debate em torno da propriedade de terras etc. Tais releituras, contudo, não foram aleatórias, pois, com o tempo, os trabalhos acadêmicos e outras manifestações culturais interferiram significativamente na interpretação do acontecimento.”
fonte:Estadão/06/07/19- 09h:44min.

Irecê:Câmera de segurança registra parte de perseguição policial que terminou com dançarina morta

Dançarina morreu após abordagem policial na Bahia — Foto: Reprodução/Instagram
imagem:reprodução/facebook

Uma câmera de segurança registrou um trecho da perseguição policial que terminou com a morte de uma dançaria de banda de forró na cidade de Irecê, no norte da Bahia, na madrugada desta sexta-feira (5). A cantora e o sanfoneiro do grupo musical também ficaram feridos.
As imagens mostram o momento em que o carro que estava com os membros da banda cearense Sala de Reboco passa pela via em alta velocidade.
Carro onde os integrantes da banda Sala de Reboco estavam foi atingido por tiros na Bahia — Foto: Arquivo PessoalCarro onde os integrantes da banda Sala de Reboco estavam foi atingido por tiros na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Carro onde os integrantes da banda Sala de Reboco estavam foi atingido por tiros na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
De acordo com o horário mostrado no visor da câmera, a passagem do
 veículo foi à 0h23. Cerca de 13 segundos depois, uma viatura da polícia 
segue,  também em alta velocidade, atrás do carro que a banda estava, 
uma SUV de luxo.
As imagens mostram ainda que um mototaxista que está parado no local e
 um pedestre se assustam com a passagem da polícia. Os dois, junto com 
um segundo mototaxista, observam a passagem da viatura da PM.
Uma segunda viatura que estava parada na via antes mesmo do carro com
 os membros da banda Sala de Reboco passarem também segue atrás do primeiro veículo da polícia.

Caso


Os integrantes da banda estavam em Irecê, descansando do período de 

shows do São João. A última apresentação da grupo foi na cidade baiana 
de Jacobina, também no norte do estado, no dia 30 de junho.
Conforme explicou o dono da banda Sala de Reboco, Antônio Rocha, os 
quatro integrantes foram até Lapão, cidade a cerca de 11 km de Irecê, para comer uma galinha caipira, prato tradicional nas cidades do interior da Bahia. Quando retornavam de Lapão, por volta de 0h30, ocorreram os disparos.
A dançarina Gabriela Amorim foi atingida na região do abdômen. Ela foi socorrida, mas morreu no hospital. Gabriela deixa um filho de seis anos. O
 dono da banda está em busca da liberação do corpo da jovem, que foi encaminhado para o IML de Irecê. O sepultamento está previsto para ocorrer no Ceará.

Famílias

Gleidivaldo Possidônio, irmão do sanfoneiro Eliedelson Possidônio que ficou ferido na ação policial na Bahia, conversou com o G1 contou como recebeu 
a notícia de que o irmão estava ferido.
"Foi um susto. Eu recebi a notícia por volta das 4h20 da manhã. Eu estava dormindo. O Tonhão [Dono da banda] me ligou e contou sobre a situação", relatou.
Gleidivaldo, que é médico, disse que a família do sanfoneiro, que mora em Fortaleza, avalia a possibilidade de transferência do músico. Como ainda não há nada definido para viagem de Eliedelson, é a mãe dele que se prepara para 
vir à Bahia.
A mãe da dançarina Gabriela Amorim, que foi morta durante a ação, falou 
que a profissão era um sonho da jovem desde pequena.
"Ela formava grupinho [de dança] aos 10 anos de idade, essa coisinha pequena. Aí isso foi ficando. Quando ela ficou de maior [maior de idade], uma prima 
dela também já queria [ser dançarina]. Aí ela começou já a dançar nas bandas de verdade", disse ela.
Gabriela já tinha participado de shows com várias bandas de forró. Ela estava na Bahia desde o dia 13 de junho, em uma turnê de São João. O retorno para o Ceará seria nesta sexta-feira.

