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domingo, 7 de julho de 2019

Previdência de policiais não é privilégio, diz Bolsonaro

Previdência de policiais não é privilégio, diz Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa / PR/reprodução
/07/07/19O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse ontem (6) que não é privilégio tentar alterar as regras para policiais federais e policiais rodoviários federais na reforma da Previdência.

Bolsonaro e membros do seu partido, o PSL, tentam incluir medidas que suavizem a aposentadoria para estas carreiras na discussão no Congresso Nacional. O tema voltará a ser debatido na votação da reforma no plenário da Câmara dos Deputados, prevista para começar nesta semana.

"O que eu fico chateado é que alguns falam de privilégio de policial. Policial não tem privilégio", afirmou o presidente a jornalistas, na porta do Palácio da Alvorada, ao ser perguntado sobre por que não há o mesmo empenho do governo e de seu partido em relação a outras categorias, como a dos professores.

"Tem uma pequena questão para acertar com relação à Polícia Federal e a PRF [rodoviária federal], que está sendo costurada. Não é privilégio, nada. É para acertar a equiparação com as demais carreiras. Todas as categorias estão tendo uma transição, só isso", disse Bolsonaro.

O texto aprovado na comissão prevê que os policiais federais deverão se aposentar aos 55 anos e 30 anos de contribuição (homens) e 25 (mulheres).

Na visão de Bolsonaro, a carreira dos policiais, assim como a dos militares, é mais dura.

"Costumo dizer que certas carreiras, como a de policial, são tão boas que a gente não vê nenhum parlamentar, nenhum filho de empresário lá. Não é privilégio, são especificidades da carreira", disse neste sábado.

"Quem está aqui do meu lado? São militares. Ficam de segunda a domingo comigo, não têm hora extra... Há essa diferença".

Apesar do pedido, Bolsonaro afirmou que a bola está com o Congresso e que todos deverão dar sua contribuição.

"A bola está... o juiz é o Rodrigo Maia e depois o Davi Alcolumbre. Ele [Rodrigo Maia] sabe da necessidade e da importância dessa nova previdência. Dou os parabéns a ele, está sendo um grande aliado, uma pessoa importantíssima para destravar a economia do Brasil", disse.

fonte:Folhapress/ 07/07/19 -21:44min.

Salvador: Soldado da PM morre e associação acusa o governo do Estado


[Soldado da PM morre e associação acusa o governo do Estado]
foto:reprodução/Aspra/facebook

O deputado estadual Soldado Prisco (PSC) divulgou, neste domingo (7), uma nota de falecimento da policial militar, soldado Jeane Batista, que foi encontrada sem vida na manhã de hoje. 
Assinada pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia, a comunicação se solidariza com os parentes e amigos da militar.
“Jeane Batista havia sido demitida em decorrência do movimento reivindicatório de 2012 e diante da injustiça praticada contra nossa Guerreira, ela acabou acometida por uma depressão que se amenizou após a vitória na justiça em abril deste, onde o tribunal de justiça deu ordem ao Governo da Bahia para preceder com sua REINTEGRAÇÃO, mas o governo se recusou a cumprir tal decisão e Jeane ficou muito abalada, então na manhã deste domingo a nossa eterna Guerreira foi encontrada sem vida em sua casa. É com o Coração cheio de dor que noticiamos o falecimento da nossa Guerreira Jeane Batista”, diz a nota. Informações do BNews.

Turismo: Salvador ganhará nova conexão aérea com o Chile


[Turismo baiano ganhará nova conexão aérea com o Chile ]
foto:reprodução
Após o governador Rui Costa (PT) anunciar novos voos para a Bahia, o prefeito ACM Neto (DEM) divulgará, nesta segunda-feira (8), uma nova conexão aérea com o Chile. A parceria entre o Executivo municipal, a Salvador Bahia Airport e a companhia aérea Sky Airline será detalhada às 17h, no Palácio Thomé de Souza.
Mesmo sem ter voos diretos, o Chile tem sido o segundo maior emissor de turistas para Salvador. Com a oferta da conexão entre Santiago e capital baiana, a expectativa é que aumente o número de chilenos na Bahia e a cadeia do turismo seja beneficiada. Informações do BNews.

Brasil: "uma virgem que todo tarado de fora quer", diz Bolsonaro sobre Amazônia

                               foto:SBT/reprodução

Ao comentar pressões de líderes europeus e do Papa Francisco contra o desmatamento em alta no país e a favor da preservação da Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro comparou neste sábado (6) o Brasil a “uma virgem que todo tarado de fora quer”.
O presidente falou a respeito ao deixar o Palácio da Alvorada na noite deste sábado (6), rumo a uma festa junina no Clube da Marinha, em Brasília.
Questionado sobre declaração do Papa Francisco horas antes, que alertou para uma situação “séria e insustentável” na floresta, ele fez explanação de alguns minutos, em tom irritado, sobre suas teses relativas ao meio ambiente.  Afirmou que os países estrangeiros querem que o Brasil preserve sua biodiversidade para que eles próprios, no futuro, a explorem.
Francisco disse que “a situação da Amazônia é um triste paradigma do que está acontecendo em muitas partes do planeta: uma mentalidade cega e destruidora que favorece o lucro à justiça".
Na semana passada, antes de participar do G-20, no Japão, o presidente foi advertido pelos principais líderes europeus sobre a questão do desmatamento. 
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ver com "preocupação” as ações do Brasil contra a devastação e pediu uma conversa clara a respeito. O presidente francês, Emmanuel Macron, cogitou o fim de acordos comerciais com o Brasil, caso o país saia do acordo climático de Paris.  
“Vim aqui para mudar. Não estou preocupado com nada, a não ser fazer com que o meu país seja respeitado lá fora e dei a devida resposta para o Macron e para a Angela Merkel. Muito educada”, relatou.
Bolsonaro disse que os convidou a voar de Boa Vista a Manaus, desafiando-os a achar destruição pelo caminho. “Se encontrarem um hectare de devastação de terra, eles têm razão”, afirmou. Prosseguiu dizendo que pediu também para sobrevoar a Europa. “Se tiver um hectare de floresta, vocês [Macron e Merkel] têm razão.”  
Na sequência, Bolsonaro resumiu: “O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer. Desculpe aqui as mulheres”. 
Bolsonaro sustentou que, na cabeça dos europeus, a Amazônia não é do Brasil. “Você sabe o que é Triplo A? Andes, Amazônia, Atlântico. São 136 milhões de hectares. O primeiro mundo quer para ele a administração dessa área. Você quer perder a Amazônia?” 

O presidente chamou seus antecessores de vendilhões por fazer acordos com países como Bolívia e Venezuela. Disse que, quando viajavam ao exterior para eventos como o do G-20, os ex-presidentes voltavam e demarcavam “dezenas de áreas indígenas”. E argumentou que ONGs internacionais estão por trás desse processo.
“Uma área maior do que isso [o Sudeste] está reservada para índio. O índio não tem poder de lobby. Quem é que faz a demarcação, se não tem poder de lobby? ONGs, grana de fora do Brasil. Áreas riquíssimas. O que o outro mundo quer é preservar essa área para ele explorar isso um dia”, comentou.
O presidente afirmou ainda, sem dar detalhes a respeito, que há uma tentativa de se criar áreas independentes do Brasil no atual território. 
“Na ONU se discute há muito tempo a autodeterminação dos povos indígenas: novos países dentro do Brasil. A área dos ianomâmis é duas vezes o tamanho do Rio de Janeiro. Você acha que um presidente da República qualquer tem de ir para fora se submeter aos caprichos dessas pessoas que querem criar novos países dentro do Brasil?”, questionou.

fonte:Folhapress

sábado, 6 de julho de 2019

Irecê: Sanfoneiro baleado por policiais é transferido para Salvador


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Sanfoneiro quando estava no Hospital Geral de Irecê -foto:reprodução:Irecê Acontece/reprodução/facebook

O sanfoneiro Eliedelson Possidônio, 32 anos, foi transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, no fim da noite da última sexta-feira (5). O músico foi baleado em ação realizada pela polícia em Irecê na noite da última sexta-feira, que feriu a tiros a cantora Joelma Rios e levou à morte da dançarina Gabriela Amorim, todos eles integrantes da banda cearense Sala de Reboco. Outras duas pessoas estavam no veículo no momento dos disparos.
Segundo informações do G1 Bahia, Eliedelson foi atingido por um tiro na perna direita e sofreu uma fratura exposta de grau três na altura da canela, com comprometimento vascular. O sanfoneiro foi levado para Salvador em um avião fretado pela família.