fonte:G1.COM/06/07/19 -08h:05min.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Caso Moro: "Para onde você vai quando as cruzadas anti-corrupção são sujas?", diz manchete do The New York Times

moro ny.jpg
foto|:reprodução
Na superfície, a “Operação Lava Jato” tem sido uma cruzada virtuosa contra a corrupção política neste país.
Nos últimos cinco anos, essa investigação federal revelou amplos esquemas de propinas envolvendo os executivos e políticos mais importantes do Brasil. A operação levou ao processo criminal de 429 indivíduos e à condenação de 159 deles. Os veículos jornalísticos cobriram avidamente cada etapa da investigação, pressionando e elogiando a derrubada de uma cultura de corrupção na política brasileira. A investigação deveria, em teoria, ser uma fonte de orgulho para nossa jovem democracia - só que essa não é a história toda.
Desde o início, a Operação Lava Jato recorreu a procedimentos questionáveis, como usar prisões preventivas para forçar confissões e confiar demais em generosos acordos de delação premiada. Mas isso não parece suficiente para descartar seus esforços contra a corrupção em grande escala, pelo menos aos olhos do público.
Então, no dia 9 de junho, o site de notícias The Intercept Brasil publicou a primeira de uma série de reportagens lançando dúvidas sobre a integridade dos principais personagens da investigação. Os jornalistas obtiveram, de uma fonte anônima, um arquivo massivo de mensagens privadas, trocadas por meio do serviço de mensagens Telegram, entre procuradores e o juiz principal da Operação Lava Jato, Sergio Moro. (Nós vamos voltar para ele mais tarde.)
As mensagens vazadas mostram que Moro frequentemente ultrapassou seu papel de juiz - alguém que deveria ser imparcial e sem qualquer viés - para atuar como conselheiro da acusação. Ele ofereceu conselhos estratégicos aos procuradores: eles deveriam, por exemplo, inverter a ordem das várias fases da investigação; pensar melhor sobre uma moção específica que eles estavam planejando arquivar; acelerar certos processos; desacelerar muitos outros. Moro passou informações sobre uma possível nova fonte para a procuradoria; repreendeu procuradores quando demoraram demais para realizar novas etapas da operação; endossou ou desaprovou suas táticas; e forneceu-lhes conhecimento antecipado de suas decisões.
As revelações lançaram nova luz sobre a condenação, por Moro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2017. (No Brasil, os julgamentos por júri são restritos a crimes contra a vida, como homicídio e infanticídio. Em outros casos criminais, o mesmo juiz que supervisiona a investigação é também aquele que julga e sentencia o acusado.) O político de esquerda, que governou o país de 2003 a 2010, está atualmente preso, tendo sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi considerado inelegível para concorrer à presidência precisamente no momento em que as pesquisas mostraram que ele era o favorito no plento de 2018. A conveniente detenção de Lula preparou o caminho para a eleição do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro, que na época - espere por isso - gentilmente nomeou Moro como ministro da Justiça do Brasil.
De acordo com o material publicado pelo site de notícias The Intercept Brasil, no decorrer da investigação, Moro se envolveu em assuntos de cobertura da imprensa e se preocupou em obter apoio do público para a acusação. “O que você acha dessas declarações malucas do comitê nacional do PT? Deveríamos refutar oficialmente?”, ele perguntou uma vez ao procurador Deltan Dallagnol, referindo-se a uma declaração do Partido dos Trabalhadores, de Lula, na qual a acusação era considerada uma perseguição política. Observe o uso da palavra “nós” - como se o Sr. Moro e o Sr. Dallagnol estivessem no mesmo time.
Isso tudo é, claro, altamente imoral - se não totalmente ilegal. Viola nada menos que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: “Todos têm direito, em plena igualdade, a uma audiência justa em um tribunal independente e imparcial, na determinação de seus direitos e obrigações e de qualquer acusação criminal contra ele”. De acordo com o Código de Processo Penal do Brasil, os juízes devem ser árbitros neutros e não podem dar conselhos a nenhuma das partes em um caso. Moro também violou muitas disposições do Código Brasileiro de Ética Judicial, particularmente uma que diz que o juiz deve manter “uma distância equivalente das partes”, evitando qualquer tipo de comportamento que possa refletir “favoritismo, predisposição ou preconceito”.
(...) Tudo somado, os vazamentos revelam um juiz imoral, que se uniu a procuradores motivados eleitoralmente, a fim de prender e condenar indivíduos que já consideravam culpados. Sua única dúvida era a melhor maneira de fazer isso.
O conteúdo chocante dessas trocas poderia dar aos advogados de defesa novos fundamentos para recorrer de condenações. No ano passado, os advogados de Lula foram à Suprema Corte e exigiram um novo julgamento, argumentando que Moro não foi imparcial; as mensagens vazadas foram adicionadas à petição, fortalecendo o caso.
A Ordem dos Advogados do Brasil pediu a suspensão dos envolvidos no escândalo, dizendo, em um comunicado escrito, que “a gravidade dos fatos não pode ser desconsiderada, exigindo uma investigação completa e imparcial".
Mas quase um mês se passou desde as primeiras reportagens do Intercept. Efetivamente, nada foi feito.
E por incrível que pareça, Sergio Moro ainda é o nosso ministro da Justiça.
fonte:Conversa Afiada/reprodução 05/07/19 -23h:37min.

Feira: OAB-BA e Conselho Federal do órgão condenam violência de gênero contra advogada



[OAB-BA e Conselho Federal do órgão condenam violência de gênero contra advogada de Feira de Santana]
foto:Sede da OAB -BA em Salvador- divulgação

Comissão Estadual da Mulher Advogada, da Ordem dos Advogados do Brasil Secional Bahia, e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil divulgaram, nesta sexta-feira (5), uma nota conjunta contra a “violência de gênero” sofrida pela advogada e defensora pública Fernanda Nunes Morais da Silva. As instituições declaram apoio público à profissional.
No documento, as entidades citam que Fernanda, no exercício da sua profissão, “sofreu grave violência de gênero perpetrada pelo promotor de Justiça Ariomar José Figueiredo da Silva”. “O promotor, na abertura dos debates orais, em sessão Plenária do Tribunal do Júri, na comarca de Feira de Santana (BA), dirigiu-se a advogada afirmando que a mesma deveria ficar calma, porque ‘a primeira vez com um negão não dói’. A fala do promotor reflete o machismo institucional arraigado no meio jurídico, que tenta colocar a mulher e profissional em situação de inferioridade e constrangimento”, destacaram a Seccional e a Nacional.
A nota, assinada pela vice-presidente da Comissão Estadual da Mulher Advogada, Camila Trabuco, e pela presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Daniela Andrade, argumenta que não é possível admitir a violência de gênero de qualquer natureza, “sendo ainda mais grave quando esta é utilizada como estratégia processual e praticada por profissionais que têm o dever de urbanidade, respeito entre os seus pares e proteção aos direitos humanos, entre os quais os das mulheres”.
A Ordem dos Advogados do Brasil citou o seu compromisso de defesa dos direitos das advogadas exercerem a profissão sem sofrerem discriminação, preconceito ou violência de gênero. “Condutas machistas não serão toleradas, ainda mais quando advindas daqueles que têm o dever de proteção dos direitos humanos e promoção da igualdade de gênero. À advogada e defensora pública Fernanda Nunes Morais da Silva, nosso apoio. À conduta do promotor Ariomar José Figueiredo da Silva, nosso repúdio”, finalizaram.

fonte:Bnews/ 05/07/19 -22h:41min.

Ensino Superior: UnB deixará de usar o Sisu a partir de 2020



Resultado de imagem para SE DE DA UNB

foto:reprodução


A UnB (Universidade de Brasília) deixará de adotar o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) a partir de 2020. O Enem (Exame Nacional do Ensino Medio), no entanto, não deixará de ser usado pela instituição.

A diferença é que agora, os estudantes que quiserem concorrer a uma vaga na universidade deverão se inscrever em edital próprio da UnB e indicar o Enem como critério classificatório. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a UnB, a nova seleção manterá o mesmo quantitativo de vagas que eram destinadas ao Sisu e será usada já no primeiro semestre do ano que vem. A inscrição para esse processo será gratuita, uma vez que o estudante já pagou para fazer a prova do Enem.

A publicação do edital ainda não tem data prevista. A mudança foi aprovada pelo Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) em reunião no dia 27 de junho.

A UnB passou a adotar o Sisu em 2014 ofertando pelo sistema metade das vagas do processo seletivo do primeiro semestre, o que equivale a 25% do total de vagas ofertadas no ano pela universidade.

O Sisu é um programa do MEC (Ministério da Educação), que centraliza, duas vezes por ano, a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem e não ter zerado a redação. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, que podem ser alteradas até o final do período de inscrição. Uma vez por dia, o sistema calcula a nota de corte com base nas inscrições feitas até então.