A mãe do músico contou ao G1 que ele está consciente e conseguindo conversar, mas a perna está com uma situação delicada. O irmão dele contou que o sanfoneiro corre risco de perder parte dela.


fonte: Irecê Acontece/reprodução - 06/07/19 -18h:04min.

Rio: Morre, aos 88 anos, o músico João Gilberto; "Influência definitiva no meu canto", diz Gal Costa

Morre, aos 88 anos, João Gilberto
Foto: Reprodução / G1
Considerado um dos criadores da bossa nova, o músico João Gilberto faleceu neste sábado (6) aos 88 anos. O cantor e violonista veio a óbito na cidade do Rio de Janeiro, onde morava. Sua morte foi confirmada por um de seus filhos, João Marcelo Gilberto, ao G1.

Natural de Juazeiro, no interior da Bahia, João Gilberto Prado Pereira de Oliveira foi responsável pela trilogia de álbuns que apresentou o ritmo brasileiro ao mundo — Chega de Saudade (1959), O amor, o sorriso e a flor (1960) e o auto-intitulado João Gilberto (1961). Ao longo de sua carreira, foram mais de 20 álbuns gravados e reconhecimento internacional.

Na vida pessoal, João Gilberto teve dois casamentos, primeiro com a cantora Miúcha, depois com a cantora Astrud Gilberto. Ele deixa três filhos: João, Luisa Carolina Gilberto e a também cantora Bebel Gilberto.


Baianos


Artistas baianos estão se manifestando nas redes sociais sobre a morte de um ícone baiano. João Gilberto morreu, neste sábado (6), aos 88 anos.
A cantora soteropolitana Gal Costa foi uma delas. "Se foi João Gilberto o maior gênio da música brasileira. Influência definitiva no meu canto. Fará muita falta mas seu legado é importantíssimo para o Brasil e para o mundo", postou, no Instagram.





fonte: BN e BNews 06/07/19

Itália: Capitã que salvou 40 migrantes no mar processará vice-primeiro-ministro italiano

A alemã Carola Rackete ao ser presa em Lampedusa: liberada pela Justiça por ter salvo vidas - 01/07/2019 (Guglielmo/Reuters)


Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3, é tratada com insultos pelo vice-primeiro-ministro, de extrema direita

A defesa de Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3, anunciou nesta sexta-feira, 5, que processará por difamação o vice-primeiro-ministro italiano, Matteo SalviniO advogado Alessandro Gamberini declarou a uma rádio italiana não ser fácil levantar “o inventário de todos os insultos formulados por Salvini nas últimas semanas” contra a capitã alemã.
“No circuito destes leões do teclado acostumados aos insultos, é ele que remove as turvas águas do ódio. Uma ação por difamação é uma forma de lançar um sinal”, acrescentou Gamberini.
No comando do Sea Watch 3, Carola Rackete foi detida no último dia 1º depois de ter atracado, sem autorização, na ilha italiana de Lampedusa. Ela pretendia desembarcar os 40 migrantes que resgatara no Mar Mediterrâneo e que estavam a bordo por mais de duas semanas.
Na terça, uma juiz italiana invalidou sua detenção, argumentando que Carola agiu para salvar vidas. Duas investigações diferentes, por resistência a um oficial e por ajuda à imigração clandestina, seguem em curso contra ela na Itália.
Nas redes sociais, Salvini reagiu ao anúncio. “Ela viola as leis, ataca navios militares italianos e depois me processa”, escreveu o vice-primeiro-ministro de extrema direita. “Não tenho medo dos mafiosos, imagine então de uma comunista alemã rica e mimada… Beijões”, acrescentou.
Durante toda a duração da crise, Salvini aumentou o tom de suas declarações e os tuítes furiosos contra Carola, descrevendo-a como “problemática”, “criminosa” e “uma pobre mulher que apenas tentou matar cinco militares italianos”.
fonte:Veja.com(Com AFP)