De acordo com nota divulgada pela UnB, há incompatibilidade entre o calendário acadêmico da universidade e o que é estabelecido pelo MEC. Segundo a instituição, o registro precisava ser feito em um prazo curtíssimo, o que sobrecarregava as áreas técnicas e entrava em conflito com outros processos seletivos da universidade.

Outro problema é o não preenchimento de todas as vagas oferecidas pelo Sisu, sendo necessárias várias chamadas, o que prejudica o início do semestre letivo. Além disso, de acordo com a UnB, a evasão entre os estudantes que ingressam via Sisu é maior. Após o primeiro ano na universidade, a permanência de calouros que ingressaram por outros processos seletivos é de mais de 90%. No caso do Sisu, esse índice é até 20% mais baixo.

Além do ingresso pelo Enem, os estudantes podem concorrer a vagas na Unb pelo PAS (Programa de Avaliação Seriada), que é realizado ao longo dos três anos do ensino médio regular pelo vestibular.

Os estudantes podem ingressar pelo PAS tanto no primeiro quanto no segundo semestre letivo. Metade das vagas ofertadas no ano são preenchidas por candidatos do PAS.

Já o vestibular é realizado apenas para ingresso no segundo semestre letivo e é responsável pelo preenchimento de 25% das vagas ofertadas no ano pela UnB.

Com a nota em mãos, os estudantes que participavam da terceira etapa do PAS e do vestibular podiam ainda ingressar pelo chamado SISUnB, que funcionava de forma semelhante ao Sisu. Ou seja, o estudante tinha um período para verificar se poderia ser aprovado para o curso de preferência ou não e podia mudar a opção de curso, turno ou campus para aumentar as chances de ser aprovado.

O Cepe aprovou o fim da possibilidade dessas mudanças nesses dois processos seletivos. Os candidatos deverão indicar, na inscrição, o curso que pretendem cursar e o SiSUnB não será mais utilizado.

fonte:Folhapress

Em Feira: 'A primeira vez com um negão não dói': promotor insulta defensora em júri

'A primeira vez com um negão não dói': promotor insulta defensora em júri de Feira
Foto: Aldo Matos / Acorda Cidade/reprodução
O promotor de Justiça Ariomar José Figueiredo da Silva insultou uma defensora pública durante sessão plenária no Tribunal do Júri em Feira de Santana. De acordo com a defensora Fernanda Nunes Morais da Silva, ao iniciar sua fala, o promotor disse a ela para ficar calma, porque, segundo ele, "a primeira vez com um negão não dói". O caso aconteceu nesta quinta-feira (4). 

Segundo a vítima, a ofensa foi registrada na ata da audiência e já foi enviada à corregedoria aos órgãos responsáveis da Defensoria Pública para que as providências fossem tomadas.

Fernanda alega que Ariomar é um promotor respeitado na Bahia inteira, mas fez um comentário "infeliz e desrespeitoso". Ela ressaltou ainda como essa cena é bastante comum dentro do sistema de justiça. "Ele se retratou em audiência, mas continuou tendo uma postura machista durante toda a sessão. A minha postura diante disso é de levantar a minha voz, e de tornar pública essa situação, porque ela costuma ser recorrente", afirmou.

O grupo Coletiva de Mulheres Defensoras Públicas do Brasil saiu em defesa de Fernanda e das mulheres: 

Foto: Reprodução | Facebook

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) divulgou nesta sexta-feira (5) uma nota de esclarecimento sobre o caso. Segundo o órgão, "não houve qualquer intenção de ofensa na frase proferida pelo promotor de Justiça Ariomar José Figueiredo da Silva durante sessão do Tribunal do Júri realizada em Feira de Santana". A instituição lamentou o ocorrido e se desculpou por "qualquer ofensa eventualmente gerada pela frase dita em um contexto de sessão do Júri". 

fonte:Acorda Cidade/reprodução

Em Irecê: “Quando a gente viu a viatura, já estavam atirando”, diz cantora de banda Sala de Reboco


[“Quando a gente viu a viatura, já estavam atirando”, declara cantora de banda de forró baleada em ação da PM em Irecê]
A vocalista Joelma conta uma versão diferente da PM -foto:Instragam/reprodução