Cultura: Obra de Euclides da Cunha vai a Paraty para a 17ª Flip

Euclides da Cunha
foto:Canudos. Registro dos prisioneiros do arraial, no interior da Bahia, em 1897  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
Autor de Os Sertões, uma das obras fundamentais da literatura brasileira, Euclides da Cunha (1866-1912) será tema de discussões a partir de quarta-feira, 10, quando começa a 17ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, na cidade fluminense. Por ser o escritor homenageado da vez, Euclides será apresentado por meio de suas qualidades e também contradições. Afinal, se era devoto de determinismos raciais e geográficos que hoje são condenados, o escritor, ao voltar da cobertura que fez para o Estado da revolta de Canudos (1896-1897), era um homem coberto de dúvidas.
“Se a literatura nunca é um reflexo imediato da vida privada, aqui ela guarda uma
 clara correspondência”, anotam os pesquisadores Lilia Moritz Schwarcz e André 
Botelho, no prefácio da edição de Os Sertões lançada pela Companhia das Letras, um
 dos vários lançamentos referentes à obra que chegam agora às livrarias. “No caso 
de Euclides da Cunha, sua formação, as incertezas que viveu com relação à política,
 as teorias que aprendeu e adotou para si, e as experiências que acumulou pelo Brasil afora fizeram toda a diferença. Em Os Sertões, o autor estava muito presente, embora
 a obra fosse maior do que ele. Muito maior.”

Euclides da Cunha
Canudos. Registro dos prisioneiros do arraial, no interior da Bahia, em 1897  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
Um dos marcos fundamentais nos estudos sobre a formação brasileira, Os Sertões foi publicado em 1902 e é a consolidação e aprimoramento da cobertura jornalística do levante de Canudos, que Euclides realizou para o Estado, a pedido de Julio Mesquita. Empoleirado no lombo de um cavalo ou comprimido no tombadilho de um navio, nada parecia ser empecilho para o escritor, que deixou a capital paulista no dia 1.º de agosto de 1897. 
Outros correspondentes já acompanhavam as infrutíferas tentativas do exército republicano de derrotar os seguidores de Antônio Conselheiro, no interior da Bahia, e Euclides destacava-se como o escolhido natural para representar o jornal: colaborador havia nove anos, o escritor publicara, nos dias 14 de março e 17 de julho daquele ano, dois artigos com o título comum de A Nossa Vendéia. No período em que cobriu o levante, Euclides passou por um verdadeiro rito de passagem: se quando deixou São Paulo estava seguro da natureza monarquista da rebelião em Canudos, o escritor (republicano convicto) foi obrigado a reformular seu julgamento, forçado pelas contingências. Diante de famílias reunidas em torno de um líder messiânico, Euclides percebeu que o movimento estava próximo de um massacre. 

CAnudos
Corpo de Antônio Conselheiro. Única foto que se tem registro do líder do arraial  Foto: Flavio de Barros/Museu da República
De fato, com o argumento de se defender a “civilização”, todas as casas do arraial foram destruídas e boa parte dos prisioneiros foi degolada. “Em Os Sertões, Euclides acusou o Exército, a Igreja e o governo pela destruição da comunidade e fez a autocrítica do patriotismo exaltado de suas reportagens”, escreveu o especialista Roberto Venturaem A Terra, o Homem, a Luta (Três Estrelas), que ganha nova edição. “Reconheceu, de certo modo, a omissão de sua cobertura da guerra, ao mencionar o massacre dos prisioneiros, sobre o qual antes se calara. Criticou ainda a aproximação entre Canudos e a Vendeia, que empregara em seus artigos, e descartou a ideia de uma conspiração política, apoiada por grupos monárquicos e países estrangeiros, que havia justificado o massacre.”
Ventura, que foi um dos grandes especialistas em Euclides, observou que o escritor adotou a perspectiva do historiador e ensaísta, “bem próximo do naturalista e do etnólogo e muito distante do mero cronista ou jornalista, como forma de superar a possível falta de interesse pela Guerra de Canudos, encerrada havia cinco anos”.

A mudança de perspectiva também norteou a forma como o Estado passou a observar o fato, segundo a pesquisadora Lidiane Santos de Lima Pinheiro, no livro A Construção do Acontecimento Histórico (Edufba). “Entre lembranças (voluntárias ou obrigadas) e esquecimentos (parciais ou completos), o jornal saiu do discurso que defendia a destruição do arraial antirrepublicano e seguiu em direção à crítica da guerra”, anota ela. “Também foram mudadas as versões sobre a quantidade de habitantes de Canudos de 1897, sobre sua associação ao fanatismo, sobre sua ligação com o debate em torno da propriedade de terras etc. Tais releituras, contudo, não foram aleatórias, pois, com o tempo, os trabalhos acadêmicos e outras manifestações culturais interferiram significativamente na interpretação do acontecimento.”
fonte:Estadão/06/07/19- 09h:44min.