Joelma Reis, vocalista, e Eliedelson Possidônio, sanfoneiro da banda Sala de Reboco, desmentiram a versão da Polícia Militar, nesta sexta-feira (5), sobre a ação que terminou com a morte da dançarina Gabriela Moura, em Irecê, nesta madrugada.
O grupo estava no veículo Toyota SW4, de cor preta, saindo da cidade de Lapão, no sentido Irecê, quando foi surpreendido com tiros por guarnições da PM. Além de Joelma, Elidelson e Gabriela, Suelen Sodré, a outra dançarina, também foi baleada na ação. O motorista do carro, Cláudio Pereira, não foi atingido.
A polícia informou que por volta de 0h30, o condutor de um veículo Toyota SW4, de cor preta, ocupado pelos músicos, não atendeu a ordem de parada da PM e tentou fugir. Em seguida, equipes militares da Rondesp e Ceto tentaram interceptar o carro. "A guarnição efetuou disparos de arma de fogo para fazer parar o veículo e atingiram os passageiros".  
No entanto, a vocalista e o sanfoneiro relataram que não houve ordem de parada. “Um carro começou a nos seguir, apagado, só com os faróis [acesos]. A gente pensou que eram bandidos correndo atrás da gente e ficamos com receio, de fazer mal com as meninas, assaltar, levar nossos pertences. Quando chegamos na avenida principal, próximo a pousada Irecê, na frente do ‘Esquinão’ eles já chegaram atirando. Eles fecharam um cerco. Eles não deram ordem de parada, como estão dizendo aí. Não somos bandidos. Somos trabalhadores”, narrou Eliedelson.
“Não tinha nada ligado, não ligaram sirene. A luz, inclusive, estava baixa, nem alta estava. Porque quando alguém comete uma infração, acho que automaticamente tem que acionar, chamar atenção de alguma forma. Nesse momento não. A gente se assustou justamente pelo fato de que a gente não sabia que era polícia. Se a gente soubesse a gente não ia se assustar. A gente não deve nada. A gente é artista, não é vagabundo. Na maneira daquela abordagem ali, quando a gente encostou, não teve tempo nem de abrir os vidros, quando a gente viu a viatura, já estavam atirando na gente. A gente passou um sufoco. E eu disse: meu Deus, eu não acredito que estou passando por isso”, desabafou Joelma Reis.
A vocalista da Sala de Reboco foi atingida no glúteo esquerdo e no braço, de raspão. O sanfoneiro teve uma fratura exposta na perna. Eles foram socorridos para o Hospital Regional de Irecê. Gabriela também foi socorrida, mas morreu na sala de cirurgia.  
Joelma contou que chegou a sair do carro, na tentativa de coibir os tiros dos policiais. “Eu gritei, levantando as mãos para eles pararem, que a gente era artista, não era vagabundo. ‘Parem com isso pelo amor de Deus!’, mas já tinham feito a m** toda”.
Ela descreveu ainda que, durante a ação, Gabriela havia descido do carro, informando que estava baleada, com a mão na barriga e sentindo dor. “O sanfoneiro conseguiu descer, disse que não estava sentindo a perna e caiu. Ele pediu para segurar a mão dele, enquanto eles ligavam pra chamar o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência].
Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o Comando de Policiamento Regional da Chapada (CPR) instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) que vai apurar as circunstâncias da ocorrência. Disse ainda, conforme informações da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT)/ Rondesp Chapada, que o carro da banda seguia na contramão.
Disse que o carro furou dois bloqueios feitos pela polícia e que foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas no interior do automóvel. A Polícia Civil também informou que vai apurar o caso.
A cantora da banda lamentou a perda de Gabriela: Infelizmente a gente perdeu a nossa amiga Gabi, uma menina de 25 anos. A gente vai voltar sem ela, a família esperando... veio trabalhar pra ganhar esse dinheiro. É triste, até porque não tinha condições de demonstrar nenhum perigo.
“A gente foi comer uma galinha caipira, conhecer um pessoal lá em Lapão para se despedir, era uma confraternização para a gente viajar em paz para Fortaleza, mas foi uma fatalidade, foi uma noite de pesadelo, eu não sei como vai ser daqui para frente. Não sei como conduzir a situação. Peço a Deus que conforte o coração da família de Gabi, de toda a família ‘Sala de Reboco’ e dos nossos patrões. A dor é grande”, finalizou Joelma.

fonte:BNews/ 05/07/19/reprodução